Habilidade de negociação: alguns pontos fundamentais!

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Como já comentei em outras oportunidades, uma habilidade é resultado de talento + determinação + prática. O talento pode ser o grande motivador e facilitador, mas, na essência, o que conta mesmo para se ter alguma habilidade que faça a diferença é a vontade (de fazer algo, de se aprimorar) e a execução continuada (a repetição). As habilidades, que se inserem no contexto das competências pessoais, podem, de acordo com todos os estudos e opiniões abalizadas, ser adquiridas e desenvolvidas. Portanto, em tese, qualquer pessoa pode adquirir, ou aprimorar, determinada habilidade, desde que tenha foco e pratique bastante (o fator transpiração é decisivo)!

E uma habilidade muito importante para quase todo mundo é a capacidade de negociação. Ela envolve diversas variáveis, ou requisitos, entre as quais destaco a empatia (a capacidade de se colocar no lugar do outro, de sentir o sentimento do seu interlocutor), a boa escuta (saber ouvir) e a capacidade de argumentação, de convencer, além, claro, de algumas técnicas de estratégia propriamente dita, como o estudo prévio de cenários possíveis, as opções de resultados desejados etc. que devem ser aplicadas – e adaptadas – caso a caso. Também, cabe realçar que o equilíbrio emocional (autocontrole) é essencial em qualquer negociação.

Saber negociar é competência para múltiplas situações na vida! Chegar a bons acordos e obter resultados positivos em negociação é importante para os negócios, para a carreira profissional, mas é também importante para os mais diversos momentos que enfrentamos na vida. A rigor, em qualquer relação interpessoal saudável, seja no trabalho, na família, ou nos grupos e ambientes de convivência em geral, estamos frequentemente negociando. E é muito bom que seja assim!

A esse respeito, acabo de ler excelente entrevista com Michael Gibbs, consultor norte-americano especializado em negociação, publicada na Revista EXAME, Edição 50 Anos, de agosto de 2017, com o título “Para convencer, é preciso ouvir”.

Ao responder, objetivamente, a sete perguntas, ele nos passa boas informações e dicas importantes. A seguir, destaco alguns trechos da publicação, que poderão ser úteis para o aprimoramento da sua habilidade de negociação:

“Para realmente se sair bem numa negociação, é preciso saber escutar. E não é possível ouvir e falar ao mesmo tempo… Quando o executivo ouve, consegue tirar mais informações sobre a outra pessoa. Daí a importância.”

…”É preciso mostrar ao interlocutor que está prestando atenção, repetindo de volta algumas palavras que a pessoa diz e fazendo perguntas relevantes.”

“Quando a pessoa está aberta ao que as outras estão dizendo cria uma relação de confiança, de conexão. E as pessoas esperam isso…”

“É preciso entrar numa negociação sabendo quais são as alternativas, caso não seja possível conseguir exatamente as condições que se deseja. É preciso saber de antemão qual é a pior opção possível que seria também aceitável…“

Fique atento. Boas negociações farão diferença na sua vida!

Clovis Dattoli – é consultor, coach e palestrante. Atua no desenvolvimento de pessoas e organizações: http://www.clovisdattoli.com.br / jcdattoli@dattoli.com.br.

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Diana Krall e a canção L-O-V-E – Um show!

Como inspiração musical para este sábado, volto com a excelente Diana Krall, cantora e pianista canadense de estilo jazzístico premiado e inconfundível.

Desta feita, ela nos brinda com vídeo de show ao vivo, publicado esta semana no YouTube, em que interpreta a canção L-O-V-E, uma das faixas do seu último disco “Turn Up the Quiet”.

Vejam que Diana está performando cada vez melhor e, como sempre, acompanhada por músicos de altíssimo gabarito.

Curtam este belo momento, a seguir: 

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O poder da mente na cura de doenças – O trabalho do Dr. Herbert Benson

Voltando ao tema SAÚDE, a abordagem de hoje é sobre o tratamento de doenças pela espiritualidade, em perspectiva que vai além dos procedimentos utilizados pela medicina convencional, segundo as pesquisas e as convicções do médico norte-americano Herbert Benson

O Dr. Herbert Benson é renomada autoridade mundial no estudo (há mais de três décadas) do poder de cura da mente, no amplo contexto da espiritualidade, incluindo a fé e as diversas práticas que levam à meditação. Ele dirige o Instituto de Medicina da Mente e Corpo, na Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Ao longo deste tempo, vem procurando provar que a doença é mais mental do que física, já tendo publicado alguns livros sobre o assunto, além de inúmeros artigos, entrevistas etc!

Vejam a excelente entrevista que ele deu para a Revista Bons Fluídos, publicada no blog do Ciência Meditativa, a seguir reproduzida, com afirmações bastante enfáticas e esclarecedoras. Para complementar, confiram, na sequência, o interessante vídeo sobre Combate ao Estresse, também em referência ao trabalho do Dr. Benson, mostrando que a meditação é importante alternativa não-medicamentosa para o combate sistemático do estresse e ansiedades e, ainda, deixando claro que o subconsciente tem poder de cura bastante poderoso. O vídeo está disponível no YouTube.

Vale a pena. Tirem o melhor proveito deste conteúdo:

“Entrevista com Herbert Benson para Revista Bons Fluídos

 

Por que a espiritualidade cura?

Herbert Benson está à frente do Instituto Mente/Corpo da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Nos últimos 35 anos, dedica-se a pesquisas científicas que comprovam: a fé e a meditação melhoram a saúde.

Imagine um médico receitando 20 minutos de meditação, duas vezes ao dia, para combater a hipertensão, por exemplo. É isso que faz o doutor Herbert Benson, pesquisador e fundador-presidente do Instituto Mente/ Corpo da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, em Boston, nos Estados Unidos. Há mais de três décadas, ele realiza estudos em laboratório e vem comprovando que aquietar a mente é um hábito poderoso na prevenção e no combate de problemas como insônia, tensão pré-menstrual, infertilidade e hipertensão. Além disso, alivia os efeitos de doenças crônicas e tratamentos químicos fortes, como o de câncer. O doutor Benson concluiu que de 60 a 90% das doenças podem ser curadas pela mente. Ele é autor de sete livros sobre o assunto, como Medicina Espiritual (ed. Campus) e o best seller The Relaxation Response (não traduzido para o português), que já vendeu mais de 4 milhões de exemplares. Em julho passado, no II Congresso Internacional de Stress, organizado pela ISMA-BR (International Stress Management), em Porto Alegre, ele falou sobre medicina e espiritualidade.

