Sábado e música: GREGORIAN – Pie Jesu (official video) – Beleza musical para serenar a alma!!!

Para este sábado, véspera de um dia de eleição muito importante no Brasil, em que os ânimos estão naturalmente acalorados, optei por trazer esse vídeo com o intuito de serenar, nos acalentar e com isso contribuir para que estejamos com os nervos no ponto de equilíbrio, pacificando internamente a cada um de nós.

Trata-se de interpretação do grupo vocal GREGORIAN (já conhecido por aqui), para a canção Pie Jesu, que faz parte do novo álbum Pure Chants, lançado em dezembro do ano passado.

A canção foi composta por Andrew Lloyd e Kin André Arnesen. Como curiosidade, Pie Jesu significa “Jesus piedoso”.

Gregorian é um projeto musical alemão, liderado por Frank Peterson, com início de atividades em 1991, interpretando músicas de épocas e estilos diversos, em cantos gregorianos.

O vídeo foi publicado no youtube, canal earMUSIC, em 23/dezembro/2021.

Deixe-se embalar por este momento, a seguir:

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Etarismo/Velhofobia: Ex-modelo de 57 anos foi criticada por tirar fotos de biquini – bom convite à reflexão!

Imagem: v9vitoriosa.com.br

No contexto dos múltiplos aspectos envolvendo o grande tema longevidade, repercuto hoje essa interessante e oportuna matéria do site “CONTI outra“, publicada em 3 de julho passado.

Referida postagem chama a atenção para os estigmas sociais e preconceitos a respeito da pessoa que já passou da meia-idade, denotando que o fenômeno do etarismo (também ageismo, idadismo…), já focalizado algumas vezes aqui no blog, é real, suas manifestações explicitas ou disfarçadas precisam ser reconhecida, compreendidas e obviamente enfrentadas, sobretudo porque a população grisalha, com os idosos ocupando muitos espaços e sendo vistos por toda a parte, não para de crescer e será cada vez maior pelo mundo!

Como fica evidente, o conteúdo da publicação, abaixo reproduzida, serve como necessário e providencial convite à reflexão por parte de cada um de nós, em especial pelas pessoas que hoje são mais jovens, as quais, salvo situações de adoecimentos graves ou fatalidades inesperadas, também entrarão para a significativa faixa da população idosa.

Fato é que, os padrões estéticos precisam ser permanentemente atualizados, devendo merecer constante adequação de paradigmas pela sociedade. Ao que parece, esse processo ainda é muito lento!

Veja:

“Velhofobia: Aos 57 anos ela foi chamada de “ridícula” por tirar fotos de biquini

“Corpos normais, com tamanhos, cores e idades diferentes precisam ser vistos até que eles sejam normalizados e não causem mais medo e muito menos repulsa em quem olha para eles. Os padrões estéticos mudam ao longo dos anos e são “construídos”. E, assim como foram construídos, precisam ser descontruídos quando tornam-se nocivos e destrutivos para as pessoas. O silenciamento não é uma opção.” Josie Conti

No Brasil, há alguns meses, a cantora Sheila Mello, dona de um corpo escultural e dentro de todos os “padrões desejáveis” da sociedade atual, foi chamada de “velha” após compartilhar um vídeo dançando.

Na época do início da pandemia, quando as mortes acentuadas atingiam principalmente pessoas de mais idade, o ator Antônio Fagundes, indignado, comentou sobre esse fenômeno que, ao invés de valorizar as pessoas pela sua história de vida e experiência, as reduz a algo menor e digno de descarte quando estão mais velhas.

Recentemente, no próprio remake de “Topgun” a atriz que fazia o par romântico com Tom Cruize, Kelly McGillis, não teria sido convidada para participar do filme por estar muito velha.

Ainda temos o caso da Xuxa, que cada vez que aparece nas redes sociais é hostilizada por parte do público que a menospreza porque considera sua figura envelhecida.

É comum vermos corpos jovens expostos nas redes sociais, principalmente no Instagram. Segundo blogueiros que trabalham dentro da plataforma, mostrar o corpo é uma das formas de conseguir mais alcance nas publicações, pois os algorítimos do sistema são mais responsivos a isso.

