‘Como o celular afeta as relações pessoais’

É notório que os aparelhos celulares (smartphones) estão nas nossas mãos, portanto na nossa vida, cada vez mais. E assim seguirá ao menos por mais um bom tempo.

A grande questão envolvendo a convivência com esse fabuloso recurso tecnológico, de múltiplas possibilidades de comunicação, é exatamente a intensidade de seu uso, que termina afetando os relacionamentos em muitas oportunidades.

E essas situações de uso mais intenso, que podem até se transformar em hábitos automatizadas, sem que a pessoa se dê conta, acabam provocando prejuízos nos relacionamentos. Convenhamos, exemplos não faltam, estão à nossa volta, ou até mesmo, “atire a primeira pedra”! rsrs

Convém lembrar que os relacionamentos interpessoais saudáveis se nutrem de atenção recíproca, de demonstração de interesse pela fala e emoção do outro. Exatamente por isso, a atenção desviada para o celular pode enviar sinais, ainda que sutis, que resultam no enfraquecimento das relações em geral (núcleo familiar, amigos, profissionais, sociais).

Como essa é uma abordagem informativa, de reforço, servindo de alerta para evitarmos incorrer em situações dessa natureza que comprometam a qualidade dos relacionamentos, repercuto hoje o interessante e bem-vindo artigo abaixo reproduzido, publicado poucos dias atrás no site DW, trazendo resultado de pesquisas realizadas em alguns países a esse respeito.

Vale ficar atento. Confira:  

“Como o celular afeta as relações pessoais

Smartphones mantêm as pessoas conectadas, mas o vício neles também pode afetar a qualidade das interações. Pesquisadores explicam por que isso acontece e dão dicas de como lidar com o problema.

Como o celular afeta as relações pessoais | Novidades da ciência para  melhorar a qualidade de vida | DW | 07.05.2021
Imagem: dw.com

Você não verá Thseen Nazir checando seu telefone durante suas aulas na Universidade Ibn Haldun, em Istambul, na Turquia. Professor assistente do Departamento de Aconselhamento e Orientação Psicológica, ele pesquisa o impacto da tecnologia nas interações sociais, incluindo o efeito do “phubbing” – uma combinação das palavras phone (telefone) e snubbing (esnobar).

Se você está conversando com alguém e a pessoa continua checando seu telefone ou respondendo mensagens, você está sendo “phubbed”. O que pode parecer uma atividade inofensiva pode ter um impacto real nos relacionamentos. “Isso está nos roubando bons momentos”, diz Nazir. “E nós nem percebemos.”

Em alguns aspectos, os celulares ajudam a iniciar e manter relacionamentos: eles ajudam a encontrar companhia, permitem que as pessoas olhem nos olhos de familiares e amigos que estão longe e conectam apaixonados à distância. Mas o uso e até mesmo a presença de um celular durante as interações pessoais pode diminuir a qualidade desses momentos.

“Os celulares permitem que nos conectemos com nossos entes queridos facilmente por meio de mensagens de texto e ligações, mas às vezes podem ser um problema quando interferem em nossas conversas cara a cara”, afirma Genavee Brown, professora de Psicologia da Universidade Northumbria, no Reino Unido.

Bons momentos prejudicados

O grau de problema pode depender da idade das pessoas envolvidas na interação. Em 2020, Nazir conduziu uma pesquisa com professores mais velhos e mais jovens em sua universidade e perguntou como eles se sentiam quando estudantes usavam seus telefones durante as aulas. “A percepção que eles tinham sobre esse comportamento era totalmente diferente”, frisou.

Ele descobriu que a maioria dos professores mais velhos via o uso de celulares como desrespeitoso; já os mais jovens começavam a se autoavaliar e se perguntar se suas habilidades de ensino eram a razão pela qual os estudantes não estavam interessados em suas aulas.

Mas não é apenas a pessoa que está sendo “phubbed” que vivencia os efeitos negativos do uso do telefone. A pesquisa de Brown, publicada na revista Emerging Adulthood em 2016, mostrou que quanto mais tempo pares de amigos usavam seus telefones, menor era a qualidade de suas interações. O estudo descobriu que todos os participantes tiveram interações piores quando usaram seus telefones, independentemente de quão próximos eram como amigos.

Outro estudo com 300 pessoas, publicado no Journal of Experimental Psychology em 2017, descobriu que aqueles que colocavam seu telefone sobre a mesa durante um jantar com a família ou amigos se sentiam mais distraídos, o que os fazia aproveitar menos o tempo com os outros.

