‘5 desafios para exercitar seu pensamento elástico’ !!!

A ideia é viver, não apenas sobreviver.

Falando hoje sobre estilo de viver, adaptação às mudanças, desempenho e outras variáveis, que têm a ver com o comportamento humano, repercuto o importante e muito oportuno artigo “5 desafios para exercitar seu pensamento elástico”, publicado no portal BBC NEWS Brasil, dia 10 passado.

Temos aí esse conceito de “pensamento elástico”, em cuja argumentação é destacada a necessidade de que haja predisposição para o aprendizado, ou a necessidade de o indivíduo expandir a sua mente, para que não caia na armadilha do “receptor passivo”, conforme explicado.

Trata-se, enfim, de instigar a capacidade cognitiva do leitor (e a sua prontidão para isso), para o que, na parte final do texto, são apresentadas cinco dicas/desafios para você colocar em ação.

Estejamos atentos a isso, cada vez mais, até porque o mundo é impulsionado por constantes – e crescentes – informações e mudanças, além do fato de que, no geral, vamos viver mais, por conta do fenômeno da longevidade!

Confira a seguir:

“5 desafios para exercitar seu pensamento elástico

Desenho minimalista do cérebro humano
GETTY IMAGES

“Aqueles que não conseguem mudar de ideia não conseguem mudar nada”, disse o dramaturgo, crítico e polemista irlandês George Bernard Shaw.

A mudança não é apenas indispensável, mas também inevitável, uma vez que a vida não é estática ou imutável, mas fluida.

Portanto, convém ter uma mente elástica, ou o que os especialistas chamam de flexibilidade cognitiva, a capacidade de adaptar nossos comportamentos, pensamentos e sentimentos de acordo com as circunstâncias.

Poucas vezes isso foi necessário de forma tão dramática e urgente como no período que vivemos desde o início de 2020. Diante da pandemia global, governos, instituições, empresas e pessoas foram forçados a fazer adaptações necessárias e criativas para enfrentar uma situação incerta e em rápida evolução.

As respostas à pandemia, desde a negação e manutenção do status quo até a ação rápida e decisiva para reduzir a propagação do vírus, forneceram um exemplo vivo de por que a elasticidade mental é vital.

Mas, desde muito antes de a covid-19 aparecer nas nossas vidas, sua importância era amplamente reconhecida: várias pesquisas sobre desenvolvimento e tempo de vida mostram que a flexibilidade colabora para o bom desempenho acadêmico, o sucesso no trabalho, a transição bem-sucedida para a idade adulta e, mesmo na velhice, pode mitigar os efeitos do declínio cognitivo.

Uma prova

Tudo indica então que vale a pena ter uma mente elástica. Mas como saber se você tem uma?

“Quando seu cérebro não pode prever algo, ou quando você tem que assimilar novas informações que você não previu, seu cérebro pode se atualizar – isso é o que chamamos de aprendizado – ou pode ignorar os dados dos sentidos e simplesmente insistir com suas próprias previsões “, explicou à BBC Ideas a neurocientista e psicóloga Lisa Feldman Barrett.

“Há uma demonstração bem conhecida de flexibilidade chamada teste de Stroop”, observou o psicólogo Volker Patent.

Nele, eles mostram os nomes das cores escritas com tintas que não combinam…

Palavras coloridas

…e você tem que pressionar os botões coloridos que correspondem ao que diz a palavra, não sua aparência.

“A ideia por trás disso é que, para fazer isso, você tem que mudar diferentes pedaços de informação em sua mente. Em termos simples, o que acontece é que quando você visualiza a cor da palavra, os processos automáticos de leitura da palavra interferem com a capacidade de indicar cores em voz alta. Quanto mais difícil for para uma pessoa, menos flexíveis cognitivamente ela será. “

Ser psicologicamente flexível permite que você faça o melhor uso dos recursos de que dispõe para lidar com o estresse, por exemplo.

Aqueles que sofrem de inflexibilidade psicológica tendem a usar uma gama muito pequena de seus recursos para se adaptar, explica Patent.

“A ideia da flexibilidade psicológica é tirar as pessoas de um estado que os psicólogos chamam de languidez, para um estado em que possam realizar mais do seu potencial.”

