Sábado e música: “Eu sou o São João” – um forró de arrepiar interpretado por 8 artistas nordestinos!!!

Ainda no clima dos festejos juninos, em particular da Festa de São João, que acontece anualmente entre os dias 23 e 24, trago esse vídeo com a canção “Eu sou o São João”, composta por Ton Oliveira, Fábio Salvador e Del Feliz, na interpretação que contou com os cantores/artistas Elba Ramalho, Flávio José, Del Feliz, Santanna, Ton Oliveira, Tato Cruz (Falamansa), Nando Cordel e Alcymar Monteiro.

A celebração dessa festa, adaptada e consolidada por aqui a partir de tradição trazida pelos colonizadores portugueses, tem características muito diferenciadas e encantadoras, como a sua profusão de cores, os ritmos animados, as comidas típicas e uma alegria contagiante, tudo isso em clima de fraternidade e harmonia, ainda valorizando as amizades e a ambientação familiar. É mesmo um acontecimento popular com toque de magia, no bom sentido. As pessoas do Nordeste brasileiro, mais precisamente, conseguem compreender muito bem o que estou tentando dizer. Para nós, é momento de resgatar memórias afetivas!

Eu sou o São João, composta no ritmo (contagiante) de forró, ficou realmente bonita, alegre, com letra e música bem elaboradas e marcantes. A meu ver, por esse conjunto de atributos, poderia ser considerado um hino contemporâneo do São João!

O videoclipe está publicado em Del Feliz Oficial, no YouTube.

Confira a seguir – e viva o forró, patrimônio imaterial do Brasil!

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Aprender a aprender: Vídeo traz dicas preciosas para um aprendizado mais rápido e efetivo. Confira!

Aprender a aprender é uma grande sacada, é um chamado para que despertemos para a necessária expansão da nossa mente. É pelo aprendizado constante – adquirido pelas observações, reflexões, estudos, formações e, claro, pela experiência – que efetivamente evoluímos, nos tornando pessoas mais capacitadas e melhores, em sentido amplo!

Assim é que, estar consciente das nossas limitações, por um lado, e da necessidade de seguirmos aprendendo e evoluindo, de outro, são atributos de humildade positiva, necessária, que faz bem, em termos intelectuais e da saúde integral.

Creio que haja pouca discordância em relação a essa lógica. No particular, uma boa questão é: como aprender melhor, de forma mais efetiva, até mais rápida, cujos resultados motivem para seguir avançando?

Para tanto, é bom beber da sabedoria, seguir as dicas trazidas por grandes pensadores e por personalidades que se destacaram no campo do aprendizado.

A esse respeito, como subsídios e estímulos adicionais, trago hoje esse vídeo do SUPERLEITURAS, canal que se inspira na Filosofia, apresentando dicas de hábitos que ajudam (efetivamente) no aprendizado e que, portanto, lhe farão evoluir de forma contínua.

O vídeo foi publicado no YouTube, com o título “5 Hábitos dos Antigos Sábios para Aprender Qualquer Coisa Mais Rápido“, no dia 14 passado.

Confira, tire o melhor proveito do conteúdo – a seguir:

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“Japão usa a tecnologia para tentar reduzir o desperdício de alimentos” – boas ideias e atitudes!

A temática focalizada hoje tem a ver com o meio ambiente e, mais diretamente, com o desperdício de alimentos, que sabemos existir. Sobre isso, já passou da hora de assistirmos a campanhas públicas regulares visando à racionalidade na alimentação, os reaproveitamentos inteligentes dos excedentes/sobras de alimentos elaborados e de produtos, considerando a realidade dos desperdícios existente nessa área.

Havendo elevação de consciência geral a esse respeito, a sociedade como um todo acaba beneficiada, pela redução de sujeiras, de lixos a serem recolhidos, assim como pela redução do preços de alimentos, contribuindo também, por consequência natural, para que muitas pessoas de baixa renda tenham acesso a diversos tipos de alimentos mais baratos, com maior oferta e mais facilidade.

A esse respeito, como informação e subsídio de ações que poderiam ser implementadas em outras partes do planeta, trago matéria jornalística que chamou a minha atenção, no último sábado, mostrando iniciativas em curso no Japão, incentivadas por campanha pública de conscientização, com ações efetivas que vêm sendo adotadas por pesquisadores, inclusive com o uso da tecnologia, e por empresários, com o objetivo de reduzir desperdícios de alimentos.