O motivo importa

Mas para muitas pessoas, especialmente as gerações mais jovens, ter o telefone sempre à vista é a norma. “Na conversa informal, é padrão que todos tenham o telefone na mão”, contou a alemã Milena, de 17 anos, à DW. “Como os jovens normalizaram isso, eu não acho rude, mas também não acho agradável. Pessoalmente, não gosto quando outra pessoa está falando, e os outros estão checando seus celulares no meio [da conversa]”.

Sua amiga Pauline, também de 17 anos, disse que o motivo pelo qual alguém está checando o telefone faz a diferença. “Não é agradável, mas eu pessoalmente não acho tão ruim”, afirmou Pauline. “Depende da razão e se é algo importante para a pessoa.”

Usar o celular quando se está com amigos se tornou a norma principalmente para os jovens

Os participantes de um estudo recente nos EUA, publicado na revista Human Behavior and Emerging Technologies, concordam com essa hipótese. Descobriu-se que as pessoas se sentiam menos próximas de seu interlocutor quando o parceiro de conversação usava seu telefone por uma razão trivial, como fazer planos com amigos, em comparação com uma situação importante.

Mas os participantes também perceberam que seu interlocutor estava menos distraído se usassem o telefone por uma razão importante.

Mensagem subliminar

Quando Nazir levou recentemente sua mãe para um exame, o médico checou seu telefone durante toda a consulta. Ao saírem do consultório, ele perguntou à mãe como ela se sentiu a respeito da visita.

“Acho que ele não me examinou”, afirma Nazir, citando sua mãe. “Ele estava ocupado com o celular.”

Nazir explica que a comunicação com alguém é muito mais do que apenas o aspecto verbal. “Esquecemos que, quando estamos falando com alguém, precisamos prestar atenção não apenas à parte verbal, mas também nos concentrar em sua linguagem corporal.”

Quando escolhemos priorizar nossos telefones em relação à pessoa à nossa frente, estamos enviando a ela uma mensagem subliminar. “Quando alguém está ‘phubbing’ diante você, a mensagem subliminar que você está recebendo é: ele tem prioridades, e essa prioridade agora é seu celular”, diz o pesquisador.

Quando uma pessoa compartilha uma história emocionante com alguém que começa a checar seu telefone, isso pode fazer com que ela sinta que seu interlocutor não se importa com o que ela tem a dizer.

“Isso definitivamente o fará sentir que: ‘Eu não sou importante, não valho [a pena]. Minha história, qualquer dor que eu esteja tendo agora, qualquer coisa que eu esteja compartilhando agora, para essa pessoa não importa'”, aponta Nazir.

Soluções para quebrar o hábito

Existem algumas soluções criativas para as pessoas que querem usar menos o telefone durante as interações pessoais. Algumas pessoas usam bloqueadores de aplicativos ou de internet, enquanto outras trancam seus telefones em um contêiner com um temporizador. Uma empresa até projetou uma fita que pode ser colocada em torno do smartphone com o lembrete “olhe para cima”.

Mas Brown disse que sua recomendação sobre boas maneiras em relação ao uso do telefone seria a comunicação: ela sugere refletir sobre o porquê de preferir usar o telefone a passar tempo com amigos ou o parceiro.

Se é seu amigo ou parceiro que costuma usar o telefone, a sugestão é conversar sobre o assunto e perguntar por que fazem isso. “Você poderia então compartilhar como se sente quando ele usa o telefone e tentar trabalhar em conjunto para uma solução”, conclui Brown.

Fonte: https://www.dw.com/pt-br/como-o-celular-afeta-as-rela%C3%A7%C3%B5es-pessoais/a-57439698?utm_medium=10todaybr.20210512&utm_source=email&utm_content=article&utm_campaign=10today

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“O Prazer Esmagador da Solidão” – boas reflexões (vídeo)!

Frases de Solidão - Mundo das Mensagens

Retomando o grande (e fundamental) tema Autoconhecimento, volto hoje com mais algumas percepções filosóficas e psicológicas sobre a condição de “estar sozinho”, até para que consigamos distinguir cada vez melhor os conceitos de solidão (a dor de estar sem companhia, sozinho) e de solitude (sentimento positivo de estar sozinho, por opção, por desejo, mas não plenamente desconectado de interação/socialização).

