Inspiração musical: Natalie Cole – Cuando Vuelva a Tu Lado (videoclip encantador)!!!

A força e o encanto do bolero – esse ritmo de origem cubana mas que foi adotado, e adaptado, pelos países hispano-americanos e também pelo Brasil – são mesmo impressionantes. Creio que o bolero jamais morrerá, pela sua musicalidade, pelo suingue contagiante e, sobretudo, pelo seu poder de despertar romantismo e agradáveis sensações!

E para a postagem de hoje, como resultado das minhas buscas pelos caminhos (e atalhos) da Internet, trago o belíssimo videoclipe Natalie Cole – Cuando Vuelva a Tu Lado, produzido e publicado no YouTube por “marie maurice I“, em 14 de fevereiro do ano passado.

O vídeo romântico tem como trilha sonora a excelente interpretação de Natalie Cole (1950 – 2015), cantora, compositora, atriz e pianista norte-americana, para o conhecido bolero Cuando Vuelva a Tu Lado, composto pela mexicana María Mendez Grever, lançado em 1961 e que foi gravado por diversos artistas desde então. A canção ganhou versão de Stanley Adams para a língua inglesa.

Tire o melhor proveito deste vídeo belíssimo, de preferência utilizando fones de ouvido. A seguir:

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A atual geração dos maduros é mesmo um fenômeno – confira!

Envelhecimento populacional no Brasil e no mundo segundo as novas ...

Longevidade / a nova geração dos maduros – Para hoje, reproduzo texto muito bom, que vi em grupo de rede social, com elogiável compreensão do que vem acontecendo atualmente com as pessoas da faixa etária que varia entre 60 e 80 anos. Sem dúvida, no embalo do fenômeno chamado de longevidade, há novos movimentos, ocupação de espaços e diferentes estilos de viver desse público que se renova continuamente, ainda tratado, genericamente, como da terceira idade.

O texto, com o título NOVA FAIXA DE IDADE, publicado no site PENSADOR, é atribuído a Sandra Pujol, sobre a qual não encontrei referências mais esclarecedoras. O importante é que a mensagem é bem legal, tenta descrever uma nova realidade de crescente faixa da população que está experimentando – e desfrutando – o considerável aumento da expectativa de vida, em todo o planeta, década após década, ano após ano, por uma série de fatores combinados, conforme tenho focalizado com alguma frequência aqui no blog.

Confira a seguir:

“NOVA FAIXA DE IDADE!

O comentário de Sandra Pujol:
Se observamos com cuidado, podemos detectar a aparição de uma faixa social que não existia antes: pessoas que hoje têm entre setenta e oitenta anos.
A esse grupo pertence uma geração que expulsou da terminologia a palavra envelhecer, porque simplesmente não tem em seus planos atuais a possibilidade de fazê-lo.
É uma verdadeira novidade demográfica semelhante à aparência da adolescência; na época, que também era uma nova faixa social que surgiu em meados do século XX para dar identidade a uma massa de crianças desabrochando, em corpos adultos, que não sabiam até então, para onde ir ou como se vestir.
Este novo grupo humano que hoje tem cerca de sessenta, setenta ou 80 anos, levou uma vida razoavelmente satisfatória.
São homens e mulheres independentes que trabalham durante muito tempo e conseguiram mudar o significado sombrio que tanta literatura latino-americana deu por décadas ao conceito de trabalho.
Longe dos tristes escritórios, muitos deles procuraram e encontraram, há muito tempo, a atividade que mais gostavam e da qual ganham a vida.
Supostamente é por isso que eles se sentem plenos; alguns nem sonham em se aposentar.
Aqueles que já se aposentaram desfrutam plenamente de seus dias sem medo do ócio ou solidão, crescem internamente. Eles desfrutam do ócio, porque depois de anos de trabalho, criação do filhos, carências, esforços e eventos fortuitos, vale bem a pena contemplar o mar.
Mas algumas coisas já sabemos que por exemplo, não são pessoas paradas no tempo; pessoas de cinquenta, sessenta ou setenta; , homens e mulheres, operam o computador como se tivessem feito isso durante toda a vida.
Eles escrevem e veem os filhos que estão longe e até esquecem o antigo telefone para entrar em contato com seus amigos a quais escrevem um e-mail ou um whatsapp.
Hoje, pessoas de 60, 70 ou 80 anos, como é seu costume, estão lançando uma idade que ainda NÃO TENHA NOME, antes os que tinham essa idade eram velhos e hoje não são mais, hoje estão fisicamente e intelectualmente plenos, lembram-se da sua juventude , mas sem nostalgia, porque a juventude também é cheia de quedas e nostalgias e eles bem sabem disso.
Hoje, as pessoas de 60, 70 e 80 anos celebram o Sol todas as manhãs e sorriem para si mesmas com muita frequência … elas fazem planos para suas próprias vidas, não com as dos demais.
Talvez por algum motivo secreto que apenas os do século XXI conheçam e saberão. A juventude é carregada internamente.
A diferença entre uma criança e um adulto; é simplesmente o preço de seus brinquedos.