Em suma, são iniciativas criativas, elogiáveis, voltadas para a redução do lixo alimentar, ou seja, para que comida vire lixo!

Assista a seguir (reportagem disponível no YouTube, canal Jornal da Record, de 19/junho/2022):

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Sábado e música: Purple Rain (Prince) – Allie Sherlock, Jessica Doolan & The 3 Busketeers – Incrível!!!

Fazendo pesquisa de vídeos musicais, para o meu post deste sábado, encontrei o trabalho da irlandesa Allie Sherlock, cantora e guitarrista que se apresenta na rua. Certamente, uma surpresa muito legal!

Fiquei bem impressionado com o que vi. Trata-se de uma jovem artista, com notável qualidade/potência de voz, boa seleção para as músicas que interpreta, além da sua incrível desenvoltura, simplicidade e carisma!

No vídeo selecionado, Allie canta “Purple Rain“, um sucesso composto e interpretado pelo cantor norte-americano Prince, lançado em 1984. Nessa interpretação, ao vivo e na rua, ela faz duo com a também talentosa Jessica Doolan, acompanhadas pelo The 3 Busketeers.

Veja que momento legal, uma apresentação, para mim, merecedora de muitos aplausos. Creio que você irá gostar!

O vídeo foi publicado em 23/novembro/2021, canal Allie Sherlock, contando 2.200.748 visualizações até agora. Confira:

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Indicação de livro: “Pra vida toda valer a pena viver”, de Ana Claudia Q. Arantes

Imagem: Editora Sextante

Acabo de ler esse livro, com muito gosto, cujo conteúdo guarda completa sintonia com a linha deste blog, fazendo interfaces com os vários temas que temos explorado, notadamente a temática da longevidade, razão pela qual não poderia deixar de fazer a presente indicação

A médica geriatra Ana Claudia Quintana Arantes, já conhecida por aqui, em vídeos, pela sua admirável atuação com os chamados cuidados paliativos (“conjunto de práticas de assistência ao paciente incurável que visa oferecer dignidade e diminuição de sofrimento…”), oferece belíssima contribuição com esse seu novo livro Pra vida toda valer a pena viver, publicado, ano passado, por GMT Editores Ltda – SEXTANTE

Ah, como precisamos dessas mensagens bonitas, bem colocadas e emocionantes a respeito do bem viver, o que inclui abordagens sobre cuidados com a própria saúde, com os relacionamentos, com a atenção e valorização para diversos outros aspectos que devem importar na vida das pessoas, do que são exemplos a coragem de viver, a superação das perdas pelo caminho, a necessidade de encontrar o sentido da existência e por aí vai.

Tudo isso escrito de forma leve, com a autoridade de quem sabe o que está falando, representando elogiável contribuição – esclarecimentos, dicas, exemplos práticos e aconselhamentos – que seguramente podem subsidiar uma boa preparação para o envelhecimento. Logo, o conteúdo não é endereçado apenas para pessoas mais idosas. Ao contrário, quanto mais cedo houver consciência a respeito dos temas tratados, melhor.

E para tornar a obra ainda mais apreciável, a autora enriquece os diversos capítulos com histórias bonitas e carregadas de emoção, por ela vivenciadas em sua experiência clínica.

Bem-estar e alegria é (quase)tudo o que almejamos para a vida, até o momento da nossa partida. Na minha avaliação, o livro faz jus ao subtítulo “Pequeno manual para envelhecer com alegria”. E, acrescentaria, … para envelhecer com sabedoria!

Para deixar como aperitivo, destaco a parte que analisa e conceitua o viver em plenitude. O que isso significa?

“Plenitude não significa viver apenas momentos felizes, o que de fato nem é possível. Significa viver intensamente todo o nosso tempo de vida, com seus altos e baixos, conscientes da bênção que é estar aqui e agora.”

Ainda poderia mencionar algumas dezenas de marcações (destaques) que fiz ao longo da leitura, como a seção “Abraçar a tristeza” (uma perspectiva que me surpreendeu), a abordagem sobre o que significa a perda de um filho, dicas para fortalecer o cérebro, a importância de saber cultivar as boas lembranças…

A ênfase no viver a cada dia, na prática do amor e da compaixão permeiam a obra, tornando-a seguramente edificante. Como dito pela Dra Ana Claudia, “O propósito da nossa existência não pode ser somente favorecer a nossa própria existência.”

