‘A vida começa onde o medo termina’

No contexto do grande tema autoconhecimento, volto hoje a refletir sobre aspectos que funcionam como travas, como limitações, como comprometimento para uma vida plena, e o medo é um desses maiores limitadores. Conforme registrei em posts anteriores sobre o assunto, alguns medos são até explicáveis, porque têm origem em alguma situação real (experiência concreta), além de funcionarem como fator de ponderação para que se evitem riscos demasiados. Entretanto, a maioria dos medos surge de mera imaginação, sem qualquer base lógica e razoável e, portanto, sem qualquer perspectiva de que tal situação possa ocorrer efetivamente.

Para ilustrar e trazer novas visões sobre o tema, o que acredito ser sempre recomendável, reproduzo artigo bem interessante, agradavelmente escrito, trazendo por título uma máxima do mestre indiano Osho: “A vida começa onde o medo termina”, cujo texto vi publicado no blog REIKI QUÂNTICO.

Vale a pena ler e estar atento, pois todos nós, em alguma medida, criamos e cultivamos (naturalmente) os nossos medos. A propósito, você tem medo de quê? Ou, em outras palavras, quais são os seus medos?

Confira a seguir:

“A vida começa onde o medo termina.

O medo faz parte da vida desde sempre. Uma questão de sobrevivência tanto no reino selvagem e inóspito de milênios atrás, como nas estradas arruinadas de antigamente onde todo estranho era suspeito até que provasse o contrário. O medo continua hoje na cidade grande, determinando em qual bairro podemos nos perder, moldando uma vida entre grades. Vivemos presos, nós mesmos nos enclausuramos em casas vigiadas, com cercas elétricas, alarmes…

Esse é um medo físico. Medo de violência, dos assaltos, agressões ao corpo e aos bens, aos queridos seres que pensamos possuir. É só um de muitos medos.

Você tem medo de quê?

Medo de se expor? Será? Nesse mundo de selfies onde as pessoas mostram o cafezinho com espuma, a roupa nova, a exposição é mais norma que exceção. Mas tem medo por trás disso também. Tem o medo de não fazer parte. A valorização excessiva da imagem, da casca, da aparência é uma forma de não mostrar o que tem dentro. Fica no raso que já está bom. Não precisa aprofundar. Medo de não gostarem de mim se me virem assim: cara limpa, cheia de limitações, traumas, sentimentos que não são nobres, dores, infantilidades…

Você tem medo de quê?

Medo de doença, medo de contágio, medo de invasão. Vírus no computador, vírus no ar e nas bocas. Epidemias. Quem mais espalha medo é a mídia. E a gente compra esse pacote. E paga caro por isso.

Você tem medo de quê?

Medo de ficar sozinho. Em casa, na vida, sem amor, sem cobertor de orelha. Por pior que seja, tem gente que fica junto por conta desse medo insano e inconsciente que também é um medo de não dar conta, de não conseguir se sustentar, de sofrer. Por ele se aguenta cada coisa… Tem gente que pula de um relacionamento para outro sem intervalo, sem viver as pausas, sem arrumar a casa… Medo de sentir a dor.

Você tem medo de quê?

Medo de morrer – já que muitos perderam a crença na continuidade da vida. Se, depois que os bichos nos comerem a carne, não sobraria nada mesmo, para que ter medo? Esse é um medo da dor, de não sentirem sua falta, de que tudo continue muito bem obrigado sem você, medo de não ter sido notado, importante, essencial na vida de ninguém.

Você tem medo de quê?

Medo de espírito? De ver coisas feias no astral, de ser sugado para regiões umbralinas e não conseguir voltar nem ser resgatado?

pandora12Você tem medo de quê?

Tem medo de falta de grana, falta de carinho, falta de amor, falta de amigos… Carência. Você sai por aí exalando carência e como pensa que o universo vai te retribuir? Por ressonância, você recebe exatamente o mesmo perfume de volta – carência. É o que consta do seu pedido. Com toda a abundância que existe nesse mundo, nós aqui nos maltratando e limitando com essa carestia ilusória.

Você tem medo de quê?

Medo de não ser amado – esse é top hit nesse mercado de horrores. O pior de todos. Acredito que seja o início de uma carreira no medo que gera metástases variadas desviando todo um roteiro de vida do seu curso original. É imperativo que eu seja amado. Se não aconteceu naturalmente, então deve ser porque não sou bom o suficiente.

Para provar que sou bom o suficiente começo a me moldar ao perfil que “imagino” seja o esperado de mim – dependendo do local/cultura/família de nascimento, vou tentar ser bonzinho ou bandido, bom aluno, competente, esperto ou durão!!!
Quem sou eu de verdade? Esse que todos vêem pelas ruas ou alguém perdido lá no fundo desse baú de fantasias? Entrei tão fundo nesse personagem que nem sei mais onde estou…

Para me proteger desse sofrimento de não ser amado, para não sentir dor, começo a construir estruturas em torno de mim. Verdadeiros muros de Berlim oriental, ocidental, em cima e em baixo. Tudo bem, acho que funcionou: deixo de sofrer. Contudo, o efeito colateral dessas barreiras é que elas limitam o meu sentir em todas as áreas, as boas também. Fico meio alienado do mundo, anestesiado. Se um dia eu quiser saber como é sentir, se um dia alguém me tocar bem ali e eu acordar… vou ter trabalho! O trabalho que mais vale a pena.

 

Qual o medo que dá mais medo?

O medo é uma trava, é como descer ladeira com o freio de mão puxado. Para quem descia ladeira de carrinho de rolimã sem capacete nem joelheira…

Hora de abrir a caixa de Pandora e deixar meus medos à vista para que eu possa ver quem sou. Ser quem sou.

 

Fonte: https://reikiquantico.com/2017/11/07/a-vida-comeca-onde-o-medo-termina/

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Inspiração musical com Diana Krall – Night And Day – Le Grand Studio RTL!!!

Como inspiração musical para este sábado, volto aqui com a magistral Diana Krall, cantora e pianista canadense, sempre nos brindando com belas interpretações, no seu estilo jazzístico marcante e que vem fazendo sucesso desde o início da sua carreira, em 1993.

