Entenda o que é inovação e o que é ser um inovador de verdade!

Muito se fala em inovação, criatividade e até mesmo em disrupção (produto, solução, modelo de negócio diferente capaz de criar novo mercado, novo referencial, com poder de desestabilizar o que se conhecia até então), o que é natural – e essencial – em tempos de crise, de alta competitividade e de mudanças velozes e radicais, próprias deste Século!

Mas… o que é mesmo ser uma pessoa inovadora, daquelas que se destacam por encontrar soluções fora do comum? Quais as características, seus diferenciais, seus traços de personalidade e competências mais significativas? Quais as condicionantes para que elas desenvolvam seu potencial?

Para clarear nosso entendimento a esse respeito, reproduzo, a seguir, o excelente artigo ‘Quem quer ser inovador?’, da Psicóloga Angelita Scardua, postado semana passada no seu blog Os Sentidos da Felicidade. Após a leitura, é possível que você reveja alguns conceitos e crenças gerais, inclusive sobre os ambientes mais e menos propícios para que a inovação possa florescer. Confira!

“Quem quer ser inovador?

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Umas das publicações do prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, é a Revista “MIT Technology Review”. Desde 1999, a revista publica anualmente uma lista com 35 inovadores com menos de 35 anos que se destacaram como inventores, empreendedores, visionários, humanitários e pioneiros em todo o mundo. A lista de 2017, além de incluir o brasileiro que criou a Easy Taxi, Tallis Gomes, gerou um estudo muito interessante conduzido na Fundação Dom Cabral. O estudo, de autoria do Prof. Hugo Ferreira Braga Tadeu e do estudante de Engenharia e bolsista de Iniciação Científica Rodrigo Penna, faz uma avaliação do perfil psicológico dos inovadores listados pela revista.

A metodologia utilizada para a avaliação é baseada nas cinco grandes dimensões do Big 5. O Big 5 é um teste de personalidade validado e utilizado mundialmente, mas que, curiosamente, é muito pouco conhecido dos psicólogos brasileiros. Até porquê a maioria absoluta dos cursos de Psicologia da Personalidade nas Faculdades de Psicologia do Brasil não o ensinam e discutem, apenas ignoram sua existência! Bom, voltando ao estudo realizado na Fundação Dom Cabral, os resultados obtidos com a análise do perfil psicológico dos Inovadores são muito interessantes, especialmente porquê vai de encontro ao que comumente se costuma pensar sobre quem são os inovadores.

Para muitos, pode parecer surpreendente que a maioria dos Inovadores pontua muito baixo, muito mesmo, em simpatia e amabilidade. Do ponto de vista do estudo psicológico da personalidade, isso faz muito sentido. Para ser inovadora a pessoa não pode ser dependente da aprovação do grupo, ela não pode ser conformista, ela não deve ser obediente à autoridade, ela não pode ser cordata. A ação inovadora exige assertividade, criatividade, autoconfiança. Ou seja, inovar exige que a pessoa esteja disposta a discordar da maioria, a questionar os modos de funcionamento pré-estabelecidos e coletivamente valorizados, a contestar “verdades” consolidadas. O fato é que não dá para ser essa pessoa e ser simpática e amável ao mesmo tempo. Quando alguém se posiciona em oposição ao que é validado pelo grupo, ele será combatido, muitas vezes agressivamente. Ele será excluído, ele será alijado.

Os grupos sobrevivem da convergência de interesses, da concordância de seus membros, da solidez de suas verdades. É por isso que, evolutivamente, pode-se pensar na simpatia e na amabilidade como recursos desenvolvidos para garantir inserção grupal. Os simpáticos e amáveis tendem a recorrer ao grupo, às associações, como mecanismo de sobrevivência. Uma vez que a simpatia e a amabilidade tornam a pessoa menos suspeita de potencial disruptivo, e mais afeita à adaptação às normas grupais. Historicamente, grupos não promovem mudanças. Indivíduos promovem mudanças e transformações a partir de ideias inovadoras, que são apropriadas pelos grupos e, então, adequadas e acomodadas às necessidades e à capacidade de compreensão coletivas.

Similarmente, no estudo da Fundação Dom Cabral aparece que a Extroversão não é uma característica comum entre aqueles que inovam. Entre Inovadores Inventores ela é praticamente inexistente. Quando a pontuação em extroversão é alta – que é o que acontece com Inovadores Empreendedores e Humanitários, por exemplo – ela quase sempre diz respeito a características como assertividade e nível de atividade. Curiosamente, aspectos da Extroversão como agregação e alegria aparecem muito baixos em quase todos os Inovadores. Faz sentido que os aspectos assertividade e nível de atividade se destaquem na maioria dos Inovadores que pontuam alto em Extroversão, e mesmo entre os que não pontuam. Fica difícil inovar – defender e apostar em uma ideia incomum, desafiadora, diferente do que prega ou pensa a maioria – sem acreditar em si mesmo ou na sua ideia.

Da mesma forma, parece natural que Inovadores estejam sempre envolvidos em diferentes atividades ao mesmo tempo, o que é um comportamento característico de pessoas curiosas e abertas à experiência. Essas mesmas características, contudo, tendem a deixar a rotina de inovadores meio atropelada e ligeiramente desorganizada. A despeito dos prejuízos gerados por interesses diversos, sem curiosidade e sem abertura para a experiência fica muito difícil inovar, mas muito fácil repetir o que é dado como pronto e acabado. Talvez a Extroversão apareça com maior frequência e força entre Inovadores Empreendedores e Humanitários por duas razões: para empreender não é necessário criar algo original, é possível empreender apenas adaptando criativamente uma ideia, copiando algo que já existe e modificando. É o caso dos Empreendedores na Lista da MIT Technology Review. Eles utilizaram ferramentas, ideias já existentes e as adaptaram a contextos específicos, desenvolvendo novas maneiras de utilizá-las. Outra razão para maior pontuação em Extroversão, entre Inovadores Empreendedores e Humanitários, é que a inovação humanitária demanda o convívio com as pessoas, seja para identificar suas necessidades, seja para conduzir ações que possam transformar suas vidas cotidianamente.

