Inspiração: Depoimento impressionante do primeiro deputado federal cego!

Trago hoje mais um exemplo de superação, de evidente capacidade de resiliência ante as adversidades da vida, que merece a mais ampla repercussão, pois situações assim têm um poder inspirador e trazem um toque de otimismo em contraponto ao teimoso cotidiano, embaçado por notícias predominantemente negativas e desanimadoras que pululam pela grande mídia, infelizmente.

Assim, vejam o impressionante, lúcido e animador pronunciamento do capixaba Felipe Rigoni, primeiro Deputado Federal cego (condição esta adquirida quando ele ainda era criança), feito na tribuna da Câmara dos Deputados, em Brasília, no último dia 20. Trata-se de um orador privilegiado, que demonstra possuir elevada formação educacional, que tem serviço social já prestado e, mais do que tudo, aparenta ser alguém que traz um pensamento positivo e uma disposição para fazer a diferença em prol do crescimento do Brasil.

São, portanto, novos e promissores ventos, que espero contagiem outros tantos homens públicos e, ainda, qualquer pessoa que sinta desânimo em face de dificuldades bem menores do que a perda total da visão, como foi o caso do Felipe, agora parlamentar.

O vídeo está disponivel no YouTube (duração de apenas 4:56). A seguir:

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Ex-detentos criam clube do livro em Brasília: ‘transformação pela leitura’

Compartilho por aqui esta notícia mais do que positiva, diria alentadora, a respeito de um clube do livro formado por ex-detentos do DF, que foi divulgada no portal G1. Considerando que procuro divulgar iniciativas que sirvam, em alguma dose, para estimular o hábito de leitura, tão reduzido em nosso país, fiquei alegre com o que li.

A propósito, esse agrupamento voluntário de pessoas com o propósito de ler e resenhar livros escolhidos pelos próprios integrantes, dando margem aos denominados ‘clubes do livro’ (ou ‘clubes de leitura’) funciona mesmo. Diria se tratar de excelente estratégia em prol da leitura, que faz bem, em sentido bastante amplo, para quem dele participa, em termos de aquisição de conhecimento, de evolução intelectual, de socialização, de qualidade de vida, e por aí vai!

Veja esta definição colhida do site Wikipédia (a enciclopédia livre):

Um clube do livro, também conhecido como clube de leitura, é um clube social onde pessoas normalmente se encontram para discutir sobre um livro que acabaram de ler, expressando suas opiniões, críticas, etc. Comumente, membros de clubes do livro encontram-se em suas casas, em livrarias, pubs, cafés, restaurantes, etc. Há também clubes do livro online.

Com efeito, conheço de perto a iniciativa do Clube do Livro da ABACE (Associação Brasiliense de Aposentados do Banco Central), uma ação exitosa sob vários aspectos, desde a sua criação em 2010, considerada estratégica e emblemática para os propósitos daquela entidade, da qual sou associado e membro eleito do Conselho de Administração.

Espero que iniciativas dessa natureza se reproduzam pelos quatro cantos do país, mereçam incentivo, divulgação e até se popularizem. Aliás, não se deve formar juízo de que isso é coisa de elite. Convenhamos, o incrível poder de comunicação das redes sociais, nos dias de hoje, está aí para ajudar. Com isso, a educação, a cultura e a cidadania em nosso país têm muito a ganhar!

Feitos esses registros, eis a reprodução da mencionada matéria (a seguir):

“Ex-detentos criam clube do livro em Brasília: ‘transformação pela leitura’

Grupo foi criado no ano passado e, desde então, já debateu obras de Victor Hugo a Dostoiévski. Livro do mês é ‘Crime e castigo’.

Por Marília Marques, G1 DF

Ex-detentos criam clube do livro em Brasília — Foto: Victor Gomes / G1 DFEx-detentos criam clube do livro em Brasília — Foto: Victor Gomes / G1 DF

Um grupo de ex-detentos escolheu a literatura para se tornar “protagonista da própria história”. Eles se conheceram ao sair do sistema penitenciário e, há um ano, criaram um clube de livros com encontros mensais em Brasília.

Desde então, a cada mês, os 12 amigos escolhem obras variadas e debatem ideias e impressões sobre as narrativas, contexto da história e perfil de cada autor.

