Falar em público: boas dicas para você preparar um discurso matador!

Volto hoje com o tema comunicação, sobre falar em público e mais precisamente sobre a preparação de um discurso que seja interessante, persuasivo, bem compreendido pelo seu interlocutor/público e capaz, portanto, de vender a sua ideia, o seu argumento ou produto, que é o objetivo principal, ao fim e ao cabo. Estou me referindo à habilidade de preparar-se para argumentar em uma conversa importante, em uma reunião, em um debate/entrevista e, obviamente, em uma apresentação (palestra). 

Creio que você compreende a relevância dessa competência (habilidade) para a vida, que se revela essencial para o êxito na carreira/negócios e absolutamente indispensável para o exercício de funções mais expressivas, em qualquer área de atividade.

Mas, afinal, quais seriam os requisitos principais para você preparar um discurso convincente e matador?

Em resposta, selecionei vídeo da Casa do Saber, COMO ESTRUTURAR UM DISCURSO EFICAZcom dicas, a meu ver bastante úteis e muito pertinentes,  trazidas pela Doutora em Linguística Vivian Rio Stella. O vídeo foi publicado, semana passada, no YouTube.

As técnicas sugeridas estão ao alcance de qualquer um. Tire o melhor proveito destas dicas. Vale a pena ver – a seguir:

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Inspiração musical: Jorge Vercillo – Signo de Ar

Como inspiração musical para este sábado, e já transpirando os ares da primavera por aqui, trago Jorge Vercillo, cantor, violonista e compositor carioca dos mais destacados nos tempos atuais, dos melhores entre os artistas da MPB que apareceram a partir dos anos 1990, pelo seu talento, intensidade do trabalho e qualidade das suas produções musicais.

Selecionei o vídeo a seguir (disponível no YouTube), como mostra da sua brilhante carreira, que já vai para bem mais de 100 gravações realizadas. Vercillo apresenta, ao vivo, a sua bela canção Signo de Ar, composta em parceria com Nico Resende, lançada em 2006.

Deixe-se embalar – o balanço deste som é mesmo contagiante!

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Mais dicas de educação financeira: fique de olho!

Resultado de imagem para educação financeira   Crédito de imagem: Canal Do Ensino

Volto com o tema ‘educação financeira’, assunto que tratei aqui, semana passada, com o artigo autoral ‘Dicas de finanças pessoais para o seu projeto de aposentadoria, publicado em duas etapas, nos dias 13 e 14. 

Aliás, não é nada por acaso que muitos brasileiros vivam com desestruturação orçamentária mensal, tenham o nome negativado nos órgãos de proteção ao crédito (hoje são 63 milhões de pessoas inadimplentes, com restrição ao crédito) etc. As causas para isso são diversas, mas a questão tem muito a ver com traços da nossa cultura. Claro, devemos considerar que a crise de emprego e as dificuldades da própria economia do país também contribuem para esse quadro. Contudo, o despreparo individual, fruto, sobretudo, de uma inadequada estrutura educacional que oriente a população para lidar com suas  finanças pessoais, está na raiz do problema.

Com efeito, em termos comparativos com outros países, estamos mal na foto. Matéria publicada na revista VOCÊ S/A, deste mês de setembro, com o título QUANTO MAIS CEDO, MELHOR, informa que, segundo dados de estudos da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), no ranking sobre o nível de conhecimento financeiro, medido em 30 países, o Brasil apareceu na 26ª posição.

Portanto, temos aí um problema a ser trabalhado com grande abrangência e intensidade, cujas estratégias e ações práticas precisam incluir o público jovem, desde a mais tenra idade, isto é, desde criança. 

A propósito do tema, divulgo o artigo ‘Pare já com estes 9 erros que fazem você gastar mais em vez de economizar‘, publicado dias atrás no portal UOL, trazendo dicas importantes sobre finanças pessoais e erros praticados por muita gente. Vale a pena conferir e ficar de olho!

