“5 LIVROS QUE VOCÊ TEM QUE LER (se quiser)” – Vídeo com animação!

Temos mais uns dias de folga para desfrutar, por conta do feriadão da Páscoa, que começa oficialmente amanhã, com a Sexta-feira Santa (dia em que se relembra a crucificação e morte de Jesus Cristo). Assim, considerando uma oportunidade, para muitos,  de fazer coisas que no cotidiano não conseguem, incluindo ler um bom livro, volto hoje com mais uma publicação destinada a incentivar o hábito da leitura.

Trata-se do vídeo, inteligente, objetivo e com animação, o que o torna ainda mais agradável de assistir, produzido por ‘Epifania Experiência‘ (publicado no YouTube – duração de 7:50), com indicação de 5 clássicos da literatura mundial.

De pronto, entendo não caber aqui questionarmos tais indicações, do tipo “por quê não aquele?”;  “eu acho que este outro livro é mais importante”…, pois gosto é coisa muito pessoal. Entretanto, valorizo o trabalho e a intenção do produtor do vídeo, que, segundo registrado, visa estimular o gosto pela leitura, começando por alguns clássicos.

Ao questionar a máxima de que “ler é chato”, aceita por muita gente, o autor do vídeo assim argumenta: 

Fiz uma lista de 5 clássicos da literatura pra quem quer começar a ler e se apaixonar pelos livros mais importantes do mundo. E já de quebra pegar o hábito de ler e nunca mais largar. Porque aquela história de que os clássicos da literatura são chatos não podia estar mais errada.

Ah, para quem já leu uma ou mais das obras referidas, o vídeo serve pelo menos para reavivar. A meu ver, vale a pena conferir!

Assista:

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‘Idosos com depressão: sinais de alerta e o que fazer’ – Artigo oportuno!

No contexto do grande tema Saúde, volto hoje a falar sobre ‘depressão’, conhecida e crescente doença da alma, chamada, anos atrás, de “a doença do século”, que pode trazer sérios comprometimentos para a saúde integral do indivíduo, suas atividades, relacionamentos etc.

Segundo noticiado no portal do ESTADÃO (www.emais.estadao.com.br), em 10 de outubro de 2018, “a Depressão será a doença mental mais incapacitante do mundo até 2020”. Da publicação, selecionei algumas informações e dados para ilustrar a importância que o assunto merece:

300 milhões de pessoas sofrem do transtorno no planeta;

11,5 milhões de brasileiros apresentam quadro de depressão;

Esse quantitativo correspondente a quase 6% da população brasileira;

O preconceito (estigma social) em relação a doenças mentais é um grande dificultador para a recuperação e reabilitação de significativa parcela desse público.

A propósito do assunto, tomei conhecimento do interessante e bem estruturado artigo da psicóloga Marli Borges, publicado ontem no seu blog, que reproduzo abaixo. Em boa hora, a autora nos oferece sua reflexão e efetiva contribuição para um despertar geral no que se refere a essa realidade preocupante dos dias atuais, sobretudo porque a depressão e a ansiedade vêm alcançando pessoas de todas as faixas etárias, sociais, de renda, cada vez mais, conforme amplamente divulgado.

Confira o texto, a seguir, na expectativa de que a leitura possa trazer esclarecimentos e seja verdadeiramente útil para muita gente.

“Idosos com depressão: sinais de alerta e o que fazer

15 Apr 2019 | Marli Borges

A “depressão” não é um “privilégio” do idoso, pois é um transtorno mental que afeta pessoas de todas as idades. Mas é fato que o preconceito com distúrbios mentais e a falta de informação tendem a dificultar o diagnóstico e o tratamento adequado da doença no idoso. Alguns sintomas, muitas vezes de forma equivocada, são imputados à velhice, pois ainda há crença distorcida de que o velho é rabugento, antissocial e até mesmo irritadiço.

Ainda, no caso da pessoa idosa, o diagnóstico às vezes se torna mais difícil, pois normalmente a doença “se mistura” a outros males naturais da idade. Às vezes, até mesmo o idoso quando apresenta sintomas de depressão, atribui o que sente como algo inerente à velhice.  Muitas vezes o idoso tem motivos que até justificam o desenvolvimento da depressão, como por exemplo quando perde o cônjuge ou pessoas próximas. Outra dificuldade para o diagnóstico preciso é a negação da doença pela própria família.

Alguns SINAIS DE ALERTA que podem ser observados e considerados sobre transtorno da depressão no idoso:

  1.  Tendência do idoso a se abalar, a se entregar e a desistir de ações naturais da vida após receber diagnóstico de alguma doença ou quando percebe que algo não está bem no seu organismo.

