“O tempo da delicadeza” – uma belíssima crônica de Rubem Alves!!!

Deparei hoje com essa crônica do memorável mineiro Rubem Alves (1933 – 2014), notável teólogo, educador, psicanalista e escritor, que vi publicada no site “revista pazes“, no último dia 30 de outubro. A genialidade, a sensibilidade e a bagagem cultural desse grande brasileiro são mesmo impressionantes, na minha percepção!

No referido texto, ao discorrer sobre o amor e o tempo (ou vice-versa), Rubem Alves faz inteligentes analogias entre as plantas, as estações do ano e os humanos, estes no transcorrer das diversas etapas da vida (ou faixas etárias), amarrando, para fechar sua transbordante inspiração, com versos da linda composição musical Todo Sentimento (Chico Buarque / Cristóvao Bastos).

Com a leitura, a seguir, espero que você fique tão bem impactando como aconteceu comigo. Além do mais, tenho cá pra mim que a sexta-feira seja um dia para muitas inspirações!

Confira:

Imagem de cristian prisecariu por Pixabay

“O tempo da delicadeza” – uma belíssima crônica de Rubem Alves

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu”, diz o texto sagrado. O amor também tem os seus tempos e ele muda como mudam as estações.

Nos países frios, a primavera é o tempo da pressa. Os bulbos, que por meses haviam hibernado sob o gelo, repentinamente despertam do seu sono, rompem da noite para o dia a camada de neve que os cobria e exibem, sem o menor pudor, os seus órgãos sexuais coloridos e perfumados, suas flores. ”Que lindas…”, dizemos. Ignoramos que aquela é uma beleza apressada. A primavera é curta. Outro inverno virá. É preciso espalhar o sêmen com urgência, para garantir a continuidade da vida. Por isso se exibem assim, em sua nudez colorida e perfumada, para atrair os parceiros do amor.

Se as plantas pensassem, teriam os mesmos pensamentos que têm os jovens quando neles desperta o sexo, em todo o seu furor de realizar-se É só isto que importa: o coito. Passado o êxtase. Vai-se o interesse, fuma-se um cigarro, vira-se para o lado…

O verão é o tempo em que a fúria reprodutiva já se esgotou. Tempo maduro, tempo do trabalho dos filhos, das rotinas domésticas. Os mesmos olhos que se excitavam ao contemplar o corpo nu da pessoa amada já não se excitam. Já não sorriem nem têm palavras poéticas a dizer sobre ele. Há uma rotina sexual a ser cumprida. Vai-se o encantamento, os olhos e as mãos se cansam da mesmice e começam a procurar outros corpos e vem a saudade da juventude que já passou. Cumprido o ato, vem o silêncio.

O outono é a estação de uma nova descoberta. Não há urgência. Nenhuma obrigação. A natureza está tranquila. Na adolescência qualquer mulher servia, porque o sexo era comandado pelas pressões vulcânicas dos hormônios e pelos genitais. Agora o que excita é o rosto da pessoa amada. O sexo deixa de ser movido pela bioquímica que circula no sangue e passa a ser movido pela beleza. O amor se torna uma experiência estética. E o que os amantes outonais mais desejam não são os fogos de artifício do orgasmo, mas aquela voz que diz: “Como é bom que você exista…”

O outono é o tempo da tranqüilidade. É bom estar juntos, de mãos dadas, sem fazer nada. É bom acariciar o cabelo da amada… Esta é a grande queixa das mulheres – que para os homens a intimidade é sempre preparatória de uma transa. Talvez porque se sintam obrigados a provar que ainda são homens. O que as mulheres desejam não é o prazer, é felicidade. O outono é o tempo do amor feliz.

O Chico escreveu sobre esse tempo e lhe deu o nome de “tempo da delicadeza”, na canção “Todo o sentimento” (letra de Chico Buarque e melodia de Cristovão Bastos). “Preciso não dormir até se consumar o tempo da gente…”

Sim, preciso não dormir, preciso não morrer, porque há muito amor ainda não realizado. “Vem-lhe então a memória do amor que, por descuido, não se realizou, e via em busca da sua recuperação: Pretendo descobrir no último momento um tempo que refaz o que desfez…”

Esse verso me comove de maneira especial. Pensando no meu desajeito, na minha desatenção, vou lembrando das coisas que derrubei, das palavras que não ouvi, das flores que pisei. E dá uma vontade de fazer o tempo voltar para poder refazer o que foi desfeito, para recolher todo o sentimento e colocá-lo no corpo outra vez…

Aí ele vai mansamente dizendo as palavras que o amor deve saber dizer, palavras que só existem no “tempo da delicadeza”. “Prometo te querer até o amor cair doente, doente…” Por isso, por causa desse tempo misterioso, é preciso amar cuidadosamente com o olhar, com os ouvidos, com a mão que tateia para não ferir… enquanto há tempo.

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Lembrei-me do amor de Florentino Ariza por Fermina Daza, de o ‘Amor nos tempos do cólera’. Tiveram de esperar 53 anos e passaram o resto da vida navegando no rio da delicadeza.

– Rubem Alves, texto publicado originalmente no ‘Correio Popular de Campinas’, em 10 de agosto de 2008.

Via Revista Prosa, Verso e Arte

Fonte: https://www.revistapazes.com/o-tempo-da-delicadeza-uma-belissima-cronica-de-rubem-alves/

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“A diferença entre estresse e estafa (e como saber o que você tem)”!!!