Leia acessando o link:

https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/09/19/erros-ao-economizar-gastar-dinheiro-a-toa.htm

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Robert Waldinger: “A solidão mata. É tão forte quanto o vício em cigarros ou álcool.”

Entre as diversas postagens feitas aqui sobre qualidade de vida e felicidade, em especial na fase da idade avançada, já fiz referência a Robert Waldinger, psiquiatra, pesquisador e professor na Escola de Medicina de Harvard, atual coordenador da mais longeva pesquisa sobre felicidade que vem sendo desenvolvida por aquela Universidade norte-americana, desde 1938. Aliás, um vídeo dele sobre o tema, com a palestra “The Good Life”, para o TED, segue fazendo grande sucesso, tendo como principal atrativo a evidência de que o fator ‘relacionamento’ é o mais importante para a felicidade (maior correlação).

Em acréscimo, reproduzo rica publicação feita no site FRONTEIRAS DO PENSAMENTO sobre relacionamento e demais fatores preditivos (prenunciadores) para uma longevidade bem-sucedida, ou seja, para um viver com qualidade após os 50. A matéria traz entrevista concedida por Waldinger, bastante interessante e esclarecedora, que reforça significativamente os achados a respeito dessa temática.

Confira a seguir: 

‘Robert Waldinger: “A solidão mata. É tão forte quanto o vício em cigarros ou álcool.”

Robert Waldinger e sua esposa, Jennifer Stone (foto: Rose Lincoln/Harvard)

Harvard, 1938. Época da Grande Depressão.

Cientistas decidem mapear as vidas de 268 estudantes da instituição, buscando compreender as relações entre saúde física e mental, entre saúde e felicidade. Dentre os participantes, estavam nomes como John F. Kennedy e o editor do Washington Post, Ben Bradley.

Foram quase oito décadas de acompanhamento. A pesquisa, chamada de Harvard Study of Adult Development, tornou-se o mais amplo estudo já realizado sobre a felicidade humana.

Ao longo dos anos, a pesquisa foi estendida aos filhos dos participantes. Há uma década, também às mulheres dos participantes*. Durante todo este tempo, foram analisados fracassos e sucessos pessoais, registros médicos, qualidade dos casamentos e muitas outras questões que interligavam dados de saúde física a percepções emocionais.

(*Mulheres não participaram do estudo original, pois, em 1938, Harvard era exclusiva para homens)

A conclusão foi surpreendente para todos: “descobrimos que a felicidade que sentimos nos nossos relacionamentos tem um poder incrível sobre nossa saúde”, explicou Robert Waldinger, diretor do estudo.

Waldinger é um caso à parte e merece um espaço para conhecer seu trabalho.

Quem é Robert Waldinger?

Professor de Medicina de Harvard, este psiquiatra, psicanalista e professor Zen ganhou o mundo após a publicação de sua palestra no projeto TED, uma das 10 TED Talks mais assistidas de todos os tempos.

Na palestra, ele responde as perguntas mais básicas que movem os seres humanos: o que nos mantém felizes e saudáveis durante a vida? Waldinger reúne as conclusões do estudo aos seus aprendizados práticos na psiquiatria e no Zen Budismo em três lições fundamentais para construir uma vida repleta de sentido.

Resultado: 23 milhões de pessoas assistiram à fala de Waldinger.
(Vídeo legendado: escolha a língua de sua preferência)

Relacionamentos íntimos, mais do que fama ou dinheiro, são a fonte da felicidade através da vida. Estes laços protegem as pessoas das frustrações, ajudam a retardar doenças degenerativas físicas e mentais e são parâmetros mais eficientes na análise da longevidade – mais do que classe social, QI ou até mesmo a genética.

