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“Dicas científicas (e simples) para combater a ansiedade”

Voltando ao tema ANSIEDADE, doença que vem acometendo cada vez mais pessoas nos dias de hoje, reproduzo artigo publicado no portal da Revista Galileu com algumas dicas, interessantes e até curiosas, a esse respeito. 

Leiam a seguir:

“Dicas científicas (e simples) para combater a ansiedade

 (Foto: Pixabay)(FOTO: PIXABAY)

Ansiedade é uma doença psiquiátrica que afeta grande parte da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil lidera o ranking de pacientes com o mal: 9,3% dos brasileiros apresenta os sintomas de ansiedade.

Pensando nisso, muito tem sido feito em relação às pesquisas para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. Por isso separamos três dicas cientificamente comprovadas que podem ajudar quem tem a doença.

Faça as coisas de um jeito “mais ou menos”
Quando precisamos fazer algo importante muitas vezes demoramos muito tempo para tomar decisões, já que queremos fazer da forma mais perfeita possível. Por isso, o conselho do professor Barney Dunn, da Universidade de Exeter, no Reino Unido, é fazer as coisas de um jeito “mais ou menos”.

A ideia é que, se souber desde o começo que os resultados não serão perfeitos, a preocupação da pessoa diminui e a agilidade aumenta. Segundo Dunn, isso evita a procrastinação e, uma hora ou outra, o sujeito descobrirá que não está fazendo a coisa de forma tão ruim.

Isso não significa que o resultado realmente ficará mais ou menos, já que, com menos tempo gasto enrolando, haverá mais para corrigir e melhorar o projeto. Além disso, essa técnica incentiva novas práticas e a diversão.

Se perdoe e espere para se preocupar
Segundo muitos estudos, um dos maiores problemas dos ansiosos é que têm o hábito de se cobrarem muito e de se sentirem culpados por tudo. Logo, uma saída é tentar mentalizar que a culpa não é sempre sua e, ao se cobrar, dar uma bronca em si para relembrar que a carga do mundo não está sobre você.

Para as preocupações, a dica é postergar o momento de entrar pânico com algo que você acha que mereça sua tensão — nesse caso, a ideia é separar dez minutos por dia para se preocupar, nada mais que isso.

Ache propósito na vida ajudando o próximo
Às vezes parece que já existem preocupações e tarefas o suficiente, o que pode resultar em ansiedade. Entretanto, uma outra dica é focalizar as energias no próximo, ou seja, nos problemas e na vida de alguém que precise de você.

Segundo o neurologista Viktor Frankl, em entrevista à The Atlantic, “para as pessoas que acham que não há mais nada para que viver, nada para esperar da vida… a questão é que essas pessoas precisam perceber que a vida ainda está esperando algo delas”.

A ideia aqui é que, ao perceber que outro indivíduo precisa de ajuda, a pessoa vai se sentir útil e terá mais motivos para continuar. Mesmo que quem esteja recebendo o apoio nunca se dê conta de sua importância, você saberá, o que é o mais importante.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2017/06/dicas-cientificas-e-simples-para-combater-ansiedade.html
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“Brasis – O Pequeno e o Grande” (boa reflexão)!

Reproduzo a crônica “Brasis – O Pequeno e o Grande”, do cantor e compositor baiano Walter Queiroz Jr, que vi publicada no blog ZÉducando. Temos aí um texto bem escrito, de certa forma motivador, e absolutamente oportuno para os dias atuais!

Confiram a seguir: 

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O pequeno e o grandewalter-queiroz_thumb_thumb

Nesse dramático momento, há dois Brasis diante do supremo desafio: ser ou não ser capaz, elo caminho da lei e da paz, de conduzir a sua histórica jornada em busca de melhores dias. O pequeno Brasil e sua atávica herança colonialista, debatendo-se no ancestral mar
de lama que ameaça afogá-lo, e o grande Brasil, cônscio do seu poder e energia, convocando todos os seus filhos para uma virada histórica à altura dos nossos mais legítimos anseios.

Já temos uma folha de serviços extraordinários prestados à humanidade: da invenção do avião a uma culinária das mais ricas do mundo. Do futebol primoroso à preciosa arte-luta, a capoeira. De uma música popular, celeiro de gênios como Dorival Caymmi, Luiz Gonzaga (a sua Asa Branca está completando setenta anos), Tom Jobim, João Gilberto, até tantos outros feitos em outras áreas do conhecimento.

Entretanto, por uma nefanda convivência histórica de elites alienadas com as classes populares acomodadas e servis, construiu-se um pais socialmente injusto. Chega dessa dicotomia esquizofrênica quando o carnaval, convivendo com a pobreza e a corrupção, tem-se encarregado de anestesiar a população.

O grande Brasil precisa retomar o legado extraordinário do mestre baiano Anísio Teixeira e fazer uma Revolução nacional pela educação. Uma escola acima de interesses particulares, dando oportunidades para os brasileiros de todas as classes e de todas as cores.

O grande Brasil não suporta mais a impunidade dos covardes agressores de mulheres (Lei Maria da Penha neles!), nem a repressão aos marginais desvalidos, os negros nas grande maioria, mortos sem o controle legal, numa espécie de genocídio tropical.

O grande Brasil não suporta mais o seu sistema carcerário, incapaz de recuperar apenados, os quais, em grandes fazendas-presídios à prova de fuga, poderiam trabalhar, provendo o próprio sustento quando não indenizando suas vítimas. Poderoso e belo pela sua condição mestiça, o grande Brasil não suportará mais nenhum tipo de racista (lei Afonso Arinos neles).

