COVID-19 – Dica simples e prática para a prevenção!

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Vejam, abaixo, dica simples, prática e que pode certamente contribuir para que se evitem contaminações, em especial diante da crise viral que ora atravessamos. Achei muito legal a recomendação, que foi postada hoje em um grupo de vizinhos, do qual participo:

“Minha dica como ortopedista : na rua tudo o que você precisar tocar ( botão do elevador, maçanetas, corrimãos, transporte publico , supermercados…) toque com a sua mão NÃO dominante !!! A probabilidade de você levar a mão ao rosto com a canhota é muito menor do que com a destra e vice versa!!! 👍🏻👆🏻
Parece pouco mas na Coreia do Sul, país que teve um dos melhores resultados no combate ao Covid 19, foi muito difundida essa prática.”

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O CORONAVÍRUS EM CORDEL – Poetisa Anne Karolynne (vídeo)!

Tratar de temáticas relativas à saúde (física, mental e espiritual), em conexão com o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, é um dos propósitos deste blog. E neste momento em que o planeta está absolutamente impactado pelas efeitos inesperados de um novo vírus, o COVID-19, cuja situação já é tida pela OMS como pandemia, não poderia deixar de lado o preocupante fenômeno.

Com esse pretexto, objetivando contribuir para o esclarecimento sobre o referido vírus, formas de contaminação e de prevenção, trago o bem elaborado vídeo O CORONAVÍRUS EM CORDEL, leve, bem-humorado e educativo, com poesia de Anne Karolynne, publicado por Cordel Personalizado, que fiquei conhecendo há pouco, em grupo de rede social.

O vídeo, duração de apenas 2:27, está disponível no YouTube.

Vale assistir e compartilhar!

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Raul Seixas – O DIA EM QUE A TERRA PAROU – Mais do que nunca, vale relembrar!

Para hoje, neste espaço musical de todos os sábados, nada mais oportuno do que este vídeo com o saudoso Raul Seixas (1945 – 1989), cantor, compositor, instrumentista e produtor baiano, carinhosamente chamado de “maluco beleza”, apresentando a sua canção ‘O dia em que a terra parou‘, lançada em 1977.

Esse resgate se justifica pela crescente situação de quarentenas, confinamentos, isolamentos, proibição de aglomerações, fechamento de espaços públicos, cancelamento de eventos antes programados, suspensão de viagens etc., que ora assistimos pelas diversas partes do planeta, em razão de um novo vírus, o COVID-19, que antes de mais nada está causando preocupação e até mesmo pânico.

Nesse contexto, real, a composição de Raul é relembrada como sendo uma impressionante premonição do artista, razão pela qual a canção voltou a ser sucesso e circula intensamente pelas redes sociais nestes últimos dias.

O vídeo está no YouTube, publicado pelo canal Nacionais Anos 80. Confira a seguir:  

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“Os Perigos do Excesso de Leitura” (por Elaine Rodrigues) – Confira o porquê da reflexão!

Diz a sabedoria da vida que para tudo deve haver equilíbrio e bom senso. Dessa regra geral, creio, também não escapa o “excesso de leitura”. Você já havia pensado sobre isso?

Quem me acompanha percebe claramente o quanto tenho procurado estimular o hábito da leitura, e são muitas postagens nessa linha. Nada obstante, venho hoje com este contraponto, ou ponderação, que me parece plenamente pertinente, motivado pelo interessante – e até mesmo provocativo – artigo da professora e escritora Elaine Rodrigues, que encontrei publicado no seu blog “e-Redigindo“, ao ponderar que grande quantidade de leitura pode ter seus inconvenientes, pode comprometer a boa fluência dos processos cognitivos, chamando também a atenção para a necessidade de concedermos um tempo à nossa mente para que esta possa descansar e processar as informações. 

Para enriquecer o argumento, a autora recorreu a algumas opiniões de respeitáveis autoridades no campo literário, a exemplo de Rubem Alves e Arthur Schopenhauer.