Em síntese, esse livro é um singelo tesouro sobre modo de viver, de viver bem, de viver para o bem. A meu juízo, uma leitura indispensável. Fica a dica para você!

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Longevidade: “Exponha-se ao novo, seu cérebro vai agradecer” !

Quando pensamos no processo de envelhecimento resultante dos anos de vida, este de constatação fisiológica natural e inescapável, sabemos que manter as atividades cerebrais ativas e constantes, estimulando a utilização das suas diversas áreas para que desenvolva novas conexões, é algo que podemos e devemos fazer.

Não custa lembrar que, a despeito das marcas e limitações naturais resultantes dos anos já percorridos, que normalmente ficam mais evidentes a partir dos 60, é possível manter atividade cognitiva em plena forma, ou até melhor, conforme as pesquisas no campo da neurociência vêm noticiando. Claro, isso é bom, animador, até porque, vale reiterar, a idade que conta para valer é a idade mental, ou psicológica, da pessoa, devendo a idade cronológica (aquela da certidão de nascimento) ficar com impacto real muito menor do que de fato merecem.

Ou seja, muitas das limitações que as pessoas atribuem ao fator idade acumulada, notadamente para a absorção de novos conhecimentos, para a aquisição de novas habilidades e realização de inúmeras atividades, acabam sendo meras idealizações, ou autolimitações, que precisam ser enfrentadas e superadas. Já são muitas as pesquisas atestando que o cérebro pode se manter em forma, com jovialidade, mesmo quando se trata de pessoas com idade avançada!

Como mais um incentivo, reproduzo, a seguir, matéria publicada ontem, no blog LONGEVIDADE;MODO DE USAR, dando conta de recente estudo demonstrando que o cérebro reage positivamente a estímulos e desafios, graças ao fator chamado de “conhecimento latente”, devendo, portanto, ser constantemente desafiado e submetido a novas experiências!

Assim, até por conta do inquestionável fenômeno da longevidade crescente, cabe-nos seguir firmes nessa toada. Então, mãos à obra!

Confira:

Exponha-se ao novo, seu cérebro vai agradecer

Teste roteiros desconhecidos, leia sobre assuntos que não domina, conheça gente diferente

Muito antes de entrar numa sala de aula, as crianças sabem identificar objetos e seres que as rodeiam simplesmente porque convivem com eles no dia a dia. Costumamos, inclusive, dizer que absorvem novidades como esponjas. O que um estudo da Ohio State University quer mostrar é que essa capacidade persiste na idade adulta: as pessoas aprendem a partir de uma exposição acidental a coisas que desconhecem, não dominam e nem sequer estavam tentando entender.

“Expor-se ao novo torna os indivíduos mais prontos, mais eficientes para aprender. Frequentemente temos contato com coisas que nos causam uma forte impressão e nos levam a um estado de maior desenvoltura para aprender sobre elas”, afirmou Vladimir Sloutsky, professor de psicologia na universidade e coautor do trabalho, publicado no fim de maio na revista científica “Psychological Science”.

Idoso fotografa com celular: o cérebro se alimenta de experiências e, quanto mais complexas, mais estimulam conexões neurais — Foto: StockSnap para Pixabay

A pesquisa foi composta por cinco experimentos diferentes, com a participação de 438 pessoas. Na primeira etapa, durante um jogo simples de computador, surgiam criaturas estranhas e coloridas, sem qualquer explicação para as aparições. Embora os participantes não soubessem, os seres fictícios pertenciam a duas categorias: A e B, com características diferentes – por exemplo, mãos e rabos com cores distintas. Já o grupo de controle assistia a outras imagens.

Numa segunda etapa, as pessoas entravam numa fase de aprendizado explícito, durante o qual eram informadas de que as criaturas seriam “flurps” ou “jalets”. Em seguida, deveriam identificar a que categoria cada uma pertencia. O objetivo era mensurar o tempo que os indivíduos demoravam para fazer essa distinção. “Descobrimos que a curva de aprendizado era substancialmente mais rápida para aqueles que tinham visto as duas categorias de seres durante o jogo de computador. Esses participantes estavam familiarizados com as características de cada grupo: os com rabos azuis tinham mãos marrons, enquanto os de rabo laranja tinham mãos verdes”, explicou Layla Unger, aluna de pós-doutorado da instituição.

