Longevidade: o fenômeno do envelhecimento é tema de revista do MIT

Muito legal constatar mais uma matéria trazendo visão importante, apontando novas perspectivas e paradigmas, a respeito do tema longevidade, seu entorno e desdobramentos. Trata-se de postagem feita anteontem no blog LONGEVIDADE: Modo de Usar, dando conta de matéria da revista MIT Technology Review.

O conteúdo fortalece muitas informações, constatações e tendências sobre o público idoso dos tempos atuais, objeto de frequentes postagens que tenho feito neste espaço, compreendendo mudanças nos estilos de vida, novas formas de enxergar o mundo e, também, quebra de paradigmas nos ambientes de trabalho em face do constante crescimento da população madura.

Assim, referida matéria, positiva e agradável, traz mais evidências de uma revolução que vem acontecendo, notadamente em termos sociais e econômicos, proporcionada pelo incrível fenômeno da longevidade ao redor do planeta. Os grisalhos de hoje querem participar, vivenciar, seguir em atividades as mais diversas, ocupar seus espaços de uma maneira cada vez mais ativa, e essa será uma tônica para muitas décadas pela frente!

Confira a seguir:

“MIT elege envelhecimento como tema de sua revista

O que acontecerá quando as gerações mais velhas, saudáveis e afiadas intelectualmente, não precisarem passar o bastão?

A “MIT Technology Review” dedicou sua edição de setembro/outubro ao envelhecimento. Trata-se da revista do MIT (Massachusetts Institute of Technology), um dos maiores centros de inovação no mundo, que não fecha os olhos para as mudanças no perfil demográfico do planeta. Os números gritam: os norte-americanos acima de 65 anos correspondem a 16% da população, mas serão 21% em 2035, ultrapassando o grupo dos que têm menos de 18. O Japão já estava na dianteira, mas Alemanha, Itália, França e Finlândia não ficam atrás. Um quarto dos europeus terá mais de 65 anos por volta de 2050.

Há quem pinte cenários tenebrosos, usando termos como bomba-relógio demográfica, mas a revista afirma que não estamos diante de uma crise incontornável. Novas tecnologias e políticas de emprego manterão pessoas talentosas no mercado durante mais tempo. Equipes reunirão profissionais jovens e maduros e serão mais produtivas. Nicole Maestas, economista de Harvard e uma das entrevistada pela publicação, diz que houve realmente uma diminuição da produtividade nos Estados Unidos entre 1980 e 2010, mas a culpa por essa queda não pode ser debitada ao maior número de idosos que deixaram de trabalhar – na verdade, na média, a força de trabalho é hoje menos produtiva.

Longevidade: aumento da expectativa de vida remodela a narrativa tradicional sobre a velhice — Foto: https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=60470144Longevidade: aumento da expectativa de vida remodela a narrativa tradicional sobre a velhice — Foto: https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=60470144

Para Rebecca Roache, professora da University of London, poderemos nos deparar com uma nova questão: o que vai acontecer quando as gerações mais velhas, ainda saudáveis, afiadas intelectualmente e produtivas, não precisarem passar o bastão? Na sua opinião, trata-se do limiar de “uma nova crise da meia-idade”: “indivíduos na faixa dos 80 anos poderão ocupar os cargos e fazer o trabalho de quem está na casa dos 50. Estarão muito bem fisicamente e terão mais experiência e sabedoria”, escreveu. Isso pode não estar longe. A indústria farmacêutica vem apostando muitas fichas na longevidade. Joan B. Mannick, cofundador da resTorbio, uma empresa de biotecnologia, vem realizando testes com uma medicação oral, chamada de RTB101, que pretende retardar o declínio do sistema imunológico. Mannick diz que terá as primeiras respostas sobre o potencial da droga em um ano.

A publicação traz ainda um artigo de Joseph f. Coughlin, diretor do AgeLab, que pertence ao MIT e já foi tema de uma das colunas desse blog. Coughlin, autor de um livro sobre a economia da longevidade, diz que o conceito de velhice é uma invenção nociva. “Produtos criados para as pessoas mais velhas só reforçam a imagem negativa de que elas são fracas e passivas. Há uma distância enorme entre o que o mercado oferece e o que os indivíduos querem”, critica.