  2.  Queixas constantes de dores crônicas.

  3.  Pouca interação social e familiar por parte do idoso, podendo resultar em isolamento ou abandono.

  4.  Surgimento de déficit cognitivo (dificuldade de memória, atenção etc.)

  5.  Surgimento de dificuldades financeiras, incomum no histórico do idoso.

  6.  Uso excessivo de álcool.

  7.  Falta de sentido de vida, vazio existencial.

  8.  Alteração no apetite, comer muito ou pouco.

  9.  Alteração do sono, dormir muito ou pouco.

  10.  Perda de interesse em atividades que antes apreciava fazer.

  11.  Descuidar da aparência, autoestima baixa.

  12.  Demonstrar cansaço injustificado, falta de energia e fadiga.

  13.  Sentimento de tristeza, ansiedade exacerbada, angústia e irritabilidade.

  14.  Baixa imunidade;

  15.  Perda do interesse por troca de carinhos e afeição.

Para se obter diagnóstico mais preciso do transtorno de depressão é recomendável que a pessoa seja avaliada por profissional da área médica, podendo se iniciar com clínico geral. Após, pode ser encaminhado para um psiquiatra ou um psicólogo. Lembrando sempre que “cada caso é um caso”, pois as pessoas são diferentes. O diagnóstico correto garante o tratamento adequado da doença.

Não se pode deixar de considerar que a depressão é uma doença mental para a qual existe tratamento, que pode envolver farmacoterapia e psicoterapia. A depressão quando não tratada, pode simular uma pseudo-demência, ou seja, a pessoa pode sofrer perdas significativas na sua cognição (memória, atenção, linguagem, funções executivas), podendo até mesmo chegar a um processo de demência.

A depressão pode ser prevenida com algumas atitudes e escolhas da pessoa, como por exemplo:

  1.  Manter atividade física frequente,

  2.  Manter vida social ativa.

  3.  Manter alimentação saudável.

  4.  Manter o bem-estar consigo mesmo.

  5.  Não supervalorizar o negativo.

  6.  Manter a curiosidade nas “coisas” da vida

  7.  Aprender a gerenciar as emoções.

  8.  Manter rotina médica, visando prevenir e controlar doenças já estabelecidas.

  9.  Buscar e manter sentido para a vida, valorizando sonhos, projetos etc.

Devemos perceber a velhice com otimismo, como uma dádiva da vida, que pode trazer satisfação e alegria de viver. Que o transtorno da depressão, por exemplo, pode ser tratado e controlado como já mencionado. Considerar que o simples fato de estar vivo nos oferece a oportunidade de escolher como podemos agir para enfrentarmos as adversidades e perdas que a vida naturalmente impõe para todos os seres humanos.

Fonte: https://www.marliborges.com/single-post/2019/04/15/Idosos-com-depress%C3%A3o-sinais-de-alerta-e-o-que-fazer

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Como são valiosas as amizades!!! – Veja estas indicações e citações

Falar sobre amizades é muito gratificante para mim, razão pela qual o tema tem merecido diversas postagens desde o início do blog.

Voltando ao assunto, trago apanhado com alguns pensamentos de escritores famosos, bem como a indicação dos correspondentes livros-fonte, cujas citações considero bem ilustrativas e de grande significado!

A propósito, emerge, de pronto, esta reflexão: Como se pode viver, feliz, sem amigos?

Bem, pesquisas importantes e consistentes, realizadas ao longo do tempo e sob a condução de profissionais de diversas áreas, têm constatado que os amigos exercem papel muito significativo para a saúde, o sucesso e a felicidade de uma pessoa. Por exemplo, essa é a lógica dos achados, amplamente divulgados, da longeva pesquisa sobre Felicidade, da Universidade de Harvard, conforme reiteradas afirmações feitas pelo seu atual diretor, Dr. Robert J. Waldinger (fontes: palestra TED/YouTube, entrevistas diversas disponíveis na Internet…).

Mais recentemente, em seu instigante e excelente livro ’21 lições para o século 21′ (imagem acima), o genial Yuval Noah Harari enfatiza, ao refletir que o ser humano, naturalmente, busca evitar se sentir um miserável:

os humanos são animais sociais, e daí que sua felicidade depende em grande medida de seus relacionamentos com os outros. Sem amor, amizade e comunidade, quem poderia ser feliz? Se você vive uma vida solitária e centrada em você mesmo, é quase certo que se sentirá um miserável.

Para reforçar essa convicção, recorro a mais uma enriquecedora publicação da professora (e escritora) Elaine Rodrigues, feita recentemente em seu blog e-Redigindo, com o título ‘Livros Sobre Amizade’, que reproduzo abaixo.

Diante de tanta evidência, quem ousaria abrir mão das amizades autênticas?

“Livros Sobre Amizade

Livros de correspondências entre escritores e ensaios filosóficos sobre amizade fazem parte das minhas leituras favoritas.  Recomendarei 3 livros hoje.  Mas como estou sem tempo para resenhá-los detalhadamente, deixarei que seus respectivos trechos literários os apresentem.

cicero

Escrito em 44 a.C.

