‘Prêmio Nobel de Literatura – Quando será a nossa vez?’ (texto de Pedro Almeida)

Dando um toque no campo da literatura, sempre fiquei intrigado, talvez com fundo de decepção, ao me dar conta de que nenhum brasileiro, até hoje, foi laureado com o Nobel de Literatura.

Tantos escritores famosos em nossa terra, passando de Machado de Assis, José de Alencar, Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade a Rachel de Queiroz e João Ubaldo Ribeiro, entre outros, de cujo elenco alguns despontaram com grande popularidade pelo mundo, com venda maciça e tradução de suas publicações para várias línguas, a exemplo, para citar apenas dois, de Jorge Amado e de Paulo Coelho.

Por que não chegamos lá, ainda?

Para ajudar a compreender o que se passa nesse campo, encontrei a primorosa matéria abaixo destacada, de Pedro Almeida, jornalista profissional, professor de literatura, escritor e empreendedor, publicada dia 13 passado no site Publishnews, que tomei conhecimento em grupo de rede social.

Gostei muito das informações, reflexões e sugestões de estratégias que o autor apresenta ao longo do texto, tudo como resultado de impressionante pesquisa por ele realizada. A meu ver, temos aí um conteúdo rico, educativo, cuja leitura flui de forma agradável. Imperdível!

Confira: 

“Prêmio Nobel de Literatura – Quando será a nossa vez?

PUBLISHNEWS, PEDRO ALMEIDA

Em sua coluna, Pedro Almeida conta o resultado de uma pesquisa que fez para entender por que razões o Brasil nunca ganhou um Prêmio Nobel de Literatura

A cada outubro, mês em que acontece o maior encontro do ramo editorial do planeta, a Feira do Livro de Frankfurt, a Academia Sueca também anuncia o vencedor da mais prestigiada consagração literária internacional, o Prêmio Nobel. A Academia Sueca é a gestora, desde 1901, quando foi criado o fundo para a premiação, a partir da herança do cientista e inventor sueco Alfred Nobel (1833-96). Desde então, esta prática se repete todos os anos, com raras exceções, como no ano de 2018, em que não houve indicado por causa de problemas internos na Academia.

Todos os anos, cerca de 350 nomes de autores são indicados para a avaliação dos membros da academia, da qual sai uma seleção de 20 nomes, e depois uma nova fase onde chegam a 5 nomes e, dentre estes, será vencedor aquele que obtiver mais da metade dos votos. Como já houve casos em que a academia ficou dividida entre dois nomes, uma votação entre os dois sela a vitória.

O escritor laureado levará para casa, além da medalha de ouro e o diploma em papel – entregue pelo Rei da Suécia – 9 milhões de coroas suecas, o que equivale a aproximadamente R$ 4,5 milhões. Não é pouco.

O valor é pago pela Fundação Nobel que também concede prêmios em outras áreas como: Química, Física, Medicina ou Fisiologia e Paz. Há um prêmio em Economia, mas não é considerado como Nobel, apenas uma homenagem ao seu idealizador – Alfred Nobel.

Todos os prêmios são entregues em Estocolmo, no dia 10 de dezembro de cada ano, com exceção do prêmio da Paz* que é concedido pelo Comitê Norueguês do Nobel, em Oslo.

A França já foi contemplada com 15 escritores laureados. EUA e Inglaterra tiveram a honra 11 vezes. Os nossos vizinhos sul-americanos: Chile, Peru e Colômbia já sentiram a alegria de comemorar o Prêmio Nobel de Literatura. E, em 1998, José Saramago foi laureado com o Nobel, o primeiro a dado para algum escritor do idioma português.

A pergunta que todo leitor brasileiro se faz é: por que o Brasil nunca recebeu um Prêmio Nobel se todos os anos vários escritores brasileiros são indicados?

Tenho investigado o assunto há algum tempo com o intuito de discutir sobre as nossas chances de um dia ter um brasileiro ganhador do prêmio de Literatura. O que falta para o Brasil chegar lá, até à Academia? Reuni minhas pesquisas para tentar contemplar o que poderia ser um planejamento estratégico de todos aqueles que desejam ver isso se tornar realidade…

Leia a matéria na íntegra: https://www.publishnews.com.br/materias/2019/08/13/premio-nobel-de-literatura-quando-sera-a-nossa-vez

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LONGEVIDADE: ‘Os idosos são o próximo grande mercado para empresas de tecnologia chinesas’

Voltando a falar sobre os novos idosos, suas mudanças de hábitos e perspectivas que se abrem em face do fenômeno da longevidade, tudo o que temos visto são movimentos firmes e decididos de busca por vida ativa e ocupação de espaços pelos maiores de 60 anos.

Se por um lado esse público, crescente, está em busca de novos aprendizados, relacionamentos, diversão e carreira profissional, entre outras frentes de interesse, o que representa demandas por vezes não imaginadas, a consequencia disso é uma esperada, e natural, movimentação cada vez maior por oferta de serviços diferenciados para esse contingente populacional.

Como já dissemos algumas vezes, essa é tendência irrefreável para as próximas décadas. Tal contexto requer inovação em termos de produtos e serviços e uma sucessiva quebra de paradigmas, conforme evidenciam os fatos que vão sendo observados, numa crescente, aqui e acolá, pelo mundo afora.

Um exemplo do que está acontecendo relativamente aos maduros atuais, para melhor ilustração, chega em relato publicado no Blog MaturiJobs, que reproduzo abaixo, a respeito de progressiva – e contagiante – afinidade de idosos chineses com a tecnologia, além de menção a uma nova onda de serviços ofertados para esse público.

Conforme constatado, temos aí outra demonstração de que movimentos (e tendências) como esses serão cada vez mais reais e intensos pelo mundo. E os agentes econômicos, em sentido amplo, não podem desperdiçar tamanha oportunidade!

