Ajudar outras pessoas faz bem para a saúde, afirma pesquisa!

Com o propósito de estimular a boa cidadania e a prática do bem, já fiz publicações aqui a respeito dos benefícios para a saúde (física/mental) de quem pratica atividade social, voluntária. Está comprovado, por diversos estudos, que ser solidário com pessoas necessitadas e praticar a caridade traz uma conexão e energia que fazem muito bem. 

Com efeito, no meu livro LONGEVIDADE, ao falar sobre a importância de exercer atividades voluntárias (capítulo 8 VOLUNTARIADO – páginas 157/163), apresentei, entre alguns conceitos e informações diversas, resultado de pesquisas publicadas no site da organização norte-americana Create the Good, evidenciado benefícios reais para a saúde e o bem-estar de quem atua como voluntário(a), em especial na fase da maturidade e da aposentadoria, a saber:

“aumento da autoconfiança, mais forte ligação à comunidade e melhoria da saúde e bem-estar;”

“apresentação de taxas de mortalidade mais baixas, de maior capacidade funcional e de menor risco de depressão comparado com as pessoas, da mesma faixa etária, que não realizam esses tipos de atividade”.

Convém salientar que existe distinção entre doação e ação voluntária. A doação tem caráter estanque, é pontual. Já o voluntariado, na sua plena acepção, tem a ver com ações continuadas, o que pressupõe o envolvimento e a criação de vínculos.

Para reforçar essa abordagem, reproduzo matéria publicada no portal eletrônico da revista GALILEU, no último dia 4, trazendo mais evidências sobre benefícios proporcionados pela atitude de fazer o bem. Confira a seguir:

“Ajudar outras pessoas faz bem para a saúde, afirma pesquisa

 (Foto: Creative Commons / MabelAmber)(FOTO: CREATIVE COMMONS / MABELAMBER)

É melhor ajudar algum conhecido do que uma instituição de caridade. Pelo menos se você estiver pensando nos benefícios para a sua saúde. Essa é a conclusão de um estudo publicado no jornal científico Psychosomatic Medicine: Journal of Biobehavioral Medicine.

Fornecer apoio social a pessoas em necessidade ativa regiões do cérebro ligadas ao cuidado parental — o que está associado a efeitos positivos para a saúde. Em comparação, ajudar uma instituição não tem os mesmos efeitos neurobiológicos.

“Nossos resultados destacam os benefícios únicos de fornecer suporte direcionado e elucida as vias neurais pelas quais dar suporte pode levar à saúde”, escrevem Tristen Inagak e Lauren Ross, da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Para chegar à conclusão, o estudo foi dividido em duas etapas. Na primeira, 45 voluntários precisavam escolher entre auxiliar uma pessoa próxima que necessitava de dinheiro, fazer doações para a caridade ou realizar ações em benefício próprio. Os participantes se sentiram mais conectados socialmente e consideraram que o apoio  era mais eficaz quando destinado a um conhecido.

Em seguida, os participantes passaram por uma avaliação emocional (com uso de ressonância magnética funcional) para avaliar a ativação de áreas específicas do cérebro ao fornecer apoio social. Independentemente de quem ajudaram, as atitudes positivas foram relacionadas ao aumento da ativação do estriado ventral e da área septal, regiões anteriormente ligadas a comportamentos de cuidado parental em animais.

No entanto, a área septal ficou mais ativa quando as pessoas forneciam o apoio direcionado a alguém, resultando em uma redução na atividade da amígdala, que tem relação com o sentimento de medo e estresse.

Na segunda parte do experimento, 382 participantes forneceram informações sobre o seu comportamento em relação às atitudes de apoio, sendo submetidos a uma tarefa diferente de avaliação emocional com varredura funcional por ressonância magnética.

Mais uma vez, aqueles que relataram dar apoio mais direcionado aos outros também apresentaram uma redução na atividade na amígdala. Em ambos os casos, dar suporte não direcionado (como doação para caridade) não se relacionou à redução das atividades da amígdala. “Os seres humanos aproveitam as conexões sociais e se beneficiam quando agem a serviço do bem-estar dos outros”, segundo os autores.

