Inspiração musical: Dana Winner – One Moment In Time (live)!!!

O vídeo que selecionei para hoje não poderia faltar neste espaço de inspiração musical de todos os sábados.

Aliás, pensando cá com meus botões, não sei por qual motivo demorei tanto para selecionar e trazer esse vídeo aqui, pois já o conhecia de algum tempo e me dou conta de que já foi postado mais de uma vez em grupos de rede social dos quais participo! Rsrs

O que vocês irão assistir é a magistral presença da cantora belga Dana Winner, em interpretação encantadora e emocionante, ao vivo, da canção One Moment In Time

A composição musical, composta por Albert Hammond e John Bettis, que foi interpretada por Whitney Houston na abertura dos Jogos Olímpicos de Seul, Coréia do Sul, em 1988, traz uma mensagem belíssima, evocando o acreditar em si mesmo e a capacidade de superar obstáculos. Como alguém comentou, “tente não se emocionar”!

Ainda que você já tenha assistido, creio que valha a pena ver o vídeo novamente. Não por acaso, essa versão, com legendas em inglês, conta com mais de 15,2 milhões de visualizações no YouTube.

Não tenho dúvida, eis um momento para deleite e para fortalecer a alma. Aproveite (a seguir):

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‘O que são as experiências fora do corpo?’

As experiências fora do corpo sempre foram intrigantes, há muito se tem notícia a respeito de episódios dessa natureza, e para elas são suscitadas explicações as mais variadas.

Sobre isso, encontrei recente e interessante publicação, no site A Mente É Maravilhosa, trazendo abordagem desses fenômenos à luz da neurociência. Temos aí um campo que merece mais estudos e descobertas, que imagino seguirão acontecendo a partir do avançar de pesquisas sobre o cérebro humano.

Assim, confira a matéria que reproduzo a seguir:

“O que são as experiências fora do corpo?

Imagine que, por um momento, você consegue ver seu corpo a partir da perspectiva de um terceiro. Esse incrível fenômeno tem uma explicação em nosso funcionamento cerebral. É sobre esse tema que falaremos neste artigo.

As experiências fora do corpo incluem um conjunto de fenômenos tão fantásticos quanto complexos. Imagine ver seu corpo de fora ou ter a sensação de flutuar. Essas são algumas das sensações que compõem esse fenômeno.

No entanto, apesar de por muito tempo as explicações terem sido tribais e místicas, hoje em dia sabemos que a causa está em nosso cérebro.

As experiências fora do corpo são fenômenos perceptivos que incluem experiências de movimento ilusório. Entre elas, podemos destacar: voar, cair, flutuar e ver a si mesmo de fora.

Essas experiências dissociativas estão relacionadas com fatores neurológicos e psicológicos, que ocorrem tanto em indivíduos saudáveis quanto em indivíduos que apresentam alguma patologia.

Tipos de experiências fora do corpo

O fenômeno pode se dividir em dois tipos de experiência com características bem definidas:

  • Experiências sensoriais: as sensações de cair ou flutuar representam uma ruptura na união das sensações corporais que envolvem o sistema vestibular e motor.
  • Experiências autoscópicas: essas experiências consistem em perceber o próprio corpo na visão de um terceiro.
Mulher apreciando a chuva

Como as experiências fora do corpo ocorrem?

As experiências fora do corpo costumam se associar a estados alterados de consciência. Muitos autores comparam o fenômeno com estados característicos dos sonhos, com um grande componente de imaginação.

Além disso, é um processo de integração multissensorial anômala na qual o indivíduo está consciente da situação. Por conseguinte, os sistemas vestibular, motor e sensorial são fundamentais para lidar com isso.

Sistemas que participam do fenômeno

  • Vestibular: esse sistema tem receptores no ouvido interno que são responsáveis por conservar uma imagem estável na retina, habilidade fundamental para manter o equilíbrio.
  • Motor: durante as experiências, apesar de não ocorrerem fisicamente, o cérebro executa os programas de movimento correspondentes em um plano dissociativo.
  • Sensorial: assim como o motor, está localizado no lobo parietal. Muitos autores teorizam que aquilo que se projeta é a imagem autopercebida do corpo.

Transtornos e fenômenos vinculados às experiências fora do corpo

Quando algum dos sistemas mencionados está alterado, a predisposição para que ocorra uma experiência fora do corpo é maior. Transtornos vinculados ao sono, ao consumo de entorpecentes e às lesões cerebrais podem criar as condições ideais para esses fenômenos.

Entre os fenômenos associados ao sono, podemos destacar:

  • Alucinações hipnagógicas e hipnopômpicas: são experiências de percepção vívidas e confusas que ocorrem no início e no final do sono.
  • Paralisia do sono: a dessincronização entre as extremidades e o motor de execução altera o processamento multissensorial do corpo e, por conseguinte, a autopercepção, provocando a sensação de flutuar ou de ter experiências fora do corpo.
  • Sonhos lúcidos: consistem na recuperação da consciência durante o sono. O indivíduo é capaz de dirigir parcialmente um sono que se apresenta com características muito nítidas e detalhes bastante precisos.
  • Sonho de Movimento Ocular Rápido: nessa fase do sono ocorrem devaneios, dado que o cérebro apresenta uma grande atividade (similar à vigília). Graças a estudos eletrofisiológicos, foi possível descobrir que as três situações anteriores ocorrem durante essa fase do sono.

É possível induzir uma experiência fora do corpo?

Durante séculos, essas experiências foram vinculadas ao paranormal. Isso não é estranho, pois nossos ancestrais não possuíam ferramentas adequadas para estudá-las.

Hoje em dia, sabemos que esse fenômeno é causado por uma distorção da própria imagem corporal, na qual estão envolvidos processos cognitivos como a memória, a autopercepção e a imaginação.

