Frank Sinatra – That’s Life (vídeo legendado) – Genial!!!

Como inspiração musical para este sábado, volto com mais um vídeo do inesquecível cantor e ator Frank Sinatra (1915-1998), do qual sempre fui fã, especialmente pela beleza da sua voz e pelo bom gosto na escolha do repertório. Neste registro de hoje, que recebi de um amigo e colaborador, Sinatra interpreta a canção That’s Life, da década de 1960, composta por Dean Kay e Kelly L. Gordon.

Afora todas as qualidades do lendário artista, nessa performance chamou minha atenção a maneira descontraída e, em particular, os recursos de expressão corporal (facial, gestual…) por ele utilizados, passando uma força comunicativa absolutamente impressionante!

Confira e curta este momento incrível, cujo vídeo foi legendado – e publicado no YouTube – por Rafael Brito:

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Sobre vulnerabilidades, medos e ousadia de viver: belas sacadas de Brené Brown!!!

Recebi de grupo de colegas que atua com desenvolvimento humano, alguns dias atrás, a fortíssima indicação do livro A CORAGEM DE SER IMPERFEITO, escrito por Brené Brown, professora e escritora norte-americana, lançado no Brasil pela editora Sextante, falando sobre um viver com ousadia, que aceite – e busque superar – as próprias vulnerabilidades, o que pode levar a pessoa para uma vida plena.

Imagem relacionada Imagem: lelivros.love

 

Trata-se de publicação que explora a desafiadora área do autoconhecimento, ao trazer algumas conclusões e revelações de grande valia para qualquer indivíduo, com claro poder inspirador. Sem dúvida, viver é navegar num mar de incertezas. Por conta dessa dinâmica, ter coragem, vontade e buscar superação para as próprias fragilidades é a determinante para uma vida de plenitude.

Muito bem estruturado, o texto mexe com os leitores, e por isso mesmo tem merecido comentários bastante elogiosos. Selecionei alguns exemplos:

“Com base em sua experiência pessoal e em pesquisas aprofundadas, a inspirada Brené Brown investiga os paradoxos da seguinte equação: nos tornamos fortes ao aceitar a nossa vulnerabilidade, e somos mais ousados quando admitimos nossos medos. Não consigo parar de pensar neste livro.” — Gretchen Rubin, autora de Projeto Felicidade.
“A coragem de ser imperfeito é um livro importante – um alerta oportuno sobre o perigo de perseguir a certeza e o controle acima de qualquer coisa. Brené Brown nos oferece um guia valioso para a maior recompensa que a vulnerabilidade pode trazer: uma coragem maior.” — Daniel H. Pink, autor de Motivação 3.0.
“Em uma época de pressão constante para a conformidade e o ngimento, A coragem de ser imperfeito oferece uma alternativa convincente: transformar sua vida sendo quem você realmente é. Tenha a coragem de ficar vulnerável! Ouse ler este livro!” — Chris Guillebeau, autor de A arte da não conformidade.
“Um livro maravilhoso. Urgente, indispensável e fácil de ler. Não consegui colocá-lo de lado, e ele continua a repercutir em minha vida.” — Seth Godin, autor de O melhor do mundo.

Dando o tom do que viria nos capítulos seguintes a respeito de ousadia e vida plena, a autora, logo no Prólogo, transcreve trecho de discurso do ex-Presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt, proferido em 23 de abril de 1910: 

“Não é o crítico que importa; nem aquele que aponta onde foi que o homem tropeçou ou como o autor das façanhas poderia ter feito melhor. O crédito pertence ao homem que está por inteiro na arena da vida, cujo rosto está manchado de poeira, suor e sangue; que luta bravamente; que erra, que decepciona, porque não há esforço sem erros e decepções; mas que, na verdade, se empenha em seus feitos; que conhece o entusiasmo, as grandes paixões; que se entrega a uma causa digna; que, na melhor das hipóteses, conhece no final o triunfo da grande conquista e que, na pior, se fracassar, ao menos fracassa ousando grandemente.”

De fato, temos aí uma obra de conteúdo valoroso e com mensagem motivadora. Faz bem! 

Para reforçar o brilhantismo da autora, indico também sua prestigiada palestra TED Talk, ‘O poder de vulnerabilidade’, a respeito de estudos por conduzidos sobre as conexões humanas. Uma palestra, igualmente, muito bem avaliada. Se puder dedicar um tempinho, vale a pena ver (o vídeo está no YouTube, publicado por Percy Reflexão, a seguir).

Por tudo isso, o livro e o vídeo de Brené Brown podem lhe trazer grandes sacadas, estímulos e real ajuda!!!

 

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‘O que as empresas ganham ao incentivar os funcionários a demonstrarem suas emoções’

O foco hoje é para as emoções nos ambientes de trabalho, como evidência de mudanças reais, já em curso, na forma como as pessoas passam a ser lideradas e cuidadas, com visão que se torna mais individual e humanizada, diferentemente do que se praticava sob antigos paradigmas. Isso é resultado de práticas que ganham espaço em diversas organizações, decorrente de novas percepções e comportamentos das lideranças. Assim, o jeito de liderar vai se adaptando para uma realidade de crescente valorização do fator gente, ainda bem, afastando definitivamente o antigo estilo do “comando e controle”.