Urge um rigoroso inventário de perdas e danos culturais e medidas que impeçam a extinção de lindas festas como o nosso São João! O pequeno Brasil, viciado na contrafação, vai estranhar uma nacional vida nova sob a égide da decência, mas há de acostumar-se e descobrir a beleza e alegria do convívio ético.

O grande Brasil somos nós, milhões de trabalhadores de fato, imunes à histeria ideológica, caminhando e cantando… e reconstruindo a nação!

“Olha o fogo / olha o fogaréu / queimando as pontas / da palha do meu chapéu… “

(Walter Queiroz Jr.)

FONTE: Jornal A TARDE, Salvador-BA, 24.06.2017

Publicada em – https://joserosafilho.wordpress.com/2017/06/27/o-pequeno-e-o-grande/#comment-9132
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Quem deixou meus pais envelhecerem? – Um texto precioso!

Reproduzo hoje este belíssimo texto que fala sobre o envelhecimento dos pais, escrito com impressionante sensibilidade por RUTH MANUS, advogada e professora, publicado no blog do Estadão.

Refletir sobre isso é mais do que importante. É necessário!

Confira, vale muito a leitura (a seguir):

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“Quem deixou meus pais envelhecerem?

Por Ruth Manus

O combinado não era eles serem jovens para sempre?

Meus pais não são velhos. Quer dizer, velho é um conceito relativo. Aos olhos da minha avó são muito moços. Aos olhos dos amigos deles, são normais. Aos olhos das minhas sobrinhas, são muito velhos. Aos meus olhos, estão envelhecendo. Não sei se lentamente, se rápido demais ou se no tempo certo. Mas sempre me causando alguma estranheza.

Lembro-me de quando minha mãe completou 60 anos. Aquele número me assustou. Os 59 não pareciam muito, mas os 60 pareciam um rolo compressor que se aproximava. Daqui uns anos ela fará seus 70 e eu espero não tomar um susto tão grande dessa vez. Afinal, são apenas números.

Parece-me que a maior dificuldade é aprendermos a conciliar nosso espírito de filho adulto com o progressivo envelhecimento deles. Estávamos habituados à falsa ideia que reina no peito de toda criança de que eles eram invencíveis. As gripes deles não eram nada, as dores deles não eram nada. As nossas é que eram graves, importantes e urgentes. E de repente o quadro se inverte.

Começamos a nos preocupar- frequentemente de forma exagerada- com tudo o que diz respeito a eles. A simples tosse deles já nos parece um estranho sintoma de uma doença grave e não uma mera reação à poeira. Alguns passos mais lentos dados por eles já não nos parecem calma, mas sim uma incômoda limitação física. Uma conta não paga no dia do vencimento nos parece fruto de esquecimento e desorganização e não um simples atraso como tantos dos nossos.

Num dado momento já não sabemos se são eles que estão de fato vivendo as sequelas da velhice que se aproxima ou se somos nós que estamos excessivamente tensos, por começarmos a sentir o indescritível medo da hipótese de perdê-los- mesmo que isso ainda possa levar 30 anos.

Frequentemente nos irritamos com nossos pais, como se eles não estivessem tendo o comportamento adequado ou como se não se esforçassem o bastante para manterem-se jovens, vigorosos e ativos, como gostaríamos que eles fossem eternamente. De vez em quando esbravejamos e damos broncas neles como se estivéssemos dentro de um espelho invertido da nossa infância.

Na verdade, imagino eu, nossa fúria não é contra eles. É contra o tempo. O mesmo tempo que cura, ensina e resolve é o tempo que avança como ameaça implacável. A nossa vontade é gritar “Chega, tempo! Já basta! 60 já está bom! 65 no máximo! 70, não mais do que isso! Não avance, não avance mais!”. E, erroneamente, canalizamos nos nossos pais esse inconformismo.

O fato é que às vezes a lentidão, o esquecimento e as limitações são, de fato, frutos da idade. Outras vezes são apenas frutos da rotina, tão naturais quanto os nossos equívocos. Seja qual for a circunstância, eles nunca merecem ter que lidar com a nossa angústia. Eles já lidaram com os nossos medos todos- de monstros, de palhaços, de abelhas, de escuro, de provas de matemática- ao longo da vida. Eles nos treinaram, nos fortaleceram, nos tornaram adultos. E não é justo que logo agora eles tenham que lidar com as nossas frustrações. Eles merecem que sejamos mais generosos agora.

Mais paciência e menos irritação. Menos preocupação e mais apoio. Mais companheirismo e menos acusações. Menos neurose e mais realismo. Mais afeto e menos cobranças. Eles só estão envelhecendo. E sabe do que mais? Nós também. E é melhor fazermos isso juntos, da melhor forma.

Fonte – http://emais.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/quem-deixou-meus-pais-envelhecerem/

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“Procuram-se líderes” – Artigo traz bons exemplos de resiliência e criatividade!

De volta com o tema LIDERANÇA, reproduzo abaixo este excelente artigo Procuram-se Líderes, de Cláudio Lottenberg, publicado no LinKedin. O autor traz interessante e rica abordagem sobre o papel da liderança em geral, com destaque para as habilidades de resiliência e de criatividade, como requisitos indispensáveis para os desafios dos tempos atuais, em especial para a solução de problemas enfrentados na área de saúde e que tendem a se ampliar, em função do aumento da longevidade.