Experiências fora do corpo e fantasia

Assim como essa experiência tem um fundamento de caráter orgânico, também há fatores psicológicos estreitamente vinculados ao fenômeno. Entre eles, o que mais se destaca é a personalidade.

Vários estudos demonstraram que essas experiências são mais frequentes em indivíduos que têm um alto grau de fantasia e abertura à experiência. Essa relação coloca em evidência que as experiências também podem ser fomentadas pela sugestão e por características da personalidade.

Indução artificial

O fenômeno também pode ser induzido artificialmente, o que constitui uma das maiores evidências da sua causa cerebral. As técnicas mais eficazes são:

  • Indução de frequências cerebrais: por meio das batidas binaurais, é possível induzir no cérebro uma atividade de onda Theta (4 – 7,5 Hz), característica dos estados entre o sono e a vigília.
  • Estimulação Magnética Transcraniana: por meio da estimulação dos lobos temporais, como no experimento de Persinger. A hiperconectividade gerada entre lobos provoca uma intrusão do sentido espacial do “eu” (hemisfério direito) no sentido linguístico do “eu” (hemisfério esquerdo).
  • Estimulação direta: em alguns experimentos foi possível promover essas experiências por meio da estimulação direta do córtex vestibular e motor.
  • Estimulação elétrica da junção temporoparietal: como no experimento de Arzy, a estimulação dessa área de grande processamento multissensorial provoca erros de autopercepção.
  • Privação sensorial: ao eliminar as referências de espaço e tempo, a desorientação pode provocar estados alterados de consciência nos quais as imagens mentais recebem um realismo excessivo.

Experiências fora do corpo e meditação

Esse fenômeno costuma ocorrer em estados nos quais a atividade cerebral é similar à do sono, mas nos quais o indivíduo conserva a consciência.

Pessoas que meditam com regularidade podem reproduzir com maior facilidade essas experiências, as quais alguns chamam de “viagens astrais”. Consequentemente, as ondas Theta costumam se proliferar em estados de relaxamento extremos, como a meditação.

Mulher meditando em casa

A participação dos neurônios-espelho

Os autores Jalal e Ramachandran propõem que o sistema de neurônios-espelho está tão conectado que permite uma visão virtual em terceira pessoa.

Os neurônios espelho são acionados simplesmente ao ver a outra pessoa realizar uma ação, conectando-se com os centros superiores para antecipá-la ou imitá-la simbolicamente.

A conexão desses neurônios com o córtex cerebral e as vias aferentes permitiria “separar-se do corpo” em condições de alteração sensorial.

Um fenômeno psicobiológico

As experiências fora do corpo envolvem o sistema nervoso e motor, as funções cognitivas e os traços de personalidade. Paralelamente, é um fenômeno que, apesar de ocorrer de forma natural sob certas circunstâncias, também pode ser patológico.

Por conseguinte, provocar essas experiências não é necessariamente saudável e pode representar um perigo, pois elas também estão associadas a crises psicóticas.

Dado que este é um fenômeno associado ao paranormal, por muitos anos as pessoas se negaram a consultar um especialista por medo de serem consideradas loucas. Entretanto, entender as verdadeiras causas do fenômeno é um grande primeiro passo para tratá-lo corretamente. “

Fonte: https://amenteemaravilhosa.com.br/experiencias-fora-do-corpo/

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‘O que o Japão tem a nos ensinar sobre limpeza’ (confira)!!!

Repercuto hoje primorosa matéria da BBC Travel, traduzida e publicada no portal eletrônico da BBC News Brasil, pelo conteúdo rico e oportuno dado a essa educativa e cultural publicação. No particular, enfatiza, a exemplo de algumas outras publicações que já trouxe  por aqui, os hábitos japoneses voltados para a organização, a limpeza, a higiene e a prevenção de doenças em geral, resultantes de boas (e seculares) práticas de asseio e zelo individuais e coletivas, que denotam o natural e admirável senso de cidadania que tanto chama a atenção – e encanta – as pessoas que visitam o Japão.

Por essas e outras, observa-se facilmente que os japoneses são fieis seguidores, pela prática efetiva, da máxima “O mais importante não é o ato de limpar, mas o ato de não sujar”, um dos princípios da filosofia conhecida como “5S”, que é exatamente o senso de limpeza ou “seisou”. 

Tomar conhecimento desse tipo de relato, publicado em importante veículo de comunicação, sinceramente me alegra e renova minhas esperanças por um mundo melhor, que começa com hábitos simples do cotidiano. Portanto, torço para que atitudes de cidadania como essas contagiem  e sejam espelhadas por cidadãos e sociedades mundo afora, cada vez mais.

Como síntese da mensagem, diria que o exemplo do comportamento individual, na prática do dia a dia, é o começo de tudo. Não custa lembrar, mais do que pensar e desejar, o que vale mesmo é a atitude demonstrada pela prática real, são os comportamentos de cada um adotados do cotidiano!

Leia a seguir:

O que o Japão tem a nos ensinar sobre limpeza

Homem limpa templo no JapãoDireito de imagemALAMY

No zen budismo, tarefas diárias como limpeza e culinária são consideradas exercícios espirituais

Sentados nas carteiras, os alunos estão ansiosos para ir para casa depois de um longo dia de sete aulas de 50 minutos, mas ouvem pacientemente enquanto o professor faz alguns anúncios sobre o dia seguinte.

Então, como sempre, ele encerra da seguinte forma: “Ok, pessoal, lista das tarefas de limpeza de hoje. As fileiras um e dois limparão a sala de aula. Três e quatro, corredor e escada. Cinco, banheiros.”

Alguns sinais de insatisfação podem ser notados na fileira cinco, mas as crianças se levantam, pegam os esfregões, panos e baldes no armário e partem para os banheiros. Cenas assim estão acontecendo ao mesmo tempo em escolas de todo o Japão.

