“Envelhecimento ativo” – Por que você deve ter isso em mente?!

Volto ao tema Longevidade, mais precisamente para trazer abordagem a respeito de envelhecimento ativo, publicada hoje no site A Mente É Maravilhosa, que reproduzo adiante. 

O texto, que utiliza a expressão “envelhecimento ativo”, adotada pela Organização Mundial da Saúde, vem em reforço a uma série de argumentos que tenho defendido aqui ao longo do tempo, e em especial no meu livro LONGEVIDADE (Novo Século/selo Figurati), na linha de que o aumento da longevidade é real, merece ser reconhecido e valorizado, mas que requer bom planejamento e hábitos saudáveis continuados, desde a juventude, para que o indivíduo potencialize e tire o melhor proveito dos anos que terá pela frente, na temporada – cada vez mais longa – do pós-60, e assim faça jus à máxima do “viver mais e melhor”!

Assim, aproveitando a temática, volto a enfatizar que todo o investimento pessoal (dedicação) voltado para o cumprimento de bons hábitos de vida, desde cedo, na saúde, nas finanças, no autoconhecimento, nos relacionamentos, no desenvolvimento intelectual, trará contribuição para que o tempo da maturidade seja melhor sucedido.

Confira mais este interessante (e oportuno) conteúdo de hoje!

“O que é o envelhecimento ativo?

maio 26, 2020

O envelhecimento ativo é uma nova orientação para a fase final da vida. Nesse âmbito, falamos sobre as perdas e sobre como cobri-las, mas também sobre a experiência e seu imenso valor; de como cuidar e proteger aqueles que nos deixaram um grande legado.

Cada ser humano assume o envelhecimento de forma diferente. Em um contexto em que reconhecemos a influência da cultura, da sociedade, de fatores hereditários e da forma de criação, a Organização Mundial da Saúde enfatiza o envelhecimento ativo. Por quê?

A seguir, falaremos sobre a forma como o envelhecimento foi visto ao longo da história. Também falaremos sobre uma proposta interessante que resgata a ideia de viver o envelhecimento ativamente. Não perca!

“Envelhecer é como escalar uma grande montanha: enquanto você sobe, as forças diminuem, mas o olhar é mais livre, a visão é mais ampla e serena”.
-Ingmar Bergman-

Mulher na terceira idade

História do envelhecimento

O envelhecimento foi concebido de maneira diferente ao longo da história do ser humano, como podemos ver a seguir:

  • Grécia Antiga. Platão, em A República, referiu-se à velhice como uma questão positiva e sublimatória. Aristóteles, em Retórica, a tomou como uma fase de fraqueza e compaixão. Além disso, caracterizou personagens idosos como desconfiados, inconstantes, egoístas e cínicos.
  • Cícero. Via a velhice como a fase da compreensão e da razão. Além disso, falava da importância de nos prepararmos para esta etapa da vida.
  • Horácio. Sugeriu que a velhice não era uma fase dourada porque exigia mais adaptações.
  • Idade Média. Naquela época, São Tomás de Aquino sugeriu que a velhice era sinônimo de decadência.
  • Renascimento. Esta era foi caracterizada por uma fuga da morte. Além disso, havia uma visão do idoso como alguém decadente. Muitos diziam que os idosos usavam truques e bruxaria.
  • Século XIX. As primeiras pesquisas científicas causaram uma reviravolta na concepção de velhice.
  • Século XX. Após a Segunda Guerra Mundial, os cientistas passaram a lidar com uma população mais velha. Após derrotar várias doenças infecciosas, graças ao avanço dos protocolos e da tecnologia médica, a expectativa de vida aumentou.

Atualmente, o envelhecimento é uma etapa em que muitos não pensam, com exceção daqueles que cuidam de alguém idoso e dos que estão nessa fase. É isso que vemos na maioria dos países do ocidente, talvez porque vivemos em uma sociedade que nos incentiva a ser jovens por mais tempo e tentamos impedir que nosso corpo envelheça através de produtos, exercícios, cirurgias etc.

Além disso, não se fala muito na morte; é como se não quiséssemos tocar nesse assunto… e o mesmo acontece com o envelhecimento. Em vários países a população idosa é excluída, ocupando os asilos longe do núcleo familiar. Em outras palavras, deixamos de valorizar a experiência de um adulto mais velho e passamos a subestimá-la, sem pensar que algum dia chegaremos a essa idade.

Em alguns locais do oriente, o panorama é diferente. Em países como o Japão, o idoso é visto como alguém honrado devido à sua sabedoria. Por isso, é tratado com respeito e admiração.

O que é o envelhecimento ativo?

O envelhecimento ativo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, consiste em otimizar o bem-estar em três níveis:

  • Físico. Trata-se de tudo que tem a ver com o nosso corpo.
  • Social. Consiste nas interações que estabelecemos; por exemplo, uma relação tóxica poderia resultar em um nível pior de bem-estar.
  • Mental. Aqui interessam os aspectos do mundo afetivo e cognitivo do ser humano.

A ideia é que isso ocorra durante toda a vida. Com que finalidade? Para expandir a qualidade de vida, a produtividade e a expectativa de vida saudável na terceira idade.

Isso significa que o envelhecimento ativo enfatiza a saúde de maneira abrangente, levando em consideração todas as etapas pelas quais o indivíduo passa, pois a prevenção pode ajudar a melhorar esses aspectos.

Casal de pessoas mais velhas

Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir ao próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (levar música ao vivo para casas de idosos é uma das frentes de atuação, iniciada em 2007), além de assegurar espaços na agenda para o exercício do autoconhecimento e para a meditação, no caminho da evolução pessoal permanente . Gosto de ler, de aprender coisas novas, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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