Bom exemplo de para onde essa geração quer ir é Tom Kamber, criador do Senior Planet, cuja missão é empoderar idosos na área de tecnologia. Na entrada da sua empresa está escrito: “Envelhecendo com atitude”. Sem rodeios, dispara: os mais velhos não querem detectores de queda e botões de emergência pendurados no pescoço. “Eles estão aqui para se reunir, aprender e desfrutar de momentos de camaradagem. A tecnologia os atropelou, mas querem seu lugar no mundo de volta. Querem criar produtos para pessoas da sua faixa etária. Querem trabalhar e ganhar dinheiro usando Instagram e PayPal”, sintetiza.

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2019/09/03/mit-elege-envelhecimento-como-tema-de-sua-revista.ghtml

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‘Quem não é visto não é lembrado?’

Achei bem interessante esta reflexão publicada no site COEFICIENTE – Micro Empreendedor, a pretexto da máxima “quem não é visto não é lembrado”. De forma sutil e bem colocada, o autor chama a atenção para o que de fato faz a pessoa ser lembrada e contratada.

Com efeito, ouvir o seu telefone tocar com frequência, ser procurado por antigos ou potenciais clientes, receber demandas profissionais efetivas não é coisa trivial. Ao contrário do que muitos acreditam, ser simplesmente visto, estar em evidência nas redes sociais, fazer marketing etc. pode não ser o bastante para que a pessoa ganhe posicionamento e alcance êxito em relação aos objetivos almejados.

É preciso estar consciente de que, ser bem visto pela sua rede de relacionamentos, ser “querido”, como aludido no texto, requer um conjunto de características pessoais e profissionais considerável, a exemplo da capacidade de passar empatia, confiança, domínio emocional, conhecimento, ter mentalidade positiva etc. Acredite que as suas atitudes são captadas de uma forma ou de outra e, portanto, não passam despercebidas. As dicas dos dez pontos (10 tópicos) indicados pelo autor são bons exemplos disso. 

Vale a pena ler e, mais ainda, pensar sobre isso. Confira a seguir: 

“Quem não é visto não é lembrado?

“Uma máxima carente de reformulação”

As máximas consistem em uma síntese de uma ideia que corresponde a um significado universal, ou seja, um significado que é compreendido e aceito por todos. Entretanto este “Quem não é visto não é lembrado” há muito deixou de fazer sentido. Até porque, com o advento das redes sociais, tem muita gente que faz muito esforço para ser visto e mesmo assim não é lembrado.

No campo profissional existe uma lógica que vale para todos os campos da vida pessoal. Se você preenche os requisitos para determinadas atividades, certamente será lembrado pelas pessoas que podem te contratar e/ou te indicar para outrem. E, o simples ato de “ser visto”, certamente, não garante nada.

Ser alguém de quem as pessoas gostam, sim!

Nesse sentido, podemos até reformular a máxima em questão para: Quem não é querido não é lembrado! Por isso, ser uma pessoa querida pode ajudar a estar presente na lembrança das pessoas certas nas ocasiões esperadas. Logicamente, você questionará: 1) Será que existe mesmo isso de ser querido? 2) E isso pode mesmo justificar uma indicação profissional?

Bem, eu explico: o convívio pessoal e profissional é marcado por regras que, de alguma maneira, regem tacitamente os processos de interação entre as pessoas. Os processos a que me refiro, são corriqueiramente chamados de “relacionamentos”.

Portanto, se você tem dificuldades de se relacionar com uma pessoa e ela tem influência no meio em que você atua isso pode sim, te atrapalhar. Mas calma, não fique angustiado! Dificuldades em relacionamento interpessoal são mais comuns do que se pode pensar.

Se este for o seu caso, listamos 10 tópicos que podem te ajudar a conquistar a consideração das pessoas com quem interage:

1 – Seja útil (independentemente de recompensa);
2 – Faça o bem (sem olhar a quem);
3 – Seja educado (com todos);
4 – Busque melhorar a cada dia (auto conhecimento);
5 – Respeite o pensamento diferente do seu;
6 – Retribua a todos os gestos de amizade;
7 – Seja verdadeiro (sem ser agressivo);
8 – Tenha amigos (mesmo que sejam poucos);
9 – Seja você mesmo (por mais estranho que isto possa parecer);
10 – Ame-se (a si próprio e ao próximo)!


:: Todo dia é uma oportunidade de conquistar um destes tópicos. Persista!