As rodas de conversa são marcadas em cafeterias, shoppings e em salas de universidades do DF – “lugares que aparentemente são inacessíveis para pessoas que vieram de onde nós viemos”, explica o idealizador do clube, Jeconias Neto, de 27 anos.

Aos 14 anos ele foi apreendido em Brasília e cumpriu pena no sistema socioeducativo. Ao sair, já adolescente, conta que se viu desamparado e, por isso, decidiu vender sorvete na rua. Tempos depois, passou a vender livros, se dedicou aos estudos e, então, entrou em um projeto que o ajudou a cursar a faculdade de teologia na Argentina.

Idealizador do clube, Jeconias Neto, de 27 anos — Foto: Victor Gomes / G1DF

Idealizador do clube, Jeconias Neto, de 27 anos — Foto: Victor Gomes / G1DF

Ao lado dele, hoje, se reúnem no clube outros tantos colegas que também foram presos e cumpriram penas por assalto, tráfico de drogas e tentativa de homicídio. A partir da literatura, os ex-detentos decidiram trocar as armas pelos livros.

“É muito mais que ler, é uma iniciativa de apoiar um ao outro. É uma transformação pela leitura.”

“Depois do clube, já temos três colegas que estão fazendo faculdades, e um já está se formando agora, foi meu amigo de crime, mas hoje é de leitura”, afirma o idealizador.

‘Os miseráveis’

Como referência de livro marcante, Jeconias cita a história do personagem Jean Valjean, protagonista de “Os miseráveis” – obra famosa do escritor francês Victor Hugo.

O livro conta a história de um condenado posto em liberdade depois de roubar um pão. O título foi um dos primeiros da lista a ser escolhido. Um ano depois, os ensinamentos do clássico ainda mexem com as emoções dos integrantes do clube.

” ‘Os miseráveis’ foi o que mais marcou, porque todo mundo se viu na realidade do livro, de como Jean passou por tudo e aceitou o perdão, sinistro como ele aceitou o perdão”, conta.

“Todo mundo chorava quando se falava disso. Porque é o que faltava no coração da gente: a falta de ser abraçado como Jean foi, de ser perdoado e de ser aceito.”

Crime e castigo

Outro clássico que está na mesa de cabeceira de todos do grupo é a obra-prima do escritor russo Fiódor Dostoiévski. “Crime e castigo” foi escolhido como livro do mês de fevereiro e já levantou o debate sobre outras sociedades.

O gestor público Joymir Guimarães, de 36 anos, faz parte do clube desde os primeiros encontros. Para ele, o livro do mês tem um significado especial “por mostrar realidades sociais que nunca tínhamos conhecido”.

  Gestor público Joymir Guimarães, de 36 anos — Foto: Victor Gomes / G1DF

Gestor público Joymir Guimarães, de 36 anos — Foto: Victor Gomes / G1DF

Joymir foi preso aos 26 anos e, depois de cumprir uma pena de quase seis anos no Complexo Penitenciário da Papuda, reencontrou Jeconias, amigo de infância que logo o convidou para montar um grupo de leitura.

O amor pelos livros, no entanto, já tinha surgido muito antes, quando Joymir ainda estava atrás das grades. “Na cadeia, um policial civil notou a maneira como eu cumpria a pena, viu uma certa diferença e começou a me ajudar”, conta.

“No começo eu não aceitei ajuda, mas ele tinha as melhores intenções e começou a me ofertar livros religiosos. Quando eu sai, comecei a participar de rodas de conversa no socioeducativo, ajudar as pessoas passou a fazer parte de nossas vidas”.

“Os livros mostram que existe uma saída. Há exemplos de grandes pensadores que tiveram a vida transformada, não por crimes como os nossos, mas sendo protagonistas, estudando, trabalhando e alcançando as coisas dessa maneira”, diz, orgulhoso.

Literatura na cadeia

Usando como exemplo as próprias histórias e o amor em comum pelos livros, cinco dos 12 membros do clube do livro de ex-detentos estão levando encontros semanais também para dentro dos presídios e de unidades socioeducativas do DF.

Além da abordagem sobre literatura, os debates para os mais jovens falam sobre postura profissional, autocuidado e formas de apoiar um ao outro. “É muito mais do que ler”, diz Jeconias.