Está aí um assunto que cresce de importância, não tenho dúvida, em face das circunstâncias cada vez mais desafiadoras para a sociedade contemporânea, e particularmente quanto à realidade das pessoas no tocante as relações com o trabalho e em relação à vida em geral, cujo quadro, estima-se, pode ter sido intensificado com a atual pandemia. Assim, estresse e estafa podem estar presentes, um ou outro, ou um e outro na sua vida cotidiana, podendo levar a adoecimentos e comprometimentos significativos. A questão é em que níveis, como você está lidando com isso...

Vale enfatizar que essas condições que abalam o nosso emocional não se referem apenas ao mundo do trabalho. Podem também ter outras origens e agravamentos, mas é certo que o estresse continuado e o quadro de estafa acarretam comprometimento geral na performance do indivíduo, que terminam desaguando na qualidade das suas relações familiares, sociais, na saúde física e mental etc.

Diante de tal realidade presente no mundo em que vivemos, chegou muito oportuno este artigo publicado no portal eletrônico HuffPost Brasil, no dia 28 de outubro passado, cujo texto foi originalmente publicado no HuffPost US, abaixo reproduzido.

Você vai entender melhor o que é estresse e o que é estafa (conceitos e diferenças entre ambos), como identificar suas principais características (os sinais) e, melhor ainda, vai conhecer cinco boas dicas para saber lidar com o perigoso sintoma da estafa, quando e se necessário.

Em suma, um conteúdo que considero importante e muito útil. Vale a leitura, a seguir:

A diferença entre estresse e estafa (e como saber o que você tem)

A diferença entre estresse e estafa (e como saber o que você está sentindo)
imagem: huffpostbrasil.com

Incluindo 6 sinais de que você está com estafa e 5 dicas para lidar com isso.

Você tem se sentido exausto, esgotado e desligado do trabalho há algum tempo. É estresse no trabalho? Ou é estafa?

Os termos “estresse” e “estafa” às vezes são usados indistintamente. Eles existem no mesmo espectro, mas têm diferenças importantes.

O estresse temporário ou associado a um evento específico é uma parte normal da vida que todos nós vivenciamos de vez em quando.

“Sentimos estresse quando nossas reservas mentais, físicas ou emocionais vão além do nosso nível de conforto”, diz o psicólogo Ryan Howes ao HuffPost. “É importante notar que o estresse pode ser negativo, como tentar agradar um chefe exigente ou correr para cumprir um prazo, ou positivo, como fazer exercício ou dar uma festa. Todos eles nos tira da nossa zona de conforto, mas o esforço parece temporário e pode nos ajudar a crescer e a alcançar metas.”

A estafa, por sua vez, é uma resposta ao estresse excessivo e prolongado. Ela te deixa mental e fisicamente esgotado, cínico, desapegado e atinge sua eficiência. Se não for tratada, a estafa pode se transformar em problemas de saúde mental, como depressão clínica.

“Imagine passar por estresse contínuo durante um longo período”, afirma Lee Chambers, psicólogo e consultor de bem-estar britânico. “Podemos começar a nos sentir vazios, desmotivados, pessimistas. Isso é estafa.”

Quando você está lidando com estafa, a sensação pode parecer insuperável. Fica difícil enxergar uma luz no fim do túnel.

“O sentimento geral é de escassez de energia, motivação e propósito, e a sensação de que as coisas não vão mudar”, diz Chambers.

Outra maneira de ver isso: “o estresse pode ser caracterizado pelo envolvimento excessivo com as coisas ― ou sobrecarga ―, enquanto a estafa geralmente leva a um sentimento de desconexão ― ou de não fazer o suficiente”, afirma Zainab Delawalla, psicóloga em Atlanta.

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde classificou o esgotamento profissional como um “fenômeno ocupacional” (não um problema médico) em sua Classificação Internacional de Doenças. Geralmente, o termo estafa (ou esgotamento) é usado no contexto do trabalho, mas ele não diz respeito só à sobrecarga. Também pode ocorrer quando você não se sente desafiado o bastante no terreno profissional ou então acredita estar recebendo tratamento injusto no trabalho.

A estafa também pode se aplicar a outras áreas da vida, como a criação dos filhos ― e, mais recentemente, a pandemia do coronavírus. Qualquer que seja a fonte do estresse continuado, você vai começar a sentir que sua energia está acabando. É cada vez mais difícil lidar com suas responsabilidades básicas e aproveitar os aspectos antes prazerosos da vida.

Sinais da estafa

Alguns sintomas da estafa são semelhantes aos que surgem em períodos de estresse. Nos casos de estresse, porém, os sintomas geralmente diminuem depois do evento (como uma grande apresentação no trabalho, por exemplo). Se os sintomas forem mais graves e persistirem por um longo período de tempo, pode ser sinal de estafa.

“Estafa e estresses têm graus diferentes”, escreveu a psicóloga e autora Sherrie Bourg Carter no blog da Psychology Today. “A melhor maneira de prevenir o esgotamento é identificar os sintomas de estresse o mais rápido possível. Quanto menos graves os sintomas, mais fácil será o seu alívio.”

Aqui estão alguns sinais da estafa:

1. Você tem problemas para dormir.

Você está cansado o tempo todo – física, emocional e mentalmente. Mas não importa o quanto você durma, você nunca se sente repousado.

Você pode estar dormindo demais ou então sofrendo de insônia, porque fica pensando em trabalho, diz Delawalla.

2. Você sofre só de pensar no trabalho.

A mera ideia de ir para o trabalho te dá angústia.

“Você sabe que está começando a se sentir exausto quando a noite do domingo é a pior hora da semana. Quando a ideia de ser demitido não parece tão má assim. Quando você começa seu dia de trabalho pensando na hora de ir para casa”, diz Howes, autor de “Mental Health Journal for Men” (diário de saúde mental para homens, em tradução livre).