Os pesquisadores analisaram uma infinidade de dados: centenas de relatórios médicos, entrevistas e questionários encontraram uma forte correlação entre o florescimento da vida destes homens e de seus relacionamentos com família, amigos e comunidade. Muitos estudos descobriram que o nível de satisfação com seus relacionamentos, na idade de 50 anos, foi mais importante para avaliar a saúde física do que níveis de colesterol por exemplo.Quando reunimos tudo que tínhamos sobre os participantes aos 50 anos, vimos que não eram as taxas de colesterol que previam quantos anos eles viveriam. Era muito mais sobre a satisfação destas pessoas em suas vidas pessoais. As pessoas mais satisfeitas aos 50 anos eram os mais saudáveis aos 80”, explicou o professor Waldinger.

Os pesquisadores também descobriram que a felicidade no casamento tem um poder de proteção sobre a saúde mental. Pessoas que tiveram casamentos felizes, aos 80 anos, relataram que nem mesmo dores físicas eram capazes de abalá-los. Aqueles que tinham casamentos infelizes sofriam de mais dores físicas e emocionais.

Aqueles que mantêm relacionamentos calorosos vivem mais e com mais felicidade, disse Waldinger, e aqueles que se sentem solitários morrem mais cedo.

“A solidão mata. É tão forte quanto o vício em cigarros ou álcool.”

Os pesquisadores também avaliaram que a força dos relacionamentos reduzia a necessidade destes vícios. Ainda, que os laços sociais eram capazes de frear a degeneração mental durante a velhice. Atualmente, o estudo prossegue com os familiares dos participantes originais e aproveita tecnologias não disponíveis em 1938 para refinar as conclusões com testes de sangue e ressonância magnética.

O psiquiatra e psicanalista George Vaillant, que entrou na equipe da pesquisa em 1966, liderou o estudo de 1972 até 2004. Ele também enfatiza o papel dos relacionamentos para vidas mais saudáveis e longevas: “Quando o estudo começou, ninguém ligava para empatia ou laços. Mas, a chave para a velhice saudável são os relacionamentos, os relacionamentos e os relacionamentos”, argumenta Vaillant. Em sua obra, Ageing Well, escrito com base na pesquisa de Harvard, Vaillant descreve lições extraídas dos “homens de Harvard”.

Os seis fatores da longevidade:

– atividade física
– redução de álcool
– parar de fumar
– desenvolver mecanismos maduros para lidar com as adversidades
– manter um peso saudável
– ter um casamento estável

O estudo mostrou que o papel da genética e de ancestrais longevos se provou menos importante para conquistar uma vida longa e saudável do que os níveis de satisfação aos 50 anos, atualmente reconhecidos como fatores preditivos para a qualidade de vida na velhice. A pesquisa também desmistificou a ideia de que vidas não saudáveis na juventude prejudicariam a velhice. “Aqueles que eram trens descarrilados aos 20 ou 25 anos se tornaram ótimos octogenários. Mas, por outro lado, alcoolismo e depressão pode sim levar pessoas que começaram suas vidas maravilhosamente bem a um fim desastroso.”, explica Vaillant.

Perguntado sobre as lições que extraiu do estudo, Waldinger diz que passou a praticar mais meditação e a investir tempo e energia em seus relacionamentos. “É tão fácil se isolar, se afundar no trabalho e esquecer dos amigos”, diz o professor. “Então, apenas presto mais atenção aos meus relacionamentos.”

Em entrevista, Robert Waldinger compartilha algumas de suas lições sobre relacionamentos e fala de sua própria viagem em direção à felicidade e à resiliência.

Qual é o grande segredo para uma vida repleta de significado e felicidade?

Robert Waldinger: É tudo sobre relacionamentos. A mensagem final é que relacionamentos nos farão felizes. Porém, a mensagem completa é que precisamos aprender a trabalhar dentro destes relacionamentos – e há muito trabalho a ser feito. Nunca chegaremos a um lugar em que poderemos dizer “Ok, minha relação está boa. É isso. Não preciso fazer mais nada.” As pessoas estão sempre mudando, nós estamos sempre mudando. Portanto, as relações também sempre mudam. Cuidar dos relacionamentos é um projeto contínuo, mas que vale a pena. Vale o investimento.

Então, como podemos manter um relacionamento forte e saudável?