“O que os impede de mudar suas vidas de um estado de baixa satisfação para um de maior satisfação geralmente tem a ver com a inflexibilidade na maneira como abordam os problemas que enfrentam.”

Para a doutora Feldman Barrett, há uma lição muito profunda nisso.

“Você pode ter mais controle sobre o seu ambiente. Você não é apenas um receptor passivo do que o mundo lhe dá.”

Um, dois e…

A ideia é ser proativo: passar o tempo cultivando experiências e buscando novas informações. “São oportunidades de se expor a erros de previsão para que seu cérebro possa resolver problemas com mais flexibilidade no futuro.”

“Expor-se a coisas que você não conhece, e talvez até a ideias de que não gosta, pode fazer você se sentir mal no momento, mas acaba sendo um investimento muito bom para o seu bem-estar”, afirma a especialista.

Se você não sabe por onde começar, não se preocupe: aqui estão alguns exercícios, cortesia do físico Leonard Mlodinow, autor de Elastic: Flexible Thinking in a Constant Changing World (Elástico: Pensamento Flexível em um Mundo em Constante Mutação, em tradução livre).

1. Escolha uma ideia na qual você não acredita

Chamo isso de “ideia do dia”.

Não me refiro a fingir. Refiro-me a, sinceramente, tentar imaginar como alguém que pensa diferente de você, mas alguém que você respeita, pode aceitar essa ideia e tentar convencer você disso.

2. Reflita sobre seus erros

Quando cometemos erros, muitas vezes tentamos esquecê-los

Bem, neste exercício, você vai pensar sobre quando cometeu um erro. Lembre-se de um momento em que você estava errado – quanto mais errado e mais importante, melhor – e concentre-se nisso.

Perceba que você nem sempre está certo.

Uma das barreiras para o pensamento elástico é nossa tendência de sempre pensar que estamos certos e continuar nos movendo na mesma direção.

Este exercício ajudará você a se libertar disso.

3. Experimente novos alimentos

Isto é divertido.

Escolha um restaurante ao acaso ou um que você normalmente não iria e peça algo que você normalmente não pediria.

Certifique-se de que não é o prato mais popular, e sim o menos popular.

Ou compre ingredientes que ainda não experimentou, aprenda a cozinhá-los e experimente-os.

Estudos indicam que se testar de forma simples como essa aumenta sua criatividade e imaginação.

4. Fale com estranhos

Seus pais lhe ensinaram: “Não fale com estranhos”.

Bem, seu quarto exercício é desobedecê-los.

Na verdade, converse com pessoas que são tão diferentes de você quanto possível, pessoas que acreditam em coisas diferentes, ou apenas pessoas aleatórias. Tente entender como elas pensam.

Quanto mais você estiver exposto à forma como outras pessoas pensam, mais amplo será o seu pensamento.

5. Veja arte

Não me refiro a um Rembrandt, quero dizer arte que é diferente, mesmo que você não goste.

Veja uma exposição que te exponha a uma arte diferente da que você normalmente vê (você pode fazer isso online). Isso o ajudará a pensar de forma diferente.

A pesquisa mostra que, se você fizer exercícios como esses cinco, sua mente ficará mais elástica, será mais fácil para você se adaptar às mudanças e você poderá ser aquele ou aquela a mudar tudo, como diz Mlodinow.

* Este artigo foi adaptado dos vídeos do BBC Ideas “Five ways to be more elastic in your thinking” e “The benefits of flexible thinking”.

Ver a publicação original: https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-57792872?utm_medium=10todaybr.20210714&utm_source=email&utm_content=article&utm_campaign=10today

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A bela história de um cavalo terapeuta – Impactante – Confira (vídeo) !!!

O cavalo francês Peyo, um garanhão de 14 anos, famoso por suas belas apresentações em competições e shows equestres, vivia a sua vida normal. Entretanto, devido a uma incrível sensibilidade que demonstrava com pessoas seriamente doentes, o cavalo passou a ser visto de forma ainda mais especial. Ele passou a ser levado regularmente a um hospital, para exercer o seu papel de “terapeuta”!

É sobre isso, sobre coisas que desafiam a nossa capacidade de compreensão e de simples racionalidade, que nos mostra o vídeo a seguir, postado no YouTube por Renato Ribeiro, agora no dia 7.