O mesmo aconteceu com a ex-modelo tcheca, naturalizada norte-americana, Paulina Porizkova, que hoje possui 57 anos. E, assim como no caso de Sheila Mello, apesar possuindo um biotipo dentro do que pode ser mais idealizado, mesmo tendo uma vida inteira dedicada aos cliques mais perfeitos em sua carreira de super-modelo, ainda assim, foi chamada de “ridícula” por mostrar seu próprio corpo. Por quê? Simplesmente porque sua idade, de acordo não seria mais “desejável” é considerada avançada demais.

No Instagram, entretanto, Porizkova postou a mesma fotografia dela com roupas de praia ao lado do comentário do internauta, convidando o público que a segue para se amar independente de críticas que precisam ser enfrentadas (link da publicação: https://www.instagram.com/p/Cc79OF2uUxt/?utm_source=ig_embed&ig_rid=c0e91f3b-e574-479b-8e53-361e6d7a070a).

Imagem: @paulinaporizkov

“Acho que a gente fica mais bonita com a idade. Conquistamos nossa beleza, entendemos o que é e podemos vê-la muito melhor. Não existe ‘feio e velho’. Existem apenas cegos e ignorantes. (…) Estou postando isso porque este é um sentimento generalizado que precisa ser removido. Para que possamos nos orgulhar de envelhecer, como merecemos!”.

A lição dessas celebridades que, mesmo ricas, famosas e belíssimas são alvo de escárnio é que o preconceito vê muito mais do que a fotografia. Os comentários refletem um utilitarismo social que não aceita pessoas que não são mais consideradas “produtivas” para uma sociedade capitalista que exige o máximo da juventude. As pessoas, por saberem que serão descartáveis, têm medo de seu próprio envelhecer e, por isso, odiar quem mostra seu próprio futuro incerto pode ser uma das maneiras irracionais de lidar com a sua própria finitude e medo de descartabilidade.

Corpos normais, com tamanhos, cores e idades diferentes precisam ser vistos até que eles sejam normalizados e não causem mais medo e muito menos repulsa em quem olha para eles. Os padrões estéticos mudam ao longo dos anos e são “construídos”. E, assim como foram construídos, precisam ser descontruídos quando tornam-se nocivos e destrutivos para as pessoas. O silenciamento não é uma opção.

Ver publicação original: https://www.contioutra.com/velhofobia-aos-57-anos-ela-foi-chamada-de-ridicula-por-tirar-fotos-de-biquini/

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‘6 hábitos que fazem as pessoas se afastarem de você’ (vídeo)

Sabe, existem coisas que fazemos (hábitos, tipos de comportamentos etc.) que, sem nos darmos conta, chateiam outras pessoas, as quais terminam evitando o relacionamento conosco. Por vezes, são pequenos detalhes, bem sutis!

É sobre isso que mostra o vídeo selecionado para hoje, do canal youtube “didatics“, realçando 6 hábitos que contribuem para que as pessoas se afastem da gente.

Vale atentar para esses aspectos comportamentais, pois é sempre tempo de nos aprimorarmos e, com isso, cultivarmos relacionamentos mais saudáveis e duradouros. Portanto, são dicas singelas que podem lhe trazer alguma utilidade.

O vídeo é curtinho, duração de apenas 5:07.

Confira a seguir:

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Sábado e música: Época de Ouro e o fabuloso chorinho Noites Cariocas – Um show!

Como inspiração pela música, vamos hoje de instrumental, trazendo o choro, também carinhosamente chamado de chorinho, esse estilo musical nascido na vida urbana e popular brasileiras que tantos apreciam. É caracterizado pelo seu estilo “lamentoso”, “choroso”, mas que possibilita uma larga margem de capacidade de execução e de improvisação por parte dos músicos. Segundo registros, surgiu há quase 150 anos.

Para tanto, selecionei vídeo com apresentação do conjunto Época de Ouro, ocorrida no Teatro Sesc Consolação, SP, em 5/8/2019. Esse excelente grupo musical, base da resistência do choro ante o surgimento de outros movimentos musicais importantes no país, foi fundado por Jacob do Bandolim, em 1964.

Nesse vídeo, eles interpretam a marcante Noites Cariocas, autoria de Jacob do Bandolim. Uma apresentação com o padrão de qualidade que o conjunto sempre demonstra, da qual chamou minha atenção, em especial, a destacada performance do flautista (flauta transversal) Antonio Rocha!