Um estudo anterior, também publicado na Psychosomatic Medicine, afirmou que dar suporte social tem efeitos positivos nas áreas do cérebro envolvidas em respostas ao estresse e à recompensa. Esse estudo sugeriu que fornecer apoio — não apenas recebê-lo — pode trazer benefícios à saúde física e mental.

A ligação entre o aumento da ativação do área septal e a diminuição da atividade da amígdala “sugerem um caminho neural pelo qual dar apoio acaba influenciando a saúde que é destinada a formas específicas de apoio, como ajudar pessoas que já conhecemos”.

Veja a publicação original em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2018/09/ajudar-os-outros-faz-bem-para-saude-diz-pesquisa.html

Anúncios
Publicado em Ações sociais e humanitárias, Saúde | 2 Comentários

Irene Atienza e Douglas Lora – El Día Que Me Quieras – Programa Casa do Som (show)!

Para inspiração musical neste sábado, trago vídeo, pela segunda vez, com a cantora espanhola Irene Atienza, acompanhada pelo violonista brasileiro Douglas Lora (violão 7 cordas), interpretando, maravilhosamente, a bela e famosa canção El Día Que Me Quieras, de autoria de Carlos Gardel e Alfredo Le Pera, lançada em 1934.

O vídeo integra a série de gravações da dupla, para o Programa Casa do Som, realizadas entre 2015/16 e disponíveis no YouTube. A primeira postagem com os dois artistas, apresentando Súplica Cearense, aconteceu aqui em 23 de abril de 2016.

Irene Atienza, cantora e instrumentista, com formação em piano, está fazendo carreira artística no Brasil, onde chegou em 2013. Lançou, no início deste ano, seu primeiro disco solo, com o título Salitre

Confiram (e curtam) mais este belo momento musical:

Publicado em Músicas | Deixe um comentário

7 hábitos matinais de pessoas bem-sucedidas (vídeo)!

Divulgo vídeo bem produzido, com dicas simples, importantes e úteis sobre hábitos que farão você melhorar o seu foco, a sua produtividade e, com isso, alcançar mais facilmente (e com menos estresse) os resultados que deseja. É abordagem sobre coisas essenciais para o dia a dia, sobre planejamento pessoal, ou seja, sobre método, disciplina e atitude para a evolução individual.  

O vídeo, publicado recentemente por SejaUmaPessoaMelhor, no YouTube, foi produzido com animação, o que facilita a absorção da mensagem, e é gostoso de assistir (duração de apenas 6:49). Recomendo atentar para os hábitos sugeridos. Pense nisso!

Veja a seguir: 

Publicado em Educação, Motivação e crescimento humano, Psicologia e comportamento | 5 Comentários

“Escritores que não leem” (uma necessária provocação)!

Tenho procurado aqui neste espaço, com relativa frequência, incentivar o hábito da leitura, em especial pela constatação de que o nível da comunicação verbal e, sobretudo, a escrita, mostra-se muito deficiente no geral, não poupando até mesmo profissionais da imprensa, formadores de opinião, blogueiros etc. E o pano de fundo, graças a uma educação notoriamente carente, tem como causa específica, e bem significativa, a falta de (boa) leitura.

Agora, imagine alguém que se propõe a ser escritor(a) e que não lê, ou melhor, que até afirma não gostar de ler! Convenhamos, é fácil inferir que existem muitos desses ditos escritores por aí, a (des)serviço da nossa Língua!

Bem, a esse pretexto, repercuto hoje a excelente postagem ‘Escritores que não leem’, da professora Elaine Rodrigues, feita em seu blog e-Redigindo, trazendo oportuno e corajoso alerta a respeito desse limitador hábito de “não gostar de ler”, que parece ganhar crescente número de adeptos, lamentavelmente. 