Quando focalizamos, em particular, a solitude, que representa um tipo de comportamento fora dos padrões sociais mais comuns, de pronto brotam questionamentos os mais diversos. Por exemplo: se somos seres sociais, por que adquirir o gosto de ficar sozinho? De morar só? Por que estar na companhia dos outros incomoda? O que um solitário está mesmo buscando?

O vídeo selecionado, do canal Epifania Experiência, publicado no YouTube em 23/janeiro/2020, traz novas perspectivas e, naturalmente, oportunidade para que possamos refletir sobre esse tema instigante.

Convenhamos, oportunidades como essas vêm em auxílio do nosso processo de autoconhecimento, contribuindo também, por extensão, para o aprimoramento da nossa capacidade de melhor compreender quem opta por estar sozinho. Como disse o escritor Jair Araújo, no seu belíssimo artigo Solitárias divagações, que postei aqui em 3 de agosto passado:

Iludem-se os que pensam que os solitários vivem em permanente estado de solidão!”

Assista ao vídeo a seguir (duração de apenas 6:48):

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Sábado e música: “Mulher (Sexo Frágil)”, de Erasmo Carlos e Narinha – dois vídeos – homenagem especial!!!

Neste espaço de inspiração musical aqui do blog, peço licença para prestar merecido tributo às mulheres, em especial às mamães, que têm o seu Dia comemorado amanhã.

Com esse propósito, trago a composição musical Mulher (Sexo Frágil), de 1981, na qual os autores Erasmo Carlos e Narinha fizeram a união de um belo poema com uma gostosa melodia. A canção, que tanto aprecio, mexe de alguma forma comigo; me desperta emoção! Aliás, gosto tanto que, vez por outra, relembro essa pérola nas minhas cantorias.

Convenhamos, os compositores foram muito felizes em retratar, nos versos, o lindo papel de uma mãe, pela sua força, atenção, proteção, carinho. E na última estrofe, a mão masculina arremata a mensagem com esta linda reverência à mulher, diria, sincera, singela, humilde e absolutamente real:

“Mulher, mulher

Na escola em que você foi ensinada

Jamais tirei um dez

Sou forte mas não chego aos seus pés!”

O vídeo, que você assiste a seguir, foi publicado no canal “erasmocarlosbr”, no YouTube, em 7/abril/2015. Trata-se de gravação feita ao vivo, no Theatro Municipal, que integra o álbum 50 Anos de Estrada, de Erasmo Carlos.

O segundo vídeo, logo abaixo, mostra gravação mais recente de Gal Costa, em outro estilo, ritmo e sonoridade diferentes, bem agradável, trazendo a marca dessa excelente cantora. O vídeo foi publicado por “MZA Music”, em 22 de julho passado.

Com isso, deixo registrado aqui, neste segundo sábado de maio, a minha mais profunda admiração, gratidão e merecida homenagem para a minha mamãe, Dona Celeste, mas que também ofereço para todas as mães deste planeta!

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O ciclismo é bom para todos – e para os idosos são muitos os benefícios!!!

É visível que a utilização de bicicletas nas cidades aumenta continuamente pelo mundo afora. No Brasil não é diferente!

Algumas razões explicam esse fenômeno, entre as quais destacaria: i) maior conscientização das pessoas sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida; ii) necessidade de redução de emissão de gases tóxicos, que causam poluição e comprometem o meio ambiente, em boa medida provocada pela circulação de veículos automotores; iii) em consequência, adaptações nas vias urbanas vêm sendo implantadas, principalmente nas grandes cidades, promovendo a restrição de circulação dos veículos convencionais e, ao mesmo tempo, buscando estimular a utilização de veículos não motorizados, em especial as bicicletas, que assim ganham vias exclusivas para circularem com maior conforto e segurança.

Pessoalmente, pensando cá com meus botões, eu que na fase de crescimento e na adolescência andava de bicicleta todos os dias e para todos os lugares, acabei perdendo esse hábito faz tempo… Agora, nos dias atuais, devidamente enquadrado na faixa etária dos idosos, me dou conta de que preciso voltar à condição de ciclista, ainda que a prática objetive complementar outras atividades físicas saudáveis e também o lazer.

E por que essa ficha caiu agora?

O estalo me veio, em particular, ao acabar de ler o artigo “Andar de bicicleta conserva a saúde dos idosos”, publicado ontem no site TudoPorEmail.

Temos aí um conteúdo bem interessante, com algumas informações e argumentos consideravelmente estimulantes para que passemos a incorporar o hábito de pedalar uma dessas “magrelas”, a exemplo de: fortalece a saúde mental/a cognição; trata-se de exercício de baixo impacto e estresse; promove a queima de calorias (ajuda na perda de peso); contribui para desacelerar o processo de envelhecimento e reduzir o risco de morte; trabalha o equilíbrio; estimula o bom funcionamento do sistema imunológico.