São músicas e momentos como esses que, por alguma magia que produzem, mexem com as nossas emoções e elevam a nossa alma!

O vídeo foi publicado no canal Instrumental Sesc Brasil, no YouTube.

Curta a seguir:

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Bem-estar e felicidade – qual o segredo? Saiba o que a ciência já sabe sobre isso!

Imagem: vissao.sapo.pt

Com grata satisfação, compartilho essas dicas de atitudes, simples, que levam à sensação de bem-estar e de felicidade efetiva, divulgadas com base em achados científicos.

Referidas evidências, resultantes de pesquisas, confirmam o que a sabedoria milenar nos ensina, também as crenças religiosas em geral, tendo por base um conjunto inspirador de “leis espirituais”. Assim é que, ser bom, praticar o bem, a compaixão, o amor ao próximo, são atitudes muito mais gratificantes para quem dá do que para quem recebe. Isso é incrível, promove a felicidade!

As dicas constam de texto postado pelo professor Luiz Gaziri, em seu perfil no portal LinkedIn, no dia 20 passado, cujo teor transcrevo abaixo.

O conteúdo, breve, direto e significativo, evidencia que o bem-estar não requer sofisticação e pode decorrer de atitudes simples, ao alcance de qualquer um. Claro, são exemplos indicativos, naturalmente passíveis das devidas adequações individuais e da autoconsciência de cada pessoa.

Achei o conteúdo bastante positivo, do qual se podem tirar importantes sacadas, sobretudo como subsídio para boas reflexões, para o processo de desenvolvimento e para a satisfação pessoal!

Confira:

“Procurando o segredo do bem-estar? Professor revela o que a ciência já sabe sobre felicidade

(Por Luiz Gaziri – LinkedIn – 20/9/2022)

Durante o #setembroamarelo é importante lembrarmos que a renomada cientista Barbara Fredrickson da Universidade da Carolina do Norte descobriu que o segredo para o bem-estar é a proporção 2,9013:1, ou seja, para cada momento negativo do seu dia a dia, você precisa construir 2,9013 momentos positivos.

Fredrickson e muitos outros cientistas demonstram que pessoas deprimidas ou com outras condições psicológicas graves se recuperam mais rapidamente quando passam a ter acima de três momentos positivos para cada negativo.

Hoje, gostaria de dar duas dicas baseadas em evidências científicas para que você comece a ter mais #felicidade em sua vida.

1. Compre Felicidade
A cientista Lara Aknin ofereceu 5,00 dólares canadenses para participantes de uma pesquisa, sendo que a metade foi instruído a gastar o dinheiro consigo mesmo e a outra metade deveria gastar o valor comprando um presente para outra pessoa. Incrivelmente, os participantes que gastaram o dinheiro com outra pessoa ficaram significativamente mais felizes do que aqueles que gastaram consigo mesmos. A cientista descobriu que gastando 5,00 ou 20,00, os efeitos na felicidade são similares, demonstrando que o ato de gastar dinheiro com outra pessoa é o que nos deixa felizes — não a quantidade.

Portanto, uma das maneiras de viver grande emoções positivas hoje é presentear alguém importante para você com algo simples, como uma barra de chocolates, uma flor ou um cafezinho. Você imaginava que construir felicidade era tão fácil?

2. Capriche em Seus Relacionamentos e Interações
Qualquer cientista do mundo que estuda felicidade concorda que os relacionamentos são o principal preditor de felicidade para os seres humanos. No entanto, é fácil observar atualmente que ao invés de estarem interagindo com seus familiares e amigos, as pessoas estão interagindo com seus smartphones. Isto significa que, todos os dias, estamos nos tornando mais distantes do principal fator que nos faz mais felizes. A partir de hoje, faça um exercício: sempre que estiver ao lado de alguém, guarde seu telefone no bolso, bolsa ou simplesmente deixe seu smartphone em um outro cômodo da casa. Valorize a conversa com o seu marido, esposa e filhos, você vai sentir felicidade imediata.

Neste mesmo sentido, cientistas como Vanessa Bohns da Cornell e Nicholas Epley da Universidade de Chicago, descobriram que interagir com estranhos é um dos caminhos mais curtos para conquistar felicidade. Use o dia de hoje para fazer todas as suas interações valerem, capriche na conversa com o porteiro do escritório, entregador da pizza, caixa do supermercado, motorista do aplicativo ou com o garçom do restaurante. 

