Sábado e música: Andrea Bocelli & Helene Fischer – Vivo per lei – um show fabuloso!

Como inspiração musical, trago hoje esse belíssimo vídeo, mostrando Helene Fischer, cantora, dançarina, apresentadora de televisão e atriz alemã, em dueto com o aclamado tenor italiano Andrea Bocelli, na apresentação ocorrida em 2015, no show Die Helene Fischer, que na verdade é uma série de programas que a artista lidera na televisão do seu país.

A dupla interpreta a linda canção Vivo per lei, composta por Gatto Panceri, Mauro Mengali e Valerio Zelli.

Certamente, um show admirável, sob todos os aspectos!

O vídeo foi publicado no canal ElenaK, em 30/março/2020.

Curta este momento incrível:

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Um grito de alerta (protesto): “Sou velho, não idiota!”

Está aí um assunto merecedor de divulgação e também do devido cuidado, para que possa ganhar a necessária atenção, para que as pessoas tomem consciência sobre essa realidade, para que, em nome da modernidade, segurança e agilidade de transações e processos – princípios estes indiscutivelmente desejáveis e importantes – não se pratiquem alguma forma de descaso, de discriminação disfarçada e mesmo de exclusão para com as pessoas mais idosas. Lembremos, a propósito, que a faixa da população contando idade 60+ cresce firme e significativamente.

Dou destaque, nesse contexto, a oportuno movimento de protesto motivado por dificuldades de atendimento bancário que estariam sendo enfrentadas por cidadãos idosos, diante do avanço do oferecimento de serviços e produtos exclusivamente digitais, online, implantados com a eliminação dos atendimentos e suportes pessoais, antes proporcionados por funcionários/prepostos que facilitavam e orientavam esses clientes maduros, seja de maneira presencial ou mesmo remota. Os cortes nos atendimentos presenciais vêm sendo adotados radicalmente, cujo ânimo mais incisivo, ao que tudo indica, foi dado com o surgimento da pandemia do coronavírus.

Referido protesto, com ampla mobilização/adesão da sociedade, aconteceu na Espanha, por iniciativa de um cidadão de 78, informado em matéria muito boa publicada pelo blog Maturi, em 16 de fevereiro passado, a qual nos motivou a fazer este post.

O assunto merece atenção também em nosso país, não tenho dúvida. Vale dizer que referida realidade não fica limitada aos serviços financeiros. Tem amplitude muito maior!

Passei poucas e boas, do ano passado para cá, com a morte do meu pai, nos encaminhamentos de processo de pedido de pensão da minha mãe junto ao ministério ao qual meu pai estava vinculado (ele era servidor público federal), de inventário para a realização de formal de partilha (serviços cartorários), de pedidos diversos junto à Prefeitura local, cujos serviços de entrada de processos em geral, incluindo reclamações/revisões de cobranças de impostos, todos são hoje cursados, unicamente, por meio digital, via portal eletrônico, sem atendimento físico. Com os bancos/instituições financeiras, como facilmente constatados, os atendimentos presenciais vêm sendo eliminados progressiva e velozmente.

Por conta disso, a questão que me ocorre trazer aqui, para reflexão, é a seguinte: se, por um lado, queremos que os idosos da atualidade se modernizem, aprendam a lidar com os computadores, com os recursos dos smartphones, tirando o melhor proveito do mundo da Internet, até porque isso faz bem para o funcionamento do cérebro e promove melhora da capacidade cognitiva, por outro, sabemos ser ainda significativo o contingente de idosos que (ainda) não chegaram, ou não chegarão, a esse nível de amigabilidade tecnológica e conectividade com as múltiplas inovações que surgem a cada dia, mais e mais.

De fato, temos aí um assunto com boa dose de complexidade, por envolver múltiplas variáveis a serem consideradas, que vão do lado operacional ao lado psicológico e às (efetivas) limitações de muitas pessoas. Essa realidade hoje focalizada, resultado do noticiado protesto que levou incômodo e que ganhou repercussão em outro país, está presente em todas as partes, também por aqui, razão pela qual não pode ser desconsiderada, ser simplesmente empurrada para debaixo do tapete!

Leia clicando no link a seguir:

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Sobre truques psicológicos: “FAÇA ISSO E TENHA O CONTROLE EM SUAS MÃOS” (vídeo)!

