“Como criticar, como elogiar e algumas cositas más…” (boas sacadas)!

Reproduzo artigo com abordagem inteligente, estruturada de forma não convencional, tratando de alguns aspectos atitudinais envolvendo hábitos, mentalidade etc., trazidos em artigo publicado no LinkedIn, por João Paulo Pacífico. As visões “otimista” e “pessimista” são o mote principal do texto, reforçando algumas publicações que tenho feito aqui sobre a importância de se ter um mindset positivo, ou por outra, de se cultivar o otimismo!

Tirem proveito destas boas sacadas, baseadas nos princípios da psicologia positiva, a seguir:

“Como criticar, como elogiar e algumas cositas más…

Olá,

Esse super completo artigo é dividido em 10 itensleia, releia e aprenda muito… você irá descobrir que não é o que pensa… como as adversidades te afetam e como mudar isso… e claro, como o título diz, como criticar e elogiar alguém…

Tudo embasado na psicologia positiva, uma ciência que nos ajuda a sermos mais felizes 😉

Esses minutinhos de leitura certamente trarão algo novo pra sua vida… aproveite!!!

1. Você sabia que…

Estudos recentes mostram que otimismo está relacionado com melhor saúde e maior bem estar.

Um estudo acompanhou por 40 anos 4.989 pacientes e os otimistas tiveram maior longevidade. Outro estudo similar acompanhou por 30 anos 839 pacientes, e novamente os otimistas tiveram maior longevidade.

Otimistas não apenas vivem mais, como vivem melhor. Pessimistas relatam pior saúde mental e física e estão mais suscetíveis à depressão, enquanto que otimistas têm menor risco de apresentarem câncer, doenças cardíacas, doenças respiratórios e infecções e AVC.

“Pessimismo leva à fraqueza, otimismo ao poder” William James, filósofo e psicólogo.

Convencido dos benefícios de ser otimista??? Vamos para o próximo passo…

2. Mas como ser otimista em um mundo tão complicado?

Todos teremos bons e maus eventos. Porém, nós lembramos mais vivamente os eventos ruins.

Segundo o professor Cliford Nass da Universidade de Stanford, “emoções negativas geralmente envolvem mais pensamentos, … tendemos a refletir mais sobre eventos desagradáveis – e usar palavras mais fortes para descrevê-los – do que os eventos felizes”.

Mas nós podemos mudar como explicamos o que está acontecendo conosco, criar novos hábitos mentais, e isso é muito poderoso (leia isso de novo, podemos mudar como pensamos \o/).

3. Como as ações nos afetam…

Para entender o otimismo precisamos de 2 passos: (1) ABC e (2) Estilo Explicativo.

(1) ABC (em inglês, como originalmente descrito na Psicologia Positiva)

  • A – Adversity – Adversidade/Ação
  • B – Belief – Opinião
  • C – Consequence – Consequência

Agora com exemplo:

Ação (A): Existe sempre alguma Ação externa. Por exemplo, batemos o carro.

Opinião (B): A ação irá gerar uma Opinião em nossa mente. Explicamos para nós o que aconteceu e qual o motivo. Por exemplo, “o dia começou péssimo”.

Consequência (C): Em seguida sofreremos as Consequências. Por exemplo, dor de cabeça, estresse…

PARA REFORÇAR: a Ação não gera diretamente a Consequência (na maioria dos casos). A Ação gera uma Opinião e a Opinião gera a Consequência.

AÇÃO -> OPINIÃO -> CONSEQUÊNCIA

SUPER IMPORTANTE: A consequência depende da sua opinião e não da ação (adversidade) pela qual passou!!!

Explicando melhor…

Um mesmo evento pode gerar consequências diferentes. Por exemplo:

Ação: Bateu o carro.

Pessoa 1:

Opinião: Ninguém dirige bem nessa cidade! O dia já começou péssimo!

Consequência: Grande aumento de estresse, sentimento de frustração e raiva.

Pessoa 2:

Opinião: Estava distraído no momento. Procurarei ser mais atento. Irei trabalhar de bicicleta 😉

Consequência: Menor frustração e raiva, um aprendizado e um pouco de otimismo.

 

Muitas vezes não podemos mudar a Ação, mas somos os responsáveis pela Opiniãoe, portanto, pela Consequência.

Assim, com o hábito mental do otimismo, as pessoas são capazes de aumentar a própria felicidade apenas reformulando as Opiniões internas. (leia isso novamente… 😉

4. ATENÇÃO: Você não é o que você pensa…

Detalhe muito importante: Nós não somos nossos pensamentos. Nós TEMOS pensamentos.

Confundimos nossos pensamentos com nós mesmos: quando quebramos um braço dizemos “estou com um braço quebrado” e não “estou quebrado”.

Porém, quando temos pensamentos tristes dizemos “estou triste” enquanto deveríamos falar “estou com pensamentos tristes” (muito legal essa forma de encarar, né?)

Essa pequena mudança, compreendendo que temos pensamentos, mas não somos esses pensamentos, muda a forma de tratarmos o mundo.

Por que isso é importante? Porque pensamentos são verificáveis e mutáveis. Nós somos muito apegados a primeira impressão, geralmente elaborada em microssegundos.

Mas não devemos acreditar no primeiro pensamento que temos sem uma análise mais cuidadosa. Após ter um primeiro pensamento, temos um viés de confirmação, procurando outros pensamentos para corroborá-lo.

Porém, devemos refletir se o pensamento é realmente adequado e acurado e estar abertos a mudança de ideias. Deve ser um hábito avaliarmos e refletirmos sobre os pensamentos automáticos que nos fazem mal.