Vamos curtir Diana interpretando o grande sucesso internacional “Night And Day” (composição de Cole Porter, lançada em 1932), em apresentação bastante intimista, feita no Le Grand Studio RTL, francês, cujo show, ocorrido em maio do ano passado, foi apresentado por Eric Jean-Jean. 

O vídeo está disponível no YouTube. Um belo (e relaxante) momento!

Confira a seguir: 

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Artigo interessante sobre o Princípio (ou Síndrome) de Pollyanna!

Demonstrar otimismo e esperança no geral e na maior parte do tempo, olhar o lado bom dos acontecimentos, pensar positivo etc. são atitudes que ajudam muito, portanto, são positivas. Entretanto, é preciso moderação (bom senso), pois ficar “escondendo a sujeira debaixo do tapete” não é nada recomendável. Desconhecer, ou menosprezar, o que não está dando certo e precisa ser melhorado pode causar grandes estragos para a pessoa.

A propósito disso, trago hoje artigo que gostei bastante, publicado no site A Mente É Maravilhosa, a respeito da capacidade de se concentrar no positivo, mas que requer equilíbrio, até porque, como dito, “nossa realidade inclui luzes e sombras, e nem sempre podemos escolher o lado mais ensolarado”.

A leitura provoca reflexão. Confira a seguir:

“O princípio de Pollyanna ou a capacidade de se concentrar apenas no positivo

O princípio de Pollyanna tem sua origem nos romances de Eleanor H. Porter. Sua protagonista, uma menina com o mesmo nome, tem a capacidade de se concentrar apenas no lado positivo das coisas. Esse otimismo fervoroso e determinado serviu de inspiração para definir o viés que nos permitiria, em essência, viver mais felizes e mais conectados com os outros.

É realmente apropriado focar nossa visão pessoal para a positividade que esse princípio psicológico enuncia? É muito provável que a maioria de nossos leitores tenha sérias dúvidas e mostre algum ceticismo. Às vezes, como bem sabemos, essas lentes cor-de-rosa podem nos fazer perder certos ângulos de nosso entorno, certas nuances de grande relevância que diminuem o realismo e a objetividade de nossa visão.

“O jogo consiste em encontrar algo pelo que estar sempre feliz”.
-Pollyanna-

O florescimento da psicologia positiva liderado por Martin Seligman está passando atualmente por importantes reformulações. Entidades como a Universidade de Buckingham (a primeira instituição mundial a treinar e formar seus alunos nos fundamentos dessa perspectiva) estão mudando algumas de suas bases. Uma delas é relativa à definição de felicidade.

De alguma forma, podemos dizer que a “nova” psicologia positiva tem abandonado a pretensão de nos ensinar a ser mais felizes. A famosa cultura da felicidade e todos esses livros e trabalhos de autoajuda estão dando lugar a um novo formato, a uma nova perspectiva. Uma onde nos dar ferramentas para também saber lidar com o negativo e as adversidades. Porque na vida nem sempre podemos nos concentrar nesse lado luminoso e otimista como fazia a sempre resoluta e vivaz Pollyanna…

Ilustração de Pollyana

Princípio de Pollyanna, em que consiste?

Depois de ficar órfã, a pequena Pollyanna foi enviada para viver com sua amarga e estrita tia Polly. Longe de desistir, a pequena não hesitou em continuar aplicando, dia após dia, a filosofia de vida que seu próprio pai criou desde muito cedo: transformar sua realidade em um jogo onde você pode ver apenas as coisas boas e positivas.

Não importava o quão infeliz fosse a situação; Pollyanna era capaz de resolver e enfrentar qualquer circunstância com o mais firme otimismo e alegre determinação.

Além disso, um efeito notável deste personagem literário era também a influência que costumava causar nos outros. Mais cedo ou mais tarde, o personagem mais miserável, apático ou triste acabava se rendendo à personalidade brilhante e luminosa da menina.

Os livros de Eleanor H. Porter, como vemos, transmitiam uma sublimação absoluta do positivismo, algo que serviu de inspiração para dois psicólogos dos 70, os doutores Margaret Matlin e David Stang.

Como são as pessoas que aplicam o princípio de Pollyanna?

  • Em um estudo publicado na década de 1980, Matlin e Stang puderam ver, por exemplo, que as pessoas com uma clara tendência para a positividade, longe do que poderíamos pensar, levam muito mais tempo para identificar os estímulos desagradáveis, perigosos ou os eventos negativos que acontecem ao seu redor. Ou seja, não há um “cegueira” para a realidade, como alguns podem pensar.
  • O princípio de Pollyanna nos diz que, estando plenamente conscientes de que existem fatos e realidades negativos na vida, escolhemos nos concentrar apenas no positivo. O resto não importa. Além disso, mesmo que estejam envolvidos em um evento negativo, a pessoa se esforçará para reorientar essa situação para uma saída mais otimista.
Pessoas que aplicam o princípio de Pollyanna

Uma memória focada e centrada no positivo

O Dr. Steven Novella, um renomado neurofisiologista da Universidade de Yale, tem vários trabalhos e estudos sobre o que é conhecido como a falsa memória ou os erros de armazenamento tão comuns nas pessoas.

Assim, um fato curioso sobre o princípio de Pollyanna ou o viés de positividade é que as pessoas otimistas geralmente não se lembram bem dos eventos negativos de seu passado.

A qualidade de sua memória é ideal e perfeita, com todos os eventos processados ​​como “positivos”. Por outro lado, não armazenam os eventos dolorosos ou complexos da mesma maneira, por não os considerarem significativos.

Tendência positiva e preconceito de linguagem: todos somos Pollyanna

Esses dados são realmente curiosos. Em 2014, a Universidade de Cornell, em Nova York, realizou um estudo para descobrir se nossa linguagem, em geral, tende à agressividade ou ao viés da positividade. O professor Peter Dodds e sua equipe analisaram mais de 100.000 palavras em 10 idiomas diferentes, realizando análises profundas das interações em nossas redes sociais.