Robert Waldinger: A primeira lição é prestar atenção. Isso vem da minha base Zen. Estamos constantemente distraídos. Estamos com os outros, mas estamos ligados aos nossos smartphones. Quantas vezes você se sentou com alguém para tomar um drinque e todos ao redor estavam no telefone? Meus alunos, nos seminários que ministro, precisam desligar seus smartphones e devem levar este ensinamento para suas vidas.

A solução é simples: observe o outro com atenção. Se você fizer isso, sempre saberá onde o outro está – como é sua vida, seu dia enfim. Você precisa saber que é este tempo de atenção a alguém que mantém a relação saudável.

Como esta lição sobre relacionamentos afeta nossa cultura de trabalho?

Robert Waldinger: Tenho um filho que é um típico membro da geração Millenial e que trabalha em uma típica empresa Millenial. Nestas empresas, há muito mais ênfase na qualidade da vida profissional e na comunidade. É mais importante criar um espaço e uma cultura em que as pessoas se sintam engajadas umas com as outras. Esta conexão fará com que as pessoas queiram ficar nas empresas, queiram ir trabalhar diariamente e cada vez mais; elas não se sentirão isoladas, mas sim conectadas e lutando por uma causa comum. Sim, há muito falatório sobre como as empresas investem na qualidade das relações dos trabalhadores, mas creio que há sim mais atenção real a isso hoje em dia. Desenvolver ambientes de trabalho e horários de trabalho que promovam mais este laço é algo que vejo como muito positivo.

Como um professor Zen, com grande prática meditativa – alguém que está especialmente atento e focado – como você enxerga o complicado equilíbrio entre trabalho e vida pessoal?

Robert Waldinger: É um projeto em constante progresso. Estou sempre encontrando equilíbrio e perdendo equilíbrio. A minha experiência me mostra que você nunca alcança um lugar de perfeito equilíbrio, onde poder ficar para sempre – a harmonia é um ato de calibração.

Eu não era um grande adepto da meditação ou até mesmo muito envolvido com o Zen quando meus filhos eram jovens. Mas, quando eles foram para a escola e não se importavam mais onde eu estava, comecei a ter liberdade de ir a diversos lugares. Participei de retiros e meus filhos nem notavam que eu não estava em casa! Mas, quando eles eram pequenos, foi crucial que eu estivesse lá para eles, tão disponível quanto fosse possível.

Claro, sua ideia de equilíbrio depende da fase da vida em que você se encontra. Para mim, agora, eu e minha esposa adoramos trabalhar, então, trabalhamos muito. Talvez, até demais, mas temos muito prazer no que fazemos. Como disse, a ideia de equilíbrio está sempre mudando – é isso que você precisa saber.

E como suas práticas lhe ajudam atualmente?

Robert Waldinger: Estar atento é parte do meu equilíbrio: me obriga a parar e observar. É como um marcador de cada dia analisar exatamente onde estou naquele momento. Grande parte de nós não para por isso. A ideia de fazer nada é radical nesse sentido, é a ideia de não agir, de apenas observar onde estamos naquele momento.

Veja a publicação original em: https://www.fronteiras.com/entrevistas/robert-waldinger-la-solidao-mata-e-tao-forte-quanto-o-vicio-em-cigarros-ou-alcool-r

 

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As batidas do coração de uma mãe – Vídeo chinês emocionante (90 segundos)!

Um vídeo, ou comercial, foi produzido na China para despertar sobre a beleza da relação dos bebês com suas mamães e, mais ainda, para evidenciar a importância da doação de órgãos. 

Segundo divulgado (https://www.gazetadomundo.com/um-comercial-chines-de-apenas-90-segundos-deixou-o-mundo-inteiro-apaixonado/, tudo começa com um bebê chorando. Ele chora sem parar.
O pai dele não consegue fazê-lo parar de chorar, então alguns familiares foram tentar ajudar. 
O bebê vai no colo da vovó, da tia…
Nem mesmo os brinquedos conseguem fazê-lo sorrir.
Mas então, um homem chama sua atenção.
O que há de tão especial nesse homem que está segurando ele?!
Ele se acalmou graças ao batimento cardíaco desse homem. 
Esse homem está levando o coração de sua mãe, doado por ela.