Os estudos acima, porém, trazem a maior lição que podemos ter sobre felicidade: fazer outras pessoas felizes é o que permite nossa felicidade individual. Leve isso para a sua vida.

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‘A Maravilhosa Companhia da Solidão’ – mais uma boa abordagem sobre o tema (vídeo)!

Volto a focalizar os estados de solidão (sentir-se sozinho, abandonado, triste) e solitude (opção deliberada de isolar-se, de estar sozinho, o que é positivo), temática essa já apreciada aqui no blog em mais de uma oportunidade.

A esse respeito, trago hoje o vídeo A Maravilhosa Companhia da Solidão, em mais um toque filosófico do canal YouTube SUPERLEITURAS, argumentando sobre as necessidades de estarmos sozinhos, as razões para que o indivíduo busque esses momentos de presença apenas consigo mesmo. Isso, vale realçar, não significa um conflito com o aspecto, indiscutível, de que somos seres sociais, gregários.

Para um tema de fato sensível, com a sua natural complexidade, temos aí uma abordagem inteligente, evidenciando outras perspectivas sobre a temática em foco, particularmente quanto ao nosso espaço individual, de necessária solitude, da chamada ‘solidão existencial’. Em suma, um convide à reflexão!

Bem, o vídeo (link abaixo) foi publicado quatro dias atrás, é novinho, e tem duração de 10:45.

Vale a pena conferir. Gostei!

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Sábado e música: Luiza Lara – interpretação maravilhosa para a bela canção Lua Branca !!!

Esse vídeo que selecionei para hoje, sugerido por Lourival, amigo e parceiro de cantorias, traz um momento musical verdadeiramente inspirador, com a presença da cantora mineira Luiza Lara, em apresentação para o programa Sr. Brasil.

Para essa marcante canção Lua Branca, de 1912, com a música de autoria da icônica compositora, instrumentista e regente carioca Chiquinha Gonzaga (1847-1935) e com a letra de autoria desconhecida, retratando perfeitamente o clima de romantismo daquele tempo, destacado por músicas no chamado “estilo seresta”, temos aí uma apresentação que valorizou sobremaneira a referida obra musical.

Para quem quiser conhecer mais sobre o histórico dessa música, segue link: http://drjosiascavalcante.com.br/site/musica/lua-branca/

Como não poderia ser diferente, fiquei impactado ao ver esse vídeo com a Luiza Lara. Uma interpretação como essa, espetacular sob todos os aspectos, com especial realce para a voz privilegiada e a emoção que a formosa cantora nos transmite, chega a arrepiar!

Como foi registrado em um dos comentários ao vídeo, “Beleza estonteante, voz magistral, interpretação irretocável, música linda, é de Lavar a alma!!”

O vídeo está no canal youtube Sr. Brasil, tendo sido publicado em 17/outubro/2019.

Veja e curta a seguir:

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Trabalhar a arte desenvolve o autoconhecimento. Entenda porque isso acontece!

Volto a focalizar o autoconhecimento, ou o descobrimento de si mesmo, nas suas múltiplas facetas, uma área indispensável para o nosso processo de evolução pessoal.

E o legal é trazer à tona a correlação existente entre o autoconhecimento e a arte, ou, mais precisamente, enfatizar a ocorrência de um natural avanço no autoconhecer-se quando a pessoa se volta para o exercício de alguma arte. Incrível é que, falando por mim, nunca havia parado para pensar a esse respeito!

No aprendizado de uma arte, e na medida em que os desafios aparecem, emergem naturais medos, ansiedades, imaginação de deficiências, insegurança, tentação para a desistência e por aí vai. A depender da forma como trabalhamos essas reações emocionais e bloqueios psicológicos, o avançar na arte pode restar prejudicado.

Assim, referida abordagem vem no interessante artigo “Autoconhecimento – A Arte Trabalha o Artista Enquanto o Artista Trabalha em sua Arte“, publicado por Professora Catarina, no blog AULAS DE VIOLINO, no dia 12 passado.