Bons Fluidos – Como a espiritualidade pode trazer benefícios para a saúde?
Herbert Benson – Sempre digo que há um tripé que sustenta a cura: os medicamentos, a cirurgia e a espiritualidade. Cada um deles tem seu peso, sendo que o hábito diário da prática da meditação corresponde de 60 a 90%. O resto é efeito da medicação ou, caso seja necessário, da cirurgia. Como médico, não receito para meus pacientes apenas a meditação, pois os recursos da medicina não podem ser desprezados.
BF – Por que, então, o senhor pesquisa a espiritualidade?
HB – Pesquiso os efeitos da espiritualidade na cura de doenças há 35 anos e comecei estudando a relação entre o estresse e a hipertensão. Primeiro fiz experimentos com macacos. Porém, na época, recebi uma proposta de estudar os efeitos físicos da meditação em um grupo de praticantes assíduos. Essas pessoas não tinham problemas de pressão alta e diziam que isso estava relacionado à meditação. Foi então que realmente estabeleci a conexão entre corpo e mente.
BF – O que o senhor notou no corpo dessas pessoas?
HB – Percebi que durante a prática há a diminuição da pressão arterial, da freqüência cardíaca e do ritmo respiratório. Tentei, então, descobrir o que provocava isso. E são dois os componentes básicos capazes de causar essas reações: a repetição de palavras e a capacidade de deixar os pensamentos de lado. Como parte do estudo, pesquisei os estados meditativos ao longo da história e nas diferentes religiões e esse efeito estava presente no cristianismo, no judaísmo e no budismo.
BF – Qualquer tipo de meditação traz benefícios?
HB – Meditação é deixar a mente livre de pensamentos. E isso é geralmente conseguido pela repetição de palavras. Quando um católico reza um terço, por exemplo, ele está meditando. Não importa o que está dizendo, desde que aquela palavra tenha um significado importante para ele. Pode ser paz, amor, aleluia, shalom, um mantra (os sons sagrados orientais). Os pacientes que escolhem repetir palavras ou expressões relacionadas com suas crenças religiosas têm maior probabilidade de meditar continuamente e melhores resultados fisiológicos do que aqueles que escolhem palavras indiferentes, sem um significado particular. E existem técnicas orientais que também causam as mesmas mudanças físicas, como ioga, tai chi chuan, chi kun e a dança.
BF – Meditar ajuda no processo de cura e prevenção de quais doenças?
HB – As que apresentam melhor resposta ao relaxamento são hipertensão, problemas cardíacos, insônia, calorões da menopausa e toda forma de dor, inclusive as crônicas. Nesses casos, meditar ajuda a suportar melhor os desconfortos.
BF – E a infertilidade?
HB – Problemas de infertilidade, causados por estresse e ansiedade, melhoram 50% depois da prática diária do relaxamento e 59% das mulheres têm diminuição dos sintomas de TPM (tensão pré-menstrual). Mas é preciso lembrar que não se deve abandonar os medicamentos, independentemente do problema de saúde. Quem pratica as várias formas de meditação deve, sim, avisar seu médico.
BF – Por quê?
HB – Se a prática é diária, as doses do medicamento precisam ser diminuídas. Caso contrário, passa-se a ter efeitos colaterais causados pelo excesso de remédios. Por exemplo, em quem é hipertenso, toma medicação e começa a meditar todo dia, a pressão arterial vai cair naturalmente. Assim, as doses dos remédios devem ser reduzidas aos poucos, com a orientação do especialista, até que a pressão se normalize. Percebo que, em males como a Aids ou o câncer, a meditação ajuda a suportar melhor os efeitos colaterais dos tratamentos. Ou seja, há uma melhora na qualidade de vida desses pacientes.
BF – A fé interfere na cura?
HB – Defendo uma medicina unificada de corpo, mente e espírito. Se a fé não fosse importante, como você explicaria o efeito placebo? Pesquisas demonstram que uma pílula com açúcar dada em laboratório tem resultados positivos em 90% das pessoas com problemas de depressão e ansiedade. Isso é o que chamo de fator fé.
BF – E a fé religiosa, ela conta pontos para a saúde?
HB – Estudos comparativos de grupos religiosos e não religiosos constataram: quem é mais religioso é mais saudável, independentemente da alimentação ou da atividade física. Isso também independe da religião. Um católico, por exemplo, que reza todos os dias e acredita em sua crença produz os mesmos efeitos benéficos para o organismo que um budista, que medita diariamente. O importante é a resposta que o relaxamento causa no organismo. Pode ser com meditação, rezando terço, com ioga.
BF – Existe uma idade certa para começar a praticar?
HB – Crianças a partir de 5 anos já podem ser iniciadas. Estudos feitos em Harvard demonstram que isso reduz a ansiedade, facilita a concentração, a capacidade de aprender e de ter notas melhores na escola em comparação a garotos que não meditam.
BF – É preciso meditar todos os dias? Quanto tempo?
HB – Para obter uma resposta eficaz, deve-se praticar uma ou duas vezes por dia, de dez a 20 minutos, cada vez. As alterações fisiológicas causadas pela meditação duram 24 horas, e isso faz também com que o praticante se torne mais resistente ao estresse e às doenças causadas por ele. O ideal é meditar de manhã, ao acordar (antes do café da manhã), e no final da tarde.Fonte: http://cienciameditativa.blogspot.com.br/2008/10/entrevista-com-herbert-benson-para.html.

Vídeo “Combate stress – Herbert Benson” (legendado):

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Para saber e refletir: “Como os Médicos Morrem?” – Por Drª Ana Coradazzi

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Pensar – e falar – sobre os momentos finais da vida humana, e principalmente sobre a morte, apesar de ser importante e necessário, é assunto pouco comentado no geral. Aliás, é tema sempre evitado pela maioria das pessoas, que acabam ficando mal informadas e despreparadas para enfrentar um momento tão delicado como esse. E é sobre isso a postagem de hoje.

A propósito, divulgo artigo interessante e enriquecedor, com o título  “Como os Médicos Morrem?”, publicado no blog No Final do Corredor, da médica Ana Lucia Coradazzi, que é oncologista clínica e também especialista em cuidados paliativos. 

Com ênfase nas escolhas feitas pelos médicos para a fase terminal de suas próprias vidas, esse tema sensível foi inteligentemente abordado pela autora. Aliás, é evidente que os médicos estão submetidos a alto nível de estresse, razão pela qual, na média, não vivem muito. Assim, como eles também morrem, que tal conhecer um pouco sobre as suas escolhas?

Trata-se, a meu ver, de excelente artigo, que reproduzo a seguir e recomendo a leitura:

“Como os Médicos Morrem?