“A leitura é fera. Se, um ano atrás, alguém trocasse ideia com o clube do livro, veria a diferença na argumentação”, lembra. “Somos mais sinistros agora, sabemos organizar melhor o pensamento”.

Fonte: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2019/02/17/ex-detentos-criam-clube-do-livro-em-brasilia-transformacao-pela-leitura.ghtml?fbclid=IwAR26l2Tcgay-qnEBPxfRb38lwMZRkYqc8P63GfFRRWARj3wFhua3wqru7cE

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‘Como alguém pode ver claramente quando não vê sequer a si mesmo?’

Para hoje, um texto instigante, um providencial convite à reflexão, publicado em janeiro por Nando Pereira, jornalista e terapeuta, em seu site Dharmalog.

Remetendo-nos à área do autoconhecimento, e da autoconsciência, aí está uma provocação necessária, da mais absoluta pertinência, com questionamento que cada um de nós deve (ou deveria) ter sempre em mente. Ter discernimento sobre a questão trazida no texto é bom requisito para o equilíbrio individual, sobretudo por conta dos naturais desdobramentos em termos comportamentais e da própria saúde (plena).

Leia a seguir:

Como alguém pode ver claramente quando não vê sequer a si mesmo?

Resultado de imagem para carl jung a beira do lago zuriqueImagem: Dharmalog

Essa pergunta é de Carl Jung:

“Como alguém pode ver claramente quando não vê sequer a si mesmo e a escuridão que inconscientemente carrega dentro dele e em todas as suas atividades?”
Carl Jung (CW 11, pg 140)

Esse questionamento do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (1875-1961) merece ser lido, relido e decentemente assimilado por nossa consciência em tempos de cólera (ansiedade, depressão etc). Ao menos se quisermos ver claramente qualquer coisa desse mundo. A pergunta sintetiza um requisito fundamental da razão de existir de diversas áreas das ciências humanas: para a Filosofia que pesquisa o que é a realidade, para a Psicologia que busca resolver percepções, desequilíbrios e emoções no “confronto” do ser humano com a realidade, para a Espiritualidade que vê na consciência o centro da realidade e de cada ser.

Mas esse questionamento serve ainda mais para nossa saúde na vida comum, que parece estar cada vez mais ocupada por opiniões, julgamentos, idéias, conceitos, preconceitos, viés e delírios. Pouca realidade clara. E o que talvez seja ainda pior: pouco interesse em perceber que a realidade está longe do que vejo. Que realidade podemos de fato ver se não temos nenhuma visão decente do que carregamos dentro de nós? Se sequer desconfiamos que temos ressentimentos, características indesejáveis, cognições enviesadas, memórias hiper-presentes, tendências rígidas, emoções sem controle, identificações sem fim?

E quem está disposto a pensar que o que está vendo, pensando, concluindo, percebendo em geral, pode não ser a realidade tão sólida e clara que acreditar ser? Quem está disposto a admitir que pode estar nadando de braçada num oceano de ilusões, e não na piscina clara da realidade?

Ok, talvez não exista uma tal realidade única e objetiva. Mas talvez exista uma realidade (bem) mais livre das distorções grosseiras das nossas projeções e delírios inconscientes.

Permita-me trazer aqui uma das lições de Um Curso em Milagres, uma abordagem que questiona frontalmente a realidade objetiva que pensamos que existe tão claramente. É a lição 325, que diz: “Todas as coisas que vejo refletem idéias“. Pense nisso por um instante. Ou mais de um instante. É uma afirmação poderosa. Na explicação, o livro diz:

“(…) O que vejo reflete um processo em minha mente, que se inicia com a minha ideia do que quero. A partir daí, a mente faz uma imagem daquilo que deseja, julga valioso e, portanto, busca achar. Essas imagens são então projetadas para fora, contempladas, estimadas como reais e guardadas como nossas. De desejos insanos vem um mundo insano. Do julgamento vem um mundo condenado. (…)”
— UCEM, Lição 325

Conectando isso ao legado de Jung, e ao questionamento específico deste post, podemos entender que assim como a mente projeta “aquilo que deseja e julga valioso“, ela também rejeita aquilo que não deseja e que julga sem valor. Esse sistema é um dos scripts principais do ego e faz justamente o que a lição acima diz: distorce a realidade e cria um mundo insano. Sem percebermos e desarmarmos esse sistema que opera em nós mesmos (e sustenta o mundo insano), nada pode ser visto com clareza.