Vale a leitura do texto, que transcrevo a seguir: 

“Os Perigos do Excesso de Leitura

O assunto de hoje é polêmico. Tão polêmico que vou trazer  Rubem Alves e Arthur Schopenhauer para falar sobre isto:

“O excesso de leitura pode fazer você  desaprender a arte de pensar. Essa destruição do pensamento individual é consequência natural das nossas práticas educativas. Quanto mais se é obrigado a ler, menos se pensa. Muitos acreditam que o pensamento [e a inteligência] está diretamente ligado ao número de livros lidos. Tanto que se criaram técnicas de leitura dinâmica, assim, você pode ler “Grande Sertão: Veredas” em pouco mais de três horas. Ler dinamicamente, como se sabe, é essencial para se preparar para o vestibular e para fazer os clássicos “fichamentos” exigidos pelos professores. Mas isso pode ser perigoso demais.” Rubem Alves, Sobre os Perigos da Leitura (editado)

Quando o escritor, psicanalista e professor Rubem Alves  disse isso ele se referia à época em que era responsável pela seleção de candidatos ao doutoramento da Unicamp. Visualiza a cena: as pessoas iam super preparadas para a entrevista do doutorado,  já tinham treinado todo o provável discurso, estavam com suas cabeças cheias de grandes leituras, mas  em vez de uma série de perguntas para testar a capacidade acadêmica e filosófica dos candidatos, o entrevistador falava:

Fale-nos sobre aquilo que você gostaria de falar!’

Oi??? Como assim? Pera aí… Éééé… Então…  (MeuDeusdoCéumeAjude!)”

“Não nos interessávamos por aquilo que o candidato havia memorizado dos livros. Muitos idiotas têm boa memória. Interessávamo-nos por aquilo que ele pensava. Mas a reação deles, no entanto, não foi a esperada. Muitos entravam em pânico, e uma candidata teve até um surto […]. Estavam acostumados a papaguear os pensamentos dos outros.” Rubem Alves

Se os candidatos ao doutorado da Unicamp agiram assim, imagine os dos outros níveis universitários! Infelizmente, boa parte dos nossos acadêmicos estão cheios de tantas leituras e pensamentos já pensados.  Porque ensina-se a ler dinamicamente, mas não a pensar independentemente.

E no afã de aprenderem mais e mais, de lerem mais e mais, muitos não percebem que o excesso de estímulos informativos ou áudio visuais produzem o efeito oposto do esperado: prejudicam os processos cognitivos (pensamentos, aprendizagem, entendimento…). Por esse motivo, os neurocientistas aconselham o “descanso da mente”,  ou seja, a abstenção  das informações e da tecnologia de tempos em tempos. A propósito, o filósofo e escritor Schopenhauer também falou sobre isso:

“Quando lemos, outra pessoa pensa por nós: só repetimos seu processo mental. […] A leitura contínua, retomada a todo instante, paralisa, sufoca o espírito pela imposição ininterrupta de pensamentos alheios.” Sobre Livros e Leitura, Arthur Schopenhauer

Não é estranho um blog de Literatura falar para você parar de ler (um pouco)? Talvez,  porque estou interessada no seu progresso intelectual, e não em estatísticas  — visto que o meu objetivo não é ter alunos e leitores que se juntem a esta multidão:

“A cada 30 anos desponta no mundo uma geração de pessoas que não sabem nada e agora devoram os resultados do saber humano acumulado durante milênios de modo sumário e apressado e depois querem ser mais espertas do que todo o passado.” SchopenhauerA Arte de Escrever

Vai dizer que você não conhece nenhum “intelectual instantâneo” assim?  Aquele que se acha o mais esperto e erudito do mundo?  Claro, não pretendo aqui criticar àqueles que leem dinamicamente.  Minha intenção é mostrar que a melhor parte do conhecimento não está nos livros — ela está dentro de você.