Há alguns dias li um artigo emocionante, escrito pelo médico Ken Murray, da University of Southern California. No texto ele conta a história de um amigo, ortopedista, que alguns anos antes recebeu o diagnóstico de um câncer de pâncreas. Apesar de estar nas mãos de um grande cirurgião, especializado nesse tipo de câncer e extremamente capacitado para conduzir o caso, o ortopedista recusou o tratamento. Foi para sua casa, procurou ficar o máximo de tempo possível com sua família e otimizar sua qualidade de vida através do controle dos sintomas da doença. Alguns meses depois, ele faleceu em casa. Não recebeu quimioterapia, radioterapia ou tratamentos cirúrgicos. Nada.

O fato é que, por incrível que pareça e por mais incômodo que seja, médicos também morrem. E não gostam da ideia de morrer, tanto quanto qualquer outra pessoa. O que é diferente entre os médicos não é a quantos tratamentos eles têm acesso em comparação com os outros pacientes, e sim a quão menos tratamentos eles próprios se submetem. Médicos tendem a ser mais serenos e realistas quando encaram a possibilidade de morrer. Eles sabem exatamente o que vai acontecer, conhecem suas opções, e geralmente têm acesso a todos os tratamentos disponíveis. Mas partem suavemente, de forma quase que submissa.

É claro que médicos não desejam morrer. Eles querem viver. Mas eles sabem o suficiente sobre a medicina moderna para conhecer seus limites, e compreendem de forma profunda o que as pessoas mais temem: morrer em grande sofrimento e sozinhas. Médicos costumam falar sobre isso com seus familiares. Deixam claro que, quando for sua hora, não querem ninguém quebrando suas costelas na tentativa improvável de ressucitá-los. Muitas vezes, falam sobre isso poucas horas após eles próprios terem feito exatamente isso com seus pacientes (eu mesma já fiz). A maioria dos médicos já viu (e praticou) demais o que chamam de “futilidade médica”, que acontece quando é usado todo o arsenal mais moderno disponível para uma pessoa gravemente doente, que está claramente no final de sua vida. Eles já viram pessoas sendo cortadas, perfuradas com tubos e agulhas, colocadas em máquinas barulhentas (e sedadas para suportar a tortura), além da infinidade de remédios correndo em suas veias. E morrendo poucos dias (até horas) depois. Eu já ouvi de colegas angustiados frases como: “Prometa-me que, se um dia eu estiver nessa situação, você vai me deixar partir. Não deixe que façam isso comigo.” E é assim mesmo.

Mas, então, por que é que eles fazem isso aos seus pacientes? Por que fazem com os outros o que abominam para si mesmos? O grande problema aqui é também a origem de praticamente todos os problemas do mundo: a má comunicação. Uma família que vê uma pessoa querida em grande sofrimento frequentemente faz pedidos do tipo “Doutor, faça tudo o que puder por ele”. O médico, por sua vez, escuta “Por favor, use todas as estratégias que você conhecer nesse caso”. E o pesadelo começa. Na verdade, a tradução do pedido angustiado da família possivelmente era “Doutor, faça o que puder para aliviar o sofrimento dele. Ele não merece viver dessa maneira.” A abordagem, provavelmente, seria bem outra. A mesma confusão pode acontecer quando o médico pergunta ao seu paciente se ele deseja continuar com o tratamento. O paciente pode entender que, se disser “não”, será abandonado pelo médico e morrerá exatamente do jeito que o apavora: sofrendo e sozinho. O mesmo paciente poderia responder com um grande e aliviado “sim” se ouvisse uma proposta do tipo “A sua doença não está respondendo aos tratamentos que temos tentado, e eles estão deixando você ainda mais debilitado do que o próprio câncer. O que você acha de pararmos de nos preocupar com sua doença e focar nossos esforços para melhorar ao máximo a sua convivência com ela?”.

O fato é que todos nós, pacientes, médicos e familiares, sofremos as pressões do sofrimento extremo, do tempo, do sistema de saúde, da própria formação médica e das crenças culturais na hora de tomar uma decisão drástica. Mas somente os médicos sabem o que acontece depois. Eles tendem a não aceitar tratamentos excessivos e com poucas chances de sucesso. Muitos buscam formas de morrer em suas próprias casas, esmerando-se no controle da dor e outros sintomas, buscando significado para suas próprias vidas e oferecendo o melhor de si às pessoas a quem amam. A própria literatura médica oferece base para esse tipo de decisão. Estudos têm demonstrado que pessoas com câncer hospedadas em hospices ou acompanhadas por serviços de Cuidados Paliativos vivem mais (e melhor) do que aquelas com o mesmo diagnóstico que recebem tratamentos oncológicos até o final da vida.

Cabe a nós, médicos, oferecer aos pacientes a informação que nos é disponível. Cabe a nós permitir que eles compreendam que a morte não é algo a ser evitado a todo custo, e sim um momento da vida, como qualquer outro. Em muitas situações, ela simplesmente não pode ser evitada, apenas adiada, e o custo disso pode ser  um sofrimento intenso e desnecessário. O “prolongamento da vida” pode, na verdade, ser apenas o prolongamento do processo de morrer. Muitas vezes, com o paciente em grande sofrimento e sozinho. Um motivo e tanto para que os médicos não queiram passar por isso. 

Médico doente “

Fonte :

Como os Médicos Morrem?

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Segredo dos suecos para ser o melhor em seu trabalho sem ficar angustiado chama-se ‘fika’

Falando sobre a cultura de outros países, reproduzo hoje matéria publicada no portal eletrônico do EL PAÍS – Brasil a respeito de um hábito cultivado pelos suecos, nos ambientes de trabalho, que proporciona, segundo o relato, maior satisfação dos trabalhadores, melhor socialização, baixo índice de estresse etc. contribuindo para que a Suécia demonstre alta competitividade e produtividade. Qual o segredo? As paradas para o cafezinho, que eles chamam de “fika”!

A princípio, podemos imaginar não haver novidade nisso, até porque aqui no Brasil o cafezinho e as rodas de bate-papo são comuns. De fato, isso acontece de um jeito ou de outro. A questão é que, quando comparado o que ocorre aqui com esse exemplo sueco, temos resultados que parecem bastante diferentes. Será que estamos fazendo a coisa certa? As organizações estimulam o ritual e o valorizam como devido? Tiramos bom proveito dessas paradas de “alívio”, ou “estratégicas”? No que poderíamos melhorar?

Bem, temos com essa publicação a oportunidade de conhecer outras experiências, colher subsídios e, quem sabe, tirar aprendizados, ainda que estejamos diante de um aspecto singelo do funcionamento organizacional e até aparentemente despretensioso. Contudo, reside aí mais uma evidência de que, em se tratando do mundo do trabalho, o capital humano é a chave de tudo!

Leia o texto a seguir:

“Segredo dos suecos para ser o melhor em seu trabalho sem ficar angustiado chama-se ‘fika’

Outra lição de vida do país escandinavo. Ou por que deveríamos supor que um empregado tomando um café também está trabalhando

ALEJANDRO TOVAR

Segredo sueco é a paradinha para o café no meio do expediente.