Pesquisando mais um pouco em outros vídeos que falam sobre esse animal, descobri que o cavalo passou a ser chamado Doutor Peyo (“Doctor Peyo”), seu condutor é Hassen Bouchakour e essa atuação inusitada, de cuidado com pessoas enfermas, acontece no Centre Hospitalier de Calais, na França. Os resultados, após cada visita e conexão criada entre Peyo e o paciente, encantam a todos, incluindo médicos e profissionais de saúde em geral.

Como se pode perceber, o vídeo dá mais uma mostra de que dons especiais, até com propósitos curativos, não são reservados exclusivamente aos humanos!

Um vídeo impactante para começar a semana (duração de 3:43). Confira:

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Sábado e música: “Woman in Love” – Banda THE HSCC e Pina Del Re – É show!!!

Volto hoje, para nossa inspiração musical, com a excelente banda australiana THE HSCC. No vídeo selecionado, o grupo interpreta a linda canção Woman in Love, tendo por convidada a cantora Pina Del Re. Como sempre, mais uma performance HSCC de elevada qualidade!

Essa canção, composta por Barry Alan Gibb e Robin Hugh Gibb, fez grande sucesso na voz de Barbra Streisand, cujo lançamento aconteceu em 1980.

Temos aí um toque romântico para aquecer este sábado de inverno brasileiro!

Curta a seguir:

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Por que viver por um PROPÓSITO é tão IMPORTANTE !?

Mesmo não sendo novidade para muitos de vocês, creio ser sempre bem-vindas as afirmações dando conta de que uma vida orientada, motivada, com sentimento mais consistente de realização – e até com maior longevidade – tem como uma das principais justificativas o viver por um sentido (ou por uma missão, ou propósito).

Dando maior ênfase, até por ser emblemático na atualidade, quando se fala em resiliência, mais precisamente quando se afirma que determinada pessoa é resiliente, logo vem à nossa mente a capacidade de superação apresentada por aquela pessoa, isto é, a sua capacidade de atravessar e sair com galhardia das quedas, dos fracassos, de grandes perdas e prejuízos, de doenças, de sofrimentos outros etc.

Nesse contexto, segundo asseguram os estudiosos da mente e do comportamento dos humanos, um fator-chave para a resiliência é a existência de um propósito de vida, ou de uma missão para cumprir. Saber que existe alguma coisa realizadora a ser cumprida/conseguida mais à frente, e lutar por isso, é um diferencial decisivo!

Por inúmeras vezes já escrevi textos, fiz referências, e postei aqui opiniões e achados científicos a respeito do tema e suas variações. Nesta quinta-feira, seguindo a toada, volto ao assunto com mais um vídeo interessante, oportuno e esclarecedor da palestrante Anete Guimarães.

Nessa exposição de curta duração, objetiva, até porque trata-se de responder a uma pergunta, Anete destaca a importância de se viver por um propósito, o que isso representa de diferencial na vida de qualquer pessoa, sobretudo porque ela chama a atenção, também, para o oposto, que é o vazio existencial.

O vídeo, com o título “Como descobrir o seu PROPÓSITO”, foi publicado no YouTube agora no dia 3, com duração de apenas 6:50.

Para ver, refletir, compartilhar… (a seguir):

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“SER VELHA NÃO É UM PROBLEMA!” – vídeo real e motivador!!!

Começo as postagens da semana voltando ao tema Longevidade, que está aí cada vez mais em evidência e, por certo, interessa a cada um de nós.

Destaco hoje um vídeo muito legal, gravado de forma bem espontânea, “caseiro”, mas que traz uma mensagem superimportante sobre o processo de envelhecimento, dentro da tônica que temos enfatizado aqui da vida plena, ativa, de busca de novos aprendizados e vivências, em permanente evolução, não importando a idade já acumulada pela pessoa.

No recente vídeo, com o título SER VELHA NÃO É UM PROBLEMA, publicado no canal YouTube ‘ter.a.pia’, agora no dia 1º, temos uma mensagem positiva, estimulante, mostrando como mãe e filha estão envelhecendo, em depoimento contado de forma franca, bem no estilo “a vida como ela é”.