Conhecer as principais obras literárias do mundo é ótimo. Dominar todas as teorias da sua área de estudo é melhor ainda. Mas vamos combinar? Chegar sozinho a uma conclusão importante, científica ou temática, através do seu raciocínio independente não dá um “UP” na sua autoestima intelectual? (Fala sério?!) Eu sei que isso também envolve uma série de outros conhecimentos apreendidos de terceiros (é óbvio!). Mas nenhum deles substitui o seu.  Sobre isso, o filósofo  encerra:

“As vezes é possível desvendar com muito esforço e lentidão por meio do próprio pensamento uma ideia que poderia ser encontrada confortavelmente nos livros. No entanto, ela é cem vezes mais valiosa quando é obtida pelo próprio pensamento.” Arthur Schopenhauer, A Arte de Escrever

P.S. Faz tempo que escrevi esse texto e faltava-me coragem para falar o que realmente penso sobre esse assunto. Mas uma longa e amável  conversa com uma querida amiga blogueira encorajou-me a publicar isso. Obrigada, Rebeka Plácido!

Fonte: https://eredigindo.wordpress.com/2018/08/16/perigos-da-leitura/

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“Só devemos celebrar o que de fato se realizou?” – Reflexão com Luiz Hanns/Casa do Saber

O princípio, ou recurso, muito valioso, à luz das técnicas para atingimento de metas e até mesmo no contexto da chamada “Psicologia Positiva, ou da Felicidade”, é o da ‘projeção’ quanto a uma realização pretendida. Em outras palavras, seria a “arte” da visualização futura para causar emoção no agora que, por seu turno, seria capaz de causar sensação de bem-estar e motivar para a ação efetiva. É o comportamento, ou habilidade, de “saber enxergar feito o que ainda não se concretizou”!

Diversos estudiosos do desenvolvimento humano asseguram que esse tipo de recurso/habilidade/atitude, de sentir a satisfação antecipada por um desejo que se realizará no futuro, faz muita diferença para a evolução, para a mudança, para o êxito individual. Isso, entre outras razões, funcionaria como motivação necessária para alimentar positivamente a jornada, enquanto se busca o objeto de desejo!

Por conta disso, cuja linha de pensamento já mereceu algumas postagens aqui no blog, repercuto recente vídeo da Casa do Saber, postado ontem, com o excelente Luiz Hanns, psicólogo, psicanalista e escritor. Ele traz instigante abordagem sobre celebrar vitórias antecipadamente, ou, em outras palavras, sobre a importância de comemorar as realizações antes da hora, antes que efetivamente se concretizem, em oposição ao pensamento de que “é melhor não ter expectativas para evitar decepções”. Mais precisamente, o expositor defende que se deve celebrar cada passo, no momento em que cada etapa é alcançada e seja reconhecida como contribuição para que o objetivo maior se realize.

Acredito, não de agora, que celebrar cada passo alcançado, por menor que seja, tem efeito positivo, até porque a vida e a felicidade estão em cada dia, até mesmo nos pequenos detalhes. Mas é claro que existem percepções diferentes e até mesmo divergentes, conforme deixa claro, ao final, o próprio Luiz Hanns.

Em suma, entendo ser muito interessante, como fator diferencial significativo, a conjugação da habilidade de “enxergar feito” com a capacidade, e disposição, de celebrar os passos e marcos de uma jornada, ou desejo maior, que se concretizará mais adiante!

Veja o vídeo (duração de apenas 5:48), reflita e tire as suas conclusões!

A seguir: 

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Dia Internacional da Mulher: uma linda mensagem – ator Nelson Freitas!!!

Como registro, neste espaço, pelas merecidas homenagens às mulheres que acontecem mundo afora neste 8 de março, trago vídeo com linda mensagem gravada pelo admirável Nelson Freitas, ator, produtor e humorista. Ele traduziu com grande propriedade o que muitos de nós gostaríamos de dizer!