A originalidade, vista como a capacidade para criar algo inédito, está diretamente associada à Introversão. Um Inovador Introvertido pode aprender a se mover socialmente, a lidar com as demandas sociais, exemplos como Elon Musk, Steve Jobs e Mark Zuckerberg. Mas o Introvertido será sempre um sociável polido, educado, mas nunca simpático ou amável. Não se engane, simpatia e polidez são coisas muito diferentes! Ou seja, o Inovador Introvertido aprenderá a utilizar os recursos da sociabilidade racionalmente, e os usará quando lhe for conveniente.

O que é muito interessante no estudo da Fundação Dom Cabral sobre o perfil psicológico de Inovadores é que: os resultados nele apresentados levantam a possibilidade de se questionar todo o discurso dominante em palestras motivacionais sobre Inovação e Inovadores. Platitudes as mais diversas que apontam o trabalho em equipe, a extroversão e outros fatores como fundamentais para ações inovadoras talvez precisem ser redimensionados. Perguntas devem ser feitas: O que é Inovação? A Inovação possível em uma Organização Privada ou em um Setor Público é da mesma ordem da Inovação promovida no campo científico? O quão possível é inovar em estruturas rígidas, hierárquicas e consolidadas como é a maioria das empresas, dos órgãos públicos e de muitas Instituições Universitárias?

No mais, é válido pensar como o discurso dominante sobre a Inovação, entre aqueles que se dizem “especialistas” no tema, ressalta o trabalho em equipe, a extroversão e a alegria como fundamentais para a geração de ideias e realizações inovadoras… Quando a análise do perfil psicológico de Inovadores aponta para o fato de que entre eles prevalecem aspectos como melancolia, autoridade, independência, necessidade de tempo para si mesmo, liberdade para definir as próprias metas e a vontade de fazer o próprio caminho sem seguir o que outros fizeram! Isso sem falar na divergência entre o entusiasmo disseminado pelo discurso das palestras motivacionais que afirmam que somos todos igualmente inteligentes e criativos, quando o perfil dos Inovadores destaca Capacidade Intelectual, Abertura à Experiência e Curiosidade como fatores relevantes.

Se pudéssemos todos ser igualmente inteligentes e criativos, seríamos todos Inovadores, o fato é que pouquíssimos de nós o é de verdade. A maioria absoluta de nós apenas reproduz: sejam ideias, comportamentos, pensamentos, estratégias, etc. Particularmente, acredito que o verdadeiro Inovador é inibido quando forçado a trabalhar em grupo, a não ser que ele lidere. O grupo reprime qualquer ameaça de ruptura, o grupo tende a querer enquadrar e moldar o indivíduo à visão grupal. O grupo é bom para seguidores, que se sentem seguros e confortáveis quando validados pela maioria. Afinal, quem quer, de verdade, ficar de fora do rebanho?

P.S.: Quem quiser ler o relatório completo da Fundação Dom Cabral: https://www.fdc.org.br/…/Personality_Insights_de_Perfis_Ino…

P.S.2.: Quem quiser ler a lista completa da MIT Technology Review: https://www.technologyreview.com/…/innovators-under-35/2017/ 

Fonte: https://angelitascardua.wordpress.com/2018/05/01/quem-quer-ser-inovador/#comment-5503

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Cuidado: ‘Substância nos alimentos tostados pode causar câncer’ (vídeo)!

Começo a semana com o tema Saúde, um dos mais frequentes por aqui, e mais precisamente falando sobre alimentação e fator cancerígeno.

Faz algum tempo que pesquisadores alertam, segundo divulgado pela imprensa, para o fato de que a carne bem passada, aquela exposta a altas temperaturas e de coloração escurecida, apresenta uma substância que pode causar câncer.

Agora, em reportagem veiculada por uma rede de televisão, dias atrás, o alerta a esse respeito voltou de forma bem mais enfática e ampliada, conforme você verá no vídeo abaixo. Segundo a matéria, pesquisas mais recentes revelam que o perigo, representado pela substância chamada acrilamida, encontrada em alimentos tostados (ou gratinados, ou queimados), está associada aos cânceres de mama, próstata e intestino. Portanto, além de estar na carne bem passada, a acrilamida está presente no pão torrado na chapa, na batata assada, no café forte (de cor escura) etc.

A reportagem salienta que o ponto do alimento tostado, próprio para consumo saudável, é indicado pela cor dourada. 

Como tudo na vida, o importante é o equilíbrio, é a moderação. Uma dica é fazer mais uso diário de alimentos frescos e reduzir o consumo de carboidratos. De toda maneira, como o princípio do livre arbítrio é fundamental para a sensação de bem-estar e de felicidade de cada indivíduo, cabe a cada um(a) fazer as suas escolhas, orientadas pelos seus valores, suas expectativas e sua consciência.

O vídeo, de link a seguir, está disponível no YouTube, canal Fala Brasil, e tem duração de apenas 3:36. Veja, fique informado(a), compartilhe:

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Traincha canta Burt Bacharach – That’s What Friends Are For – Magistral interpretação!

Selecionei para este fim de semana, como inspiração musical, vídeo com a magnífica cantora holandesa Trijntje Oosterhuis, ou simplesmente Traincha, interpretando a linda canção That’s What Friends Are For, um dos inúmeros sucessos do excelente pianista e compositor norte-americano Burt Bacharach.

Traincha, cantora de apurada técnica, tem-se notabilizado como intérprete especial da obra de Bacharach, cujo destaque ficou evidenciado ao lançar, em 2006, o DVD The Look of Love, disco que é um dos meus favoritos! 

Confiram este momento espetacular – o vídeo foi publicado no YouTube por Valdemir Ribeiro. A seguir:

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“Planejamento é essencial para aposentadoria” – Fique de olho!