Assim, e por mais impressionante que pareça, nossa linguagem e as mensagens que enviamos têm um peso emocional claramente positivo. Essas conclusões coincidem com as estabelecidas pelos psicólogos Matlin e Stang nos anos 70, a saber: as pessoas tendem ao “pollyanismo”

Críticas ao princípio de Pollyanna

Alguns psicólogos preferem falar da Síndrome de Pollyana ao invés do Princípio de Pollyanna. Com essa mudança de terminologia, buscam chamar a atenção para as limitações ou até para os aspectos preocupantes envolvidos nessa dimensão psicológica levada ao “extremo”.

Por exemplo, se escolhermos focar apenas nesse lado mais otimista da vida, é possível que demonstremos uma certa incompetência ao administrar as situações difíceis. O Princípio de Pollyanna ajuda em alguns momentos, é verdade.

Ter sempre ter uma visão alegre e luminosa das coisas nos dá motivação, não há dúvida, mas para viver também é necessário lidar com os momentos negativos e aprender com eles. Nossa realidade inclui luzes e sombras, e nem sempre podemos escolher o lado mais ensolarado.

Críticas ao princípio de Pollyanna

Com o que ficamos então? É recomendável seguir a filosofia do princípio de Pollyanna ou não? A chave para tudo, como sempre, está no equilíbrio. No olhar intermediário voltado para o lado luminoso da vida, mas que não fecha os olhos ou evita as dificuldades.

No fim, a psicologia positiva é sempre inspiradora, mas, às vezes, alcançar ou não o sucesso ou evitar que certas coisas aconteçam não depende 100% da atitude que você tem.

Tudo que reluz não é ouro, portanto, devemos estar preparados para gerenciar da melhor maneira qualquer circunstância, sabendo como lidar com luzes, sombras e todas as escalas de cinza…

Fonte: https://amenteemaravilhosa.com.br/o-principio-de-pollyanna/

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‘Três tipos de aplicativos que você deve evitar baixar no celular’ (dicas)!

Em virtude do grande uso que fazemos, cada vez mais, dos telefones celulares (ou “smartphones”), é sempre bom conhecermos detalhes para melhorar o funcionamento do aparelho, e mais ainda para evitar as pegadinhas com links, apps e softwares que podem trazer vírus e outros recursos maldosos que, uma vez instalados, causam estragos os mais diversos.

Com esse propósito, reproduzo, a seguir, publicação do portal BBC NEWS Brasil com importantes dicas para o bom uso dos celulares.

Creio que lhe será útil. Confira:

“Três tipos de aplicativos que você deve evitar baixar no celular

alertaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionÀs vezes, a promessa de solução para problemas frequentes pode esconder vírus ou sobrecarregar ainda mais os celulares

Há aplicativo de todo tipo e para todo gosto. Tem app para aprender idiomas, retocar fotografias, pedir comida e gerir senhas. Mas nem todos são igualmente confiáveis.

Há apps que preocupam usuários e empresas não apenas por ocuparem muito espaço. Eles podem ser fontes de vírus e malwares (softwares maliciosos), e muitos são capazes de encher o celular de publicidade.

Este ano, o Google anunciou que eliminou mais de 700 mil aplicativos para Android considerados “maliciosos”. Esse número é 70% maior que o registrado em 2016.

Muitos desses programas que oferecem soluções milagrosas para problemas frequentes podem até ser prejudiciais ao aparelho.

Há pelo menos três tipos de apps que devem ser evitados:

1 – Os que prometem economizar bateria

Ficar sem bateria é um problema que acontece com certa frequência e nem todo mundo tem à mão um carregador.

Como muitas vezes a bateria morre num momento inesperado ou urgente, é tentador baixar um aplicativo que promete prolongar o tempo de funcionamento do aparelho.

“Os aplicativos para poupar bateria são, em sua maioria, mentirosos. Esses apps não oferecem uma solução para um dos problemas mais odiados em todo o mundo. Prometem milagres”, escreveu o jornalista especializado em tecnologia Eric Ferrari-Herrmann.

celular com sinal de bateria baixaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionQuem nunca ficou sem bateria quando mais precisava usar o celular?

“Há muito pouca exceção”, completou.

A melhor coisa para economizar bateria é gerenciar o próprio consumo e eliminar aplicativos que usam muitos dados, em especial aqueles que o usuário quase nunca acessa. Colocar o telefone no modo noturno também ajuda a prolongar a “vida” da bateria.

Especialistas dizem que reduzir o brilho da tela ou desativar os sinais de wi-fi e o bluethooth são maneiras mais eficientes de poupar bateria e otimizar o uso do aparelho.

Outra estratégia é desativar o uso de dados ou usar o modo de pouca energia. Desativar a geolocalização de aplicativos também ajuda – este último também contribui para manter a privacidade.

2 – Os que ‘limpam’ o telefone

Há aplicativos que prometem melhorar o rendimento do celular por meio de de uma “limpeza”. O mais famoso deles é o Clean Master.

De acordo com o especialista José Garcia-Nieto, o Clean Master “desacelera o telefone, substitui a tela de bloqueio e nos leva a baixar mais aplicativos do desenvolvedor Chetaah Mobile.”

“Não funciona para absolutamente nada”, acrescenta.

Ferrari-Herrmann lembra que aplicativos eliminados podem até deixar alguns dados na memória cache (que trabalha junto com o processador), mas diz não ser necessário baixar um app para limpá-la.

Para eliminar dados ocultos, basta acessar o item armazenamento nas configurações do aparelho e limpar os dados cache.

Também não é recomendado confiar em aplicativos que prometem limpar a memória RAM.

TelefoneDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionDeixar o telefone ao sol não é uma boa ideia

3 – Os que ‘refrescam’ o celular

O superaquecimento de celulares pode ser considerado um problema frequente. Pode acontecer por exposição ao sol, vírus, problemas com a bateria ou pelo uso contínuo por longos períodos.

Não importa a razão do superaquecimento: especialistas recomendam não usar apps para resfriar o aparelho.

Segundo eles, um aplicativo com esse propósito só vai servir para sobrecarregar ainda mais o telefone, uma vez que o processador do celular leva horas para esfriar.

Para “refrescar” o telefone é melhor deixá-lo desligado por um tempo.