“O que nos agrada em um amigo não é a utilidade oferecida por ele, mas sim o carinho desse amigo. Parece-me também que aqueles que almejam somente o interesse na amizade afastam dela o seu mais doce vínculo. Na amizade nada é fingido, nada dissimulado, tudo quanto nela há é verdadeiro e tudo provém da espontaneidade. […]

E que coisa tão doce é ter alguém com quem falar tão livremente como consigo mesmo. Seria a vida suportável sem amigo? Seria porventura tão grande o fruto das prosperidades se não tivéssemos alguém que se alegrasse com elas tanto quanto nós mesmos? E como aguentaríamos as infelicidades sem alguém que as sentisse tanto quanto nós as sentimos? O verdadeiro amigo vê o outro como uma imagem de si mesmo. A amizade rompe as adversidades, tornando-as mais suportáveis.” 📘

Marco Túlio Cícero — filósofo, escritor e advogado. Texto do livro “Diálogo Sobre a Amizade”.  (Editado)

ami

“A amizade surge quando duas ou mais pessoas descobrem que têm a mesma percepção que os demais não partilham, e que, até aquele momento, cada uma acreditava que era seu fardo único. A expressão típica do começo da amizade é: ‘O quê? Você também? Pensei que eu fosse o único!’ A pessoa que tem a mesma visão, pouco considerada pelos outros, é muito importante para nós. E quando duas vidas percebem que estão caminhando na mesma estrada secreta, a amizade surge. […]

Em um círculo de amigos genuínos, cada pessoa é simplesmente o que ela é. Nenhum se importa absolutamente sobre a vida, profissão, classe, renda, raça ou história prévia do outro. […] Esta é a realeza da Amizade. Reunimo-nos como príncipes soberanos de Estados independentes, num país estrangeiro, em campo neutro, libertados de nossos contextos. E esse amor ignora (essencialmente) nosso passado e nossas conexões. É uma questão de mentes desembaraçadas, de personalidades transparentes.”  📘 

C.S. Lewis no livro “Os Quatro Amores”.  (Editado)

jorge

“Querido Jorge, esta mensagem vai na letra gorda para que não se perca nos azares da transmissão nem um só sinal da nossa amizade, deste carinho tão bonito que veio  enriquecer de um sentimento fraterno uma relação nascida tarde, mas que, em lealdade e generosidade, pede meças à melhor que por aí se encontre.” 📘

José Saramago no livro Com o mar por meio: uma amizade em cartas“. 

Legal, né?

Fonte: https://eredigindo.wordpress.com/2019/04/12/livros-sobre-amizade/comment-page-1/#comment-585

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As maravilhas proporcionadas pela música (incrível)!!!

Neste sábado, como sempre acontece por aqui, é claro que vamos falar sobre música. Entretanto, a postagem de hoje será um pouco diferente!

Para começar, selecionei vídeo muito interessante, com o título ‘A música é incrível‘, fazendo resumo acerca de diversos benefícios que a audição musical proporciona. Aliás, essas revelações aí resumidas estão consistentes com estudos seguidamente divulgados ao longo do tempo.

Como você verá destacado, ouvir música faz bem e até cura, a exemplo de: reduz a dor, acalma (controla as emoções), estimula a produção de dopamina (um dos hormônios da felicidade), ativa ambos os hemisférios do cérebro, melhora a memória etc. Depois disso, você certamente irá valorizar ainda mais o costume de ouvir música.

Apesar do valioso conteúdo, o curto vídeo, que foi publicado por Kleber Sales II, no YouTube, tem duração de apenas 1:51 (abaixo). 

Logo a seguir, para não quebrar o nosso hábito semanal, trago vídeo com o genial violinista alemão David Garret, registrando bela interpretação da música Air, de Johann Sebastian Bach, com a sutileza de um ballet infantil. O vídeo foi publicado no YouTube por VidMax.

Aqui estão:

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‘O “X” da questão!’ – Uma crônica primorosa de Jair Araújo!!!

Em grupo de rede social, do qual honrosamente participo, circulou ontem esta crônica de rara felicidade, do escritor baiano Jair Araújo, publicada no portal eletrônico NOTÍCIA LIVRE.

Ao longo do primoroso texto, o autor brinca, de forma agradável e com notável sabedoria, a respeito dos nossos quereres, dos desejos que mobilizam grande parte dos humanos, deixando evidenciado, contudo, o que verdadeiramente conta e molda a essência da pessoa, aí considerado o papel que cada um deve assumir, suas intenções, suas ações efetivas (protagonismo) e sua alma.

Como disse uma leitora, “Jair detectou o X do problema e da solução“. Ele passeia por atributos humanos valiosos, como a capacidade (e disposição) para aprender, praticar o bem, agradecer, amar, perdoar, ser resiliente, demonstrar humildade, entre outros tantos!