No conjunto dos nove grandes fatores e variáveis a serem levados em conta para o planejamento pessoal e elaboração do projeto de vida para o futuro, conforme o modelo que tenho orientado nos meus textos e palestras, o fator Finanças Pessoais e Familiares é sem dúvida muito importante, por assegurar tranquilidade e condições básicas para uma boa qualidade de vida no tempo da idade mais avançada, até porque havendo deficiência financeira as demais variáveis acabam comprometidas.

A esse respeito, trazendo uma visão bastante pragmática, George Foreman, um famoso lutador de boxe americano, disse certa feita:

“A questão não é com que idade eu quero me aposentar, mas com que renda.”

Não obstante haver compreensão geral das pessoas a esse respeito, somente uma minoria cuida adequadamente do seu planejamento financeiro e, com isso, muitos brasileiros ficam vulneráveis para chegar à fase da aposentadoria, se arriscam, e ficam entregues à “sorte”, o que é lamentável, segundo pesquisas sucessivamente divulgadas.

Por conta disso, reproduzo hoje interessante artigo publicado no portal O DIA, com providencial orientação financeira – e alertas – que pretendem chamar a atenção dos leitores para que criem consciência a esse respeito e, claro, não procrastinem o necessário planejamento objetivando formar reserva suficiente para a garantia de uma boa aposentadoria. Entre outros aspectos enfocados, o texto traz esclarecimentos e algumas dicas sobre a modalidade de poupança especial, ou formação de reserva pessoal, chamada de plano de previdência complementar, também conhecida como previdência privada.  

Recomendo a leitura, a seguir:

“Planejamento é essencial para aposentadoria

Pensar em poupar ou fazer alguma aplicação ajudará a garantir um futuro tranquilo

Por MARTHA IMENES

Planejamento é essencial para a aposentadoriaPlanejamento é essencial para a aposentadoria – Agência O Dia

Rio – Com a Reforma da Previdência “estacionada” no Congresso por conta da intervenção federal na Segurança do Rio – que não permite emendas à Constituição, como a PEC 287 -, especialistas orientam a quem vai entrar no mercado de trabalho, ou já cumpre o tempo de serviço, a se planejar para garantir uma aposentadoria mais tranquila no futuro e manter o padrão de vida. Entre as alternativas para dar um “reforço no caixa” lá na frente estão investimentos como poupança, que rendeu 6,6% no ano passado, Tesouro Direto, que tem como base a Taxa Básica de Juros (6,5%) e plano de previdência privada, que oferece faixas de aplicação a partir de R$100. Para quem quer ter uma renda extra de R$ 5 mil, o ideal, segundo a Touareg Seguros, é aplicar R$400 por mês.

Mas por que o planejamento é tão importante? Para Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira, diante da possibilidade da aprovação da reforma – mesmo que seja pelo próximo presidente da República-, se preparar para ter aposentadoria tranquila é mais do que uma alternativa à conjuntura desfavorável, é uma necessidade para os trabalhadores.

“A aposentadoria pelo INSS é muito importante para os brasileiros e um direito do trabalhador. Entretanto, o valor não é suficiente para manter o padrão e a qualidade de vida”, alerta Domingos. E complementa: “A consequência disso é a permanência de muitos aposentados no mercado de trabalho para complementar a renda. E, ao que tudo indica, os trabalhadores se aposentarão cada vez mais tarde, por conta do crescimento da expectativa de vida do brasileiro”.

A pesquisa identificou ainda os meios mais comuns usados para se preparar de olha na aposentadoria: aplicação em poupança (39%), contribuição previdenciária paga pela empresa (30%) e INSS pago por conta própria (23%).

RISCO AO INVESTIR

Thiago Luchin: trabalhador doméstico é o mais prejudicado – Divulgação

Para quem tem condições, os planos de previdência privada podem ser alternativa para garantir grana além da aposentadoria do INSS. “Devido ao cenário e a previsão de futuro ruim para a previdência pública, a privada poderá se tornar a principal renda para pessoas que estão iniciando no mercado de trabalho. Na hora de contratar um plano, é necessário levar em consideração que o valor máximo da aposentadoria não é garantido com contribuição no valor do teto do INSS”, orienta Luiz Villar, vice-presidente comercial da Touareg Seguros.

Ele explica que existem dois tipos de previdência: Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). A diferença é a tributação. O primeiro é indicado a quem faz a declaração completa do Imposto de Renda e o optante pode deduzir até 12% da renda na declaração. No outro, os recursos estão isentos de tributos sobre rendimentos durante o período em que é feita a aplicação. O IR incide somente sobre rendimentos na hora de receber a renda ou do resgate.

O valor que será complementado depende de quanto a pessoa poderá gastar mensalmente. “A maioria dos contratos gira em torno de R$ 100 a R$ 200. Mas, para aqueles que desejam ter uma renda média de R$5 mil, esse valor mensal já sobe para cerca de R$400”, informa Villar.

O especialista dá um exemplo: “Uma pessoa com 20 anos faz contribuições mensais de R$ 100 até os 65 anos, a uma rentabilidade de 7% ao ano, terá reserva projetada de R$355.766,38”, aponta.

Mas para Thiago Luchin, do escritório Aith, Badari e Luchin, a previdência privada deve ser vista como alternativa secundária ao INSS e não prioridade. “É fundamental que as pessoas primeiro pensem no INSS, em seguida, a privada como um complemento”, adverte.

Isso porque, segundo Luchin, a rentabilidade dos benefícios do INSS é proporcionalmente maior.

“Em uma previdência privada o contribuinte paga por um tanto que vai usar quando beneficiário, é um recurso finito. A partir do momento que o ‘pedaço do bolo’ dele acabar, não terá mais renda”, alerta. “O benefício do INSS vai até a morte do segurado e pode virar pensão para seus dependentes”, diz.

Saiba como se aposentar

Atualmente, o trabalhadores com carteira assinada ou autônomos podem se aposentar pelo INSS por idade – sendo que precisam completar 60 anos de idade (mulheres) e 65 anos (homens), após terem feito 180 contribuições previdenciárias -; ou por tempo de serviço, ao comprovarem 30 anos de recolhimentos (mulheres) e 35 anos (homens).