A maioria das pessoas que visitam o país pela primeira vez ficam impressionadas com a limpeza das ruas. Então, percebem a ausência de lixeiras e de varredores e se perguntam: como é possível tudo estar tão limpo?

Pessoas caminham pela rua em cidade japonesaDireito de imagemALAMYA maioria das pessoas que visitam o Japão pela primeira vez fica impressionada com a limpeza

A resposta mais simples é que os próprios habitantes cuidam disso. “Durante os 12 anos de vida escolar, do ensino fundamental ao ensino médio, a limpeza faz parte da programação diária dos alunos”, diz Maiko Awane, diretora-assistente do escritório em Tóquio da Província de Hiroshima. “Em nossa vida doméstica, os pais nos ensinam que é ruim não mantermos nossas coisas e espaços limpos.”

A inclusão desse elemento no currículo escolar ajuda as crianças a desenvolverem uma consciência e um orgulho sobre os ambientes que frequentam. Que alunos vão sujar ou depredar uma escola que têm de limpar?

“Às vezes, não queria limpar a escola”, lembra a tradutora Chika Hayashi, “mas fazer isso era parte da rotina. Acho que ter de limpar a escola é uma coisa boa, porque aprendemos que é importante assumir a responsabilidade de cuidar das coisas e dos lugares que usamos.”

Ao chegar à escola, os alunos deixam seus sapatos em armários e trocam de roupa. Também em casa, as pessoas deixam seus calçados na entrada. Até os prestadores de serviço que vão a uma residência fazem isso.

E, à medida que as crianças crescem, o conceito do que constitui seu espaço se estende para além da sala de aula e passa a incluir a vizinhança, a cidade e o país.

Cuidado com a higiene está presente na vida cotidiana

Alunos japoneses recolhem lixo na ruaDireito de imagemALAMYNas escolas japonesas, a limpeza faz parte da rotina diária dos alunos

Alguns exemplos desta característica japonesa se tornaram virais, como o ritual de sete minutos de limpeza de trens-bala, que se tornou uma atração turística por si só.

Até os torcedores de futebol do Japão têm essa consciência. Nas Copas do Mundo de 2014 e 2018, surpreenderam o mundo ao recolher o lixo no estádio ao fim das partidas. Os jogadores também deixaram o vestiário em perfeitas condições. “Que exemplo para todas as equipes!”, tuitou a coordenadora-geral da Fifa, Priscilla Janssens.

Os japoneses são muito preocupados com sua reputação aos olhos dos outros, diz Awane. “Não queremos que os outros pensem que somos pessoas ruins ou sem educação.”

Cenas semelhantes acontecem em festivais de música. No Fuji Rock, o maior e mais antigo do Japão, os fãs mantêm o lixo com eles até encontrarem onde descartar. Os fumantes são instruídos a levar um cinzeiro portátil e a “evitar fumar onde isso possa afetar outras pessoas”, de acordo com o site do festival.

Também há exemplos dessa consciência na vida cotidiana. Por volta das 8h, funcionários de escritórios e lojas limpam as ruas ao redor de seu local de trabalho. As crianças se voluntariam para participar de uma faxina mensal, quando recolhem o lixo das ruas perto das escolas. Bairros também realizam eventos regulares de limpeza. Não que haja muito o que limpar, porque as pessoas levam seu lixo para casa.

Até as cédulas saem dos caixas eletrônicos tão limpas quanto uma camisa engomada. No entanto, o dinheiro fica sujo, e é por isso que nunca é colocado diretamente na mão de alguém. Nas lojas, hotéis e até em táxis, há uma pequena bandeja para isso. A outra pessoa pega então o dinheiro dali.

A sujeira invisível — germes e bactérias — são outra fonte de preocupação. Quando as pessoas pegam resfriados ou gripes, usam máscaras cirúrgicas para evitar infectar outras pessoas. Esse simples ato reduz a propagação de doenças e economiza uma fortuna em dias de trabalho perdidos e despesas médicas.

A origem da preocupação com a limpeza

Pessoas saindo de templo no JapãoDireito de imagemANGELES MARIN CABELLODesde muito jovens, japoneses desenvolvem consciência e orgulho dos ambientes que frequentam

Mas como os japoneses se tornaram tão preocupados com isso? Certamente, não é uma novidade, como mostra a biografia do marinheiro Will Adams, escrita por Giles Minton.

Em 1600, Adams tornou-se o primeiro inglês a pisar no Japão e encontrou uma “nobreza extremamente asseada” e um sistema de saneamento “imaculado” em um momento em que as ruas da Inglaterra “frequentemente transbordavam de excrementos”. Os japoneses “ficaram horrorizados” com a falta de cuidado dos europeus com a higiene pessoal.

Em parte, isso se deve a preocupações práticas. Em um ambiente quente e úmido como o do Japão, a comida estraga rapidamente. Bactérias se proliferam. Os insetos abundam. Portanto, ter uma boa higiene significa ter uma boa saúde.

Templo no JapãoDireito de imagemANGELES MARIN CABELLOA limpeza é uma parte central do budismo

A limpeza também é uma parte central do budismo, que chegou da China e da Coréia entre os séculos 6 e 8. E, na versão zen do budismo, que veio da China nos séculos 12 e 13, tarefas diárias de limpeza e culinária são consideradas exercícios espirituais, tal qual meditar.

“Todas as atividades da vida diária, incluindo refeições e limpeza dos espaços, devem ser vistas como uma oportunidade de praticar o budismo. Lavar a sujeira física e espiritual tem um papel importante nisso”, diz Eriko Kuwagaki, do Templo Shinshoji, em Fukuyama.

Em O Livro do Chá (Editora Pensamento, 2009), de Kakuzo Okakura, sobre a cerimônia do chá e a filosofia zen que a permeia, o autor escreve que, na sala onde o ritual é realizado, “tudo está absolutamente limpo”. “Nenhuma partícula de poeira será encontrada no canto mais escuro, porque, se houver alguma, o anfitrião não é um mestre do chá.”