O vídeo está no YouTube, no canal “Eu Só Sei Dizer Que”. Veja:

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Inspiração musical: O fenomenal Marcelito Pomoy interpreta Never Enough (ao vivo)!!!

Esse fenomenal cantor Marcelito Pomoy, vindo das Filipinas, vem encantando o mundo, em especial pela sua capacidade (habilidade) de cantar como tenor e como soprano. Já esteve aqui no blog uma vez: https://obemviver.blog.br/2017/02/11/marcelito-pomoy-canta-the-prayer-fazendo-duas-vozes-espetacular/.

Para hoje, selecionei vídeo de belo concerto, ao vivo, que aconteceu em novembro passado na cidade de Stockton (Califórnia, Estados Unidos). Marcelito interpreta a canção “Never Enough”, autoria de Benj Pasek e Justin Paul.

Mais um momento de puro talento musical. Curta a seguir:

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Microbooks (resumos de livros) para turbinar o seu conhecimento!

Seguindo a toada de ontem, e dentro da lógica de que estamos aqui (e existimos) para evoluir – gosto muito da máxima, ou mantra, EPP: “evolução pessoal permanente” -, a leitura é insumo fundamental para a busca ou reforço de conhecimento. A questão esbarra, para muitos, na alegada falta de tempo para ler um livro. E se a gente encontrasse quem fizesse a leitura e produzisse um resumo da obra, focando no essencial, oferecendo essa síntese em texto ou, para facilitar ainda mais a nossa vida, em áudio?

Pois é, esta é a dica de hoje. Esse recurso existe e pode ser acessado gratuitamente. Trata-se do APP 12 minutos!

Aliás, essa dica ouvi da brilhante palestrante Anete Guimarães, em um dos seus diversos vídeos disponíveis no YouTube, e quero compartilhar com vocês. Em determinado momento, ela disse que costuma ouvir resumo de livros, em qualquer lugar, mesmo quando está no trânsito, e sugeriu o aplicativo “12 minutos”.

Então, aqui vai a dica completa: baixe o aplicativo 12 minutos (12min.com), que oferece os recursos básicos gratuitamente. São centenas de títulos, por tema, com atualizações semanais e duração média de 12 minutos, com base em livros de grande sucesso; e o melhor é que você escolhe áudio ou texto. Gostei bastante e creio que vale muito a pena contar com esse recurso, que a meu ver serve, entre outras coisas, para você conferir se deseja adquirir e fazer a leitura completa da obra, ou não. Você ainda pode definir meta para determinar quantas sinopses (“microbooks”) quer ler/ouvir por semana.

Saber sobre essa possibilidade de conhecimento, com praticidade e rapidez, foi para mim um achado. Espero que lhe seja útil também!

Até porque, nunca é demais lembrar este pensamento do alemão Einsten:

Lembre-se que as pessoas podem tirar tudo de você, menos o seu conhecimento.... Frase de Albert Einstein.

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‘Lições para expandir a compaixão’ – Rica abordagem por Karen Armstrong:

Tendo em mente o princípio maior de que estamos aqui – e existimos – para evoluir, desenvolver as nossas virtudes, com olhar que transcenda a simples individualidade, nunca perdendo de vista o outro e o bem coletivo, refletir sobre atitudes de compaixão, seu significado, seu impacto para as nossas relações, para a convivência familiar e social, deve merecer a nossa atenção no dia a dia. Creio muito nessa lógica para o bem viver, que começa em cada um e repercute positivamente no coletivo!

É sobre isso que nos fala Karen Armstrong, escritora e historiadora britânica, em belíssima, pertinente e oportuna argumentação trazida nesta publicação do site FRONTEIRAS DO PENSAMENTO,  abaixo transcrita. 