Claro, os cuidados básicos para quem se lança nessa prática precisam ser tomados, como atenção com o trânsito de veículos e pessoas, uso de capacete e outros itens recomendados, evitar sair pedalando por aí se não estiver se sentindo bem, particularmente se apresenta tontura e sinal de fraqueza. Ou seja,, o ciclista tem que ser, antes de tudo, um responsável para consigo mesmo e para com os outros.

Assim sendo, a alternativa de pedalar “indoor” em bicicleta ergométrica (em casa, na academia etc.), caso não seja possível sair pedalando pelas ruas, ao ar livre, é alternativa que deve ser considerada, segundo as pesquisas.

Dito tudo isso, é legal perceber que andar de bicicleta é estratégia a ser considerada para quem deseja estar em forma, mesmo para quem já passou dos 60, por ser mais um recurso a ser incorporado ao arsenal de ações voltadas para o envelhecimento ativo e, claro, para que a sua longevidade seja mais duradoura e prazerosa possível. Por que não?

Confira o artigo mencionado (link abaixo):

Benefícios do ciclismo para idosos

https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=16475

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‘As pessoas curiosas são mais inteligentes?’ (confira)!

Eu sou uma pessoa curiosa, sempre fui. Essa é uma característica que saltava aos olhos de quem tinha contato comigo desde a terna idade, segundo dizem meus familiares. Não tenho dúvida de que estavam certos!

Com efeito, busco conhecimentos, novas habilidades e novas conexões o tempo todo. Isso me motiva, me faz sentir ativo, pulsante, em evolução. Aliás, não por acaso, há menos de quatro anos fiz aplicação em um teste específico sobre os “valores pessoais”, promovido por importante e bem-conceituado instituto internacional (“The VIA Institute”). O resultado foi em cima: No rol dos meus principais valores, a curiosidade veio em primeiro lugar!

A esse respeito, encontrei artigo muito interessante, que me chamou a atenção, claro, e que trago para vocês hoje, com o título “As pessoas curiosas são mais inteligentes?

A tirar por mim, a resposta é não necessariamente, pelo menos em termos, considerando que o conceito de inteligência encerra muitas facetas (inteligência racional, emocional, social, espiritual etc.). Poderia dizer, no mundo real, que conheço pessoas próximas, incluindo familiares, que demonstram elogiável nível de inteligência geral e que, por outro lado, demonstram ser menos curiosas do que eu.

Mas acredito que, pelo menos, a curiosidade elevada sirva como bom estímulo para o funcionamento do cérebro, o desenvolvimento intelectual, para promover a ocupação do tempo e até mesmo para ajudar na socialização.

Não tenho dúvida de que o tema é instigante e o conteúdo traz bons esclarecimentos. Independentemente dos achados científicos a esse respeito, podemos apostar que por aí esteja um dos poderosos insumos para a boa longevidade. Pois como disse o escritor José Saramago, “a velhice começa quando perdemos a nossa curiosidade”.

O artigo, a seguir reproduzido, foi publicado no site A Mente É Maravilhosa. Vale a leitura!

“As pessoas curiosas são mais inteligentes?

As pessoas curiosas são mais inteligentes?

O que acontece em nosso cérebro quando algo nos provoca muito interesse? Será que as pessoas curiosas são mais inteligentes?

Um estudo publicado na revista Neuronda Cell Press, explica que, além de ser muito benéfica para a autorrealização, a curiosidade é uma característica associada a uma boa memória e a uma boa capacidade de aprendizado. 

No entanto, o estudo de associação entre inteligência e curiosidade apresenta um problema. Enquanto a primeira pode ser “medida” por meio do conhecido coeficiente intelectual, a segunda é uma característica da personalidade. Como podemos, então, vincular estes dois conceitos? 

Não existe uma definição homogênea de inteligência

A primeira pergunta que temos que fazer para saber como a curiosidade influencia a inteligência é saber o que é exatamente isso que chamamos de inteligência. No entanto, a resposta não é nada simples. Pelo contrário. É um conceito muito difícil de definir, dada sua quantidade de interpretações e funções e áreas que engloba.

A maioria dos especialistas concorda que a inteligência é uma capacidade mental que implica diferentes habilidades. Entre elas, racionalizar, dotar de sentido a realidade, planejar, resolver problemas, memorizar, pensar de maneira abstrata, compreender ou gerar informação nova a partir de outra.