Caso a PEC 287 seja aprovada, a idade mínima para aposentadoria vai passar para 62 anos (mulheres) e 65 (homens) e o tempo de contribuição aumentará para 40 anos, tanto mulheres quanto para os homens.

Além disso, o trabalhador está sujeito ao fator previdenciário que incide no cálculo do benefício. O mecanismo funciona como um redutor e quanto mais novo o segurado se aposenta menor será o valor da aposentadoria. A redução pode chegar a 30%.

Mas, o trabalhador tem a opção de usar a Fórmula 85/95, para conseguir o benefício integral. A modalidade soma idade e tempo de serviço para determinar se o benefício será concedido, sendo necessários 85 pontos (mulheres) e 95 (homens).

Também é possível se aposentar por invalidez, quando a pessoa, por doença ou acidente, for considerada sem condições de trabalhar por um médico perito da Previdência. Ou ainda obter a aposentadoria especial, modalidade na qual o trabalhador deverá comprovar que atuou em condições prejudiciais à saúde após um determinado período, que pode ser de 15, 20 ou 25 anos, dependendo do tipo de ocupação.

A estimativa da pesquisa do SPC Brasil é de que cerca de 104,7 milhões de adultos acima de 18 anos não se preparam para aposentadoria.

Fonte: https://odia.ig.com.br/economia/2018/04/5534820-planejamento-e-essencial-para-aposentadoria.html#foto=1 

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Sobre introspecção e pessoa introspectiva – Algumas considerações!

Tenho feito referência, em diversas postagens, à necessidade de se praticar a introspecção, em especial nas situações em que se busca avançar no autoconhecimento, entrar em meditação, simplesmente refletir, encontrar respostas para questões existenciais, ou, ainda, ante a necessidade de se encontrar clareza para o propósito de vida e para o traçado da rota futura, que requerem descortinar valores, virtudes, potenciais, medos, fragilidades e por aí vai.

Como definir introspecção?

De forma resumida, o termo introspecção significa fazer análise reflexiva de si mesmo. Segundo o site Wikipédia, a introspecção é o ato pelo qual o sujeito observa os conteúdos de seus próprios estados mentais, tomando consciência deles. Nessa estado, a pessoa está integralmente dedicada à autoconsciência.

Portanto, é uma condição voluntária, determinada e circunstancial, válida para indivíduos de qualquer tipo de personalidade, dos extrovertidos aos introvertidos!

E o que é uma pessoa introspectiva?

Por outro lado, quando falamos que fulano(a) de tal é introspectivo(a) estamos nos referindo a um traço de personalidade, à característica predominante daquela pessoa. Assim, gostar de ficar só, curtir a própria companhia é mais regra do que exceção para esse contingente. São aquelas pessoas tidas como introvertidas, ou tímidas.

Devemos ter claro que ser introspectivo e mais reservado não significa que a pessoa leve desvantagem na vida. Eu mesmo conheço pessoas especiais, bastante inteligentes e preparadas, bem posicionadas profissionalmente, que demonstram possuir esse tipo de personalidade. Aliás, em recente estudo realizado pelo Fundação Dom Cabral, a respeito de inovação, que tratarei em postagem a ser feita nos próximos dias, ficou evidenciado que uma das características da personalidade de pessoas verdadeiramente inovadoras, entre outros traços do seu perfil psicológico, está a introversão.

Bem, para que você compreenda melhor do que estamos falando, reproduzo o interessante artigo abaixo, escrito de forma leve, objetiva e sem academicismo, que encontrei publicado no site DICASONLINE.TV.

Confira:

“7 sinais de que você é uma pessoa introspectiva

Você prefere ficar sozinha e apreciar o silêncio? Gosta de pensar e conversar consigo mesma? Confira se estes 7 sinais te definem!

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Gostar de ficar sozinha nem de longe é um defeito. Você pode estar sentindo essa vontade nesse momento, talvez dure um longo período ou, quem sabe, tenha sido sempre assim. E está tudo bem!

As razões pelas quais você adora ficar sozinha podem variar. Algumas vezes você só está cansada da correria do dia a dia e quer ficar na paz e no silêncio. Mas também pode ser uma característica da sua personalidade, pois você é uma pessoa introspectiva.

As pessoas introspectivas costumam ser mais quietas, calmas, pensativas e apreciam sua própria companhia. Preferem estar sozinhas ou com pessoas mais próximas. Se for para sair de casa, melhor que seja em lugares menos cheios e barulhentos. Quando estão acompanhadas, gostam de conversar sobre coisas interessantes que estimulem a reflexão. Esta é você?

Então, para rir um pouco de si mesma e visualizar mais a fundo suas belas características de pessoa introspectiva, vamos relacionar 7 sinais que provam seu amor pela sua própria companhia.

1 – O prazer do silêncio

Que maravilhoso é o som do silêncio! Estar sozinha permite que você escolha ficar em silêncio ou então ver um filme, ouvir uma música, só quando você quiser. Nada de ser obrigada a ouvir algo que você não esteja afim. Quase sempre, o som dos seus pensamentos é a melhor melodia.

2 – Compromissos desmarcados são um presente

Você até estava animada para sair com seus amigos, mas não ficou nem um pouco triste quando ligaram para desmarcar. Você sempre tem planos bem interessante para fazer consigo mesma.

3 – Balada, nem pensar!

Um barzinho até que você aceita, mas só de imaginar o som alto da balada e você tendo que gritar para se comunicar com alguém, já dá um arrepio na espinha. Além disso, a música não é o único problema. Tem as luzes piscando no seu rosto, muitas pessoas olhando para você, além da dificuldade para uma simples ida ao banheiro.

4 – Pensar é melhor do que falar

Mesmo quando está acompanhada, você se pega “viajando” em seus pensamentos e às vezes as pessoas precisam te chamar de volta. Pode parecer rude ignorar a presença dos outros, mas é um hábito tão natural para você… Pensar é prazeroso e faz você se sentir mais completa, analisando as coisas mais profundamente e por vários aspectos.