Eu acrescentaria então à indagação de Jung uma segunda pergunta: quem de nós tem interesse em ver claramente a escuridão em si mesmo, a admiti-la, a acolher a própria insanidade, a escuridão que carrega em todas as suas atividades?

Fonte: http://dharmalog.com/2019/01/03/como-alguem-pode-ver-claramente-carl-jung/

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“Esse não foi o combinado” – Excelente texto sobre a imprevisibilidade!

Como convite para uma reflexão mais do que pertinente, neste começo de semana, reproduzo excelente artigo de Eugenio Mussak, professor, palestrante e escritor, publicado no LinkedIn no último dia 14, a respeito dos imprevistos, das situações as mais diversas que podem surgir e atropelar a nossa agenda.

Dentro da lógica – inteligente – do argumento, as situações imprevistas estão aí e sempre irão acontecer. A questão é quando ocorrerá, o tamanho, a intensidade e o impacto do imprevisto. Releva observar, como salienta o autor, que situações não planejadas também podem ser positivas e trazer ganhos. Fundamentalmente, o estrago que poderá decorrer de um imprevisto será maior ou menor conforme o nível de preparo do indivíduo (planejamento e mentalidade)!

Vale a leitura, a seguir. Fique de olho, pois o acaso está (sempre) na espreita!

“Esse não foi o combinado

Imagem do site: Unsplash Fotógrafa: Lili KovacImagem do site: Unsplash Fotógrafa: Lili Kovac

Eugenio Mussak – Fundador na Quarto Grau Educação Continuada Ltda

Naquele dia, saí do escritório mais cedo. Tinha que passar em casa rapidamente, arrumar a mala e seguir para o aeroporto. No dia seguinte, teria uma sessão de gravação de vídeos em Curitiba, parte de um sensacional projeto de atualização para médicos, que envolve temas de medicina e também de gestão e de humanidades. O escritório é pertinho de casa, em um bairro tranquilo de São Paulo. Menos de cinco minutos a pé, com apenas duas ruas para atravessar. Fica numa casa de vila, em uma rua sem saída, com calçadas estreitas e sem movimento, por isso todos usam a rua como uma espécie de calçadão. Só que, ao caminhar pela ruazinha, chega-se à rua transversal sem pisar na calçada, ou seja, sem a percepção clara de que se está saindo de um lugar para pedestres para outro, onde os carros e as motos são soberanos. Mas tudo bem, porque mesmo nessa ruazinha, o movimento é pequeno. Eu estava caminhando com a cabeça já focada nas atividades do dia seguinte, mas com a atenção normal, olhando o futuro, sentindo o presente. Foi quando cheguei ao encontro da ruazinha com a rua propriamente dita, e o destino fez das suas.

A motocicleta vinha em uma velocidade superior à permitida, talvez estimulada pelo pouco movimento e, ao tentar desviar de uma tampa de bueiro, o motoqueiro acabou por invadir a confluência das duas vias, onde, na maior inocência, estávamos eu, meus pensamentos, minha agenda apertada e minha perna direita que, até então, estava inteira. O motoqueiro até tentou frear, mas o resultado foi uma colisão frontal. Consequência: fratura da tíbia direita, ambulância, hospital, cirurgia, imobilização, muletas, fisioterapia e, claro, repercussão em toda uma agenda de trabalho. Definitivamente, não era isso que eu tinha combinado com o destino para aqueles dias. Mas, como sabemos, o destino não é muito de cumprir o combinado…

O bom de ficar quieto é que se ganha tempo para pensar e, entre todos os tipos de devaneios, percebi que a quantidade de vezes em que planejei algo que acabou sendo diferente é, simplesmente, imensa. “Já combinaram com os russos?”, perguntou Garrincha a Vicente Feola, antes do jogo contra a então União Soviética, após a preleção do treinador, em que ele mostrou uma estratégia infalível que havia desenhado para ganhar o jogo. Alguns dizem que é lenda, outros afirmam que é verdade, que o Mané, com toda sua inocência e simplicidade de raciocínio, escreveu, em uma frase, uma verdadeira tese de lógica. Sem conhecer nada sobre os fundamentos da estratégia, muito menos da teoria dos jogos, ele percebeu que, na execução de qualquer plano, seja de uma viagem, um negócio, uma política econômica, um almoço de domingo ou um jogo de xadrez, é impossível prever todos os movimentos das forças que não controlamos.