No Brasil, o vídeo foi publicado no YouTube por InformArt, fazendo versão de vídeo original com o título “Touching Chinese organ donation commercial”. São apenas 90 segundos. Uma campanha muito feliz e emocionante!

Veja a seguir:

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Mensagem motivacional com o ilusionista Issao Imamura (vídeo)!

Como momento de reflexão para este começo de semana, trago vídeo com apresentação de Issao Imamura, mágico ilusionista e palestrante brasileiro, em mensagem impactante sobre o ciclo da vida, sobre os aprendizados – e os legados – com a nossa existência e sobre a noção de eternidade. 

Vale a pena ver. O vídeo está disponível no YouTube, com o título ‘Mágica motivacional eternidade’, e tem duração de apenas 3:02. A seguir:

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Banda de Boca canta (e toca) Joana Francesa: magistral!

A inspiração musical, para este sábado, vem com um quinteto vocal de altíssimo nível, interpretando a canção Joana Francesa, de Chico Buarque. Fiquei muito bem impressionado com esse grupo, que conheci recentemente, pela sua qualidade de vocalização, pela harmonia e criatividade das interpretações.

Estou falando da Banda de Boca, grupo baiano que surgiu em 1999, inicialmente como sexteto, e que tem feito sucesso por aí afora, com diversas gravações, das quais alguns vídeos estão disponíveis no YouTube. Nessa gravação, participam os artistas Hiran Monteiro, Poliana Monteiro, Fábio Eça, Arno Hübner Júnior e Neto Moura, com direção e arranjos de Hiran Monteiro.

Ouça com atenção, utilizando, de preferência, bons fones de ouvido, para perceber toda a técnica que eles utilizam e a sonoridade de refinado padrão. O vídeo, que mostro a seguir, foi publicado em 4 de novembro de 2013. 

Curta este belo trabalho musical. É um deleite!

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Dicas de finanças pessoais para o seu projeto de aposentadoria (final)

Imagem relacionadaCrédito de imagem: Resenha Virtual

Volto com o artigo cuja publicação iniciei ontem (parte I), atendendo a demandas que recebo sobre dicas gerais de aspectos financeiros a serem observados na estruturação de um projeto de vida, em especial para o pós-50 e a aposentadoria. Confira para não perder a sequência: https://obemviver.blog.br/2018/09/13/dicas-de-financas-pessoais-para-o-seu-projeto-de-aposentadoria-i/.

Eis o complemento do texto (parte II), a seguir, cabendo deixar claro que o tema é bastante amplo e as considerações aqui registradas trazem, propositalmente, apenas alguns pontos de abrangência mais geral, com visão panorâmica e pouco aprofundamento/sofisticação, segundo o crivo deste autor.

Mais do que quando se aposentar, o importante é em que situação

O antigo lutador de box norte-americano George Foreman disse, certa feita:

“A questão não é com que idade eu quero me aposentar, mas com que renda.”

Bem, diante dos levantamentos e estimativas comentados nos tópicos precedentes, veja qual será mesmo a sua necessidade para que possa tirar o melhor proveito da longevidade, do viver mais, e ter uma aposentadoria ativa, com novas realizações, descobertas, reinvenções, autonomia, para que haja um viver bem-sucedido na maturidade.

Assim, a pergunta “com quanto você precisa para se aposentar (com que nível de renda e reserva acumulada)?” deve contar com resposta clara, ainda que aproximada, pois disso depende a formatação do seu projeto de vida futura e, óbvio, do nível de consistência para as suas expectativas e definições de rumos. Devo lembrar que o princípio filosófico dessa abordagem é ‘viver mais e melhor’. E a sua capacidade de realizar as ações e sonhos idealizados precisa ser concreta, real, sob pena de frustrações, infelicidade, adoecimentos e desperdício de um tempo de vida que tem tudo para ser positivo, ou, mais ainda, para ser o melhor!