Fonte: https://coeficiente.me/2019/08/28/quem-nao-e-visto-nao-e-lembrado/

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Marina Elali e maestro Eduardo Lages – OLHA – Um show!!!

Neste espaço de inspiração musical, selecionei para hoje um belíssimo vídeo, com registro de marcante apresentação da talentosa Marina Elali, cantora e compositora nascida em Natal, Rio Grande do Norte. Acompanhada pelo maestro e pianista Eduardo Lages, ela interpreta, em alto estilo, a canção Olha, composta por Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

Marina, contando com primoroso acompanhamento, ao piano, do maestro Lages, gravou o DVD “Sucessos do Rei”, em homenagem a Roberto Carlos, que foi lançado no início deste ano.

O vídeo a seguir foi publicado pela cantora, no YouTube, em 27 de julho. Confira este momento especial!

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LONGEVIDADE e OTIMISMO: Pesquisas evidenciam que pessoas otimistas tendem a viver mais e melhor!

Já vai bom tempo que busco encontrar um lado positivo nos acontecimentos e nas coisas da vida em geral. Enxergar o copo meio cheio, ao invés de meio vazio, exerce predominância na minha mente. Sou grato por isso!

Com o passar dos anos, e o elevar da consciência, fui observando que as pessoas que conseguem mais e melhores realizações, que demonstram equilíbrio e bem-estar no dia a dia e, ainda, que alcançam idades mais avançadas com qualidade de vida são aquelas que demonstram mentalidade positiva e uma visão predominantemente otimista sobre as circunstâncias do cotidiano e perspectivas futuras. 

Ou seja, com a marcha da vida vejo consolidada a minha crença de que ser otimista e manter a esperança, mentalizando positivamente em relação ao hoje e ao amanhã, é trunfo importante para o bem viver, pois favorece o acúmulo de êxitos em termos pessoais, espirituais e profissionais.

Acredito, firmemente, que ver a vida com bons olhos é rega fértil para a alma!

Não por acaso, procuro evidenciar a importância dessa mentalidade (ou estado de espírito) por onde ando, com quem interajo, nas minhas escritas, em palestras etc.

A imagem a seguir, com pragmático pensamento do grande empreendedor Jorge Paulo Lemann, dá um tom a respeito dessa crença:

Resultado de imagem para um pessimista Imagem: Google – Facebook

A respeito do tema, que aparece aqui no blog com certa frequência, cabe lembrar, em especial, postagem de 21 de fevereiro de 2018, tendo por título este impactante pensamento – e exposição registrada em vídeo -, do destacado palestrante Mário Cortella:

“O pessimista, antes de tudo, é vagabundo”!

Para quem quiser rever, eis o link: https://obemviver.blog.br/2018/02/21/o-pessimista-antes-de-tudo-e-vagabundo-oportuna-reflexao-sobre-pessimismo-otimismo/.  

Em reforço, volto agora trazendo resultado de comprovações com base em pesquisas sérias, objeto de recente matéria divulgada na Revista Bula, enfatizando os benefícios auferidos pelas pessoas otimistas, nomeadamente as suas chances de uma vida mais longa, cuja mentalidade predispõe esses indivíduos a uma série de comportamentos saudáveis, que por seu turno resultam em melhores condições de saúde física e mental.

Leia a seguir:

“Pessoas otimistas têm 70% mais chances de viver até os 85 anos, diz estudo

POR HELENA OLIVEIRA

A saúde mental, assim como a condição física, é cada vez mais reconhecida como um dos fatores importantes para a longevidade. Para comprovar isso, pesquisadores da Universidade de Boston acompanharam as atitudes de mais de 70 mil adultos nos Estados Unidos e chegaram à conclusão de que pessoas otimistas têm mais chances de viver até os 85 anos. O estudo foi publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências.

A pesquisa define otimismo como “a crença de que o futuro será agradável”, enquanto o pessimismo é a visão de que “os problemas são permanentes”. Entre os participantes, os homens com pensamento otimista apresentaram 70% mais chances de chegar aos 85 anos, enquanto as mulheres aumentaram em 50% a probabilidade de atingir a mesma idade. No geral, os homens tiveram uma vida 11% mais longa que os pessimistas, enquanto as mulheres viveram 15% mais.

