“Meia-idade: oportuna idade da vida para se reinventar”

Resultado de imagem para meia-idadeCrédito de imagem: HuffPost Brasil

Volto hoje a falar de preparação pessoal para o segundo tempo da vida, isto é, para a grande jornada que compreende o ingressar na terceira idade, no pós-carreira, na aposentadoria e nos tempos da maturidade que serão cada vez mais alongados, por conta do fenômeno da longevidade.

A abordagem de hoje vem com o excelente artigo de Renato Bernhoeft, publicado no blog MaturiJobs, abaixo reproduzido, objetivando instigar reflexões naqueles que atingem a meia-idade. Como muito bem assinalado pelo autor, esse momento da vida é propício para que se pense seriamente no que deseja para o futuro e, na medida do necessário, até mesmo para se reinventar.

Convenhamos, entregar o futuro ao acaso é assumir elevado risco de se perder, de vivenciar uma maturidade sem sentido, com frustração e com pouca luminosidade. Como tenho enfatizado, planejar seriamente o que queremos para o amanhã é agenda permanente, a ser cuidada desde cedo, quanto antes melhor. Trata-se de responsabilidade pessoal necessária e indelegável!

Confira o texto:

“Meia-idade: oportuna idade da vida para se reinventar

Por Renato Bernhoeft

O que tem sido possível observar, especialmente desde o final do século XX, é que boa parte de homens e mulheres tem constatado que todo seu processo educativo, tanto na família como no sistema formal, não os preparou para um processo reflexivo, em que seu maior desafio será, assumir a autoria e responsabilidade da sua própria história e projeto de vida.

Esta é uma das constatações, que quando ocorre, tem sido desencadeadora da chamada de “ crise da meia-idade”. Momento cronológico hoje situado ao redor dos 40 anos, especialmente se considerarmos que, o aumento da longevidade ampliou a idade média da população, para 80.

É a partir dela que, em alguns casos, ao realizarmos uma parada para avaliarmos nossas vida, pode surgir a sensação de que os arrependimentos estão se tornando bem maiores que os sonhos. E daí, temos a oportunidade de trasnformá-la em uma etapa de inflexão.

Para muitos, esta tem sido uma fase de desespero e preocupações. Alguns sentem que o tempo corre mais rápido. Outros, uma nostalgia por não terem aproveitado o tempo passado na sua plenitude, querendo recuperá-lo agora. Para outros ainda, uma fase de grandes realizações com base em periodos anteriorres vividos intensamente.

Por este conjunto de motivos esta “parada” exige cuidados, e muita atenção, para que não se deixe abater por um processo depressivo e vitimização.

Entre os profissionais, sejam homens ou mulheres, que aspiravam a carreiras brilhantes, essa fase pode ser um período de frustração. Mães descobrem que nem se dedicaram adequadamente aos filhos e as famílias, além de terem se descuidado de sí mesmas. Homens constatam que colocaram todos seus esforços à vida corporativa em detrimento da suas responsabilidades como pai e cônjuge. E o mesmo também ocorre na dimensão do  individual. Empresários que construíram impérios, mas não sabem como desfrutar destas conquistas. Figuras públicas, modelos, artistas, políticos ou esportistas, que no auge da sua carreira começam a desesperar-se pelo que virá depois.

Um olhar para o futuro exige não apenas ter sonhos e planejar.

Duas perguntas, de forte impacto e relevância, que merecem ser formuladas nesta reflexão, são:

Qual o sentido, propósito e missão que desejo estabelecer para minha vida?

Qual o meu legado?

A constatação mais evidente, nos dias atuais, é de que a meia-idade se torna um momento oportuno para iiciarmos reflexões na busca de significados para uma vida plena.

Uma das tantas formas de chegar a um resultado animador é desenvolver um olhar interior que busque sintonizar intuições, sonhos, incertezas, virtudes, fragilidades, e, acima de tudo, formas de, cada vez depender, cada vez menos, da valorização exterior.

Muitos se acostumaram a um processo de auto-estima que tende a depender, quase que exclusivamente, do seu círculo de relações. Sejam elas profissionais ou pessoais.

É fundamental encontrar um equilíbrio entre as demandas externas e aquilo que é, exclusivamente, uma responsabilidade individual. Não delegável.

Psicólogos, terapeutas, orientadores, religiosos, etc. podem ser contribuições úteis neste processo. Fuja das receitas mágicas da auto-ajuda, que, na maioria das vezes só faz aumentar a dependência externa.

Existe um antigo, e nada sutil, ditado popular italiano, que diz: “Algumas pessoas amadurecem…outras, apenas apodrecem…”

É evidente que é uma provocação nada “politicamente correta”. Mas também faz pensar.

Segundo a jornalista americana Gail Sheehy, autora do reconhecido livro “As novas passagens masculinas”, ao falar da meia-idade ela afirma:

“A principal tarefa da meia-idade é desistir de todos os provedores de segurança imaginados, e ficar nu diante do mundo, como ensaio para assumir a plena autoridade de sí mesmo.”

Assuma que as provocações elencadas neste artigo não tem outra finalidade do que fazê-lo pensar, e, se possível, agir em relação ao tema.

Lembre sempre que “tempo” é algo que não podemos resgatar, estocar ou recuperar. Use o que tem de presente e futuro para uma boa avaliação da sua vida com aqueles que lhe são caros.

Fonte: https://www.maturijobs.com/reinvencao/meia-idade-oportuna-idade-da-vida-para-se-reinventar/

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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir ao próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (levar música ao vivo para casas de idosos é uma das frentes de atuação, iniciada em 2007), além de assegurar espaços na agenda para o exercício do autoconhecimento e para a meditação, no caminho da evolução pessoal permanente . Gosto de ler, de aprender coisas novas, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
Esse post foi publicado em Motivação e crescimento humano, Psicologia e comportamento. Bookmark o link permanente.

2 respostas para “Meia-idade: oportuna idade da vida para se reinventar”

  1. Jose Paes Landim disse:

    Boas colocaçoes em direção a boas reflexoes. Nas reflexões, tocadas por bons pensamentos, é o que de melhor se possa imaginar para alcançar e concretizar nossos desejos.

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