A realidade trazida em nova pesquisa

A esse pretexto, todo cuidado com o orçamento e o planejamento contarão a seu favor. Cabe observar que, segundo recente pesquisa divulgada na edição especial da Revista EXAME, de agosto de 2018, realizada em 30 países, entre os quais Estados Unidos, Japão, China, Alemanha, Índia e Brasil, a maioria das pessoas subestima seu custo de vida na aposentadoria. Na real, quando se aposentam, as pessoas constatam que seus gastos básicos, com alimentação, roupas e pagamentos de gastos da casa (água, luz, condomínio etc.) são maiores do que a estimativa feita quando ainda estavam no trabalho. Erros assim podem trazer comprometimentos para o projeto de vida. Seja prudente e realista ao mesmo tempo!

Veja esta regra: 50 / 15/ 35

Muitos especialistas em finanças pessoais recomendam, como forma de estimular a adoção de hábito saudável quanto à gestão, ou controle, do orçamento pessoal, três parâmetros como referência, ou regra geral, a ser observada para direcionamento dos recursos financeiros que o indivíduo recebe a cada mês. Eis a regra preconizada (claro, uma mera sugestão):

50% – Gastos necessários/obrigatórios (fixos): moradia, educação, saúde, manutenção, alimentação, estudos …

15% – Reservas e segurança: aplicação financeira (títulos, fundos, poupança etc.), previdência complementar, seguro especial etc.

35% – Gastos com estilo de vida / lazer: academia de ginástica, estética, viagens, festas, comer fora, bares, cinema/teatro, compra de livros e presentes, encontros c/amigos…

Obs: é fundamental saber priorizar o uso dos recursos financeiros, direcionando-os, ao máximo, para viabilizar o seu projeto de vida (coerência intenção-ação)!

Como dito no início, dada à amplitude da temática, outras variáveis também podem ser consideradas, ao menos estudadas, a exemplo de:

Investir em imóvel – uma opção para os mais conservadores pode ser investir em imóvel para auferir renda com aluguel. Aqui entra a variável psicológica com impacto para o indivíduo e seu núcleo familiar, representada pela segurança de possuir algum patrimônio, sem contar que o recebimento de aluguel pode ser boa ajuda para fechar o orçamento mensal. Contudo, decisão como essa precisa estar bem resolvida, principalmente em momentos de crise econômica. Muito cuidado com as suas escolhas!

Ter a proteção de seguros – estar com o patrimônio e os principais bens protegidos é boa medida de cautela, que minimizam riscos de abrupta descapitalização em caso de perdas. Cabe realçar a existência de interessantes modalidades de seguros de vida, que podem ser muito importantes para você, sobretudo em caso de invalidez, permitindo resgates parciais, que acabam funcionando como um mix de seguro e de investimento. Se for o caso, busque informações com pessoas/instituições de confiança.

E por falar em buscar ajuda sobre finanças pessoais, recomendo que visitem (e explorem), o site sobre Educação Financeira do Banco Central do Brasil, pelo endereço: http://www.bcb.gov.br/?PEF-BC

Por tudo isso, trabalhe com zelo o seu projeto de futuro para a maturidade e o pós-trabalho, desde a juventude, pois uma vida com orientação e planejamento facilitará, em muito, a sua tranquilidade para um viver equilibrado, com qualidade e bem-estar, em especial na fase da idade mais avançada!

Deixe seu comentário e enriqueça essa abordagem com sua visão e experiência!

Atenção: permito a reprodução e compartilhamento desta publicação. Entretanto, é necessária a indicação da autoria (Clovis Dattoli) e também da fonte (www.obemviver.blog.br).