Outras recomendações

– Baixar apps nas lojas oficiais da Apple e da Google

– Evitar arquivos com extensão “.apk”

– Não baixar apps que prometem soluções milagrosas

– Atualizar as configurações do aparelho com frequência

– Não confiar apenas no antivírus

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-45863028

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‘Mais Empatia, Por Favor’

Ao longo dos últimos anos, venho postando aqui diversos artigos, autorais e de terceiros, com enfoques variados e complementares a respeito de Inteligência Emocional (IE), alguns dos quais dando ênfase para o fator EMPATIA, um dos pilares da IE. Isso não é por acaso!

Segundo os estudiosos nesse campo, aprimorar a IE é questão de habilidade. Como tal, qualquer habilidade pode ser desenvolvida, desde que a pessoa demonstre efetivo interesse, disposição, tenha necessário foco, pratique e, de preferência, adote algum método para seguir. Por tudo o que temos visto, dominar a Inteligência Emocional é fator determinante, cada vez mais, para o êxito pessoal e profissional.

E quanto, especificamente, à empatia? Primeiramente, convém ter clareza do que isso significa pra valer.

Com esse intuito, selecionei para hoje o interessante e útil artigo ‘Mais Empatia, Por Favor’, de Alexandre Ullmann (diretor de RH), que foi publicado no LinkedIn, dia 10 passado. Creio que se pode tirar daí bons esclarecimentos, subsídios e dicas na direção da empatia que, para ser verdadeira, há que ser demonstrada em termos efetivos.

Vale a leitura, a seguir:

“Mais Empatia, Por Favor

Você tem a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa e entender o que ela está pensando ou sentindo?
A capacidade de ter empatia com os outros é um dos principais indicadores da inteligência emocional. A empatia nos proporciona uma compreensão da outra pessoa e ajuda a construir relacionamentos mais fortes. E o melhor: é uma habilidade que podemos aprender a desenvolver.
De forma simples, a empatia é a capacidade de compreender os sentimentos e as emoções do outro, e a capacidade para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela.
Não precisamos necessariamente ser capazes de nos identificarmos exatamente com a outra pessoa. Não precisamos ter exatamente a mesma experiência para imaginarmos como a situação pode ser para elas. Só precisamos compreender o que já sabemos sobre essa pessoa e suas circunstâncias, e imaginar como ela se sentiria, reagiria, se comportaria e pensaria sobre a situação.
Importante fazer uma distinção entre simpatia e empatia. A simpatia é praticamente a demonstração física de sentir pena de alguém (não no sentido pejorativo), com o desejo de que a pessoa se livre da dor e sofrimento que está sentindo. É se importar com o bem-estar de alguém, mas sem necessariamente ter conhecimento ou entendimento do que ela está passando.
Já a empatia, é tanto se importar com o bem-estar do outro, como também entender a situação pela qual está passando. E muito cuidado aqui: apenas entender a situação do outro, mas não se importar, não é empatia (apesar, de na prática parecer).
Quando a empatia é sentida verdadeiramente, sofremos junto com a pessoa, o que pode nos paralisar e deixar a situação contraproducente e até pior para o outro. Nesse caso, não devemos nos entregar ao sofrimento a ponto de sofrer junto, mas sim reconhecer a sua existência e manter um afastamento para que possamos ajudar o outro.
Já mencionei em outros posts que o ideal é que desenvolvamos a compaixão, que se difere da empatia, na medida que a compaixão é tanto a empatia ou a simpatia, aliado a proativamente tomar uma ação para aliviar esse sofrimento, agimos para que a pessoa saia daquela dor. Note que na empatia há um desejo que a pessoa se livre do sofrimento, mas não tomamos uma ação para que isso ocorra. Na compaixão tomamos uma ação. E novamente, uma boa notícia – podemos aprender a desenvolver a compaixão.
Como principais benefícios de desenvolver a empatia, destaco:
1 – Ajuda no equilíbrio emocional:
Pessoas empáticas se conectam rapidamente com os outros, fazendo com que a grande maioria se sinta confortável e com que as relações interpessoais pareçam mais fáceis.
2- Ajuda a ser objetivo e justo:
A melhor maneira de ganhar o respeito dos outros demonstrando o entendimento pelo seu sofrimento, ainda que possamos divergir nas opiniões e nas razoes que levam a tal situação.
3- Melhora a autoestima e estimula nossa aprendizagem:
Sentir que temos um efeito positivo nos outros faz com que sejamos vistos como pessoas mais agradáveis e confiáveis. Além disso, o exercício da empatia nos permite aprender com os outros, enriquecendo o enfoque da realidade com diferentes perspectivas.
4- Transmite generosidade:
Aqueles que demonstram empatia são colaborativos e mais bem-sucedidos. Isso os ajuda a atuar como catalisadores de mudança, influenciando outros a alcançar objetivos comuns.
5- Fortalece as relações profissionais e as mantém ao longo do tempo:
Trabalhar empaticamente aumenta a força dos laços. Este aspecto é ótimo na negociação, bem como em casos em que é necessário selar acordos baseados na confiança.
Em sessões de coaching ou de treinamento de gestão das emoções, falo sobre isso, e aqui dou algumas dicas:
A primeira coisa que devemos fazer é conectar com o outro, nos interessar genuinamente pelo outro. Fazer perguntas às outras pessoas para descobrir o que elas estão vivenciando e como elas se sentem em relação a situação que estão passando e seu impacto.
Se não temos a oportunidade de fazer perguntas, podemos dar um passo para trás e imaginar as possibilidades de como alguém pode pensar e sentir. Mas lembre-se, esta é a sua perspectiva e, em última análise, a outra pessoa será a autoridade sobre como ela se sente. Assim, os dois primeiros passos são aprender mais através de perguntas e escuta ativa, e imaginando como a outra pessoa pode se sentir.
Outra dica, ao mostrar sua empatia, pense no que você faria se estivesse no lugar da pessoa, ou o que você gostaria que fizessem por você. Procure exemplos de quando você enfrenta exatamente os mesmos desafios ou situações. Mas busque o equilíbrio. Cuide para não soar como o “dono da verdade” e não menosprezar a dor do outro. Apresente alternativas com humildade, sabendo que as soluções não são óbvias e nem servem para todos. Faça perguntas, descubra mais, tente saber como as pessoas interpretam uma situação e por que elas pensam e sentem o que sentem.
Por fim, esteja disposto a aceitar as diferenças, seja tolerante e paciente com as pessoas ao seu redor e com você mesmo. Ofereça apoio e compreensão sem assumir que você tem as respostas ou o conhecimento que a outra pessoa quer.
Desenvolver uma abordagem empática talvez seja o esforço mais importante que você pode fazer para melhorar suas habilidades interpessoais. Quando você entende os outros, eles provavelmente vão querer entender você – e é assim que você pode começar a construir cooperação, colaboração e trabalho em equipe.

Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/mais-empatia-por-favor-alexandre-ullmann/?trk=eml-email_feed_ecosystem_digest_01-recommended_articles-5-Unknown&midToken=AQFJ3dl-EPlJpQ&fromEmail=fromEmail&ut=3J-MSGBssGAEs1

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Sobre as Pessoas Altamente Sensíveis (PAS) – Importante saber!

Em tempos de maior destaque e atenção para as relações humanas, para a interação com o outro, para a busca de entendimento (e de respeito) às individualidades, de cuja realidade não escapam nos dias de hoje, por exemplo, os ambientes organizacionais, pela reconhecida importância do fator (capital) humano para o sucesso corporativo, realço, nesta segunda-feira, abordagem sobre a existência de indivíduos (um grupo considerável da população) que, pelas suas características e estilo de personalidade, demonstram ser mais sensíveis.

Você já se deu conta de que lida com pessoas de maior sensibilidade e equilíbrio, ou ainda, de que você mesmo pode ser uma delas? Já ouviu falar sobre esse grupo de pessoas (entre 15 e 20% da população), cujo perfil revela ‘equilíbrio e sensibilidade’ no seu estilo de viver, de lidar com o outro, com o trabalho, com o mundo?

É sobre isso, as pessoas tidas como altamente sensíveis, ou PAS, que cuida o interessante artigo abaixo “Equilíbrio e sensibilidade: assim é uma pessoa altamente sensível”,  publicado no portal eletrônico do EL PAÍS Brasil, postado por Jaime Rubio Hancock, com base nos estudos e publicações da psicóloga Elaine Aron.

Observe que, segundo a publicação, um indivíduo com perfil PAS pode ser extrovertido, apesar de a maioria tender à introversão. Por essas e outras, entendo que o conteúdo trazido no texto contribui para a melhoria das relações interpessoais, para o próprio autoconhecimento do leitor e, ainda, para o aprimoramento da nossa inteligência emocional.

Confira a seguir: 

Equilíbrio e sensibilidade: assim é uma pessoa altamente sensível

Entre 15% e 20% da população tem esse perfil. Embora o rótulo soe estranho, não é nenhum transtorno

Equilíbrio e sensibilidade: assim é uma pessoa altamente sensível
Jenny Meilihove / Getty Images

Há alguns anos Antonio Alcón se deparou com um artigo sobre as pessoas altamente sensíveis, com as quais se sentiu identificado, e isso o motivou a pesquisar mais sobre o assunto. Essas pessoas percebem e administram mais informações, o que as leva a viver os estímulos de modo mais intenso.

Isso tem vantagens: as Pessoas Altamente Sensíveis (PAS) têm consciência de detalhes muito sutis em seu entorno. Também são reflexivas, intuitivas, criativas, empáticas e cuidadosas. Mas essa característica, como qualquer outra, também têm seus inconvenientes: essas pessoas podem ser muito precavidas e voltadas demais para seu interior. Às vezes se sentem sobrecarregadas e exaustas pela intensa atividade ao estarem, por exemplo com muita gente em ambientes muito barulhentos.

Graças a este processo de busca de informações, Alcón, 38 anos, natural de Jerez (sul da Espanha) e residente em Madri, sentiu “serenidade”, conta ao EL PAÍS por telefone. “Entendi muitas coisas que se passavam comigo e aprendi a administrá-las.”

Um traço normal (e frequente)

Embora o rótulo soe estranho, ser altamente sensível não é nenhum transtorno. E é mais comum do que parece. Como escreve Elaine Aron em Use a Sensibilidade a Seu Favor – Pessoas Altamente Sensíveis, publicado em 1996, trata-se de algo normal, “uma característica basicamente neutra”. Ente 15% e 20% da população é altamente sensível, em diferentes graus, e outros 22%, moderadamente sensíveis. (Se você quiser uma orientação sobre se está ou não neste grupo, pode fazer este teste da própria Aron).

Aron foi a psicóloga que deu nome a esta característica e que popularizou. (Aliás, seu marido é Arthur Aron, também psicólogo e autor do experimento das 36 perguntas para se apaixonar).

Apesar de esse traço ser associado com frequência com outros, como a introversão e a timidez, Manuela Pérez, presidenta da Associação Espanhola de Profissionais da Alta Sensibilidade, afirma que eles “têm semelhanças, mas são diferentes entre si”, a ponto de 30% das PAS serem extrovertidas.

Uma das coisas que de fato essas três características compartilham é que tendem a ser vistas de forma negativa em nossa sociedade, como se se tratasse de defeitos. São valorizadas as pessoas extrovertidas, sociáveis e despreocupadas, o que é muito bom, mas não se vê com tão bons olhos quem se mostra mais sensível ou precisa de tempo para fica sozinho, atitudes que costumam ser vistas como se eles tivessem que se “curar”.

Como escreve Aron, “existe essa pressão para fazer o que todos fazem, para serem normais, manter as aparências, fazer amigos, satisfazer as expectativas de todos…”, que se nota especialmente na adolescência e juventude.

Alcón explica que sentiu essa pressão com frequência, já que vivemos em uma cultura “muito extrovertida. Somos da rua e de nos expor”. Isto não é nada ruim, mas faz com que as PAS tenham a sensação de “estar indo contra a corrente porque não gostam do que todo mundo gosta e parece que a cultura não os aceita. Em resumo, “você não consegue se encaixar, por mais que tente”.

Conhecer os limites

Tudo isso não elimina o fato de que as Pessoas Altamente Sensíveis têm de aprender mais sobre si mesmas “e aplicar técnicas ou processos que nos ajudem a conseguir uma melhor adaptação ao entorno ou tirar o melhor proveito desta característica. Algumas têm a ver com a reformulação de crenças e outras com o autocuidado, administração de limites ou a comunicação”, comenta Pérez.