5 – Se é para ter companhia, que sejam interessantes

Chega a dar preguiça só de imaginar ter que conversar com pessoas que não combinam com você só para não ficar um climão. Se for para sair ou conhecer pessoas novas, que sejam bem escolhidas para que o seu tempo seja valorizado. Você quer ver coisas interessantes, conversar sobre assuntos substanciais e, se resolver ficar um tempo em silêncio, tudo bem. As pessoas que combinam com você vão entender, porque também apreciam minutos de silêncio, sem constrangimento.

6 – Morar longe de tudo deve ser o paraíso

Principalmente se você mora no centro da cidade, certamente já se imaginou morando em um lugar afastado e bem tranquilo. De preferência, sem telefone e nem campainha. Ser surpreendida por estes dois sons é realmente desagradável. Você gosta mesmo é do som das árvores, dos pássaros do mar e do vento.

7 – A verdadeira paz interior

Para você, estar sozinha é a verdadeira sensação de paz interior. É quando você se sente confortável e feliz. Livre para andar pelos seus pensamentos, respirar fundo, sorrir e chorar do nada, sem ser questionada.

Se identificou? Conhece outras pessoas assim? Talvez elas gostem desse artigo e vocês tenham alguma coisa legal em comum para conversar, que tal? Aproveite seus momentos sozinha, pois eles são preciosos.

E lembre-se que estar sozinha não tem nada a ver com ser solitária. Nunca se sinta errada por preferir sua própria companhia, pois esse é um sinal de amor próprio. Mas mesmo assim, esforce-se para manter por perto as pessoas que te amam, pois quando você precisar, elas estarão lá por você e vão gostar de saber que você também estará por elas.

Fonte: http://www.dicasonline.tv/7-sinais-pessoa-introspectiva/

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Os idosos e as novas formas de moradia – Veja estas soluções na Alemanha!

Considerando o substancial aumento da população idosa pelo mundo, soluções precisam ser encontradas para atender aos interesses (e exigências) desse público que não para de crescer. Nesse contexto, o item habitação – e suas facilidades – é um dos mais importantes desafios.

Sobre isso, fiz menção a algumas experiências exitosas no livro LONGEVIDADE, publicado no semestre passado, além de algumas postagens aqui no blog, trazendo exemplos de soluções já adotadas, como a convivência em um condomínio de amigos, todos idosos, em Cuenca, Espanha, a existência de condomínios de casas e também de apartamentos, que vão surgindo aqui e acolá, como alternativa para os tradicionais abrigos de idosos.

Agora, tomei conhecimento de interessantes arranjos residenciais que vêm se popularizando na Alemanha, conforme relatado em matéria de Karina Gomes, publicada no site DW, que reproduzo abaixo. Trata-se de soluções criativas para o público do pós-60, por variados aspectos, que tudo indica resultam na “equação ganha-ganha”. Por isso, servem, sobretudo, como subsídios para iniciativas dessa natureza a serem adotadas em nosso país!

Confira a seguir: 

“Repúblicas para idosos na Alemanha

Envelhecer sozinho ou em asilo está fora de questão para muitos aposentados alemães. Por isso, muitos acima dos 65 anos escolhem viver em moradias compartilhadas com outros idosos ou até com estudantes.

Jovem e idosa na cozinhaPara ter companhia e ajuda nas tarefas domésticas, muitos idosos alugam quartos para estudantes

É hora de encolher o passado, empacotar as lembranças e se mudar da antiga casa onde cresceram os filhos. Mas muitos não querem que o asilo seja a última parada. Cada vez mais idosos que vivem na Alemanha decidem curtir a velhice em comunidade, permanecendo ativos e independentes. Com 17 milhões de pessoas com 65 anos de idade ou mais, que representam pouco mais de 20% da população, o país vive um boom de repúblicas para idosos.

Os moradores ajudam uns aos outros e, às vezes, cozinham juntos. Cada um acomoda a longa vida em poucos metros quadrados, num quarto com banheiro, e compartilha a cozinha e outros espaços da casa. As repúblicas costumar ter boa localização, perto de padarias e supermercados, para facilitar a locomoção dos moradores.

Cada um organiza o que irá fazer no tempo livre: dormir, andar de bicicleta, ir ao cinema ou tomar um café com um colega de WG (abreviação para “república”, em alemão) num local próximo.

Além do aluguel, os moradores costumam pagar uma taxa adicional para que uma pessoa contratada auxilie na limpeza e na preparação da comida. Ainda assim, tudo fica mais barato do que num asilo, que sempre implica altos custos. Na internet, há sites especializados de busca de WGs para pessoas com idade a partir dos 50 anos.

Outros modelos de compartilhamento de moradia funcionam como alternativa ao Altersheim (asilo). Muitos idosos que querem uma companhia alugam quartos em suas próprias casas a estudantes por preços abaixo do mercado. Em troca, esperam ter ajuda com as compras, a preparação das refeições e o trabalho doméstico. Há projetos em várias cidades alemãs para conectar jovens e idosos para que compartilhem a vida.

Esse princípio é semelhante às “casas multigeracionais” (Mehrgenerationenhaus, em alemão), onde aposentados convivem com famílias jovens e com crianças pequenas que dependem de moradia social. O aluguel dos quartos é bem mais barato. O princípio é viver em comunidade, fazendo as refeições juntos e compartilhando momentos de conversas e distração. Atividades em comum são frequentes.

Outro modelo que ganha popularidade é o Seniorendorf, em que aposentados alugam uma casa em pequenas vilas construídas para casais e solteiros acima dos 65 anos. No condomínio, os moradores compartilham os anos de velhice juntos, com festas, hortas conjuntas e passeios coletivos. Muitas dessas vilas são construídas com financiamento coletivo, e o dinheiro doado pelos futuros moradores é descontado do valor do aluguel.

