“Um pássaro que nasceu em uma gaiola acredita que voar é uma doença”

Começo a semana refletindo sobre o instigante pensamento que dá título a este post. Com efeito, a ‘liberdade’, em sentido amplo, e o ‘livre-arbítrio’, focando mais especificamente no poder do indivíduo de tomar as suas próprias decisões, são dois dos mais caros valores para nós humanos. E aqui não cabe distinção. Logo, a provocação trazida por essa metáfora (do pássaro que nasceu em uma gaiola) é válida para todas as dimensões da vida.

A propósito, você acha que está fazendo uso pleno da sua liberdade? A situação atual lhe incomoda? Qual o seu nível de consciência e de satisfação a esse respeito?

Tendo por pressuposto que nascemos para ser livres, acontece que muitas pessoas podem estar desperdiçando possibilidades, seus potenciais/talentos e até mesmo desejos, por se perderem em referenciais equivocados, limitantes, que acabam moldando um comportamento que mais parece um auto aprisionamento. Observo pessoas (e não são poucas) que vão desenvolvendo suas próprias limitações, se enroscam numa armadilha erroneamente denominada de “zona de conforto”, cujo resultado é a crescente perda de interesse por buscar novos caminhos e desafios. Não há evolução aparente e, segundo demonstram inúmeras pesquisas no campo da neurociência, tal estado de “congelamento” pode trazer sérios comprometimentos para o cérebro do indivíduo e desdobrar em adoecimentos físicos e mentais. De novo, quem assim age estaria satisfeito(a), de verdade, com o uso do seu precioso livre-arbítrio? Tem consciência sobre isso?

Claro que não estamos falando de coisa simples, pois envolve as complexidades da mente humana, com ingredientes como curiosidade, coragem, crenças, medos e por aí vai! Não por acaso, o inesquecível Rubem Alves escreveu, em trecho do seu livro ‘Quer que eu lhe conte uma estória?’:

“Para viver em segurança as pessoas constroem gaiolas e passam a viver dentro delas”.

Diante disso, a nossa reflexão ficará enriquecida com a leitura deste interessante artigo, a seguir reproduzido, que vi publicado no site A Mente É Maravilhosa. Confira:

Um pássaro que nasceu em uma gaiola acredita que voar é uma doença

Um pássaro nasce para ser livre e, se estiver preso em uma gaiola, sentirá como se a sua essência estivesse limitada: como se as suas asas estivessem cortadas e não conseguisse voar. A frase do título é de Alejandro Jodorowsky e pode exemplificar como algo parecido pode acontecer com as pessoas.

Metaforicamente, viver dentro de uma gaiola como um pássaro nos permite ter uma ampla perspectiva de tudo o que não conseguimos experimentar. Existem pessoas que estão satisfeitas com o que têm, se sentem seguras dessa forma e não se permitem explorar coisas novas. Se for por opção própria, isto não é algo negativo. O problema surge quando esse “pássaro” acredita que está certo e todos os outros estão errados em voar.

Um pássaro que permanece em uma gaiola com a porta aberta

Da mesma forma que um pássaro, os seres humanos também nasceram para serem livres e escolherem seus caminhos. No entanto, por razões diferentes, como a educação ou a influência social, existem pessoas que estacionam em sua chamada “zona de conforto” e não são capazes de sair dela.

Esta “zona de conforto” tem a ver com o que lhes é familiar e faz com que se sintam protegidos com a rotina estabelecida em sua vida. Na verdade, o que acontece é que é muito trabalhoso escapar dos padrões de comportamento e dos valores adquiridos, e se sentem desconfortáveis com tudo o que é diferente.

Uma vez que somos livres, nenhum pássaro é forçado a sair da sua gaiola e começar a voar, e tampouco obrigado a ficar: a tolerância para compreender os diferentes estilos de vida é benéfica para manter um bom relacionamento pessoal com os demais.

“O homem é livre, tem que ser livre. Sua primeira virtude, a sua grande beleza e o seu grande amor é a liberdade”.

-Juan Ramón Jiménez-

Dois olhos vendados enxergam mais do que uma mente cega

Uma das personalidades mais famosas do mundo, Nelson Mandela, acreditava na liberdade da mente acima de tudo: podemos tirar a venda dos olhos para enxergar, mas uma mente cega é muito mais complicada.

passaros fora da gaiola

Aquelas pessoas que não conseguem viver “dentro de uma gaiola” são muito julgadas por aquelas pessoas de mentes inflexíveis. “Você está louco? Essa não é uma forma adequada de se comportar. O que os outros vão dizer?” Essas são algumas frases que as pessoas que se atrevem a voar ouvem normalmente.

Quem vive dentro de uma gaiola não compreende que o mundo é cheio de nuances e possibilidades. Aquele que acredita que não pode voar ancora seus sonhos no chão e vive em um círculo fechado; não questiona a sua capacidade de voar, mas critica o voo e os sonhos dos outros.

Ilumine a sua mente

Se um pássaro tem asas para voar, o homem tem uma mente que lhe permite ultrapassar seus limites. No entanto, a mente deve ser alimentada constantemente, plantar sementes que a ajudem a pensar e esquecer as ideias preconcebidas.

Existem pessoas que agem como um pássaro que viveu a vida toda dentro de uma gaiola e têm medo de sair quando a porta se abre. Não se importam se os seus companheiros voam, elas simplesmente não têm coragem. Nesse caso, é necessário ousadia e coragem. Como diria o filósofo Kant, “Atreva-se a saber, conhecer e usar a sua razão para alcançar os sonhos.”

“A liberdade assusta quando perdemos o hábito de usá-la.”

-Robert Schuman-

Fonte: https://amenteemaravilhosa.com.br/passaro-nasceu-gaiola-acredita-voar-doenca/

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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir ao próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (levar música ao vivo para casas de idosos é uma das frentes de atuação, iniciada em 2007), além de assegurar espaços na agenda para o exercício do autoconhecimento e para a meditação, no caminho da evolução pessoal permanente . Gosto de ler, de aprender coisas novas, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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