Karen, nessa brilhante abordagem sobre compaixão, faz inteligente conexão entre preceitos da espiritualidade, sem perder de vista a racionalidade, invocando, para enriquecer, pensamentos de personalidades marcantes e históricas, a exemplo de Confúcio e Sócrates.

Uma leitura que vale muito a pena. Confira:

“Karen Armstrong: Lições para expandir a compaixão

Karen Armstrong (foto: Pedro Álvarez / El País)

Karen Armstrong (foto: Pedro Álvarez / El País)

Muitas pessoas definem uma linha bastante nítida entre a espiritualidade e o plano racional. A própria separação entre estado e religião tem base na concepção da religião como um fenômeno desvinculado da racionalidade. Seguindo essa lógica, discutir ou pensar a religião em diálogo com a política parece não fazer muito sentido.

Porém, a escritora e historiadora britânica Karen Armstrong quebra esses paradigmas ao desenvolver um entendimento complexo e elaborado sobre as relações entre Estado e religião nos contextos de guerra ao longo da história. Para Armstrong, a base dessas relações está na preocupação com o sofrimento humano.

No Fronteiras do Pensamento, na conferência O que é religião?, Armstrong mostrou a espiritualidade como a capacidade de ter compaixão, uma busca pela expansão da lógica do “eu” para um olhar aprofundado sobre a comunidade. Este olhar inevitavelmente passará pela filosofia e pela política. No texto abaixo, ela aprofunda o tema e deixa uma lição sobre o que é necessário para desenvolver a compaixão no mundo atual.

Um ato de compaixão pode ser explosivo, pois ele necessita introduzir na sociedade uma preocupação com os outros. Ele não pode parar em você e nas pessoas que lhe agradam. Tem que ser para todos.

Isso significa encorajar um olhar global. Ele vai contra aquele egoísmo entranhado em todos nós. A parte mais profunda de nossos cérebros está programada para colocar “eu em primeiro lugar”. Se não tivéssemos feito isso, nossa espécie não teria sobrevivido ou evoluído. Mas, se permitirmos que isso se torne o elemento principal do nosso pensar, politicamente, estaremos, nos dias de hoje, destinados ao desastre.

Vimos o que ocorre quando a ideologia do “eu em primeiro lugar” é ligada a essa área de raciocínio humano lógico de nossos cérebros que é capaz de racionalizar, inventar e produzir ciência. Quando o “eu em primeiro lugar” é ligado a isso, você tem Auschwitz, você tem o 11 de Setembro.

Portanto, basicamente, creio que a compaixão é como um grão de areia dentro da concha de uma ostra. Pode gerar uma pérola, mas cria uma irritação. Ela vai irritando aquele ideal suave de política, de que estamos bem e que temos que colocar nossa sociedade no caminho certo etc. Isso todos temos, mas ficar
dizendo sim não é o suficiente.

Penso que seja importante perceber que a compaixão não é apenas uma essência, como uma porção de algo que você simplesmente aplica. De fato, cada ato de compaixão, inclusive aqueles entre dois seres humanos, diz respeito a uma grande quantidade de inteligência. Não é apenas uma questão de ser gentil.

Às vezes, você tem que ser duro. E você sempre tem que se posicionar contra a injustiça e a crueldade, onde quer que as encontre. E você tem que não apenas fazer o que pensa, como alguns dizem: “Farei tal coisa àquela pessoa, pois isso é o que gostaria que fizessem para mim”. Então, você tem uma vida impessoal. Você poderia dizer a uma mulher que seu marido está tendo um caso com alguém, pois você diz: “Bem, eu gostaria de ficar sabendo”.

Mas talvez para ela não seja bom ficar sabendo. Você tem que se colocar no lugar dela. E, similarmente, as pessoas dizem: “Bem, acreditamos na democracia, então vamos introduzi-la à força neste país”. Novamente, essa é uma espécie ruim de Regra Dourada.