Fonte: https://www.pensador.com/autor/sandra_pujol/

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‘Os cães sentem emoções comparáveis ​​às de uma criança’

Repercuto hoje mais algumas revelações interessantes a respeito das emoções (e de determinados comportamentos) dos cães. Segundo matéria divulgada no site da Revista Pazes, pesquisadores avançam no entendimento comportamental dos caninos, mais precisamente sobre seus sentimentos, com recentes achados sobre o nível de sensibilidade desses animais (seria semelhante ao de uma criança), assim como a respeito de aspectos como otimismo e pessimismo, passando ainda por atitudes que demonstrariam estado de depressão e de ciúme.

Lendo o conteúdo, notadamente pelo longo tempo de vivência com diferentes raças de cães, percebo que essas revelações fazem muito sentido. Diria, em acréscimo, não ter dúvida de que o nível de percepção e de sentimentos que esses animais demonstram, em especial na relação com os humanos, é bastante elevado. De todo o modo, é sempre bom ouvirmos o que dizem os especialistas/pesquisadores.

Confira a publicação, abaixo transcrita:

“Os cães sentem emoções comparáveis ​​às de uma criança

A sensibilidade e as emoções dos animais vem sendo estudada ao longo dos anos e com especial atenção nos últimos tempos. Vários estudos científicos mostraram que os cães podem se sentir de modo semelhantes aos humanos .

Um estudo da Universidade Emory, em Atlanta (Estados Unidos) procurou demonstrar que cães sentem de forma similar às  crianças. Com um nível de intensidade, de fato, semelhante.

Os cães têm a mesma sensibilidade que uma criança

Segundo divulgado, estudo realizado pelo neurologista Gregory Bens aponta que, após realizar um teste com vários cães, incluindo o dele, conseguiu mostrar que os caninos têm a mesma sensibilidade que uma criança.

O experimento consistiu em usar vários cães e colocá-los sob um scanner de ressonância magnética. Durante o teste, os cães receberam diferentes tipos de estímulos, o que gerou alguma atividade cerebral.

Segundo a pesquisa, a atividade cerebral dos cães aumentou à medida que eles recebiam sinais relacionados a alimentos ou cheiros de pessoas conhecidas.

Os cães podem ser otimistas ou pessimistas?
Por outro lado, um estudo também relacionado às emoções em cães mostrou que os cães, como os humanos, podem ser otimistas ou pessimistas .

Ou seja, quando um cão é deixado sozinho em casa, ele fica angustiado e o demonstra claramente com seus latidos, destruindo coisas ou fazendo suas necessidades por dentro.

Nesse sentido, a investigação revelou que os caninos ficam ansiosos quando são deixados sozinhos e, com seu comportamento, tendem a ser pessimistas.

O professor Mike Mendl é o chefe do grupo de pesquisa da Universidade de Bristol (Reino Unido) que realizou o estudo.