Conhecimento é sempre bom, principalmente para começar a semana. Com esse intuito, o vídeo em destaque mostra dicas de alguns comportamentos, ou atitudes, fazendo uso de adequados gatilhos mentais que, segundo argumentado, funcionam, são poderosos, pois têm o poder de transformar situações desfavoráveis em vantagens para a pessoa.

Tanto é assim que, no primeiro slide apresentado, a chamada é “O PODER DO CONTROLE PSICOLÓGICO QUE NUNCA TE MOSTRARAM”. Portanto, confira essas 28 dicas para que você tire o melhor proveito nas suas interações pessoais. A meu ver, trata-se de bom apanhado extraído do (amplo) universo desses “gatilhos”, ou melhor, desses truques psicológicos!

Cabe realçar que existem livros, assim como grande variedade de postagens na Internet, tratando de alguma maneira sobre habilidades pessoais que têm efetiva ação psicológica nas relações interpessoais e nas negociações, no contexto da “arte de influenciar pessoas”, da “arte da argumentação/persuasão”, e por aí vai.

O vídeo foi publicado no youtube, canal Topo da Sabedoria, em 21 de abril passado (duração 6:49).

Vale a pena conferir – a seguir:

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Sábado e música: Dimash Kudaibergen – “SOS D’un Terrien En Détresse” (ao vivo) – Fenomenal!!!

Volto neste sábado, como inspiração musical, com o extraordinário Dimash Kudaibergen, cantor, compositor e multi-instrumentista do Cazaquistão. Nesse vídeo ele interpreta a canção SOS D’un Terrien En Détresse, composta por Michel Berger (música) e Luc Plamondon (letra), que foi lançada originalmente por Daniel Balavoine, em 1978.

Retirei o seguinte texto que consta da apresentação do vídeo, traduzido para o português:

No dia 16 de janeiro (de 2021), a plataforma de streaming TIXR sediou um concerto online DIMASH DIGITAL SHOW, onde o artista apresentou ‘SOS D’un Terrien En Détresse’…

DIMASH DIGITAL SHOW é a primeira apresentação global de um cantor cazaque desde o início da pandemia global. Uma equipa internacional de 140 pessoas trabalhou na organização do concerto online, onde se integraram a televisão moderna e as tecnologias virtuais.

Realmente, assistir a esse cantor fora de série, atualmente com 27 anos, é sempre muito prazeroso e tocante. Cada vez que ouço as suas performances fico impressionado e, na tentativa de qualificar o que estou ouvindo, até faltam adjetivos (extraordinário, fantástico, primoroso…)!

Isso não é por acaso. Dimash é considerado a melhor voz do mundo, pela impressionante extensão vocal que detém: “seis oitavas e quatro semitons. Vai do grave ao agudo, consegue sustentar uma nota por mais de 20 segundos e alcança a raríssima D8, nota conhecida como registo de apito ou assobio”, segundo matéria do https://mtv-noticias.pt/dimash-a-melhor-voz-do-mundo/.

O vídeo, a seguir, foi publicado no YouTube, canal Dimash Qudaibergen, em 21/setembro/2021, legendado para o português.

Não deixe de ver e curtir!

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“Ser velho e inútil” – um texto impactante!

Colocar foco nas coisas da longevidade, do processo de envelhecimento, do viver bem na maturidade, tem sido uma constante para mim, como vocês percebem aqui no blog. Além disso, com muita alegria, retomaremos no próximo domingo o projeto voluntário de levar música (ao vivo), mensalmente, para alegrar os idosos do Abrigo São Gabriel, que funciona na Cidade Baixa, em Salvador, Bahia, interrompido desde o início da pandemia provocada pelo coronavírus

Tendo essa temática ativada na mente, e por natural atração, acabo de ler um texto que me impactou bastante, com o título Ser velho e inútil, escrito cerca de dois anos atrás pela jornalista e educadora Elaine Tavares. Ela, tomada por sentimentos absolutamente compreensíveis, reflete sobre o significado de uma pessoa já idosa, sem capacidade produtiva e autonomia, que antes de qualquer outra consideração deve merecer a atenção e o respeito.