Com isso, chefes que pensam (e dizem): “eu não quero saber dos sentimentos/emoções dos funcionários”; “os problemas pessoais têm que ser deixados na porta de entrada”; “aqui é trabalhar, sem muita conversa, pois é para isso que a empresa paga o salário” etc.etc. vêm perdendo a vez, mais e mais. Os talentos de hoje exigem ser ouvidos, valorizados, enxergar perspectivas de desenvolvimento e, sobretudo, desejam acreditar em um projeto (uma causa) para que vistam a camisa e se sintam parte de um desafio maior.

Em tal contexto, sentimentos e emoções passam a ser gradualmente levados em consideração nos ambientes de trabalho. Como uma coisa puxa a outra, a busca por bem-estar nunca esteve tão valorizada como agora se percebe.

Mais ainda, com seguidos avanços na compreensão do funcionamento das organizações do trabalho, a partir de estudos realizados, por exemplo, nos campos da inteligência emocional e da denominada psicologia positiva, sabemos que os fatores engajamento e motivação das pessoas – tirar o maior potencial (“estado de fluxo”) dos colaboradores e, consequentemente, aumentar a produtividade, a performance dos negócios e a sensação de bem-estar – passam por atitudes dos líderes de dar poder, autonomia, confiança, atenção (saber ouvir e se importar), além de capacitar/desenvolver, tudo isso, claro, tendo por contraparte a necessária responsabilização de cada um dos liderados. Novamente, diria que atentar para as emoções está como pano de fundo desse novo ambiente que aflora cada vez mais nas organizações modernas! 

Para ilustrar, como singela amostra dessa nova realidade, veja o atualíssimo artigo abaixo reproduzido, publicado no portal eletrônico da ÉPOCA NEGÓCIOS, dia 9 de maio passado, mostrando o que as novas lideranças estão fazendo com relação às emoções dos seus liderados. O fato é que os líderes dos dias atuais precisam estar permanentemente antenados, dando ouvidos para a realidade vivida pelos seus liderados, para a retenção dos talentos, para o bem das pessoas, do clima organizacional e, mais do que tudo, para a performance da organização.

Portanto, e notadamente para quem exerce, ou pretende exercer, algum tipo de liderança, vale atentar e refletir sobre isso!

Confira:

“O que as empresas ganham ao incentivar os funcionários a demonstrarem suas emoções

Ser autêntico já se tornou a bandeira de algumas companhias

Giulia Silveira e Sergio Furio, da Creditas, lideram um programa na empresa de incentivo à autenticidade dos funcionários (Foto: Anna Carolina Negri)Giulia Silveira e Sergio Furio, da Creditas, lideram um programa de incentivo à autenticidade dos funcionários (Foto: Anna Carolina Negri)

É sagrado. Semanalmente; no mínimo, de 15 em 15 dias, os gestores da fintech Creditas se reúnem com cada um de seus colaboradores. Um a um. Os encontros duram 30, 40 minutos e ninguém está interessado em meta a ser batida, Ebitda ou otimização da performance profissional. Nada disso. O assunto? Vida pessoal. Sim, o líder é todo ouvidos para as alegrias e tristezas, expectativas e frustrações de seus subordinados além escritório. Instituído em 2016, sob o comando de Giulia Silveira, coordenadora de cultura e desenvolvimento, o programa batizado de one a one serve de paradigma para uma revolução na liderança corporativa. As emoções são (muito) bem-vindas ao mundo do trabalho. Agora pode… Pode chorar, rir, esbravejar… E, acredite, os negócios têm muito a ganhar quando seus funcionários estão livres para ser quem são.

Uma das startups mais badaladas do mercado financeiro no Brasil, a Creditas trabalha o pilar da autenticidade desde sua fundação, em 2012. A orientação é do espanhol Sergio Furio, um ex-consultor de grandes corporações na Europa e nos Estados Unidos e que viu na falta de concorrência do sistema bancário brasileiro a oportunidade de empreender.  Tem funcionado. Na área de recursos humanos, é a segunda startup mais bem avaliada pelos empregados na plataforma Love Mondays. Quase todos eles (exatos 96%) classificam a empresa como um bom lugar para trabalhar. Neste quesito, aliás, há um dado interessante. Das cerca de 300 vagas abertas nos últimos meses, cerca de metade foi preenchida por pessoas indicadas pelos próprios colaboradores da fintech. Só faz isso quem está genuinamente comprometido com o trabalho.

Aumentar o engajamento dos funcionários é um dos grandes desafios das empresas nos dias de hoje. Segundo o relatório do Instituto Gallup de 2017, o mais recente sobre o assunto, apenas e tão somente 15% dos empregados em 155 países dizem estar de fato vinculados à organização onde trabalham. E são essas pessoas que, entusiasmadas com o dia a dia no escritório, “se sentem ‘donas’ do negócio, impulsionam a inovação e levam a organização adiante”, resumem os pesquisadores do Gallup, na conclusão do trabalho. Outro levantamento do mesmo instituto, intitulado “Como o envolvimento dos funcionários impulsiona o crescimento”, com 49 indústrias em 34 países, traz um dado revelador: profissionais motivados rendem 25% mais do que seus pares sem estímulo para o trabalho. Se há entusiasmo e motivação, há emoção.