Em diferentes mídias, ele afirmou que sua equipe foi capaz de desenvolver um novo método para estudar decisões pessimistas ou otimistas em cães.

Os pesquisadores conduziram o estudo com 24 cães que haviam entrado recentemente em um abrigo no Reino Unido.

Um investigador interagiu com cada cão em uma sala isolada por 20 minutos.

No dia seguinte, o cachorro foi levado de volta à sala e deixado sozinho por um período de cinco minutos, período em que seu comportamento foi capturado em vídeo.

Naqueles cinco minutos, os pesquisadores observaram que o cão começou a latir, pular em móveis e arranhar a porta. Esses comportamentos foram repetitivos nos diferentes animais.

Para estudar a tomada de decisão nesses mesmos cães , os pesquisadores colocaram uma tigela de comida em um local da sala e outro vazio. Ambos os contêineres estavam localizados em lugares ambíguos.

Os cães que corriam rapidamente para esses lugares ambíguos, como se esperassem a recompensa alimentar, eram classificados como relativamente otimistas, enquanto aqueles que não chegavam perto da tigela eram considerados pessimistas.

Mendl disse: “Sabemos que os estados emocionais das pessoas afetam seus julgamentos e que as pessoas felizes têm maior probabilidade de julgar uma situação ambígua de maneira positiva. Nosso estudo mostrou que isso se aplica igualmente a cães “.

Os resultados sugerem que o comportamento considerado problemático para os proprietários também tem significado emocional para os animais, mesmo quando o comportamento em si não está sendo expresso.

Além disso, existe a possibilidade de que alguns cães tenham maior probabilidade de responder ansiosamente quando deixados sozinhos .

Isso é importante porque o comportamento relacionado à separação é comum em cães, portanto, prevendo que o comportamento possa ser usado para tratá-los adequadamente, para que eles possam alcançar um bom bem-estar.

Outros estudos sugeriram que os cães podem experimentar emoções negativas como os humanos , incluindo o equivalente a certas condições psicológicas agudas e crônicas, como a depressão.

Da mesma forma, há alguns anos, sintomas análogos à depressão clínica, neurose e outras condições psicológicas foram geralmente aceitos no que se tornou conhecido como emoção canina.

Por outro lado, outras pesquisas revelam que os cães também podem ter ciúmes. Esse tipo de comportamento, em que um animal está frustrado com o que acontece com outro, também foi observado em primatas.

Nos cães, segundo os cientistas, esse tipo de comportamento provavelmente se deve à estreita relação que os cães têm com os seres humanos.

Do site Mis Animales

Fonte: https://www.revistapazes.com/caes-emocoes-crianca/

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“Por que o modo de viver é a chave para a longevidade” (do blog Viva Bem)!

Para começar a semana, volto com o tema LONGEVIDADE, este que tem merecido continuadas e crescentes pesquisas por parte dos mais diversos pesquisadores que atuam na área da saúde, frequentemente divulgadas aqui no blog.

O destaque hoje é para artigo publicado no blog Viva Bem, no último dia 26, com notícia a respeito de nova pesquisa a respeito do que efetivamente conta para se chegar à marca dos 100 anos. Conforme enfatizado no texto, o perfil genético do indivíduo responde por apenas 20% de uma vida longeva e com qualidade, confirmando o que vários estudos já têm afirmado. Os outros 80% decorrem do estilo de vida da pessoa, da maneira como se vive.

Presente isso, os pesquisadores voltam a confirmar que a mentalidade positiva e a forma como enxergamos a vida têm papel decisivo para uma vida longa e de plenitude. Logo, a sensação de felicidade exerce aí fator decisivo!

iStock
Imagem: Imagem: iStock

Confira clicando no link a seguir:

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Ed Sheeran & Andrea Bocelli – Perfect Symphony / Clipe Oficial (Legendado/Tradução)

Neste espaço musical, de todos os sábados, volto hoje com a linda canção Perfect (Ed Sheeran), que trouxe aqui em 9 de março do ano passado.