Sylvia e Carla (77 e 58 anos) revelam como o processo de envelhecer tem trazido constantes aprendizados para as duas. Elas destacam aspectos importantes da vida como a autoestima, a sexualidade, o estar em movimento, ter planos para o futuro e, como não poderia faltar, o preconceito com pessoas mais velhas que ainda existe.

O relato é gostoso de assistir, é motivador e pode trazer para você boas sacadas!

Confira o vídeo a seguir:

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Sábado e música: Bill Medley and McKenna – The Time of My Life – um show !!!

Para hoje, como inspiração musical, um momento super agradável nesse vídeo do canal Country Road TV, com sensacional duo apresentado por Bill e McKenna Medley!

Eles interpretam o grande sucesso The Time of My Life, tema do filme Ritmo Quente (Dirty Dancing), de 1987, uma composição de Frankie Previte, John De Nicola e Donald Markowitz.

O cantor e compositor norte-americano Bill, na verdade William Thomas Medley, ficou muito conhecido pelo sucesso da dupla The Righteous Brothers. Nessa apresentação, com a sua filha McKenna, demonstra estar com a voz firme, talvez ainda melhor, apesar dos seus quase 80 anos. A voz não envelheceu!

Um momento que vale a pena curtir. Confira!!!

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“Como parar, se acalmar, descansar e se curar seguindo os ensinamentos de Buda” – Uma sabedoria para a vida!

“… Estamos acostumados a lutar o tempo todo, até mesmo durante o sono. Estamos em guerra com nós mesmos, e é fácil declarar guerra aos outros também.”

“… Nosso corpo e mente sabem curar a si mesmos se lhes dermos uma oportunidade para isso.”

“… Os indivíduos, comunidades e países estão cada vez mais necessitados de cura.

Encontrei esse texto muito rico, postado no site Revista Pazes, dia 26 de junho passado, trazendo reflexões de sabedoria para nos fazer aquietar, serenar, interromper a agitação da mente, a aflição, os medos… Segundo informado, trata-se de trecho do livro ‘A Essência dos Ensinamentos de Buda’, do monge vietnamita Thich Nhat Hanh.

Não tenho dúvida de que, mais do que nunca, por tudo o que estamos vivenciando nos tempos atuais, são ponderações de grande valor sobre o jeito de viver, diria, essenciais, tendo por pressuposto o desejo minimamente razoável, por qualquer indivíduo, de levar uma vida em paz, com sensação de bem-estar e com saúde plena.

Tendo isso em mente, vale perguntar: o que fazer? Como fazer?

Como será visto, entre outros aspectos a se levar em conta, o texto fala da importância de praticar a respiração consciente, de estar no momento presente também de forma consciente, entre outros fatores associados. Os benefícios daí decorrentes são os melhores possíveis, conforme destacado na publicação.

Há um ponto que é realçado bem enfaticamente: a força do hábito, confrontada com a nossa vontade. Sobre isso, não podemos descuidar!

Mais objetivamente, como dicas fundamentais, o texto indica cinco técnicas, que teriam sido ensinadas por Buda, para que o indivíduo possa acalmar o corpo e a mente, e com isso se curar.

E falando nisso, existem pré-requisitos para a cura.

Confira todo isso nesse belo texto, que espero traga real valor para o seu modo de viver!

Reprodução a seguir:

“Como parar, se acalmar, descansar e se curar seguindo os ensinamentos de Buda

Texto extraído do livro “A Essência dos ensinamentos de Buda”, de Thich Nhat Hanh, 95, um monge budista, pacifista, escritor e poeta Vietnamita ainda vivo.

A meditação budista tem dois aspectos – shamatha e vipashyana. Existe uma tendência a enfatizar a importância da vipashyana (“olhar em profundidade”), uma vez que ela tem o potencial de nos proporcionar insight e nos libertar do sofrimento e das aflições. Mas a prática da shamatha (“cessação”) é fundamental. Se não conseguirmos parar, o insight não chegará a nós.