Então, surge outra pergunta: se potencializarmos algumas das habilidades anteriores, é possível aumentar com isso nossa inteligência? Esta é uma das questões que traz o estudo a que nos referimos e que explicaremos a seguir.

A curiosidade melhora nossa memória

As pessoas curiosas retém melhor a informação (Gruber, 2014). Ou seja, é mais fácil memorizar certos dados se o tema nos atrai do que se é indiferente para nós. Por que isso acontece? Porque a curiosidade está muito ligada à motivação. Se nos sentimos motivados, nosso poder de memorização se multiplica. Mostramos um exemplo para entender melhor.

Um amante dos animais terá mais facilidade para manter em sua mente o nome da espécie exata do primata do qual somos evolução do que alguém cuja sensibilidade pelo meio ambiente seja nula. Nas palavras de Gruber, “a curiosidade pode colocar o cérebro em um estado que lhe permita aprender e reter qualquer tipo de informação, como um vórtex que absorve o que está motivado para aprender, e também tudo que o rodeia”. 

Curiosidade e motivação intrínseca

Continuando com o exemplo anterior, vemos que a motivação do menino por conhecer o mundo animal é muito alta. Ou seja, seu interesse o leva a querer saber mais sobre esse tema, porque gosta. Esta motivação é intrínseca e é outro dos fatores explicativos da curiosidade.

A motivação intrínseca é a que nasce do interior da pessoa, a que nos impulsiona a realizar ações pela mera satisfação de fazê-las. Ela nos permite sentir autorrealizados e aumentar nosso crescimento pessoal. Pelo contrário, a extrínseca não precisa de nenhum incentivo externo (por exemplo, o dinheiro) nem está ligada à obtenção de algum resultado (ficar em primeiro).

As pessoas curiosas aprendem por prazer.

O exemplo mais claro deste tipo de motivação intrínseca são os hobbies: vamos andar de bicicleta porque nos sentimos bem e por que adoramos pedalar ao ar livre. Algo parecido acontece com a curiosidade: buscamos por gosto, porque nos produz satisfação conhecer algo no qual estamos interessados. Por puro prazer.

Como podemos ver, tanto a curiosidade quanto a motivação são fundamentais para que o aprendizado ocorra. Por isso, quando estudamos algo que não gostamos, é mais difícil para nós lembrar do assunto. Passadas algumas horas, acabamos nos esquecendo do que lemos.

“A inteligência é a capacidade de se adaptar à mudança”.
– Stephen Hawking –

O que acontece no cérebro das pessoas curiosas?

A equipe de pesquisadores da Neuron descobriu que, ao estimular a curiosidade e despertar esta forte motivação intrínseca, provoca-se uma maior atividade no circuito cerebral relacionado com a recompensa nas pessoas curiosas. Na verdade, aumenta a atividade em três regiões-chave do córtex cerebral muito ligadas ao aprendizado, à memória e à repetição de comportamentos que geram prazer.

  • Núcleo caudado esquerdo: muito envolvido no aprendizado e na memória, assim como na aquisição de novos conhecimentos e emoções positivas.
  • Núcleo accumbens: foi estudada sua relação com os vícios e circuito de recompensa, principalmente com relação a reforçadores naturais: alimentação, sexo e videogames.
  • Hipocampo: é essencial para a formação de novas lembranças.

“A curiosidade recruta o sistema de recompensa, e as interações entre o sistema de recompensa e o hipocampo parecem colocar o cérebro em um estado no qual é mais provável que aprenda e retenha informação”.
– Ranganath –

Um futuro melhor

As descobertas deste grupo de cientistas e especialistas abrem as portas para novas pesquisas sobre possíveis maneiras de melhorar o aprendizado. Além disso, não somente em pessoas curiosas que se encontram perfeitamente saudáveis, como também naquelas que têm algum tipo de distúrbio ou transtorno neurológico.

A nível prático, estes resultados destacam a importância de que os professores estimulem a curiosidade dos alunos. De nada serve passar horas e horas estudando em frente a papéis pelos quais o aluno não sente o mínimo interesse.

Assim, o futuro passa por desenvolver estas novas estratégias educativas. O aprendizado poderia ser melhorado se estes professores atraíssem a curiosidade dos estudantes. O mesmo acontece nos postos de trabalho. Por tudo isso, considerando a inteligência como a capacidade de relacionar conhecimentos para resolver uma determinada situação, melhorar o aprendizado ou a memória, incentivar e potencializar a curiosidade pode contribuir para aumentá-la.