Confira:

“Os idosos são o próximo grande mercado para empresas de tecnologia chinesas

Por 

Os criadores de aplicativos estão tentando cativar a vovó

Logo após a hora do jantar, o Parque Xiangyang, no centro de Xangai, transforma-se num salão de festas. Pessoas idosas dançam sob os plátanos ao som de antigas canções pop que saem dos alto-falantes. Uma imagem de nostalgia geriátrica – até você encontrar a Sra. Shi e o Sr. Zhou, um casal na faixa dos 70 anos cujo entusiasmo pela valsa só não é maior do que pelos seus smartphones. Zhou lê romances online. Shi assisti seu grupo dançando nos parques, através do Huoshan, um aplicativo de vídeos curtos preferido dos adolescentes. Ambos adoram o WeChat, um aplicativo de mensagens. “Eu posso ficar sem comida, mas não fico sem meu smartphone”, confessa a Sra. Shi.

Ela e o marido ainda não são pessoas comuns quando o assunto é tecnologia. Menos de um em cada três chineses, com mais de 50 anos, tinham um smartphone em 2016, metade da participação dos EUA. Uma pesquisa da Academia Chinesa de Ciências Sociais e da Tencent, dona do WeChat, descobriu que apenas 17%, frequentemente, compravam pelos smartphones; perto da metade nunca havia feito isso.

As empresas de tecnologia querem atrair mais as senhoras Shis e os senhores Zhous para o online – e captar uma grande fatia do que os idosos chineses devem gastar em bens de consumo até 2020. Para empresas de tecnologia, a desconexão dos 250 milhões de chineses idosos, ou 18% da população, é uma oportunidade. Em 2017, a jd.com, uma grande empresa de comércio eletrônico, descobriu que os idosos gastavam 2,3 vezes mais do que o usuário médio.

Tangdou Guangchang Wu (Jelly Bean Square Dance), que começou a postar vídeos de dança (com filtros digitais para eliminação de rugas), aspira ser um balcão de anúncios único para os idosos. São mais de 200 milhões de downloads desde o seu lançamento em 2015.

Os chineses 60+ usam quatro quintos de sua franquia de internet no WeChat, contra 7% dos com idade entre 18 e 35 anos. Em 2017, a Tencent fez um vídeo com idosos batendo papo sobre sua confusão em relação à tecnologia para incentivar os jovens a ajudarem seus pais com o WeChat Helper, um assistente de aplicativos. Pessoas com mais de 55 anos são agora a faixa etária de crescimento mais rápido do WeChat.

No ano passado, o Taobao introduziu uma opção “pague por mim” para clientes idosos usarem com o login de membros da família. O site transmite diariamente mais de 1.000 programas de streaming ao vivo direcionados a eles. O Ele.me, um serviço de entrega de alimentos está testando entregas de refeições e remédios para idosos, e serviços com hora marcada para coisas como troca de lâmpadas por exemplo.

Os analistas consideram que as estratégias dos serviços acima estão corretas, pois até 2050 a parcela de pessoas acima de 60 anos será o dobro da de hoje e atingirá um terço da população total. Algo nunca visto em termos de capacidade de consumo.

O artigo foi originalmente publicado na The Economist em https://www.economist.com/business/2019/08/10/the-elderly-are-the-next-big-growth-market-for-chinese-tech-firms

Fonte: https://www.maturijobs.com/tendencias-e-futuro/os-idosos-sao-o-proximo-grande-mercado-para-empresas-de-tecnologia-chinesas/

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Instigante reflexão trazida por Pierre Lévy: ‘A web de ontem, a web de amanhã’!!!

Em importante artigo que reproduzo abaixo, publicado no blog FRONTEIRAS DO PENSAMENTO, o francês Pierre Lévy, filósofo, sociólogo e pesquisador em ciência da informação, traz abordagem significativa e oportuna a respeito do mundo da Internet, com reflexões sobre o que ainda está por vir em favor do conhecimento articulado e da integração cognitiva entre as pessoas/comunidades.

O filósofo argumenta que, a despeito da grande revolução – e democratização – ocorridas com o advento da Internet, que pode ser tida como uma verdadeira transformação cultural, há muito espaço para a expansão da inteligência e memórias coletivas, numa tarefa a ser construída, em virtude de uma realidade que, nesse particular, ainda seria incipiente. Para tanto, preconiza a necessidade de que se desenvolva uma espécie de interconexão semântica, que é mais do que a atual conexão material, “no sentido de um aumento da inteligência coletiva…”

Vale muito a leitura, a seguir:

“A web de ontem, a web de amanhã

Pierre Lévy é um dos principais pesquisadores sobre culturas tecnológicas. Um filósofo do ciberespaço, Lévy propõe que a web caminhe rumo a uma inteligência coletiva reflexiva, um ambiente para o desenvolvimento cognitivo coletivo e para o conhecimento aberto.

Segundo o intelectual francês, a web está apenas no início e o futuro reserva uma nova ideia de inteligência coletiva. Não se tratará mais do compartilhamento de dados, mas sim de significados.

“Seria preciso realizar uma espécie de interconexão semântica, além da interconexão material que existe entre páginas e computadores. Se conseguirmos fazer isso, as consequências positivas serão muito importantes no sentido de um aumento da inteligência coletiva global, aumento não só do raciocínio lógico, mas também do processo de interpretação, dos processos hermenêuticos, de tudo que nos permite dar sentido à informação ou ao dado bruto.”

Quem nos fala mais sobre a evolução da web é o próprio filósofo. Confira abaixo.

A noção de democratização é sempre importante na história dos instrumentos simbólicos. A escrita, no começo, era o privilégio dos escribas; depois, numa evolução gradativa, todo o mundo aprendeu a ler e a escrever.