Com esses modelos alternativos, a solidão não tem vez, e a experiência de envelhecer ganha novos significados.

Na coluna Alemanices, publicada às sextas-feiras, Karina Gomes escreve crônicas sobre os hábitos alemães, com os quais ainda tenta se acostumar. A repórter da DW Brasil e DW África tem prêmios jornalísticos na área de sustentabilidade e é mestre em Direitos Humanos.

Fonte: http://www.dw.com/pt-br/rep%C3%BAblicas-para-idosos-na-alemanha/a-43379382

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Não seja vítima do mercado digital: evite compras por impulso e descontrole financeiro (parte I)

Imagem relacionadaCrédito de imagem – ecommerceguru.it

Atire a primeira pedra quem não se incomoda com tanto anúncio, com as publicidades digitais (os chamados banners eletrônicos), que invadem os ambientes da internet, especialmente quando acessamos os sites comerciais, os portais de pesquisa e até mesmo os blogs. Essas estratégias e recursos nos fazem uma verdadeira perseguição! Rs

São artifícios inteligentemente arquitetados, utilizando avançadas táticas de persuasão e acionadores de áreas específicas do cérebro, para vender no chamado mercado digital (marketing eletrônico), no contexto do agressivo e-commerce. Claro que esse mercado traz um lado positivo, o da facilidade para o consumidor, que consegue enxergar muitas ofertas simultaneamente e, mais ainda, de produtos que teoricamente atendem ao seu interesse, com base em pesquisas anteriormente realizadas. Mas é aí que mora o perigo!

Essa facilidade visa a ativar o desejo de compra, que leva o consumidor a agir, ou melhor, a comprar por impulso. As consequências são, para muitos e em várias ocasiões, aquisições sem a devida maturação, que depois se mostram desnecessárias e que, para agravar, terminam levando muita gente ao descontrole financeiro.

Como o comércio digital é ainda relativamente novo e muitas pessoas não sabem o que está por trás dessas estratégias de venda, resolvi trazer o assunto aqui, no espírito da educação financeira e do bem viver, divulgando a partir de hoje, numa série de três postagens, esclarecimentos e dicas práticas, de fácil compreensão, extraídas da excelente matéria publicada na revista VOCÊ S/A, de abril de 2018, com o título O CLIQUE DA PERDIÇÃO, “para quem quer evitar ser uma vítima do e-commerce – e das artimanhas do marketing digital”.

Confira, então, a parte I, e fique de olho:

Estratégias do comércio eletrônico

1 – Jogo (ou teoria) da escassez

A loja anuncia desconto por tempo limitado ou poucas peças de um produto. Essa tática é uma das mais poderosas para gerar a sensação de urgência…

2 – Avaliações (prova social)
Consumidores confiam em produtos ou serviços ao saber que outras pessoas os têm. Isso aumenta o desejo de comprar…

 

3 – Celebridades e influenciadores (“autoridade”)
É comum as pessoas ficarem atraídas por itens associados a imagens de celebridades. No mundo virtual, com influenciadores e youtubers testando produtos o tempo todo, isso é mais determinante.

Base: Revista VOCÊ S/A – abril de 2018.

Dicas para evitar as armadilhas

O produto pode até estar no fim ou o desconto ter hora para acabar, mas outras oportunidades surgirão. As empresas sempre repetem as táticas de venda (novas promoções e descontos são comuns…).

Segundo a Psicologia Social, o ser humano é impulsionado a escolher um item pela quantidade de avaliações. Especialistas recomendam que o cliente não olhe apenas para o número de mensagens ou estrelas, mas analise os comentários.

É preciso entender que os influenciadores digitais, em geral, são pagos para fazer uma campanha. “Talvez eles nem usem aquele produto”. Portanto, use a razão e não tente imitar os hábitos de consumo dos famosos.


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Adriana Calcanhotto e a linda canção Nunca – Ao vivo – Inspiração!

Vamos mais uma vez de música romântica para inspirar o fim de semana. Selecionei vídeo com a cantora e compositora Adriana Calcanhotto, ao vivo, interpretando a canção Nunca, um dos maiores sucessos do saudoso compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914  1974), conhecido como o “Rei da Dor de Cotovelo”, um estilo musical brasileiro que retrata a paixão, os dilemas e os desencantos amorosos, no ritmo do ‘samba-canção’ (pouco cadenciado), muito apreciado pelo público em geral e, particularmente, pelos apaixonados e boêmios.

Vejam essa performance da talentosa Adriana Calcanhotto, artista gaúcha que aprecio desde o início da sua carreira, nos anos 1990, pelo seu bom gosto musical, voz agradável, sempre bem colocada e, mais ainda, pela sonoridade trazida em suas gravações!

Curtam o vídeo a seguir (publicado no YouTube pela própria artista):

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A ditadura dos ‘likes’ – Uma oportuna reflexão do EL PAÍS!

Para os tempos atuais, este texto publicado no portal EL PAÍS-Brasil, que reproduzo abaixo, levanta em boa hora o crescente fenômeno do gosto das pessoas pela validação social, manifestada pelo recurso do “like”. Por conseguinte, nos instiga a refletir sobre essa onda das esperadas aprovações em ambientes de rede social. Como dito, é o gostar de gostar cada vez mais disseminado, mais incorporado, que acaba se transformando em vício. Além do que, tal realidade estaria levando as pessoas a uma perda de espontaneidade… 

A meu ver, esse é um tipo de reflexão que precisa ser feita. Portanto, considero o texto muito bem-vindo, como abordagem para um contexto geral. Entretanto, cabe a cada um, a par dos seus valores, das crenças e expectativas e, em suma, da sua realidade individual, fazer as devidas ponderações e inferências.

