“Segunda Alegoria da Caverna” – Lições a aprender com os jovens tailandeses!

A propósito do recente acontecimento, impressionante, envolvendo os meninos de um time de futebol tailandês que ficaram presos em uma caverna por mais de duas semanas, trago o texto, “Segunda alegoria da caverna”, da escritora Luciane Madrid Cesar, publicado em seu blog, que vi circular em grupo de rede social.

A autora faz uma leitura e interpretação do referido episódio com absoluta propriedade e elogiável percepção, ao elencar quatro lições que os jovens nos passaram. Sem dúvida, os garotos demonstraram invejável equilíbrio emocional e comportamento de grande maturidade, ou de sabedoria, a despeito da pouca idad ine, incluindo até mesmo o professor que orientava o grupo, de 25 anos.

Temos aí, a meu ver, aprendizados a tirar. Leia a seguir e fique à vontade para registrar sua opinião!   

“Segunda Alegoria da Caverna

Os garotos bloqueados na caverna         Foto: El Pais (GETTY)

Na última semana a Humanidade assistiu a uma nova “Alegoria da Caverna”.

A primeira, descrita por Platão em seu livro República, trata de nossa relação com o mundo exterior e suas influências sobre nós.

Já esta segunda, a nós apresentada pelos meninos tailandeses, diz respeito ao nosso mundo interior e nosso controle sobre ele. Ensina-nos quatro lições.

Primeira: Serenidade

Quando as primeiras imagens do pequeno grupo, isolado muitos metros abaixo da superfície, nos chegaram pela TV, o que mais impressionou foi a serenidade de seus rostos infantis. Há nove dias presos, sem alimento e sem perspectiva, eles apresentavam o semblante de quem acabara de ir brincar no quintal de casa… Nenhuma angústia, nenhum medo. Nem mesmo o alívio por terem sido encontrados era exagerado. Nada de gritos e choro. Apenas alegria e gratidão misturadas placidamente naquelas expressões faciais… Sua cultura milenarmente voltada para o autoconhecimento e a imprescindível orientação de um professor que já foi um monge budista tornaram os dias no cativeiro natural muito mais fáceis de suportar.

Segunda: Positividade

Os pequenos jogadores de futebol escreveram cartas a suas famílias e nelas não havia palavras de sofrimentos e dor, apelos e lamentações. Havia positividade. “Mamãe, papai, estou bem, não se preocupem, posso cuidar de mim.”  Ou “Diga a vovó que quero comer torresmo com molho picante quando sair…” ou  “ Não se esqueçam de organizar minha festa de aniversário” . Não só o grupo, mas todos os envolvidos e por extensão, o mundo todo, apresentou uma atitude positiva em face dos acontecimentos. Não houve pensamentos de raiva, revanchismo, estrelismo. Ninguém acusando o técnico por ter levado os meninos em passeio perigoso, ninguém questionando autoridades por não haver um aviso de perigo a entrada da caverna. Ninguém em desespero, questionando o destino … O mundo todo se uniu em orações, torcida, desejos de que o salvamento fosse um sucesso. Em nenhum momento houve pensamentos pessimistas. O mundo, unido na certeza do final feliz!

Terceira: Cooperação

Profissionais de diversas partes do planeta foram para a Tailândia com um só objetivo: oferecer seus conhecimentos e sua experiência para a resolução satisfatória do problema. Não havia desejo de gloria, de promoção pessoal. Apenas unir esforços e competências para um mesmo objetivo: salvar aquelas 13 vidas.

Quarta: Gratidão

Havia gratidão nos olhos dos pequenos Javalis Selvagens ao serem encontrados pelos mergulhadores ingleses. Gratidão também nas palavras de cada tailandês, por toda a ajuda recebida e a torcida por seus meninos. Gratidão ao professor que se doou para seus alunos, jejuando para que eles pudessem se alimentar. E, por fim, a gratidão de todo o planeta que, ao ter notícia do último indivíduo resgatado, emocionados, cada um agradeceu aos céus, ao universo ou a seu Deus, conforme sua crença.

A ciência tem comprovado o poder do pensamento. Serenidade, positividade, cooperação e gratidão. Somos feitos de energia e quando conseguimos mantê-la positiva e em harmonia com a energia de nossos semelhantes, podemos mover montanhas…

Esse jovem grupo de seres humanos foi instrumento do Universo para mostrar a todos nós a nossa força. Não percamos isso. Mantenhamos nossas energias positivas no bem, no amor, na fé e na paz. E teremos o poder de transformar o mundo!

Luciane Madrid Cesar

Fonte: http://lumadrid.blogspot.com

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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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2 respostas para “Segunda Alegoria da Caverna” – Lições a aprender com os jovens tailandeses!

  1. dulcedelgado disse:

    Uma lição de simplicidade e principalmente de sabedoria!

    • JCDattoli disse:

      Autoconhecimento e controle das emoções são diferenciais para a vida, mesmo nas situações de dificuldades e aflições, como eles demonstraram!
      Grato por comentar, Dulce. Já estava sentindo a sua falta por aqui.
      Bom retorno!

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