Ao menos, vale um pensar  com maior atenção sobre essa deficiência estruturante que atrasa intelectualmente nossa sociedade, suas ações, decisões…

Leia a seguir, clicando no link:

https://eredigindo.wordpress.com/2018/08/25/escritores-que-nao-leem/#like-923

Publicado em Educação, Língua portuguesa, Livros e leitura | 10 Comentários

GINÁSTICA MENTAL – Dicas para melhorar a capacidade do seu cérebro

Você sente que anda esquecido(a), que a memória está falhando, ou até que sua memória está piorando? Segundo os estudiosos, isso tem a ver com o estilo de vida dos tempos atuais, e você não está só!

Por conta dessa realidade, gostei bastante da matéria ‘Ginástica Mental’, a meu ver interessante, rica e útil, publicada na revista VOCÊ S/A, edição de agosto/2018, a respeito da sobrecarga de informações a que estamos submetidos hoje em dia, dando ênfase para a impossibilidade de guardarmos tudo nos nossos arquivos mentais.

Nesse contexto, cresce a sensação de que a nossa memória está ficando atolada, trabalhando forçada e sem dar conta dessa avalanche de informações. Muitas pessoas demonstram claramente dificuldade para lembrar nomes, lugares, tarefas etc. De acordo com a publicação, o estresse, a multitarefa, o sono ruim, o excesso de tecnologia, o sedentarismo e a desorganização são hábitos, ou fatores, que funcionam como ‘inimigos da lembrança’.

Para minimizar essa realidade, a matéria apresentou algumas dicas para você fazer ginástica e ativar a memória. Por exemplo, com base em pesquisa recente, feita na Noruega, afirma que ler no papel é mais eficaz para a memorização do que ler nas telas dos dispositivos eletrônicos (computador, celular e outros). Um outro recurso é escrever à mão, fazer anotações durante aulas, palestras, reuniões e leituras em geral. O velho bloquinho de anotações pode dar uma grande ajuda!

Agora, o portal eletrônico da BBC – Brasil publicou o artigo ‘8 maneiras de melhorar a capacidade do seu cérebro’, que reproduzo abaixo, com dicas para você melhorar (ativar) o cérebro e aumentar a sua capacidade de memorização. Creio que a publicação traz um bom conjunto de informações e oferece dicas verdadeiramente úteis.

Confira, a seguir:

“8 maneiras de melhorar a capacidade do seu cérebro

Fotomontagem surreal: homem de chapéu com nuvem sobre a cabeçaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionJá teve aquela sensação de ‘branco’ na memória?

Já passou por aquela situação em que você tenta desesperadamente lembrar o nome de alguém ou de um lugar e simplesmente dá um “branco”?

Ouvimos dizer muitas vezes que a memória diminui com a idade, assim como outras funções cognitivas – como o raciocínio.

Mas, calma, há esperança. Existem maneiras de “religar” nosso cérebro.

Então, se você quer aumentar sua capacidade cerebral, siga as dicas abaixo e se prepare para exercitar a mente:

1. Exercício aumenta o cérebro

Retrato da mulher atlética com cabelo branco, descansando após exercícioDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionExercício traz benefícios para seu corpo e sua mente

É verdade – nosso cérebro cresce à medida que nos exercitamos.

A atividade física aumenta as sinapses, cria mais conexões dentro do cérebro e ajuda na formação de células extras.

Uma boa saúde cardiovascular também significa que você transporta mais oxigênio e glicose para o cérebro, além de eliminar toxinas.

Se você conseguir se exercitar ao ar livre, melhor ainda – terá o benefício adicional de absorver mais vitamina D.

Dica: combinar a prática de exercício à exploração de um ambiente diferente, a novas maneiras de fazer as coisas ou compartilhar ideias – dessa forma, você aumenta as chances das células nervosas novas formarem um circuito adequado.

Por exemplo, se você gosta de jardinagem, vale participar de uma horta comunitária para fazer amigos enquanto mexe na terra, ou se juntar a um grupo em vez de ir sozinho.

O mais importante é garantir que você esteja se divertindo – é o desejo de se envolver em algo que ajuda a impulsionar os efeitos do exercício e da interação social no cérebro.

2. Memória em movimento

Mulher jovem plantando alface em uma hortaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA jardinagem faz bem ao cérebro – além de ser uma atividade física, nos dá tempo para pensar

Essa é uma técnica respaldada por cientistas e reconhecida há muito tempo no mundo da dramaturgia. Se você tentar decorar algo enquanto se movimenta, é muito mais provável que a informação seja retida.