3. Você fica doente com frequência.

O estresse prolongado pode sobrecarregar o sistema imunológico, o que significa que você fica doente com mais frequência e leva mais tempo para se recuperar, diz Delawalla.

Você também pode sentir outros sintomas físicos, como dores de cabeça frequentes, problemas digestivos e tensão muscular.

4. Você perdeu sua motivação e senso de propósito.

Você tem problemas para concluir suas tarefas trabalho parece inútil.

“O sentimento geral é de escassez de energia, motivação e propósito, e a sensação de que as coisas não vão mudar”- LEE CHAMBERS, PSICÓLOGO

“É uma sensação pessimismo generalizado, atitudes negativas em relação às outras pessoas em nossas vidas, baixo astral a sensação de descolamento da realidade”, acrescenta Chambers.

5. Você está se isolando.

Conversar com colegas e fazer planos com amigos e familiares costumava ser um ponto alto da sua semana. Agora você sente que não pode se dar ao luxo de fazer uma pausa nem tem a energia para se envolver com outras pessoas. (Com o coronavírus, já é muito mais difícil fazer essas coisas.)

“Você não tem nenhum desejo de buscar ajuda ou mesmo socializar, muitas vezes porque se sente culpado”, diz Delawalla. “Tipo: ‘Se não tenho tempo para fazer X, certamente não tenho tempo para sair com meus amigos’.”

6. Seu desempenho no trabalho está sendo afetado.

Sua concentração e criatividade estão esgotadas, o que significa que você ficou menos produtivo e comete mais erros.

“Você pode ter de reler as coisas ou pedir aos colegas que repitam o que acabaram de dizer”, afirma Bourg Carter. “Como você não consegue se concentrar, leva mais tempo para fazer o seu trabalho, então as coisas começam a se acumular, causando ainda mais estresse. Na pior das hipóteses, esses sintomas impedem que você faça qualquer coisa e você simplesmente não consegue mais estar em dia.”

Você também pode achar difícil manter relacionamentos positivos com seus colegas, parceiro romântico e amigos.

“O cinismo e a regulação emocional deficiente também levam a um aumento dos conflitos e a sentimentos de frustração e irritabilidade”, diz Chambers.

Conselhos para lidar com a estafa

Quanto mais cedo você reconhecer os sinais da estafa, melhor. Infelizmente, muitas vezes isso só acontece tarde demais. Portanto, preste atenção.

Acha que está lidando com o esgotamento? Eis as recomendações dos especialistas.

1. Procure maneiras de tornar seu trabalho significativo.

Alguns aspectos da sua vida profissional (como a cultura da empresa ou os prazos dos projetos) podem estar além do seu controle, então foque no que você pode mudar. Você pode tomar alguma providência que torne seu trabalho mais agradável e gratificante? Converse com seu chefe sobre como esse envolver em algum projeto que te entusiasme e delegue algumas responsabilidades. Talvez haja outra função na empresa que seja mais adequada para você.

2. Separe um tempo para fazer as coisas que fazem você se sentir bem.

Quando você está se esgotando, reservar um tempo para si mesmo pode parecer impossível, mas é ainda mais essencial. Separe um tempinho para as coisas que te dão prazer: escrever um diário, correr, fazer ioga, ir à praia ou tocar violão, para citar alguns exemplos.

“São coisas que recarregam suas baterias porque te divertem e te aproximam dos outros?”, pergunta Chambers. “Às vezes podemos nos esgotar porque sentimos que temos que ser tudo e fazer tudo, não podemos dizer não. É essencial encontrar as coisas que fazem bem para nós mesmos.”

Criar uma rotina de autocuidado também pode ser benéfico, mas não permita que isso signifique mais um elemento de pressão no seu dia-a-dia.

“É importante que não tentemos incluir a qualquer custo esse autocuidado, pois o perfeccionismo também é um fator de desgaste”, diz Chambers.

3. Tire uma folga do trabalho, se puder.

Isso inclui incorporar de pausas regulares ao longo do dia, ter uma rotina mais consistente ou até mesmo pedir uns dias para retomar o controle da situação.

“O distanciamento físico, especialmente perto da natureza, nos ajuda a estar mais presentes no aqui e agora e também ajuda a criar o espaço mental necessário para observar as coisas com mais imparcialidade.”

4. Procure ajuda

Não é incomum afastar-se de amigos e parentes quando você se sente esgotado. Mas você não pode esquecer que não está sozinho e que existem pessoas em sua vida que querem ajudar ― e que podem elas mesmas já ter passado por algo parecido.

“Planejar a quem recorrer em tempos difíceis também é essencial”, afirma Chambers. “Saber que existem recursos que você pode acessar nos ajuda a nos sentir mais conectados e a perceber que não temos de encontrar as soluções sozinhos.”

Além de conversar com pessoas mais próximas, você também pode considerar uma consulta com um profissional de saúde mental.

“Deixar um emprego que te provocou estafa pode ser a melhor decisão que você já tomou”- RYAN HOWES, PSICÓLOGO

“O estresse muitas vezes pode trazer ansiedades à superfície, e a estafa tem muitas características em comum com a depressão clínica ― como desinteresse, falta de motivação, fadiga, problemas de sono”, diz Delawalla. “A terapia pode não só representar uma lente neutra através da qual avaliar suas circunstâncias atuais, mas também te ensinar ferramentas para gerenciar o estresse antes que ele leve à ansiedade ou depressão.”

5. Se a situação não estiver melhorando, pode ser hora de procurar um novo emprego.

Tentou algumas dessas estratégias e ainda está infeliz? Isso pode ser um sinal de que você precisa explorar outras oportunidades de carreira.

“Seu trabalho não é tão importante quanto sua saúde, e enfrentar a estafa significa que pode ser a hora de fazer mudanças”, diz Chambers.