No início, os computadores só podiam ser manipulados por especialistas, em pequeno número, porque era muito difícil fazer computadores funcionarem. Depois, a evolução técnica, a evolução da programação, levou à essência do computador pessoal, isto é, um computador que se pode utilizar sem ser especialista e cujo preço é relativamente acessível.

Então, por um lado, a informática pessoal se difunde e, por outro, uma rede de computadores começa a se constituir. A grande invenção, a grande ideia da Internet é simplesmente dar a cada computador da rede um endereço, de modo que todos os computadores possam se comunicar entre si. No fundo, a Internet é um sistema de endereçamento dos computadores interconectados.

A partir dos anos 1980, fala-se de convergência e de digitalização das mídias. Começa-se a produzir material sonoro digitalizado, material visual digitalizado, material textual digitalizado. E disseram: “Mas se tudo afinal pode ser codificado com zero e um e se é possível transformar, criar, intercambiar as imagens, os sons, os textos e tudo o que se quiser com computadores, então vai haver uma espécie de convergência de todas as mídias nesse novo meio de comunicação digital.”

Era um pequeno número de pessoas que pensava assim nos anos 1980. Mas isso começou a ficar evidente por volta da metade dos anos 1990 com o aparecimento da World Wide Web.

E o que é a World Wide Web? Bem, é um sistema de endereçamento. Mas, em vez de ser um sistema de endereçamento dos computadores, como na Internet, é um sistema de endereçamento de páginas.

Assim, cada página na Web terá um endereço particular. E, como cada página tem um endereço, pode-se fazer a ligação de uma página a uma outra. São os famosos hiperlinks. É assim que a Web constitui um imenso hipertexto ou hiperdocumento que reúne todos os documentos que se encontram dentro.

Será que a coisa se detém aí? Acredito que não. Acredito que estamos só no começo da construção do ciberespaço e que, provavelmente, haverá outras evoluções. A Internet é o início das comunidades virtuais, o início da convergência das mídias, a apropriação pessoal do poder da informática.

A Web, porém, trata-se de uma imensa transformação cultural, porque é a primeira vez que se tem uma esfera pública mundial.

Antes, a esfera pública era essencialmente nacional, ela se baseava na imprensa, no rádio, na televisão e, hoje, a comunicação se dá diretamente de forma mundial.

Ela é multimídia e, além disso, em vez de ser controlada principalmente pelos que possuem grandes empresas de comunicação, é apropriada e distribuída de forma cada vez mais democrática por todo o mundo.

Todo o mundo pode ter seu site, seu blog. Todo o mundo pode contribuir, digamos, para a acumulação do conhecimento, por exemplo, que se faz nas grandes enciclopédias como a Wikipédia.

Portanto, é algo muito, muito aberto, no qual a distinção entre proprietários de mídias, produtores, autores, consumidores, autores e leitores, está em via de se apagar progressivamente.

Assim, essa nova esfera pública é não apenas mundial, ela possui igualmente características muito particulares nas quais cada ator vai interagir com os outros. Desta forma, já há uma grande revolução na comunicação. Mas, em minha opinião, ainda é só o começo.

A direção em que trabalho é uma direção na qual uma nova camada virá se acrescentar a todas as camadas precedentes. Camadas que seriam baseadas no endereçamento não mais de páginas, mas no endereçamento de conceitos, no endereçamento das ideias.

O que tenho em mente é um espaço infinito, absolutamente aberto, que contenha todas as ideias, todos os conceitos possíveis e imagináveis.

Mas, embora esse espaço seja infinito, mesmo assim podemos coordená-lo de uma maneira precisa. É um pouco como o espaço físico. O espaço físico é infinito, mas um ponto nesse espaço pode ter coordenadas bem definidas num plano matemático.

No mundo das ciências da informação, geralmente se distinguem os chamados dados e os metadados. Os dados são os documentos mesmos; por exemplo, numa biblioteca, um livro. E os metadados sobre esse livro é o que está escrito na pequena ficha que há nos fichários das bibliotecas.

É a informação sobre o dado. E é esse metadado que permite classificar os dados e fazer pesquisas nos dados, reencontrá-los mais facilmente. Então, esses endereços de conceitos fariam parte de um sistema de metadados.

Assim, o que imagino é um sistema universal de endereçamento de conceitos que poderiam servir de camadas de metadados sobre todos os dados existentes na Web, e que nos permitiriam explorar muito mais aquilo que hoje a memória universal está esboçando no horizonte dessa civilização do saber.

Embora todos os dados estejam reunidos no mesmo lugar, embora todos estejam interconectados tecnicamente, eles permanecem separados no plano semântico.

Por quê? Porque falamos línguas diferentes no planeta. E não apenas falamos línguas diferentes, mas, quando trabalhamos num domínio de conhecimentos particular, temos disciplinas. E cada disciplina tem seus próprios conceitos, sua própria maneira de organizar as coisas.

Temos sistemas de documentos diferentes, temos sistemas de organização de conhecimentos ligados a disciplinas diferentes e, em geral, incompatíveis.

A inteligência coletiva, a exploração da memória coletiva em via de se construir, ainda está muito abaixo do que poderia ser. Seria preciso realizar uma espécie de interconexão semântica, além da interconexão material que existe entre páginas e computadores.

Se conseguirmos fazer isso, as consequências positivas serão muito importantes no sentido de um aumento da inteligência coletiva global, aumento não só do raciocínio lógico, mas também do processo de interpretação, dos processos hermenêuticos, de tudo que nos permite dar sentido à informação ou ao dado bruto.

Importantes, é claro, no sentido de um aumento das interpretações possíveis, não no sentido de um fechamento das interpretações possíveis. Trata-se de aumentar a capacidade da interpretação, não de reduzi-la.

Veja a publicação original (e completa) em: https://www.fronteiras.com/artigos/a-web-de-ontem-a-web-de-amanha

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Inspiração musical: O Barcelona Guitar Trio interpreta Entre dos Aguas (belíssimo tributo a Paco de Lucía)!!!