O que precisamos fazer é muito tema de casa em política, descobrir de onde vêm as pessoas com quem estamos lidando, qual a sua dor, o que as levou à posição na qual se encontram no momento, qual sua história, quais são, não apenas suas crenças econômicas e sociais, mas também suas crenças religiosas e éticas e quais seus temores, e agir de acordo com o máximo de inteligência e criatividade de que formos capazes. Portanto, é de fato um difícil exercício.

Confúcio disse: “Cada ato de compaixão é individual”. E ele requer que você se posicione e pare de dizer: “Bem, é disso que eu gosto – então, aplique”. Apenas aceite que sempre haverá erros, sempre haverá defeitos e nunca teremos feito o suficiente. Mas, a não ser que coloquemos isso em pauta, provavelmente iremos falhar enquanto espécie.

Creio que a comunidade é a forma pela qual nos tornamos humanos. Completamente humanos. Volto a Confúcio, que é um dos meus favoritos, pois ele não teria entendido, digamos, um asceta hindu, que vai para a floresta procurar a iluminação sozinho.

Confúcio disse: “Tornamo-nos humanos interagindo uns com os outros”. E Comte estava certo ao dizer que, para que os seres humanos convivam enquanto sociedade, nós precisamos ceder, não podemos simplesmente fazer o que quisermos.

Temos que aprender a colocar, de vez em quando, as necessidades do grupo antes das nossas. Se não tivéssemos desenvolvido isso nas brumas dos tempos, provavelmente, enquanto espécie, não teríamos sobrevivido. Já que, enquanto indivíduos, éramos muito frágeis, se comparados aos outros grandes predadores da época.

Mas com nossos grandes cérebros e trabalhando em equipe, compensamos isso. Portanto, em primeiro lugar, a família é onde crescemos, a família é a escola da compaixão. Porque, em uma família, diariamente você tem que perdoar algo, diariamente você tem que se colocar no lugar de outro de alguma forma. Você também, dessa forma, aprende como outros podem machucá-lo e que você deve aplicar isso e dizer: “Não farei isso com outra pessoa”.

Para que a família se mantenha unida, deve haver uma medida de compaixão e altruísmo e o mesmo vale para o resto do seu caminho. Mas isso é o que nos torna humanos. Sócrates teria dito o mesmo, ele não ficava pensando apenas em si, ele sempre falava com os outros para entender o que pensava.

Creio que em vez de ver os outros como irritantes, até as pessoas ou os povos de que não gostamos, como irritantes, devemos vê-los como uma forma de engrandecer nossa própria humanidade. É a forma pela qual podemos nos livrar do egoísmo que temos em nossos corações e adotar os horizontes mais amplos que são necessários ao mundo de hoje. ” 

Fonte: https://www.fronteiras.com/artigos/karen-armstrong-licoes-para-expandir-a-compaixao

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Belas apresentações instrumentais para dois grandes sucessos de Ernesto Nazareth (show)!!!

Volto hoje, para inspiração musical neste fim de semana, com a música instrumental brasileira, destacando a obra do fabuloso Ernesto Nazareth (1863 – 1934), pianista e compositor, nascido no Rio de Janeiro ainda no período do Império.  

Como resultado da minha busca, destaco dois vídeos, da série Brasil Toca Choro, da TV Cultura, com interpretações de músicas do saudoso compositor.

O primeiro vídeo mostra o fenomenal instrumentista gaúcho Yamandu Costa, com o seu majestoso violão de sete cordas e sua inconfundível capacidade de improvisação, interpretando a música Brejeiro, grande sucesso lançado no longínquo ano de 1904. 

O segundo vídeo traz a música Apanhei-te Cavaquinho, também de Ernesto Nazareth, lançada em 1930, em bela interpretação pelos músicos Rafael Toledo, Douglas Alonso, Léo Rodrigues, Fábio Peron, Enrique Menezes, Henrique Araújo e Gian Correa.

Os dois vídeos estão disponíveis no YouTube, publicados no canal Brasil Toca. Curtam a seguir:

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