Desta feita, selecionei belíssima versão italiana para a canção, tida também como clipe oficial, com gravação de impagável dueto do artista inglês com o fabuloso tenor Andrea Bocelli.

Um momento raríssimo, para ficar na nossa memória. Tomando emprestado o título da canção, ficou perfeito!!!

O vídeo legendado, com tradução para o português, está no YouTube, no canal MusicHall BR. Curta a seguir:

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“Carta para Josefa, minha avó” – Memorável crônica de Saramago!

A genialidade do escritor português José Saramago (1922 – 2010 ), ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1998, deixou marcas riquíssimas para a posteridade. Como mais uma mostra do valor da sua obra, refiro-me hoje à belíssima crônica “Carta para Josefa, minha avó“, que foi publicada no jornal A Capital, em 14 de março de 1968, conforme mencionado no site da Fundação José Saramago – https://www.josesaramago.org/carta-josefa-minha-avo-1978/:

carta

Ao longo da crônica, desenvolvida com o propósito de analisar – e compreender – o que seria o jeito de viver da sua avó, os questionamentos se sucedem, na busca de oferecer respostas para as próprias inquietações levantadas pelo escritor. Por óbvio, ele não terá todas as respostas.

Constatar que alguém seja capaz de sorrir, de transmitir alegria, de estar feliz com a sua vida e com o mundo, apesar de viver com tão poucos recursos materiais e sociais, com limitada instrução e com restrito conhecimento do que está além do seu ambiente físico, convenhamos, chega a surpreender. Por essas e outras, temos aí mais uma demonstração de que estar de bem com a vida, e sentir-se feliz, é fundamentalmente um estado de espírito!

A primorosa “carta”, por todos os méritos, mereceu algumas narrações registradas em vídeos, que estão publicados no YouTube. Para esta postagem, selecionei a declamação feita pelo escritor português Álvaro Cordeiro, divulgada em 21 de janeiro deste ano.

Aí está o vídeo e, logo a seguir, está reproduzido o texto na íntegra. Creio que você se deliciará com esta crônica inteligente e singela!

CARTA PARA JOSEFA
(texto de José Saramago)

Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo – e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira – sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.
Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos
coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste a lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (Contaste-me tu, ou terei sonhado que o contavas?) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.
Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrijada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos – e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti – e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava.
Não teremos realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas – e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, porque te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: “O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!”.
É isto que eu não entendo – mas a culpa não é tua.

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ACEITAÇÃO – a sábia arte japonesa de aceitar a vulnerabilidade (artigo primoroso)!!!

Na trilha infindável do autoconhecimento, da espiritualidade e do bem viver, praticar a aceitação é requisito essencial. A cada dia percebo essa necessidade com maior clareza!

E volto ao tema hoje com um artigo encantador, abaixo reproduzido, que encontrei no site A Mente É Maravilhosa, publicado em 5 de julho de 2017. Por óbvio, não poderia deixar de compartilhar a publicação com você, repercutindo aqui no blog.

A argumentação que sustenta o texto, a meu ver de sabedoria absolutamente convincente, evidencia a importância de aprendermos a aceitar as vulnerabilidades – e as vicissitudes – que todos enfrentamos e enfrentaremos ao longo da existência terrena.

Creio que o conteúdo mereça leitura atenta, reflexiva, dada a possibilidade de trazer ao leitor preciosos insights. Diria, acima de tudo, que se desejamos seguir no caminho da pessoal, com determinação e consciência, sem carregar fardos desnecessários, precisamos praticar a arte da aceitação, mesmo diante de situações bastante doloridas e custosas, conforme ilustrado no texto.

Segue a transcrição:

“A arte japonesa da aceitação: como abraçar a vulnerabilidade

Para os japoneses, sentir-se desprovido de tudo em determinado momento da vida pode implicar dar um passo em direção à luz de um conhecimento incrível. Assumir a própria vulnerabilidade é uma forma de coragem e o mecanismo que inicia a saudável arte da resiliência, para não perder nunca o ponto de vista ou a vontade de viver.