De acordo com os pesquisadores, a simples exposição às criaturas – quando não havia qualquer compromisso com o aprendizado – foi decisiva na fase posterior. Para o professor Sloutsky, o importante foi, através do experimento, mapear esse “conhecimento latente”. O recado está dado: é preciso “provocar” o cérebro, que se alimenta de experiências – quanto mais complexas, mais estimulam conexões neurais. Que tal uma lista para começar? Leia sobre assuntos que não domina, conheça gente diferente, teste roteiros desconhecidos, vá a lugares nunca antes visitados. A disposição para experimentar alimenta nossa reserva cognitiva, uma espécie de “reservatório” que nos ajuda a preservar a capacidade mental. Dá para fazer o paralelo com uma poupança: pessoas com esse tipo de “capital” têm perdas menores e são capazes de achar estratégias e formas alternativas de raciocínio.

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2022/06/14/exponha-se-ao-novo-seu-cerebro-vai-agradecer.ghtml

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“QUEM VOCÊ PENSA QUE É?”- Reflexão emocionante sobre os nossos ancestrais (vídeo)

Trago, para iniciar as postagens da semana, esse vídeo com uma reflexão fabulosa, que nos chega por um texto inteligente, narrado com a marca do genial ator Nelson Freitas.

Sinta a emoção transmitida por Nelson ao falar de um tema tão caro, que são os nossos antepassados e as heranças genéticas que carregamos, resultantes do acumulado de gerações, com as suas marcas que de alguma maneira estão entranhadas em cada um de nós: quem foram eles, o que fizeram, de onde vieram, o que tiveram que enfrentar e superar, suas histórias e legados ???

Ao assistir a esse vídeo, me dou conta de que poderia ter aprofundado muito mais as minhas pesquisas, até aqui, na busca de conhecer as origens das minhas famílias paterna e materna.

E você, o que sabe a esse respeito? Como se sente sobre isso? Afinal, como pergunta a mensagem, QUEM VOCÊ PENSA QUE É?

Assista, veja que sacudida legal na nossa mente e nos nossos sentimentos, tendo por mote o “faça por merecer”. Melhor ainda, veja que narração emocionante para mais um tema sério e, a meu ver, muito significativo!

O vídeo está no canal YouTube Nelson Freitas OFICIAL, publicado em 2/junho/2022.

A seguir:

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Sábado e música: Banda de Boca – O Curupira – nova e excelente gravação!!!

De volta, para inspiração musical neste sábado, com a excelente Banda de Boca, grupo vocal baiano (de Salvador) que se apresenta no estilo “Acappella” (vocalização sem o acompanhamento de instrumentos musicais).

Como pequena amostra, ou aperitivo, do álbum No Breu, lançado em março passado, vejam essa gravação de O Curupira, com solos de Poliana Monteiro e Fábio Eça (filho do meu amigo, também cantor, Lourival Eça), canção composta por Hiran Monteiro, um dos integrantes da banda.

É evidente e admirável o elevado nível de qualidade dessa banda. Sou fã!!!

Confira a seguir (o vídeo foi publicado em 2/abril/22, canal Banda de Boca):

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Contágio emocional: “Somos programados para sentir o que os outros sentem”!

Está aí uma tese na qual sempre acreditei, que é essa conexão – e “contágio” – pelas emoções!

Vale enfatizar que influenciamos e somos influenciados o tempo todo, de alguma forma, pelas interações sociais e convivência com os outros, em cujo contexto estão presentes sentimentos/emoções como alegria, felicidade, tristeza, medo, ansiedade etc.

São várias evidências, referidas em inúmeros trabalhos de pesquisa, alguns divulgados por aqui, a exemplo dos chamados “neurônios espelho” (responsáveis por imitar o comportamento de outro ser humano como se aquele que estivesse observando estivesse a praticar a ação – uma importante descoberta da neurociência para o comportamento social dos humanos).

Nesse campo compreendendo o comportamento, a psicologia, a gestão das emoções e a saúde mental, uma boa contribuição vem com o livro Emocional – A Nova Neurociência dos Afetos, escrito pelo físico Leonard Mlodinow , focalizando a capacidade de disseminação de sentimentos/emoções, destacado em excelente matéria da revista VOCÊ RH, publicada no último dia 6.