Vale a leitura:

“Procuram-se líderes

(Cláudio Lottenberg / CEO – UnitedHealth Group Brasil

O prestígio dos líderes guarda relação direta com os desafios por eles enfrentados, como observou, há 2.400 anos, o filósofo grego Epicuro de Samos. Na história contemporânea, tal enunciado se aplica em seu nível mais elevado, entre outros, a Franklin Delano Roosevelt, Nelson Mandela, Mahatma Gandhi e Martin Luther King. Poucas personalidades, contudo, combinaram de forma tão efetiva a resiliência – ou seja, a capacidade de enfrentar e superar adversidades – e a criatividade no exercício de seus cargos e funções como Winston Churchill. Depois de assumir a chefia do governo britânico, em maio de 1940, ele mobilizou a língua inglesa para manter elevado o moral da população em meio aos incessantes bombardeios nazistas. A primeira de suas muitas frases de efeito ganhou eco em 13 de maio de 1940, no discurso de posse como primeiro-ministro: “Só tenho para oferecer sangue, sofrimento, lágrimas e suor”.

A disseminação da resiliência nos moldes de Churchill é rara, pois exige, além de talento, grande capacidade de transmitir crenças e valores. Um modelo emblemático na área da saúde é o Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Surgida em 1900 como Instituto Soroterápico Federal (ISF), a entidade teve como primeiro diretor o notável médico que lhe emprestaria seu nome ainda em vida. Oswaldo Cruz, falecido há exatamente um século, não se deixava abater por dificuldades. Entre 1903 e 1909, ocupou, sem abrir mão do ISF, a Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP) e recebeu como missão o saneamento da capital federal, o Rio de Janeiro, então assolada por epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica.

Já em 1905, pela primeira vez em quase 80 anos, os nascimentos (20.228) superaram as mortes (17.386) no Rio, tendência que ganharia intensidade nas décadas seguintes. O extraordinário trabalho não livrou o titular da DGSP, no entanto, de uma enxurrada de críticas e até mesmo de um motim popular – a Revolta da Vacina, em 1904. Oswaldo superou tudo isso e deixou como legado ao País, além da sanitização do Rio, o Instituto Oswaldo Cruz. Líder nato, ele se cercou de cientistas e pesquisadores do mais alto gabarito – caso de Carlos Chagas (1879-1934), que o sucedeu no comando da organização – e, mais importante, soube imprimir seu elevado padrão de excelência na equipe e no próprio IOC, desde sempre referência global em pesquisas em saúde pública.

Projetos voltados à formação em larga escala de líderes resilientes na medicina, contudo, são bem mais recentes. Instituições de ensino de países desenvolvidos vêm abraçando a causa, com a inclusão de disciplinas específicas em suas grades curriculares ou por meio de cursos de extensão, casos das universidades de Macquarie (Austrália), Lancaster e Westminster (Reino Unido), McGill (Canadá), Colorado, Ohio State e Rochester (Estados Unidos). Proposta bem mais ousada é a do Serviço Nacional de Saúde (NHS) da Inglaterra, que lançou, em setembro de 2016, um programa voltado ao reforço da resiliência dos clínicos gerais. A iniciativa prevê investimentos de 40 milhões de libras até 2020, com o objetivo expresso de permitir que as atividades e as práticas desses profissionais “se tornem mais sustentáveis e resilientes, capacitando-os a enfrentar desafios presentes e futuros e garantindo cuidados da mais alta qualidade aos pacientes”.

O estímulo à criatividade é outro teste a ser encarado pela área da saúde na formação de seus líderes. Não me refiro, no caso, à inovação tecnológica, e sim à capacidade de conceber soluções simples – e econômicas, de preferência – para problemas complexos. Dezenas de faculdades mundo afora estão recorrendo às ciências humanas, inclusive às artes, como forma de fomentar essa competência entre alunos e professores. É o caso da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Eleita a terceira melhor do planeta na edição 2016 do Academic Ranking of World Universities (ARWU), a instituição californiana conta, desde 2002, com o programa Medicine & The Muse, que, além de cursos, workshops e apresentações de música, cinema e literatura, contribuiu para a produção do documentário de curta-metragem “Extremis”, indicado ao Oscar 2017.

Como a necessidade é a mãe da invenção, países em desenvolvimento também se destacam no fronte criativo. Um exemplo é a técnica das “mães cangurus”, desenvolvida em 1978 pelos pediatras colombianos Edgar Rey Sanabria e Hector Martínez. O método – que consiste em colocar bebês em contato com o colo das mães durante algumas horas por dia – garante reduções de 5% na mortalidade de recém-nascidos abaixo do peso e de 75% nos custos de tratamentos em unidades de terapia semi-intensiva.

Outro caso digno de nota, e bem conhecido dos brasileiros, é a Campanha do Soro Caseiro, iniciada em 1987 pela Pastoral da Criança por iniciativa da pediatra e sanitarista Zilda Arns (1934-2010). O programa atende 35,6 mil comunidades no País, nas quais a taxa de mortalidade de crianças menores de um ano é de 11 para cada mil nascidas vivas, ante uma média nacional de 19,3. Dona Zilda não criou a solução à base de açúcar e sal que combate a desidratação, obra do médico austro-americano Norbert Hirschhorn, mas teve o grande mérito de expandir o seu uso para 72% do território brasileiro e mais 20 países da América Latina, África e Ásia, salvando, assim, milhões de vidas.

Creio que o maior desafio a ser enfrentado pela medicina nas próximas décadas é criar condições para que os exemplos citados acima se reproduzam de forma sistemática, contínua e crescente. Necessitamos, com urgência, de um número muito maior de profissionais resilientes e criativos na área, quadros capacitados, entre outras funções, a planejar e executar políticas públicas para atender a populações que, por conta da elevação da expectativa de vida e do envelhecimento demográfico registrados na maioria dos países, demandarão mais serviços e cuidados de saúde por muito mais tempo.