Mesmo focalizando uma situação nada elogiável, por retratar atitudes de preconceito e de descaso que em alguma medida estão presentes na sociedade, a autora nos oferece um texto elegante e bonito!

Leia a seguir:

Imagem: domtotal.com

SER VELHO E INÚTIL

(Elaine Tavares)

Hoje estava lavando roupa e o tanque fica bem num ângulo que dá pra ver o quarto do pai. Vi que ele conversava muito animado com uma fotografia que achou numa revista e que colocou na mesinha de suporte. Ela fica ali como num altar. É uma foto de um grupo de pessoas, num tempo passado, creio que deve ser lá pelos anos 1940. Não sei quem são, e nem ele, presumo. Mas, de qualquer forma ela o distrai e ele conversa amiúde com aquele povo. O papo é animado, ele mexe as mãos, ri, argumenta. É bem engraçado.

O pai passa os dias assim. Acorda, cochila, come bergamota, cochila, fuma, fica andando em volta da casa, vai até o portão e volta, pega os lixos da lixeira e traz para a cozinha, depois leva outra vez para a lixeira. Almoça, cochila, fica andando em volta da casa, prá e prá cá no portão, fuma, ouve música, come banana. Depois, janta, ouve música, come bergamota, toma chá, vê televisão e vai dormir. É uma vida não produtiva, que alguns chamariam inútil. No mundo do trabalho, do capital, ele é um inútil. Ele não pinta, não compõe, não se lembra do passado, não faz absolutamente nada que sirva para alguma coisa. Então, talvez por isso, que alguns governantes não se importem com a morte dos velhos agora na pandemia, afinal, são inúteis, não servem pra nada.

Quando eu vejo o meu pai, aos 88 anos, na sua rotina diária de andanças pelo quintal, num ir e vir aparentemente sem sentido, não posso deixar de me comover. Sua inutilidade é um fato. Ele que sempre foi arrimo da família, agora não faz mais nada por ninguém. Passa o dia vivendo sem qualquer preocupação. Não seria então a inutilidade um presente? Um momento de viver para si, só na fruição? Penso que sim. Quem disse que é preciso produzir o tempo todo? Quem disse que há que se cumprir um protocolo de utilidade para ser uma pessoa?

O pai começou a trabalhar cedo, em escritório de contabilidade. Teve uma vida boa até os quarenta e poucos anos, quando perdeu tudo e teve de começar do zero. Um velho já para o mundo do trabalho. E, ainda assim, ele se reergueu. Estudou, se esforçou, e terminou sua jornada de trabalhador como chefe do almoxarifado do DEER de Minas Gerais. Nunca se queixou do trabalho duro e sempre foi em frente, sem reclamar. Como empregado era um calvinista. Nunca chegou atrasado, nunca faltou, deu sempre o seu máximo. Fazia o impossível pelos seus colegas. Como pagador de trabalhadores no trecho – obras nas estradas – ele se virava nos 30 para fazer chegar o dinheiro, fizesse chuva ou sol. Chegou a atravessar um rio, amarrado numa corda, para garantir o salário dos companheiros. Era o que se chama de “caxias”.

O pai criou os filhos sempre ensinando o sentido da honestidade e do trabalho. Pagava as contas religiosamente. Era capaz de ter um troço se não tivesse dinheiro para quitar as dívidas e o sinal para a demência foi justamente esse: de repente ele se esqueceu de pagar as contas. Isso só poderia ser doença. E era.

O pai foi um cara extraordinário ao longo de sua vida “produtiva”. Ele tem uma história linda de perseverança, de coragem, de derrotas e superações. Ele tem uma história, que está viva em nós.

Por isso que hoje, quando ele aproveita – sem culpa – desse momento de inutilidade, eu me encho de ternura. É bom vê-lo sem a neurose das contas, sem a necessidade de cumprir afazeres, obrigações. Na sua vida inútil ele está livre. Ele pode conversar com os amigos imaginários nas fotos, ele pode degustar as frutas, dormir, caminhar, ouvir música sem preocupação. Ele tem quem lhe cuide, que lhe dê o alimento na hora, troque sua roupa, dê o banho, quem dance com ele, e lhe encha a cama de perfumes e cobertas quentinhas.