Um texto para ser lido e degustado (a seguir):

Imagem relacionadaImagem: canalinfantil.com.br

O “X” da questão!

O X poderia estar em querermos possuir poderes mágicos para evitar os sofrimentos e conseguirmos, sem esforço, alcançar os nossos intentos. Se não, pelo menos termos um superpoder: uma visão de raios-X, por eXemplo. Assim, com certeza, tudo seria diferente. Ao nosso olhar, as pessoas seriam transparentes; poderíamos ler mentes, eXercer o poder sobre elas, transformar a realidade das coisas, quiçá, conquistar o mundo, enfim, sermos felizes. Mas nem tudo é mesmo assim.

Clark Kent voa mais rápido que os pássaros, tem visão de raio-X, possui músculos de aço, mas também tem a paiXão não correspondida por Louise Lane, que sofre de “apaiXonite” crônica pelo Super-homem e, de quebra, ainda tem em seu desfavor, a tal da criptonita. Seria, então, o Super-homem feliz?

Crianças são felizes porque são simples e puras. Xamãs, amparados por divindades, num ato de amor à vida, ajudam o próXimo, por isso são luminosos os seus espíritos e pacíficos os seus corações.

Felizes os que não sofrem! Não sofrem os que aceitam o suficiente que a realidade da vida lhe põe às mãos.  Felizes os Xamãs, praticando o bem, em suas longínquas aldeias, e os meninos nos terreiros cruentos e Xerofíticos da caatinga infestada de XiqueXiques, a brincarem com suas Xipocas e consolarem-se com a minguada Xepa, sem Xingação nem Xavecagem.

São sábios aqueles que assumem os seus infortúnios e veem nele a oportunidade de aprender novas lições com a crença e a esperança de que, na vida, não eXistem desafios intransponíveis enquanto houver fé, esperança e vontade de lutar.

Ainda que as circunstâncias imponham um Xeque-mate, vitoriosos são os que não fazem disso um cavalo-de-batalha, e partem para uma nova peleja. Pois, não fosse assim, seriam felizes apenas os vencedores, os sortudos jogadores, os possuidores de muitos bens e poder. Entretanto, às vezes, são esses, quase sempre tão infelizes!

O X da questão não está, pois, no que de material possuímos, no vil metal ou na conquista da fama; valores tão efêmeros. Está no que a vida nos ensina e no quanto nos dispusermos aprender com as aparentes derrotas, com os eventuais tropeços, com as decepções, bem como nos bons atos que praticamos aos outros e que, beneficamente, refletem em nós.

Dentro de cada ser, residem a questão e a solução. Somente quando nos abrirmos a esta compreensão, assim como a flor que se entrega, em pétalas, a eXalar o perfume que atrai os agentes responsáveis pela sua fecundação e frutificação, conseguiremos despertar o Xamã que reside dentro de nós; reavivaremos a esquecida criança, para quem só eXiste o presente e que se nutre de esperança, adquiriremos o poder para a realização dos nossos sonhos e enXergarermos o inevitável e real sentido da vida.

O aXial não é o “ter”, é o “ser”. O ser integral, em sua máXima eXpressão.

Eis a verdadeira visão de raio-X a ser desenvolvida. E, ao utilizá-la, primeiramente em nós, nos transformaremos em aprendizes e mestres; adquiriremos a cura e o poder dos curadores; seremos todos Xamãs.

Nos conscientizaremos de que o mais importante é confiar-se para confiar, perceber-se para perceber, permitir-se para permitir, tolerar-se para tolerar, amar-se para amar, incondicionalmente.

EXercitaremos a coragem de poder errar e perdoar-se, de poder compreender e perdoar o outro. Conquistaremos a confiança e a força para enXotar as criptonitas da culpa, dos grilos, da tristeza e do desânimo.

EXerceremos o amor-próprio, para compreender o amor, para valorizar a natureza e amar a vida.

O X da questão é ser o Xamã de si mesmo, o Xerife da alegria, o Xereta da felicidade, o Xodó da fantasia. Portanto, o bom êXito da nossa eXistência não reside em outro lugar, senão em nós. O X da questão, pois, está em  enXergar a si e ao outro com os olhos da alma, em eXercitar o humilde ato de agradecer a graça de viver, reconhecendo a eterna beleza da vida…

AXé!

Fonte: http://www.noticialivre.com.br/index.php/2014-03-09-16-39-32/64300-o-x-da-questao

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“Renda-se aos recomeços” (por Laís Schulz)

Destaco hoje o bem elaborado artigo, de Laís Schulz, fotógrafa e produtora de conteúdo, publicado semana passada no LinkedIn, chamando nossa atenção para o medo (tema já tratado algumas vezes por aqui), destacadamente para os inimigos internos que nós mesmos criamos (produtos da nossa mente) e que comprometem a nossa evolução, a nossa plenitude, ou até mesmo nos paralisam.