Outros resultados mostraram que os participantes com pensamento positivo são menos propensos a desenvolver diabetes tipo 2 e depressão. Mas, ainda que tenham essas doenças, podem viver mais que os pessimistas. Além disso, os otimistas têm mais facilidade para estabelecer metas e acreditar que serão bem-sucedidas, o que estimula comportamentos saudáveis, como a prática de exercícios físicos e baixo consumo de álcool.

De acordo com o pesquisadores, uma explicação para a maior longevidade dos bem-humorados pode ser a forma como eles lidam com o estresse. Enxergar situações negativas como desafios, e não ameaças, limita as consequências das preocupações para a saúde física, favorecendo os otimistas com alguns anos a mais.

Fonte: https://www.revistabula.com/25422-pessoas-otimistas-tem-70-mais-chances-de-viver-ate-os-85-anos-diz-estudo/

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Reflexões atemporais sobre ‘o processo de crescimento constante’!

” Os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não podem aprender, desaprender e reaprender”.

(Alvin Toffler, escritor norte-americano, 1928 – 2016).

Tudo nos leva à convicção, mais e mais consolidada, de que para nos mantermos vívidos, despertos,  joviais (não se confunda aqui com idade cronológica), saudáveis precisamos estar em evolução permanente.

Seguir em busca de novos conhecimentos, experiências, desafios, ter autocompromisso de procurar (sempre) ser a “minha” melhor versão (eu, tu, eles…) é, no meu perceber, o grande segredo para nos sentirmos verdadeiramente motivados e felizes. Até porque, convenhamos, diante do ritmo de mudanças e sucessivas quebras de paradigmas cada vez mais intensas, nos mais variados aspectos, quem não estiver imbuído(a) dessa mentalidade vai perdendo a validade e ficando sem espaço, sem perspectivas e com limitada chance de realização pessoal e também profissional. 

E viver o cotidiano com plenitude, com esse tipo de mindset positivo, denota desapego, que por seu turno sinaliza a existência de um compromisso de evoluir, próprio de um “espírito livre”, na concepção do  filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844 – 1900).

Por conta disso, confira o interessante artigo As 6 características de um “espírito livre”, segundo Nietzsche, publicado no site Revista Pazes, no último dia 11. Clique no link a seguir:

As 6 características de um “espírito livre”, segundo Nietzsche

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PROBIÓTICOS – Vídeo mostra como esses alimentos vivos podem melhorar a sua vida!!!

Em 20 de maio, fiz postagem aqui no blog sobre a importância do bom funcionamento do intestino para a nossa saúde. Referida matéria trouxe informações e esclarecimentos gerais muito interessantes sobre esse órgão, considerado o segundo cérebro, que precisamos saber para o bem da nossa saúde e qualidade de vida. Entre outras coisas, mencionou aspectos essenciais de uma boa alimentação, aí considerados os prebióticos e os probióticos. Reveja: https://obemviver.blog.br/2019/05/20/excelente-materia-sobre-a-importancia-do-nosso-intestino-voce-precisa-saber/.

Para hoje, vamos entrar mais diretamente nos chamados probióticos, o que são, para que servem, onde encontrá-los etc. Estou certo de que você vai gostar de saber sobre isso!

Assim, selecionei excelente vídeo com a nutricionista Tatiana Zanin, publicado no canal Tua Saúde, no YouTube. Com boa didática, em apresentação esclarecedora, agradável e bem-humorada, ela explica como os alimentos com bichos vivos, conhecidos como probióticos, podem melhorar a sua vida, deixando você mais saudável e mais feliz.

Você verá um conjunto de informações essenciais, de valor, que tem tudo a ver com longevidade e qualidade de vida. Confira a seguir:

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Inspiração musical: Paul McCartney – SOMETHING (ao vivo – vídeo legendado)!

Neste sábado, deu vontade de matar saudades do fenomenal The Beatles, grupo britânico que revolucionou o mundo da música, na década de 1960, e que segue imortal para muita gente ao redor do planeta. Para tanto, selecionei vídeo com o genial e incansável Paul McCartney, verdadeira lenda viva daquele grupo.

Vejam esta apresentação, registrada em show de McCartney, interpretando a belíssima canção SOMETHING, uma obra-prima composta por George Harrison, que foi lançada no álbum dos Beatles “Abbey Road”, em 1969.