Dica: na próxima vez que você tiver uma apresentação ou discurso para fazer, que tal dar uma volta ou dançar para ajudar a guardar o conteúdo?

3. Coma os alimentos certos para abastecer o cérebro

Comida saudável para o cérebro e boa memória: abacate, amêndoas, semente e peixeDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionUm intestino saudável é essencial para um cérebro saudável

Cerca de 20% do açúcar e da energia que você consome vão para o cérebro, fazendo com que a função cerebral dependa dos níveis de glicose.

Se os níveis de açúcar não forem controlados, sua cabeça pode ficar confusa.

Comer algo de que se goste libera dopamina, que ativa a área de recompensa do cérebro. E é por isso que você sente prazer em comer determinados alimentos.

Mas, além de nutrir os mecanismos de recompensa do cérebro, você precisa alimentar seu intestino com cuidado.

Existem mais de 100 trilhões de bactérias no sistema digestivo humano, que se conectam com o cérebro pelo eixo intestino-cérebro. E o equilíbrio desses micróbios é fundamental para o bem-estar da mente.

Na verdade, o intestino é muitas vezes chamado de “segundo cérebro”. Uma dieta variada e saudável ajuda a manter essas bactérias em sincronia e o cérebro saudável.

Dica: as células do cérebro são compostas por gordura, por isso, é importante não erradicar a gordura da dieta. Ácidos graxos essenciais presentes em nozes, sementes, abacate e peixes são bons para desenvolver o cérebro, assim como o alecrim e açafrão.

Tente também fazer as refeições na companhia de outras pessoas quando puder – a socialização reforça os benefícios de uma boa dieta saudável no cérebro.

4. ‘Desligue’ e relaxe

Casa de idosos de diverte boiando na piscinaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO tempo ocioso é importante – sua mente precisa que você relaxe para cumprir certas funções

Uma certa dose de estresse é necessária porque nos ajuda a responder rapidamente em situações de emergência. O estresse produz o hormônio cortisol que, ao ser liberado, nos dá energia e ajuda a concentrar.

Mas a ansiedade prolongada e os altos níveis de estresse desconfortável são realmente tóxicos para o cérebro.

É importante, portanto, que a gente aprenda a “desligar” de vez em quando, para permitir que essa parte do cérebro descanse.

E, ao se desconectar, você exercita uma parte diferente do cérebro: a chamada rede neural de modo padrão, que nos permite sonhar e é importante para consolidar a memória.

Ao “desligar” do mundo externo, permitimos que essa parte do cérebro seja ativada e faça seu trabalho.

Então, da próxima vez que você for pego sonhando acordado no trabalho, explique ao seu chefe que você estava fazendo uma atividade cerebral crucial.

Dica: se você achar que é difícil relaxar, por que não tentar técnicas de relaxamento, como meditação, que podem ajudar a reduzir o nível dos hormônios do estresse?

5. Encontre novas formas de desafiar a si mesmo

Homem pintando quadroDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionAprenda algo novo e construa novos caminhos neurais

Uma outra maneira de estimular o cérebro é se desafiar a fazer ou aprender algo novo.

Atividades como aulas de arte ou cursos de idioma aumentam a flexibilidade do cérebro.

Dica: jogue uma partida online contra amigos ou familiares.

Não apenas vai te desafiar, como vai estimular a interação social, o que ajuda o cérebro.

6. Ouça música

Garota feliz dançando com fone de ouvidoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA música ilumina seu cérebro

Pesquisas indicam que a música estimula o cérebro de um jeito muito peculiar.

Quando você observa a imagem cerebral de alguém que está ouvindo ou tocando música, quase todo o órgão está ativo.

A música pode melhorar a cognição geral, e a memória musical é muitas vezes a última a desaparecer, quando somos afetados por certas condições, como a demência.

Dica: faça parte de um coral ou compre ingressos para ver sua banda favorita.