Comece com pequenos passos, como atualizar seu currículo, fazer uma lista do que você espera do seu novo emprego, conectar-se com um mentor ou pesquisar vagas disponíveis. Isso vai lhe dar uma sensação de poder e te deixar mais esperançoso em relação ao futuro, afirma Chambers.

“Abandonar o emprego pode parecer assustadora, mas reconhecer que as coisas não estão funcionando às vezes é a melhor escolha”, diz Howes. “Continue procurando o tipo de trabalho que se alinhe com suas paixões. Deixar um emprego que te provocou estafa pode ser a melhor decisão que você já tomou.”

*Este texto foi publicado originalmente no HuffPost US e traduzido do inglês.

Veja a publicação brasileira em: https://www.huffpostbrasil.com/entry/estresse-ou-estafa_br_5f97180ec5b6b74d85f365a8?utm_medium=10todaybr.20201028&utm_source=email&utm_content=article&utm_campaign=10today

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A Vida, por Bert Hellinger – um texto de iluminada sabedoria!

Para esta segunda-feira, em que descortinamos o desabrochar de um mês alentador, para todos nós, inicio as postagens de novembro com uma mensagem impactante, a meu ver maravilhosa, carregada de sabedoria, que certamente lhe instigará a refletir – e a compreender com maior clareza – sobre o que é a vida, seus desafios e sua beleza, aspectos, certamente, nem sempre percebidos por cada um de nós!

Faço referência ao texto “A vida“, que recebi hoje de uma estimada colaboradora do blog, e que está publicado em vários sítios da internet, conforme constatei, entre os quais o site O SEGREDO. O texto teria sido deixado pelo professor alemão Bert Hellinger (1925 – 2019), que morreu aos 93 anos, um escritor que tornou-se “psicoterapeuta”, foi padre, tendo, em especial, criado o método terapêutico denominado Constelações Familiares.

Bert Hellinger, conheça o criador das Constelações - Sawabona
Imagem: sawabona.life

Uma leitura que faz bem, um texto inspirador, uma profunda e sábia reflexão, que pode lhe trazer significativos insights. Leia a seguir:

“A vida”

(Bert Hellinger)

A vida decepciona-o para você parar de viver com ilusões e ver a realidade.
A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante.
A vida não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como “é”.
A vida vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar a agradecer.
A vida envia pessoas conflitantes para te curar, para você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro.
A vida permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição.
A vida lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio.
A vida coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de “reagir”.
A vida te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé.
A vida tira o seu amor verdadeiro, ele não concede ou permite, até que você pare de tentar comprá-lo.
A vida o distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém.
A vida ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo.
A vida quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em ti.
A vida confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar.
A vida repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir.
A vida envia raios e tempestades para acordá-lo.
A vida o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer.
A vida lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza, e comece a servir.
A vida corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe.
A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre.
A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver.
A vida te ridiculariza até você se tornar nada, ninguém, para então tornar-se tudo.
A vida não te dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir.
A vida te machuca e te atormenta até que você solte seus caprichos e birras, e aprecie a respiração.
A vida te esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida e buscá-los.
A vida te nega Deus até você vê-lo em todos e em tudo.
A vida te acorda, te poda, te quebra, te desaponta… Mas creia, isso é para que seu melhor se manifeste… até que só o amor permaneça em ti.

Fonte (entre várias outras): https://osegredo.com.br/a-vida-reflexao-real-e-profunda-de-bert-hellinger-que-fara-voce-enxergar-a-vida-com-outros-olhos/

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Sábado e música: REO Brothers – Medley Bee Gees (cover) – sensacional!!!

Como inspiração musical, volto com o sensacional grupo filipino REO Brothers, composto por quatro irmãos, que apresentei aqui em 23 de maio passado. Para hoje, selecionei vídeo em que eles fazem um cover incrível da saudosa banda australiana Bee Gees.

Neste vídeo, que você confere a seguir, o grupo apresenta pout pourri (“medley”) com os três grandes sucessos Stayin’ Alive, Night Fever e More Than A Woman. Esses caras são realmente muito bons, impressionando pela qualidade das interpretações (“covers”) que realizam, ao interpretarem, além do Bee Gees, os Beatles, The Beach Boys, entre outras bandas famosas.

Vale curtir, para embalar o seu fim de semana!

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7 Atitudes que comprometem uma boa primeira impressão

Tendo em mente aquela máxima “a primeira impressão é a que fica“, e considerando que somos seres sociais que interagimos quase o tempo todo, nos diversos ambientes, distintas circunstantes e pelos mais variados motivos, cuidar da maneira como nos comportamos em um primeiro encontro faz muita diferença!

Sobre isso, vale recordar, fiz postagem com o título “5 formas de causar uma boa primeira impressão, segundo especialistas”, em 12.10.2018, apresentando interessantes dicas. Eis o link daquela publicação: https://obemviver.blog.br/2018/10/12/5-formas-de-causar-uma-boa-primeira-impressao-segundo-especialistas/.

Nesta sexta-feira, volto ao tema trazendo matéria que gostei bastante, publicada no site Tudo Por Email, uma semana atrás. O texto oferece outras dicas bem pertinentes, em especial para quando a vida for ganhando ares de maior normalidade e as pessoas voltarem a se encontrar, presencialmente, em face da superação da atual pandemia pelo corona vírus, que espero venha a ocorrer em futuro próximo.

Vale a pena conferir o referido conteúdo. Pode lhe ser útil!