O vídeo, legendado, foi publicado no YouTube por Harlen Anderson. Curtam este momento:

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‘Prêmio Nobel de Literatura – Quando será a nossa vez?’ (texto de Pedro Almeida)

Dando um toque no campo da literatura, sempre fiquei intrigado, talvez com fundo de decepção, ao me dar conta de que nenhum brasileiro, até hoje, foi laureado com o Nobel de Literatura.

Tantos escritores famosos em nossa terra, passando de Machado de Assis, José de Alencar, Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade a Rachel de Queiroz e João Ubaldo Ribeiro, entre outros, de cujo elenco alguns despontaram com grande popularidade pelo mundo, com venda maciça e tradução de suas publicações para várias línguas, a exemplo, para citar apenas dois, de Jorge Amado e de Paulo Coelho.

Por que não chegamos lá, ainda?

Para ajudar a compreender o que se passa nesse campo, encontrei a primorosa matéria abaixo destacada, de Pedro Almeida, jornalista profissional, professor de literatura, escritor e empreendedor, publicada dia 13 passado no site Publishnews, que tomei conhecimento em grupo de rede social.

Gostei muito das informações, reflexões e sugestões de estratégias que o autor apresenta ao longo do texto, tudo como resultado de impressionante pesquisa por ele realizada. A meu ver, temos aí um conteúdo rico, educativo, cuja leitura flui de forma agradável. Imperdível!

Confira: 

“Prêmio Nobel de Literatura – Quando será a nossa vez?

PUBLISHNEWS, PEDRO ALMEIDA

Em sua coluna, Pedro Almeida conta o resultado de uma pesquisa que fez para entender por que razões o Brasil nunca ganhou um Prêmio Nobel de Literatura

A cada outubro, mês em que acontece o maior encontro do ramo editorial do planeta, a Feira do Livro de Frankfurt, a Academia Sueca também anuncia o vencedor da mais prestigiada consagração literária internacional, o Prêmio Nobel. A Academia Sueca é a gestora, desde 1901, quando foi criado o fundo para a premiação, a partir da herança do cientista e inventor sueco Alfred Nobel (1833-96). Desde então, esta prática se repete todos os anos, com raras exceções, como no ano de 2018, em que não houve indicado por causa de problemas internos na Academia.

Todos os anos, cerca de 350 nomes de autores são indicados para a avaliação dos membros da academia, da qual sai uma seleção de 20 nomes, e depois uma nova fase onde chegam a 5 nomes e, dentre estes, será vencedor aquele que obtiver mais da metade dos votos. Como já houve casos em que a academia ficou dividida entre dois nomes, uma votação entre os dois sela a vitória.

O escritor laureado levará para casa, além da medalha de ouro e o diploma em papel – entregue pelo Rei da Suécia – 9 milhões de coroas suecas, o que equivale a aproximadamente R$ 4,5 milhões. Não é pouco.

O valor é pago pela Fundação Nobel que também concede prêmios em outras áreas como: Química, Física, Medicina ou Fisiologia e Paz. Há um prêmio em Economia, mas não é considerado como Nobel, apenas uma homenagem ao seu idealizador – Alfred Nobel.

Todos os prêmios são entregues em Estocolmo, no dia 10 de dezembro de cada ano, com exceção do prêmio da Paz* que é concedido pelo Comitê Norueguês do Nobel, em Oslo.

A França já foi contemplada com 15 escritores laureados. EUA e Inglaterra tiveram a honra 11 vezes. Os nossos vizinhos sul-americanos: Chile, Peru e Colômbia já sentiram a alegria de comemorar o Prêmio Nobel de Literatura. E, em 1998, José Saramago foi laureado com o Nobel, o primeiro a dado para algum escritor do idioma português.

A pergunta que todo leitor brasileiro se faz é: por que o Brasil nunca recebeu um Prêmio Nobel se todos os anos vários escritores brasileiros são indicados?

Tenho investigado o assunto há algum tempo com o intuito de discutir sobre as nossas chances de um dia ter um brasileiro ganhador do prêmio de Literatura. O que falta para o Brasil chegar lá, até à Academia? Reuni minhas pesquisas para tentar contemplar o que poderia ser um planejamento estratégico de todos aqueles que desejam ver isso se tornar realidade…

Leia a matéria na íntegra: https://www.publishnews.com.br/materias/2019/08/13/premio-nobel-de-literatura-quando-sera-a-nossa-vez

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LONGEVIDADE: ‘Os idosos são o próximo grande mercado para empresas de tecnologia chinesas’

Voltando a falar sobre os novos idosos, suas mudanças de hábitos e perspectivas que se abrem em face do fenômeno da longevidade, tudo o que temos visto são movimentos firmes e decididos de busca por vida ativa e ocupação de espaços pelos maiores de 60 anos.