“…Um dos efeitos do contágio emocional é que o grau de felicidade das pessoas tende a refletir o de seus amigos, familiares e vizinhos…”

“… nossas emoções podem ser influenciadas via mensagens de texto ou pelas redes sociais...”

Esse conteúdo me foi sugerido, em boa hora, por um amigo e colaborador do blog!

Vale a pena ler a matéria, conferir o rico conteúdo e ampliar seus conhecimentos sobre referidos aspectos do comportamento humano. Confira (reprodução a seguir):

“Somos programados para sentir o que os outros sentem”, diz autor

Em novo livro, o best-seller Leonard Mlodinow questiona a crença de que emoções e trabalho não combinam

Conhecido por obras de grande sucesso, como O Andar do Bêbado e Subliminar, o físico estadunidense Leonard Mlodinow afirma no recém-lançado Emocional — A Nova Neurociência dos Afetos que os sentimentos podem ser disseminados entre as pessoas, produzindo um “contágio”. E questiona a crença de que o pensamento racional deve prevalecer nas tomadas de decisão. “Estudos sobre inteligência emocional mostram que os líderes empresariais, políticos e religiosos mais bem-sucedidos em geral são os que conseguem controlar suas emoções e usá-las como ferramentas ao interagir com os outros”, revela. O trabalho traz reflexões importantes não só para o desenvolvimento pessoal mas também para inspirar empresas a criar ambientes corporativos saudáveis, em que a cultura tóxica não se espalhe. Veja mais no trecho a seguir

A emoção geralmente afeta nossos pensamentos, decisões e comportamentos para o bem; não é bom ser insensível às emoções. Por outro lado, ser demasiado sensível pode complicar a vida. Não existem certo e errado em um perfil emocional, mas alguns perfis podem tornar a vida mais fácil, enquanto outros causam dores desnecessárias ou interferem na vida que você gostaria de ter.

Administrando as emoções
Nós somos programados para sentir o que os outros sentem. Na verdade, estudos de imagens mostram que as estruturas cerebrais ativadas quando sentimos nossas emoções são automaticamente ativadas quando observamos essas emoções nos outros.
A disseminação da emoção de pessoa para pessoa, em uma instituição ou mesmo por toda uma sociedade é um subcampo importante da nova ciência da emoção, com um número de estudos anuais dez vezes maior nos últimos anos. Os psicólogos chamam esse fenômeno de “contágio emocional”.

Você conversa com uma colega. Percebe que se sente um pouco desconfortável. Começa a ficar ansioso. Quando se afasta, lembra que estava se sentindo bem antes de começar o bate-papo. Percebe que aquela colega costuma ter esse efeito sobre você. Ela tem uma tendência à ansiedade, e você sente o mesmo depois de falar com ela. Por que isso acontece?

Historicamente, a sobrevivência humana dependia da capacidade de funcionar dentro de um contexto social. Precisamos entender os outros e encontrar maneiras de estabelecer uma conexão. Sincronizar emoções facilita essa conexão. Como consequência, os humanos, assim como outros primatas, são mímicos inatos. Os interlocutores numa conversa tendem a sincronizar seus ritmos. Quando os bebês abrem a boca, as mães também tendem a abrir. Nós imitamos sorrisos, expressões de dor, afeto, constrangimento, desconforto e aversão. Até o riso é contagioso. (…) Um dos efeitos do contágio emocional é que o grau de felicidade das pessoas tende a refletir o de seus amigos, familiares e vizinhos. De certo modo, nós somos aqueles com quem convivemos. (…) Pessoas cercadas por pessoas felizes tendem a ser felizes e são mais propensas a ser felizes no futuro — pela disseminação da felicidade, e não só pela tendência de se associar a indivíduos semelhantes.

O mais surpreendente de todas as novas pesquisas sobre contágio emocional vem de estudos que mostram a facilidade com que isso acontece. Você não precisa entrar em contato com alguém, nem mesmo falar com ninguém pelo telefone; nossas emoções podem ser influenciadas via mensagens de texto ou pelas redes sociais. (…)

Como muitos aspectos da emoção, o contágio emocional, apesar de vantajoso no nosso passado evolutivo, nem sempre é benéfico na sociedade atual.

Mas sob um aspecto isso implica uma lição muito importante e otimista: se as caras feias e as mensagens de texto dos outros podem alterar nosso estado emocional, nós também deveríamos poder fazer a mesma coisa. E as pesquisas mostram que de fato é possível assumir o controle das nossas emoções.