“7 Atitudes que comprometem uma boa primeira impressão

Erros que podem arruinar sua primeira impressão

Todo o mundo já sentiu desconforto ao encontrar alguém pela primeira vez, em algum momento de sua vida. Pode ser uma entrevista de emprego em que você deseja desesperadamente ter sucesso ou ser apresentado a desconhecidos em uma festa (lembra daqueles dias antes da Covid-19?). Embora o estranho e embaraçoso momento em tais situações possa ser perdoado, existem alguns erros que podem realmente prejudicar a primeira impressão que você causa. No final do dia, quando se trata de fazer conexões pessoais ou profissionais, as primeiras impressões contam.

Continue lendo para descobrir os 7 comportamentos que os especialistas dizem que podem arruinar a primeira interação em um instante. Clique no link a seguir:

https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=16077

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“Como vemos o mundo?” – Excelente vídeo!!!

“O que não está em nós, nós não enxergamos no mundo!”

Para esta quarta-feira, trago mais um excelente conteúdo, em vídeo, produzido, apresentado e publicado por Pedro Wanderley, que é advogado, mestrando em Filosofia, criador do blog Pratique o Bem Hoje, de quem me aproximei desde o ano passado, pelo alinhamento de propósitos, ideias e publicações realizadas.

A abordagem reflete – e nos faz refletir – sobre a forma como enxergamos as coisas à nossa volta, as pessoas, os acontecimentos… Como vemos o mundo decorre, segundo pontuado, da nossa mente, da forma como pensamos, dos nossos referenciais e condicionamentos acumulados (valores, crenças, conceitos etc.). E é isso que aprendemos desde sempre, mas nunca é demais relembrar. Nossa mentalidade e nosso estilo de agir estão relacionados ao nosso conteúdo interno. Simples conceitualmente. Mas…

Destacaria, como ponto muito interessante explorado no vídeo, por exemplo, a referência a fatores que contribuem para que uma pessoa veja o mundo de forma otimista, ou pessimista. Anteriormente, em outro trecho do vídeo, é mencionado este provérbio tibetano: “Não existem más notícias, nem boas notícias. Existem apenas notícias”.

Como uma reflexão puxa outra, lembrei-me de um pensamento que li mais de duas décadas atrás. O autor de certo artigo que lia (não me recordo seu nome), era categórico: “o tempo não é bom nem ruim; ele é, simplesmente, o tempo”!

Vale a pena assistir ao vídeo, pois temos aí um conjunto bem organizado de informações preciosas e sabedoria acumulada, apresentado de forma leve e com belas imagens, a respeito da mente humana e seus “mistérios”.

O vídeo tem duração de apenas 6:31 e foi publicado no YouTube, canal Pedro Wanderley, no dia 20 passado.

Confira:

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Educação alimentar – excelentes dicas para orientar as crianças: a família toda sai ganhando!!!

Começo a semana com o tema EDUCAÇÃO, enfatizando as práticas educativas caseiras, de base, que são intransferíveis, pois nascem do exemplo de hábitos e disciplinas demonstrados por pais e, também, por avós, quando aplicável.

Objetivamente, o assunto é a orientação para hábitos alimentares saudáveis, em cujo tema o exemplo dos pais e avós é fundamental, sobretudo para as crianças e os jovens também. Vamos ter presente que, com base em tudo o que observamos e sabemos, quando esse aspecto dos bons hábitos alimentares é descuidado no contexto do núcleo familiar, as consequências para os seus membros, especialmente no longo prazo, tendem a não ser boas, facilitando sobrepeso, adoecimento, comorbidades, que trarão comprometimento de variadas naturezas em termos de saúde, de qualidade de vida, de autoestima etc.

Volto ao ponto: a educação é a base de tudo e a alimentação faz parte desse contexto.

Na minha família, a longevidade saudável desfrutada por grande parte dos seus membros tem muito a ver com bons hábitos alimentares, característica essa que vem passando para as novas gerações!

Vou abrir um parêntese aqui para ilustrar, com exemplo singelo, real e até curioso, uma situação recente que está acontecendo conosco. Na atualidade, registre-se, sem que tenhamos filhos e netos para criar/educar, colocamos a atenção para o continuado ganho de peso da nossa cadelinha Lala, uma legítima SRD (sem raça definida), adotada três anos atrás, adulta e já castrada. Por conta disso, resolvemos adotar hábitos mais rigorosos de caminhada e, fundamentalmente, com ênfase na alimentação. Fomos testando rações menos calóricas, além de vegetais, com observância das quantidades (porções) máximas recomendadas para cada refeição. Considerando o seu apetite aguçado e a velocidade no ato de comer, resolvi adotar para Lala, objetivando o controle de peso, uma estratégia orientada por nutricionistas para os humanos comilões, que se alimentam com muita rapidez: passamos a oferecer a quantidade da porção em dois tempos, sendo que a segunda rodada somente é colocada entre 5 e 10 minutos depois.

O resultado é muito positivo. Mais do que controlar o peso, a Lala está ficando esguia, perdeu alguns quilos e apresenta saúde em perfeita forma. Considerando que os resultados alcançados resultam, como sabemos, de ações efetivas adotadas, fica aqui esse relato, em reforço ao espírito principal da abordagem de hoje.

Voltando ao início, deparei com artigo trazendo dicas que gostei muito, mostrando como orientar para que crianças incorporem hábitos alimentares saudáveis, que vi publicado no site “Mundo Boa Forma”, no último dia 20, assinado pela nutricionista Patricia Leite. A meu ver, são estratégias de educação familiar que efetivamente funcionam e que acabam beneficiando, de uma forma ou de outra, também aos adultos.

Claro, para tudo é preciso bom-senso, fazer as adaptações possíveis, mas é fato que sempre existe espaço para algum aprimoramento nos hábitos pessoas e nos costumes em geral, sobretudo quando os fatores alimentação e saúde estão envolvidos.