Temos, portanto, de investir maciçamente na formação de líderes do setor. A execução de tal tarefa pressupõe, claro, mudanças no ensino superior, já em curso em alguns países. Mas penso que é chegada a hora, também, de um maior envolvimento de entidades médicas, autoridades e da sociedade nesse processo. É um dever de todos nós, pois, como dizia Albert Einstein, “o Homem está aqui para o bem do Homem”.

Fonte – https://www.linkedin.com/pulse/procuram-se-l%C3%ADderes-claudio-lottenberg
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Linda homenagem a Gonzagão – Orquestra Sanfônica de Exu e muito talento reunido!

No clima do São João, trago vídeo com sensacional show da Orquestra Sanfônica de Exu, e convidados de grande talento, em homenagem a Luiz Gonzaga (Gonzagão, o Rei do Baião), recém publicado no YouTube pelo O Boticário.

Confiram a seguir (pura beleza e emoção)!

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O ciclo de vida e as idades dos humanos

 Imagem: Google/Picssr.

Por: Clovis Dattoli*

Minha motivação para escrever este artigo, sobre ciclo de vida e os medidores das idades, é a constatação de que, com bastante frequência, percebo confusão nas pessoas quanto ao entendimento das fases cronológicas da vida, especialmente quando se refere ao período da fase adulta ao envelhecimento. Com efeito, há distintas interpretações para o que é ser jovem, para a meia idade e a terceira idade, ao que se acrescenta o novo conceito de quarta idade. Assim, vou tentar clarear o assunto, para o que utilizarei os conceitos mais comumente adotados nas publicações disponíveis e, por óbvio, com base no que me parece ser mais razoável e de bom senso.

Entre o nascimento e a morte, o indivíduo passa por diferentes fases que determinam o ciclo da vida. De acordo com os costumes, convenções e legislação específica, o humano experimenta os estágios de bebê, criança (fase infantil), adolescente, jovem, chega à segunda idade, alcança a terceira idade e, atualmente, já atinge um estágio máximo da sua condição de idoso, em especial com a elevação da longevidade, que é a recém denominada quarta idade.

Claro, cada uma dessas fases da vida apresenta aspectos físicos e psicológicos distintos, decorrentes da transformação biológica, do envelhecimento e também da formação de personalidade e caráter.

Para simplificar o entendimento preliminar, vou reduzir essa evolução cronológica a quatro grandes estágios: infância, adolescência, idade adulta e velhice.

Para cada um deles farei os devidos desdobramentos em subfases (subestágios cronológicos), de acordo com os costumes, as convenções e a legislação específica brasileira, cabendo esclarecer que essas faixas etárias, principalmente as que delimitam a adolescência, a meia idade e a terceira idade, variam entre os países. Aliás, têm interpretações diversas aqui mesmo no Brasil. Portanto, inexiste uma convenção universal (geral) que pacifique completamente o assunto.

Os estágios da vida

O primeiro estágio é o da infância, contado do dia do nascimento até a fase de criança, que vai até os 11 anos.

A adolescência é a fase dos 12 aos 20 anos, representando a transição entre a infância e a idade adulta.

A grande fase da idade adulta é, a princípio, a mais longa de todas, indo dos 21 aos 59 anos. Engloba a fase jovem, entre 21 e 30 anos, e a meia idade, de 31 a 59 anos.

Já a fase da velhice, que cada vez se alonga mais, compreende, no Brasil, os idosos a partir de 60 anos, de acordo com a definição da Lei nº 10.741, de 1º/10/2003 (Estatuto do Idoso). Nesse grande e emergente grupo, estão compreendidas as pessoas da terceira idade, de 60 a 80 anos, e também da recentemente chamada quarta idade, a partir de 81 anos.

Num esforço para estratificar tudo isso em grandes e homogêneos blocos, em termos conceituais, e considerando a realidade da média da população, temos os seguintes blocos etários:

Primeira idade (nascimento, criança, adolescente): de 0 até 20 anos

Segunda idade (jovem + meia idade): 21 a 59 anos

Terceira idade (idoso): 60 a 80 anos

Quarta idade (ancião/velhice extrema): 81 anos em diante.

Outras perspectivas sobre idade e envelhecimento 

                                             Imagem: Google/Psicologia do Desenvolvimento – Webnode

Agora, para ampliar e complementar estas considerações a respeito de idade e do ciclo de envelhecimento, necessário se torna considerar também outros parâmetros de avaliação. Para mim e para muita gente, ser idoso e ser velho, por exemplo, são conceitos com valorações bem distintas e que fazem enorme diferença até mesmo na maneira como se encara a vida. Assim, existem três principais medidores para análise da verdadeira idade de uma pessoa: idade cronológica, idade biológica e idade psicológica (ou mental).

A idade cronológica, considerada para todos os efeitos formais e legais, é ditada pelo contar do tempo conforme o calendário, a partir da data de nascimento, independentemente de como esteja o indivíduo em termos físicos e psicológicos. Portanto, aqui se encaixam os ciclos etários antes comentados;

A idade biológica, entretanto, leva em consideração o estado físico, sendo vista pela aparência e pelos sinais do indivíduo. Como observamos na prática, alguém com 50 aniversários, por exemplo, pode demonstrar um estado bem mais jovem e apresentar forma física de 40 anos ou até menos. E o contrário também pode acontecer;

Já a idade psicológica (ou idade mental), é na verdade a idade que acaba prevalecendo no viver do dia a dia, pois é aquela que a pessoa sente que tem, representada pelo seu estado de espírito, pela sua mentalidade, ou seja, pela forma como pensa e age. A realidade nos mostra que pessoas ainda jovens demonstram estar envelhecidas precocemente. Por outro lado, o número de pessoas idosas, com mais de 60 anos de vida, que demonstram idades biológica e psicológica menores (aparentam ser mais jovens) vem crescendo continuamente, em virtude de uma série de fatores, entre os quais a elevação do nível de consciência a respeito de qualidade de vida. Para essas pessoas, há uma condição de idoso que não significa velhice. A idade psicológica, portanto, é na essência a que tem maior peso real no cotidiano e a que exerce importante influência no processo de envelhecimento ativo e saudável.