No Japão, existe uma expressão que começou a ser usada com frequência após os bombardeios atômicos sobre Hiroshima e Nagasaki. Esta expressão de alguma forma voltou a adquirir um alcance notável após o desastre do tsunami de 11 de março de 2011. “Shikata ga nai” significa “não tem solução, não existe alternativa ou não há nada a fazer”.

“A sinceridade e a transparência o tornam vulnerável. De qualquer forma, seja sempre honesto e sempre transparente.”
-Teresa de Calcutá-

Longe de compreender esta expressão do ponto de vista derrotista, submisso ou negativo como qualquer ocidental faria, os nipônicos se nutrem dela para entendê-la de uma forma mais útil, mais digna e ampla. Nestes casos de injustiça existencial, a ira e a fúria não servem para nada. Também não serve a resistência ao sofrimento onde a gente fica eternamente cativo de um pensamento como “por que eu ou por que aconteceu tamanha desgraça”.

A aceitação é o primeiro passo para a libertação. A gente nunca poderá se desfazer totalmente da pena e da dor, é evidente, mas aceitando o acontecido permitiremos a nós mesmos continuar avançando retomando uma coisa fundamental: a vontade de viver.

“Shikata ga nai” ou o poder da vulnerabilidade

Desde o terremoto de 2011 e o posterior desastre nuclear na central de Fukushima, muitos são os jornalistas ocidentais que costumam viajar ao noroeste do Japão para descobrir como as marcas da tragédia persistem e como essa gente conseguiu pouco a pouco emergir do desastre. É fascinante entender como enfrentam a dor da perda e o impacto de se ver desprovidos do que até então havia sido a sua vida.

Contudo, e por mais curioso que pareça, os jornalistas que fazem esta longa viagem, levam de volta para seus países muito mais que uma reportagem. Algo além de testemunhos e fotografias impactantes. Levam consigo sabedoria de vida, voltam às ruínas dos seus mundos ocidentais com a clara sensação de serem diferentes por dentro. Um exemplo desta coragem existencial é revelada pelo senhor Sato Shigematsu, que perdeu sua esposa e filho no tsunami.

Todas as manhãs ele escreve um haiku. É um poema composto de três versos onde os japoneses fazem referência a cenas da natureza ou da vida cotidiana. O senhor Shigematsu encontra grande alívio neste tipo de rotina, e não hesita em mostrar aos jornalistas um destes haikus:

“Desprovido de bens, nu

Contudo, abençoado pela natureza

Acariciado pela brisa do verão que marca o seu início”.

Japão

Como explica este sobrevivente, e ao mesmo tempo vítima do tsunami de 2011, o valor de abraçar a sua vulnerabilidade todas as manhãs através de um haiku lhe permite se conectar melhor consigo mesmo para se renovar como a própria natureza. Entende também que a vida é incerta, às vezes implacável, cruel quando assim o deseja.

Contudo, aprender a aceitar o acontecido ou dizer para si mesmos “Shikata ga nai” (aceite-o, não há nada a fazer) lhe permite deixar de lado a angústia para se concentrar no necessário: reconstruir a sua vida, reconstruir a sua terra.

Nana koroki ya oki: se você cair sete vezes, levante-se oito

O ditado “Nana-Korobi, Ya-Oki” (se você cair sete vezes, levante-se oito) é um velho provérbio japonês que reflete esse modelo de resistência tão presente em praticamente todas as facetas da cultura nipônica. Esta essência de superação pode ser vista nos seus esportes, no seu modo de realizar negócios, de encarar a educação, ou mesmo em suas expressões artísticas.

“O guerreiro mais sábio e forte está armado do conhecimento da sua própria vulnerabilidade.”

Agora, cabe apontar que existem importantes nuances nesse sentido de resistência. Entendê-los será de grande valia e, por sua vez, nos permitirá nos aproximarmos de uma forma mais delicada e igualmente eficaz na hora de enfrentar a adversidade. Vejamos isto em detalhe.