Confira o teor do artigo que reproduzo a seguir. Vale a pena!!!

“Dicas para ensinar bons hábitos alimentares a crianças

Família no almoço
https://www.mundoboaforma.com.br/

Uma dieta de boa qualidade é fundamental para que as crianças cresçam saudáveis e bem nutridas. Além disso, ensinar bons hábitos alimentares a uma criança é uma forma de prepará-la para ser um adulto que segue um estilo de vida saudável.

De acordo com a nutricionista pediátrica Diana Schnee, nunca é cedo demais para começar a ensinar hábitos de alimentação saudável para as crianças. Entretanto, quem tem filhos pequenos sabe como pode ser difícil convencê-los a comer um legume.

Por isso, trazemos abaixo algumas dicas que podem ajudar a ensinar bons hábitos alimentares para as crianças:

1. Reunir toda a família para as refeições

As crianças vão aprender a fazer escolhas alimentares saudáveis, assim como a dominar as boas maneiras à mesa ao se sentar para fazer as refeições com toda a família.

Mesmo que os pequenos ainda não estejam prontos para comida sólida ou se recusem a comer, apenas ao se sentar com o resto da família eles começarão a aprender as regras das refeições.

Aqui entra um importante ponto: a liderança pelo exemplo. Ao ver os pais comendo alimentos saudáveis e experimentando diferentes comidas nutritivas, as crianças terão um bom exemplo para copiar.

Por exemplo, uma estratégia é comer legumes e verduras quando quiser que os pequenos façam o mesmo. Da mesma forma, ter bons modos e educação à mesa deixará um exemplo de como as crianças também devem se comportar na hora das refeições.

2. Limitar o tempo das refeições

Outra dica é determinar um tempo específico de duração para as refeições. Recomenda-se que elas não durem mais de 30 minutos, para ajudar as crianças a permanecerem focadas enquanto comem.

3. Ter um cronograma para as refeições

Isso significa ter um horário específico para as grandes refeições, assim como para os lanchinhos ao longo do dia. Por exemplo, o almoço pode ser todo dia às 12:45 e o lanche da tarde às 16h. Enfim, veja os horários que funcionam melhor para a sua família.

Mas por que toda essa disciplina? Isso fará com que as crianças tenham uma rotina, um período determinado para fazer refeições saudáveis em vez de beliscarem guloseimas e salgadinhos ao longo do dia.

4. Aceitar que a recepção aos alimentos pode variar

Outro conselho é aceitar que os pequenos vão devorar algumas refeições e mal tocar em outras. As crianças geralmente comem conforme os sinais de fome de que seu corpo sente. Mas isso não quer dizer que você deva simplesmente desistir após oferecer comida uma única vez.

Recomenda-se continuar a oferecer uma variedade de alimentos durante as refeições, até para incentivar que elas explorem novos alimentos e sejam expostas a diferentes opções.

5. Entender que elas não vão comer tanto

Uma criança não come a mesma quantidade que um adulto, portanto, o seu filho pequeno não vai comer a mesma porção que você. Os tamanhos das porções dos pequenos serão proporcionais à idade deles.

6. Não desistir tão rápido de um alimento

As crianças precisam ser expostas a entre 10 e 20 vezes a uma comida antes de decidir experimentá-la. Além disso, pode demorar mais 10 a 20 tentativas antes que elas decidam que gostam do alimento.

Portanto, de o seu filho rejeitar algum alimento, não desista: tenta oferecê-lo novamente em algumas semanas.

7. Deixar que as crianças participem da escolha do cardápio

De vez em quando, deixe que os pequenos escolham os legumes e verduras do almoço ou jantar. Se possível e se eles tiverem idade suficiente, vale até colocá-los para auxiliar na preparação do alimento.

O orgulho por participar do momento poderá aumentar a vontade deles de comer a comida em questão, afirmou a nutricionista.

8. Oferecer alimentos variados

Montar um prato com variadas texturas e cores é importante, especialmente com frutas e vegetais. Mesmo que não aceite comer alguma coisa, apenas ter um novo alimento no prato ajudará a criança a ficar mais confortável com ele.

Entretanto, ofereça apenas um novo alimento de cada vez para que a criança não fique saturada.

9. Não proibir

Especialmente para os pais de crianças com sobrepeso ou obesidade, proibir guloseimas e junk food pode ser tentador. Mas fazer isso pode ser um tiro no pé e fazer com que os pequenos abusem desses alimentos, quando um amigo ou parente oferecer e você não estiver por perto.

No lugar disso, a recomendação é ensinar a consumir porções menores e a escolher versões saudáveis dessas comidas. Por exemplo, o sorvete deve ser em uma porção pequena, correspondente a uma criança.

Ou então dá para trocar o sorvete tradicional por um doce saudável como iogurte natural ao lado de frutinhas vermelhas ou lasquinhas de chocolate meio amargo. Assim, a criança não abusa, mas também não passa vontade.

Você confere a publicação original em: https://www.mundoboaforma.com.br/dicas-para-ensinar-bons-habitos-alimentares-a-criancas/?utm_medium=10todaybr.20201025&utm_source=email&utm_content=article&utm_campaign=10today

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Sábado e música: Lucy Thomas, jovem e primorosa cantora, interpreta Hero (cover)!!!

Nas minhas pesquisas musicais, descobri a jovem cantora Lucy Thomas, inglesa, agora com 16 anos, que aos 14 foi semifinalista do The Voice Kids UK. Fiquei impressionado pelo talento e precoce maturidade que demonstra, sobretudo pela qualidade da voz, serenidade e jeito angelical de cantar, cujo estilo me fez lembrar a admirável Sarah Brightman, também inglesa.