Alguém que não vibre com uma conquista profissional ou que dê de ombros para um feedback negativo, convenhamos, não dá muita bola para o trabalho — o que, definitivamente, é um atraso para os negócios, em todos os aspectos. A canadense Liane Davey, especializada em psicologia organizacional, é um dos principais nomes no estudo do impacto das emoções no trabalho. Escritora e cofundadora da consultoria 3cCOze, no artigo “Lidando com explosões emocionais em sua equipe”, Liane derruba velhos mitos. São eles:

Trabalho não é lugar para demonstrar emoções
Se você trabalha com seres humanos, tem de lidar com emoções. Ignorá-las, sufocá-las ou invalidá-las apenas jogará para debaixo do tapete questões que devem ser reveladas e debatidas. Essa noção ultrapassada, escreve Liane, é uma das principais razões pelas quais as pessoas assumem um comportamento passivo-agressivo. Não tem jeito. As emoções encontrarão um jeito de vir à tona.

É desperdício de tempo conversar sobre os sentimentos dos funcionários
E você tem tempo para lidar com subterfúgios? Para voltar a uma mesma questão várias vezes? E para decisões baseadas em erros? Evitar os problemas emocionais da equipe, alerta a psicóloga, só retarda sua manifestação. É preciso dar vazão às emoções. Quando as pessoas não se sentem ouvidas, elas costumam guardar seus sentimentos até o momento em que, frustradas e exauridas emocionalmente, explodem.

As emoções distorcem as tomadas de decisão
Não há decisão sem emoção envolvida. É mais prudente permitir que ela se manifeste de modo a compreendê-la e dominá-la do que mantê-la escondida. Mais cedo ou mais tarde, em algum momento essa emoção virá à tona. Quanto antes lidar com ela, melhor.

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2019/05/o-que-empresas-ganham-ao-incentivar-os-funcionarios-demonstrarem-suas-emocoes.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=post

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Dalai Lama: sobre a paz interior e a felicidade!

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Uma breve reflexão para hoje, a respeito de bem-estar, serenidade, e paz interior, no sábio pressuposto, a meu ver absolutamente lógico, de que a nossa felicidade verdadeira tem a ver com a nossa intenção – e contribuição – para a felicidade dos outros.

Assim, transcrevo esta maravilha de pensamento do Dalai Lama, recebido ontem de um amigo, registrado no livro “O Caminho da Tranquilidade”, conforme apurei em pesquisa ao site Recanto das Letras. Veja que sabedoria:

“Descobri que o mais alto grau de paz interior decorre da prática do amor e da compaixão. Quanto mais nos importamos com a felicidade de nossos semelhantes, maior o nosso próprio bem-estar. Ao cultivarmos um sentimento profundo e carinhoso pelos outros, passamos automaticamente para um estado de serenidade. Esta é a principal fonte da felicidade”.

Que mensagens assim nos inspirem cada vez mais!!!

Fonte: https://www.recantodasletras.com.br/cronicas/5100037 

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‘Projetos para depois da aposentadoria’ – Confira estas dicas!

Volto a falar sobre a importância de preparar o seu futuro, de cuidar do seu projeto de vida, ou seja, de planejar a jornada e entrar em ação já, para que a maturidade e a aposentadoria sejam realizadoras e a pessoa aproveite, com plenitude, estes tempos de vida mais longa, que segue aumentando por todos as partes do planeta.

E considerando que devemos ter sempre em mente o grande princípio da ‘causa e efeito’, de que vamos colher conforme o plantio que realizarmos, são muitas variáveis que precisam ser trabalhadas nessa preparação para o futuro. 

A esse propósito, selecionei para hoje interessante matéria com minha amiga Elena Martinis, escritora, coach e palestrante, profissional que tem se destacado pelas suas orientações na área do empreendorismo, que foi publicada ontem no blog LONGEVIDADE: MODO DE USAR, do portal G1.Globo.

Na referida publicação, Elena traz boas reflexões e oferece dicas que podem ser de grande utilidade para o seu projeto de vida, com ênfase para o pós-carreira e as diversas possibilidades de novos caminhos a trilhar.

Vale a pena a leitura. Confira a seguir:

Por Mariza Tavares — Rio de Janeiro

Elena Martinis cresceu vendo o pai tocar sua pequena empresa de representação comercial dentro de casa – inclusive o acompanhava nas visitas. “Desde cedo, aprendi que cada passo pode significar a sobrevivência ou não de um negócio”, conta. Acabou se formando e fazendo mestrado em paleontologia, mas o empreendedorismo estava em suas veias, tanto que migrou para o mundo do coach e das palestras, e dali não saiu mais. Autora de “Mulher de negócios – faça sua empresa acontecer”, coautora de “Ensino de empreendedorismo no Brasil” e com um terceiro livro pronto, que vai se chamar “Receitas de empreendedorismo”, hoje ela atua na área de pós-carreira, ou seja, orientando as pessoas a buscar novos caminhos profissionais.