7. Estude para uma prova na cama

Mulher jovem estudando na camaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionEstude bastante e durma na sequência

Se você aprender algo novo durante o dia, será formada uma conexão entre células nervosas no cérebro.

Quando você dorme, essa conexão é fortalecida e reforçada – e aquilo que você aprendeu vira uma lembrança.

O sono é, portanto, um momento realmente importante para a consolidação da memória.

Se você der uma lista para alguém memorizar antes de dormir, há uma grande chance da pessoa se lembrar na manhã seguinte – uma chance maior do que se você tivesse entregado a lista a ela pela manhã.

Dica: se estiver estudando para uma prova, tente repassar na cabeça as respostas em um simulado enquanto adormece.

Caso você tenha passado por um evento traumático ou tenha a memória ruim, tente não pensar nisso antes de dormir, pois pode pressionar a memória e fortalecer as emoções negativas associadas a ela.

Pela mesma razão, evite filmes de terror ou histórias assustadoras na hora de dormir.

Em vez disso, concentre-se em algo positivo que você aprendeu ou experimentou durante o dia para que seja consolidado.

8. Acorde bem

Homem acorda com a luz natural que entra no quarto pela janelaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionAcorde com luz natural e aumente o desempenho do seu cérebro

Todo mundo sabe que o sono é importante. Com menos de cinco horas de sono, você não fica tão forte mentalmente. Já se dormir mais de 10 horas, pode sentir os efeitos do “jet lag”.

Mas a chave para ajudar você a ter um desempenho melhor ao longo do dia é como você acorda.

Idealmente, durma em um quarto escuro e acorde com luz natural, que vá aumentando gradualmente.

Essa luz penetra nas pálpebras fechadas e estimula o cérebro para que tenhamos uma resposta maior de cortisol ao despertar.

A quantidade de cortisol no corpo quando você acorda afeta o desempenho do cérebro durante o dia.

Dica: compre um despertador luminoso que simule a luz do sol para ajudar você a acordar naturalmente.

Para quem tem o sono profundo, vale a pena se certificar de que o despertador venha com um alarme de som tradicional acoplado.

Veja a publicação original: https://www.bbc.com/portuguese/geral-45320135

Publicado em Motivação e crescimento humano, Psicologia e comportamento, Saúde | 3 Comentários

OS LIMITES DA MEDICINA E OS CUIDADOS PALIATIVOS (vídeo) – Importante!

Este vídeo, com a médica, escritora e palestrante Ana Cláudia Arantes, reconhecida estudiosa e autoridade no que respeita a cuidado de pacientes terminais, traz séria e necessária abordagem sobre os limites da medicina para a fase da vida em que a pessoa recebe diagnóstico de doença grave, passando a ser tomada por sofrimento que não é só físico, mas emocional, social, espiritual etc., em processo que envolve, além do próprio paciente, os seus familiares.

Adicionalmente, você ficará melhor informado(a) acerca de ‘cuidados paliativos’ e sua importância, assunto que já mereceu algumas postagens aqui no blog. Precisamos compreender e refletir sobre isso, pois chegar com melhor orientação e adequado suporte à fase derradeira da nossa existência é algo que todos devemos almejar (e merecer), não tenho dúvida.

Assim, vale a pena atentar para este conteúdo. O vídeo foi publicado no YouTube, recentemente, por Casa do Saber. Assista, a seguir: 

Publicado em Educação, Saúde, Vídeos diversos | 9 Comentários

Inspiração musical – Autumm Leaves – Stringspace: Briana Cowlishaw e Hugh Stuckey

Para este sábado, trago a bela canção Autumm Leaves (Folhas Mortas), antiga canção do final dos anos 1940 e que fez grande sucesso na interpretação de diversos astros da música, como Edith Piaf, Nat King Cole, Frank Sinatra, Eric Clapton… 

Vocês vão ouvir a intimista e bela interpretação da cantora Briana Cowlishaw, acompanhada pelo guitarrista Hugh Stuckey, que nos proporcionam um momento encantador, registrado no vídeo abaixo, publicado no YouTube por StringspaceLive.