No vídeo selecionado para hoje, Lucy interpreta a linda balada Hero, composição de Mariah Carey e Walter Afanasieff, que fez sucesso na voz daquela cantora estadunidense, lançada em 1993. Como característica de qualquer “cover”, essa gravação de Lucy procura seguir fielmente a gravação original de Mariah.

Lucy Thomas dedica o vídeo “a todos os maravilhosos médicos, enfermeiras, cuidadores, equipes de apoio e trabalhadores de linha de frente em todo o mundo. Obrigado por tudo que você faz, você é uma inspiração.”

O vídeo foi publicado no Youtube, no canal Lucy Thomas Music, em 26 de março passado.

Curta este belo momento!

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“10 ações e práticas para se sentir feliz todos os dias” – Confira esse artigo!

Gostei muito, e replico abaixo, o artigo publicado no site Mundo Interpessoal, em 22/julho/20, indicando 10 ações (modos de viver diários) que, na minha percepção, realmente contribuem para o nosso bem-estar e desenvolvimento pessoal.

São dicas bastante pertinentes, falando sobre atitudes e hábitos saudáveis para o dia a dia, que têm tudo para elevar a qualidade de vida e propiciar uma sensação individual de felicidade mais frequente.

E o segredo é o AUTOCUIDADO! A propósito, você tem pensado sobre isso?

Leia o artigo e entenda do que se trata. Você vai perceber, também nessa particular, falando de autocuidado, que simples atitudes – autodiálogo, respeito para com os seus valores e propósito, estabelecimento de limites etc. – podem fazer muita diferença, positiva, no seu estilo de viver.

Recomendo, mais do que a simples leitura, que você busque estar atento e incorpore algumas das ações elencadas. Vão lhe fazer bem!

Confira:

“10 ações e práticas para se sentir feliz todos os dias

10 ações e práticas para se sentir feliz todos os dias - Mundo Interpessoal
mundointerpessoal.com

O autocuidado é essencial para uma vida com sentido e definitivamente não deve ser praticado somente no fim de semana. Descubra algumas maneiras práticas para conferir a atenção que você merece, proporcionando condições favoráveis à felicidade.

Se não cuidarmos de nós mesmos, inúmeros problemas poderão surgir: exaustão, sobrecarga, estresse, patologia, insatisfação, infelicidade… tudo isso pode ser uma consequência de negligenciar as próprias necessidades.

Autocuidado? – Não tenho tempo para isso

Muitas pessoas acham difícil reservar um tempo para si mesmas, ou nem sabem como fazer isso. Crenças são frequentemente as grandes culpadas: acreditamos que não é legal se colocar sempre em primeiro lugar ou se levar a sério, procuramos agradar a todos, trabalhar muito, ser o melhor nisso ou aquilo.

Tudo isso faz parte de saberes, que não são nossos, e sim do mundo, da sociedade (capitalista) em que vivemos. Crescemos na lógica da produtividade, do certo ou errado, do melhor, do eficaz, etc.

Quantas dessas lógicas e crenças acabam, no fim, nos agredindo?

O autocuidado nessa realidade parece uma perda de tempo e chega até não fazer muito sentido. Fazer uma pausa e cuidar de mim? “posso fazer isso quando estiver morto!”.

Comum é pensar o autocuidado como uma praia no fim de semana, ler um livro nas horas vagas, sair para uma festa, etc. Mero engano. O autocuidado se trata de modos de viver diários, que proporcionem bem estar e desenvolvimento pessoal.

Conheça alguns deles:

1. Perceba suas necessidades

Autocuidado significa acolher suas necessidades. Para fazer isso, é preciso percebê-las. Um truque simples é o seguinte: coloque dois ou três alarmes no telefone ao longo do dia. Quando eles tocarem, pare tudo e ouça a si mesmo: “como estou me sentindo?”, “do que eu preciso agora?” , “estou com fome ou com sede?” estou com frio? “estou com raiva ou insatisfeito?”, “qual é a necessidade disso?”. Depois de identificar o que você precisa, atenda a esses desejos. Isso significa que se estiver com frio, vista um casaco. Se estiver estressado dê uma pausa e respire fundo.

2. Respeite seus limites

Autocuidado também é sinônimo de prestar atenção nos seus limites. Existe um abismo entre o que você pode fazer e o que você quer fazer. Se ajudar alguém em uma mudança é algo além dos seus limites – fale. Se não quer ter um relacionamento aberto, fale.

Se você acha difícil dizer “não” logo de cara, faça o seguinte: antes de aceitar algo automaticamente feito um robô e depois ficar com raiva ou triste, primeiro respire fundo e diga: “preciso verificar minha agenda”, “… preciso conversar com meu parceiro” “… verificar isso ou aquilo”, ou simplesmente, “vou pensar nisso”. Faça uma auto-gentileza e se dê um tempo para pensar em como deseja resolver a situação da melhor forma possível.

3. Pare de fazer autocríticas desnecessárias

Cuidar de si também exige não se auto depreciar. Se você se pegar fazendo isso, pare imediatamente. No post “como entender sentimentos confusos“, explicamos como a técnica do “olhar de fora” pode ajudar a trazer novas perspectivas, proporcionando uma visão mais realista do mundo e de si mesmo. Se tentar desconstruir a paisagem ainda for difícil, procure se distrair com outra coisa.