Segundo a abordagem, a meu ver bastante plausível, o medo pode ser substrato (essência) do pessimismo. Ou seja, desacreditar, não botar fé, ficar na defensiva, é não querer buscar, desbravar, assumir riscos. Olha aí, em outras perspectivas, o porquê de tanta gente estacionada e engrossando a massa dos que preferem o menor esforço, a mesmice, permanecer na tão propalada “zona de conforto”.

O recomeçar, o abraçar novas e desafiadoras causas, motivo principal da argumentação trazida pela autora, é importante e instigador para um viver ativo, que propicie crescimento pessoal/profissional e realização. Gostei bastante da publicação, a começar do título, em especial porque o assunto me tocou diretamente, ao recordar algumas mudanças mais abruptas – e até mesmo recomeços profissionais – que enfrentei até aqui, compreendendo mudanças de cidade, cujo balanço é absolutamente positivo, a despeito dos naturais medos e incômodos de cada um desses processos, inclusive para os meus familiares.

Entretanto, como tudo na vida, entendo ser preciso equilíbrio e uso da dosagem certa. Se tiver que recomeçar, vá firme. Apenas não faça disso uma constante (de muita frequência) em sua vida, pois assim a instabilidade dominante pode trazer efeitos contrários desestabilizadores, sob variados aspectos.

Temos aqui, portanto, uma oportunidade de reflexão mais do que válida, importante e, na minha percepção, necessária. Aliás, serve também como estímulo para que o leitor exerça o autoconhecimento, caminho a ser trilhado sempre, sem ponto de chegada!

Tire o melhor proveito da leitura. A seguir:

“Renda-se aos recomeços

Imagem: UnsplashImagem: Unsplash

Laís Schulz

Recomeçar. Do zero. Do começo. Voltar. Destruir. Reconstruir.

O pavor de fazer tudo de novo. O pavor de ter que planejar, projetar, colocar em ação, errar, acertar. O medo de passar por tudo aquilo novamente e ainda ter que encontrar energia pra mudar, inventar, criar e fazer melhor.

Quantas vezes você já teve que recomeçar?

Quantas vezes você já precisou transformar sua vida? Deixar um emprego e começar em outra empresa, da posição mais baixa? Mudar de casa, cidade ou país e começar uma nova vida?

Não é fácil abandonar o passado, deixá-lo para trás – ou ao menos uma parte dele. Parar de se agarrar na segurança do que você conhece e abraçar o incerto. Pular de paraquedas sem saber muito bem onde vai aterrissar.

Dar este salto de fé é desafiador. Mesmo quando nos encontramos em uma situação desconfortável. Ainda assim, encontramos dificuldade em abandonar a zona de conforto.

Isso porque no presente temos a certeza, sabemos exatamente onde pisar, sabemos o que nos machuca e o que nos faz feliz. Está tudo na nossa frente, é palpável, é real.

Enquanto isso, o futuro, as mudanças e tudo aquilo que não conhecemos é um território novo e misterioso. Não existe, está na nossa mente e basta.

O novo, o inexplorado, o incerto, o que não existe. Tudo isso gera desconforto.

Não existe nada palpável, nada em que possamos nos apoiar. E aí divagamos sobre tudo, tudo que pode acontecer e, principalmente, tudo que pode dar errado.

Não porque somos pessimistas, mas, porque temos medo de quebrar a cara. Temos medo de precisar recomeçar e acabar no meio do nada, em um território desconhecido e inexplorado.

E o medo causa uma dor excruciante. O medo é paralisante.

Por isso é tão difícil deixar o passado ir. Mesmo que ele te machuque, mesmo que te desaponte. Mesmo que seja um detalhe, uma pessoa, um objeto, um cargo.

Nós escolhemos nos agarrar ao que conhecemos, àquilo que é seguro.

Nós passamos a viver como sobreviventes de um naufrágio. Nos agarramos àquele único pedaço da embarcação destruída como se nossa vida dependesse daquilo. Daquela fração, daquele único fragmento.

E, por incrível que pareça, por mais incomodados que estejamos nos parece muito mais fácil viver à deriva rezando por um milagre. Rezando para que alguém nos encontre e nos leve à terra firme em vez de simplesmente começar a nadar.

Isso porque o medo de algo que não aconteceu e, possivelmente, nunca acontecerá nos paralisa.

No fim, não é a insegurança em si que é ameaçadora. A ameaça muitas vezes não está lá fora. Está dentro de cada um de nós. Somos nossos maiores aliados, mas também sabemos ser nossos maiores inimigos quando queremos.

Conhecemos nossos pontos fracos. Sabemos exatamente o que nos machuca e usamos isto como uma espécie de auto sabotagem. Nos agarramos aos pensamentos que nos impedem de seguir em frente, simplesmente porque temos medo.