Ou seja, do mesmo modo que uma pessoa muito sociável também precisa aprender a estar só, uma PAS tem que buscar o ponto médio entre se forçar demais no mundo exterior (assumindo muitas responsabilidades, por exemplo) e se manter longe demais no seu interior. Isso significa que às vezes tem de se protege demais, “quando na realidade o que deseja é estar fora, no mundo”, como escreve Aron. A psicóloga acrescenta que “talvez o mais difícil de tudo seja decidir até onde se proteger, até onde se forçar”, sem deixar de valorizar uma característica que “proporciona muitas coisas de que os demais carecem”.

Por exemplo, Alcón conta que há sábados em que gosta de ficar em casa com um livro e outros em que sai com os amigos, mas conhecendo seus limites: “Talvez eu chegue um pouco mais tarde e saia antes”, conta. “Trata-se de encontrar o equilíbrio” e favorecer “um entorno de conforto em que você possa ser você mesmo”.

Outra opção que Alcón tem é se encontrar também com outras PAS. No início de fevereiro de 2015 organizou a Associação de Alta Sensibilidade de Madri, com o objetivo de conhecer mais pessoas sensíveis. Fez uma convocação na página MeetUp para um primeiro café e achava “que apareceriam três ou quatro”. Vieram 40. “Não sabia onde colocar tanta gente.”

Com esse grupo, explica, foram criados “espaços de encontro”. Organizam desde cafés temáticos a piqueniques e excursões, que também convocam em seu grupo do Facebook, que conta com mais de 2000 membros. Tentam reunir-se em espaços tranquilos, “que nos permitam escutar um ao outro” e, sobretudo, compartilhar experiências. Não só como PAS, claro: “Temos vivências e modos de ser muito diferentes”, por isso também há grupos específicos para famílias, pessoas LGBT+, maiores de 50 anos… Já realizaram mais de 100 encontros. “Ficamos pelo que nos une e compartilhamos o que nos diferencia.”

HOMENS E MULHERES ALTAMENTE SENSÍVEIS

Uma amostra interessante de como a cultura molda nossa visão sobre a sensibilidade está em um dado que Aron expõe em seu livro: os porcentuais de homens e mulheres PAS são similares. Mas a psicóloga diz que “a cultura determina diferenças”, principalmente porque (ainda) meninos e meninas tendem a ser tratados de forma diferente no que se refere a sua sensibilidade.

No caso dos meninos a tendência é reprimir essa sensibilidade, enquanto no das meninas ela é potencializada e podem chegar a ser superprotegidas. Esse preconceito cultural se mantém na idade adulta, escreve Elaine Aron. De fato, Manuela Pérez, presidenta da Associação Espanhola de Profissionais da Alta Sensibilidade, explica que em consulta recebe “homens com evidente dificuldade de mostrar essa sensibilidade ou expressar as emoções relacionadas com ela, como o choro ou o medo”.

Para Pérez, a visão social da sensibilidade está mudando: “A cada dia há mostras de como a sensibilidade está sendo vivida e percebida como uma fortaleza de enorme utilidade”, tanto pessoalmente como no âmbito do trabalho, onde “estão surgindo novos modelos de liderança focados na empatia e na colaboração”.

Fonte: http://https://brasil.elpais.com/brasil/2018/05/29/ciencia/1527595886_993070.html

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Inspiração musical: You Will Never Find – Michael Bublé e Laura Pausini!

Selecionei para este fim de semana, como inspiração musical, vídeo com bela apresentação, ao vivo, de  Michael Bublé (cantor, compositor e comediante canadense), em dueto com Laura Pausini (cantora e compositora italiana). Eles interpretam a canção romântica You Will Never Find, grande sucesso internacional, composta por Kenny Gamble e Leon Huff, lançada em 1976. 

O vídeo, que é parte do álbum (CD/DVD) Caught In The Act, de Michael Bublé, está publicado no YouTube. 

Veja como ficou legal a performance. A meu ver, uma feliz combinação Bublé e Pausini!

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‘5 formas de causar uma boa primeira impressão, segundo especialistas’

A interação humana está presente na nossa vida, pois somos seres gregários, atuamos normalmente em comunidades, e assim sendo a nossa capacidade de estabelecer interação, simpatia, fará toda a diferença. Um aspecto fundamental a considerar nesse contexto é a forma como somos vistos e percebidos pelo outro. E a primeira impressão, do primeiro contato, exercerá substancial (ou decisiva) influência no que irá acontecer com a relação que começa a ser estabelecida.

Com efeito, a antiga máxima “a primeira impressão é a que fica”, que conhecemos desde sempre, ganha consistência e confirmações com o passar do tempo, a tirar por pesquisas e conclusões divulgadas por renomados estudiosos. Tendo isso em mente, é conveniente não descuidarmos de alguns detalhes que fazem diferença. As vezes sutis, aspectos como marcas faciais ocasionadas por uma noite mal dormida têm impacto (psicológico) na percepção do outro.

Por conta disso, cabe-nos atentar para cinco dicas muito pertinentes, constantes de excelente artigo que reproduzo abaixo, publicado ontem no portal eletrônico da revista ÉPOCA NEGÓCIOS. 

Leia e tire o melhor proveito deste conteúdo, a meu ver inteligente, bem objetivo e valioso:

“5 formas de causar uma boa primeira impressão, segundo especialistas

Fazer “ajustes” na atitude e mudar o foco para os “outros” são algumas das maneiras de causar impressões positivas

Em menos de um décimo de segundo, nosso cérebro processa informações sobre o rosto de uma pessoa que vemos pela primeira vez (Foto: Pexels)EM MENOS DE UM DÉCIMO DE SEGUNDO, NOSSO CÉREBRO PROCESSA INFORMAÇÕES SOBRE O ROSTO DE UMA PESSOA QUE VEMOS PELA PRIMEIRA VEZ (FOTO: PEXELS)

O ditado é antigo: a primeira impressão é a que fica. É claro que julgamentos iniciais podem ser desconstruídos posteriormente, à medida que conhecemos a fundo uma nova pessoa. No entanto, nosso cérebro muitas vezes acaba realmente julgando o livro pela capa. Um estudo publicado na Psychological Science mostra que, em menos de um décimo de segundo ao ver alguém pela primeira vez, o cérebro processa informações sobre o rosto da pessoa – o que leva a conclusões rápidas sobre competência, simpatia, honestidade e moralidade daquele indivíduo.