Existe uma história zen sobre um homem e um cavalo. O cavalo está galopando rapidamente, e parece que o homem que cavalga se dirige a algum lugar importante. Outro homem, em pé ao lado da estrada, grita: “Aonde você está indo?” e o homem a cavalo responde: “Não sei. Pergunte ao cavalo!” Esta é a nossa história. Estamos todos sobre um cavalo, não sabemos aonde vamos e não conseguimos parar. O cavalo é a força de nossos hábitos que nos puxa, e somos impotentes diante dela. Estamos sempre correndo, e isso já se tornou um hábito. Estamos acostumados a lutar o tempo todo, até mesmo durante o sono. Estamos em guerra com nós mesmos, e é fácil declarar guerra aos outros também.

Precisamos aprender a arte de fazer cessar – parar nosso pensamento, a força de nossos hábitos, nossa desatenção, bem como as emoções intensas que nos regem. Quando uma emoção nos assola, ela se assemelha a uma tempestade, que leva consigo a nossa paz. Nós ligamos a TV e depois a desligamos, pegamos um livro e depois o deixamos de lado. O que podemos fazer para interromper este estado de agitação? Como podemos fazer cessar o medo, o desespero, a raiva e os desejos? É simples. Podemos fazer isso através da prática da respiração consciente, do caminhar consciente, do sorriso consciente e da contemplação profunda – para sermos capazes de compreender. Quando prestamos atenção e entramos em contato com o momento presente, os frutos que colhemos são a compreensão, a aceitação, o amor e o desejo de aliviar o sofrimento e fazer brotar a alegria.

Mas a força do hábito costuma ser mais forte do que nossa vontade. Dizemos e fazemos coisas que não queremos e depois nos arrependemos. Causamos sofrimento a nós mesmos e aos outros, e de forma geral produzimos grande quantidade de destruição. Podemos ter a firme intenção de nunca mais fazer isso, mas sempre acabamos fazendo de novo. Por quê? Porque a força do hábito acaba vencendo e nos levando de roldão.

Precisamos da energia da atenção plena para perceber quando o hábito nos arrasta, e fazer cessar esse comportamento destrutivo. Com atenção plena, temos a capacidade de reconhecer a força do hábito a cada vez que ela se manifesta. “Alô força do hábito, sei que você está aí!” Nessa altura, se conseguirmos simplesmente sorrir, o hábito perderá grande parte de sua força. A atenção plena é a energia que nos permite reconhecer a força do hábito e impedi-la de nos dominar.

Por outro lado, o esquecimento ou negligência é o oposto. Tomamos uma xícara de chá sem sequer perceber o que estamos fazendo. Sentamo-nos com a pessoa que amamos, mas não percebemos que a pessoa está ali. Andamos sem realmente estar andando.

Estamos sempre em outro lugar, pensando no passado ou no futuro. O cavalo dos nossos hábitos nos conduz, e somos prisioneiros dele. Precisamos deter este cavalo e resgatar nossa liberdade. Precisamos irradiar a luz da atenção plena em tudo o que fizermos, para que a escuridão do esquecimento desapareça. A primeira função da meditação – shamatha – é fazer parar.

A segunda função da shamatha é acalmar. Quando sofremos uma emoção forte, sabemos que talvez seja perigoso agir sob sua influência, mas não temos força nem clareza suficientes para nos abstermos. Precisamos aprender a arte de respirar, de inspirar e expirar, parando tudo o que estamos fazendo e acalmando nossas emoções. Precisamos aprender a nos tornar mais estáveis e firmes, como se fossemos um carvalho, e não nos deixar arrastar pela tempestade de um lado para outro. O Buda ensinou uma variedade de técnicas para nos ajudar a acalmar corpo e mente, e considerar a situação presente em toda a sua profundidade.

Essas técnicas podem ser resumidas em cinco estágios:

(1) Reconhecimento – se estamos zangados, dizemos “reconheço que a raiva está dentro de mim”.

(2) Aceitação – quando estamos zangados, não negamos a raiva. Aceitamos aquilo que está presente em nós.

(3) Acolher – abraçamos a raiva como faz uma mãe com o filho que chora. Nossa atenção plena acolhe a emoção, e só isso já é capaz de acalmar a raiva e a nós mesmos.

(4) Olhar em profundidade – quando nos acalmamos o suficiente, conseguimos observar profundamente para entender o que provocou a raiva, ou seja, o que está fazendo o bebê chorar.