Recomendo a leitura, a seguir: 

A ditadura dos ‘likes’

Necessidade de estímulos positivos vicia. E muita gente se vê obrigada a repetir esse comportamento

A ditadura dos 'likes'MIKEL JASO

Estamos todos expostos à crítica social, especialmente se propagamos voluntariamente nossas intimidades. Bem o sabem os instagramers, blogueiros e youtubers, que muitas vezes oferecem a imagem da felicidade plena e da verdade absoluta em suas redes sociais. Vindos do universo virtual, essas celebridades ditam gostos e opiniões, são os chamados influencers. A possibilidade de ser conhecido nunca foi tão acessível como agora, e os usuários anônimos que cada dia dedicam mais tempo a ser observados, admirados e valorizados já se contam aos milhões. As pessoas gostam de gostar. E a capacidade de difusão da internet oferece a muito mais gente a possibilidade de gostar. Mas, ao mesmo tempo, nos submete à ditadura da observação constante, o que nos impele a evitar cometer erros que possam ser notados e divulgados. O que antes se limitava a um instante e a um grupo reduzido de pessoas, agora tem uma audiência potencial permanente e ilimitada. De onde surge essa necessidade de agradar?

Parte de nossa identidade – especialmente na puberdade e na adolescência – é configurada pela relação com nossos pares. Configuramos nossa personalidade de acordo com a forma como nos sentimos conosco e com as opiniões que recebemos do mundo exterior. O que os outros pensam ao nosso respeito é um dos fatores determinantes na construção do nosso caráter. As novas tecnologias nos oferecem a possibilidade de desenhar um novo eu, o digital, que podemos idealizar e controlar: escolhemos o que mostrar, que imagem dar. Mas a criação e a manutenção dessa aparência tem um preço: executar a melhor interpretação da nossa vida perde valor se não houver um público que a observe, se não for divulgada. Precisamos de seguidores. O verdadeiro valor do “curtir” é confirmar que nossas ações são observadas e avaliadas positivamente. Isso nos faz sentir o prazer da vitória, do objetivo alcançado. Quando mostramos uma faceta de nós mesmos e recebemos um feedback que a valida, os circuitos cerebrais do reforço são ativados, o que nos faz querer mais. E isso acaba funcionando como uma droga.

Corremos o risco de viver em uma pose constante. Não é permitido se zangar ou ter um dia ruim

Cada nova curtida reforça um comportamento que nos leva a repeti-la; precisamos de mais e mais e mais, como acontece com qualquer vício. O impacto das imagens de felicidade e perfeição é efetivo. O público quer ver aquilo que não tem, estendendo o valor do instante para sua vida: se uma pessoa sai sorrindo em todas as fotos, isso significa que ela é feliz. Para que nossa imagem digital corresponda ao que desejamos ser, só se tem de fazer isso: mostrar felicidade, embora esta se assente sobre a desgraça de viver por e para a captura desse momento. Hoje somos vítimas da tirania da popularidade e do otimismo, uma derivada direta do culto ao cinismo. A importância de uma foto é medida por seus likes, de uma ideia por seus retuítes e de uma pessoa por seu número de seguidores. O alcance de uma opinião pessoal, de uma crítica, já não se limita ao ambiente em que se manifesta, nem esse escrito se relega a uma estante à qual, talvez, vamos no dirigir anos mais tarde e ler com rubor aquilo que um dia consideramos. Agora, o público é contado na casa dos milhões. E já nada é transitório.

Quando recebemos um feedback, os circuitos cerebrais do reforço são ativados, o que nos faz querer mais. É uma droga

Por tudo isso, corremos o risco de viver em uma pose constante. Não é permitido se zangar, ter um dia ruim ou estar de mau humor. A indiferença não tem lugar em um mundo que dá tanto valor ao posicionamento e, se possível, ao posicionamento explícito, próximo do radicalismo. Entre os desafios mais urgentes que isso acarreta, destaca-se a necessidade de assumir a incontrolável esfera de influência a que nossos menores estão submetidos, seres humanos que ainda estão coletando dados para formar sua própria opinião. Nunca foi tão fácil para uma criança ou adolescente ter acesso a argumentos extremistas esgrimidos por falsos profetas vociferantes.

O que acontece quando os valores que se compram e se vendem para conseguir ser alguém influente são simplificados até a frivolização do ser humano? Onde está o sujeito pensante e autônomo, a pessoa com capacidade de reflexão, decisão e criação de um sistema ideológico independente e adaptado a um contexto social mais ou menos normativo? Os jovens hoje percebem as ideias de ídolos de canção, dos videogames, do esporte, da moda ou da beleza sem diferenciar se esses indivíduos sabem do que estão falando quando emitem opiniões sobre assuntos sobre os quais, em muitas ocasiões, não têm argumentos. Nessa era, podemos ir dormir como sujeitos anônimos e acordar na manhã seguinte sendo trending topic; só é necessário que uma pessoa com um número suficiente de seguidores nos relacione com algum fato escandaloso e num tom extravagante ou agressivo o suficiente para desencadear o efeito retuíte. Para o bem ou para o mal, na sociedade de hoje somos todos público, mas também somos todos audíveis. Não há descanso.

A ditadura dos 'likes'MIKEL JASO
O mundo nos observa e nos divulga. A verdade não importa necessariamente. Muitas vezes, a retificação de uma calúnia obterá um número de retuítes comparativamente desprezível. Os adultos, como os mais jovens, também acumulam curtidas e tendem a estabelecer regras sobre as coisas cujo conteúdo mais “curtimos”. Contabilizamos seguidores e ficamos chateados quando os perdemos. Os palestrantes não são mais valorizados, e segundo quais fóruns, por seus conhecimentos ou publicações acadêmicas, mas pelo número de seguidores que possuem no Twitter. E isso pode depender mais da simpatia do seu cachorro e do partido que você for capaz de tirar disso do que ter um conhecimento sólido sobre o conteúdo do painel para o qual você foi convidado. Não importa mais quais conclusões foram tiradas do debate. A magia termina quando o número de pessoas que participaram do evento é contabilizado. Como gerenciar e controlar esse vício? Aqui, chamo as autoridades a legislar. E os filósofos a filosofar. Não se pode dar um telefone celular a uma criança e depois tirá-lo. Devemos reconsiderar, nos adiantar aos acontecimentos.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/04/11/eps/1523439393_286283.html

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A leitura como tratamento para diversas doenças

Mais incentivo à leitura, trazido pela matéria que reproduzo abaixo, publicada no portal “saude.abril”, que vi referido em postagem feita no blog e-Redigindo. Muito bom esse reforço, com base em pesquisas e materializado pela publicação intitulada “Farmácia Literária”, dando conta de que a leitura traz cura para vários tipos de doença. Ou seja, livro no lugar de remédios!