A mente sobre as emoções

Como a maioria das nossas emoções evoluiu numa época em que a vida era bem diferente, é provável que em alguns momentos elas não sejam ideais para as nossas necessidades de hoje. Em particular, estados emocionais excessivamente intensos podem ter um lado negativo.

A ansiedade se desenvolveu para nos tornar mais cuidadosos, mas quem sabe também não desencadeie o pânico. A tristeza pela perda de alguém nos lembra de algo importante, mas talvez oblitere a esperança ou o otimismo e se transforme em depressão. A raiva nos motiva a enfrentar a situação que a gerou e aumenta os níveis de adrenalina para estimular a reação, mas também pode fazer com que você aja afastando os outros, o que frustraria seus objetivos.

Todos nos deparamos com situações em que a modulação da emoção seria benéfica. Há momentos em que é melhor esconder ou suprimir nossos sentimentos, pois eles podem ser vistos como não profissionais ou inapropriados. Ou ocasiões em que, para o nosso próprio bem-estar, queiramos diminuir a intensidade do que estamos sentindo. Estudos sobre inteligência emocional mostram que os líderes empresariais, políticos e religiosos mais bem-sucedidos em geral são os que conseguem controlar suas emoções e usá-las como ferramentas ao interagir com os outros. Embora as pontuações de QI às vezes estejam em correlação com habilidades cognitivas, o controle e o conhecimento do próprio estado emocional são os fatores mais importantes para o sucesso profissional e pessoal. (…)

Nos humanos, a regulação da emoção tem benefícios físicos e psicológicos. Está correlacionada, por exemplo, com a melhor saúde física, especialmente no que diz respeito a doenças cardíacas. (…)

Os cientistas ainda não entendem bem esse mecanismo, mas especulam que a regulação da emoção diminui a atividade do sistema de resposta ao estresse do corpo.

Quando você está em perigo físico iminente, a resposta ao estresse o prepara para o conflito. Ela aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca, contrai os músculos, dilata as pupilas para a pessoa enxergar melhor. Isso é útil se você estiver prestes a enfrentar o ataque de hienas nas savanas dos nossos ancestrais; mas já não é tão útil quando o ataque é verbal e vindo do seu chefe. E tem um custo: a resposta ocorre pela liberação de hormônios do estresse, que têm um efeito inflamatório já vinculado a doenças cardiovasculares e outras enfermidades.

Tendo em vista os benefícios da capacidade de controlar as emoções, não surpreende que as pessoas venham adotando muitos métodos para atingir esse objetivo ao longo do tempo.

Alguns funcionam; outros, não. Só nas duas últimas décadas os psicólogos de campo se concentraram em discernir esses métodos, estudando e validando a eficácia das várias abordagens. A seguir, vou falar sobre três das mais eficazes: aceitação, reavaliação e expressão.

Aceitação: o poder do estoicismo

(…) O estoicismo costuma ser mal interpretado. É associado à ideia de que a riqueza ou mesmo o conforto são ruins. Mas não é isso que o estoicismo ensina. (…) O que os estoicos diziam é que não se deve ser psicologicamente escravizado pelas emoções: não ser manipulado por elas, e sim estar ativamente no comando. (…) A filosofia estoica era isto: assumir o controle da própria vida, aprender a trabalhar nas coisas que estão ao seu alcance para realizá-las ou mudá-las, e não desperdiçar energia com algo que não pode mudar ou realizar. (…)

Se você realmente aceitar essa filosofia e integrá-la ao seu modo de vida, vai evitar ou mitigar muitos estados emocionais que desperdiçam energia.

Reavaliação: o poder da flexibilidade

Entender o que acabou de acontecer é uma das fases pelas quais o cérebro passa à medida que uma reação emocional se desenvolve.

Alterar o curso de como o cérebro interpreta alguma coisa é uma forma de provocar um curto-circuito no ciclo que resulta numa emoção indesejada. Os psicólogos chamam esse pensamento mais orientado de “reavaliação”.
A reavaliação envolve reconhecer o padrão negativo desenvolvido nos seus pensamentos e mudar para um modelo mais desejável, mas sempre com base na realidade. (…)

Expressão: o poder das palavras

(…) Ao contrário do que nos diz a sabedoria popular, expressar as emoções negativas indesejadas ajuda a neutralizá-las.