(5) Insight – o fruto do olhar profundo é a compreensão das causas e condições, tanto primárias quanto secundárias, que provocaram a raiva e fizeram nosso bebê chorar. Talvez ele esteja com fome. Talvez o alfinete da fralda o esteja machucando. Talvez nossa raiva tenha surgido quando um amigo nos falou em um tom ofensivo, mas de repente nos lembramos de que essa pessoa não está bem hoje porque seu pai está muito doente. Continuamos a refletir dessa forma até compreendermos a causa de nosso atual sofrimento. A compreensão nos dirá o que fazer ou não fazer para mudar a situação.

Depois de nos acalmarmos, a terceira função da shamatha é o repouso. Suponha que alguém nas margens de um rio joga uma pedra para o ar e a pedra cai no rio. A pedra afunda lentamente e chega ao fundo do rio sem esforço algum. Depois que a pedra chega ao fundo do rio, ela descansa, deixando que a água passe por ela. Quando sentamos para meditar podemos nos permitir repousar da mesma forma que essa pedra. Podemos nos deixar afundar naturalmente, na posição sentada – repousando, sem fazer esforço. Temos que aprender a arte de repousar, permitindo que nosso corpo e nossa mente descansem. Se tivermos feridas em nosso corpo e em nossa mente precisamos repousar para que elas possam por si só se curar.

O ato de se acalmar produz o repouso, e o descanso é um pré-requisito para a cura. Quando os animais selvagens estão feridos, eles procuram um lugar escondido para deitar, e descansam completamente por muitos dias. Não pensam em comida nem em mais nada. Apenas descansam, e com isso obtêm a cura de que precisam. Quando nós seres humanos ficamos doentes, nos preocupamos o tempo todo. Procuramos médicos e remédios, mas não paramos. Mesmo quando vamos para a praia ou para as montanhas com a intenção de descansar, não chegamos realmente a repousar, e voltamos mais cansados do que partimos. Temos que aprender a repousar.

A posição deitada não é a única posição de descanso que existe. Podemos descansar muito bem durante meditações sentados ou caminhando. A meditação não deve ser um trabalho árduo. Simplesmente permita que seu corpo e sua mente descansem, como o animal no mato. Não lute. Não há necessidade de fazer nada nem realizar nada. Eu estou escrevendo um livro, mas não estou lutando. Estou descansando. Por favor, leiam este livro de uma forma alegre e relaxante. O Buda disse: “Meu Darma é a prática do não-fazer.” Pratiquem de uma forma que não seja cansativa, mas que seja capaz de proporcionar descanso ao corpo, às emoções e à consciência. Nosso corpo e mente sabem curar a si mesmos se lhes dermos uma oportunidade para isso.

Parar, acalmar-se e descansar são pré-requisitos para a cura. Se não conseguirmos parar, nosso ritmo de destruição simplesmente vai prosseguir. O mundo precisa imensamente de cura. Os indivíduos, comunidades e países estão cada vez mais necessitados de cura.

Fonte: https://www.revistapazes.com/parar-acalmar-se-descansar-e-curar-se-ensinamentos-buda/

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“Como vencer qualquer discussão?” – vídeo reflete sobre técnicas de convencimento – importante!

Para esta segunda-feira, trago importante reflexão sobre a nossa capacidade de convencimento, como fazer isso sem perda de energia, de tempo, sem alimentar discussão, desentendimento, conflitos etc.

Para tanto, recorro a mais um vídeo (animado), bem interessante, do canal IlustradaMente, publicado no YouTube no último dia 21, com resumo de uma das “leis” do já referido livro “As 48 Leis do Poder”. Como demonstrado, tentar convencer o outro de que você tem razão é fonte de conflito e, na maioria das vezes, não leva a bom resultado.

A lógica trazida no vídeo está no pragmatismo do convencimento pelo exemplo, que é muito mais forte e efetivo do que tentar convencer por simples opinião, forçando com que o outro lhe dê razão. Isso fica bem evidenciado na explanação.

São ponderações e dicas como essas que podem, creio, nos ajudar significativamente no âmbito das relações interpessoais, nas questões pessoais, profissionais, sociais, com aplicação duradoura, para além dos dias atuais.