Neste momento de inspiração musical aos sábados, vou abrir mais um espaço para a música instrumental, mais precisamente para a tão admirada guitarra espanhola ou flamenca (violão acústico). Teremos vídeo registrando primorosa performance do Barcelona Guitar Trio.

O grupo faz tributo ao genial violonista e compositor flamenco Paco de Lucía, em apresentação ocorrida no Palau de la Música Catalana, em Barcelona, durante o festival Maestros de la Guitarra, cujo vídeo foi publicado no YouTube em 17 de dezembro de 2015. Eles interpretam a música “Entre dos Aguas”, um dos sucessos de Paco.

Os violonistas Xavier Coll, Manuel González e Luis Robisco estão acompanhados do percussionista Paquito Escudero e dos dançarinos espanhóis Carol Morgado e Jose Manuel Alvarez.  

Temos aí uma bela mostra da cultura violonística espanhola, que tanto admiramos. Curta a seguir:

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‘Qual é o lugar dos craques no trabalho em equipe?’

Tomado emprestado da Psicologia, há um princípio corrente, a meu ver primoroso, que diz mais ou menos assim: o resultado do todo (de uma equipe, ou time) deve ser maior e melhor do que a soma dos resultados de cada um dos seus integrantes. Convenhamos, essa é filosofia que deveria inspirar qualquer equipe.

A grande questão é quando você tem, entre os membros da equipe, uma pessoa que se destaca, acima da média, que é brilhante. Em tal circunstância, estabelecer o bom clima, o senso de participação e de doação de todos os integrantes, mesmo os menos talentosos, é desafiador e ao mesmo tempo necessário, porque aquele craque tende a ser percebido pelos demais como o centro das atenções, o salvador da “pátria”, e essa ideia pode levar muitos integrantes da equipe a se encostar, a fazer corpo mole, sentindo-se até mesmo em posição psicológica inferior, com baixa autoestima.

O desafio, portanto, é fazer com que haja compreensão e efetiva complementaridade na equipe, porque, de verdade, todos têm algum talento, têm um papel a cumprir e são importantes no conjunto, sob pena de não haver a almejada alta performance do “time” e não se chegar aos resultados pretendidos.

A esse respeito, veja interessante – e instigante – texto de Max Gehringer, publicado no LinkedIn, dia 7 passado, que reproduzo abaixo. O mote do argumento, que vale a reflexão, é: menos amarras e mais liberdade de ação em um time, para que os craques brilhem, os talentos individuais aflorem, façam seus “goals”, e a equipe vença! 

Confira:

“Qual é o lugar dos craques no trabalho em equipe?

Teamwork. Você conhece essa palavra? Ela quer dizer “trabalho em equipe”. Mas nada é assim tão simples. Para entender de verdade o que é teamwork, precisamos voltar no tempo.

Há cerca de mil anos, as tribos germânicas aravam seus pastos usando animais para abrir sulcos na terra. A palavra que aquelas tribos usavam para definir esse ato de “ditar o ritmo dos animais” era deam.

No século 16 o termo começou a ser aplicado a seres humanos, já inglesado para team, com o sentido de “união para executar uma tarefa”.

Já work é uma das palavras mais antigas do mundo, e suas origens remontam ao começo da linguagem falada: era então (e ainda é) “usar energia para chegar a um resultado”.

É claro que há 20 mil anos não se falava assim, dizia-se “Frrfgaah!”. Mas é a mesma coisa.

Lá nos primórdios, essa energia gasta era puramente física (massacrar o povoado vizinho na base da porrada). Hoje, é também mental (massacrar a concorrência na base da criatividade).

Teamwork sempre foi, portanto, uma simples soma: união + energia

Na linguagem empresarial, uma equipe bem balanceada é aquela em que o esforço é compartilhado igualmente entre seus membros.

Num time sólido e focado, não pode haver destaques individuais: o mérito é de todos.

Essa “socialização do talento” fez com que muitas empresas começassem a acusar seus funcionários mais rebeldes de não possuir “espírito de equipe”, só porque as opiniões deles diferiam das opiniões do resto da equipe, e eles não pareciam lá muito dispostos a mudar de atitude.

Um exemplo muito usado para explicar teamwork é o da equipe de futebol.

Romário foi um dos maiores jogadores de futebol do Brasil e do mundo. Ele corria menos, não ajudava a marcar os adversários, não era afeito a esquemas táticos e detestava treinar.

Para alguns de seus técnicos (os equivalentes modernos dos germânicos que ditavam o ritmo dos bois), ele “desunia o grupo”. Afinal, ele sobrecarregava o work do resto do team.

Mas, na visão de seus colegas, Romário estava lá quando mais interessava: na hora de marcar os gols que o time precisava para atingir seu objetivo.

Nas empresas, um esforço conjunto pode não dar resultados quando o responsável pela equipe acha que sua responsabilidade é reduzir os talentos a um mínimo denominador comum, em nome da ordem. Enquadrar dentro de um esquema rígido aqueles funcionários que, soltos, podem desequilibrar o jogo.

Um grupo assim pode ser unido e feliz. Mas não necessariamente vencedor. As equipes campeãs têm sido aquelas que não sacrificam o talento individual em nome da burocracia coletiva. 

Toda equipe precisa de craques. E cabe aos próprios colegas saber reconhecer quais são os mais aptos para cada tarefa. 

Só não dá certo nas equipes em que a dor de cotovelo pelo mérito alheio é mais forte que o espírito de time. Mas isso é da natureza humana. E, no fundo, explica por que os antiquíssimos teamworks funcionavam tão bem: boi não tem cotovelo.

Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/qual-%25C3%25A9-o-lugar-dos-craques-trabalho-em-equipe-max-gehringer/?trackingId=j5Sq7o%2BqtnPyibnSxTKuUA%3D%3D

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‘7 situações que mudam o cérebro, para o bem e para o mal’

A ‘neurociência’ vem trazendo descobertas muito interessantes, felizmente, até porque se sabia muito pouco sobre o funcionamento cerebral, suas funções, atividades, reações etc. e os consequentes desdobramentos da mecânica do cérebro pela estrutura geral da máquina humana, seja nos aspectos físicos, emocionais, comportamentais…!

Notícias sobre avanços nessa área da ciência, que trata dos estudos científicos a respeito do sistema nervoso e suas funcionalidades, têm motivado diversas postagens por aqui, com certa frequência, como não poderia ser diferente.

A esse respeito, repercuto hoje mais um interessante e esclarecedor artigo, publicado no site A Mente É Maravilhosa, falando sobre sete situações, tão comuns, que já estão acontecendo ou que podem estar ao alcance de qualquer pessoa, e que afetam o nosso cérebro de forma positiva ou negativa.

Vale a pena atentar para isso. O conteúdo pode lhe ser útil, pois as informações e dicas aí registradas podem despertar para necessárias correções de rumos no estilo de vida e estimular a adoção de hábitos saudáveis, que farão bem para o corpo e para a mente.  Confira:  

“7 situações que mudam o cérebro, para o bem e para o mal

Graças aos avanços nas técnicas de neuroimagem, atualmente sabemos que há situações que mudam o cérebro, seja para estimulá-lo ou para introduzir processos que, com o tempo, se revelam nocivos.

Há situações que mudam o cérebro, e nós não temos consciência disso. Não são situações estranhas ou pouco usuais, mas normais e cotidianas. Às vezes elas geram mudanças positivas na estrutura cerebral, mas outras vezes não.

O cérebro é um órgão fascinante, sobre o qual descobrimos novas informações todos os dias. Graças aos avanços nas técnicas de neuroimagem, atualmente sabemos que há situações que mudam e estimulam o cérebro ou que fazem com que ele se deteriore.

O interessante de conhecer essas situações que mudam o cérebro é que isso nos permite ajustar o nosso estilo de vida. Alguns hábitos nos deixam mais inteligentes, enquanto outros só nos fazem mal. Este é um guia para que você consiga distinguir uns dos outros.

“A neurociência é, de longe, o ramo mais excitante da ciência, porque o cérebro é o objeto mais fascinante do universo. Cada cérebro humano é diferente; o cérebro torna cada ser humano único e define quem ele é”.
– Stanley B. Prusiner (Prêmio Nobel de Medicina, 1997) –

Situações que mudam o cérebro

1. Ler romances

Parece inacreditável, mas ler romances é uma das situações que mudam o cérebro. De fato, uma pesquisa da Universidade Emory de Atlanta (Geórgia, USA) comprovou que a leitura de um romance muda a conectividade do cérebro.

Outra pesquisa, publicada na Psychological Science, apresentou um caso de um grupo de voluntários que, após ler obras de Franz Kafka, mostravam novos parâmetros cerebrais. Em poucas palavras: tornaram-se mais inteligentes.

Pessoa lendo um livro

2. Dormir mal

Dormir mal é outra das situações que mudam o cérebro. A escola de Medicina da Universidade de Harvard (USA) conseguiu comprovar que passar mais de três dias dormindo apenas quatro horas por noite leva à morte de alguns neurônios.

Do mesmo modo, a falta de sono afeta a amígdala, uma estrutura que tem o formato de uma amêndoa e que funciona como o centro do controle emocional.

Portanto, não dormir bem faz com que as emoções de uma pessoa também sejam afetadas. Basicamente, ela fica mais irritada, intolerante e pessimista.

3. Dor física

A dor física causa mudanças significativas no cérebro, que muitas vezes perduram mesmo depois do alívio da mesma. Um estudo da Universidade de Northwestern comprovou que uma dor de mais de seis meses provoca mudanças cerebrais estruturais.

As mudanças mais significativas foram observadas no hipocampo, uma estrutura de massa cinzenta que está relacionada com a aprendizagem e a memória. Isso não só afeta as funções cerebrais, mas também incide no controle das emoções.

4. Aprender algo novo

Aprender algo novo gera mudanças em nossas conexões neuronais. Ao adquirir conhecimentos que antes não tínhamos, várias regiões do cérebro entram em ação. Nesse processo, chamado mielinização, os impulsos nervosos começam a viajar mais rapidamente, e isso aumenta a atividade neuronal.

A mielinização é um processo que ocorre especialmente durante a infância.Com o passar dos anos, fica cada vez menos frequente e mais lento. Contudo, ao adquirir novos conhecimentos, a mielinização é ativada novamente, potencializando o rendimento dos neurônios.

5. Fazer malabarismo

Uma pesquisa realizada na Universidade de Oxford (Reino Unido) descobriu que a substância branca do cérebro aumenta em até 5% ao fazer malabarismo. Essa substância branca incide na velocidade com a qual o cérebro trabalha.

O estudo contou com 24 voluntários que fizeram malabares com bolas durante 30 minutos por dia. Depois de um tempo, todos eles apresentaram mudanças no cérebro. Particularmente, aumentaram a visão periférica e a velocidade de captação de estímulos.

Mulher fazendo malabarismo

6. Acumular gordura

Acumular gordura é mais uma das situações que mudam o cérebro de forma negativa. Paul Thompson é um pesquisador da Universidade da Califórnia. Depois de vários estudos, ele descobriu que a obesidade reduz o tamanho do cérebro em pessoas idosas.

A partir de uma certa idade, as pessoas com sobrepeso apresentam um cérebro que parece 16 anos mais velho do que deveriam ter de acordo com a sua idade cronológica. A gordura costuma obstruir as artérias, e isso faz com que chegue menos oxigênio ao cérebro.