“Quando falamos da fase pós-aposentadoria, temos dois grupos bem distintos: um mais protegido e o outro, não”, explica. “O primeiro normalmente tem mais anos de estudo e conseguiu acumular uma reserva financeira. O segundo é o dos desprovidos, que perderam o emprego e não conseguiram se recolocar. Há grandes diferenças entre eles, mas, em comum, há o fato de que todos estão fora do mercado de trabalho, despojados do sobrenome corporativo. Mesmo quem entrou num PDV (programa de demissão voluntária)”, acrescenta.

A escritora e coach Elena Martinis — Foto: Mariza Tavares
A escritora e coach Elena Martinis — Foto: Mariza Tavares

Ela lamenta que as empresas descartem essa mão de obra experiente: “perdem em diversidade, é um desperdício de talentos”. Mas sua maior preocupação é com os indivíduos que são destituídos não só da identidade social, mas também de um senso de propósito: “é um baque e muitos entram em depressão. As pessoas ficam sem chão, sem dinheiro, sentem-se sem valor”, afirma.

É aí que entra em ação com o “Projeto futuro”, cujo objetivo é traçar caminhos. “Trata-se de uma construção pessoal, que nem sempre significa abraçar algo novo, mas, muitas vezes, resgatar interesses antigos, habilidades que não foram desenvolvidas”, diz. Elena estimula que todos criem uma espécie de ritual de despedida da etapa anterior: “é importante rever a trajetória, agradecer pelo que foi alcançado”.

Na reflexão que propõe, Elena sugere que as pessoas pensem em cinco frentes que podem funcionar como um ponto de partida: “em primeiro lugar, o hobby pode se tornar uma fonte para complementar a renda. Pode ser marcenaria ou montagem de festas infantis, conheci um rapaz que recuperou a receita de um bolinho que a avó fazia”. Para os que se dedicam a ajudar os filhos na criação dos netos, a coach lembra que o cuidado é um campo de atuação que pode se transformar numa atividade, como cuidar de idosos, ou de animais de estimação. Há ainda quem queira voltar a estudar ou ser voluntário. Para os que pensam em abrir uma empresa, cita o Sebrae, que tem uma área voltada para o empreendedorismo sênior, e enfatiza que a experiência adquirida em décadas de trabalho representa uma ferramenta valiosa: “o que uma pessoa aprendeu, por exemplo, sobre gestão, logística ou distribuição em seu antigo emprego vai ajudar na formatação do próprio negócio”.

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2019/06/23/projetos-para-depois-da-aposentadoria.ghtml

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Inspiração musical: Demis Roussos e coral cantam Asa Branca (“White Wings”)

Aproveitando ainda o embalo dos ritmos nordestinos, por conta dos festejos juninos em curso, trago neste sábado um vídeo muito especial. Em apresentação memorável, o cantor grego Demis Roussos, falecido em 25 de janeiro de 2015, interpreta Asa Branca, uma das mais conhecidas e emblemáticas composições musicais brasileiras, imortalizada por Luiz Gonzaga, que escreveu a canção em parceria com Humberto Teixeira.

Trata-se de uma versão/adaptação da obra original, naturalmente com letra, estilo e até ritmo diferentes, com o título White Wings, porém com resultado que me agradou bastante. Aliás, a versão e performance agradaram também ao público que estava no show, em Curitiba, em 2005, conforme registrado no vídeo!

Observe ainda que, ao final da apresentação, a canção passa a ser cantada na letra original, em português. Uma belíssima homenagem feita pelo saudoso artista!!!

Resultado de imagem para demis roussos asa brancaImagem: Mercado Livre

Clique no link para ver o vídeo (VEVO), a seguir: 

http://vevo.ly/Mf3veD

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Confira estas reflexões sobre a jornada do autodesenvolvimento – Vídeo Epifania Experiência!

Não há jornada pra valer sem dor. Falo de um viver em evolução, de plenitude, que leve a êxitos consistentes, conforme tantas vezes referido em postagens diversas aqui no blog.

Avançar, mudar, aprender e fazer coisas novas, chegar a novos e melhores resultados, alcançar objetivos superiores, compõem uma jornada que requer determinação, foco, coragem, suor, sacrifícios, correções de rota. Essa é a toada inexorável do desenvolvimento constante, em termos pessoais e profissionais. E é somente assim, remando firmes, sempre almejando estar na melhor versão de nós mesmos, que a caminhada vale a pena e conseguimos realizações e sucesso verdadeiros!

Dito isso, confira o conteúdo deste vídeo ilustrado (mais um vídeo) do canal Epifania Experiência, chamado “O LADO NEGRO DO AUTODESENVOLVIMENTO | A Sombra de Carl Jung”, publicado pouco tempo atrás no YouTube. A produção reflete sobre a jornada do autoconhecimento e do autodesenvolvimento, destacando alguns aspectos importantes que podem passar despercebidos para muitos. Por exemplo, aponta que é pelo autoconhecimento que as nossas sombras precisam ser identificadas e, a partir daí, enfrentadas/superadas. Afinal, quem não as tem? 

Apesar de o título do vídeo suscitar alguma dúvida, você verá que, ao final, o conjunto da mensagem incentiva o espectador para o caminho indispensável do olhar para sim mesmo (autoconhecimento) e, naturalmente, para seguir na trilha da evolução (autodesenvolvimento).