Para finalizar, fiquemos com este pensamento motivador:

“A idade é uma questão da mente sobre a matéria. Se você não liga, então não importa.” (Satchel Paige)

 

* Clovis Dattoli – É Consultor, Palestrante e Coach, com experiência executiva e de liderança, atuando no desenvolvimento de pessoas e organizações. 

(http://www.clovisdattoli.com.br  –  Email: jcdattoli@dattoli.com.br).

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“Como a meditação ajuda a evitar o adiamento das tarefas”

Resultado de imagem para evitando a procrastinaçãoImagem: Revista Saúde

Ter foco e determinação são dois ingredientes essenciais para que a pessoa coloque ideia em ação, não fique apenas em planos/pensamentos, alcance os resultados desejados, saia da zona de conforto (do lugar comum), seja produtivo etc. Isso vale para as atividades profissionais mas, certamente, para todas as dimensões da vida, pois significa melhorar e evoluir!

A esse respeito, reproduzo interessantes dicas que vi em publicação do portal Forbes Brasil, com o título “Como a meditação ajuda a evitar o adiamento das tarefas”. Esse tipo de técnica de meditação focada, com objetivo definido, utiliza princípios da chamada Psicologia Positiva.

Praticar a imaginação (ou ensaio mental, visualização, ou projeção), tem efeitos positivos cada vez mais comprovados, por criar estímulo à pessoa e promover a ativação cerebral para que determinada situação aconteça, seja resolvida, e com isso você possa afastar os riscos do hábito negativo da procrastinação, que consiste em adiar as tarefas que precisam ser feitas. Estamos falando de algo simples e prático, mas que funciona de verdade. E o melhor é que qualquer um pode fazer!

Agora, confira as sete dicas apresentadas na matéria:

“1. Sente em um lugar tranquilo, com suas costas eretas e o topo da cabeça apontando para cima.

2. Imagine que está finalizando o projeto. Como Dina precisava escrever o discurso, ela se imaginava falando para um público capacitado e satisfeito e, depois, sorrindo e se divertindo no palco.

3. Se precisar finalizar um relatório ou uma planilha, imagine que está passeando pela cidade ou em um parque depois que terminar a tarefa. Mentalize como se sentiria ao ter esse grande projeto finalmente concluído.

4. Se é seu costume lidar com recompensas como comida e técnicas de relaxamento, se imagine aproveitando seu sabor preferido de sorvete ou recebendo uma massagem.

5. Analise como você se sente. Ative seus sentidos e pense no que veria, escutaria, cheiraria e experimentaria por ter cumprido seu trabalho. Gaste de 5 a 10 minutos realmente experimentando essa sensação de dever cumprido.

6. Em seguida, invista de 2 a 3 minutos repetindo para si mesmo que está pronto para concluir a tarefa. Perceba como se sente ao dizer essa frase para si e assimile o significado dessas palavras. Se você tem adiado suas tarefas, faça isso por 5 minutos.

7. Abra seus olhos, sorria para si, não olhe seu email ou mídias sociais. Comece o projeto e continue até terminar. “

Confira a publicação na íntegra: http://www.forbes.com.br/lifestyle/2017/05/como-a-meditacao-ajuda-a-evitar-o-adiamento-das-tarefas/#foto1

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“A leitura nos permite viver mil vidas” – Pense nisso!

Volto hoje a realçar a importância do hábito da leitura, que de forma cristalina se mostra bom, positivo e saudável para a vida de qualquer pessoa, sob os mais diversos ângulos de análise lógica que se faça.

A esse pretexto, reproduzo o bem elaborado artigo “A leitura nos permite viver mil vidas“, com sólida argumentação sobre os benefícios da leitura, publicado no portal da Revista Pazes e também divulgado no blog Pitacos e Achados. 

Por tudo isso, precisamos, indistintamente, reservar espaço na nossa agenda – de correrias e de conexão online – para o momento diário da leitura. Assim, só temos a ganhar!

Leiam a seguir:

“A leitura nos permite viver mil vidas

O romance de que eles mais gostavam era “O Conde de Monte Cristo”, de Alexandre Dumas, que fez com que os trabalhadores aumentassem a produtividade e a qualidade dos charutos. Então, eles decidiram chamar esses charutos de “Monte Cristo”.

Esta simples história nos ensina que a leitura nos dá asas, estimula a nossa imaginação e nos permite viver outras vidas, sonhar com lugares que não conhecemos, sentir emoções diferentes, amar pessoas que nunca vimos.

Os benefícios da leitura

Quando lemos não só podemos nos identificar com os diferentes personagens dos livros, mas também podemos aprender sobre lugares, culturas e costumes que não conhecemos. Isto nos permitirá ter uma maior compreensão do nosso ambiente e das pessoas ao nosso redor.

A seguir iremos analisar alguns benefícios da leitura, como o aumento da empatia, da criatividade, da memória, a luta contra o Alzheimer ou o estresse, o desenvolvimento da inteligência ou a habilidade para falar e ouvir.