7. Meditação

São muitos os estudos que provam o excelente efeito da meditação sobre o funcionamento cerebral.

Uma pesquisa da Dra. Sara Lazer, especialista do Hospital Geral de Massachusetts (Estados Unidos), provou que meia hora de meditação durante oito semanas produz mudanças duradouras no cérebro.

O que os testes clínicos demonstraram é que a meditação aumenta a densidade da massa cinzenta no hipocampo e em outras regiões. Além disso, o efeito é uma maior capacidade de aprendizagem, menos estresse, maior consciência e capacidade de introspecção, entre outros.

Em resumo, é importante que você tenha consciência das situações que mudam seu cérebro, tanto para o bem quanto para o mal. Basicamente, o cérebro é o que somos, e o essencial da nossa vida depende de seu bom funcionamento. Portanto, vamos cuidar bem dele.

Publicado em: https://amenteemaravilhosa.com.br/7-situacoes-que-mudam-o-cerebro/

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Novas revelações: Caminhar libera ‘superpoderes’, diz neurocientista!

Eu – e certamente você – conhecemos pessoas que sempre foram ativas, com muitas atividades, com disposição para caminhadas frequentes, que, a despeito de agora acumularem idade mais avançada, seguem com disposição e boa saúde.

Essa constatação fortalece a crença, bastante ampla, de que, entre diversos tipos de atividades físicas, a prática aeróbica da caminhada faz bem para o indivíduo, em termos físicos e psicológicos, por diversos motivos. Naturalmente, acredita-se que caminhar proporcione resultados positivos em termos de saúde e qualidade de vida. E isso é bem-estar!

Mas o melhor desse papo é ter comprovações, com base em estudos científicos, a respeito de benefícios reais propiciados pelas caminhadas. Foi isso que revelou matéria publicada no blog LONGEVIDADE: MODO DE USAR, no dia 8 passado. Por essas e outras, não nos faltam argumentos e incentivos para sair em caminhada, cada vez mais!

Confira a seguir:

“Caminhar libera ‘superpoderes’, diz neurocientista

“Precisamos nos manter mais ativos ao longo do dia todo”, afirma Shane O´Mara

Caminhar nos deixa mais saudáveis, felizes e “afia” o cérebro. O neurocientista Shane O´Mara, que acabou de lançar o livro “In praise of walking” (em tradução livre, “Um elogio à caminhada”), garante que o hábito de perambular equivale a liberar superpoderes dentro de nosso corpo. Portanto, para quem se recusa a frequentar uma academia, ele sugere algo simples, mas, ao mesmo tempo, eficiente: calçar um par de tênis confortáveis e sair por aí.

O cerne da tese de O´Mara, professor do Trinity College Dublin, é que o cérebro precisa de movimento para funcionar bem. “Nosso sistema sensorial funciona melhor quando nos movimentamos”, declarou à repórter Amy Fleming, do jornal “The Guardian” – a entrevista, claro, foi dada enquanto eles andavam pela cidade de Dublin. Para ele, é o que mantém ativo o que chama de nosso GPS interno, o “mapa cognitivo” que armazena e organiza as informações.

O neurocientista Shane O´Mara, autor do livro “In praise of walking”, enfatiza as vantagens de caminhar — Foto: Wikimedia CommonsO neurocientista Shane O´Mara, autor do livro “In praise of walking”, enfatiza as vantagens de caminhar — Foto: Wikimedia Commons

O entusiasmo pelas caminhadas se relaciona com seus estudos na área de pesquisa experimental do cérebro. Ele ensina que os circuitos cerebrais associados à capacidade de aprendizado, memória e cognição são os mesmos afetados por estresse, depressão e ansiedade – e afirma que, quando estamos em movimento, ondas cerebrais neutralizam esses efeitos negativos. “Apesar de não termos ainda um volume de dados suficiente, é razoável supor que, em determinados casos de lesões no cérebro, haverá grandes benefícios se o paciente puder andar, devidamente supervisionado”, explica.

A atividade aeróbica também estimula os fatores neurotróficos, que são moléculas relacionadas ao crescimento e à sobrevivência dos neurônios. “Você pode pensar neles como fertilizantes moleculares, que aumentam a resiliência para fazer frente ao envelhecimento”, diz O´Mara, que considera um “erro terrível” que o simples ato de caminhar não seja encarado como exercício. “O que precisamos é ser mais ativos ao longo do dia todo”, enfatiza.

Publicado em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2019/08/08/caminhar-libera-superpoderes-diz-neurocientista.ghtml

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Bossa nova: vídeo mostra como a batida de João Gilberto é uma incrível mescla rítmica!!!

O advento da chamada ‘bossa nova’ trouxe influência musical inafastável para mim. Não é por acaso que, nos últimos anos, ao brincar de compor algumas músicas, duas delas nasceram sob esse toque, a exemplo de Luar Bonito, que apresentei aqui no sábado passado.

É claro que esse marcante estilo musical brasileiro, cuja sonoridade encanta muita gente ao redor do planeta, tem como um dos seus principais ícones o baiano João Gilberto, violonista, cantor e compositor, falecido dia 6 de julho passado, aos 88 anos. Isso se deve, em especial, à inovadora batida do violão (“bim bom”) desenvolvida pelo genial artista. Algo muito singular e revolucionário, sem dúvida!

Exatamente para explorar – e demonstrar – como se dá esse toque violonístico de fato  impressionante, trago bem elaborado vídeo, publicado esta semana pela TV FOLHA, da série Ao Pé do Ouvido,  com o título “João Gilberto: entenda a escola de samba do seu violão”.

Mate sua curiosidade e fique melhor informado sobre essa incrível mescla rítmica (a bossa nova) que é uma grande marca, ou grife, made in brazil. O vídeo, publicado no YouTube, tem duração de 6:50.