Se por um lado esse público, crescente, está em busca de novos aprendizados, relacionamentos, diversão e carreira profissional, entre outras frentes de interesse, o que representa demandas por vezes não imaginadas, a consequencia disso é uma esperada, e natural, movimentação cada vez maior por oferta de serviços diferenciados para esse contingente populacional.

Como já dissemos algumas vezes, essa é tendência irrefreável para as próximas décadas. Tal contexto requer inovação em termos de produtos e serviços e uma sucessiva quebra de paradigmas, conforme evidenciam os fatos que vão sendo observados, numa crescente, aqui e acolá, pelo mundo afora.

Um exemplo do que está acontecendo relativamente aos maduros atuais, para melhor ilustração, chega em relato publicado no Blog MaturiJobs, que reproduzo abaixo, a respeito de progressiva – e contagiante – afinidade de idosos chineses com a tecnologia, além de menção a uma nova onda de serviços ofertados para esse público.

Conforme constatado, temos aí outra demonstração de que movimentos (e tendências) como esses serão cada vez mais reais e intensos pelo mundo. E os agentes econômicos, em sentido amplo, não podem desperdiçar tamanha oportunidade!

Confira:

“Os idosos são o próximo grande mercado para empresas de tecnologia chinesas

Por 

Os criadores de aplicativos estão tentando cativar a vovó

Logo após a hora do jantar, o Parque Xiangyang, no centro de Xangai, transforma-se num salão de festas. Pessoas idosas dançam sob os plátanos ao som de antigas canções pop que saem dos alto-falantes. Uma imagem de nostalgia geriátrica – até você encontrar a Sra. Shi e o Sr. Zhou, um casal na faixa dos 70 anos cujo entusiasmo pela valsa só não é maior do que pelos seus smartphones. Zhou lê romances online. Shi assisti seu grupo dançando nos parques, através do Huoshan, um aplicativo de vídeos curtos preferido dos adolescentes. Ambos adoram o WeChat, um aplicativo de mensagens. “Eu posso ficar sem comida, mas não fico sem meu smartphone”, confessa a Sra. Shi.

Ela e o marido ainda não são pessoas comuns quando o assunto é tecnologia. Menos de um em cada três chineses, com mais de 50 anos, tinham um smartphone em 2016, metade da participação dos EUA. Uma pesquisa da Academia Chinesa de Ciências Sociais e da Tencent, dona do WeChat, descobriu que apenas 17%, frequentemente, compravam pelos smartphones; perto da metade nunca havia feito isso.

As empresas de tecnologia querem atrair mais as senhoras Shis e os senhores Zhous para o online – e captar uma grande fatia do que os idosos chineses devem gastar em bens de consumo até 2020. Para empresas de tecnologia, a desconexão dos 250 milhões de chineses idosos, ou 18% da população, é uma oportunidade. Em 2017, a jd.com, uma grande empresa de comércio eletrônico, descobriu que os idosos gastavam 2,3 vezes mais do que o usuário médio.

Tangdou Guangchang Wu (Jelly Bean Square Dance), que começou a postar vídeos de dança (com filtros digitais para eliminação de rugas), aspira ser um balcão de anúncios único para os idosos. São mais de 200 milhões de downloads desde o seu lançamento em 2015.

Os chineses 60+ usam quatro quintos de sua franquia de internet no WeChat, contra 7% dos com idade entre 18 e 35 anos. Em 2017, a Tencent fez um vídeo com idosos batendo papo sobre sua confusão em relação à tecnologia para incentivar os jovens a ajudarem seus pais com o WeChat Helper, um assistente de aplicativos. Pessoas com mais de 55 anos são agora a faixa etária de crescimento mais rápido do WeChat.

No ano passado, o Taobao introduziu uma opção “pague por mim” para clientes idosos usarem com o login de membros da família. O site transmite diariamente mais de 1.000 programas de streaming ao vivo direcionados a eles. O Ele.me, um serviço de entrega de alimentos está testando entregas de refeições e remédios para idosos, e serviços com hora marcada para coisas como troca de lâmpadas por exemplo.