O professor de psicologia na Universidade de Princeton e autor do livro Face Value: The Irresistible Influence of First Impressions (“Valor Facial: A Influência Irresistível das Primeiras Impressões”, em tradução livre), Alexander Todorov, afirma em entrevista à Time que a maioria de nós também acredita nas primeiras impressões – assim como o nosso cérebro. Mesmo assim, a publicação mostra algumas maneiras, indicadas por especialistas, de “driblar” a situação e garantir uma primeira impressão forte, duradoura e positiva.

Conhecer o contexto

Saber onde você está querendo causar uma boa impressão é o primeiro passo. Seja uma entrevista formal de emprego ou um jantar, o contexto é muito importante para dar dicas sobre como você deve se vestir e se comportar. Vivian Zayas, professora de psicologia da Universidade de Cornell, explica à Time que, como seres sociais, nós “usamos tudo o que está disponível para dar sentido a uma pessoa que estamos encontrando pela primeira vez”.

Ajustar a atitude

Expressões faciais são muito importantes – especialmente porque servem como uma forma de “examinarmos o mundo em busca de ameaças”, segundo Ann Demarais, fundadora da First Impressions, uma empresa de consultoria e treinamento sediada em Nova York. Uma pessoa com a testa franzida, portanto, parece algo ameaçador. A dica é pensar nas atitudescomo algo útil ou inútil, segundo Nicholas Boothman, autor do livro How to Make People Like You in 90 Seconds or Less (“Como fazer as pessoas gostarem de você em 90 segundos ou menos”, em tradução livre). Ações úteis são acolhedoras, curiosas e entusiasmadas, enquanto ações inúteis são entediadas, rudes ou hostis.

Encontrar um “terreno comum”

Um jeito fácil de se conectar com os outros em segundos é encontrar um “terreno comum” com a outra pessoa. Observar alguns detalhes, como sotaque ou algo que a pessoa esteja usando, pode dar pistas para encontrar essa conexão. Comentários sobre o ambiente compartilhado também podem ser um bom começo.

Mudar o foco para os outros

Especialistas avaliam que nós devemos prestar mais atenção aos que nos rodeiam do que em nós mesmos. Além disso, tirar o foco de você mesmo e colocá-lo em outra pessoa pode fazer com que os outros tenham uma percepção diferente a seu respeito. Fazer alguém se sentir valorizado muda para melhor a forma como você é recebido, destacam os especialistas.

Ter uma boa noite de sono

Dormir mal ou pouco muda completamente a sua aparência, destaca Todorov. A pele fica mais pálida, as olheiras dão sinal de vida e os cantos da boca ficam ligeiramente virados para baixo. Embora o estado seja passageiro e possa ser resolvido com uma noite de sono adequada, é possível que essa aparência influencie na primeira impressão das pessoas sobre você.

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2018/10/5-formas-de-causar-uma-boa-primeira-impressao-segundo-especialistas.html

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Trabalhar em excesso é como dirigir bêbado, indica estudo (matéria da BBC)

Não é novidade que trabalhar em excesso, regularmente, vai cobrar da pessoa um preço que pode ser muito oneroso em algum momento da sua vida, em termo de saúde, relacionamentos essenciais e, no geral, na qualidade de vida atual e futura. Se considerarmos que, em virtude das facilidades tecnológicas atuais, com as pessoas conectadas (e acessíveis) virtualmente cada vez mais, é razoável supor que a carga de envolvimento individual com coisas do trabalho deve estar aumentando.

Em boa hora, a propósito, vem a importante matéria abaixo, publicada ontem no portal eletrônico BBC NEWS – BRASIL, trazendo informações sobe o assunto, com base em alguns estudos internacionais mais recentes.

A publicação, mais do que tudo, alerta para os diversos tipos de risco que decorrem de excessiva carga de trabalho. Interessante notar que a abordagem apresentada alcança, indistintamente, todo mundo que esteja trabalhando, que exerça alguma atividade, seja formal ou não, de qualquer natureza, status etc. Por exemplo, como profissional liberal hoje em dia, pós-aposentadoria formal, estou inserido nesse contexto!

Vale a pena conhecer o conteúdo, ficar informado(a), fazer suas reflexões e, mais do que nunca, buscar inserir na sua rotina diária o equilíbrio e a dosagem certa da atividade laboral como parte de um conjunto que precisa funcionar, em harmonia, para promover qualidade de vida, até porque o fenômeno da longevidade indica que você tende a viver por muito mais tempo, comparativamente com as gerações anteriores.

Leia a seguir:

“Trabalhar em excesso é como dirigir bêbado, indica estudo

Mulher no computador                        Direito de imagem GETTY IMAGESImage caption Passar muitas horas no trabalho reduz a produtividade, mostram estudos

Longas jornadas de trabalho aumentam os riscos de acidentes, os níveis de estresse e provocam até dor física. Mas o grande problema é que muitas pessoas simplesmente não podem evitá-las.

De acordo com as últimas estatísticas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 400 milhões de pessoas trabalham 49 ou mais horas por semana, uma proporção considerável do quase 1,8 bilhão de trabalhadores em todo o mundo. ”

Leia a matéria na íntegra clicando neste link (vale a pena):

https://www.bbc.com/portuguese/vert-cap-45765016

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‘Por que cultivar o hábito da leitura’

Dado o nosso baixo índice de leitura regular por aqui, segundo inúmeras pesquisas, volta e meia trago publicação mostrando os benefícios que o hábito de ler proporciona para o indivíduo. E são diversos aspectos a considerar!

