De que adianta falar quatro idiomas e não dizer “bom dia” no elevador? – vale a reflexão!

“… mais importante que ser melhor do que o outro é tratar o outro melhor”.

Para começar as postagens da semana, repercuto texto de teor sempre oportuno, que pode ser visto como um certo desabafo em relação ao mundo competitivo e agitado dos tempos recentes, mas que, na minha percepção, funciona como verdadeiro convite para nossa reflexão, ao focalizar aspectos relevantes do comportamento humano, notadamente maneiras mais virtuosas para o bom convívio social.

Trata-se do artigo De que adianta falar quatro idiomas e não dizer “bom dia” no elevador?, por Andre J. Gomes, publicado no portal eletrônico Revista Pazes, dia 19 de julho passado.

Em essência, o texto realça a importância de bons valores, por vezes esquecidos no “jogo” da vida, entre os quais a gentileza se destaca como uma das mais nobres virtudes.

Leia o artigo, a seguir:

“De que adianta falar quatro idiomas e não dizer “bom dia” no elevador?

Competitividade sem educação está nos transformando em perigosas bestas. “Sai da frente ou eu atropelo” é o recado.

Em algum momento da vida, o mundo resolveu entender “competitividade” como alguma coisa parecida com o ditado antigo que diz “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Que pena.

Eu tenho a impressão de que esse engano é um dos grandes causadores da miséria em que nos enfiamos.

No meio desse equívoco, ser competitivo significa viver contra o outro, querer tudo e querer antes de todo mundo. Por aí, um batalhão competitivo espera sedento sua vez de partir para cima, de agarrar a chance com unhas e dentes, de provar seu valor, de fazer e acontecer. E tudo isso significa “passar por cima” de quem estiver na frente.

Em treinamentos e palestras, gurus de auto-ajuda repetem “você é especial porque foi o único espermatozoide a atingir o óvulo de sua mãe” e outras bobagens. Mas quase ninguém diz o essencial: “educação, respeito, ética e honestidade deixam o mundo melhor.”

Sem esses valores, ser competitivo é uma desgraça! O sujeito competitivo e mal-educado, desrespeitoso, antiético e desonesto é um monstro. Ponto! Não tem escrúpulos nem limites. Faz qualquer coisa em nome de suas metas.

Verdade é que competitividade sem educação está nos transformando em perigosas bestas. “Sai da frente ou eu atropelo” é o recado.

Nessa disputa estrábica, a gente aprende a falar inglês, alemão, espanhol, mandarim mas esquece como dizer “bom dia” no elevador!

“Fulano é poliglota!”, sabe pressionar, mentir, ofender e chantagear em quatro ou cinco idiomas! De que adianta?

Empatia, simpatia, fraternidade e outras joias são consideradas lixo entre os mal competitivos. Porque “abrem a guarda”. Ser gentil é mostrar fragilidade. O competidor matador fecha a cara e atropela. Aqui entre nós, tão ruim quanto os maus perdedores é o péssimo ganhador!

Dia desses, na festinha de aniversário do meu filho num bufê infantil, as moças que organizam a recreação fizeram lá pelas tantas a velha brincadeira da “dança das cadeiras” com as crianças. Na rodada final, disputando o último assento, restaram um menino e uma menina. Tal como um gladiador, para ganhar a peleja o garoto de nove anos empurrou a menina com tanta força que a machucou. A menina saiu chorando, os joelhos esfolados, e o menino foi festejado pelos amigos.

É triste mas é a verdade. A sanha de vencer a qualquer preço nos transforma, em qualquer idade, em perfeitos panacas. Cheios de motivação e energia, talhados em regras e chavões neurolinguísticos batidos mas tão esquecidos do óbvio: mais importante que ser melhor do que o outro é tratar o outro melhor.

Fonte: https://www.revistapazes.com/de-que-adianta-falar-quatro-idiomas-e-nao-dizer-bom-dia-no-elevador/

Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir ao próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (levar música ao vivo para casas de idosos é uma das frentes de atuação, iniciada em 2007), além de assegurar espaços na agenda para o exercício do autoconhecimento e para a meditação, no caminho da evolução pessoal permanente . Gosto de ler, de aprender coisas novas, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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10 respostas para De que adianta falar quatro idiomas e não dizer “bom dia” no elevador? – vale a reflexão!

  1. Davi Augusto Batista Dattoli disse:

    Gentileza gera gentileza! A frase que nunca sai de moda.

  2. José Paes Landim disse:

    Diria, antes de tudo, amigo Dattoli, que foi um dos melhores texto de suas habituais publicações, tanto assim que desejo, nele me inspirando, como subsídio, escrever uma de minhas próximas crônicas Aliás, tenho sido até repetitivo ao dizer, em.nossos escritos, que não vejo como possa qualquer país alcançar seu desenvolvimento, prescindindo de uma educação de qualidade, moldada na ética, daí o porquê da importância da família tradicional, como a primeira escola preparatória na formação moral da criança, para os exercício futuros, com dignidade, que lhe atribuirem as circunstâncias. Bem mais importante realmente do que falar várias línguas ou ser dotado de invejável saber jurídico, no caso dos magistrados, é a vestimenta ética, enriquecida por uma fina educação. Parabéns pelo texto.

  3. José Paes Landim disse:

    Minhas desculpas pelo lapso em não ter pluralizado duas ou mais palavras em nosso comentário aqui deixado.

    • JCDattoli disse:

      Apenas uma escapadinha, amigo, devidamente justificada, pois sei (sabemos) do esmero na sua escrita. Um pequeno senão nada comprometedor, aliás, como naturalmente acontece ao escrevermos utilizando as mídias mais modernas e rápidas! Forte abraço

  4. lulaborda disse:

    Existem pessoas que mais vale mostrar que são poliglotas, porque o status é lhe confere o direito de esnobar aqueles que acham inferiores.
    Infelizmente, estamos vendo o declínio da educação, da ética, da moral, do caráter, com a degradação da família!

  5. dulcedelgado disse:

    Excelente texto e reflexão!

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