Psicólogos clínicos descobriram que conversar é mais eficaz quando envolve amigos de confiança ou alguém considerado importante, principalmente se essas pessoas já passaram por problemas parecidos. (…)

O simples ato de escrever sobre experiências perturbadoras por vezes reduz a pressão arterial, ameniza sintomas de dor crônica e aumenta a função imunológica. (…)

Ao longo de muitos séculos de pensamento humano e erudição, a emoção sempre esteve atrelada à má reputação, e era difícil mudar isso. Mas nos últimos anos, graças em grande parte aos avanços da neurociência, os pesquisadores remodelaram a maneira como vemos as emoções. Hoje sabemos que as situações em que a emoção é contraproducente são a exceção, não a regra.

Fonte: https://vocerh-abril-com-br.cdn.ampproject.org/c/s/vocerh.abril.com.br/livros/somos-programados-para-sentir-o-que-os-outros-sentem-diz-autor/amp/

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“Tudo o que você precisa é amor” – a convicção do notável psicólogo Abraham Maslow!

“As pessoas autorrealizadas praticam o amor saudável, livre de apegos doentios, ciúmes e inseguranças.”

https://amenteemaravilhosa.com.br/de-acordo-com-abraham-maslow-tudo-que-voce-precisa-e-amor/

Para começar as postagens da semana, falemos sobre o amor, essa sensação (sentimento) fundamental e absolutamente necessária para o bem viver!

A apreciação do tema, na abordagem de hoje, leva em consideração a lógica e os achados de um psicólogo humanista dos mais admirados, inclusive no contexto da psicologia organizacional, o norte-americano Abraham H. Maslow (1908 – 1970). Maslow ficou bastante conhecido pela sua tese acerca da ‘Hierarquia de necessidades’, por trazer clareza e delinear novos paradigmas a respeito das necessidades humanas em geral.

Nesse contexto, o excelente artigo do site A Mente É Maravilhosa, publicado com data de ontem, demonstra a importância de o amor estar presente na vida das pessoas, como base para tudo. E a chave, para que isso aconteça, está no amor verdadeiro, em suas variadas facetas.

Como será visto, precisam ser levadas em consideração as duas dimensões, igualmente importantes, na abordagem e compreensão desse fator tão crucial: receber amor e saber amar!

O assunto proporciona boa oportunidade para reflexões e ajustes no nosso nível de compreensão a respeito de amar e ser amado, nunca sendo demais, na minha percepção, tendo em mente a nossa (desejável) jornada de aprimoramento pessoal permanente.

Leia a seguir o teor do mencionado artigo:

“De acordo com Abraham Maslow, tudo que você precisa é amor

A base do ser humano é, segundo Abraham Maslow, o amor. No entanto, só as pessoas autorrealizadas são capazes de oferecer o amor mais enriquecedor, aquele baseado na empatia, no afeto saudável e no respeito.

Os Beatles não estavam muito errados quando criaram uma música cativante no final dos anos 1960 que dizia “tudo que você precisa é amor”. Foi isso que o psicólogo humanista Abraham Maslow nos sugeriu um pouco antes, bem na década de 1940. De fato, uma das necessidades mais básicas — talvez a mais decisiva — é sentir-se verdadeiramente amado.

Tanto que, se não conhecemos essa experiência desde cedo, é muito difícil desenvolver uma autoestima saudável. Sentir-se apreciado, respeitado, cuidado e valorizado facilita a escalada dessa pirâmide de necessidades que o próprio Maslow desenvolveu e que é um marco no campo da motivação humana.

Somente quando nos sentimos cercados de amor autêntico podemos alcançar a autorrealização. Além disso, somente as pessoas autorrealizadas são capazes de oferecer esse afeto enriquecedor e saudável. Falamos desse amor cujos componentes nada mais são do que a empatia, o respeito e o afeto incondicional.

O amor é uma força transformadora que todo ser humano precisa receber, seja da família, dos amigos, do parceiro, etc. Receber e saber oferecê-lo nos tornará pessoas autorrealizadas.

Lembre-se, tudo que você precisa é de amor

Como lembraremos, a pirâmide ou hierarquia das necessidades humanas de Abraham Maslow tinha 5 etapas. Essas necessidades variaram desde as mais básicas, como as necessidades físicas, de segurança e proteção, até aquelas relacionadas às necessidades de pertencimento, autoestima e autorrealização, respectivamente. O que podemos ter esquecido em mais de uma ocasião é onde está o amor nessa teoria.