Sem dúvida, uma reflexão um pouco mais profunda sobre o tema, porém necessária. Vale a pena assistir (duração de apenas 6:01):

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“O que uma escola para os novos velhos tem para ensinar” – Confira esta notícia!

Na esteira do fenômeno da longevidade, por conta do continuado aumento da população idosa pelo mundo, seguramente há demanda para muitas iniciativas públicas e privadas que atendam à nova visão e necessidades dessa significativa camada da população, que, segundo os relatos, as notícias e as nossas próprias constatações, quer ser ativa cada vez mais, conhecer, aprender, experimentar coisas novas e, em suma, se dar bem e ser feliz no tempo da maturidade.

E isso é muito lógico. Na medida em que as pessoas da terceira idade (e, logo, logo, da quarta idade, pós-80), têm consciência de que viverão por muito mais tempo, é natural que busquem ocupar espaço, seja com o ócio e o lazer, seja produzindo, desempenhando outras atividades, usando a imaginação, se reinventando, de maneira que o tempo disponível esteja preenchido com o que gostam e sentem significado. Isso é qualidade de vida!

Um exemplo dessas soluções que já se tornam realidade, e que serão cada vez mais comuns, vem com esta notícia publicada no blog LONGEVIDADE: MODO DE USAR, dois dias atrás, a respeito da Modern Elder Academy, uma recente academia (escola?), de alto padrão, criada pelo empreendedor, escritor e palestrante Chip Conley, para atender pessoas a partir da meia-idade, com o propósito de que se preparem e busquem ressignificação para os novos tempos que estão por vir, da maturidade e da aposentadoria.

Vejo com muito bons olhos, e satisfação, o surgimento de um empreendimento (serviço) como esse, sobretudo porque traz alento, inclusive mostrando perspectivas para a população grisalha e, mais do que tudo, por contribuir para quebrar crenças equivocadas, estigmas sociais e preconceitos ainda existentes com relação ao público do pós-60.

Confira a seguir: 

“O que uma escola para os novos velhos tem para ensinar

O empresário Chip Conley criou uma academia para ressignificar o envelhecimento

Por Mariza Tavares — Rio de Janeiro

Chip Conley pode ser considerado um cara que nasceu virado para a lua. Aos 26 anos, assumiu um acanhado motel que se tornou a segunda maior rede de hotéis boutique (Joie de Vivre Hospitality) dos Estados Unidos. Vendeu o negócio, mas continuou à frente dele como CEO durante 24 anos. Ao entrar na casa dos 50, foi convidado pelos criadores do Airbnb para ajudar a startup a ser uma referência em hospedagem. Esse foi o momento em que descobriu que os jovens empreendedores falavam uma outra linguagem, muitas vezes incompreensível para ele, que não utilizava aplicativos, nem dominava programação.

Chip Conley, autor do best-seller “Wisdom@Work: the making of a modern elder” — Foto: Divulgação

Chip Conley, autor do best-seller “Wisdom@Work: the making of a modern elder” — Foto: Divulgação

No entanto, se seus novos parceiros tinham uma visão digital do mundo que ele não dominava, Chip podia oferecer algo tão valioso quanto: sua experiência. Essa vivência o levou, aos 52 anos, a escrever o best-seller “Wisdom@Work: the making of a modern elder” (“Sabedoria no trabalho: a criação de um novo ancião”). Não se assustem com o peso da palavra ancião que, para o autor, traduz a relevância da bagagem que trazemos e do legado que ela representa. Na obra, mostra a importância do convívio entre gerações e de como essa troca beneficia os negócios. Também alerta para o preconceito contra os mais velhos e lembra que, em qualquer idade, podemos e devemos ser professores e estudantes, mentores e aprendizes.

O passo seguinte foi criar a Modern Elder Academy, que, em tradução livre, podemos chamar de Academia dos Anciãos Modernos, ou dos Novos Velhos. O empreendimento é um espaço dedicado à transição que acompanha a meia-idade. Por sinal, a duração desse período de busca e reflexão é bem elástico: os alunos da “escola” têm, em sua maioria, entre 45 e 65 anos. Os workshops duram em média uma semana e o programa inclui de ioga e meditação a exercícios para desenvolver resiliência.

Ressignificar. Essa é uma palavra que rege as atividades da academia. Não se trata de focar em aprender coisas novas, e sim de aproveitar a sabedoria e a inteligência emocional acumuladas, transformando-as em ferramentas para as próximas etapas da jornada. Usando o livro como pano de fundo, os cursos estimulam os alunos a repensar o modelo que vem regendo suas vidas – estudar, trabalhar e depois sair de cena com a aposentadoria – para enxergar oportunidades, objetivos e propósitos. Em palestras, Chip, atualmente com 58 anos, costuma definir essa geração como “wisdom keeper and seeker”, ou seja, aqueles que possuem, mas também buscam o conhecimento.