Fazemos isto quando a verdade é que a maior parte dos obstáculos que enxergamos só existe dentro de nós. Eles estão em nossos pensamentos, fora da vida real. E isso se torna pior à medida que negamos a causa de nossa paralisia.

Precisamos entender que temos, dentro de nós, a força necessária para seguir, para recomeçar ou para simplesmente começar e continuar.

Mas, acima de tudo, precisamos compreender que o medo de ir não é razão para ficar, é razão para partir. Partir em busca de seus sonhos e de sua felicidade, seja lá o que isso significa para você.

Porque recomeçar não é um sinal de fraqueza, recomeçar é um sinal de coragem. Decidir recomeçar quer dizer que você foi corajoso o suficiente para abandonar tudo, deixar que a maré destrua o castelo de areia que você construiu para construir um novo, maior e mais forte no dia seguinte.

Portanto, renda-se. Recomece. E se precisar, recomece uma outra vez.

Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/renda-se-aos-recome%C3%A7os-la%C3%ADs-schulz/?trk=eml-email_feed_ecosystem_digest_01-recommended_articles-3-Unknown&midToken=AQFJ3dl-EPlJpQ&fromEmail=fromEmail&ut=0k-IM9pbQot8I1

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‘Você nunca vai agradar a todos. Aprenda a não ligar para isso’ (El País)

O assunto desta abordagem de hoje tem a ver com a temática do post de ontem, que no fundo tratam dos relacionamentos interpessoais, das interações humanas etc. Ao passear por essas complexidades que afetam, em alguma medida, cada um de nós, o artigo que reproduzo abaixo procura dar ênfase mais específica para a nossa dependência por aprovação pelos outros, por reconhecimento, pela chamada “validação” e, em tempos de alta participação em redes sociais, pelos tão almejados “likes”.

Neste texto interessante, oportuno e de leitura agradável, publicado no portal eletrônico do EL PAÍS Brasil, temos um conjunto de aconselhamentos de sabedoria sobre a impossibilidade de agradar a todos, de não alimentarmos a expectativa (ânsia) de obter reconhecimentos, retornos, compensações, sobretudo porque tal atitude viciante termina promovendo sofrimento, desentendimentos nas relações interpessoais e até mesmo adoecimento psicológico. Além do que, quem incorpora esse tipo de dependência passa a ficar submetido(a) ao arbítrio/opinião dos outros.

“A verdadeira liberdade inclui não nos importarmos com o fato de algumas pessoas não irem com a nossa cara, porque estatisticamente é impossível agradar a todos. Deixar de nos preocupar com o que os outros acham de nós, especialmente os que não nos entendem, é o caminho para a serenidade.”

É óbvio que estamos num campo de desafio pessoal.  Como tudo que requer evolução individual, é preciso estar atento(a), ter consciência do seu sentimento a esse respeito e, se for o caso, implementar necessárias mudanças de hábitos. Não é demais assinalar que qualidade de vida passa por aí também!

Confira a publicação, reproduzida a seguir. Espero que lhe seja útil!

“Você nunca vai agradar a todos. Aprenda a não ligar para isso

Francesc Miralles
Você nunca vai agradar a todos. Aprenda a não ligar para isso

A verdadeira liberdade pode residir em conseguir ser feliz sem precisar da aprovação alheia

UM DOS LIVROS mais populares dos últimos anos no Japão reúne as conversas entre um jovem insatisfeito e um filósofo que lhe ensina, entre outras questões, a arte de não agradar aos outros. É um tema sensível numa cultura tão complacente como a nipônica, mas este compêndio de conversações entrou também nas listas de mais vendidos dos Estados Unidos, e no Brasil foi publicado como A Coragem de Não Agradar (Sextante).

O mestre é Ichiro Kishimi, especialista em filosofia ocidental e tradutor de Alfred Adler, um dos três gigantes da psicologia junto com Freud e Jung. E é justamente o pensamento de Adler que articula o diálogo com o jovem Fumitake Koga sobre como se emancipar da opinião alheia sem se sentir marginalizado por causa disso.

O debate socrático que eles mantêm ao longo das mais de 260 páginas do livro parte dessa ideia central: todos os problemas têm a ver com as relações interpessoais. Nas palavras do próprio Adler, “se as pessoas querem se livrar dos seus problemas, a única coisa que pode fazer é viver sozinhas no universo”. Como isso é impossível, sofremos por alguma destas razões ao nos relacionarmos com os outros:

– Sentimos um complexo de inferioridade em relação a quem “conseguido mais” do que nós.

– Sentimo-nos injustamente tratados por pessoas que amamos ou ajudamos e que não nos correspondem como esperamos.

– Tentamos desesperadamente agradar os outros para obtermos sua aprovação.