A leitura o transforma em uma pessoa mais empática

Em 2013, cientistas da Universidade de Emory compararam os cérebros de leitores e não-leitores. Eles descobriram que os leitores utilizam a imaginação para entender as emoções dos personagens dos livros que leem e, por isso, são geralmente pessoas mais empáticas.

A leitura aumenta a capacidade de compreender como as outras pessoas se sentem. Essa empatia resulta em uma habilidade fundamental para o desenvolvimento em diferentes áreas: as amizades, a família, os relacionamentos e a capacidade para o trabalho.

O hábito da leitura melhora a memória

Diferentes estudos concluíram que a falta de uso da memória é uma das causas da sua perda. Por esta razão, recomendamos algumas atividades como as palavras cruzadas, o sudoku e a leitura, para manter lubrificados os circuitos da mente que são responsáveis pela memória.

“A leitura torna o homem completo; a conversa, ágil, e o escrever, preciso”.
-Sir Francis Bacon-

A leitura nos ajuda a lembrar os eventos que ocorrem, a situação das pessoas, os conflitos que conhecemos através dos livros e a vida dos personagens que o autor mostra em cada livro ou texto. Esta maneira de lembrar reforça a nossa inteligência.

A leitura ajuda a reduzir o estresse

Com base em estudos realizados pelo Dr. Lewis Davis, a leitura reduz os níveis de estresse em 68% e nos relaxa através da diminuição da frequência cardíaca. Apenas seis minutos de leitura por dia são suficientes para reduzir significativamente o estresse.

Quando lemos a nossa mente nos transporta para outro lugar. Então, se tivermos um dia ruim no trabalho, por exemplo, a leitura nos ajudará a relaxar. Nos desligamos dos problemas e conseguimos desfrutar um bom tempo sem pensar em outra coisa.

A leitura reduz o risco de Alzheimer

Com relação à perda de memória, encontramos a doença de Alzheimer. Diversas pesquisas demonstraram que a leitura é uma boa ferramenta para reduzir o risco da doença de Alzheimer, uma vez que ela estimula o funcionamento do cérebro, a conexão e o aumento dos circuitos cerebrais.

Em 2001 vários pesquisadores demonstraram que as pessoas mais velhas que leem ou realizam exercícios mentais regularmente são menos propensas a desenvolverem esta doença. Portanto, pratique este simples hábito todos os dias e coloque o seu cérebro para se exercitar.

Você aprenderá a ser um melhor orador e escritor

A leitura nos permite ser melhores oradores, porque através da leitura podemos adquirir um bom vocabulário e aprender palavras novas. Esse aprendizado nos ajudará a escrever melhor e a falar com mais fluência, utilizando a linguagem para o que queremos expressar.

Uma pessoa que lê não só viveu várias vidas através dos personagens das histórias que leu, mas também tem muitos assuntos para conversar, uma grande capacidade de ouvir o outro e observar o mundo cuidadosamente.

Desfrutará e viverá muitas vidas

Com a leitura você pode desfrutar de uma vida de aventuras na Amazônia, de um rei num país imaginário ou um orangotango na selva. Cada página vai inundar a sua alma, permitindo-lhe apreciar todas as situações enquanto lê. A leitura é um prazer, não é algo caro e é muito acessível.

Além disso, você não viverá somente vidas no presente, mas também passadas ou no futuro. Um livro nos permite viajar no tempo e saber como eram os nossos ancestrais ou divagar sobre como seremos no futuro. Ler é sonhar acordado e abrir os olhos para milhares de realidades diferentes.

“Ler um bom livro é um diálogo constante: o livro fala e a alma responde”.
-André Maurois-

Fonte: revistapazes

Publicado em – https://pitacoseachados.com/2017/06/19/a-leitura-nos-permite-viver-mil-vidas/

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Lápis de Cor – Música linda e um show nordestino de primeira!

Selecionei como inspiração para este fim de semana, já no ritmo dos festejos juninos, vídeo com a linda canção Lápis de Cor, do poeta paraibano Nanado Alves, falando de saudade, de amor e paixão.

E para dar brilho a essa pérola musical, veja que interpretação marcante, ao vivo, em show que contou com a participação de três excelentes artistas nordestinos: Santanna, O Cantador (cantor e compositor cearense, um fenômeno do forró nas últimas décadas), Ítalo Queiroz (cantor e instrumentista cearense) e Cezinha (acordeonista e cantor pernambucano).

O vídeo está disponível no YouTube e foi publicado por Ítalo Queiroz. Mais abaixo, veja a letra da canção, para você acompanhar. Curta este belo momento!

Lápis de cor
(Nanado alves)

A saudade faz parte de quem já amou
De quem ficou sozinho
De quem chorou baixinho
Sem chamar atenção

A saudade varreu tantos sonhos

Deixou vazio tantos ninhos
Colocou mais espinhos que flores
Na porta do meu coração
Quero sentir saudade de quem me fez bem
Esquecer quem não trouxe-me nada de bom
Não trás felicidade lembrar de alguém
Que não soube se dar
Eu vou querer quem num dengo
Me chame de amor
E com um sopro de anjo me faça dormir
Se acaso algum dia eu cismar de partir
Me peça pra ficar

Posso até suportar saudades suas
Se até mesmo a lua se faz mais bonita
Por conta do amor
E é só você chegar pra vida ficar bela
Uma linda aquarela estampada e pintada
Com lápis de cor.

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O exemplo inspirador de uma consultora de RH vitoriosa!

Um exemplo inspirador, de alguém que superou muitos desafios e chegou ao sucesso profissional, é o destaque da matéria que reproduzo abaixo (Ela foi desvalorizada no emprego – e criou um negócio de R$ 30 mi), publicada no portal Exame.com, contando a trajetória da consultora Sofia Esteves.