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2019/06/16/o-que-uma-escola-para-os-novos-velhos-tem-para-ensinar.ghtml

Adicionalmente, para quem quiser saber um pouco mais sobre esse iniciativa, a Modern Elder Academy, confira o site: https://www.modernelderacademy.com/. Com o intuito de matar um pouco da curiosidade sobre esse serviço (negócio), transcrevo cópia do trecho “O que nós oferecemos”, retirado do site, que você confere em inglês e em versão traduzida para o português: 

What we offer
The Modern Elder Academy (MEA) is the world’s first midlife wisdom school providing 5- and 7-day all-inclusive workshops at our awe-inspiring beachfront campus in the heart of Baja California Sur, Mexico. Our unique curriculum includes classroom learning as well as bread baking and breaking, impromptu dance parties, cultural experiences, morning meditations, and surreal sunsets. The experience supports our attendees (“compadres,” whose average age is 52) as they navigate this midlife journey and reframe a lifetime of experience. They receive a Certificate in Mindset Management, and emerge feeling more relevant, resilient, adaptable, and empowered to create what’s next.
O que nós oferecemos
A Modern Elder Academy (MEA) é a primeira escola de sabedoria de meia-idade do mundo que oferece oficinas de 5 e 7 dias com tudo incluído no nosso imponente campus à beira-mar, no coração de Baja California Sur, no México. Nosso currículo exclusivo inclui aprendizado em sala de aula, bem como panificação e quebra de pão, festas de dança improvisadas, experiências culturais, meditações matutinas e pores do sol surreais. A experiência apóia nossos participantes (“compadres”, cuja idade média é de 52 anos) enquanto navegam nessa jornada de meia-idade e reformulam uma experiência de vida. Eles recebem um certificado em gerenciamento de mentalidade e surgem se sentindo mais relevantes, resilientes, adaptáveis ​​e capacitados para criar o que virá em seguida.
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‘Por que tantas pessoas se distanciam de suas famílias?’

União familiar, boa convivência e entrosamento entre os seus membros são, desde sempre, reconhecidos como fatores positivos para o indivíduo e para a instituição chamada de família, pelo que significa de apoio (ao menos emocional), de bem-estar e mesmo de felicidade individual/coletiva. Acontece que existe considerável número de desagregação familiar, que culmina com o afastamento de um ou de alguns dos seus integrantes. 

Por conta disso, selecionei para hoje importante artigo, publicado no portal eletrônico da BBC NEWS Brasil, tratando de ‘distanciamento familiar’. Além de abordar diversos fatores que contribuem para os afastamentos dentro das famílias, em diferentes partes do planeta, a matéria traz também algumas dicas de estratégias e atitudes que podem estimular – e facilitar – um processo de reaproximação (reconciliação). 

Quem nunca passou por isso, ou vivencia nos dias atuais uma situação como essa?

Independentemente de causas e circunstâncias, pode-se afirmar que o afastamento familiar é uma experiência dolorosa!

Um indicativo positivo a propósito do tema, na minha percepção, é que o número de pesquisas sobre isso vem crescendo nos últimos anos, conforme mencionado no texto.

Portanto, além de despertar para esse preocupante problema social, a publicação pode trazer bons esclarecimentos e subsídios para você.

Confira a seguir:

“Por que tantas pessoas se distanciam de suas famílias?

Foto de família antiga com parte recortadaDireito de imagem BBC/GETTY
É provável que a prevalência do distanciamento familiar aumente nos próximos anos à medida que famílias se tornam menores

Costumamos dizer que a comida aproxima as pessoas mas também pode dividir famílias.

A autora de livros de receitas Nandita Godbole viveu isso na pele. Sua abastada família indiana, que costumava contratar cozinheiros para trabalhar em suas casas, desaprovou a profissão que ela escolheu.

Quando seu livro mais recente, Ten Thousand Tongues: Secrets of a Layered Kitchen (Dez Mil Línguas: Os Segredos de uma Cozinha Complexa, em tradução livre), mergulhou a fundo na história da família, ela enfrentou ainda mais resistência.

Obviamente, não tratava apenas de comida. Mudando receitas tradicionais – e explorando partes da história de sua família sobre as quais os outros tinham senso de propriedade – ela foi vista como alguém que desafiava a hierarquia familiar. E alguns parentes pararam de falar com ela.

A história de Godbole está longe de ser incomum. O distanciamento familiar tem sido definido como o afastamento e a perda de afeto que ocorrem ao longo de anos ou mesmo décadas em uma família. Não está claro se isso está aumentando nos dias de hoje, já que é um campo de pesquisa relativamente novo.

Uma pesquisa da Stand Alone, instituição de caridade do Reino Unido que apoia pessoas afastadas de familiares, aponta que isso afeta pelo menos 1 em cada 5 famílias britânicas.

Nos EUA, um estudo da Universidade Purdue com mais de 2.000 pares de mães e filhos descobriu que 10% das mães se distanciaram de pelo menos um filho adulto.

Em outra pesquisa americana, esta da Universidade Kean, descobriu que mais de 40% dos participantes se distanciaram de um familiar em algum momento e apontou que, em grupos como o de estudantes universitários, isso pode ser quase tão comum quanto o divórcio.

Foto de família antiga com parte recortada    Direito de imagem BBC/GETTY
O distanciamento familiar é mais debatido hoje do que no passado

Becca Bland, fundadora do Stand Alone, perdeu o contato com os pais. Ela diz que o assunto é muito mais debatido hoje do que há cinco anos. Isso é confirmado por dados do Google que mostram um crescimento constante de pesquisas com termos relacionados ao distanciamento familiar, principalmente no Canadá, na Austrália e em Cingapura.