Okakura escreveu essas palavras em 1906, mas elas são válidas ainda hoje. Antes de uma cerimônia de chá na casa Seifukan, em Hiroshima, a assistente do mestre passa um rolo de fita adesiva no chão para retirar toda a poeira.

Então, por que todas as nações budistas não são tão zelosas com a limpeza quanto o Japão?

Bem, muito antes da chegada do budismo, o Japão já tinha sua própria religião: o xintoísmo, que significa “o caminho dos deuses” e tem a limpeza como elemento básico. Portanto, a ênfase do budismo neste aspecto apenas reforçou algo que os japoneses já praticavam.

Um conceito-chave no xintoísmo é o kegare (impureza ou sujeira), o oposto da pureza. Exemplos de kegare variam de morte e doença a praticamente qualquer coisa desagradável. Rituais de purificação frequentes são necessários para afastar o kegare.

“Se um indivíduo é atingido por kegare, pode prejudicar a sociedade como um todo”, explica Noriaki Ikeda, sacerdote xintoísta no santuário de Kanda, em Hiroshima. “Portanto, é vital praticar a limpeza. Isso purifica e ajuda a evitar trazer calamidades à sociedade. É por isso que o Japão é um país muito limpo.”

Local onde fiéis limpam-se em santuário no JapãoDireito de imagemANGELES MARIN CABELLOAntes de entrar em um santuário xintoísta, os fiéis enxaguam as mãos e a boca em uma bacia de pedra

Essa preocupação com os outros é compreensível no caso de, digamos, doenças infecciosas. Mas também funciona em níveis mais prosaicos, como coletar seu próprio lixo. Como Awane coloca: “Nós japoneses acreditamos que não devemos incomodar os outros ao sermos preguiçosos e negligenciarmos o lixo que criamos”.

Há muitos exemplos de rituais de purificação xintoístas na vida cotidiana. Antes de entrar em um santuário, os fiéis enxaguam as mãos e a boca com água em uma bacia de pedra.

Muitos japoneses levam seu carro novo para ser purificado pelo sacerdote, que agita uma varinha chamada onusa em volta do carro. Ele então abre as portas, capô e o porta-malas para purificar o interior.

O sacerdote também purifica pessoas, agitando a onusa de um lado para o outro sobre elas. Ele a usa até para purificar as terras onde um novo prédio será erguido.

Se você mora no Japão, logo se vê adotando um estilo de vida mais higiênico. Para de assoar o nariz em público, usa desinfetantes para as mãos fornecidos aos clientes em lojas e escritórios e aprende a separar o lixo doméstico em dez tipos diferentes para facilitar a reciclagem.

Sacerdote purifica carro no JapãoDireito de imagemANGELES MARIN CABELLOMuitos japoneses levam seu carro novo para um santuário para ser purificado

E, como Adams em 1600, descobre que sua qualidade de vida melhora. Então, quando volta para sua terra natal, fica chocado com os bárbaros que espirram e tossem na sua cara. Ou entram em sua casa com sapatos sujos. Coisas impensáveis no Japão.

Mas ainda há esperanças. Afinal, outras instituições culturais japonesas, como o sushi, os celulares com câmera e Pokémon, também levaram algum tempo até se popularizarem no resto do mundo.

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site da BBC Travel.

Publicado em: https://www.bbc.com/portuguese/vert-tra-49995444?utm_medium=10todaybr.20191022&utm_source=email&utm_content=article&utm_campaign=10today

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‘Essas coisas que você nunca vai se arrepender’

Neste começo de semana, trago um convite para a sua reflexão sobre questões essenciais a respeito da vida, que para muitos somente ganham importância nos momentos final da existência. 

Refiro-me ao texto abaixo reproduzido, do argentino Sergio Sinay, publicado no site Portal do Envelhecimento, que se inspirou no livro A Roda da Vida, escrito pela médica suíça Elisabeth Kübler-Ross. Pode-se inferir que o propósito maior do texto é chamar a atenção do leitor para um viver pleno e virtuoso, ou dito de outra maneira, para uma jornada consciente, voltada para o bem da humanidade, assentada no uso responsável do livre arbítrio de cada indivíduo. 

Vale a leitura. Confira:

“Essas coisas que você nunca vai se arrepender

Os moribundos não lamentaram não terem ficado mais horas na frente da televisão, mergulhado mais no trabalho, se dedicado a acumular mais dinheiro, se envolvido em disputas mais inúteis por razões banais, não terem passado mais horas de sua vida discutindo política ou políticos, acumulado mais bens materiais… Coisas sem sentido.

Sergio Sinay (*)

A médica suíça Elisabeth Kübler-Ross (1926-2004) dedicou sua vida, desde muito jovem, a acalmar a dor humana no trânsito final da existência. Seu trabalho com pacientes terminais facilitou bastante a passagem de milhares de pessoas à morte, o mais profundo mistério que os humanos enfrentam. “Meus pacientes que morreram nunca melhoraram fisicamente, mas todos melhoraram emocional e espiritualmente”, escreve Kübler-Ross em A Roda da Vida, sua autobiografia exemplar e comovente. Ela acrescenta:

“Meus pacientes moribundos me ensinaram muito mais do que o que é morrer. Eles me deram lições sobre o que poderiam ter feito, o que deveriam ter feito e não fizeram até que fosse tarde demais, até que estivessem doentes ou fracos demais, até que eram viúvos ou viúvas. Eles me ensinaram coisas que faziam sentido, não sobre como morrer, mas sobre como viver “.

Elisabeth lembra que ninguém naquele último transe lamentou que não tivesse ficado mais horas na frente da televisão, por não ter mergulhado muito mais no trabalho, por não ter se dedicado a acumular mais dinheiro, por não ter se envolvido em disputas mais inúteis por razões banais, de não ter passado mais horas de sua vida discutindo política ou políticos, de não ter acumulado mais bens materiais.