É claro que essa trajetória vitoriosa é fruto de talento e competência, mas do relato podem-se tirar diversos aprendizados, desde a demonstração do que é um mindset positivo, complementado por um conjunto de atitudes que fazem a diferença, como determinação, resiliência e coragem para pensar e agir fora da caixa!

Leia. Temos aí, sem dúvida, um case inspirador!

“Ela foi desvalorizada no emprego – e criou um negócio de R$ 30 mi

Sofia Esteves, fundadora de uma das maiores consultorias de RH do país, começou trabalhando em um ‘banheiro’, ganhando menos do que um salário mínimo

Por Marília Almeida

São Paulo – A história de Sofia Esteves poderia ser a de muitas pessoas que vivem na periferia da cidade. Filha de imigrantes europeus, ela cresceu no bairro de Itaquera, no extremo leste de São Paulo. Caçula de três irmãos, muitas vezes se viu sem dinheiro para comprar lanche na escola e tendo de andar quilômetros até ela. Mas, mesmo com uma situação financeira frágil, seus pais batalhavam dia a dia para dar educação aos filhos.

A empreendedora cresceu observando a luta dos pais para tocar, inicialmente, uma carrocinha que vendia miúdos de carne pelo bairro e, depois, um açougue na região. Ela lembra que eles sempre buscaram tirar os filhos da zona de conforto. “Meus pais sempre nos ensinaram que teríamos de batalhar por cada objetivo”, disse, em entrevista a EXAME.com.

O primeiro emprego de Sofia foi como recepcionista de um consultório médico, aos 17 anos. Depois, fez um curso técnico na área de arquitetura e foi trabalhar em uma loja de móveis perto de casa. Ao entrar na faculdade de psicologia, viu-se em um dilema. “Precisava ajudar meus pais a pagar o curso. Então, continuei trabalhando nessa loja até terminá-lo”.

No final da faculdade, Sofia não havia feito um estágio em sua área de formação. Uma amiga apresentou uma empresa de consultoria de recursos humanos, mercado ainda incipiente no país. “Não tinha ideia do que se tratava”.

E agora?

Mesmo assim, Sofia resolveu “dar a cara para bater” após ver o anúncio de uma vaga em uma dessas consultorias no jornal. “Liguei dizendo: ‘olha, tenho 24 anos e um alto potencial. Não querem me ajudar a começar?’ A recepcionista que me atendeu riu e passou para o diretor, que riu também e disse: ‘qual a sua pretensão salarial?’ Eu disse: ‘estou quase pagando para quem me deixar começar’”. A entrevista com a jovem candidata foi marcada.

Chegando no escritório, Sofia tomou um “chá de cadeira” de uma hora e meia. “Me senti desrespeitada”. Quando o diretor finalmente apareceu, foi logo dizendo: “Olha, acabamos de contratar uma psicóloga formada pela USP com experiência de cinco anos”.

Sofia não deixou barato. “Que bom que encontraram a pessoa certa. Não tenho mais tempo a perder aqui. Quero trabalhar”. O diretor, então, pensou duas vezes e fez uma proposta. “Olha, já que você diz que tem esse talento todo, você entra na empresa como assistente. Mas, se não se desenvolver em três meses, vai ser uma ‘assistentezinha’”. O pagamento? Menor do que um salário mínimo na época. Sua sala? Um banheiro “reformado”.

O sangue de Sofia “ferveu”, mas ela resolveu encarar a proposta como um desafio. “Ele me desvalorizou. Mas resolvi lutar e mostrar do que era capaz. Em 15 dias já era uma consultora e, depois de um ano, já havia me tornado gerente da área e estava abrindo uma unidade de negócios para eles”.

Um dos diferenciais de seu trabalho, conta, era buscar entregar pessoalmente os currículos que recebia para os clientes. “Eu tentava entender o perfil de cada um, analisar a necessidade da empresa e só enviar os que tinham mais a ver com esse objetivo. Como os Correios demoravam um tempo para entregá-los, ia eu mesma fazer isso e aproveitava para explicar mais sobre os candidatos. O objetivo era tornar o processo mais humano e menos burocrático”.

Sofia continuou na empresa até que resolveu buscar uma outra oportunidade profissional, em uma empresa de recolocação de executivos. Depois de seis meses, viu-se diante de um dilema ético. “Os diretores queriam que eu tomasse uma atitude com relação a um fornecedor que não era de ganha-ganha. Insisti que não iria fazer, mas o diretor colocou sua autoridade na mesa. Resolvi pedir demissão. Aquilo ia contra os meus valores”. (Pedido de demissão: Saiba, com a Xerpa, o que é necessário fazer e quais são as regras Patrocinado)

Sem emprego, ela conheceu uma psicóloga que propôs que alugasse uma sala de sua clínica. Quase ao mesmo tempo, recebeu a ligação de um diretor de uma grande empresa, cliente na sua antiga consultoria. “Ele me disse que queria passar um projeto para mim depois de descobrir que havia saído da empresa. Rebati: só tenho dois anos de experiência. Acho melhor passar para a empresa. Ele então me disse que gostava do jeito que eu pensava a área de recursos humanos e me aconselhou: ‘abra o seu negócio que você vai ter sucesso, menina’”.

O início

Sofia pensou que inicialmente trabalharia como uma profissional autônoma. “Por absoluta necessidade de sobrevivência, aluguei a sala da psicóloga, comprei uma mesa e três cadeiras por cerca de mil reais na época, que era o que eu tinha, e aluguei uma máquina elétrica, pois não conseguia comprar uma. Só fiz isso porque o projeto daria para pagar ao menos o primeiro aluguel”. Ela conta que, em janeiro de 1988, teve 15 dias para criar uma metodologia própria na qual acreditava, ouvindo diversos profissionais do mercado.