Confira a seguir (vale muito a pena):

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Longevidade e trabalho: Como aproveitar o crescente número de talentos maduros? – Parte final

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Na primeira parte deste artigo, que publiquei aqui no dia 15 do mês passado, tracei amplo panorama da crescente força de trabalho formada por pessoas maduras, mostrando que essa realidade está trazendo impactos significativos nos ambientes organizacionais, que empresas pelo mundo afora reconhecem a importância – e as vantagens –  dessa força de trabalho, entre outras constatações. Apesar de tudo, restou evidente que há muito o que avançar, até porque as empresas não estão preparadas para enfrentar adequadamente esse fenômeno. Eis o link da publicação: https://obemviver.blog.br/2019/07/15/longevidade-e-trabalho-como-aproveitar-o-crescente-numero-de-talentos-maduros/.

Hoje, para complementar a abordagem, busco trazer respostas para a questão que ficou no ar. Acompanhe a seguir!

Então, o que pode ser feito?

Antes de entrar no papel que cabe às organizações, de rever estratégias e adaptar suas políticas de gestão de pessoas para encarar a realidade das equipes multigeracionais e aumento progressivo de convivência com trabalhadores mais idosos, que cuidarei na sequência, é preciso destacar que há um dever de casa, a ser feito individualmente, pelas pessoas que desejam seguir exercendo atividades profissionais na fase da maturidade, ou seja, após os 60, os 70…, por entenderem que, mais do que necessidade financeira, estar ativas é sinal de plenitude, de motivação, de satisfação e de realização.

Dentro do espírito deste texto, diria, de pronto, que para seguir ativo e com atratividade profissional é indispensável elaborar e colocar em ação, com boa antecedência, o seu projeto de vida para os tempos da maturidade.

A esse respeito, vou dar ênfase para algumas condicionantes que precisam ser exploradas e definidas no seu planejamento de vida, que no meu livro (LONGEVIDADE – Como se preparar para uma vida longa e bem-sucedida) denominei de PV+50, tendo por pressuposto que a pessoa deseja seguir desempenhando trabalho profissional, pois é isso que lhe dá sentido, que fará com que cumpra a sua missão de vida para esse segundo tempo, do pós-60. Seguir desempenhando atividades compreende opções diversas, entre as quais: continuar fazendo o mesmo trabalho de antes; abraçar nova experiência, uma nova carreira; explorar atividade econômica, disputando mercado na condição de empreendedor, para a produção/entrega de bens e serviços, e por aí vai. O leque de possibilidades é muito amplo!

Investir no autoconhecimento – respostas para questões essenciais

Aqui é parada obrigatória e pré-condição para o seu planejamento de futuro. É hora de visualizar horizontes (perspectivas de médio e longo prazos), de tomar opções (definição de rumos) e de elaborar o correspondente projeto de vida individual a ser seguido.

Nesse contexto, trabalhar o autoconhecimento é absolutamente essencial. Você precisa dedicar tempo, introspecção e autorreflexão para encontrar algumas respostas para perguntas de base, que lhe trarão os referenciais e pressupostos para a elaboração do projeto de futuro, a exemplo das seguintes:

Como você quer estar aos 70 anos (fazendo o que, em que condição econômico-financeira e posição social? E aos 80?

O que lhe motivará para seguir trabalhando, mesmo já tendo adquirido as condições para se aposentar?

Qual a sua lista de sonhos mais desejados e qual (quais) você quer, de fato, realizar nessa nova etapa?

Por qual causa principal (propósito/missão) você seguirá emprestando sua energia, expertise e dedicação?

Quais os cinco principais valores que devem orientar seu comportamento/suas decisões e que, em nenhuma hipótese, você abrirá mão?

No que você é bom, tem talento, gosta de fazer e sabe que merece o reconhecimento dos outros?

Quais competências/habilidades, mesmo que sejam pontos fracos da sua atuação até aqui, você deseja desenvolver doravante?

Muito objetivamente, o que você quer fazer e o que não quer fazer no pós-60, na maturidade?

Observe que essas respostas podem ser definidas para períodos de cinco anos, pois é comum que objetivos sejam diferentes em função do avançar da idade.

É recomendável que até o fechamento desse processo de elaboração você busque conselhos e tenha feedback de alguns familiares e amigos mais próximos, claro, que gostem (de verdade) de você. E não hesite em buscar a ajuda de especialista de confiança que tenha know-how em orientar processos de planejamento para transição de vida/carreira, com ênfase para os tempos da maturidade, que compreendem o envelhecimento cronológico e biológico e a possibilidade de aposentadoria formal.

Autodesenvolvimento e prontidão tecnológica

Sem prejuízo dessas, e além de outras providências de preparação individual que devem ser cobertas por um bom projeto de futuro, quero realçar a importância de que o profissional não relaxe em relação ao seu desenvolvimento permanente. Focar na área de atuação desejada, incorporando competências, com domínio das habilidades mais críticas, é mandatório. Cabe chamar a atenção para o fato de que novos recursos, dispositivos, softwares e aplicativos surgem e se renovam com velocidade cada vez maior, trazendo facilitadores que fazem muita diferença.

Assim, mesmo para os mais experientes e idosos, ampliar as chances de empregabilidade e/ou bom posicionamento profissional nos tempos atuais requer, por certo, estar atualizado e ter familiaridade com os recursos tecnológicos, com o mundo digital e, mais ainda, demonstrar facilidade de atuação com recursos que permitam comunicação, interação e compartilhamentos virtuais, pois o trabalho remoto e a participação compartilhada em projetos/ações coletivos veio para ficar e será realidade cada vez mais presente nos ambientes de trabalho.

Portanto, a prontidão tecnológica básica e geral, que não deve ser confundida com o nível de conhecimentos esperados dos especialistas na área, é um grande facilitador. Nesse particular, a mencionada familiaridade resulta pura e simplesmente de uso regular dos recursos. O desenvolvimento de cada pessoa se dá pela prática. Simples assim!