As chaves da vulnerabilidade como forma de alcançar a resistência existencial

Segundo um artigo publicado no jornal “Japan Times”, praticar a arte da aceitação ou de “Shikata ga nai” provoca mudanças positivas no organismo da pessoa: a tensão arterial se equilibra e se reduz o impacto do estresse. Assumir a tragédia, entrar em contato com a própria vulnerabilidade presente e a própria dor, é uma forma de parar de lutar com o que já não pode ser mudado.

– Depois do desastre do tsunami, a maioria dos sobreviventes que podiam cuidar de si mesmos começaram a ajudar-se entre si seguindo o lema “Ganbatte kudasai” (não se dê por vencido). Os japoneses entendem que para enfrentar uma crise ou um momento de grande adversidade, é preciso aceitar as próprias circunstâncias e ser útil tanto para si mesmo quanto para os outros.

– Outro aspecto interessante para olhar é o seu conceito de calma e paciência. Os japoneses sabem que tudo tem o seu tempo. Ninguém pode se recuperar de um dia para o outro. A cura de uma mente e um coração leva tempo, muito tempo, assim como leva tempo erguer novamente um povo, uma cidade e um país inteiro.

É preciso, portanto, ser paciente, prudente, mas ao mesmo tempo, persistente. Porque não importa quantas vezes viermos a cair na vida por causa do destino, da sorte ou da sempre implacável natureza com seus desastres: a rendição nunca terá lugar nas nossas mentes. A humanidade sempre resiste e persiste, aprendamos então com esta sabedoria útil e interessante que a cultura nipônica nos presenteia.

Fonte: https://amenteemaravilhosa.com.br/arte-japonesa-aceitacao-vulnerabilidade/

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‘8 Alimentos Que Você Deveria Comer Antes de Dormir’

Ter uma dieta rica, saudável e que ainda contribua para uma boa noite de sono é tudo de bom. Certo?

É sobre isso que trata a matéria selecionada para hoje, com o título “8 Alimentos Que Você Deveria Comer Antes de Dormir”, publicada no site Currently Top. Na verdade, como você verá, os benefícios proporcionados pelos referidos alimentos vão além de ajudar na qualidade do sono.

Essa é mais uma publicação, entre tantas disponíveis, demonstrando que algumas plantas consideradas medicinais, com destaque para os cereais, determinadas frutas convencionais e algumas oleaginosas mencionadas, além de alguns peixes e da carne de peru (esta para mim foi a maior novidade da lista), pelas propriedades que contêm, oferecem, de variadas maneiras, significativa contribuição para uma boa saúde e para o bem-estar.

Confira:

“8 Alimentos Que Você Deveria Comer Antes de Dormir

Você já se sentiu tão cansado que, deitado na cama e não conseguia dormir? Ou você já acordou no meio da noite e não conseguiu voltar a dormir? Tenho certeza que sim! A maioria das pessoas já! Estudos mostraram que uma em cada quatro sofre de insônia. E isso é devido a muitos fatores. O estresse é uma das principais razões que afetam a qualidade do sono. As mudanças climáticas, os nervos e a ansiedade em relação aos seus problemas, assim como a dieta, também desempenham um papel.

Seus pais costumavam dizer quando você era criança: “Não coma demais à noite, porque você não vai conseguir dormir?”? E isso é verdade. E é uma regra básica para não sofrer de insônia. Outra regra básica que desempenha um papel igualmente importante na qualidade do sono é a dieta correta e equilibrada. Alimentos ricos em açúcar e carboidratos processados ​​afetam significativamente a qualidade do sono. Também álcool, chocolate, lanches processados, alimentos apimentados são algumas das coisas que você não deve consumir antes de dormir, se quiser ter um sono tranquilo.

Mas o que devemos consumir antes de dormir? Encontramos alguns alimentos ideais para comer antes de dormir, pois contêm substâncias que ajudam a relaxar e se acalmar. Você está pronto para descobri-los?