Usar a mente de forma positiva, a nosso favor, é evidenciado como de importância fundamental nesse processo de aprendizado de uma arte. Como está dito:

“Enquanto o artista trabalha em sua arte mal sabe ele que a arte está trabalhando nele.”

Leia o artigo, que gostei muito, clicando no link a seguir:

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‘SILENCIE / Tire ao menos dez minutos do seu dia e silencie…’ – esse texto lhe fará bem!

Imagem: villagerosa.com

Volto a destacar a importância e os extraordinários benefícios proporcionados pela prática da meditação, mesmo as mais simples e breves, por tudo de bom que essa singela atitude nos oferece!

Dedicar uma paradinha diária para você mesmo, reservar 10 minutinhos (ou até menos) para silenciar, para se reconectar, harmonizar, reencontrar o equilíbrio e a paz interior, sentir-se energizado, sentir-se bem etc. é mais do que recomendável, é mesmo uma necessidade, diante dos ruídos, da desarmonia, do estresse, da ansiedade que estão presentes no cotidiano, na realidade do contexto em que vivemos e que afetam a cada um de nós, em alguma medida.

Então, para falar sobre isso de uma maneira bacana, leve, inteligente e direta, transcrevo texto que encontrei agora no site O Terceiro Ato (oterceiroato.com), autoria de Giana Benatto Ferreira. Como você verá, trata-se de mensagem atemporal, diria, ainda mais oportuna para os dias de hoje, apesar de ter sido originalmente publicada em 31/3/2017, no site O SEGREDO.

Leia, aproveite!

“Tire ao menos dez minutos do seu dia e silencie…

Sente-se comodamente e silencie suas mãos que vivem a tamborilar nos móveis, os braços das poltronas, a mesa durante a refeição. Coloque-as lentamente no colo, palmas tocando as pernas, esquecidas.

Silencie seus pés. Sossegue aquele balançar incessante de pés e pernas  que incomodam os que te rodeiam,  como se a casa pulasse junto a cada movimento. Pouse os pés lentamente  no chão, sentindo a friagem do solo atravessar seu corpo. E assim permaneça.

Silencie seu pulmão. Pare de ofegar como quando  assiste à televisão; pare de suspirar como se carregasse o mundo nas costas. Acalme-se. Simplesmente respire. Respire pelo nariz silenciosamente, prestando atenção ao ar que entra e que sai em movimentos ritmados, leves e constantes.

Silencie seu coração. Desafogue as mágoas, as expectativas, o pulsar descompassado.

Preste atenção ao tum tum contínuo e tranquilo. Sinta os batimentos, não apenas saber que o coração bate. Tenha consciência da velocidade de seu movimento. Apreenda este compasso.

Silencie sua garganta. Esqueça os pigarros, os ramrans barulhentos e incômodos. Permita que ela se acalme durante este tempo, para que o fluxo interno da respiração aconteça como em uma criança dormindo  suavemente.

Silencie sua língua, ferina ou não. Deixe-a dormente na boca. Deixe-a sem palavras.

Silencie seus ouvidos. Reconheça inicialmente  a hora do dia na cidade pelo ruído incessante dos motores, campainhas, conversas das pessoas ao seu redor.  Agora vá deixando essas sensações  distantes. Permita-se ouvir o som do silêncio e reconhecer  a natureza ao seu redor através do canto longínquo dos pássaros. Reconhecer as estações do ano pelo canto dos grilos, das cigarras ou dos sapos. Ou ainda, somente ouça o vento.

Silencie suas narinas. Descanse da respiração pesada do dia a adia. Deixe que elas sejam apenas o canal que leva e traz vida através da sua respiração. Silencie sua afobação.

Silencie seus olhos. Dê um descanso consciente a eles. Feche-os pelo espaço de tempo deste seu silêncio.

E, permita que as percepções auditivas, sensoriais e emocionais aflorem neste instante. Silencie sua busca de foco de luz. Simplesmente olhe para o seu interior.

Por último silencie a mente. Deixe seus pensamentos livres para chegarem e passarem. Para não mais importunarem você.  Não é parar de pensar, é simplesmente não se apegar a nenhum pensamento. Como folhas ao vento deixá-los chegar, passar e seguir sem destino certo.

E, com os olhos fechados, boca calada, respiração compassada, coração aquietado, membros acalmados e mente silente, perceba a explosão interna.

