Por que você deve pensar e se preparar para a LONGEVIDADE?

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Por que você deve pensar e se preparar para a LONGEVIDADE?

Por Clovis Dattoli*

Vez por outra o tema longevidade está aqui no blog. Decorre da minha convicção de que o público de interesse é amplo, está se ampliando, e compreende também as pessoas mais jovens.

Ninguém duvida que o aumento da expectativa de vida é fenômeno crescente e uma realidade cada vez mais evidente no mundo atual. Por conta disso, mais do que reflexões, tal fenômeno vem promovendo alterações sociais e econômicas significativas. Para exemplificar com dado estatístico, o número de brasileiros com mais de 60 anos, que hoje já passa de 30 milhões de habitantes (próximo de 15% da população do país), corresponderá a cerca de 30% em 2050.

Nessa esteira, como a pessoa está vivendo mais e mais – e essa é tendência que ainda vai longe -, o interesse geral por dois temas mais específicos surge naturalmente: a aposentadoria e o envelhecimento.

Diante dessa realidade, convido-o a refletir um pouco mais sobre isso!

Bem, antecipando ideias que estão em meu livro, a ser lançado em agosto deste ano, trago hoje um breve apanhado da minha visão, dos aprendizados e experiência sobre a referida temática, esperando contribuir para que você tenha maior clareza a esse respeito, se prepare efetivamente e desfrute ao máximo a etapa da maturidade (ou senioridade), do pós-emprego (ou pós-trabalho), do tempo livre e do envelhecimento que, convenhamos, surge com sinais mais perceptíveis após a meia idade, ao menos aparentemente.

Antes, porém, saiba que – de acordo com diversas pesquisas sobre felicidade, respondidas por pessoas das diferentes faixas etárias, em várias partes do mundo – os idosos declaram-se mais felizes do que os mais jovens!

E isso faz total sentido. Estudiosos do tema felicidade afirmam que dois fatores (entre diversos outros também apontados) contribuem sobremaneira para que a pessoa se sinta feliz: os relacionamentos (ter bons relacionamentos – quanto mais melhor) e a liberdade (autonomia). Inferindo sobre esses achados, podemos concluir que esse estado de maior felicidade decorre do fato de que as pessoas, ao chegar à terceira idade, podem se dedicar com maior atenção e intensidade aos relacionamentos com os seus entes mais queridos (familiares, amigos) e, por outro lado, ficam desvencilhadas das obrigações e rotinas impostas pelo trabalho regular/formal, passando a ter à sua disposição o precioso fator tempo e a ter autonomia sobre suas prioridades e agenda. Não é lógico?

Mas, como devemos conceituar (significar) a aposentadoria?

Na minha tradução, e dentro de uma visão sociológica, é a etapa da vida de um trabalhador, remunerada, desvencilhada da rotina (e obrigação) de ter que trabalhar, que significa uma benção, um prêmio, um novo ciclo venturoso de vida para ser vivido positivamente, em termos intelectuais, espirituais, sociais, familiares, e um novo tempo para cuidar de causas que são caras ao aposentado, de aprimorar o seu autoconhecimento, de colocar em evidência os seus talentos e incorporar novas habilidades e, enfim, de ser o verdadeiro protagonista de uma vida que agora está inteiramente a seu dispor.

A propósito, gosto do conceito de Aposentadoria Ativa. Significa aproveitar esse estágio da vida, em que a pessoa se encontra naturalmente mais relaxada e com tempo livre, para resgatar e executar idéias, planos e sonhos. O aposentado, com experiência, mais sabedoria e tempo disponível pode perfeitamente encontrar realização, fazendo o que gosta, e aumentar o seu nível de felicidade. Melhor será se houver uma preparação, do aposentando e do seu núcleo familiar, para que a aposentadoria ocorra na hora certa e sem traumas.

Ser um idoso bem-sucedido. Do que estamos falando?

Entenda um idoso bem-sucedido como aquela pessoa que, a despeito de contar com idade cronológica superior aos 60 anos, procura estar ativo, mantém sua autonomia e independência, conta com amplo círculo de relacionamento (família, amigos, ambientes sociais e profissionais), busca e aproveita momentos de lazer/prazer, não apresenta doenças e comprometimentos físicos importantes, demonstra inexistência de fatores de risco significativos em termos da saúde física e mental. Enfim, é aquele que se mostra ativo e feliz com a vida que leva.

E para chegar a essa condição de idoso bem-sucedido, como nada é por acaso, é recomendável começar a preparação individual desde cedo, ainda jovem, iniciando pelos cuidados com a saúde e estilo de vida, sem prejuízo de vários outros fatores.

Envelhecimento (e felicidade)

É muito importante que se encare o processo de envelhecimento de maneira positiva, como um ciclo bonito da vida. Não há porque se falar em medo de envelhecer. Essa etapa, inexorável, pode ser muito mais feliz do que você imagina. Viva com sabedoria, porém plena, ativa e apaixonadamente. E goste de você cada vez mais, seja o seu melhor amigo. Como disse George Carlin, então com 102 anos, as únicas pessoas que estarão conosco a vida inteira somos nós mesmos!

Um segredo aqui é: aprenda a ser feliz minimizando as dependências, sem esperar do outro. Alguém já disse que um grande indicador de felicidade é quando a pessoa se sente feliz mesmo estando só!

Cabe mencionar que a escritora Simone de Beauvoir, em seu livro A Velhice, publicado em 1970, argumenta que uma excelente saída para se ter uma boa velhice é ter um projeto de vida.

Então, cuide do seu futuro, prepare com carinho o seu projeto pessoal para os muitos anos (e décadas) que terá para ser feliz e deixar as suas marcas, pensando sempre, e motivos não lhe faltarão, que o pós-50 tem tudo para ser a melhor etapa da sua vida!

Clovis Dattoli – É Coach Executivo e de Negócios, Coach de Vida e Palestrante. Tem larga experiência executiva e de liderança. 
http://www.clovisdattoli.com.br  –  Email: jcdattoli@dattoli.com.br
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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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