“Meghan Markle e a família real definitivamente levaram o tema da desavença familiar para as manchetes”, diz Bland.

A duquesa de Sussex, que foi em 2018 a pessoa mais pesquisada no Google no Reino Unido (e a segunda nos Estados Unidos), falou recentemente sobre sua difícil relação com o pai.

O ator Anthony Hopkins também reconheceu em uma entrevista no ano passado que ele mal conversou com sua filha em duas décadas.

Distanciamento familiar é mais comum em algumas sociedades

Embora exemplos de distanciamento familiar possam ser encontrados em todo o mundo, é algo mais comum em algumas sociedades.

Um fator de influência parece ser a existência ou não de um forte sistema público de assistência e apoio à população. Em países com programas de bem-estar social robustos, as pessoas simplesmente precisam menos de suas famílias e têm mais flexibilidade para manter ou não esses laços.

Na Europa, por exemplo, pais em idade avançada e filhos adultos tendem a interagir mais e a viver mais perto uns dos outros em países mais ao sul do continente, onde a assistência pública é mais limitada.

Foto de família antiga com parte recortada       Direito de imagem BBC/GETTY
O distanciamento familiar é mais comum em países com sistemas robustos de bem-estar social

Fatores financeiros também se relacionam com outros aspectos, como educação e raça. Na Alemanha, níveis mais altos de instrução dos filhos estão associados a maiores taxas de conflito com os pais.

Megan Gilligan, gerontóloga da Universidade Estadual de Iowa, observa que, nos Estados Unidos, “as famílias de minorias raciais tendem mais a morar juntas e a ser mais dependentes das trocas que ocorrem no âmbito familiar”.

Em Uganda, o distanciamento familiar está em ascensão, diz Stephen Wandera, demógrafo da Universidade Makerere, em Kampala. As famílias ugandenses têm sido tradicionalmente grandes – o que se mostrou crucial nas últimas décadas, quando membros de uma família tiveram de cuidar de pessoas órfãs ou afetadas pela guerra civil ou pela Aids.

Mas em pesquisas recentes, Wandera e seus colegas identificaram que 9% dos ugandenses com 50 anos ou mais moram sozinhos – um índice surpreendentemente alto. Isso não é o mesmo que a alienação familiar, é claro. Mas Wandera diz que, à medida que as famílias se tornam menores e mais nucleares e que a urbanização aumenta, a prevalência do distanciamento provavelmente se intensificará.

Isso não vai acontecer imediatamente. “As normas culturais ainda são fortes e levam tempo para desaparecer”, diz ele. Mas Wandera espera mudanças dentro de 20 anos.

Mas não significa que governos devem limitar o apoio financeiro a pessoas idosas para incentivar famílias mais fortes.

A cultura familiar espanhola tem sido chamada de “mais coercitiva” do que, por exemplo, na Noruega, onde as relações intergeracionais são geralmente mais amigáveis, porque são uma opção e sofrem menos pressões financeiras.

Por que isso acontece?

O divórcio contribui para a perda de relacionamentos familiares, especialmente com os pais. Assim como manter segredos. O abandono de parentes com identidades marginalizadas também é um fator comum, como a rejeição familiar a minorias sexuais e de gênero no Vietnã, por exemplo.

Mas o distanciamento é muitas vezes algo silencioso e pouco dramático. Gilligan explica que é tipicamente gradual, em vez de um grande acontecimento. As pessoas que ela entrevistou costumam dizer que “não sabem bem como isso aconteceu” em vez de apontar para um incidente específico.

Foto de família antiga com parte recortadaDireito de imagem BBC/GETTY
O distanciamento familiar é frequentemente gradual – mas reflete uma tensão de longa duração

Ainda assim, mesmo que os gatilhos pareçam triviais, eles refletem uma tensão de longa duração. As famílias que buscam se reconciliar devem reconhecer que é improvável que conflitos sejam apenas incidentes isolados, por isso, pode ser importante lidar com os eventos do passado.

Para aqueles que buscam a reconciliação – ou para evitar o distanciamento desde o início -, evitar fazer julgamentos também pode ser útil. Em sua pesquisa com mães em idade mais avançada, 10% das quais se afastaram de um filho adulto, Gilligan descobriu que o fator mais relevante foi um descompasso de valores. Por exemplo, “se a mãe realmente valorizava as crenças e práticas religiosas e o filho as violava, a mãe realmente ficava ofendida”.

Estes fatores vão além da religião. Uma mãe que valorizava muito a honestidade cortou o relacionamento com um filho que mentiu, enquanto uma mãe que valorizava a autoconfiança parou de falar com uma filha que acreditava ser dependente de um homem.

As mães “descreveram coisas que elas simplesmente não conseguiam superar, que aconteceram e que tinham sido perturbadoras para elas”, diz Gilligan. “Isso continuava a ressurgir nos relacionamentos. Então, elas nunca superavam.”

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Filhos adultos frequentemente mencionam o abuso emocional como causa de distanciamento

E como no clássico filme japonês Rashomon ou na série The Affair, duas pessoas podem ter lembranças tão diferentes da mesma experiência que é quase como se não fosse a mesma experiência.