Na verdade, a única previsão certeira que podemos fazer é que algo imprevisto acontecerá. Olhando dessa forma, concluímos que os imprevistos são previsíveis, sim; ou seja, não sabemos o que vai dar errado, mas precisamos estar preparados para as contingências, caso contrário não teremos como reagir. A pretensa expressão de um jogador de futebol brasileiro virou quase uma lei, assim como aconteceu com outra frase famosa dita por um engenheiro espacial americano chamado Edward Murphy Jr. Ele trabalhava com sistemas de segurança aeroespacial e esteve ligado a projetos grandiosos, como o dos jatos Phantom e o Apollo. Certa vez, em um estudo sobre as respostas da fisiologia humana à aceleração e à desaceleração, ele desenvolveu um sistema de aferição da frequência cardíaca dos pilotos durante os testes. O sistema era ótimo e esperavam-se resultados confiáveis de sua utilização. Só que, veja só, o técnico responsável por sua instalação cometeu um erro banal, que colocou em risco não só a operação, como a vida do piloto que participava do teste. E o técnico nem sequer era russo…

O resultado foi a famosa frase do engenheiro: “se existe mais de uma maneira de uma tarefa ser executada, e alguma dessas maneiras resultar num desastre, certamente será esta a escolhida por alguém para executá-la”. Em outras palavras, se existe um fator que pode contribuir para que um projeto fracasse, existe a possibilidade de que esse fator se manifeste. E agora? Como fazemos para viver em um mundo em que o axioma de Garrincha e a Lei de Murphy reinam soberanos? Será que não é melhor desistir de controlar a vida e deixar as coisas acontecerem, uma vez que já está provado que o controle não funciona, considerando que o número de variáveis é imenso? A chuva no meio do casamento no campo, o overbooking no avião, a baixa da bolsa de Nova York e a moto que invade a rua são os vencedores e a nós só resta aceitar a derrota? É claro que não. O acaso existe, obviamente, mas não é só para o mal. Quantas vezes algo que não prevíamos nos colocou em uma situação melhor? Só para ficar no mundo das motos, tenho um amigo que, confiando no tamanho do tanque de sua nova Big Trail, acabou ficando sem gasolina em plena Ruta Nacional 52, a caminho de São Pedro do Atacama. “Isso não estava nos planos”, pensou. Como também não estava nos planos o jipe que parou para socorrê-lo, com um grupo de jovens também atrás de aventuras. Entre eles, uma chilena linda que acabou se transformando em sua esposa e mudando sua vida para sempre. E para melhor. A vida é assim. Não dá para prever tudo mesmo… Felizmente. Seria muito chato viver em um mundo totalmente previsível.

Para finalizar, é bom lembrar que a existência da imprevisibilidade e o acaso não devem nos desestimular a planejar. Só temos que nos lembrar de colocar esses dois travessos entre os elementos variáveis do plano. Sobre isso, disse Churchill: “temos que planejar bem para poder improvisar melhor”. Ele devia saber o que falava, afinal, ganhou a guerra.

Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/esse-n%C3%A3o-foi-o-combinado-eugenio-mussak/?trk=eml-email_feed_ecosystem_digest_01-recommended_articles-3-Unknown&midToken=AQFJ3dl-EPlJpQ&fromEmail=fromEmail&ut=2TZr4iQ_h4iEE1

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Willie Nelson em novas e geniais interpretações: Always On My Mind / My Way!!!

Como inspiração musical, volto neste sábado com o lendário Willie Nelson, cantor, compositor e escritor, excelente guitarrista e grande ícone da música country norte-americana. Para nosso deleite, selecionei dois vídeos.

O primeiro registra recente show do artista, em que interpreta Always On My Mind (composição: Johnny Christopher, Mark James e Wayne Carson), um dos seus maiores sucessos, ocorrido mês passado no Austin City Limits. Willie Nelson, próximo de completar 86 anos, volta a brindar o público com o seu talento, sempre na companhia do seu velho (e inseparável) violão. Imperdível!