Hoje eu poderia acrescentar que ninguém reclamou de não ter ficado imerso por mais tempo nas redes sociais, de não ter passado mais horas no WhatsApp, de não ter viralizado mais memes bobos e sem graça, mais notícias falsas, mais fofocas sobre pessoas conhecidas ou desconhecidas, ninguém se queixaria de não ter prejudicado mais reputações, de não ter perdido mais tempo se entregando a bebidas, acumulando ressentimentos ou em compras no shopping.

É possível intuir, a partir das experiências relatadas por essa médica, que ninguém – ou muito poucas pessoas – estaria, no momento final, procurando o culpado de sua vida não realizada. Porque esse culpado não existe. Mas, sim, existe um responsável. “O maior presente que Deus nos deu”, escreve Kübler-Ross, “é o livre arbítrio. Mas essa liberdade exige responsabilidade, a responsabilidade de escolher o certo, o melhor, o mais atencioso e respeitoso, para tomar decisões que melhorem a humanidade”. A pessoa responsável por sua própria vida é quem a vive.

Em tempos difíceis e turbulentos, como os que estão acontecendo hoje e aqui, há o desafio de imaginarmos nosso momento final e perguntarmos como distribuímos nosso tempo, nossas energias, nossa atenção, nossa intenção enquanto poderíamos fazê-lo. Embora cause alguma apreensão, este exercício pode nos colocar de frente com o nosso presente, para percebermos a maneira como estamos vivendo e como estamos atribuindo nosso tempo a nossas prioridades. Estamos atribuindo tempo ao que é urgente ou ao que é importante? Ao banal ou ao transcendente? Ao efetivo ou ao afetivo? Ao que nos intoxica ou ao que nos cura? Olhamos para o nosso umbigo ou olhamos nos olhos um do outro? Buscamos culpados ou nos fazemos responsáveis? Competimos ou cooperamos? Dedicamos tempo ao ressentimento ou à compaixão?

É preferível enfrentar essas perguntas hoje e não quando já seja impossível alterar as respostas. Talvez tenhamos que gastar mais tempo explorando essas respostas do que seguindo as vozes que nos levam a participar furiosamente de uma das muitas brechas oferecidas para cultivar o ódio, a intolerância e o fanatismo.

Talvez precisemos construir destinos mais comuns e fortalezas menos egoístas e à “prova de pessoas próximas”. Talvez tenhamos que dar menos atenção às canções de sereias de políticos e vendedores de várias fantasias, que não são sereias, mas tubarões vorazes, e abrir mais espaço para outras músicas, às da arte, às da alma. Talvez não devamos acreditar cegamente naqueles que, estúpidos, nos dizem que o principal é a economia. Seria muito triste ver que na hora final isso não importa, mas que não há mais tempo para reverter…

(*)Sergio Sinay nasceu em Buenos Aires, é escritor e jornalista, especialista em vínculos humanos. E-mail: sergiosinay@gmail.com. Texto publicado em La Nación, em 13/10/2019. Tradução livre de Dhara Lucena.

Fonte: https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/essas-coisas-que-voce-nunca-vai-se-arrepender/

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O lendário Rod Stewart interpreta Maggie May com a Royal Philharmonic Orchestra (vídeo)!

Resultado de notória inovação e muito talento reunido, tenho gostado muito, aliás, como não poderia ser diferente, da sinergia musical que vem sendo desenvolvida pelo lendário Rod Stewart, cantor e compositor britânico, com a Royal Philharmonic Orchestra. Os arranjos, o uso de instrumentos e de uma orquestra como essa, mais afeita à música erudita, oferecem uma sonoridade diferente e gostosa, como demonstram alguns vídeos publicados.

Assim, como inspiração musical para este sábado, selecionei o novíssimo vídeo “Rod Stewart – Maggie May with the Royal Philharmonic Orchestra (Official Video)”, publicado ontem no YouTube. A canção foi composta pela dupla Stewart e Martin Quittenton.

Com o seu estilo descontraído e bem humorado, Rod Stewart sempre transmite alegria e vibração em cada apresentação. Sou fã dele, além do mais, pela voz inconfundível, pelo bom gosto musical e também pela criatividade que demonstra ao longo de cinco décadas de carreira.

Confira a seguir: 

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‘Ansiosos evitam relaxar para sentirem menos ansiedade, conclui pesquisa’

Resultado de imagem para ansiedade

Ansiedade, fobia, estresse. Dicas para combater os “males do … brasil247.com

Volto a enfocar a ansiedade, este tipo de distúrbio mental cada vez mais comum e intenso, recentemente considerada como o mal do Século XXI, conforme dados seguidamente divulgados por estudiosos e fontes diversas.

Para nivelamento inicial, vale assinalar que a ansiedade é definida como uma emoção, ou melhor, um distúrbio emocional resultante de excesso de preocupação e medo em relação ao futuro. Logo, o estresse é gatilho para o surgimento do estado de ansiedade. E como já vimos e até publicamos em postagens anteriores aqui no blog, o quadro de ansiedade é muitas vezes acompanhado de quadro depressivo em algum nível.

Isso tudo é para trazer o destaque de hoje, a respeito de recente pesquisa sobre o comportamento de pessoas ansiosas, revelando que referidos indivíduos acabam envolvidos em um círculo vicioso que, no popular, poderia ser representado pela figura do cachorro correndo atrás do rabo. Parece inacreditável? Pois, é o que nos dá notícia a matéria do portal eletrônico da Revista GALILEU, publicada três dias atrás.

Confira a interessante e curiosa matéria, sobretudo porque, diante da vida corrida e do crescente nível de estresse dos tempos atuais, estar consciente sobre este tema parece-me recomendável, ou necessário!