Estamos fazendo tudo errado a vida toda. Porque aqui é sinônimo de perda de tempo, de fuga do trabalho; de copos de plástico, misturas artificiais e bolinhos industriais. É a hora de falar mal do chefe, de compartilhar queixas e lamentos. De contar os dias para as férias. Mas as pausas para o café são outra coisa para os suecos, que vêm nos ensinar como espremer ao máximo cada minuto da jornada de trabalho. Porque se na Espanha dedicamos um espaço mais ou menos amplo para consumir a reconfortante bebida na frente da máquina, esquecendo por um tempo de nossas tarefas, eles organizam ao redor dessa prática uma celebração, sem prejudicar seu título de um dos dez países mais competitivos do mundo segundo o Fórum Econômico Mundial. Assim são as fikassuecas, o momento do café no escritório que se revela como um dos fatores que explica a alta produtividade de seus trabalhadores, de acordo com estudos da Universidade de Linköping, e os reduzidos níveis de estresse, os mais baixos do mundo segundo International Business Report.

Fika é um fenômeno social. É tomar um café ou chá, mas também é uma razão para socializar e desfrutar de um tempo de qualidade com os colegas de trabalho.” Assim Emelie Gallego, adida cultural da Embaixada da Suécia na Espanha, define essa marca cultural. E é uma realidade tão impressa na alma dos suecos que são os próprios diretores das empresas que promovem essas pausas. Embora não seja necessário. Como afirma Israel Úbeda, responsável de imprensa e redes sociais de VisitSweden na Espanha, “mais que propor, é algo que pertence à personalidade dos suecos e das empresas. Porque, afinal de contas, são formadas por pessoas e suas idiossincrasias”. E Úbeda acrescenta: “Os suecos amam o café e os doces, por isso parece lógico que em um lugar onde você vai passar horas todo dia tenha uma pequena pausa para esticar as pernas, conversar com colegas e desfrutar de doces, frutas ou um pequeno lanche”. Tudo isso, cortesia da empresa.

Trata-se então de um mero descanso pago?

De jeito nenhum. Gallego explica: “Esse ambiente mais familiar fortalece os laços entre os companheiros, mas os diretores também estão presentes. A cultura empresarial na Suécia é, geralmente, bastante próxima e pouco hierárquica”. Por isso também chefes e coordenadores participam dessas “paradas técnicas”, procurando que entre todos, nesses momentos de relaxamento, possam ter melhores ideias para resolver os problemas que encaram na frente do computador. Ou seja, tanto se pode falar do incrível jogo de futebol de ontem como preparar a reunião de marketing de amanhã. E você dirá: como na Espanha. Não tão rápido: sua alta consideração por parte de todos os níveis da empresa faz com que ideias e otimismo fluam com força, como prova um estudo realizado pelo LinkedIn. A pesquisa Relationships@Work mostrou que manter boas relações com colegas e superiores leva a um melhor desempenho profissional e uma maior motivação no trabalho. Na mesma linha, outra análise feita por especialistas da Universidade da Flórida descobriu que promover uma relação de confiança entre trabalhadores e superiores traz consigo uma maior colaboração, inovação e eficiência. Além disso, tirar essas pausas da clandestinidade aumenta a felicidade do trabalhador, que melhora, de acordo com vários estudos, tanto o ambiente do escritório quanto a produtividade.

Embora não estejam regulados por uma agenda, as fikas têm vários espaços durante o dia. Na empresa de Israel costumam parar várias vezes ao dia por 10 minutos: “Depende da empresa, mas algumas paradas de manhã e outras à tarde podem ser algo perfeitamente normal, embora isso não significa que todos os trabalhadores participem de todas elas”, comenta. É o que afirma Jónatan López, arquiteto espanhol que vive em Estocolmo há mais de seis anos. Ele trabalhou em três empresas diferentes e em todas pôde constatar que as fikassão parte da cultura empresarial sueca: “Agora somos uns 200 trabalhadores, de modo que cada grupo tem seus próprios costumes. Uma das minhas companheiras está fazendo um curso de confeitaria e toda quarta-feira traz suas elaborações caseiras”. Jónatan lembra sua passagem por empresas espanholas e como, ao contrário do que acontece na Suécia, o café é algo que sempre tinha que ser pago pelo trabalhador. “Aqui as cafeteiras são tão importantes quanto os computadores e são os chefes que nos dizem que precisamos melhorar [acabar antes as tarefas urgentes] para ter tempo para mais fikas”, acrescenta.

Um viveiro de grandes ideias

Ana Berdún, coach pessoal e especialista em felicidade no trabalho, afirma que essas práticas são “uma boa ferramenta para combater o presentismo. Ajuda a trabalhar quando você trabalha e a descansar quando você descansa, porque, em outro ambiente mais restritivo, enquanto você está na frente do computador está pensando no descanso e, quando está tomando café, não consegue se desconectar de tudo que ainda precisa fazer”.

Manuel Torres, diretor comercial da Eboca, empresa de máquinas de venda automática especializada em máquinas de café, lamenta que a pausa espanhola seja “algo clandestino, um tempo no qual o trabalhador se sente observado”, e acredita que “um empregado, bebendo café, também está trabalhando”. Torres reafirma a estreita ligação entre a cafeína e desempenho no trabalho, falando de uma vertente biológica e sociológica, e se pergunta: “Quantas das grandes ideias, do início dos melhores projetos, não ocorreram enquanto mexíamos com a colherzinha no café?”.

Na verdade, a EFSA (o painel de especialistas europeu em saúde alimentar) reconheceu que a partir de 75 miligramas, a cafeína aumenta a atenção, a memória e a capacidade de aprendizagem. E os defensores da fika destacam: não é o mesmo beber em um copo de plástico que em uma xícara pessoal, como não é a mesma coisa beber em um corredor na frente de uma máquina de metal que em um espaço aberto com sofás e bandejas com doces caseiros. Para praticar, como afirma Ana Berdún, “a mudança cultural deve ser incentivada pelos empresários, que devem entender que isso é algo positivo”. E também deve ser tomado com responsabilidade pelos trabalhadores. Esse dia vai chegar? Vamos ter que pensar com um cafezinho na mão…

Fonte – https://brasil.elpais.com/brasil/2017/04/26/cultura/1493209903_446169.html
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Kansas e a linda canção Dust In The Wind – Inspiração (vídeo)!

Neste espaço musical dos sábados, vamos relembrar hoje a bela canção Dust In The Wind (Poeira ao Vento), estrondoso sucesso do final dos anos 1970.

Essa canção, de autoria do instrumentista e compositor Kerry Livgren, foi lançada em 1978 pela banda norte-americana Kansas, sendo depois gravada por diversos artistas. Além da rica e agradável melodia, observem o poema, que nos faz refletir sobre quem somos e como estamos usando cada minuto de nossas vidas!