Perceba as respostas para todas suas buscas.  Perceba a paz do entendimento. Perceba a pequenez de suas vontades. Perceba a grandeza de sua existência.

Perceba a presença da energia cósmica dentro de você, e mais que isso, que a abundância dessa sensação se dará sempre neste momento de introspecção e total silêncio.

Fonte: https://oterceiroato.com/2022/07/29/silencie/.

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‘Como podemos aumentar o pensamento crítico?’

Está aí um assunto que precisamos conhecer melhor. Por que é importante aprimorar e fazer uso da nossa capacidade de pensamento crítico? Qual a justificativa para isso? Como fazer?

Primeiramente, vale assinalar que essa força psicológica – praticada e estimulada desde a Grécia Antiga (Sócrates, Platão, Aristóteles…) – tem a ver com a nossa prontidão de análise e avaliação para o entendimento e a tomada de decisão em determinadas circunstâncias, a partir de estímulos que recebemos etc. Em linhas gerais, compreende desenvolver a autoconsciência para a reflexão, ou seja, é a pré-disposição para o raciocínio a respeito de raciocínios/afirmações dos outros, ou ainda a capacidade do humano de raciocinar criticamente.

Claro, o exercício da referida capacidade pelo indivíduo ganha relevo nos tempos atuais, em virtude do massivo trânsito de informações, que só aumenta, muitas das quais distorcidas ou falaciosas. Sobre esse contexto, eis o que disse o site Iberdrola.com, em publicação a respeito de Pensamento Crítico:

As fake news, surgidas com o alvorecer das novas tecnologias e das redes sociais — que expandem seu impacto — estão, infelizmente, de moda. A melhor forma de enfrentar os argumentos falaciosos é desenvolver o pensamento crítico para analisar aquilo que lemos, escutamos ou vemos antes de assumir tais fatos como verdadeiros.

Bem a propósito, esse tema está abordado no interessante artigo “5 estratégias para aumentar o pensamento crítico“, publicado no site A Mente É Maravilhosa, em 15 de novembro do ano passado, abaixo reproduzido.

Vale atentar, vale refletir, vale praticar essa capacidade, sob pena de assumirmos pensamentos equivocados que podem nos ser prejudiciais!

Confira:

“5 estratégias para aumentar o pensamento crítico

Imagem: https://amenteemaravilhosa.com.br/aumentar-o-pensamento-critico

Se você aumentar o pensamento crítico, terá à sua disposição uma “arma” de construção sólida e excepcional. Afinal, algo tão simples como aplicar um ceticismo saudável, combinado com uma ética pessoal adequada e uma mente mais aberta, pode nos permitir sobreviver muito melhor em todos os contextos em que muitas vezes somos forçados a pensar de forma unificada.

Talvez já tenhamos escutado alguma vez que estamos no que chamam de era pós-verdade. Exagero ou não, ter um pensamento crítico é pouco mais do que uma necessidade vital. Se admitimos que estamos passando por uma “crise da verdade”, onde muitas vezes atraímos nossas emoções como uma forma de influenciar nossas ações, é essencial reagir e fazê-lo da melhor maneira.

“A mente que se abre para uma nova ideia não volta mais ao seu tamanho original.”
– Albert Einstein-

Em um estudo publicado na Universidade de Cambridge em janeiro deste ano, destacou-se uma importante ideia. No departamento de psicologia desta conhecida instituição acadêmica foi apontado que além do coeficiente intelectual, além de aspirar a uma alta inteligência, o que realmente poderia melhorar a nossa vida é ter um bom pensamento crítico.

Os próprios autores apontaram que uma pessoa bem treinada nesta habilidade é capaz de tomar decisões mais precisas. Além disso, deixa de ser tão manipulável ao interesse da publicidade ou das esferas políticas, podendo resolver problemas de forma mais criativa, autônoma e efetiva. Estamos, sem dúvida, diante de um maravilhoso recurso psicológico que vale a pena trabalhar. Melhorar o seu pensamento crítico é possível e essas estratégias podem ajudá-lo a conseguir.

Como aumentar o pensamento crítico?

