“Mudar não é fácil. Você sabe por quê?”

Falar sobre mudança pessoal é recorrente aqui no blog. O tema desperta sempre interesse e carrega variadas nuances!

Implementar mudança de hábito, de estilo de vida, abrir mão de algo que está incorporado aos costumes e que dá prazer dispara naturais (auto)resistências, de diversas naturezas, arquitetadas inconscientemente, mesmo quando o indivíduo se declara disposto a mudar. Quando se fala em mudança, logo vêm associados sentimentos de incômodo,  de medo e até de revolta. Em suma, sair da “zona de conforto” pessoal não é simples. Diante dessa realidade, aprendemos que a motivação para a mudança pessoal tem que vir de dentro, da própria pessoa.

Exatamente para analisar algumas perspectivas a esse respeito,  levando em consideração determinados aspectos psicológicos – e sutis – que dificultam e facilitam a mudança, e como contribuição para que o seu nível de consciência sobre isso possa se ampliar e favorecer mudanças futuras, reproduzo este interessante artigo, publicado dias atrás no site A Mente É Maravilhosa. 

Leia a seguir:

“Mudar não é fácil. Você sabe por quê?

Mudar não é fácil

Mudar não é fácil. Na verdade, há alguns aspectos que não são passíveis de mudança e, às vezes, ela também não é necessária. Não existe um modelo de ser humano com o qual todos devemos ser parecidos. O conceito de “normalidade” é um assunto muito relativo. As pessoas que fogem à regra muitas vezes são as que mais contribuições trazem à humanidade.

No entanto, existem aspectos nos quais podemos e devemos fazer modificações, especialmente em assuntos que limitam a nossa vida ou nos fazem sofrer. Não se trata de ser outra pessoa. O mais sensato é simplesmente buscar as formas de ser e de agir que mais nos beneficiem.

“Todas as mudanças, mesmo as mais esperadas, trazem consigo uma certa melancolia.” – Anatole France –

Também não se trata de transformar por completo a nossa personalidade. O que se deveria buscar, na verdade, é como amenizar aqueles aspectos que nos causam mal-estar. Embora mudar não seja fácil, se colocarmos esse propósito em um contexto realista, ele se torna possível. Também é importante eliminar alguns fatores que agem como obstáculo, atrapalhando a nossa mudança. Listamos alguns deles a seguir.

Mudar não é fácil quando não há retorno

Muitas vezes estamos conscientes de que determinada conduta não é apropriada. Por exemplo, reagir impulsivamente, fumar ou ser muito sedentário. Nesse caso, temos consciência, mas não a levamos em consideração. Por isso, mudar não é fácil.

Uma boa maneira de motivar a mudança é deixando plenamente visíveis as consequências das condutas incorretas. Vamos analisar um exemplo: As pessoas sabem que devem lavar as mãos antes de comer. No entanto, muitas não fazem isso. Se fosse aplicado um corante que permitisse ver as bactérias, com certeza elas lavariam as mãos sempre.

É algo do tipo que devemos fazer. Pensar nos efeitos da nossa conduta negativa. Fazer uma lista e revisá-la com uma certa periodicidade. Não suspender a busca de novos efeitos nocivos desse comportamento. Em resumo, encarar completamente as consequências desses aspectos que desejamos mudar.

Falta de motivação ou de apoio

Por mais negativa que seja uma conduta, se a conservamos é porque nos traz algum benefício. O problema é que geralmente o benefício ocorre a curto prazo, ao passo que as consequências negativas são recebidas a médio e longo prazo. Por isso é tão fácil que nossa motivação ignore o que nos prejudica dessa conduta.

Assim, em muitas situações precisamos de motivação e apoio para manter firme a vontade de mudar. Por isso é positivo contar para as pessoas mais próximas o nosso objetivo. Pedir a elas que nos ajudem a lembrar da importância da nossa mudança. Não para que nos pressionem, mas para que nos incentivem.

Também é positivo praticar a automotivação. O velho truque de se recompensar sempre funciona. Dar-nos um presente sempre que cumprirmos uma meta. Reconhecer o esforço. Mudar não é fácil, mas poucas coisas proporcionam tanta satisfação quanto conseguir mudar.

Identificação de gatilhos e alternativas

Todos nós temos rotinas que às vezes dificultam a mudança; ficam associadas à conduta que queremos modificar. É a própria rotina que nos induz a voltar a praticar o comportamento negativo habitual. Por exemplo, às vezes nos propomos a fazer uma hora de exercício todas as manhãs, mas temos o hábito de deitar muito tarde. Logo de cara já estamos dificultando a realização do nosso propósito.

Há casos nos quais os “gatilhos” das condutas negativas são mais sutis. Por exemplo, deixamos bagunça por todos os lados. Isso atrapalha as pessoas com quem convivemos. É uma fonte de conflito e dá início a brigas intensas. Ao mesmo tempo, somos bagunçados porque temos algum nível de ansiedade e sempre parece que não temos tempo.

Neste último exemplo, o “gatilho” de fundo é essa sensação de urgência. Ela nos leva a pensar que não temos dois minutos para colocar as coisas no seu devido lugar. Nesse e em outros casos, o importante é identificar o problema e as possíveis alternativas de solução. Como essa ansiedade poderia ser eliminada? Como seria possível ser mais organizado sem sentir que se está “perdendo” um tempo importante?

Mudar não é fácil. Principalmente porque sempre temos que enfrentar uma resistência, seja consciente ou inconsciente. Talvez não queiramos porque não avaliamos os benefícios de modificar nossa conduta. Ou também porque somos vítimas de uma programação mental muito rígida, ou não encontramos condutas alternativas para substituir as que devem ser modificadas.

Nada garante que vamos ter sucesso, mas se trabalharmos a nossa consciência, vamos aumentar as chances de conseguir fazer a mudança que no fundo queremos.

Fonte – https://amenteemaravilhosa.com.br/mudar-nao-e-facil/

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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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