Logo um projeto puxou o outro. “Foi tudo no boca a boca”. Sofia resolveu, então, seguir o conselho do cliente. “Pedi ajuda para mentores sobre como abrir uma empresa e criei a Decision Making, que depois virou a DM”.

“Minhas funcionárias foram almoçar sozinhas. Mas depois anunciaram que sabiam que provavelmente eu não teria dinheiro para pagá-las, mas queriam continuar na empresa”

Sofia Esteves, contando sobre a primeira crise do negócio

“Estava tocando 17 projetos e 12 foram suspensos apenas no período da manhã. Nesse dia, minhas funcionárias foram almoçar sozinhas. Depois anunciaram que sabiam que provavelmente eu não teria dinheiro para pagá-las, mas queriam continuar na empresa. Mandaram dar férias para elas e pagar apenas os encargos obrigatórios. Quando o mercado retomasse eu poderia chamá-las de volta. Depois de dois meses, comecei a chamá-las para voltar ao trabalho”.

Para ter esse grau de engajamento de seus funcionários, foi necessário dar muita autonomia, confiar no trabalho deles e sempre tratá-los como sócios. “Sempre busquei fazer quatro reuniões no ano, nas quais compartilho os resultados da empresa e sua situação real. Não por acaso, quem esteve comigo no início se tornou, efetivamente, sócio com o tempo. Todo mundo sempre soube qual era meu salário e quanto a empresa faturava”.

Com a empresa novamente andando, a empreendedora decidiu iniciar um trabalho voluntário em universidades. “Queria explicar a jovens conceitos básicos para orientá-los profissionalmente, como quais eram as diferenças entre uma empresa multinacional e nacional”.

Até que, um dia, recebeu a ligação de um diretor da então Gessy Lever, agora Unilever. “Eles queriam terceirizar um programa de trainees. Nem sabia do que se tratava, só conhecia programas de estágios. Inicialmente recusei, mas ele insistiu que eu tinha experiência com jovens e como selecionadora e poderia fazer. Nasceu então uma nova divisão da empresa, a Cia de Talentos”.

A divisão somente deu lucro para o grupo depois de 13 anos. O importante, conta Sofia, era que o grupo fechasse no azul neste período. “Quando a divisão se tornou conhecida até em países vizinhos, percebi que não há dinheiro melhor do que aquele que você coloca no que acredita”.

Sofia Esteves, fundadora da DMRH

Sofia Esteves, fundadora da DMRH: Transparência, humildade e um passo por vez (DMRH/Divulgação)

O sucesso

Com 200 funcionários, presença em 40 países e faturamento de 31 milhões de reais no ano passado, a DMRH está prestes a completar 30 anos. No portfólio, grandes clientes, inclusive a Unilever, que são fiéis à consultoria por quase duas décadas ou até mais de duas.

Olhando sua trajetória, Sofia conta que nunca parou para pensar muito em empreender e nem percebia os riscos que corria quando montava o negócio. “Por necessidade, eu ia fazendo, seguindo uma intuição, sempre buscando fazer bem feito. Acho que faz parte de um perfil: tem muita gente com história similar à minha que, frente a uma dificuldade, para e se engessa”.

O que fez diferença, conta, foi a visão de mudar o que se praticava na área. “Quando comecei, só existiam consultorias internacionais que faziam processos seletivos enlatados, que não levavam em consideração os valores, a cultura e o perfil emocional do brasileiro”.

“Talento não é sinônimo de uma boa escola e nem significa ter fluência em uma língua estrangeira. Sou um exemplo disso e consegui mudar essa mentalidade nos processos seletivos”

Sofia Esteves, sobre como mudou a mentalidade de clientes nos processos seletivos

Apesar do crescimento rápido, Sofia conta que ele poderia ter sido ainda mais acelerado. Precauções para evitar que o negócio saísse do seu controle diminuíram o ritmo do crescimento, mas tornaram o negócio mais sólido. Seus pais foram roubados por sócios e contadores mais de uma vez, e ela nunca assumiu dívidas ou empréstimos sem a certeza de que poderia pagar, dando um passo por vez.

A sinceridade com colaboradores, humildade de pedir ajuda a profissionais experientes e o fato de sempre pagar funcionários e fornecedores em dia também foram decisivos no caminho para o sucesso do negócio. “No aluguel do meu primeiro escritório, não tinha como pagar uma arquiteta. Mas ela me disse que eu estava sendo tão corajosa que poderia pagar depois. Confiou em mim, pois fui muito transparente”.

O cuidado com os candidatos também sempre marcou o seu negócio. “Quem paga minhas contas são as empresas que contratam, meus clientes, mas sempre expliquei para eles que não poderia colocar os candidatos em uma fria. Precisava, portanto, de informações completas sobre os processos seletivos”.

Preocupada em tornar o mercado de trabalho mais acessível, Sofia conta que levou uma década para mudar a mentalidade de clientes sobre o perfil almejado dos candidatos. “Expliquei que talento não é sinônimo de uma boa escola e nem significa ter fluência em uma língua estrangeira. Dessa forma, acredito que se criam feudos, com cabeças pensando sempre igual. Me mostrava como exemplo. Conhecimentos técnicos podem ser treinados no dia a dia. Alma e valores não. Dessa forma, consegui criar uma onda de diversidade no quadro de funcionários das empresas”.

Fonte – http://exame.abril.com.br/pme/ela-foi-desvalorizada-no-emprego-e-criou-um-negocio-de-r-30-mi/

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