Confira a seguir:

“Ansiosos evitam relaxar para sentirem menos ansiedade, conclui pesquisa

Especialistas perceberam que pacientes preferem se manter preocupados a arriscarem relaxar e ser surpreendidos

Pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriram que pessoas ansiosas tendem a evitar exercícios de relaxamento por um motivo controverso: essas atividades causam mais ansiedade a elas.

A conclusão faz parte de um estudo que envolveu 96 estudantes universitários e foi publicado no Journal of Affective Disorders. Na análise, os especialistas notaram que os ansiosos propositalmente evitam relaxar em exercícios de descontração. Segundo o estudo, isso acontece numa tentativa de impedir mudanças repentinas. É como se pensassem: “melhor continuar me preocupando constantemente do que relaxar e, de repente, voltar a me preocupar”.

Os pesquisadores também perceberam que os voluntários mais sensíveis a mudanças negativas — passando rapidamente de um estado relaxado para um de medo, por exemplo — eram mais propensos a se sentir ansiosos durante exercícios de relaxamento. Esses momentos de descontração, então, se tornam mais estressantes do que satisfatórios.

“A teoria gira em torno da ideia de que as pessoas ficam ansiosas intencionalmente como uma maneira de evitar a decepção que poderiam ter se algo ruim acontecesse”, explicou Newman, em declaração à imprensa. “Isso não é realmente útil e apenas deixa você mais infeliz. Mas, como a maioria das coisas com as quais nos preocupamos acaba não acontecendo, o que é reforçado no cérebro é: ‘Preocupei-me e isso não aconteceu, por isso devo continuar me preocupando’.”

Hanjoo Kim, coautora do artigo, acredita que a pesquisa pode ajudar na preparação de tratamentos mais eficazes para pessoas ansiosas. “Espera-se que nossas descobertas sirvam de base para proporcionar melhores cuidados a essas populações”, disse, em comunicado.

Apesar dos achados, Newman defende que os exercícios de relaxamento são positivos e acredita que incluí-los na rotina pode ser a solução para os medos dos pacientes. “O treinamento de mindfulness e outras intervenções podem ajudar as pessoas a descontraírem e viverem o momento”, diz. 

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2019/10/ansiosos-evitam-relaxar-para-sentirem-menos-ansiedade-conclui-pesquisa.html?utm_medium=10todaybr.20191016&utm_source=email&utm_content=article&utm_campaign=10today

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Reencontro de velha chimpanzé com seu antigo cuidador é lindo e emocionante – Veja este vídeo!

Demonstrar a importância e a força de uma amizade, daquelas verdadeiras, mais ainda de um reencontro nos momentos finais da vida, é o que registra este emocionante vídeo, de apenas 2:19 de duração, que tomei conhecimento hoje.

Para você entender melhor o que será registrado, transcrevo a descrição constante da publicação do vídeo no YouTube, em tradução livre para a língua portuguesa:

“Mama, 59 anos, a mais velha chimpanzé e matriarca da famosa colônia de chimpanzés do zoológico Royal Burgers, em Arnhem, na Holanda, estava gravemente doente. Jan van Hooff (professor emérito de biologia comportamental da Universidade de Utrecht e cofundador da colônia de Burgers) que conhece Mamãe desde 1972, visitou-a na semana anterior à sua morte em velhice em abril de 2016. Demorou um pouco para ela se dar conta da presença de Jan. Sua reação foi extremamente emocional e de partir o coração. Mamãe desempenhou um importante papel social na colônia. Isso foi descrito em “Chimpanzee Politics” por Frans de Waal, que estudou a colônia desde 1974. (Para licenciamento, entre em contato com licensing@viralhog.com).”

Mais uma demonstração de sentimento dos animais, entre os quais gratidão, amizade e amor com relação aos humanos. Da parte do antigo amigo e cuidador, o seu zelo e empatia, de antes e de agora, não foram em vão. Como alguém registrou em um dos inúmeros comentários ao vídeo, “uma verdadeira conexão entre duas criaturas vivas”.

Espero que este curto e singelo filme alcance muita gente ao redor do planeta. Que tiremos aprendizados!

Veja a seguir:

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“Como um suplemento alimentar me colocou na fila do transplante de fígado” (matéria BBC)!

Voltando com o tema Saúde, a postagem de hoje procura alertar os leitores para riscos decorrentes do uso indiscriminado, sem prescrição/acompanhamento médico, de suplementos alimentares, complexos vitamínicos, antioxidantes etc.

Para tanto, recorro à interessante matéria abaixo reproduzida, publicada no portal eletrônico da BBC Brasil, trazendo importante advertência, providenciais informações e  esclarecimentos a respeito do assunto, tendo por base um caso concreto ocorrido nos Estados Unidos, além de outros mencionados mais ao final.

Ao que tudo indica, por essas e outras, a ingestão de qualquer produto requer cuidados, por mais inofensivo que possa parecer, mesmo em se tratando de produtos/substâncias sabidamente naturais.

Não custa registrar que, segundo aconselhamento de alguns médicos e pesquisadores, até mesmo o uso continuado de ervas ditas medicinais pode provocar algum efeito indesejado. Nessa linha, em matéria com o título “Saiba o que pode prejudicar seu fígado”, do portal saude.ig.com.br, são citados, por exemplo, que os chás ‘verde’, de ‘boldo’ e de ‘erva-cavalinha’ causam malefício por agredirem o fígado.

Vale ficar de olho!

Confira a publicação:

“Como um suplemento alimentar me colocou na fila do transplante de fígado

Jim McCants in hospitalDireito de imagem JIM MCCANTSJim estava tomando o suplemento de chá verde há dois ou três meses quando adoeceu

Jim McCants tomava cápsulas de chá verde para se manter saudável na meia-idade. Mas, de acordo com os médicos, o suplemento acabou gerando uma lesão hepática e a necessidade de um transplante de fígado de urgência, conforme conta Tristan Quinn, da BBC.