Eis aí, portanto, o insumo principal que orientará o seu dever de casa individual, ou seja, o seu projeto de vida para a maturidade sob o enfoque profissional. Trabalhar essas questões com afinco, encarando-as sem medo e convencido de que você é o timoneiro da sua viagem para o futuro é, acredite, investimento indispensável a ser feito, com um detalhe: não pode ser delegado. A bola é sua!                                                                                                                                              

E o que as empresas devem fazer com relação aos talentos maduros?

Aqui vão algumas ideias, como subsídios para políticas, estratégias de RH e ações efetivas que podem ser implementadas de agora em diante, cabendo salientar que algumas empresas pelo mundo já começam a se movimentar nessa direção.

Para tanto, duas vertentes de ações a adotar precisam ser consideradas:

1)      Externa (de fora para dentro) – Preparação para atrair os talentos idosos que buscam por empregabilidade. Implica rever/modernizar os processos de recrutamento para a composição de equipes multigeracionais, dada a importância para o atingimento de bons resultados, para o clima e a cultura organizacionais, já amplamente reconhecida, o que implica ter profissionais mais maduros compondo as equipes organizacionais, tanto administrativas quanto técnicas e operacionais;

2)      Interna (talentos maduros que já atuam na empresa) – Saber cuidar, valorizar e aproveitar adequadamente a força de trabalho idosa espalhada pela organização, muitas vezes subaproveitada e até mesmo estigmatizada, que mais do que nunca não poderá ser desperdiçada, até porque os grisalhos serão cada vez mais percebidos nos ambientes de trabalho.

Olhando esse cenário real, uma grande sacada é saber estimular a passagem de conhecimentos (inclui informações e jeito de fazer) e expertise dos talentos mais maduros para que sejam explicitados e internalizados pelos mais jovens, mediante naturais, sutis e diários mecanismos que sirvam para mitigar riscos de perdas e de descontinuidades, de modo a evitar prejuízos financeiras e alguma dose de comprometimento da própria cultura organizacional.

Com isso, a gestão do conhecimento nunca foi tão importante como agora. Tal estratégia deve incentivar, efetivamente, a mescla de atuação dos saberes das diferentes gerações, com adoção de alguma sistemática que permita o registro de conhecimentos tácitos em conhecimentos explícitos. Uma boa política nesse particular pode valer ouro!

Para o sucesso dessa nova política, algumas estratégias e iniciativas precisam ser colocadas em prática pelas empresas, a exemplo de:  

– ações para o desenvolvimento de equipes e treinamentos com colaboradores das diversas gerações, com destaque para aplicações práticas em serviço;

– instituição de programas de mentoria e de coaching;

– criação de plataformas corporativas para registro de experiências.

De outro lado, são diversas as ações que já veem sendo experimentadas por crescente número de empresas, com o intuito de atrair e de reter, por tempo mais longo, os talentos idosos. Nessa altura, a visão de mundo e a escala de necessidades/prioridades desses profissionais maduros é diferenciada.

Face a isso, veja algumas dessas ideias que aqui e acolá vão virando realidade:

– Modo de funcionamento e regime de trabalho semanal diferenciados para esse público. Para tanto, são instituídos trabalhos em tempo parcial (turnos diferentes, dias alternados…); espaços físicos/ambientação alternativas, para estimular a criatividade e a integração de times; horários flexíveis; atuação remota (home office). É claro que tudo isso precisa estar em consonância com a legislação trabalhista;

– Programas de apoio à transição de carreira e à aposentadoria, incluindo o prolongamento da vida profissional;

– Programas de qualidade de vida efetivos que privilegiem a saúde do corpo e da mente (desenvolvimento cognitivo/intelectual) como fatores decisivos para o desempenho e a qualidade de vida;                    

– Fazer a mesclagem de mais novos e mais idosos entre os times. O propósito desses arranjos é “combinar a energia e a velocidade dos jovens com a sabedoria e a experiência dos mais velhos.”

A matéria “QUANDO NINGUÉM SE APOSENTA”, publicada na revista Harvard Business Review – Brasil, de junho/19, já referida na primeira parte do artigo, traz detalhes a respeito de diversas dessas estratégias. Aos interessados, portanto, vale a pena conferir e explorar melhor o assunto.

Há muitas outras ações e arranjos que podem ser implementados. São desafios que estão postos, em face das mudanças demográficas mundo afora, que requerem criatividade no endereçamento de fatores motivadores para o capital humano. A inovação na gestão dos talentos, mais do que nunca, precisa entrar em cena para valer!

Ficam essas reflexões e os exemplos de algumas iniciativas concretas como insumos para um novo momento, que requer adequação de culturas organizacionais e quebra de paradigmas. A leva de profissionais mais experientes é crescente, turbinada pelo fenômeno da longevidade. As organizações podem (e devem) tirar o melhor proveito dessa realidade. É hora de ressignificar aspectos culturais e de adequar as políticas de RH. Os resultados desses rearranjos, também acredito, são muito promissores!!!

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COMO MUDAR HÁBITOS | Fabiano Moulin (vídeo)!

Mudar hábito requer da pessoa, fundamentalmente: 1) consciência sobre a necessidade da mudança; 2) estratégia correta, que de fato funcione; e 3) determinação. 

Hoje, para falar sobre como mudar hábitos de forma efetiva, trago vídeo com o neurologista Fabiano Moulin, publicado no YouTube pela Casa do Saber. Nesta sua breve exposição (apenas 7 minutos de duração), ele traz pertinentes reflexões e apresenta quatro estratégias que facilitam o processo de mudança de hábito. A meu ver, as atitudes recomendadas funcionam como antídotos para a autossabotagem e a procrastinação, tão comuns na vida das pessoas.

Gostei do conteúdo. Creio que possa ser útil para qualquer um. Confira! 

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