Portanto, curtam este vídeo da banda Kansas e Dust In The Wind, legendado, publicado no YouTube por Bruno David. A performance e a orquestração neste show são primorosas! A seguir:

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“5 segredos da felicidade, segundo o ‘homem mais feliz do mundo'”

Resultado de imagem para pesquisas sobre o homem mais feliz do mundo matthieu ricard Imagem – Biopsicologia

Voltando hoje com o tema FELICIDADE, sempre interessante e desafiador, reproduzo publicação do site BBC Brasil sobre cinco segredos da felicidade pelo monge budista Matthieu Ricard, que foi declarado o homem mais feliz do mundo, após ter sido pesquisado por cientistas.

Para quem quiser conhecer mais detalhes a respeito do monge Matthieu, atual paradigma da felicidade, segue link de postagem que fiz em novembro de 2014 – https://obemviver.blog.br/2014/11/13/este-e-o-homem-mais-feliz-do-mundo-excelente-texto-sobre-felicidade/.

O texto de hoje traz cinco preciosas dicas sobre felicidade, apresentadas de forma enxuta e com bastante objetividade, para uma boa reflexão. Observem que há uma ênfase no altruísmo, no fazer o bem!

Confiram a seguir:

“5 segredos da felicidade, segundo o ‘homem mais feliz do mundo’

O monge budista Matthieu Ricard é a “pessoa mais feliz do mundo”.

Esse título foi dado por cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, que estudaram seu cérebro.

Eles descobriram que Ricard produz um nível de ondas cerebrais de gama sem precedentes na literatura científica.

Essas ondas estão ligadas à capacidade de atenção, consciência, aprendizado e memória.

Além disso, Ricard manifesta um nível de atividade no seu córtex pré-frontal esquerdo bem acima do direito, o que reduz sua propensão à negatividade, explicaram os pesquisadores.

“Felicidade não é a busca infinita por uma série de experiências prazerosas. Isso é uma receita para a exaustão”, diz o monge tibetano.

Mas qual é, na visão dele, o segredo para tanta felicidade? Aos 70 anos, Ricard dá cinco conselhos.

1. Defina o que é felicidade

“Felicidade é um jeito de ser. É um estado mental ótimo, excepcionalmente saudável, que dá a você os recursos para lidar com os altos e baixos da vida.”

2. Seja paciente

“Não seja como uma criança que faz pirraça. ‘Eu quero ser feliz agora’, isso não funciona. A fruta amadurece com paciência e vira uma fruta e uma geleia deliciosas. Você não pode fazer isso com uma fruta verde. Leva tempo cultivar todas aquelas qualidades humanas fundamentais que geram bem-estar.”

3. Saiba que você pode treinar sua mente

“O que você fizer vai mudar seu cérebro. Se você aprender malabarismo, a mergulhar ou a esquiar, seu cérebro vai mudar. Da mesma forma, se você treinar sua concentração, se você treinar para ter mais compaixão, se você treinar para ser mais altruísta, seu cérebro vai mudar, você será uma pessoa diferente. Todas essas habilidades podem ser aprendidas, assim como tocar piano ou jogar xadrez.”

4. Pratique pouco e com frequência

“É como quando você rega as plantas no seu apartamento. Você precisa regar um pouco todos os dias. Se você derramar um balde uma vez por mês, a planta vai morrer. É melhor fazer sessões curtas de meditação com frequência do que uma muito longa de tempos em tempos, porque o processo de neuroplasticidade não será ativado ou mantido.”

5. Não deixe o tédio desencorajá-lo

“Devemos perseverar, porque, às vezes, quando está chato é que uma mudança de verdade ocorre. A regularidade é uma das grandes dicas de meditação e treinamento mental para se tornar uma pessoa melhor, mais feliz e mais altruísta.”

Fonte – http://www.bbc.com/portuguese/geral-40005893

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‘O homem mais rico da história’, de quem você talvez nunca tenha ouvido falar

Reproduzo artigo muito interessante, daqueles que enriquecem nosso conhecimento, ao trazer curiosidades e revelações significativas a respeito dos meandros da história – poder econômico e seus impactos sociais -, falando sobre o influente (e “desconhecido”) banqueiro alemão Jakob Fugger, publicado dias atrás no portal eletrônico da BBC Brasil.

Assim, conheça um homem rico (muito rico) e poderoso que agiu – e influenciou – para além da sua terra natal, mas que, para nós, não passava até aqui de um ilustre desconhecido!

Leia a seguir:

‘O homem mais rico da história’, de quem você talvez nunca tenha ouvido falar

Jakob FuggerDireito de imagem Getty Images Image caption De acordo com seu biógrafo, Jakob Fugger tinha uma fortuna superior a US$ 400 bilhões

Se estivesse vivo hoje, Jakob Fugger (1459-1525) seria, calcula-se, mais rico que Bill Gates, Warren Buffet, Carlos Slim e Mark Zuckerberg juntos.

O banqueiro alemão – apelidado de “O rico” – chegou a acumular, ao longo da vida, uma fortuna equivalente ao que hoje seriam US$ 400 bilhões (R$ 1,2 trilhão), segundo o biógrafo Greg Steinmetz.

Ex-editor do Wall Street Journal, Steinmetz considera Fugger o homem mais rico da história, e foi esse o título que deu ao livro que escreveu sobre o banqueiro em 2015.

Embora muitas pessoas levantem ressalvas à comparação da riqueza em diferentes períodos históricos, de uma coisa Steinmetz se diz seguro: “Jakob Fugger foi sem dúvida o mais poderoso banqueiro de todos os tempos”, disse ele à BBC Mundo, o serviço da BBC em espanhol.

Jakob FuggerDireito de imagem SIMON & SCHUSTER Image caption Capa do livro “O homem mais rico que já existiu”, em tradução livre

Em que ele baseia essa afirmação?

“No Renascimento, a época em que Fugger viveu, o mundo era controlado por duas figuras: o imperador romano e o papa. E Fugger financiou os dois”, diz o biógrafo.

Na avaliação de Steinmetz, nenhum banqueiro em toda a história teve tanta influência sobre o poder político como Fugger.

“Fugger decidiu que o rei da Espanha, Carlos 1º, deveria ser o imperador de Roma e o fez vencer a eleição (com o nome de Carlos 5º)”, disse ele. “Carlos 5º colonizou o Novo Mundo. A história não seria a mesma se não tivesse chegado ao poder.”

Desconhecido

Como se explica então que poucos tenham ouvido falar de Jakob Fugger? E que, em vez disso, saibamos tanto sobre alguns de seus contemporâneos, como os Médici, os irmãos César e Lucrécia Bórgia ou Nicolau Maquiavel?