Stringspace é um movimento musical, existente na Austrália, que congrega quartetos de cordas contemporâneos e elegantes, orquestras, bandas de pop e jazz para eventos, gravações, casamentos, concertos etc. Como se pode ver pelos vídeos disponíveis, suas performances são de muito bom gosto! 

Sobre a canção, e de acordo com informações registradas na Wikipédia, “Folhas Mortas é uma música de origem francesa, do compositor húngaro naturalizado francês Joseph Kosma com letra do poeta Jacques Prévert. É conhecida internacionalmente por Autumm Leaves. A primeira versão na língua inglesa apareceu em 1947, obra de Jonny Mercer.”

Curtam o vídeo: 

Publicado em Músicas | 1 Comentário

‘Comício de Beco Estreito’ – pelo genial Jessier Quirino (vídeo)!

Nesta sexta, entrando no clima de fim de semana e, por coincidência, início da campanha eleitoral – no rádio e na tv – para as eleições que se aproximam, trago vídeo com o humor do genial Jessier Quirino, poeta e escritor paraibano de raro talento, declamando o poema Comício de Beco Estreito, por ele escrito em 1999, ainda plenamente atual!

Na publicação do vídeo, no YouTube, o poeta realça que “Os diabozinhos inocentes, que, na época, tinham 2 aninhos, hoje são jovens candidatos.”

Curta o “aconselhamento” de Jessier, descrito com invejável propriedade e enriquecido pelo linguajar nordestino, sua marca que tanto apreciamos. A seguir:

Publicado em Vídeos diversos | Deixe um comentário

LIDERANÇA – ‘O que torna chefes ruins, segundo seus funcionários’

Com o propósito de lhe manter atualizado sobre o tema LIDERANÇA, repercuto hoje mais uma pesquisa, realizada com grande quantidade de funcionários nos Estados Unidos, por empresa de tecnologia para RH, a respeito dos aspectos que eles consideram ruins e bons em seus chefes.

O trabalho mereceu publicação do jornal Valor Econômico, feita no último dia 21. A matéria confirma alguns pontos já indicados em outras pesquisas, realizadas também no Brasil, sobre as quais tenho comentado aqui no blog, em textos autorias e em palestras.

Fazendo inferência a partir desse conjunto de pesquisas, está claro que as gerações mais novas querem entender, cada vez mais, porque a empresa existe (qual é o negócio, a missão e os propósitos da organização) e o que lhe espera (as expectativas e perspectivas em relação ao profissional).

E como estamos em ambiente mais democrático e crescentemente colaborativo, a inteligência emocional dos gestores e o cuidado com o capital humano (demonstrar interesse, atenção, valorização do pessoal) são fatores decisivos para a motivação no trabalho. No particular, essa publicação de agora confirma outra evidência indiscutível: bom percentual de talentos que deixam o trabalho (se demitem) têm como motivação (causa) principal ser ver livre de um chefe ruim!

De acordo com os funcionários ouvidos, segundo a matéria, o que torna os chefes ruins, em essência, é “falta de clareza na comunicação e pouco interesse pelos subordinados”. 

Para explorar um pouco mais, faço resumo dos principais aspectos trazidos na publicação, compreendendo comportamento das lideranças considerados negativos e positivos (na opinião dos funcionários ouvidos na pesquisa):

O que torna chefes ruins:

Não saber comunicar as expectativas de forma clara;

Favorecer determinada pessoa (um “queridinho”) em detrimento dos outros;

Não demonstrar interesse pela carreira e desenvolvimento dos subordinados;

Falar mal dos outros pelas costas;

Não estar aberto a receber feedback;

Querer provar que está sempre certo (não ouvir os outros).

O que torna chefes bons/ótimos:

Demonstrar honestidade/ter ética;

Passar confiança;

Ter senso de humor;

Saber comunicar as expectativas;

Saber reconhecer o subordinado quando ele faz um bom trabalho.

Por último, ainda de acordo com o levantamento, o limite para tolerar chefes considerados ruins é cada vez mais baixo. Assim, 77% dos profissionais esperam trocar de emprego nos próximos doze meses. Por outro lado, para quem tem chefe avaliado com nota 9 ou 10 a situação é diferente. Apenas 18% dos profissionais pensam em trocar de emprego.