Referências bibliográficas

  • Graybiel A. M. (2005). Los ganglios basales: aprendo nuevos trucos y me encanta. Curr Opin Neurobiol 15:638-644.
  • Matthias J. Gruber, Bernard D. Gelman, Charan Ranganath (2014). States of Curiosity Modulate Hippocampus-Dependent Learning via the Dopaminergic Circuit. Neuron. DOI: 10.1016/j.neuron.2014.08.060.

Fonte: https://amenteemaravilhosa.com.br/pessoas-curiosas-sao-mais-inteligentes/

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Sábado e música: Enya – “Dreams Are More Precious (Lyric Video)” – realmente cativante!

Para nossa inspiração neste espaço musical de todos os sábados, trago hoje mais um vídeo com a excelente Enya, cantora, instrumentista e compositora irlandesa, uma das maiores referências do gênero chamado New Age (“música da nova era”). 

Com sua voz angelical (“meio-soprano”), embalada por uma sonoridade muito agradável, contagiante e ao mesmo tempo que nos tranquiliza, marca que caracteriza a artista desde o início da sua carreira, cada produção de Enya traz elogiável qualidade e oferece, para o meu gosto, algo realmente especial!

No vídeo a seguir, ela interpreta a canção Dreams Are More Precious, lançada em 2008, de sua autoria, composta em parceria com Roma Ryan e Nicky Ryan.  

O vídeo foi publicado no YouTube, canal enyatv, em 15/dezembro/2020. 

Confira esta atmosfera preciosa!!!

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10 dicas para melhorar seus relacionamentos

Significado de Relacionamento (O que é, Conceito e Definição) - Significados
significados.com.br

Os relacionamentos interpessoais, os afetivos/familiares, aqueles com os amigos, também os profissionais e sociais, contribuem significativamente para o nosso bem-estar e consequente sensação de felicidade. Cada um com a sua importância e devido peso, é claro.

Aliás, aquela famosa e mais longeva pesquisa sobre felicidade, da Universidade Harvard, já reportada aqui no blog, traz a qualidade dos relacionamentos como fator da mais alta importância para que a pessoa se sinta feliz.

Portanto, esse é um ponto para termos sempre em mente, com a devia atenção!

A esse respeito, dou destaque hoje para 10 dicas bem objetivas, elaboradas por duas psicólogas, para que você possa melhorar os seus relacionamentos, em matéria que foi publicada no site Mundo Interpessoal. São alguns e pequenos detalhes que podem fazer grande diferença.

Leia a seguir:

“10 dicas para melhorar seus relacionamentos

1 FAÇA UMA AUTOAVALIÇÃO

Não adiantar tentar estabelecer um contato com outra pessoa sem compreender o que se passa em sua cabeça. Conhecer suas qualidades e seus defeitos é um passo importante para mudar a si mesmo e contribuir de forma positiva para um relacionamento. “Assim, você vai cobrar menos do outro e aprender que nós precisamos nos preencher e essa pessoa vem para nos transbordar. Ou seja, ela não tem obrigação de saber o que eu quero e como eu quero. Isso é nosso dever.”

2 SEJA COMUNICATIVO 

Aqui, vale uma ressalva: ser comunicativo é estabelecer uma conversa com clareza e objetividade, em que há uma troca de ideias e opiniões com base em certos valores, como aceitação, compreensão e respeito. 

3 SAIBA ESCUTAR

Para que a dica anterior seja realmente eficaz, é importante seguir esta aqui. Quando escutamos de verdade, conseguimos compreender o que a outra pessoa pensa, de forma a dar continuidade em uma conversa sem querer se impor.

4 SEJA SINCERO

A sinceridade é uma das bases fundamentais de um relacionamento. Isso demonstra que você está baseando sua opinião em relação ao outro de tal maneira que se preocupa com ela – mesmo que sua opinião seja diferente. Mas é importante não confundir sinceridade com egoísmo, ou seja, querer impor seu ponto de vista por mera vaidade. “Evitar machucar o outro é algo que ajudará a manter a relação, mesmo quando precisamos acertar alguns pontos”

5 EDUCAÇÃO SEMPRE!

“Bom dia”, “com licença”, “desculpe-me” e “por favor” ainda são palavras essenciais para manter uma boa relação com as pessoas, pois elas demonstram respeito com a opinião e o espaço alheios. Mesmo que você julgue que o outro não mereça, pense se vale a pena se igualar a ele e deixar a educação de lado. 