Uma das razões, de acordo com Steinmetz, é que Fugger era alemão e não se tornou conhecido no mundo anglófono. E foi exatamente isso que motivou o autor a escrever sobre o banqueiro.

Escudo com brasão de sua famíliaDireito de imagem Getty Images Image caption Fugger foi o primeiro comerciante que conseguiu ser nomeado conde

“Fui chefe da sucursal do Wall Street Journal em Berlim e ouvi uma menção a Fugger, mas não consegui encontrar um único texto em inglês sobre isso”, conta.

Mas talvez o principal motivo pelo qual poucos fora de seu país de origem conheçam a história desse homem é porque ele não era um personagem colorido, como os outros famosos citados de sua época.

Ele não tentou se tornar papa nem ocupar cargos políticos. Ele não patrocinou nenhum artista renascentista. Nem construiu palácios ou templos.

Conjunto habitacional criado por FuggerDireito de imagem Getty Images Image caption O projeto de habitação social que Fugger criou na cidade de Augsburg continua 500 anos depois e é o lar de aposentados

Sua obra mais famosa é o Fuggerei: um projeto de habitação social que criou na cidade de Augsburg, no sul da Alemanha, e que continua conhecida porque quem vive ali paga um aluguel simbólico de US$ 1 por ano.

“Os banqueiros estão acostumados a trabalhar nos bastidores”, disse Steinmetz, sobre a baixa notoriedade do homem sobre quem escreveu.

Legado

Isso não significa que Jakob Fugger não tenha deixado a sua marca. Na verdade, sua influência pode ser sentida até hoje, embora muitos não saibam disso.

Uma amostra da importância de Fugger é que ele foi retratado pelos artistas mais renomados de sua época, como Dürer e Hans Holbein, o Velho (autor desta imagem)

A seguir, cinco heranças importantes desse ilustre desconhecido:

1. Criou a primeira multinacional

Em sua época, a atividade econômica era pequena. Os ricos viviam de suas terras e do trabalho dos camponeses, que recebiam proteção em troca.

Fugger negociou direitos a mineiros em troca de seus empréstimos e, assim, conseguiu monopolizar o comércio de cobre e prata.

Além disso, ele comercializou especiarias. Assim, foi um dos precursores do capitalismo.

Greg SteinmetzDireito de imagem GREG STEINMETZ Image caption Steinmetz se interessou pela vida de Fugger enquanto chefiava a sucursal do ‘Wall Street Journal’ em Berlim

2. Criou o primeiro serviço de notícias

Fugger sabia que a informação é valiosa e, portanto, queria acessá-la antes de seus concorrentes.

Para isso, ele pagou mensageiros para trazer informações sobre a atividade comercial e política de diferentes cidades.

Seus sucessores mantiveram a tradição e criaram o Fugger Newsletters, que alguns consideram um dos primeiros jornais da história.

3. Criou formas de financiar dinheiro que perduram até hoje

Os Médici, por exemplo, ja tinham bancos naquela época, mas a Igreja Católica não permitia o pagamento de juros, por considerá-lo ganância.

Banheiro de Fugger em AugsburgDireito de imagem Getty Images Image caption O banheiro da mansão do Fugger em Augsburg era luxuoso

Fugger convenceu o papa Leão 10 – um cliente seu – a suspender essa proibição e começou a oferecer uma taxa de juros de 5% ao ano para os clientes que depositavam dinheiro no seu banco de Augsburg.

4. Financiou exploradores

Ele tinha 33 anos quando Colombo descobriu a América. Interessado ​​no potencial econômico dessas expedições, financiou a primeira viagem para a Índia.

Ele também foi um dos financiadores da viagem ao redor do mundo de Fernão de Magalhães.

5. Acabou estimulando a Reforma Protestante

Um dos negócios que Fugger manteve com o Vaticano foi a venda de indulgências.

FuggerDireito de imagem Getty Images Image caption Fugger casou em 1498 com Sybille Arzt, de uma das famílias fundadoras de Augsburg. Eles não tiveram filhos e seus sobrinhos Anton e Raymund herdaram o negócio da família

Ele propôs uma forma de financiar a catedral de São Pedro. A metade dos rendimentos foi destinada a esse fim e a outra metade ficava com ele.

Neste ano completam 500 anos desde que Martinho Lutero protestou contra esse negócio, dando origem à Reforma Protestante.

Fontehttp://www.bbc.com/portuguese/internacional-40723792

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As lições da Finlândia (não deixe de conhecer)!

Não pode ser por acaso que a Finlândia alcance estes indicadores (posicionamento) em escala mundial: sexto lugar no ranking da educação; quarto no ranking da inovação; quarto no ranking da competitividade; terceiro país menos corrupto; quarto no índice mundial da justiça; quarto no ranking de qualidade da democracia; sexto país mais feliz do mundo e considerado um dos mais igualitários. Cada um pode fazer suas inferências, ter suas leituras… mas uma causa revela-se fundamental para que tais frutos possam ser colhidos, a exemplo do que acontece com outras nações também desenvolvidas, prósperas e de sucesso sustentável: a existência de um sistema educacional efetivo, de alto nível, a começar da formação infantil!

A esse respeito, veja o excelente vídeo “Lições da Finlândia”, sobre o sistema educacional daquele país, produzido – e postado no YouTube – pela jornalista brasileira (residente na Suécia) Claudia Wallin.

Espero que muitas pessoas tomem conhecimento desse exemplo, fiquem melhor informadas e com isso tenham maior clareza sobre os inúmeros benefícios que uma boa educação pode proporcionar para o conjunto da sociedade. Portanto, que tal compartilhar? Essa atitude pode ajudar de alguma forma por aqui, ao menos significando um sopro de legítima esperança, mesmo tendo consciência de que as realidades daqui são bastante distintas das de lá!

Assista a seguir:

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“Os 18 sinais que indicam que você é emocionalmente inteligente”

Você certamente já ouviu falar, ou leu, sobre Inteligência Emocional, que pode ter sido até mesmo aqui no blog, em algum momento. Nada obstante, por se tratar de um campo que não pode ser tido como de precisão, pois estamos falando de coisas que, a princípio, são intangíveis, que passam por sentimentos e percepções, em que a subjetividade estará sempre presente, você pode ter várias dúvidas a esse respeito, principalmente quando procura enxergar situações mais concretas de demonstração da IE. 

Com efeito, instigado por postagem que vi no blog Ludo e Vico, divulgo hoje interessante e esclarecedor artigo, abaixo transcrito, publicado no site Huffpost-Brasil, relacionando – e comentando – os 18 sinais (características e comportamentos) de quem é considerado emocionalmente inteligente, de acordo com o resultado de testes científicos já aplicados. Temos aí, sem dúvida, uma excelente contribuição para que se ampliem entendimento e consciência sobre o tema.

