‘Espiritualidade e religiosidade: caminhos que se encontram’

No meu entender, é sempre bem-vinda qualquer argumentação que nos ajude a refletir e a compreender melhor o verdadeiro significado de espiritualidade. Não tenho dúvida de que muita gente faz confusão a esse respeito, não percebendo adequadamente, em particular, o que diferencia a espiritualidade da religiosidade.

Para facilitar essa compreensão, selecionei para hoje o interessante e ponderado artigo de Jackson César Buonocore, Sociólogo e Psicanalista, publicado recentemente no site ‘CONTI outra‘.

Espero que o texto facilite o seu entendimento e faça despertar em você, cada vez mais, o real sentido da espiritualidade. A propósito, gosto muito deste pensamento atribuído ao padre francês Teilhard de Chardin (1881 – 1955), jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo: “Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana.”

Confira o artigo a seguir:

“Espiritualidade e religiosidade: caminhos que se encontram

É necessário diferenciar os conceitos de espiritualidade e religiosidade.

É necessário diferenciar os conceitos de espiritualidade e religiosidade. A religiosidade tem relação com as instituições religiosas. Enquanto, a compreensão sobre espiritualidade passou a narrar às experiências individuais de transcendência.

A espiritualidade é a prática do cuidado com a alma, que nos dá a consciência de que somos seres transcendentais à vida terrena, e nos ajuda a refletir de onde viemos e para onde vamos. Ela é uma fonte majestosa para nossa mente e corpo, pois nos acende a consciência do amor e à vontade fraternal de conviver com as pessoas.

Espiritualizar-se é adquirir o entendimento e a vivência do livre-arbítrio e da verdade, do respeito à vida e a valorização da bondade. É um caminho não egoísta e nem excessivamente altruísta, que nos abastece de energias positivas a fim de vivermos melhor na escola, no trabalho, na família e na sociedade, buscando o equilíbrio nessas relações.
Por isso, o exercício da espiritualidade é saudável ao nosso psiquismo. É um manancial, que nos conecta com uma “energia superior”, que se pode avocar de Deus, de divindades ou de forças da natureza.

Os indivíduos que são cristãos, judeus, budistas, espíritas, umbandistas e assim por diante podem desenvolver a sua espiritualidade vinculada às suas religiões. Além disso, aqueles que não participam de rituais religiosos e os agnósticos teístas também conseguem expandir a sua espiritualidade.

A religiosidade das pessoas está associada às igrejas que frequentam, através de missas, cultos ou demais rituais, que seguem determinados ensinamentos. As religiões têm seus dogmas sobre a vida após a morte e normas de condutas para viver em sociedade, que são oriundas de tradições que se desenvolveram em uma comunidade.

A origem dessa fé se baseia no conjunto de práticas, que religa com o transcendente: Deus, Alá, Buda ou diferentes divindades. É indiscutível a influência da religiosidade no jeito de agir e pensar do sujeito sobre o – que é certo ou errado – para ele.
Temos que inclusive considerar a relevância da religiosidade popular, que reúne crenças e rituais de fontes não oficiais, que são ignoradas pelas autoridades religiosas. Gente pobre e humilde que busca nessas narrativas simbólicas respostas ao desamparo, que funcionam como “placebo” para tanto sofrimento.

Mas, em nome da espiritualidade e da religiosidade se utilizam métodos autoritários, transformando os seus adeptos em fanáticos, que – acreditam cegamente – que a sua fé é superior a de outrem. Esses conceitos usados de modo neurótico perdem o seu valor e afastam as pessoas.

Portanto, a conexão entre esses caminhos nos ajuda a encontrar soluções aos momentos difíceis que vivenciamos. Enfim, a espiritualidade e a religiosidade psiquicamente sadias incorporam princípios, que bloqueiam os instintos de morte, tais como: promiscuidade, voracidade e ganância, etc. E fortalecem os instintos de vida, entre eles: paciência, sabedoria e empatia.

Fonte: https://www.contioutra.com/espiritualidade-e-religiosidade-caminhos-que-se-encontram/

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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir ao próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (levar música ao vivo para casas de idosos é uma das frentes de atuação, iniciada em 2007), além de assegurar espaços na agenda para o exercício do autoconhecimento e para a meditação, no caminho da evolução pessoal permanente . Gosto de ler, de aprender coisas novas, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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4 respostas para ‘Espiritualidade e religiosidade: caminhos que se encontram’

  1. dulcedelgado disse:

    Conteúdo claro e relacionando bem os dois termos entre si. Gostei!

  2. Jose Paes Landim disse:

    Belíssimas. e harmoniodas colocações sobre religiosidade e espiritualidade,
    até mesmo pelo quanto ecumenicamente elas se encontram nos mesmos caminhos espirituais.

  3. JCDattoli disse:

    É muito importante ter retornos sobre a qualidade e a pertinência das publicações aqui no blog.
    Muito grato, caro Landim!!!

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