6 DEMONSTRE INTERESSE 

Quando uma pessoa vem ao seu encontro para uma conversa, ela deseja compartilhar algo com você. Por isso, retribua essa atenção com interesse ao que ela vai expor. Seja receptivo para que elas não fiquem desconfortáveis ou inibidas, seja nesse ou em momentos futuros. 

7 PRESTE ATENÇÃO AOS DETALHES 

Percebeu que seu colega ficou cabisbaixo o dia todo? Chame-o para uma conversa e procure ajuda-lo. Seu parceiro ou sua parceira parece ansioso(a) com alguma situação? Pergunte se está tudo bem e ofereça ajuda. Quando tomamos esse tipo de iniciativa, é uma demonstração importante de cuidado com o outro. 

8 NÃO SEJA INVASIVO 

Caso perceba que uma pessoa não esteja bem (seja por qual motivo for), pergunte como ela se sente e se precisa de alguma ajuda. Mas é importante também respeitar o momento dela, pois essa “invasão” pode deixar o outro ainda mais fragilizado. 

9 COLOQUE O EGO DE LADO

Muitas vezes (principalmente nas redes sociais), entramos em uma discussão com família ou amigos somente pela questão do ego, sendo que, no final, não houve vencedores, e a relação fica desgastada. Nessa situação, repense se é tão válido mesmo se desgastar apenas para estar certo ou ficar em paz consigo mesmo e com os outros. 

10 CUIDADO COM COMPETIÇÕES

As competições são muito comuns no ambiente de trabalho e geralmente estimulam o desenvolvimento entre colegas. Quando elas começam a fugir do que é considerado saudável, podem criar situações desagradáveis e atingir outras pessoas. Por isso, é essencial ter essa percepção. Nas relações entre amigos ou familiares, isso também existe, mas o objetivo é conquistar a atenção do grupo. Mesmo assim, tome cuidado para não disputar afeto. “Estamos falando de um relacionamento, e não de uma competição”, lembre.

*Publicado originalmente na revista “Ciência em foco”

Ver a publicação em: https://mundointerpessoal.com/2019/08/como-melhorar-seus-relacionamentos.html

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“O poder esquecido de andar a pé” – confira esse vídeo!

Volto hoje com um assunto da maior importância para a nossa saúde, bem-estar e, sem dúvida, um dos ingredientes essenciais quando se fala em longevidade com qualidade de vida: o hábito de caminhar (a pé)!

Enfatizando um pouco mais, ninguém deve duvidar dos efeitos benéficos de se adotar a prática de andar a pé, inclusive para o desenvolvimento cerebral, para a criatividade e para o equilíbrio emocional, conforme atestam inúmeras pesquisas.

Para nos apresentar um panorama interessante a esse respeito, trago o bem produzido vídeo O PODER ESQUECIDO DE ANDAR A PÉ, do canal Eureka!, publicado no YouTube em 26 de fevereiro passado.

Conforme realçado no vídeo, mentes geniais dos últimos séculos adotavam a prática de andar a pé como “recurso para acessar maior criatividade, autoconhecimento e níveis ampliados de consciência”. Entretanto, esse hábito acabou sendo subestimado nos tempos mais recentes.

Veja os aspectos destacados ao longo do vídeo, que tem duração de cerca de 7 min, e atente para algumas revelações que poderão lhe surpreender. Por essas e outras, o negócio é: vamos caminhar!

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Sábado e música: “Love of My Life” – Trio Amadeus – mais uma bonita gravação!

Como inspiração musical, volto hoje com o Trio Amadeus, grupo de Belo Horizonte formado por Fábio, Marcelle e Rafael Marcenes, que vem demonstrando talento, versatilidade e elogiável qualidade, como revelam seus vídeos sempre agradáveis e bem produzidos!

Selecionei bonito videoclipe, filmado na Praça da Liberdade, em BH – MG, com o Trio interpretando a sensacional canção Love of My Life, composta pelo genial Freddie Mercury, lançada em 1975 pela banda britânica Queen.

O vídeo, que ficou muito bacana, foi publicado no YouTube em 30/6/2019. Curta a seguir:

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“A história do Ludo, um jogo milenário” – Uma dica para estes tempos de maior socialização em família!

Em razão da pandemia do coronavírus, as pessoas estão ficando mais tempo dentro de casa. Com isso, algumas práticas em família, esquecidas pela correria da vida até o início de 2020, acabaram sendo retomadas, entre as quais estudar e jogar juntos, com o cônjuge, os filhos etc.