Por conta disso, recomendo que você, após a leitura, procure identificar quais desses sinais têm mais a ver com você, principalmente aqueles que considere necessitar de reforço, e busque seu aprimoramento. Trabalhe a sua inteligência emocional. Aliás, não custa realçar que a IE está inserida no contexto do autoconhecimento e é requisito fundamental para uma vida equilibrada, bem sucedida e com maior nível de felicidade, valendo para os interesses pessoais e também profissionais!

Leia o artigo a seguir:

“Os 18 sinais que indicam que você é emocionalmente inteligente

Inteligência emocional é “aquela coisa” dentro de cada um de nós que é um pouco intangível.

(Dr. Travis Bradberry Autor de ‘Inteligência emocional 2.0’ e presidente da TalentSmart)

JEFFSMALLWOOD | FLICKR
Como os bons testes de Inteligência Emocional (IE) não são gratuitos, o médico Travis Bradberry analisou os dados de mais de 1 milhão de pessoas que a TalentSmart testou com o objetivo de identificar comportamentos que dão sinais claros se você tem alta IE.

Quando a inteligência emocional (IE) apareceu pela primeira vez para as massas, serviu como o elo perdido em uma descoberta peculiar: pessoas com quocientes de inteligência (QI) médios superavam as com QIs mais altos em 70% do tempo. Essa anormalidade abalou fortemente a suposição amplamente aceita de que o QI era a única fonte de sucesso.

Décadas de pesquisa agora apontam a inteligência emocional como sendo o fator crítico que separa artistas de sucesso do resto do pacote. A conexão é tão forte que 90% dos grandes artistas têm alta inteligência emocional.

A inteligência emocional é “aquela coisa” dentro de cada um de nós que é um pouco intangível. Ela afeta como gerenciamos nosso comportamento, como navegamos pelas complexidades sociais e como tomamos decisões pessoais para conseguir resultados positivos.

Apesar da significância da IE, sua natureza intangível torna muito difícil saber o quanto você tem dela e o que pode fazer para melhorar caso não tenha o suficiente. Você pode sempre fazer um teste validado cientificamente, como o que está incluído no livro Emotional Intelligence 2.0.

Infelizmente, os testes de IE de qualidade (cientificamente válida) não são gratuitos. Portanto, analisei os dados de mais de um milhão de pessoas que a TalentSmart testou com o objetivo de identificar comportamentos característicos de uma alta IE. A seguir estão claros sinais de que você tem inteligência emocional elevada.

1. Você tem um amplo vocabulário emocional

Todas as pessoas sentem emoções, mas são poucas as que podem identificá-las quando ocorrem. Nossa pesquisa mostra que apenas 36% das pessoas podem fazer isto, o que é problemático porque emoções não identificadas muitas vezes são incompreendidas, levando a escolhas irracionais e ações contraproducentes.

As pessoas com IE elevada dominam suas emoções porque as entendem e usam um extenso vocabulário de sentimentos para fazê-lo. Embora muitas pessoas possam descrever simplesmente que estão se sentindo “mal”, pessoas emocionalmente inteligentes podem identificar que se sentem “irritáveis”, “frustradas”, “oprimidas” ou “ansiosas”. Quanto mais específica for sua escolha de palavras, melhor será sua percepção sobre como está se sentindo exatamente, o que causou isso e o que deve ser feito para lidar com esse estado emocional.

2. Você tem curiosidade sobre as pessoas

Não importa se são introvertidas ou extrovertidas, as pessoas emocionalmente inteligentes têm curiosidade sobre as pessoas ao seu redor. Essa curiosidade é produto da empatia, uma das portas de entrada mais significativas para uma IE elevada. Quanto mais você se importar com outras pessoas e com o que estão passando, mais curiosidade terá sobre elas.

3. Você aceita mudanças

Pessoas emocionalmente inteligentes são flexíveis e estão constantemente se adaptando. Sabem que aquele medo da mudança é paralisante e uma grande ameaça ao seu sucesso e felicidade. Elas buscam as mudanças, que estão à espreita, logo ali na esquina, e criam um plano de ação caso essas mudanças ocorram.

4. Você conhece seus pontos fortes e fracos

Pessoas emocionalmente inteligentes não entendem apenas de emoções; sabem no que são boas e no que são um desastre. Também sabem quem os estimula e os ambientes (tanto situações como pessoas) que permitem seu sucesso. Ter uma IE elevada significa que você conhece seus pontos fortes e sabe como se apoiar neles e usá-los para seu máximo proveito, ao mesmo tempo que impede que suas fraquezas o detenham.

5. Você é um bom juiz de caráter

Muito da inteligência emocional se resume à consciência social; à capacidade de ler outras pessoas, de saber o que pretendem e de entender o que estão passando. Ao longo do tempo, esta habilidade o torna um excepcional juiz de caráter. As pessoas não são um mistério. Você sabe o que elas pretendem e entende suas motivações, mesmo aquelas que se escondem sob uma superfície.

6. Você não se ofende facilmente

Se você tem segurança de quem é, dificilmente alguém dirá ou fará algo a ponto de pisar no seu calo. Pessoas emocionalmente inteligentes são autoconfiantes e de mente aberta, o que cria uma grossa camada de proteção. Você pode brincar consigo mesmo ou deixar que outras pessoas façam piada sobre você porque é capaz de traçar mentalmente a linha entre o bom humor e a degradação.

7. Você sabe como dizer não (para você e para os outros)

Inteligência emocional significa saber como exercer o autocontrole. Você atrasa a gratificação e evita uma ação impulsiva. Pesquisas conduzidas pela Universidade da Califórnia, em San Francisco, mostram que quanto mais dificuldade você tiver em dizer não, maior será a probabilidade de sentir estresse, exaustão e até mesmo depressão. Dizer não, de fato, é um grande desafio de autocontrole para muitas pessoas. “Não” é uma palavra poderosa que você não deve ter medo de manejar. Quando é hora de dizer não, pessoas emocionalmente inteligentes evitam frases como “acho que não posso” ou “não tenho certeza”. Dizer não a um novo compromisso honra seus compromissos existentes e lhe dá a oportunidade de cumpri-los com êxito.

8. Você deixa seus erros de lado

Pessoas emocionalmente inteligentes se distanciam de seus erros, mas o fazem sem esquecê-los. Ao deixar seus erros a uma distância segura, mas ainda à mão para referência, eles podem se adaptar e se ajustar para um sucesso futuro. É preciso uma autoconsciência refinada para andar sobre esta corda bamba entre estacionar e lembrar. Demorar-se por um tempo muito longo em seus erros o torna ansioso e amedrontado, ao mesmo tempo que se esquecer completamente deles pode levá-lo a repeti-los. A chave para o equilíbrio está em sua capacidade de transformar fracassos em pepitas de avanço. Isso cria a tendência de levantar rápido todas as vezes que você cair.