Era para ser um dos dias mais felizes da sua vida. Mas McCants tem sentimentos contraditórios quando se lembra da formatura do filho mais novo. Ao sentar ao lado da esposa, Cathleen, no auditório da escola, perto de Dallas, no Texas, nos Estados Unidos, veio o susto:

“Ela me perguntou: ‘Você está se sentindo bem?'”, conta Jim.

“Eu disse: ‘Sim, estou bem, por quê?'”

“Seu rosto está amarelo, seus olhos estão amarelos, você parece muito mal.”

“Quando olhei no espelho, levei um choque.”

Foi chocante, em parte, porque Jim, na época com 50 anos, estava se esforçando para adotar um estilo de vida mais saudável e perder peso, cuidando da alimentação e praticando exercícios físicos regularmente.

“Meu pai enfartou aos 59 anos e não sobreviveu”, diz.

“Ele deixou de viver vários momentos com a gente e eu estava determinado a fazer de tudo para me cuidar da melhor maneira possível, para não perder nada.”

Mas, logo após a formatura do filho, Jim foi internado com suspeita de lesão hepática.

Jim posa para foto ao lado da esposa e do filho no dia da formatura deleDireito de imagemJIM MCCANTSJim ao lado da esposa e do filho no dia da formatura dele

Investigando o problema

Na tentativa de identificar a causa da lesão, os médicos descartaram imediatamente o álcool.

“Nos últimos 30 anos, talvez eu tenha tomado seis latas de cerveja por ano, nada de vinho. Então, o álcool não estava muito presente na minha vida”, conta.

Também afastaram a hipótese de ter sido provocada por algum medicamento – ele não estava tomando nenhum na época – ou por cigarro, uma vez que ele nunca foi fumante.

“Então, meu hepatologista perguntou: ‘E suplementos sem receita?’.”


Como parte do seu projeto saúde na meia-idade, Jim começou a tomar um suplemento de chá verde – ele tinha ouvido dizer que ajudava na prevenção de doenças cardíacas.

A popularidade destes suplementos tem crescido. Eles são vendidos na internet e anunciados como produtos com benefícios antioxidantes, suposta capacidade de ajudar a perder peso e prevenir o câncer.

“Eu me sentia bem”, lembra Jim, que mora em Prosper, no norte de Dallas.

“Andava ou corria de 30 a 60 minutos, durante cinco ou seis dias por semana.”

Ele trabalhava como gerente de finanças, mas pretendia se formar para ser assistente de saúde.

“Eu estudava duas ou três disciplinas à noite e nos fins de semana”, relembra.

O pior dos cenários

Jim estava tomando o suplemento de chá verde havia dois ou três meses quando ficou doente. De acordo com o prontuário, essa é a causa presumida de sua lesão no fígado.

“Foi chocante porque eu só tinha ouvido falar sobre os benefícios.”

“Nunca soube de nenhum problema”, completa.

Após ser internado, Jim entrou em “modo de espera”, aguardando os resultados de uma série de exames de sangue para determinar a gravidade da lesão.

Assim, cerca de três semanas após sua esposa perceber que ele não estava bem, uma das médicas deu a notícia que ele temia:

“Ela disse: Você precisa de um transplante de fígado. Tem que ser rápido. Você tem dias – nem uma semana .”

Jim ficou atordoado.

“Tudo isso parecia muito sombrio para mim. E ficou cristalizado o que é realmente importante na vida. Eu não estava pensando em projetos do trabalho. E sim em várias pessoas que eram importantes para mim por razões diferentes.”

Cápsulas de suplemento de chá verdeDireito de imagem GETTY IMAGESSuplementos vendidos sem receita podem representar risco à saúde

Por que o suplemento de chá verde pode ser prejudicial, em determinadas doses, para algumas pessoas?

Os cientistas não sabem ao certo. Como o chá verde é consumido há milhares de anos, os suplementos – que são sua forma concentrada – são regulamentados nos EUA e na Europa como alimentos, e não medicamentos.

Isso significa que não são necessários testes de segurança específicos e, portanto, a perspectiva científica de como podem afetar nossa saúde é inconclusiva.

“Se você toma quantidades pequenas de chá verde, não tem problema”, diz o professor Herbert Bonkovsky, diretor de cuidados com o fígado da Escola de Medicina da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, que acompanha lesões relacionadas a suplementos de chá verde há quase 20 anos.

“O risco maior é para quem consome extratos mais concentrados.”

A preocupação gira em torno de um ingrediente potencialmente tóxico chamado epigalocatequina-3-galato (EGCG), composto natural com propriedades antioxidantes mais abundante no chá verde, as catequinas.

É provável que haja uma série de fatores que podem deixar um indivíduo suscetível às ameaças do EGCG, incluindo a genética, e a forma como os suplementos são usados.

“Normalmente, as pessoas tomam esses extratos de chá verde para tentar perder peso, então, muitas vezes estão sem comer”, explica Bonkovsky.

“Nós sabemos, a partir de estudos realizados com animais, que animais em jejum absorvem um percentual muito maior de catequina do que animais bem alimentados. Pode haver outros fatores relacionados a medicamentos, outros produtos químicos e consumo de álcool, que também são importantes fatores de alteração.”


Antioxidantes

Os antioxidantes são um grupo de vitaminas e outros compostos que, para muitos, adquiriram propriedades “milagrosas”, ajudando a impulsionar o mercado global de suplementos de todos os tipos, avaliado hoje em mais de R$ 500 bilhões por ano.

Os antioxidantes combatem os radicais livres, moléculas produzidas em nossas células à medida que transformam oxigênio e alimento em energia. Assim como o oxigênio e a água corroem o ferro, muitos radicais livres podem danificar nossas células.

Na década de 1950, o professor Denham Harman lançou a teoria de que os radicais livres estimulam o processo pelo qual o corpo envelhece e pode levar a doenças.