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Dicas de finanças pessoais para o seu projeto de aposentadoria (I)

Imagem relacionadaCrédito de imagem: Resenha Virtual

Quanto antes você observar estas dicas e incorporar os hábitos sugeridos você ampliará as suas chances de se dar bem na fase da aposentadoria

É verdade que o êxito dos planos de futuro, o desfrutar de uma vida bem estruturada, equilibrada e que dê satisfação dependem de um conjunto de fatores importantes, a exemplo de autoconhecimento, relacionamentos, saúde, bem assim da maneira como a pessoa encontra ocupação e utiliza o seu tempo disponível, seja no empreendedorismo, numa nova carreira, no exercício do voluntariado. Mas, sem dúvida, ter respaldo financeiro para cobrir as necessidades básicas e as novas demandas que surgem na fase da maturidade é condição inescapável, sob pena de restar comprometido um projeto de vida e, com isso, deixar de garantir as mínimas condições para um viver ativo e com bem-estar, jogando por terra os benefícios da aposentadoria e as perspectivas de uma vida cada vez mais longa, nestes tempos de longevidade crescente.

De forma bastante compreensível, pelo que significa para a vida de todos nós, a variável financeira, versando sobre o fator finanças pessoais e familiares, sempre merece interesse e provoca questões e demandas nas minhas conversas, palestras e entrevistas  por aí a respeito de longevidade e projeto de vida. Exatamente por isso, resolvi preparar este artigo, com dicas que espero possam ajudar você na estruturação do seu planejamento pessoal, especialmente pensando no pós-emprego e na fase da idade avançada.

Sendo razoável, para a leitura não ficar cansativa, vou dividir o artigo em duas partes. A primeira vai a seguir e a segunda parte será postada amanhã. Fique ligado(a) e boa leitura!

Considere você e o seu núcleo familiar

Quando abordo esse fator deixo claro, sempre, que pensar na situação financeira implica computar a realidade dos encargos e das receitas (entradas e saídas orçamentárias) do conjunto, isto é, deve-se levar em conta a situação individual e também do núcleo familiar. Como é comum a pessoa assumir gastos de cônjuge, filho e até de outros membros da família, inclua tudo isso no orçamento projetado (mesada, pagamento de escolas e outros itens), sob pena de fazer previsão errada e, ao final, a conta não fechar. Eis o motivo pelo qual menciono sempre esse fator como ‘Finanças Pessoais e Familiares’!

Tenha disciplina e adote o hábito de poupar (criar reservas financeiras)

Esse é um dos requisitos elementares de qualquer orientação no âmbito da chamada educação financeira. Destine parte do seu rendimento mensal para aplicar, criando, assim, reservas para garantir a sua tranquilidade no futuro. Por exemplo, como nos processos de aposentadoria a pessoa tende a fazer jus a remuneração menor do que a que auferia quando se encontrava na ativa (por perda de benefícios/verbas não incorporados nos proventos da aposentadoria, pela limitação do teto remuneratório definido pela previdência oficial etc.), é razoável supor que o aposentado precise – para cobrir suas necessidades com despesas fixas e com outros gastos, incluindo aqueles previstos no seu projeto de vida – de fonte complementar de receita. Portanto, essa mencionada reserva, que poderá ser formada por aplicações financeiras as mais variadas: títulos do tesouro, CDBs, fundos de investimento, LCAs, LCIs, ou por investimentos em planos de previdência complementar, lhe propiciará o respaldo para cobrir necessidades do seu orçamento (seu e do seu núcleo familiar mais direto).

Para tanto, faça um pacto com você mesmo. Estabeleça a regularidade (dia do mês e valor) para aplicar e constituir/reforçar suas reservas. Incorpore esse hábito, pois aí está uma regra de ouro para que o seu projeto de futuro seja consistente e não lhe traga surpresas desagradáveis.

Avalie e compare os rendimentos das suas aplicações para não perder dinheiro 

Com boa frequência, você deve atentar para o nível dessa remuneração, pois o mercado é dinâmico e você poderá estar jogando dinheiro fora com aplicações desvantajosas, que paguem menos do que o índice de inflação. Contudo, vale ponderar quanto ao nível de risco das aplicações. O ideal é trabalhar com rendimento positivo e baixo risco de perda. A regra, então, é estar atento, conversar com pessoas experientes e bem informadas. Se for o caso, peça a assistência de especialistas.