Presente essa realidade, que ainda deve seguir por mais alguns meses, achei interessante e oportuno o artigo A história do Ludo, um jogo milenário, publicado no site duniverso, a respeito desse jogo de tabuleiro (o Ludo), que quase todo mundo já ouviu falar. Entretanto, assim como acontece comigo, pode ser que outras tantas pessoas nunca tenham vivenciado esse jogo, nem mesmo tido a oportunidade de conhecê-lo mais detidamente, apesar da sua fama mundo afora.

A título de curiosidade inicial, cabe registrar que Ludo quer dizer “eu jogo”, em latim. O jogo, de origem indiana, chamado “Pachisi”, é também nomeado pelos brasileiros como “Furbica”.

Dito isso, reproduzo o mencionado artigo, esperando que sirva de dica e boa sugestão de passatempo para os tempos atuais, de recolhimento e maior socialização em família.

Confira:

“A história do Ludo, um jogo milenário

A maioria de nós descobriu os jogos de tabuleiro quando era criança, e ao pensar neles, as lembranças mais comuns incluem partidas eternas junto com familiares e amigos.

Embora pensássemos que eles foram inventados em alguma data próxima a nossa infância, alguns jogos são realmente muito antigos e foram criados séculos atrás. Tal é o caso do ludo, uma prática milenar.

Apesar de que este tipo de jogo não se achava em nenhum cassino do Brasil, é uma modalidade muito difundida ao redor do mundo. Vamos conhecer mais sobre esta forma de entretenimento antiga e apaixonante.

Uma diversão milenar

Por incrível que pareça, o ludo nasceu na Índia, a meados do século VI, quando se jogava nas cavernas de Ajanta, localizadas no estado de Maharashtra.

Em aquele momento era conhecido como Pachisi e as pessoas utilizavam as paredes e o chão da gruta como tabuleiro.

O ludo fazia um enorme sucesso entre os imperadores, e agradava principalmente ao célebre Jalaluddin Muhammad Akbar, que praticava o jogo de uma forma muito particular.

Este imperador trocava as peças por mulheres do seu harém, criando uma versão viva do tabuleiro e dando interatividade ao divertimento.

Com a chegada do colonialismo, o Império Britânico levou o jogo para além do mar e introduziu a prática no Reino Unido. Muitos anos mais tarde, em 1896, o ludo foi patenteado no país inglês.

Na atualidade, essa área milenar composta de 32 grutas cheias de esculturas e pinturas rupestres virou Patrimônio Mundial da UNESCO e é uma parada obrigatória para aqueles turistas que visitam o país.

Regras do jogo

Também conhecido no Brasil como furbica, o ludo é um jogo que se compõe de um tabuleiro e 4 peões ou cavalos de diferentes cores: vermelho, azul, verde e amarelo. Pode ser jogado por até 4 pessoas.

O tabuleiro possui casas de saída para cada um dos jogadores e uma casa final. O peão não pode jamais retroceder.

O objetivo é partir de uma casa de origem ser o primeiro em chegar com 4 peões à casa final. Para atingir esta finalidade, deve-se dar a volta inteira no tabuleiro antes de que o consigam os adversários.

Para começar, cada jogador escolhe uma cor e coloca suas peças no quadrado inicial. O participante que obtiver um número mais alto ao lançar o dado iniciará o jogo.

Cada participante lança o dado para mover seu cavalo da posição inicial, mas até não conseguir lançar um 6, não poderá sair do sítio e deverá passar a vez para seu concorrente.

Uma vez que todos saíram, cada jogador movimenta suas peças de 1 a 6 lugares, dependendo do que sair no dado. Toda vez que tirar um 6, poderá mover qualquer peça que estiver em jogo e também terá direito a uma jogada adicional.

Caso o peão de algum jogador cair num quadrado já ocupado por outra peça concorrente, essa será capturada e voltará ao início do tabuleiro.

Uma vez que se completou o percurso total do tabuleiro, o cavalo terá que subir até a casa final através de uma coluna da sua cor desenhada no tabuleiro. Para conseguir ficar, o jogador deverá lançar o número exato de casas que o separam do espaço final. Se não o conseguir, poderá movimentar outras peças ou passar a sua vez.

O vencedor será o primeiro jogador que consiga colocar seus 4 peões na casa final.

Fonte: https://www.duniverso.com.br/a-historia-do-ludo-um-jogo-milenario/

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