Os analistas consideram que as estratégias dos serviços acima estão corretas, pois até 2050 a parcela de pessoas acima de 60 anos será o dobro da de hoje e atingirá um terço da população total. Algo nunca visto em termos de capacidade de consumo.

O artigo foi originalmente publicado na The Economist em https://www.economist.com/business/2019/08/10/the-elderly-are-the-next-big-growth-market-for-chinese-tech-firms

Fonte: https://www.maturijobs.com/tendencias-e-futuro/os-idosos-sao-o-proximo-grande-mercado-para-empresas-de-tecnologia-chinesas/

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Instigante reflexão trazida por Pierre Lévy: ‘A web de ontem, a web de amanhã’!!!

Em importante artigo que reproduzo abaixo, publicado no blog FRONTEIRAS DO PENSAMENTO, o francês Pierre Lévy, filósofo, sociólogo e pesquisador em ciência da informação, traz abordagem significativa e oportuna a respeito do mundo da Internet, com reflexões sobre o que ainda está por vir em favor do conhecimento articulado e da integração cognitiva entre as pessoas/comunidades.

O filósofo argumenta que, a despeito da grande revolução – e democratização – ocorridas com o advento da Internet, que pode ser tida como uma verdadeira transformação cultural, há muito espaço para a expansão da inteligência e memórias coletivas, numa tarefa a ser construída, em virtude de uma realidade que, nesse particular, ainda seria incipiente. Para tanto, preconiza a necessidade de que se desenvolva uma espécie de interconexão semântica, que é mais do que a atual conexão material, “no sentido de um aumento da inteligência coletiva…”

Vale muito a leitura, a seguir:

“A web de ontem, a web de amanhã

Pierre Lévy é um dos principais pesquisadores sobre culturas tecnológicas. Um filósofo do ciberespaço, Lévy propõe que a web caminhe rumo a uma inteligência coletiva reflexiva, um ambiente para o desenvolvimento cognitivo coletivo e para o conhecimento aberto.

Segundo o intelectual francês, a web está apenas no início e o futuro reserva uma nova ideia de inteligência coletiva. Não se tratará mais do compartilhamento de dados, mas sim de significados.

“Seria preciso realizar uma espécie de interconexão semântica, além da interconexão material que existe entre páginas e computadores. Se conseguirmos fazer isso, as consequências positivas serão muito importantes no sentido de um aumento da inteligência coletiva global, aumento não só do raciocínio lógico, mas também do processo de interpretação, dos processos hermenêuticos, de tudo que nos permite dar sentido à informação ou ao dado bruto.”

Quem nos fala mais sobre a evolução da web é o próprio filósofo. Confira abaixo.

A noção de democratização é sempre importante na história dos instrumentos simbólicos. A escrita, no começo, era o privilégio dos escribas; depois, numa evolução gradativa, todo o mundo aprendeu a ler e a escrever.

No início, os computadores só podiam ser manipulados por especialistas, em pequeno número, porque era muito difícil fazer computadores funcionarem. Depois, a evolução técnica, a evolução da programação, levou à essência do computador pessoal, isto é, um computador que se pode utilizar sem ser especialista e cujo preço é relativamente acessível.

Então, por um lado, a informática pessoal se difunde e, por outro, uma rede de computadores começa a se constituir. A grande invenção, a grande ideia da Internet é simplesmente dar a cada computador da rede um endereço, de modo que todos os computadores possam se comunicar entre si. No fundo, a Internet é um sistema de endereçamento dos computadores interconectados.

A partir dos anos 1980, fala-se de convergência e de digitalização das mídias. Começa-se a produzir material sonoro digitalizado, material visual digitalizado, material textual digitalizado. E disseram: “Mas se tudo afinal pode ser codificado com zero e um e se é possível transformar, criar, intercambiar as imagens, os sons, os textos e tudo o que se quiser com computadores, então vai haver uma espécie de convergência de todas as mídias nesse novo meio de comunicação digital.”

Era um pequeno número de pessoas que pensava assim nos anos 1980. Mas isso começou a ficar evidente por volta da metade dos anos 1990 com o aparecimento da World Wide Web.

E o que é a World Wide Web? Bem, é um sistema de endereçamento. Mas, em vez de ser um sistema de endereçamento dos computadores, como na Internet, é um sistema de endereçamento de páginas.