Para reforço de contextualização, eis o que está dito na apresentação do vídeo:

O mundo em que vivemos é regido por diversas leis e regras, quer você esteja consciente disso ou não. E, a não ser que você viva em uma bolha e não tenha relações com nenhuma outra pessoa, se você não compreender ou simplesmente ignorar a existência e o poder dessas leis, a sua vida poderá se tornar um verdadeiro desastre. Portanto, você precisa conhecer as leis do poder e entender a maneira pela qual o mundo realmente funciona…”

Na verdade, como será visto, são dicas de estratégias ou de técnicas de persuasão que podem lhe trazer real utilidade.

No mínimo, vale refletir. Confira!

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Sábado e música: Flávio Leandro, Waldonys/Lucy Alves – talentos no forró!!!

Como faço anualmente por aqui, em um sábado próximo aos festejos do São João, abro espaço para a música nordestina que chamamos de forró, gênero da música popular brasileira que, essencialmente, confere a animação presente nesta época do ano.

Assim, selecionei dois vídeos mais recentes e de uma geração de artistas dos dias atuais, sobretudo para demonstrar que os talentos estão ativos e o forró segue firme!

O primeiro vídeo mostra o excelente Flávio Leandro, cantor e compositor pernambucano, interpretando ao vivo, com muita descontração, a bonita A Letra do Tempo, uma composição de Elmo Oliveira e Flávio Leandro, cujo vídeo, novinho, foi publicado no último dia 19.

O segundo vídeo, de três anos atrás, registra apresentação do artista cearense Waldonys, com participação especial da talentosa paraibana Lucy Alves, interpretando Se Lembra Coração, canção escrita por Luiz Fidélis e Ferreira Filho. A gravação faz parte do DVD de Waldonys “Meu Ninho”.

Que a atmosfera de alegria e de irmandade, marca principal das festas juninas nas cidades do interior do nosso Nordeste, siga a nos inspirar no dia a dia, cada vez mais!

Curta a seguir:

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LONGEVIDADE: veja como o público 60+ vem ocupando espaços, curtindo a vida e revolucionando !!!

Volto hoje com um dos temas mais palpitantes, a LONGEVIDADE, mais precisamente com o intuito de despertar o leitor para o mercado de trabalho, de consumo e de viver, ou seja, dando ênfase para aspectos econômicos e sociais envolvendo o público a partir de 60 anos, sua capacidade de trabalho, seu espírito empreendedor e sua disposição para aproveitar a vida, pois esse é o seu tempo de maior liberdade, conforme tenho acentuado por aqui.

Essa faixa etária da população, que não para de crescer mundo afora, como sabemos, vai seguir revolucionando as economias, os hábitos de consumo, de lazer, o exercício de atividades e até mesmo as relações de trabalho. É, portanto, uma realidade que vai se evidenciado cada vez mais. Como consequência disso, novas denominações vão sendo criadas para retratar a (boa) revolução em curso, como “a economia prateada”, “o mercado dos maturis” etc.

Nesse contexto, li hoje, em recente publicação da Fortes (forbes.com.br), que os brasileiros com mais de 50 anos já ultrapassam a marca de 50 milhões.

Por outro lado, segundo o site tsunami60mais.com.br, “Hoje temos mais avós do que netos: a população com mais de 60 anos, pela primeira vez, passa a de até 5 anos. Em 2030 teremos mais idosos do que pessoas com até 14 anos.”

Diante de tal constatação, cabe notar que esse público tem expressão e grande representatividade cada vez maiores, por exemplo, num processo eleitoral. Convém nos darmos conta disso!

O que precisa ser enfatizado, em relação à faixa populacional dos maduros, não é o olhar para o passado. Os novos tempos, pelas múltiplas perspectivas que se abrem, indicam que o foco deve estar no presente e, acima de tudo, no futuro. Essa é a chave mental que precisa ser virada, é o mindset a ser cultivado nessa onda da longevidade crescente!

Para fortalecer esse tipo de mentalidade e trazer uma visão realmente positiva sobre o tema, veja o vídeo TSUNAMI60+, uma produção muito legal, alegre, motivadora, um vídeo gostoso de assistir, retratando muito bem essa realidade que vem sendo descortinada pelos idosos de hoje.

O vídeo, bastante atual, foi publicado no YouTube por Layla Vallias, com duração de 5:04.

Confira a seguir:

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