Embora possa haver alguma inércia inicial, ninguém vem a este mundo com uma habilidade inata para aplicar o pensamento crítico ao que acontece em seu contexto. Essa habilidade é treinada, aprendida, internalizada e transformada com base em nossas necessidades, personalidade e experiências. É um feedback contínuo onde é necessário não ser passivo, não ser conformista e aplicar uma boa motivação todos os dias.

Vejamos agora como podemos alcançá-lo.

1. Expanda suas perspectivas, não fique com apenas uma opção

Se nos dissessem agora que o mundo acabaria amanhã, possivelmente 60% da população buscaria um bunker onde pudessem se esconder imediatamente. 20% do resto faria todo o possível para encontrar uma alternativa, uma estratégia para evitar a chegada desse suposto apocalipse. A terceira opção, que representaria os outros 20%, seria a dos céticos. Aqueles que perguntam: o mundo realmente vai acabar? Quem disse?

O ceticismo saudável, inteligente e habilidoso é, sem dúvida, o primeiro filtro. Um filtro para notícias, opiniões, afirmações ou comentários que ouvimos diariamente.

2. Seja proativo, não reativo

Muitos de nós, em vez de viver, reagem à vida. Reagimos a problemas, enfrentamos dificuldades e desafios sem saber que há outra maneira de existir: ser proativo. No entanto, o que significa ser proativo?

  • Significa não ficar parado vendo como as mudanças que acontecem ao nosso redor, acontecem sem a nossa intervenção: faça as coisas acontecerem, procure os desafios para aprender com eles, aplicando novos recursos, estabeleça metas e trabalhe para alcançá-las todos os dias.
  • O seu pensamento crítico também é a força psicológica que lhe permitirá agir com mais habilidade e reflexão. Ou seja, em vez de reagir levemente ou de forma exagerada em face de uma situação difícil ou complexa, esta abordagem irá ajudá-lo a olhar com uma atitude mais construtiva, focada, adaptada e até engenhosa. Todo desafio envolverá uma aprendizagem.

3. Um pensamento mais ético

Em nossa sociedade é muito comum o pensamento dicotômico ou extremo; ele está na moda. Algo é bom ou ruim. As pessoas estão de acordo com nossos ideais e valores ou não estão. Você é um amigo ou você é um inimigo, você é azul ou você é vermelho. O que realmente ganhamos ao aplicar esses tipos de filtros morais? A verdade é que muito pouco.

Se pudéssemos usar um pensamento mais crítico para refletir e relativizar todas essas dicotomias, descobriríamos e aproveitaríamos nossa capacidade de contemplar diferentes pontos de vista. Abrir-nos com curiosidade a toda a gama de opiniões, características, traços e detalhes que marcam nossos cenários, nos enriqueceria infinitamente.

4. Mais senso de humor, por favor

O bom senso de humor vai de mãos dadas com a inteligência. Quem sabe rir de si mesmo, que é capaz de encontrar o ponto luminoso da névoa, brincando com a realidade para relativizá-la, transformá-la com graça e originalidade, fazendo com que outros riam com sua sagacidade, tem um dom valioso.

Assim, seu pensamento crítico é também uma ferramenta com a qual mostrar a sua capacidade de ter uma perspectiva mais clara da realidade, evitando ficar preso em frustrações, em raiva não resolvida ou em mal-entendidos que não nos conduzem a lugar nenhum.

5. Tome consciência das suas distorções cognitivas

Deixar que nosso foco vital seja absorvido em distorções cognitivas, como o negativismo, a excessiva generalização, o uso de rótulos, a abordagem polarizada ou aquela atenção seletiva em que só vemos o que queremos, limita completamente nosso pensamento crítico.

Devemos tomar consciência desses recursos irracionais tão comuns em nossas mentes. Devemos relativizar, ampliar visões e horizontes e simplesmente lembrar que assim como muitas vezes criticamos aqueles que nos cercam, também precisamos ser críticos de nós mesmos.

Para concluir, basta dizer que, como podemos intuir, desenvolver essa força psicológica exige tempo. No entanto, se você deseja aumentar o pensamento crítico, não se esqueça de um conselho simples: seja livre, livre de pensamentos e vontade. Quebre correntes e observe o mundo com humildade, tomando consciência de tudo o que você pode aprender, das grandes possibilidades que o cercam.

Bibliografia:

Ver a publicação original: https://amenteemaravilhosa.com.br/aumentar-o-pensamento-critico/

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