9. Você dá sem esperar nada em troca

Quando alguém dá algo a você espontaneamente, sem esperar nada em troca, isso deixa uma poderosa impressão. Por exemplo, você pode ter uma conversa interessante com alguém sobre um livro e, quando vê essa pessoa de novo, um mês depois, ela aparece com o livro na mão. Pessoas emocionalmente inteligentes constroem relacionamentos fortes porque estão constantemente pensando nos outros.

10. Você não guarda rancor

As emoções negativas que acompanham o rancor são, na verdade, uma resposta ao estresse. Só pensar no ocorrido já coloca seu corpo em estado de luta ou fuga, um mecanismo de sobrevivência que força você a se levantar e lutar ou correr pelas montanhas diante de uma ameaça. Quando a ameaça é iminente, essa reação é essencial para sua sobrevivência, mas, quando a ameaça está no passado, manter aquele estresse causa estragos em seu corpo e pode ter graves consequências para a saúde ao longo do tempo. De fato, pesquisadores da Universidade Emory mostraram que manter o estado de estresse contribui para a hipertensão arterial e doenças cardíacas. Guardar rancor significa que você está alimentando o estresse, e pessoas emocionalmente inteligentes sabem evitar isso a qualquer custo. Deixar o rancor de lado não só o faz sentir-se melhor como também melhora sua saúde.

11. Você neutraliza pessoas tóxicas

Lidar com pessoas difíceis é frustrante e exaustivo para a maioria. Indivíduos com alta IE controlam suas interações com pessoas tóxicas monitorando seus sentimentos. Quando precisam confrontar uma pessoa tóxica, abordam a situação racionalmente. Identificam suas próprias emoções e não permitem que a raiva ou a frustração alimentem o caos. Também levam em conta a opinião da pessoa difícil e são capazes de encontrar soluções e pontos em comum. Mesmo quando as coisas desandam completamente, pessoas emocionalmente inteligentes são capazes de lidar com a pessoa tóxica sem levá-la muito a sério e evitar que ele ou ela as derrubem.

12. Você não busca a perfeição

Pessoas emocionalmente inteligentes não definirão a perfeição como meta, porque sabem que ela não existe. Nós seres humanos, por nossa própria natureza, somos falíveis. Quando a perfeição é sua meta, você sempre fica com uma incômoda sensação de fracasso que o leva a querer desistir ou reduzir seus esforços. Você acaba passando seu tempo lamentando o que não conseguiu atingir e o que deveria ter feito de forma diferente, em vez de avançar, entusiasmado com o que conseguiu conquistar e com o que conseguirá no futuro.

13. Você aprecia o que tem

Parar para contemplar as coisas pelas quais deve ser grato não é simplesmente a coisa certa a fazer; também melhora seu humor porque reduz o hormônio do estresse, o chamado cortisol, em 23%. Pesquisas conduzidas pela Universidade da Califórnia, em Davis, revelaram que as pessoas que se esforçaram diariamente para cultivar uma atitude de gratidão obtiveram uma melhora do humor, energia e bem-estar físico. É provável que os menores níveis de cortisol tenham desempenhado um importante papel nisso.

14. Você se desconecta

Descansar regularmente é sinal de IE elevada porque o ajuda a manter seu estresse sob controle e viver no momento. Quando você está disponível para o seu trabalho 24 horas, sete dias por semana, se expõe a uma pressão constante de estressores. Obrigar-se a desconectar e até mesmo — engula isso! — desligar seu telefone dão uma pausa ao seu corpo e mente. Estudos mostraram que algo tão simples como uma pausa nos e-mails pode diminuir os níveis de estresse. A tecnologia permite uma constante comunicação e a expectativa de que você esteja disponível “24/7”. É extremamente difícil desfrutar de um momento livre de estresse fora da empresa quando um e-mail que mudará sua linha de raciocínio e fará você pensar (leia: se estressar) sobre o trabalho invade seu telefone a qualquer momento.

15. Você limita sua ingestão de cafeína

Tomar quantidades excessivas de cafeína desencadeia a liberação de adrenalina, e a adrenalina é a fonte da resposta de luta ou fuga. Este mecanismo se desvia do pensamento racional a favor de uma resposta mais rápida para garantir a sobrevivência. Isso é ótimo quando um urso o está perseguindo, mas não tão bom quando está respondendo a um breve e-mail. Quando a cafeína coloca seu cérebro e corpo nesse estado de estresse elevado, suas emoções se sobrepõem ao seu comportamento. A longa meia-vida da cafeína assegura que você fique nesse estado, já que leva um bom tempo para sair do seu corpo. Indivíduos com alta IE sabem que a cafeína é um problema, e não deixam que ela leve o melhor deles.

16. Você dorme o suficiente

É difícil exagerar a importância do sono para aumentar sua inteligência emocional e administrar seus níveis de estresse. Quando você dorme, seu cérebro literalmente recarrega, vasculhando as memórias do dia, armazenando-as ou descartando-as (o que provoca os sonhos) para que você desperte alerta e pensando coerentemente. Indivíduos com alta IE sabem que seu autocontrole, atenção e memória diminuem quando não dormem o suficiente — ou não dormem corretamente. Por isso, fazem do sono uma prioridade máxima.

17. Você afasta pensamentos negativos

Quanto mais você rumina pensamentos negativos, mais poder dá a eles. A maioria de nossos pensamentos negativos consiste simplesmente nisto — pensamentos, e não fatos. Quando parece que é uma coisa que sempre ou nunca acontece, isso é a tendência natural do seu cérebro de perceber ameaças (inflando a frequência ou a gravidade do evento). Pessoas emocionalmente inteligentes separam os pensamentos dos fatos para escapar do ciclo de negativismo rumo a uma perspectiva nova e positiva.

18. Você não deixa ninguém limitar sua alegria

Quando seu senso de prazer e satisfação é derivado das opiniões de outras pessoas, você já não é mais o mestre de sua própria felicidade. Quando pessoas emocionalmente inteligentes se sentem bem sobre algo que fizeram, não vão deixar que as opiniões de ninguém ou observações maliciosas levem isso delas. Embora seja impossível desligar suas reações em relação ao que os outros pensam de você, não se compare com os outros e tente sempre não levar as opiniões das pessoas tão a sério. Dessa forma, independentemente do que outras pessoas estejam pensando ou fazendo, sua autoestima vem de dentro.

*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost US e traduzido do inglês.

*Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o HuffPost oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.

Fonte – http://www.huffpostbrasil.com/travis-bradberry/os-18-sinais-que-indicam-se-voce-e-emocionalmente-inteligente_a_23058670/?ncid=fcbklnkbrhpmg00000004

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