Assim, seguindo nessa linha de estimular o gosto das pessoas pela leitura, fazendo com que o ato de ler integre o seu conjunto de hábitos para uma vida mais saudável, de crescente aquisição de conhecimentos e natural prosperidade individual, reproduzo interessante abordagem, trazida no artigo abaixo, publicado no blog Consumo de Valor

São informações e ponderações sempre bem-vindas, nestes tempos de correria e de grande oferta de conteúdo em ambiente virtuais, pela internet, na tentativa de chamara a atenção para os benefícios que se colhem com o hábito da parada para a leitura. Veja estes aspectos (pertinentes) levantados no texto, a seguir:

“Por que cultivar o hábito da leitura

Sabemos que o hábito da leitura vem sendo deixado de lado há algum tempo. Se antes o conhecimento necessariamente passava por livros e enciclopédias, hoje a internet deixa à nossa disposição vídeos e áudios, sendo a leitura, para muitas pessoas, restrita a mensagens e tweets.

Mesmo na internet, os conteúdos em vídeo tomam cada vez mais o lugar dos textos de blogs, em parte pelo seu apelo visual e pela possibilidade de consumi-lo sem que seja necessário o exercício do foco, cada vez mais ausente em nossa sociedade. Esses conteúdos em vídeo são muito bons, realmente acessíveis pela liberdade que proporcionam (quem nunca ouviu um vídeo enquanto fazia outra coisa?), mas não precisam tomar completamente o lugar da leitura. O ato de ler traz benefícios importantes, alguns dos quais citaremos a seguir.

Exercita a concentração

blur book girl hands

Como dissemos, uma das grandes vantagens dos conteúdos em vídeo e áudio é que não precisamos “parar” a nossa vida para os aproveitarmos. Podemos ouvir qualquer coisa enquanto arrumamos a casa, dirigimos, brincamos com o cachorro ou até tentamos trabalhar no computador. Entretanto, o que se mostra como benéfico quando usado em momentos pontuais pode trazer malefícios se utilizado o tempo todo. Consumir conteúdo digital no modo “multitarefas”, por exemplo, pode reforçar um dos grandes vilões do mundo contemporâneo: a ansiedade.

Cada vez mais pessoas buscam práticas meditativas com o objetivo de sair do caos cotidiano e exercitar o foco e a concentração no momento presente. O ato da leitura contribui para isso, pois tem como pressuposto a concentração, que, como qualquer outra virtude, pode e deve ser exercitada e aprimorada. Quanto mais cultivamos o hábito da leitura, mais exercitamos nossa capacidade de concentração e nos tornamos aptos a viver o momento presente de forma plena, aliviando, assim, a ansiedade que tanto nos oprime.

Nos abre portas

woman reading a book sitting on mattress near the blue string light inside the room

Quem lê tem a possibilidade de viver em mundos diferentes; usufrui experiências que extrapolam a realidade mas que dialogam com ela, permitindo aprendizados e reflexões profundas. Ao ler um livro de ficção, por exemplo, nos colocamos no lugar dos personagens e experimentamos seus sentimentos mais essenciais. Não apenas assistimos ao que se passa, mas vivenciamos aquela história.

Esse contato com o irreal nos dá uma maior familiaridade com o ato de sonhar e almejar situações melhores. Somos mais capazes de sair do cotidiano robotizado e nos conectar com o que há de maior, com o “especial” presente nas pequenas coisas. Aprimoramos nossa capacidade de entender o que é subjetivo, de enxergar o que não é óbvio e até nos tornamos mais criativos na solução dos problemas.

Quem, através da leitura, se acostuma a viver situações tão diferentes da sua vida cotidiana, tem muito mais capacidade de desenvolver outra visão do mundo, chegando a soluções e lidando com os problemas de forma mais criativa e eficaz. A leitura é uma experiência mágica que nos envolve e nos remete a lugares e experiências inimagináveis de outra forma. Quem lê é capaz de alçar voos mais altos e ser mais feliz; as histórias nos permitem viver vidas diferentes, em lugares diversos e entender que a história de cada um deve ser escrita de acordo com quem se é.

Nos prepara para ler os clássicos da literatura

low light photography of books

Os livros clássicos não são assim classificados à toa: eles trazem consigo ensinamentos universais e atemporais, tratando de questões inatas à natureza humana. Têm muito a ensinar e nos fazem refletir sobre a vida, quem somos e quem gostaríamos de ser. Trazem questões filosóficas que nos estimulam a viver de forma original, fornecendo embasamento para que possamos elaborar um estilo de vida único e adequado ao invés de seguir o que todo mundo faz.

Os clássicos da literatura nos trazem ensinamentos e reflexões valiosíssimas, mas podem não ser tão simples de serem lidos. Por isso a leitura de textos mais simples também é importante: praticando o hábito da leitura antes de nos aventurarmos pelos clássicos garantimos que a incursão nesse mundo de obras renomadas seja mais fácil, prazerosa e nos traga mais ensinamentos, pois teremos melhores condições de compreensão do texto.

Nos proporciona liberdade

beautiful book eyeglasses eyewear

Em um mundo de informações fáceis, mas não tão confiáveis, só quem tem a capacidade de manter o foco na leitura e compreender textos mais elaborados tem real liberdade de informação. Explicamos: muitas vezes nós vemos uma manchete, achamos aquela informação um tanto estranha, abrimos o corpo da notícia e, ao ler o texto todo, vemos que aquele título induz a erro, dando a entender uma coisa que não é verdade. Da mesma forma, percebemos que muitas notícias enviesam determinada pesquisa ou ideia, levando a uma conclusão que não consta do texto original, o que só é perceptível quando buscamos a fonte.

photo of woman holding book

Mesmo com a evolução da internet e dos conteúdos em vídeo e áudio, o conhecimento científico e acadêmico ainda é registrado essencialmente por escrito, o que ressalta a importância de se exercitar o hábito da leitura: só com muito treino alcançamos a capacidade de concentração e interpretação de texto necessárias para averiguar fatos e consultar teorias diretamente de suas fontes, sem que haja intermediários manipulando essas informações e quem as vê.

Em outras palavras, a leitura proporciona liberdade: de pensar de uma forma diferente, de buscar fontes diversas de conhecimento e de realmente viver o agora de forma plena. Que ela esteja cada vez mais presente em nossas vidas!

Fonte: https://consumodevalor.com/2018/08/09/por-que-cultivar-o-habito-da-leitura/

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