O outro vídeo, com ênfase na qualidade do áudio, traz linda interpretação para a maravilhosa My Way, composição de Claude François, Jacques Revaux e Paul Anka. Essa é uma das faixas do álbum MY WAY, com Willie Nelson cantando sucessos de Frank Sinatra, lançado em setembro do ano passado. Mais um belíssimo trabalho!

Sou muito fã desse cara. Sem dúvida, inspirador!

A seguir:

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‘Tudo que você precisa saber sobre a dieta mediterrânea’

Voltando ao assunto Longevidade, e dentro do princípio inspirador do ‘viver mais e melhor’, que significa, em síntese, chegar a idades mais avançadas com plenitude e qualidade, vivendo ativamente por muito mais tempo, trago hoje mais uma abordagem sobre os benefícios proporcionados pela já famosa dieta mediterrânea.

Sabemos que os hábitos mediterrâneos, sobretudo a dieta, promovem menos adoecimentos e vida mais longa, no geral da população, conforme evidências frequentemente trazidas por publicações diversas, reportagens televisivas etc.

Não é por acaso que esse tema já mereceu postagens aqui no blog!

Veja, hoje, o que nos mostra esta matéria do HUFFPOST, publicada dias atrás. Espero que a leitura lhe seja agradável, inspiradora e traga alguma utilidade prática para você, no conjunto das suas estratégias para uma longevidade bem-sucedida. Confira:

“Tudo que você precisa saber sobre a dieta mediterrânea

Conheça os benefícios da considerada “melhor dieta para 2019”.

Kristen Aiken, do HuffPost US

HuffPost India

O U.S. News & World Report, autoridade reconhecida em matéria de rankings e de conselhos ao consumidor, considerou a dieta mediterrânea a melhor dieta para 2019, e por bons motivos.

Nestes nossos tempos de regimes alimentares restritivos, como as dietas cetogênica e paleolítica, a dieta mediterrânea proporciona um plano de longo prazo que você pode manter realmente. Diferente de regimes que parecem eliminar mais ingredientes do que os que permitem, a dieta mediterrânea funciona mais como uma lista de alimentos que você deve consumir do que de coisas que você não deve comer.

E seus benefícios não se limitam à perda de peso: estudos comprovam que a dieta mediterrânea pode nos ajudar a ter vida mais longa e saudável. Médicos prescrevem a dieta mediterrânea a pessoas que sofrem de doenças cardiovasculares, depressão e demência.

Ficou curioso? Veja a seguir tudo o que é preciso saber sobre a dieta.

A grande ideia

A dieta mediterrânea segue os moldes do estilo de vida que tinham os habitantes da Grécia, de Creta e do sul da Itália em meados do século 20. Na época, a população dessas regiões apresentava baixos índices de doenças crônicas e uma expectativa de vida acima da média, apesar de ter acesso restrito à medicina moderna. Devido à área geográfica ampla de onde se origina, a dieta assume várias formas. Mas o plano seguido pela maioria de seus aderentes hoje é baseado na Pirâmide da Dieta Mediterrânea traçada em 1993, um guia criado para familiarizar as pessoas com os alimentos mais comuns dessa região.

Esses alimentos são em sua maioria de origem vegetal e incluem grãos integrais, azeite de oliva, frutas, verduras, legumes, nozes, castanhas, ervas e especiarias. A dieta também abrange peixes, aves e laticínios em quantidade menor. Embora a pirâmide sugira as proporções de alimentos a serem consumidos, um aspecto incomum da dieta mediterrânea como é difundida hoje é que os tamanhos das porções não são regulados, permitindo que cada pessoa decida quanto comer com base em seu próprio tamanho e tipo de corpo.