No final do artigo, em acréscimo, você terá algumas dicas interessantes (e úteis) para saber lidar melhor com os seus livros, ou melhor, “Soluções para os dilemas de quem curte livros”.

Confira a seguir:

“A leitura como tratamento para diversas doenças

Aventuras, romances, dramas, comédias e fantasias dão um tremendo apoio na recuperação de condições físicas e psicológicas

ler-faz-bem-para-saude-e-bem-estarObras literárias auxiliam no combate a diversas doenças (Ilustração: Sérgio Bergocce/SAÚDE é Vital)
 

Imagine chegar ao consultório ou ao hospital com um incômodo qualquer e sair de lá com a prescrição de uma terapia intensiva de George Orwell, seguida de pílulas de Fernando Pessoa, emplastros de Victor Hugo e doses generosas de Monteiro Lobato. Você não leu errado: uma boa história ajuda a aliviar depressãoansiedade e outros problemas que atingem a cabeça e o resto do organismo.

Quem garante esse poder medicamentoso das ficções são as inglesas Ella Berthoud e Susan Elderkin, que acabam de publicar no Brasil Farmácia Literária (Verus). Redigida no estilo de manual médico, a obra reúne cerca de 200 males divididos em ordem alfabética. Para cada um, há dicas de leituras.

As autoras se conheceram enquanto estudavam literatura na Universidade de Cambridge. Entre um debate sobre um romance e outro, viraram amigas e criaram um serviço de biblioterapia, em que apontam exemplares para indivíduos que procuram assistência. “O termo biblioterapia vem do grego e significa a cura por meio dos livros”, ressalta Ella.

O método é tão sério que virou política de saúde pública no Reino Unido. Desde 2013, pacientes com doenças psiquiátricas recebem indicações do que devem ler direto do especialista. Da mesma maneira que vão à drogaria comprar remédios, eles levam o receituário à biblioteca e tomam emprestados os volumes aconselhados.

A iniciativa britânica foi implementada com base numa série de pesquisas recentes que avaliaram o papel das palavras no bem-estar. Uma experiência realizada na Universidade New School, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas com o hábito de reservar um tempo às letras costumam ter maior empatia, ou seja, uma capacidade ampliada de entender e se colocar no lugar do próximo. Outra pesquisa da também americana Universidade Harvard apontou que leitores ávidos são mais sociáveis e abertos para conversar.

E olha que estamos falando de ficção mesmo. No novo livro não vemos gêneros como autoajuda ou biografia. “Eles já tinham o seu espaço, enquanto as ficções eram um recurso pouco utilizado. É difícil lembrar-se de uma condição que não tenha sido retratada em alguma narrativa”, esclarece Susan.

As autoras acreditam que é possível tirar lições valiosas do que fazer e do que evitar a partir da trajetória de heróis e vilões. “Ler sobre personagens que experimentaram ou sentiram as mesmas coisas que vivencio agora auxilia, inspira e apresenta perspectivas distintas”, completa.

As sugestões percorrem praticamente todas as épocas e movimentos literários da humanidade. A obra mais antiga que integra o livro é a epopeia O Asno de Ouro, assinada pelo romano Lúcio Apuleio no século 2, que serve de fármaco para exagero na autoconfiança. Há também os moderníssimos Reparação, do inglês Ian McEwan (solução para excesso de mentira), e 1Q84, do japonês Haruki Murakami (potente para as situações em que o amor simplesmente termina).

Disponível em 20 países, cada edição de Farmácia Literária é adaptada para a cultura local, com a inclusão de verbetes e de literatos nacionais. “Nós precisamos contemplar as obras que formaram e moldaram o ideal daquela nação para que nosso ofício faça sentido”, conta Ella. No caso do Brasil, foram inseridos os principais textos de Machado de Assis, Guimarães Rosa e Milton Hatoum, que fazem companhia aos portugueses Eça de Queirós e José Saramago.

Soluções para os dilemas de quem curte livros

Muitas obras em casa

Organize sua biblioteca a cada seis meses e doe as obras de que não gostou ou daquelas a que não chegou ao fim.

Esquecer o que já leu

Mantenha um diário de leitura e faça um breve resumo dos principais fatos para consultar quando houver necessidade.

Medo de iniciar um exemplar

Passe os olhos por trechos aleatórios de alguns parágrafos. Assim dá pra se ambientar e tomar coragem de vez.

Dificuldade de concentração

Reserve um espaço na sua agenda diária ou semanal para ler e ficar longe da televisão, do tablet e das redes sociais.

Recusa a desistir no meio

Insista por 50 páginas. Se a história não apetecer, parta para a próxima. Dê o livro a quem possa se interessar.

Tendência a desistir no meio

Você está dedicando poucos minutos à leitura. Fique uma hora (ou mais) para conseguir se envolver com o enredo.

Compulsão por ter livros

Compre um e-reader. Sem capas bonitas e formatos diferenciados, vai ficar menos tentado a levar a livraria inteira.

Intimidado por um livrão

Desmembre o catatau em pedaços menores. Dedique-se a um de cada vez. Acredite: logo todas as páginas serão finalizadas.

Vergonha de ler em público

Aposte nos livros digitais ou numa capa de crochê, pano ou plástico para esconder o título dos olhares curiosos.

Medo de terminar

Curtiu tanto que não quer chegar ao final? Veja filmes e leia resenhas para permanecer dentro do mesmo universo.

Fonte: 

A leitura como tratamento para diversas doenças

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