Este último ponto se transformou em um vício generalizado. Podemos vê-lo claramente nas redes sociais, onde publicamos posts procurando a aprovação dos outros na forma de curtidas e comentários. Quando uma foto ou uma reflexão importante para nós obtém poucas reações, podemos chegar a nos sentir ignorados. Também nas relações analógicas, muitos problemas interpessoais têm a mesma origem: não recebemos do outro o que acreditamos merecer. O fato de não nos agradecerem suficientemente por alguma delicadeza que fizemos, por exemplo, pode desatar o ressentimento e esfriar uma amizade.

Sob este desejo de concessões há uma ânsia de reconhecimento. Se o outro me agradecer, se apreciar o meu trabalho, se corresponder ao meu favor com um ato amável, então me sentirei reconhecido. Se isso não acontecer, interpreto como se eu não tivesse feito nada, como se não existisse para o outro. Essa visão é um poderoso gerador de problemas, já que as relações nunca são totalmente simétricas. Há pessoas que desfrutam dando, e outras que transmitem a impressão, mesmo que incorreta, de que não querem receber nada. Isso provoca muitos mal-entendidos, somado ao fato de que cada indivíduo tem uma forma diferente de expressar seu amor e gratidão. Há pessoas que verbalizam de maneira imediata e direta o que sentem por nós, e outras que nos apreciam igualmente, mas têm menos facilidade para expressar amor, ou o fazem de forma diferida, quando encontram o momento e lugar adequados.

Todas as opções são corretas, sempre que nos liberemos da ânsia por encontra uma compensação imediata e equitativa, como em um comércio no qual será preciso receber imediatamente pela mercadoria entregue.

Conforme afirma o professor Ichiro Kishimi, “quando uma relação interpessoal se alicerça na recompensa, há uma sensação interna que diz: ‘Eu lhe dei isto, então você tem que me devolver aquilo’”, o que é uma fonte inesgotável de conflitos.

Porque, além das diferentes maneiras de expressar afeto, encontraremos pessoas que simplesmente não nos entendem ou inclusive não gostam de nós. Fazer um drama por causa disso transformará nosso dia a dia em um terreno fértil para os desgostos. A verdadeira liberdade inclui não nos importarmos com o fato de algumas pessoas não irem com a nossa cara, porque estatisticamente é impossível agradar a todos. Deixar de nos preocupar com o que os outros acham de nós, especialmente os que não nos entendem, é o caminho para a serenidade.

“Quando desejamos tão intensamente que nos reconheçam, vivemos para satisfazer as expectativas dos outros”, afirma Ichiro Kishimi, e com isso já deixamos de ser livres. Não exigir contrapartidas e se permitir viver à sua maneira, dando-se inclusive o direito de não agradar, é algo que traz liberdade, paz mental e, afinal, melhores relações com demais.

Não leve para o pessoal

– Em Los Cuatro Acuerdos, célebre ensaio publicado em 1998 por Miguel Ruiz, a segunda lei diz: “Não leve nada para o lado pessoal”. O médico mexicano argumenta que para manter o equilíbrio emocional e mental não se pode dar importância ao que ocorre ao nosso redor, já que “quando você encara as coisas de forma pessoal, sente-se ofendido e reage defendendo suas crenças e criando conflitos. Faz uma montanha a partir de um grão de areia”.

– Deixar de lado a necessidade de ter razão. Parar de gastar energia em tentar convencer os outros, que têm suas próprias crenças, é profundamente libertador. Quem anda pelo mundo levando tudo para o lado pessoal vê inimigos por toda parte e nunca consegue ficar verdadeiramente tranquilo, já que sempre tem contas pendentes que circulam por sua mente, causando sofrimento.

– Segundo Miguel Ruiz, nada do que as outras pessoas fizerem ou disserem deveria nos fazer mal se assumimos o seguinte axioma: “Você nunca é responsável pelos atos de outros; só é responsável por si mesmo”.

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Vídeo esclarece sobre nossas crenças e seus impactos na comunicação humana!

Neste vídeo revelador e importante (mais um da Casa do Saber), com o neurologista Fabiano Moulin, que já esteve aqui em oportunidades anteriores, você ficará sabendo como formamos as nossas crenças e como isso influencia o nosso processo de comunicação, segundo revelações da neurociência que ele apresenta na sua argumentação.

A meu ver, é essencial estarmos conscientes a respeito disso, por diversas razões, entre as quais destaco estas duas:

i) porque vivemos cotidianamente em processos de comunicação/interação humana, que é impactante (ou muitas vezes decisivo), podendo facilitar ou comprometer as relações interpessoais como um todo, o êxito profissional e a própria evolução do nosso ser;

ii) porque presenciamos notório nível de desentendimento e oposição de pontos de vista acerca de diversos aspectos que impactam a sociedade hoje em dia, a começar pelo acirramento e radicalização nas discussões envolvendo política partidária, governos e  políticas em geral, com efeitos negativos até mesmo nos relacionamentos entre familiares e antigos amigos.

