Do namoro virtual ao poliamor: mitos e verdades sobre os relacionamentos (matéria BBC)!

O assunto hoje é relacionamento afetivo, um tema sempre interessante e, claro, instigante!

Na reportagem que reproduzo a seguir, publicada dois dias atrás no portal eletrônico da ‘bbc.com/protuguese‘, a autora do texto desmistifica algumas crenças que estão por aí a esse respeito, como conclusão de alguns estudos por ela referenciados. Passeando entre relacionamentos mais tradicionais e opções mais recentes, são apreciados alguns aspectos, como: namoro virtual e boa impressão numa primeira olhada; convivência dos opostos; casamento e separação promovem mudança de personalidade; e possíveis efeitos do tipo de relacionamento chamado de poliamor.

Gostei da publicação, sobretudo por abordar com leveza um assunto de grande abrangência e sensibilidade. Confira a seguir:

“Do namoro virtual ao poliamor: mitos e verdades sobre os relacionamentos

Atire a primeira flor quem nunca sofreu por amor. Relacionamentos não são nada fáceis. Talvez por isso, gostamos de criar teorias em torno deles.

Pessoas casadas tendem a ser felizes por mais tempo? A monogamia é de fato a melhor opção para uma relação duradoura? Opostos realmente se atraem?

Muitas dessas teorias não passam de mitos. A BBC Future analisou diversos estudos para comprovar (ou refutar) as teses mais populares sobre relacionamentos.

Homem faz selfieDireito de imagem GETTY IMAGES
Namoro on-line pode parecer intimidador à primeira vista

Ninguém tem um ‘tipo’

Atualmente, o namoro online é uma das formas mais populares de se conhecer um parceiro – mas pode ser intimidante.

Por isso, talvez seja animador saber que, em meio à infinidade de rostos aleatórios, aquele que acabamos de ver influencia o quão atraente consideraremos a pessoa que veremos em seguida.

Essa descoberta sugere que nossa percepção da beleza, longe de estar profundamente arraigada, é de fato muito fugaz. Lembre-se disso antes de dar ‘match’ em alguém.

Além disso, a rapidez com que todos olhamos nossos possíveis pretendentes no namoro virtual também pode funcionar a nosso favor. Psicólogos descobriram que os rostos estão sujeitos a um “efeito de vislumbre”, o que faz com que pareçam mais atraentes quanto menos os olhamos.

Os opostos nem sempre atraem

Não é verdade que os opostos se atraem.

Estudos comprovaram que casais com características semelhantes tendem a ter um maior grau de satisfação com seu relacionamento do que aqueles que são muito diferentes entre si.

Alguns desses traços, por exemplo, podem ser um “divisor de águas”: imagine que você gosta de acordar cedo, mas sua “outra metade” gosta de passar noites em claro.

No entanto, semelhanças em excesso tampouco representam uma vantagem.

Por exemplo, quando se trata de consciência, estudos indicam que é melhor para um cônjuge ser um pouco menos (ou mais) escrupuloso do que o outro.

Casal no sofá com cachorroDireito de imagem GETTY IMAGES
Características opostas nem sempre garantem atração

Casamento gera felicidade – mas não para sempre

Pesquisas sugerem que o casamento traz mudanças duradouras em nossas personalidades. Um estudo realizado durante quatro anos com 15 mil alemães revelou que, após o casamento, as pessoas mostravam uma diminuição em seu grau de abertura e da extroversão – um sentimento talvez muito partilhado pelos amigos dos recém-casados.

Do lado positivo, os entrevistados relataram uma melhora do autocontrole e da capacidade de perdoar depois de se casarem – qualidades essenciais para manter um relacionamento de longo prazo. Mas, é claro, essa foi apenas a visão deles. Se o cônjuge concorda, é outro assunto.

E quanto à autossatisfação? Essa teoria pode vir do fato de que seus amigos casados realmente acham que são mais felizes – pelo menos por um tempo. A satisfação com a vida a dois de fato aumenta após o casamento – mas depois de alguns anos, retorna aos níveis iniciais.

Mulher faz selfieDireito de imagem GETTY IMAGES
Quando se divorciam, mulheres tendem a se tornar mais extrovertidas

Como os términos mudam nossa personalidade

A pesquisa também revelou o que parece ser o oposto do efeito da “autossatisfação a dois”: as pessoas também experimentam mudanças de personalidade após o término de um relacionamento de longo prazo.

Estudos com pessoas de meia-idade que se divorciaram, por exemplo, mostraram que as mulheres se tornaram mais extrovertidas e abertas depois de cortarem os laços com seus cônjuges.

Homem olha celular enquanto toma caféDireito de imagem GETTY IMAGES
Quando se divorciam, homens tendem a ficar mais neuróticos

Os homens, por outro lado, não lidaram muito bem com o rompimento. Eles se tornaram mais neuróticos após o divórcio. E, em geral, todos, homens e mulheres, costumam se tornar menos confiáveis após a separação.

Mas não se trata de uma via de mão única. Assim como os rompimentos afetam nossa personalidade, nossa personalidade afeta como nos recuperamos depois de um rompimento. Pessoas mais extrovertidas tendem a se casar de novo mais rápido, enquanto os mais neuróticos costumam ter uma série de relacionamentos mais curtos após o divórcio.

Dois homens e uma mulher tomam caféDireito de imagem GETTY IMAGES
Monogamia é realmente a melhor opção?

Monogamia ou poliamor?

A monogamia já não é mais a única opção para um relacionamento hoje em dia. O chamado poliamor, que envolve mais de duas pessoas, vem se tornando uma tendência crescente no mundo.

A pesquisa mostrou que os casais poliamorosos mantêm amizades mais fortes fora de sua vida amorosa do que os monogâmicos. Um estudo online também descobriu que pessoas em relacionamentos poliamorosos eram mais propensas a praticar sexo seguro.

Mas se você não é adepto do poliamor, não se preocupe – você não está necessariamente perdendo toda a diversão. As pessoas que se empolgam com um relacionamento poliamoroso podem simplesmente estar mais abertas a mais relacionamentos (incluindo amizades) para começar.

E a pesquisa mostrou que, em geral, as pessoas em relacionamentos poliamorosos têm mais ou menos o mesmo bem-estar psicológico e qualidade de relacionamento do que os casais monogâmicos.

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site da BBC Future.

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-46668775?utm_medium=10todaybr.20190108&utm_source=email&utm_content=article&utm_campaign=10today

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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir ao próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (levar música ao vivo para casas de idosos é uma das frentes de atuação, iniciada em 2007), além de assegurar espaços na agenda para o exercício do autoconhecimento e para a meditação, no caminho da evolução pessoal permanente . Gosto de ler, de aprender coisas novas, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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2 respostas para Do namoro virtual ao poliamor: mitos e verdades sobre os relacionamentos (matéria BBC)!

  1. Sandra Fayad Bsb disse:

    A abordagem é interessante. Tenho visto muitos relacionamentos de pessoas do mesmo sexo atualmente. Parece que isto também está representando uma tendência que a sociedade está experimentando como algo normal. Será que a geracao natural de filhos está ficando comprometida?

  2. JCDattoli disse:

    Pois é, Sandra. Está mesmo evidente, cada vez mais. Quanto à dúvida por você levantada, quero acompanhar os estudos e análises que acredito serão produzidos pelos profissionais especializados, no transcorrer dos próximos anos/décadas. Grato pela sua reflexão!

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