Como realcei no meu livro LONGEVIDADE, “a busca de maiores rendimentos implica assumir maiores riscos. Logo, procure balancear risco versus segurança.”

Tenha sempre em mãos o orçamento pessoal/familiar (receitas menos despesas)

Vá praticando a utilização desse mecanismo desde cedo e, na medida em que elabora o seu projeto de vida para a aposentadoria, faça refletir sua realidade e suas expectativas no orçamento projetado, de maneira que você esteja seguro quanto à existência de recursos financeiros para cobrir os seus gastos já existentes hoje e alguns outros que virão com o envelhecimento (planos de saúde, terapias especiais, medicações, cirurgias) e com a fase do pós-emprego e do tempo livre (obtenção de novos conhecimentos, prática de atividades recreativas, esportivas, realização de viagens etc.). E aqui a regra é orçamento suficiente/ superavitário, isto é, as receitas (ex: salário, aposentadoria, recebimento de aluguel, rendimentos financeiros…) devem sempre superar as despesas regulares e outros gastos, salvo situações de excepcionalidade, como eventos fortuitos, que fogem da regra normal.

Amanhã publicarei a continuação – segunda parte!

Atenção: permito a reprodução e compartilhamento desta publicação. Entretanto, é necessária a indicação da autoria (Clovis Dattoli) e também da fonte (www.obemviver.blog.br).

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Crianças alemãs fazem manifestação para que seus pais larguem os smartphones

Tomei conhecimento de um recente ato de protesto, inusitado, promovido por crianças que apelavam, em público, para que seus pais larguem um pouco os smartphones e lhes deem mais atenção. Isso aconteceu em Hamburgo, na Alemanha, conforme noticiado pelo site GIZMODO Brasil.

Bem, sabemos que a realidade aqui no Brasil, nesse particular, não é lá muito diferente. Por conta disso, achei a manifestação interessante, oportuna e emblemática. Creio que, a partir de provocações assim, possa haver um equilíbrio maior no nível de atenção e nas relações familiares, que também repercutirão nas relações com amigos, sociais etc.

Assim, reproduzo a publicação, que você confere a seguir:

Crianças alemãs fazem manifestação para que seus pais larguem os smartphones

A cidade alemã de Hamburgo foi palco de um protesto inusitado no último fim de semana. Cerca de 150 manifestantes, sendo a maioria deles crianças, marcharam, cantaram e empunharam cartazes em favor de uma causa: que seus pais deixem os smartphones um pouco de lado para brincar e dar atenção a eles.

Um dos líderes do protesto era o jovem Emil Rustige, de apenas sete anos de idade. Com um megafone em punho, ele convocava a criançada para gritar: “Estamos aqui! Somos barulhentos! Porque vocês só olham nos seus celulares!” Seus companheiros traziam cartazes com frases como “Ligue o modo avião! É minha vez agora!” e “Converse comigo!”.

De fato, o smartphone parece bastante presente na vida dos alemães — e não são só os adultos. Segundo a pesquisa Kinder-Medien-Studie, de 2018, cerca de metade das crianças entre quatro e 13 anos de idade já possuem seu próprio aparelho.

O pai da manifestante Ylvi Schmitt, uma garotinha de seis anos de idade, concordou com as crianças e apoiou o protesto, que, segundo ele, era um “exercício de democracia”. “Eu preciso me dedicar mais a eles”, confessou.

A manifestação terminou sem tumultos — apenas com muita brincadeira no parquinho.

[WeltNDRDeutsche Welle]

Imagem: rawpixel/Unsplash

Vejam a publicação original, incluindo vídeo que registrou a manifestação: https://gizmodo.uol.com.br/criancas-manifestacao-alemanha-smartphone/

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