Pois bem, a maioria assume que essa dimensão reside na terceira etapa e na que se refere às necessidades sociais. No entanto, de acordo com Abraham Maslow, o amor é uma necessidade básica que impulsionaria todo o desenvolvimento humano. É necessário para o bebê que é alimentado, protegido e cuidado. E precisamos até do carinho de nossos entes queridos para desfrutar de uma boa saúde física e psicológica.

Como ele nos explicou em sua obra Toward a psychology of being (1962), o amor é uma necessidade psicológica básica para poder desenvolver outras capacidades, como autoestima e autorrealização. Sentir e saber que somos amados nos impede de sentimentos neuróticos, reduz nossos medos e nos torna pessoas mais confiantes.

As pessoas são boas por natureza. Dê amor, carinho e segurança, e eles lhe darão amor e estarão seguros em seus sentimentos e comportamento.

O amor é um elemento fundamental para prosperar

Tudo o que você precisa é de amor e se você não o recebeu de sua família, pode recebê-lo de outras figuras. Os amigos são outro suporte extraordinário de afeto e validação, assim como nossos parceiros. Tenha isso em mente. Uma infância infeliz sem apegos sólidos não precisa determinar sua vida.

Você ainda pode alcançar a autorrealização se estiver motivado, e o amor sempre atuará como uma grande força interior. Não importa de onde vem. É um estado emocional profundo e enriquecedor, baseado no cuidado altruísta. Essa experiência, é claro, pode ser obtida por muitas figuras em seu ambiente.

Além disso, vale a pena levar em conta outro aspecto. Parte de sua evolução como ser humano também requer que você desenvolva e encontre relacionamentos saudáveis, significativos e felizes. Ao encontrar os amigos, colegas e parceiros que te façam verdadeiramente feliz, muitas de suas necessidades serão atendidas.

Pessoas autorrealizadas são hábeis em assuntos emocionais

Abraham Maslow escreveu um capítulo em Religions, Values & Peak-Experiences que discutiu o amor em pessoas saudáveis. Sua descrição e análise foi um avanço para a psicologia positiva e os relacionamentos. Algo que ele apontou é que homens e mulheres autorrealizados estavam livres de mostrar necessidades egoístas. Tampouco procuravam bajular ou dominar o outro.

A pessoa que se conhece e que trabalha todos os dias para ser um pouco melhor sabe em que consiste o amor saudável. O carinho enriquecedor se baseia na empatia e no respeito, e é preciso saber recebê-lo, cuidá-lo e, sobretudo, oferecê-lo. Este ponto é muito importante para Abraham Maslow. Porque, como ele mesmo explica, quem sabe dar e receber amor evita a dor da solidão.

“Devemos entender o amor, devemos ser capazes de ensiná-lo, criá-lo, predizê-lo, ou então o mundo se perderá em hostilidade e desconfiança.”–Abraham Maslow

Tudo que você precisa é de amor, procure-o em qualquer uma de suas formas

Tudo que você precisa é de um bom amor, aquele que não machuca e te deixa ser quem você quiser ser. Além do mais, procure aquelas pessoas que até te incentivam a ser melhor. Não importam as experiências passadas, suas decepções, a experiência de se sentir amado e amoroso sempre valerá a pena.

No entanto, não concentre todos os seus recursos em encontrar sua alma gêmea ou aquele parceiro que te faz feliz. Procure o amor em todas as suas formas possíveis e não hesite em agradecer às pessoas que já fazem parte da sua vida. Seus amigos, seus filhos, sua família e até mesmo seus animais de estimação também são fontes inesgotáveis de carinho e afeição luminosa.

As melhores dimensões deste mundo são sempre gratuitas, mas é preciso saber apreciá-las. Ame, cuide, deixe-se amar e permita que o mais sincero carinho o inspire na jornada da vida. Esse e nenhum outro, é o significado autêntico de tudo.

Bibliografia:

  • Maslow, A. H. (1962). Toward a psychology of being. Princeton: D. Van Nostrand Company.
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  • Tay, L., & Diener, E. (2011). Needs and subjective well-being around the world. Journal of Personality and Social Psychology, 101(2), 354-356.
  • Wahba, M. A., & Bridwell, L. G. (1976). Maslow reconsidered: A review of research on the need hierarchy theory. Organizational behavior and human performance, 15(2), 212-240.

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