Assim, cada página na Web terá um endereço particular. E, como cada página tem um endereço, pode-se fazer a ligação de uma página a uma outra. São os famosos hiperlinks. É assim que a Web constitui um imenso hipertexto ou hiperdocumento que reúne todos os documentos que se encontram dentro.

Será que a coisa se detém aí? Acredito que não. Acredito que estamos só no começo da construção do ciberespaço e que, provavelmente, haverá outras evoluções. A Internet é o início das comunidades virtuais, o início da convergência das mídias, a apropriação pessoal do poder da informática.

A Web, porém, trata-se de uma imensa transformação cultural, porque é a primeira vez que se tem uma esfera pública mundial.

Antes, a esfera pública era essencialmente nacional, ela se baseava na imprensa, no rádio, na televisão e, hoje, a comunicação se dá diretamente de forma mundial.

Ela é multimídia e, além disso, em vez de ser controlada principalmente pelos que possuem grandes empresas de comunicação, é apropriada e distribuída de forma cada vez mais democrática por todo o mundo.

Todo o mundo pode ter seu site, seu blog. Todo o mundo pode contribuir, digamos, para a acumulação do conhecimento, por exemplo, que se faz nas grandes enciclopédias como a Wikipédia.

Portanto, é algo muito, muito aberto, no qual a distinção entre proprietários de mídias, produtores, autores, consumidores, autores e leitores, está em via de se apagar progressivamente.

Assim, essa nova esfera pública é não apenas mundial, ela possui igualmente características muito particulares nas quais cada ator vai interagir com os outros. Desta forma, já há uma grande revolução na comunicação. Mas, em minha opinião, ainda é só o começo.

A direção em que trabalho é uma direção na qual uma nova camada virá se acrescentar a todas as camadas precedentes. Camadas que seriam baseadas no endereçamento não mais de páginas, mas no endereçamento de conceitos, no endereçamento das ideias.

O que tenho em mente é um espaço infinito, absolutamente aberto, que contenha todas as ideias, todos os conceitos possíveis e imagináveis.

Mas, embora esse espaço seja infinito, mesmo assim podemos coordená-lo de uma maneira precisa. É um pouco como o espaço físico. O espaço físico é infinito, mas um ponto nesse espaço pode ter coordenadas bem definidas num plano matemático.

No mundo das ciências da informação, geralmente se distinguem os chamados dados e os metadados. Os dados são os documentos mesmos; por exemplo, numa biblioteca, um livro. E os metadados sobre esse livro é o que está escrito na pequena ficha que há nos fichários das bibliotecas.

É a informação sobre o dado. E é esse metadado que permite classificar os dados e fazer pesquisas nos dados, reencontrá-los mais facilmente. Então, esses endereços de conceitos fariam parte de um sistema de metadados.

Assim, o que imagino é um sistema universal de endereçamento de conceitos que poderiam servir de camadas de metadados sobre todos os dados existentes na Web, e que nos permitiriam explorar muito mais aquilo que hoje a memória universal está esboçando no horizonte dessa civilização do saber.

Embora todos os dados estejam reunidos no mesmo lugar, embora todos estejam interconectados tecnicamente, eles permanecem separados no plano semântico.

Por quê? Porque falamos línguas diferentes no planeta. E não apenas falamos línguas diferentes, mas, quando trabalhamos num domínio de conhecimentos particular, temos disciplinas. E cada disciplina tem seus próprios conceitos, sua própria maneira de organizar as coisas.

Temos sistemas de documentos diferentes, temos sistemas de organização de conhecimentos ligados a disciplinas diferentes e, em geral, incompatíveis.

A inteligência coletiva, a exploração da memória coletiva em via de se construir, ainda está muito abaixo do que poderia ser. Seria preciso realizar uma espécie de interconexão semântica, além da interconexão material que existe entre páginas e computadores.

Se conseguirmos fazer isso, as consequências positivas serão muito importantes no sentido de um aumento da inteligência coletiva global, aumento não só do raciocínio lógico, mas também do processo de interpretação, dos processos hermenêuticos, de tudo que nos permite dar sentido à informação ou ao dado bruto.

Importantes, é claro, no sentido de um aumento das interpretações possíveis, não no sentido de um fechamento das interpretações possíveis. Trata-se de aumentar a capacidade da interpretação, não de reduzi-la.

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