Ele é uma vida que foi vivida na plenitude, mas sempre acorrentada ao trabalho, à obrigação, ao dever. Agora, não. É só um corpo dançante, que toma vinho e cospe o que não quer comer.

Por isso que a vida dele importa. Tanto quanto a do jovem que ainda não viveu tudo o que ele já percorreu. Por isso que não é possível escolher entre um e outro. Cada um é um universo. O jovem, ainda em jornada. O velho, que já cumpriu tanto.

A proposta do “deixa morrer os velhos e os fracos”, que aparece agora, com a pandemia, tem me consumido os dias e noites. Não posso aceitar. Porque, como Manuel de Barros, tenho respeito pelas coisas inúteis, que existem apenas para a fruição. Um velho dedal esquecido numa caixa, um quadro sem valor, um lápis de cor quebrado. Coisa que evocam belezas. O pai, esse homem de tanta vida, é assim. Um ser de fruição. Um evocador de belezas. Ele merece viver sem a pressão de ser útil.

Ele é velho, inútil agora, mas já riscou um caminho nesse mundão de deus. Sua vida importa. E muito. Assim como a vida de outros velhos e velhas desse planeta azul, cheios de histórias, memórias e belezuras.

Fonte: https://www.revistapazes.com/ser-velho-e-inutil-conheca-este-texto-sensacional-que-viralizou-na-internet-e-reflita/

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Live VIVER BEM NA MATURIDADE – é hoje, às 19h30 – Venha conosco!

Nossas vidas são tão agitadas que deixamos de pensar em nossa maturidade. Vamos fazer uma reflexão na LIVE de hoje sobre VIVER BEM.

A conversa, ao vivo, que promete ser muito legal, com informações e reflexões relevantes e úteis, é organizada e mediada por Paulo Bertaglia, professor, consultor, escritor, um profissional que vem fazendo o admirável trabalho de levar educação para o desenvolvimento profissional e para a vida das pessoas.

Estarão enriquecendo essa prosa a conceituada Dra Priscilla Proença, médica do estilo de vida, endocrinologista, nutróloga e palestrante, e a entusiasta Lucinha Palmeira, gerontóloga, pedagoga, palestrante e líder da organização Faculdade da Felicidade, pessoas fantásticas, cheias de experiências, de conhecimentos e de ideias. Claro, eu também estarei nessa conversa bacana!

Assim, este post é para convidar você, que me prestigia aqui no blog, para estar conosco, hoje, às 19h30, na “live” VIVER BEM NA MATURIDADE. Confirmando, será transmitida pelo YouTube, canal Paulo Bertaglia. Venha conosco!

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“Flexibilidade e a busca por transitar entre trabalho e vida pessoal” (matéria LinkedIn)!

Imagem: hostinger.com.br

Volto hoje, até para não perder contato (rsrs), a focalizar aspectos que impactam as corporações e o mundo do trabalho, sempre, por óbvio, trazendo o olhar para as questões relativas ao capital humano.

Bem, se a mudança é uma permanente desde sempre, conforme já preconizava o filósofo Heráclito, cerca de 500 anos antes de Cristo, dá para imaginar o que vem ocorrendo agora, com a facilidade de comunicação, de acesso à informação e ao conhecimento, tudo isso incentivando mudanças de hábitos das pessoas, em sentido amplo.

Por consequência, as organizações em geral estão no meio de mudanças importantes, do que eu destacaria o seu modo de funcionamento. Em razão de uma série de fatores, incluindo necessidades de adaptação decorrentes da pandemia pelo coronavírus, eis que veio com força a figura da flexibilidade de trabalho, com a adoção total ou parcial de atuação das pessoas remotamente, estilo denominado de home office. Essa realidade do mundo do trabalho passou a ser inescapável, seja na área pública ou na iniciativa privada.

E esse contexto, atualmente, traz novas exigências, com a identificação de novos valores corporativos e o surgimento de novos conceitos. Pelo que percebo, deixar completamente de adotar o home office não mais será possível. A discussão em curso é como se chegar ao melhor modelo, tendendo a se consolidar um modo de funcionamento híbrido, combinando atuação presencial e remota das pessoas.