5. Somos contadores de histórias

Nós adoramos histórias (por isso amamos seriados, novelas, filmes, livros, e até as notícias são contadas em forma de história).

Tanto que nossa mente cria histórias o tempo todo para explicar tudo que acontece conosco.

Estilo explicativo é a forma como interpretamos o que está acontecendo ao nosso redor e nos explicamos.

6. Atenção… parte um pouquinho mais técnica… e interessante

Os pontos principais do estilo explicativo são Permanência e Abrangência.

Permanência está relacionada com a escala temporal, isto é, se a causa é permanente ou temporária.

Ahhhhh???? Calma, explicaremos. Começando com situações ruins:

Fiz um relatório ruim.

  • “Nunca faço bons relatórios”: permanente
  • “Desta vez não fiz um bom relatório”: temporário

Das duas frases acima, quem é o otimista?

Em situações ruins, o pessimista é permanente, já o otimista é temporário. Isto é, encara a situação pontualmente.

Fiz um ótimo relatório.

  • “Sou esforçado”: permanente
  • “Desta vez fiz um ótimo relatório”: temporário

E agora, quem é o otimista?

Em situações boas inverte, o pessimista é temporário, já o otimista é permanente.

  • Otimista: Sou inteligente e esforçado (permanente).
  • Pessimista: Dessa vez fui bem na prova de Matemática (temporário).

Abrangência está relacionada com a escala espacial, isto é, se a causa é abrangente ou específica.

Vamos aos mesmos exemplos pra facilitar:

Fiz um relatório ruim.

  • “Não sei nada”: abrangente
  • “Não sei quase nada deste assunto”: específico

E das duas frases acima, quem é o otimista?

Em situações ruins, o pessimista é o abrangente e o otimista é o específico (SOCORRO, que confusão?!?!…. no final faremos um quadrinho pra facilitar).

Fiz um ótimo relatório.

  • “Faço bons relatórios”: abrangente
  • “Fiz um ótimo relatório financeiro”: específico

E agora, quem é o otimista?

Em situações boas, o pessimista é específico, já o otimista é abrangente.

Resumo preliminar pra te facilitar:

Situações Ruins

  • Otimista: temporário e específico
  • Pessimista: permanente e abrangente

Situações Boas:

  • Otimista: permanente e abrangente
  • Pessimista: temporário e específico

7. Líderes e pais:

Crianças aprendem estilo explicativo principalmente com os adultos que estão à sua volta.

A forma como elogiamos e criticamos os alunos e filhos tem enorme importância.

Pais e professores otimistas tendem a ajudar as crianças a serem otimistas. Pais e professores pessimistas tendem a influenciar as crianças a serem pessimistas.

O mesmo vale para as equipes de trabalho!

8. Enfim, como criticar???

Para criticar, seja específico e temporário: “Por que dessa vez você não se esforçou o suficiente para essa prova?”.

É importante ser o mais acurado possível na crítica.

Censura exagerada produz culpa e vergonha além do adequado e elimina a vontade de mudança.

Por outro lado, a falta de crítica no momento certo elimina a responsabilidade e também não facilita mudanças.

9. E como elogiar???

Para elogiar, seja abrangente e permanente: “Parabéns! Você é muito esforçado e estudioso”.

Tendemos a possuir cada vez mais as qualidades que as outras pessoas veem em nós

Devemos elogiar principalmente processos (esforço, dedicação, cuidado, atenção) e evitar elogiar resultados (nota da prova, qualidade do trabalho).

Elogiar processo faz com que busquemos nos aprimorar ainda mais nesses processos, melhorando nossos resultados.

elogiar resultados pode gerar insegurança de não atingirmos novamente o mesmo resultado e, consequentemente, redução no esforço ou mesmo desistência.

O resultado, muitas vezes, depende de fatores externos. Já o processo/esforço depende só de nós!

Pessoas com estilo explicativo pessimista têm menor esperança e são passivas quando falham, enquanto que pessoas com estilo explicativo otimista percebem fracassos como desafios, reagindo com atitude e esperança.

10. Para te confundir…

Vendedores devem ser otimistas, pois a cada “não” recebido, eles devem se recompor rapidamente e achar que da próxima vez receberão um “sim”… mas algumas profissões que exigem cautela, como por exemplo pilotos de avião e alguns ramos da advocacia em que o excesso de otimismo pode ser danoso.

Super resumão:

  • otimistas são mais saudáveis, vivem mais e melhor.
  • (Na maioria das vezes) Não é o que acontece com a gente que nos afeta, mas sim como pensamos -> Ação gera pensamento que gera consequência… mude o pensamento que a consequência irá mudar.
  • Nós não somos nossos pensamentos, nós temos pensamentos e podemos mudá-los.
  • Para eventos ruins (e para criticar) dê razões específicas e temporárias.
  • Para eventos bons (e para elogiar) dê razões abrangentes e permanentes.

“Nós somos aquilo que fazemos de forma repetitiva” ~ Aristóteles

Muito obrigado por ler até aqui… queremos muito saber sua opinião, curta, comente e seja muito otimista…

abraços e beijos,

João Paulo Pacífico e Du Pacífico

dois irmãos otimistas e que escreveram juntos esse artigo

Fontes: As fontes dos estudos estão nos hiperlinks.

Publicado em – https://www.linkedin.com/pulse/como-criticar-elogiar-e-algumas-cositas-m%C3%A1s-jo%C3%A3o-paulo-pacifico

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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
Esse post foi publicado em Motivação e crescimento humano. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para “Como criticar, como elogiar e algumas cositas más…” (boas sacadas)!

  1. Eliana Cristina de Lemos Ornellas disse:

    Muito bom!

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