Fica aí o recado para quem já conduz pessoas ou se prepara para fazê-lo. Espero que essas informações sirvam de estímulo – e direcionador – para o constante aprimoramento das competências de liderança, de gestão e de funções de denominação equivalente. Percebemos, com clareza cada vez maior, que o nível de exigência para engajamento e motivação do capital humano ganha crescente dinamismo e complexidade, como não poderia ser diferente, seja pelo mindset e estilo dos trabalhadores mais jovens que vão dominando os ambientes organizacionais, seja, ainda, pelas incessantes mudanças (e disrupções) que não poupam qualquer ambiente nos dias atuais.

Leia a matéria original clicando em: https://www.valor.com.br/carreira/5754795/o-que-torna-chefes-ruins-segundo-seus-funcionarios?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=Timeline

Publicado em Liderança, O ser humano no contexto das organizações | 4 Comentários

“A literatura é o único instrumento realmente capaz de mudar o homem”

Imagem relacionada  Crédito de imagem: visao.sapo.pt

Como tenho feito com boa frequência neste espaço, repercutindo publicações, pensamentos e ideias que realçam os múltiplos benefícios proporcionados pelo hábito da leitura (pesquisar no blog usando ‘benefícios da leitura‘) , divulgo hoje o excelente texto de Edival Lourenço, escritor e poeta goiano, publicado no portal eletrônico Revista Bula, que reproduzo abaixo.

Temos aí um elenco de 10 exemplos de utilidade da literatura, compondo, assim, um “mosaico” impressionante da riqueza humana, fruto da nossa inteligência e capacidade criativa, cujo acervo gigantesco – e felizmente crescente – está disponível para o nosso permanente engrandecimento. Antes, porém, o autor nos oferece um elogiável apanhado contextual sobre a história da literatura, desde o início da civilização.

Leia, curta, compartilhe:

“A literatura é o único instrumento realmente capaz de mudar o homem

POR EDIVAL LOURENÇO

A literatura não é um fenômeno recente. Antes mesmo das inscrições rupestres, ela já existia em sua forma oral. É fácil imaginar o Homo sapiens, ainda na era das cavernas, no fim do dia, ao redor do fogo, narrando suas façanhas de caçador. Certamente aquele que tivesse a melhor estratégia narrativa acabava por angariar vantagens competitivas naquela civilização incipiente. Poderia exercer algum posto de liderança e comando, reivindicar as melhores glebas de caça, reservar para si as mulheres mais saudáveis e gerar as proles mais bem-sucedidas. É razoável supor que, pela prevalência do mais apto, somos descendentes de uma linhagem de trogloditas contadores de histórias. As linhagens sem aptidões narrativas certamente pereceram ao longo do tempo.

Mas o registro literário desde a escrita rupestre, passando pela escrita cuneiforme, pelo papiro, pelo pergaminho, pelos incunábulos dos escribas dos mosteiros medievais, sempre permeou a vida da humanidade. Mas só o suporte de papel, em um chumaço impresso e encadernado, numa técnica desenvolvida por Gutenberg, no século 15, vulgarmente conhecido como livro, permitiu a disseminação massiva dos conteúdos literários.

A propósito, quem milita com Literatura neste mundo de coisas utilitárias de hoje em dia, às vezes se vê instigado a responder de pronto: para que serve mesmo a Literatura? A resposta parece óbvia, mas na hora de responder assim de chofre e de forma objetiva, acaba-se caindo em apuros.