Nesse diapasão, conceitos e visões sobre o trabalho se ampliam e se diversificam. Assim é que, uma remuneração empregatícia não é mais compreendida (analisada) apenas pelo valor do salário, pois os trabalhadores de hoje levam em conta, ainda, os benefícios e a satisfação com o trabalho. Novos conceitos como “salário emocional”, e o destaque para fatores como “flexibilidade” e equilíbrio entre “vida profissional e vida pessoal” ganham evidência, subindo naturalmente na hierarquia dos fatores de valorização no trabalho!

Assim, repercuto e recomendo a leitura, a seguir, de matéria, com vários e interessantes enfoques sobre o tema, publicada no portal LinkedIn. Entre os aspectos que chamam a atenção, está um rol de “10 fatores-chave para medir o salário emocional”. Confira :

https://www.linkedin.com/news/story/flexibilidade-e-a-busca-por-transitar-entre-trabalho-e-vida-pessoal-4775553/

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Longevidade: sobre preconceitos, vida plena na maturidade e uma reflexão em formato de crônica!

Imagem: frazes.com.br

A temática que orbita em função da chamada LONGEVIDADE segue em evidência, como não poderia ser diferente, em razão de as pessoas estarem vivendo cada vez mais, com o consequente aumento da quantidade de idosos pelos quatro cantos do planeta.

Considerando a diversidade de fatores que devem ser levados em consideração na abordagem desse fenômeno, existe um deles que passava sem merecer a devida atenção, mas que pode causar estragos psicológicos e sociais significativos. Refiro-me às crenças equivocadas e a determinados preconceitos, amplamente disseminados, em relação às pessoas idosas. Felizmente, o assunto já entrou na pauta das análises e considerações, em especial sob aspectos envolvendo questões de direitos humanos e de saúde, a começar de iniciativas promovidas pela ONU e pela OMS.

Vale realçar, a propósito, que crenças e ideias equivocadas, a respeito de idade avançada e processo de envelhecimento, também podem ser nutridas pela própria pessoa, em sua mente, dificultando o aproveitamento pleno das inúmeras e belas possibilidades a serem descortinadas no pós-60, 70, 80…

Presente essa realidade, participei na última quinta-feira (dia 5) de mais uma “live”, promovida pela Faculdade da Felicidade, liderada pela competente Lucinha Palmeira, evento virtual que teve por título “Preconceitos e outras variáveis podem comprometer o bem-estar na maturidade”. Foi outra rodada de conversa muito agradável e produtiva, desta feita contando com a participação especial de José Paes Landim, personalidade que inspira a todos nós pelo seu exemplo de tenacidade, autonomia, lucidez, produtividade e bem-viver, ele que está às vésperas de completar 94 anos.

Assim, veio a calhar, logo depois, a mais recente crônica de Landim, “QUANTA FALTA NOS FAZEM OS NOBRES SENTIMENTOS”, publicada no jornal A TARDE, no dia 7. Temos aí, em tom suave e até subliminar, um convite à reflexão e um singelo chamado para que ideias equivocadas sobre a realidade das pessoas maduras seja melhor compreendida, de maneira que determinadas práticas preconceituosas, explicitas ou disfarçadas, possam ser revistas.

Confira a crônica, a seguir transcrita:

QUANTA FALTA NOS FAZEM OS NOBRES SENTIMENTOS

Disse-nos Montesquieu, em uma de suas belas máximas: “A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos”.

A invocação de tão límpida verdade nos remete a um lamentável fato que acaba de chegar ao nosso conhecimento, traduzido na forma desrespeitosa de um jovem a um cidadão idoso, chamando-o de velho inútil, além de outros pejorativos.

Tal fato, somando-se a tantos outros de igual e, não raro, de maior gravidade, contra as pessoas idosas, nos faz retornar à nossa crônica VAMOS ENRIQUECER NOSSA VIDA, inserida em nosso livro UM OLHAR PELA JANELA, lembrando ali que várias são as fases de nossa vida. Todas elas enriquecedoras quando bem vividas, porém duas delas ocupam maior destaque no calendário do nosso dia a dia: quando somos jovens e quando nos tornamos pessoas idosas.

A vida dos jovens, conquanto plena de sonhos, peca, ressalvando-se evidentemente as exceções, pela falta de maturidade e também pela falta de escola, principalmente a do lar, culminando não apenas com sua incapacidade de superar os desafiantes problemas que se interpõem no seu caminho, como no chocante caso – objeto do nosso texto.