4. Pise no freio

Se você faz parte do clube das pessoas que sempre precisam fazer tudo perfeitamente, tentam constantemente agradar a todos ou acreditam que elas precisam fazer tudo por conta própria, vá com calma. Diga a si mesmo: “bom é bom o suficiente!” “O bolo não precisa ser uma obra-prima!”, “basta revisar o relatório duas vezes!” “tudo bem se eu receber ajuda!”, “já que não posso agradar a todos, vou me concentrar em fazer as coisas do meu jeito”. Reduzir suas demandas é um longo processo de aprendizado, no entanto, ter consciência desse comportamento, já é um bom começo para ir aprendendo a pisar nos freio aos poucos.

5. Faça algo que você goste

Vivemos em um sistema capitalista, que rouba nossas identidades e modos de ser autênticos. Nossas idiossincrasias é substituídas por modelos de comos devemos ser, o que devemos ter, o que devemos conquistar e nesse caminho, uma hora ou outra vamos acabar nos perguntando: por que estou fazendo isso? Sobre o que é tudo isso? Essas são perguntas que surgem rapidamente quando você pára de aproveitar a vida e perde sua identidade.

Procure fazer coisas que você gosta e não deixe o trabalho tomar conta do seu modo de ser. Não vou sugerir nada, apenas pense o que gosta de fazer e poderia fazer todos os dias, não precisa ser sempre a mesma coisa, apenas abra espaço para expressar suas vontades de uma alguma forma ao longo do dia.

7. Faça pausas

E muitas! Assim como o fim de semana não é suficiente para se recuperar de uma longa semana de exploração, uma pausa para o almoço igualmente não é suficiente para se restaurar de oito horas de extenuante atividade física ou mental. Existem trabalhos físicos e mentais, e em ambos se deve fazer várias pausas. Isso inclui mudar um pouco de ambiente, respirar fundo, prestar atenção no corpo, caminhar, ou se for o caso, sentar e relaxar. Se trata de uma pausa contemplativa, contemple o que for possível, e crie um momento onde você possa olhar para outra realidade.

8. Tenha auto-conversas positivas

Preste atenção na maneira como fala consigo mesmo. Seu diálogo interno deve ser compassivo, motivador e positivo. Não é necessário se convencer disso. Dizer a si mesmo que é invencível, quando no fundo sabe que não, gera uma atitude defensiva interior e isso não é nada útil.

Portanto, seja realista. Mas também se sinta feliz. Em vez de dizer: “oh, meu Deus, ainda tenho muito o que fazer e nunca vou conseguir terminar!”, diga a si mesmo: “tudo bem, vou começar agora, fazer uma coisa após a outra e tudo vai ficar bem!” Em vez de dizer: “oh, eu sou tão burro, não vi que era para entrar na esquerda”, diga: “ah, não prestei atenção, mas vou dar um jeito”. Todo diálogo interno pode ser feito de maneira compassiva, respeitosa e amigável. Esse é o tom certo para você!

9. Seja fiel a si mesmo

Você costuma comparecer a compromissos que violem seus valores importantes? Você costuma fazer coisas que não gosta só porque “certa pessoa” pediu?. Permanecer fiel a si mesmo nem sempre significa impor a todo custo a sua vontade ou impor aos outros.

Ser fiel a si mesmo significa ter consciência de seus valores, procurar viver de acordo com eles e, no mínimo, ter consciência de quando está fazendo algo que é contrário aos seus valores. O autocuidado pode significar definir limites e dizer “não” se você não quiser fazer algo.

Pode ser que seja necessário fazer muitas mudanças em sua vida, mas para todas elas, existe a terapia, que pode ajudar muito a descobrir como fazer isso.

10. Leve seus sentimentos a sério

Seus sentimentos são importantes. Eles querem te dizer uma coisa, não importa o quão “bobos” pareçam. Ouça-os. O que você sente? Existe um descontentamento constante que você anda carregando? Não consegue soltar a raiva de uma injustiça que aconteceu com você? Você se sente entediado e infeliz no trabalho? Se você prestar atenção nos seus sentimentos, poderá aprender muito sobre si mesmo.

Isso não significa liberar suas emoções em todas as situações a partir de agora. Em vez disso, perceba o que realmente está lá e reflita sobre o que você pode aprender com isso.

Veja o texto original em: https://mundointerpessoal.com/2020/07/acoes-para-se-sentir-feliz-todos-os-dias.html

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7 COISAS QUE DESTROEM O RESPEITO DOS OUTROS POR VOCÊ (vídeo)!

32 frases de respeito para você refletir e compartilhar nas redes sociais

É natural que queiramos ser respeitados, pelo que somos, pelas nossas ideias, pelo nosso jeito de agir, pela nossa história… O respeito é um valor muito caro para grande número de pessoas, seguramente.

Acontece que o respeito por determinada pessoa não vem de graça, não se compra. Em outras palavras, ser respeitado dá um certo trabalho. No geral, ele resulta de diversos fatores, que idealmente devem se mostrar consistentes, terminando por gerar a admiração do outro. Esse respeito, fazendo uma síntese, decorre de uma “admiração que sentimos por alguém devido às suas habilidades, suas qualidades ou suas conquistas.”

Entretanto, considerando que sempre existem os dois lados da moeda, perder o respeito que sentem por nós pode acontecer muito rapidamente. E isso requer permanente atenção. Convém ficar de olho, em especial, nos nossos comportamentos, como agimos no dia a dia, nas diferentes situações, nos mais variados ambientes, pois, queiramos ou não, somos observados o tempo todo.

Faço tais considerações preliminares, a respeito do tema, para trazer este interessante vídeo 7 COISAS QUE DESTROEM O RESPEITO DOS OUTROS POR VOCÊ, publicado no ultimo dia 30 de setembro, no canal “didatics”, no YouTube, dando particular ênfase para a interação humana baseada na confiança e no respeito mútuo.

Confira a seguir, vale muito a pena (duração de apenas 7:23)!

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