Alimentos que você deve consumir

Como foi notado, a dieta mediterrânea dá ênfase aos alimentos de origem vegetal. Ela encoraja o consumo dos seguintes:

  • Frutas e vegetais, até nove porções diárias de hortifrútis ricos em antioxidantes
  • Gorduras saudáveis, incluindo abacate, nozes, castanhas e azeite (nada de manteiga!)
  • Grãos integrais como arroz, massas e pão (não refinados e servidos com azeite de oliva, não com manteiga)
  • Peixes ricos em ômega-3 duas vezes por semana, incluindo cavala, sardinhas, atum e salmão. Outras proteínas animais, como aves, ovos e laticínios podem ser consumidos em porções pequenas, diariamente ou algumas vezes por semana. Carne vermelha não deve ser consumida mais que algumas vezes por mês.
  • Água é a bebida principal, mas a dieta permite um ou dois copos de vinho por dia para os homens e um copo por dia para as mulheres.

O plano também incentiva a atividade física diária.

Alimentos a serem evitados

Embora a dieta mediterrânea não seja proibitiva, de modo geral, ela abrange algumas categorias de alimentos a ser evitadosaçúcar acrescentado aos alimentos, carnes processadas, grãos refinados, óleos refinados e outros alimentos altamente processados.

Benefícios à saúde

Muitas pesquisas constataram que a dieta mediterrânea é eficaz em reduzir o risco de doenças cardiovasculares e de mortalidade geral. Estudos recentes chegam a sugerir que ela possa ajudar a prevenir a depressão.

Contestando a ideia comum de que um plano alimentar saudável precise conter baixo teor de gordura, a dieta mediterrânea é rica em gorduras saudáveis provenientes de peixes gordos, azeite de oliva, nozes e castanhas. Ela não inclui restrições calóricas ou à ingestão de gorduras. Estudos revelam que, na realidade, a dieta mediterrânea reduz em 30% a incidência de morte por acidente vascular cerebral e reduz o risco de diabetes tipo 2.

Estudos também revelam que os antioxidantes encontrados na dieta mediterrânea podem ajudar a prevenir a demência e outros tipos de declínio cognitivo ligados à idade e que as pessoas que seguem a dieta têm chance 46% maior de envelhecer com saúde (definido como viver até os 70 anos de idade ou mais sem sofrer doenças crônicas importantes ou deficiências que afetem a qualidade de vida).

Riscos à saúde

Não existem riscos significativos associados à dieta mediterrânea. Porém, como a dieta não limita o tamanho das porções, é possível comer demais, o que pode levar ao ganho de peso.

A Escola Harvard de Saúde Pública avisa que intensificar seu consumo de um único alimento da dieta mediterrânea não proporcionará os mesmos resultados que consumir todos os alimentos da dieta. “É a combinação desses alimentos que parece exercer o efeito de proteger contra doenças. O benefício não é tão grande quando se consomem alimentos ou nutrientes isolados que fazem parte da dieta mediterrânea. Portanto, é importante não se limitar a acrescentar azeite ou nozes à nossa dieta atual, mas adotar a dieta como um todo.”

Consulte seu médico

Como sempre, consulte seu médico antes de efetuar mudanças grandes em sua alimentação e seu estilo de vida, para ter a certeza de que as modificações correspondem às suas necessidades individuais. Mas a Universidade Harvard determinou que para muitas pessoas a dieta mediterrânea é “um plano alimentar saudável para prevenir doenças cardiovasculares, prolongar a vida e assegurar um envelhecimento saudável. Adotada em conjunto com a restrição calórica, a dieta também pode ajudar a promover a perda de peso saudável.” Soa como um plano que merece ser considerado.

*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost US e traduzido do inglês.

Fonte: https://www.huffpostbrasil.com/entry/tudo-sobre-dieta-mediterranea_br_5c51bf97e4b00906b26fa144?utm_medium=10todaybr.20190207&utm_source=email&utm_content=article&utm_campaign=10today

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‘COMO APRENDER A ESCUTAR O OUTRO? | CHRISTIAN DUNKER’

“Escutar o outro é renunciar a posição de poder” (Christian Dunker)

A habilidade (ou a arte) de escutar o outro é absurdamente importante na relação humana. O duro é que muitos de nós, muitas vezes, nem nos damos conta disso. Ao contrário, revelamos incapacidade de ouvir. Esse detalhe, mesmo sutil, acarreta estragos nos relacionamentos interpessoais em geral, indo do pessoal (privado) aos negócios e carreira.