Assista ao vídeo, tire bom proveito das dicas e estímulos apresentados e, mais ainda, entenda o porquê da advertência “cuidado com as suas certezas”, pois o que devemos buscar na comunicação humana é o diálogo e a construção de um jogo em que não haja um pretenso ganhador único. As crenças, ou “certezas”, portanto, estão no cerne dessa questão!

Confira a seguir:

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Dimash Kudaibergenov – Mademoiselle Hyde – Simplesmente fenomenal!!!

Volto, como inspiração musical, com mais uma impressionante performance do cantor Dimash Kudaibergenov, do Cazaquistão, tido como detentor da melhor voz do mundo na atualidade.

Ouvir Dimash é arrebatador. A cada nova audição fico ainda mais impressionado com esse jovem cantor, pelos seus recursos vocais inacreditáveis, sua afinação e segurança demonstradas.

Para este sábado, selecionei recente vídeo (publicado no YouTube) com apresentação que, para meu gosto, ficou ainda mais agradável aos ouvidos, se é que isso pode ser possível?, dada a beleza da canção por ele interpretada, neste show encantador (ao vivo). Trata-se da composição musical Mademoiselle Hyde, composta por Igor Krutoy (russo) e Lara Fabian (belga).

Para que compreendam um pouco mais a respeito do artista, vou reproduzir pequeno trecho de matéria publicada na página Dimash Kudaibergen Brasil, no Facebook, com o título UMA NOVA ESTRELA SE ERGUERÁ NO ORIENTE. Veja:

Ele tem uma técnica incrível que ninguém tem, peculiar apenas para ele e desenvolvida por ele mesmo. Ele tem barítono, tenor e soprano, que ele não apenas possui, mas que controla no mais alto nível de habilidade. Sua característica distintiva é que ele executa uma música pelo menos por dois timbres diferentes (dando a impressão de que no palco cantam duas pessoas diferentes).”

A propósito, fica o meu pedido para que registrem, nos comentários, o local e a data deste show (não consegui identificar essas informações). Grato!

Como o vídeo parece ter sido bloqueado para reprodução automática fora do ambiente do YouTube, se for o caso, clique no link que aparece: “Assista a este vídeo no YouTube”. Vale muito a pena assistir:

 

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EUREKA (por Martha Medeiros) – sobre o que é bom e o que é ruim para a saúde!

Esta crônica Eureka, da notável escritora Martha Medeiros, é mesmo muito legal. Prova disso é que, apesar de ter sido escrita há algum tempo, ou melhor, há mais de 10 anos, como parte do livro Montanha Russa (vide informação no site Recanto das Letras, indicado ao final desta postagem), o texto ainda circula por aí e faz sucesso. Alias, esta semana foi compartilhado em um dos grupos de rede social do qual faço parte.

A escrita traz bons contrapontos, ponderações inteligentes e de certa maneira faz ironia em relação a tais “descobertas”, divulgadas em alto e bom som sobre o que faria bem, ou faria mal, para a saúde.

Creio que valha a pena ponderarmos a esse respeito. Até desconfio que bom-senso e saúde da mente (cuca legal) fazem muito bem e, portanto, devem prevalecer antes de se adotar qualquer dessas novidades. Nessa linha, a autora nos passa boas dicas, que têm a ver com longevidade, qualidade de vida, bem viver…

Curta a crônica, ainda bastante atual, melhor ainda porque hoje é sexta. A seguir:

Eureka!

Imagem relacionada

(Martha Medeiros)

Cada semana, uma novidade. A última foi que pizza previne câncer do esôfago. Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere… Diante dessa profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0km. Ler um bom livro faz eu me sentir nova em folha. Viajar me deixa tensa antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns 5 anos. Vôos aéreos não me incham as pernas, me incham o cérebro, volto cheia de idéias.

Brigar me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. E telejornais os médicos deveriam proibir – como doem!

Essa história de que sexo faz bem pra pele acho que é conversa, mas mal tenho certeza de que não faz, então, pode-se abusar. Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.

Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde. E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda. Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mozzarella que previnam.

Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser excepcionalmente bom, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca. Conversa é melhor do que piada. Beijar é melhor do que fumar. Exercício é melhor do que cirurgia. Humor é melhor do que rancor. Amigos são melhores do que gente influente. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida.

Tomo pouca água, bebo mais de um cálice de vinho por dia, faz dois meses que não piso na academia, mas tenho dormido bem, trabalhado bastante, encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado que tudo isso pode me levar a uma idade avançada. Sonhar é melhor do que nada. 

Fonte: http://www.rosangelaliberti.recantodasletras.com.br/blog.php?idb=19895

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