Em contrapartida a vida dos idosos ganha em sabedoria, sob o reforço da própria maturidade, ainda que se abram, também, exceções, convindo-nos acrescentar que não é incomum vermos, em muitos idosos, vigorosos jovens, vibrantes, produtivos e alegres, enquanto, não raro, se veem, também, em muitos jovens verdadeiros velhos, perdidos em si mesmos, sem norte e sem perspectiva de futuro.

Observam-se que são entre os jovens e os idosos que estabelecemos esses paralelos, destacando-se a forma de sonhar, de viver e de agir de cada um deles, o que nos leva, por se tratar de uma feliz exaltação, a essa pérola, inspiração de Victor Hugo, que nos diz, com tamanha beleza: “Nos olhos dos jovens, vemos chamas, mas é nos olhos dos mais velhos onde vemos a luz”.

Haveremos de entender que não foi pejorativo, mas de exaltação, o emprego de “velhos”, por Victor Hugo, em sua mencionada máxima, até por que não haveria ele de agredir pessoas com idade avançada, chamando-as de velhas, posto que a palavra velha, cheirando inutilidade, imprestabilidade etc., deve, a meu ver, ser empregada tão apenas quando se relacionar com objetos, jamais com pessoas.  

Diferentemente dos velhos, cujo olhar se fixa para baixo, abatidos pelo desânimo, os idosos, ao enriquecer suas faculdades mentais, projetam-no para o alto na direção de novos horizontes, de novas manhãs, fazendo a vida até mais prazerosa do que antes, não sendo demais lembrar que bem longe da linguagem dos números, em sua aridez, os idosos utilizam a linguagem da alma na contemplação do belo, reinventando-se sempre, com vistas a dar mais corpo e alma ao saber.

(José Paes Landim – servidor aposentado do Banco Central do Brasil, é escritor/cronista).

Crônica publicada em A TARDE, edição de 7/5/2022.

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Sábado e música: “In the Stone – Leonid & Friends (EW&F cover)” – Show!!!

Como inspiração musical, encontrei para hoje mais um vídeo muito legal da banda Leonid & Friends, interpretando a canção In The Stone (cover), sucesso da banda norte-americana EW&F, de Chicago, uma composição de Maurice White, David Foster e Alle Willies, lançada pela Earth, Wind & Fire em 1979.

Leonid & Friends é uma incrível banda de rock and roll, baseada em Moscou, fundada em 2014 por Leonid Vorobyev. É formada por artistas da Rússia, Ucrânia, Moldávia e Bielo-Rússia, uma mistura de músicos e cantores talentosos.

Como você poderá conferir, chama a minha atenção, positivamente, o conjunto resultante dessa união de artistas da música, notadamente pelo ritmo marcante e a utilização de variados instrumentos, combinando cordas, metais, percussão e teclados elétricos, com uma orquestração muito robusta e agradável, além, claro, das vozes que se encaixam muito bem!

O vídeo, publicado no youtube por Leonid & Friends, é bem recente, de 30 de abril passado. Essa sonoridade alegra e joga a energia para cima!

Confira:

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10 SINAIS DE FALTA DE AUTOCONHECIMENTO NAS PESSOAS – Confira esse vídeo!

O desenvolvimento verdadeiro de qualquer pessoa passa, necessariamente, pelo mergulho e aprimoramento na sua autodesdoberta, denominada de autoconhecimento. Por isso mesmo, trago aqui no blog, com notória frequência, variadas abordagens sobre tema tão importante e infinito.

Seguindo nessa linha, destaco hoje um vídeo bem produzido, com ilustração inteligente e conteúdo objetivo, do canal youtube SejaUmaPessoaMelhor, mostrando 10 aspectos que indicam falta de autoconhecimento. Temos aí uma forma de abordagem interessante, que chamou a minha atenção!

Vale conferir e fazer suas reflexões a respeito dos pontos destacados na argumentação, até porque, como registrado em um dos comentários ao vídeo, “Autoconhecimento é uma jornada sem fim, parece que a cada passo dado, mais chão aparece pela frente, é incrível!”

O vídeo foi publicado, canal SejaUma PessoaMelhor, em 20 de abril passado.

Veja:

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