Como não poderia ser diferente, já fiz algumas postagens aqui tratando do tema. Em uma delas, https://obemviver.blog.br/2015/10/05/a-arte-de-sonhar-e-a-arte-de-escutar-licoes-de-vida-rubem-alves/, fiz referências a pensamentos do grande e saudoso Rubem Alves sobre a escuta. Reproduzo trecho que é especialmente precioso:

“O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você”. A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção.”

Para hoje, trago novas e ricas reflexões sobre o tema. Elas vêm com o Psicanalista e Professor Christian Dunker, em vídeo da Casa do Saber, publicado no YouTube, com abordagem em que destaca a importância de aprendermos a exercer uma escuta efetiva, ativa, enriquecedora.

Diante das rupturas havidas em relacionamentos familiares, entre amigos etc., com o acirramento de posições mais extremadas, em ambiente de polarização, que emergiram desde o mais recente pleito eleitoral em nosso país, voltar ao assunto é mais do que oportuno.

Assim, veja o vídeo, reflita e tire bom proveito. A seguir:

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Chocolate amargo é mesmo tão bom para a saúde?

Eis aí uma questão interessante – e provocativa – em termos de qualidade de vida, pois envolve dois fatores fundamentais para o bem viver: o prazer (comer chocolate é prazeroso e até uma paixão para muita gente) e a saúde!

Eu sou apreciador de chocolate amargo. Adaptei meu paladar para os mais encorpados (a partir de 60% de teor de cacau), já faz certo tempo, desde que li muitos textos com informações sobre os benefícios do chocolate mais puro e menos adoçados. É assim que a gente vai se adaptando, de olho na saúde, como também ocorreu comigo na degustação de um bom café espresso, que hoje prefiro os tipos mais fortes e com pouca ou nenhuma adição de açúcar.

Bem, voltando à abordagem principal, e como reforço do que já se leu, incluindo algumas divulgações feitas aqui mesmo neste espaço, recomendo a leitura desta publicação feita no blog Viva Bem, da UOL, com o título “Chocolate amargo é mesmo bom para a saúde?”. Creio que você irá gostar das informações e das dicas trazidas na matéria.

Confira clicando no link abaixo:

iStockImagem: iStock

https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/02/08/chocolate-amargo-e-mesmo-tao-bom-para-a-saude.htm?utm_medium=10todaybr.20190210&utm_source=email&utm_content=article&utm_campaign=10today

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Quais são as bases sólidas para um viver de felicidade? Este vídeo traz um rico resumo!

Estudar e refletir sobre a mentalidade e o comportamento individuais, além de outras variáveis, que contribuam para um viver mais feliz, traduzida pela percepção, ou sensação, de felicidade verdadeira e consistente, tem sido a tônica de diversas (e frequentes) postagens aqui no blog.

Dando sequência, e até como resumo de muitas abordagens divulgadas sobre a ampla e instigante temática da felicidade, da qual se ocupa, nos últimos tempos, a linha da chamada Psicologia Positiva, trago vídeo produzido por Epifania Experiência, com o título “COMO SER FELIZ (Literalmente) | Tudo que sabemos sobre a felicidade”. Reunidas em oito grandes grupos, este vídeo animado apresenta as principais condicionantes que promovem a felicidade, com base em estudos, entrevistas e observações. Creio que você ficará bem mais esclarecido(a) a esse respeito!

Vale muito a pena conferir esta produção leve, e ao mesmo tempo de rico conteúdo, que está disponível no YouTube, publicada no canal Epifania Experiência, no último dia 6. Tenha em mente que a sua felicidade, além de inspirar/contagiar outras pessoas, contribui efetivamente para um mundo melhor!

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Raquel Tavares canta Emoções – Primorosa interpretação com toque português!

Como inspiração musical para este sábado, selecionei vídeo – que conheci ontem e que me impactou muito positivamente – com Raquel Tavares, cantora de fado portuguesa.

Nesta gravação, a artista nos brinda com lindíssima interpretação do grande sucesso brasileiro Emoções, da dupla Erasmo Carlos e Roberto Carlos. Temos aí uma performance de grande beleza e sensibilidade, resultante de uma feliz combinação de fatores, entre os quais destacaria o sotaque lusitano bem pronunciado e a qualidade da cantora, a influência fadista e também a inconfundível sonoridade da guitarra portuguesa!

O vídeo foi publicado no YouTube pela própria Raquel Tavares. Curta a seguir:

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