Filhos adultos no Reino Unido, por exemplo, na maioria das vezes mencionam o abuso emocional como a causa do distanciamento de seus pais.

Mas é muito menos provável que os pais mencionem o abuso emocional (que se refere a tentativas persistentes de controle por meio de humilhação, crítica ou qualquer outro tipo de comportamento negativo). Em vez disso, se referiram mais frequentemente a causas como o divórcio ou expectativas incompatíveis.

Como a pesquisa de Gilligan era focada em mães, ela não falou com os filhos. Então, é difícil saber se o mesmo se aplica a eles. Mas de qualquer forma, essa desconexão é comum.

“O filho adulto se distanciou e os pais não estão se comunicando sobre o que os incomoda, então, eles não conseguem chegar a um acordo”, diz ela. E, claro, se uma pessoa fica na defensiva ou não está disposta a ouvir, a dupla pode se falar sem se comunicar de verdade.

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Gerações diferentes podem ter diferentes concepções sobre a família

“Havia uma rigidez em relação à família na geração do pós-guerra” no Reino Unido, diz ela. As pessoas viam seus relacionamentos familiares em termos de conceitos como dever e autossacrifício, o que, às vezes, significava que as pessoas suportavam abuso físico ou emocional – ou não percebiam isso.

Entre irmãos, valores e expectativas incompatíveis também desempenham um papel. Mas o favoritismo dos pais é outro fator significativo.

As vantagens do distanciamento familiar

Poderia ser mais simples ver o distanciamento familiar como algo apenas negativo, mas a realidade é mais complexa. Assim como os tabus sobre divórcio podem manter mulheres presas a casamentos abusivos, uma crença na santidade das famílias pode manter as pessoas sofrendo desnecessariamente.

“Parte da literatura sobre o tema diz, na verdade, que a alienação é talvez a melhor maneira de lidar com esses tipos de relacionamentos”, diz Gilligan.

“Se [os relacionamentos] são conflitantes, se estão causando tanta angústia, talvez seja a maneira mais saudável de pais e filhos adultos lidarem com isso.”

As pessoas podem sentir que cortar relações tóxicas foi a escolha certa. O estudo da Stand Alone descobriu que, para mais de 80% das pessoas afetadas, contar o contato está associado a alguns resultados positivos, como liberdade e independência. Pode ser um passo crucial para se livrar de abusos.

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Para mais de 80% das pessoas em um estudo, cortar contato com a família foi algo associado a resultados positivos, como liberdade e independência

Também é importante notar que o distanciamento nem sempre é permanente. As pessoas se afastam e se reaproximam.

Trang Nguyen, pesquisador de saúde pública da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, diz que, entre as famílias vietnamitas, onde há rejeição parental de mulheres LGBT ou homens trans, “geralmente os irmãos se mantêm mais próximos, e o apoio de um irmão ajuda muito”.

O distanciamento familiar é doloroso, em parte porque é uma perda ambígua, sem um desfecho ou encerramento. E também há o fato que muitas pessoas não entendem por que isso acontece com alguém.

Cortar o contato com um membro da família pode ser muito doloroso devido à forma como a sociedade não entende bem e atribui a isso um aspecto de vergonha ou reprovação.

Especialistas dizem que pessoas que já estão isoladas de suas famílias não devem se sentir ainda mais alienadas por causa de sua situação – seja algo derivado de uma situação sobre a qual tinham pouco controle ou de uma decisão que dificilmente foi tomada facilmente.

Do ponto de vista acadêmico, o estigma também dificulta saber exatamente quantas pessoas estão afastadas de suas famílias. É muito provável que seja algo subestimado em culturas em que é socialmente inaceitável discutir conflitos familiares.

A autora Godbole conhece bem esse estigma. “Eu já aceitei que pode demorar um pouco para as pessoas entenderem, e algumas nunca conseguirão. Estou em paz com isso”, diz ela.

Aparentemente, o distanciamento familiar nem sempre é algo que precisa ser “consertado”. Mas, como acontece com outras experiências dolorosas, a vergonha derivada desta situação pode.

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future. “

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-48157656?utm_medium=10todaybr.20190609&utm_source=email&utm_content=article&utm_campaign=10today

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Espumas ao Vento – Lara Amélia e Flávio José (inspiração nordestina)!

O toque musical deste sábado vem, como não poderia ser diferente, influenciado pelos ritmos típicos do nosso Nordeste, até porque estamos entrando no auge dos festejos juninos por aqui. Aliás, voltei minha morada principal para Salvador e, depois de tanto tempo fora, fico impressionado com a força da cultura dessas festividades, que aparentemente estão mais fortes do que nunca. É incrível, os ambientes e o astral do povo se transformam, no embalo do que denominam “forró”! 

Por conta disso, selecionei belo vídeo com Lara Amélia e Flávio José (filha e pai), artistas paraibanos, interpretando a bela canção Espumas Ao Vento, de Accioly Neto. Aliás, gosto muito dessa composição, frequentemente incluída no repertório das minhas apresentações musicais por aí.

Curtam este momento – o vídeo está no YouTube, publicado por Lara Amélia. A seguir:

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