1. Bananas

Como todas as frutas, as bananas têm vários benefícios à saúde. São ricas em potássio, magnésio, carboidratos, fibras, proteínas, gorduras e vitaminas B6 e C. O consumo diário de banana ajuda na digestão, perda de peso, boa saúde do coração, função renal adequada, contém antioxidantes e regula o açúcar no sangue.

A banana, devido ao amido e aos carboidratos que contém, é uma fruta que reduz a sensação de fome e nos faz sentir cheios sem inchar e fazer com que o estômago fique pesado. Então, é uma refeição que podemos fazer antes de dormir. A banana também contém duas substâncias, o triptofano, que nos ajuda a dormir facilmente e o magnésio para relaxar os músculos.

Clique neste link para conhecer os outros alimentos citados e ler a matéria completa: https://www.currentlytop.com/pt-br/8-alimentos-que-voce-deveria-comer-antes-de-dormir/2/

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Inspiração musical – Forró em dobro – É tempo de celebrar a bela tradição dos festejos juninos!

A pandemia veio e os festejos juninos oficiais, deste 2020, foram cancelados, como não poderia ser diferente. Entretanto, a força desta época do ano, em que se celebram, a meu ver, as mais belas tradições populares pelo Nordeste brasileiro, segue muito viva.

Essa realidade cultural, de comemorações que começam com o 13 de junho, dia de Santo Antonio, chegam ao ápice com o São João, nos dias 23 e 24, e ainda encontram fôlego para celebrações pelo dia de São Pedro, 29, não passa em branco em qualquer cidade e lugarejo dessa região do Brasil. Quem vivenciou tal experiência, que guarda a lembrança desse período do ano pelo interior, sabe o que estou falando e pode avaliar a emoção que tais lembranças provocam!

Feita essa introdução, e para não deixar de trazer música, porque hoje é sábado, selecionei dois vídeos, recentemente publicados no YouTube, que mostram as belezas acima comentadas, nos trazem alegria tão importante para o momento inusitado de isolamento pelo qual passamos mas, acima de tudo, fazem acender a fogueira que o nordestino carrega na sua alma, em especial, por certo, estimulado por gravações/imagens marcantes que retratam os festejos naturalmente diferenciados que acontecerão este ano.

No primeiro vídeo, temos belo clipe oficial do excelente cantor e compositor Flávio Leandro, pernambucano, apresentando a canção “Vai Ter São João”, composta pelo artista em parceria com Davi Leandro.

O segundo vídeo, com excelente produção, temos a banda Mastruz com Leite, de Fortaleza-CE, e o clipe oficial para o forró “Arraiá Virtuá”, uma composição de Ferreira Filho e Rômulo César.

Então, mais do que nunca, essa chama não pode se apagar!

Curta, entre no clima que é pura emoção – a seguir:

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“Diga Menos do que o Necessário” (vídeo animado)!

Neste vídeo bem produzido, com animação, publicado no canal IlustradaMente, você terá um resumo inteligente sobre a LEI Nº 4 “Diga sempre menos do que o necessário”, do livro AS 48 LEIS DO PODER, de Robert Greene e Joost Elffers.

Como não poderia ser diferente, será explorada a importância e a sabedoria de saber ser econômico nas palavras, de falar o essencial. Conforme realçado no curso do argumento, “palavras depois de pronunciadas não podem ser tomadas de volta”.

A grande sacada da mensagem, como uma boa regra geral, é: fale quando isso for necessário, nem mais, nem menos! Ou seja, há que se desenvolver a habilidade de saber falar, na medida certa, e de saber guardar silêncio, quando necessário. Isso se alinha com a afirmação, de reconhecida sabedoria, de que aprendemos mais ouvindo do que falando.

Ao final, e em vertente distinta, é também reconhecida a existência de estratégias como a do falastrão, do enganador e dissimulado, no estilo o “bobo da corte”, que pode ser utilizada com determinado propósito, não por acaso.

Vale assistir ao vídeo, refletir e tirar bom proveito. Para fechar a ideia do tema de hoje, deixo este instigante ditado popular: “A palavra vale prata, o silêncio vale ouro”.

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