Em primeiro lugar, para se dar uma resposta que convença minimamente, será preciso admitir que há, ainda hoje, certos fatores que entram na composição das forças do mundo que são, digamos, sutis. Como a força do Papa, que não tem nenhuma divisão de brigada, mas conseguiu interferir em muitas guerras e questões relevantes ao longo da História. Inclusive agora, recentemente, com o papa Francisco protagonizando sutilmente o reatamento diplomático entre os Estados Unidos e Cuba, que viviam um embargo por mais de cinco décadas. São forças não passíveis de avaliação imediatamente em números, peso, medida ou valor monetário. São coisas que não entram no cálculo do PIB, nem no superávit primário, mas são primordiais. Como o ar que respiramos, que ninguém calcula o seu preço, mas sem ele não existiríamos para dar preço às outras coisas. Com uma diferença significativa: o ar é natural; a Literatura é invenção humana, no desenrolar de sua cultura. Seja como for, valendo-me inclusive de um ensaio de Umberto Eco, aí vão alguns exemplos de utilidade da Literatura que consegui elencar:

1º — A Literatura contribui para a formação, estabilização e desenvolvimento de uma língua, como patrimônio coletivo. O que seria da língua portuguesa sem Luís de Camões? O que seria do italiano sem Dante Alighieri? O que seria do espanhol sem Cervantes? O que seria do inglês sem Shakespeare? O que seria da civilização e da língua grega sem Homero? O que seria da língua russa sem Púchkin? É bom lembrar que impérios que não tiveram uma Literatura que sobressaísse entraram em decadência sem alcançar o apogeu, como o vasto império mongol de Genghis Khan, o maior em extensão territorial da história.

2º — A Literatura mantém o exercício, o arejamento, o frescor da língua, que é o principal fator de criação de identidade, de noção de comunidade, do sentimento de pátria e pertencimento a uma placenta cultural que nos acolhe e nos dá sentido à vida tanto individual quanto coletivamente.

3º — A Literatura proporciona o aprendizado, de uma forma lúdica e segura, ao mesmo tempo em que permite o acesso das novas gerações aos valores acumulados pelo processo civilizatório e universalmente aceitos como válidos, como a honestidade, o respeito ao próximo, a importância da cultura, enfim a transmissão de valores morais, bons ou ruins e o senso crítico de escolha dentre eles ou até de rejeitá-los por inteiro.

4º — A Literatura expande a rede neural do leitor, possibilitando a diversidade das ideias, a capacidade de reflexão, a noção de flexibilidade e a tolerância para com o diferente, proporciona a empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro — pré-condição para a existência da ética na sociedade), prevenindo as pessoas contra o sectarismo político, o fanatismo, a submissão cega a líderes maliciosos, a ideologias e a religiões.

5º — A Literatura enseja o surgimento e a disseminação de valores estéticos, aguça a sensibilidade, introduzindo na vida das pessoas o verdadeiro sentido do belo, distinguindo-nos da fauna geral, onde gosto não se discute.

6º — A confabulação da literatura nem sempre segue o caminho retilíneo desejado pelo leitor, possibilitando a ele entrar em contado com a frustração ficcional, como exercício de amadurecimento para o enfrentamento das frustrações reais impostas pela vida de fato, às quais é bom que resista e supere.

7º — A Literatura, como toda arte, estimula o cruzamento de informações, possibilita a sinergia do pensamento, amplia a visão da realidade e até cria realidade nova.

8º — A Literatura faz a aproximação entre a ciência e a vida. No dizer de Roland Barthes: “A ciência é grosseira, a vida é sutil, e é para corrigir essa distância que a literatura nos importa”.

9° — A Literatura cria as pré-condições para que os atos e os fatos ganhem dimensão simbólica. E é na dimensão simbólica das coisas que a vida ganha sentido. Afinal, como diz o axioma histórico: “Os atos e os fatos não existem por si, mas nascem do sentido que lhes é atribuído”.

10° — Pelo que foi listado, a Literatura não é uma panaceia — remédio para todos os males —, mas a base, a plataforma de lançamento de cidadãos melhores, numa sociedade portadora de um clima onde pessoas de boa vontade possam ver implantados seus ideais de paz, respeito, leveza, cordialidade, lisura, honestidade, preservação e desenvolvimento sustentado.

Certamente o leitor verá na Literatura “utilidades” diferentes ou mesmo complementares a estas aqui apresentadas.

Fonte: https://www.revistabula.com/4209-a-literatura-e-o-unico-instrumento-realmente-capaz-de-mudar-o-homem/

Publicado em Educação, Livros e leitura, Motivação e crescimento humano | 3 Comentários