Mas alguns cientistas acreditam agora que determinados níveis de radicais livres podem ser benéficos à saúde, e argumentam que a visão ortodoxa do último meio século de que os antioxidantes fazem apenas bem está desatualizada.


Enquanto milhões de pessoas consomem suplementos de chá verde com segurança, pelo menos 80 casos de lesões hepáticas ligadas ao produto foram registrados em todo o mundo – de lassidão (cansaço extremo) e icterícia a casos que exigem transplante de fígado.

Entre as vítimas, estão adolescentes, como Madeline Papineau, de 17 anos, de Ontário, no Canadá, que desenvolveu lesão hepática e renal, e uma mulher de 81 anos diagnosticada com hepatite tóxica aguda.

Uma pesquisa recente da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, na sigla em inglês) concluiu que as catequinas presentes em bebidas a base de chá verde são “geralmente seguras”, mas quando ingeridas como suplementos, com doses de 800mg ou mais por dia, “podem causar problemas de saúde”.

A EFSA não conseguiu identificar o que seria uma dose segura com base nos dados disponíveis e sugeriu que fossem realizados mais estudos.

No dia seguinte em que foi informado sobre a necessidade do transplante, Jim recebeu a notícia de que haviam encontrado um doador.

“Fiquei radiante. O telefonema me deu esperança de que haveria algo positivo no fim de tudo”, diz ele.

O transplante de fígado salvou a vida de Jim. Mas, quatro anos depois, ele ainda tem sérios problemas de saúde, incluindo uma doença renal que pode demandar hemodiálise e um transplante no futuro.

Ele consulta o hepatologista e o nefrologista duas vezes por ano e convive com uma dor abdominal crônica.

Jim McCants em casaJim está processando a empresa que vendeu o suplemento

“Minha vida antes era muito ativa. Agora é bem mais sedentária e luto contra a fadiga”, conta.

É uma “tremenda bênção”, nas palavras dele, que seus chefes o autorizem a trabalhar de casa.

“Às vezes eu preciso deitar por 20 ou 30 minutos durante o dia. Apenas aviso meu gerente para ele saber que vou ficar offline, e depois eu volto.”

Jim está processando a empresa americana Vitacost, que vende o suplemento de chá verde que ele tomava.

“Espero que eles tomem a decisão de colocar uma advertência bem grande no rótulo do produto e no site, para que as pessoas saibam antes de comprá-lo”, diz ele.

A Vitacost não quis comentar a respeito do processo judicial, mas disse: “Levamos muito a sério a segurança dos suplementos da marca Vitacost e defendemos a qualidade de nossos produtos”.

Quatro anos depois, Jim faz uma reflexão sobre como a vida dele e da sua família mudaram após começar a tomar as cápsulas de chá verde.

“Eu não esperava qualquer perigo. Imaginava que poderia ser um desperdício de dinheiro, que eu poderia tomar e não fazer efeito. E aceitei correr esse risco”, diz ele.

“Mas o risco de desenvolver falência hepática, é um risco alto demais para alguém topar.”

 Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-45975898

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Henry Mancini – The Pink Panther – Ao violão acústico de Guido Mancino (sensacional)!!!

Selecionei vídeo absolutamente impactante, como inspiração musical para este fim de semana, que nos relembra um tema de filme muito especial e que tem o poder de agradar, particularmente, aos apreciadores da música instrumental, a exemplo de mim.

A música é a famosa The Pink Panther, tema do filme “A Panthera Cor-de-Rosa”, lançado em 1963, de autoria do norte-americano Henry Mancini (1924 – 1994), na verdade um italoamericano, premiado compositor, pianista, maestro e criador de diversas trilhas musicais para a televisão e o cinema. 

Quanto à interpretação, trata-se de sensacional performance do músico e arranjador Guido Mancino, ao violão acústico, apresentando seu genial arranjo, em execução violonística muito legal, com aprimorada técnica em todos os sentidos, até mesmo a considerar o estilo de baixo “walking bass” que ele incorporou nessa produção.

Vale ainda chamar a atenção para a forma totalmente exposta da execução, sem disfarces, que propositalmente foi registrada durante a gravação, o que não é comum. Sem dúvida, pelo conjunto, um vídeo impressionante!

Assim, você pode matar saudade do memorável tema musical e apreciar este primoroso solo violonístico. Curta a seguir:

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A arte de fazer acontecer – vídeo sobre o livro de David Allen – Boas dicas!

Voltando a focalizar o tema Autoconhecimento, cuja abordagem, convenhamos, é sem-fim, trago para hoje o vídeo “Passo a passo para uma PRODUTIVIDADE INCRÍVEL! | A Arte de Fazer Acontecer | David Allen | SUPM”, com dicas importantes para que você esteja atento ao que importa, não deixe de fazer as coisas verdadeiramente importantes e, por consequência, aumente suas chances de prosperar e chegar aos resultados desejados, evitando a dispersão, a perda de energia, de foco etc.

A questão central é: como ser organizado, produtivo, focar e fazer o essencial, apesar de termos tantos pensamentos, tantas coisas que gostaríamos de fazer, tanta informação, de sofrermos interferências e sermos tentados por tanta distração no dia a dia?

O interessante vídeo, com animação, preparado pelo Albano, do canal YouTube ‘SejaUmaPessoaMelhor’, é uma breve resenha do livro A Arte de Fazer Acontecer, de David Allen, no qual é apresentado o método “GTD – Getting Things Done”. 

Eis aí mais uma técnica de planejamento pessoal, que pode lhe ser muito útil. Entretanto, como realçado no final do vídeo (último passo do método), de nada adianta organizar as ideias, planejar certinho tudo o que precisa ser feito, se você não executar as ações. O fazer é fundamental, certamente!

Assim, com essa mentalidade e hábitos cada vez mais disciplinados, seja exímio na “arte de fazer acontecer”!

Veja a seguir:

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