A geração que não lê, mas curte e compartilha (uma providencial reflexão)!

Um tema da hora, que merece boa reflexão, é o crescente nível de conexão e interação virtual das pessoas, com intensas trocas de informações e notória dependência dos dispositivos eletrônicos, revelador de altíssima participação dessa turma com as redes sociais, sobretudo por parte dos mais jovens.

Sem dúvida, um fenômeno social impressionante nesses tempos atuais, particularmente no Brasil, que segundo diversos especialistas está provocando, ou acentuando, problemas no comportamento e na saúde de muita gente, como elevação de estresse, do nível de ansiedade e até mesmo de casos de depressão. Quem me acompanha percebe que, ultimamente, tenho feito algumas postagens a esse respeito.

Para enriquecer e facilitar a compreensão desse contexto e suas diversas facetas, reproduzo o texto abaixo, muito interessante, direto e ilustrativo, publicado no Linkedin Pulse, da publicitária e consultora Heloisa Zambianco, destacando que a pressa de compartilhar, de passar adiante a informação, está aumentando o nível de desatenção das pessoas e evidenciando o pouco gosto pela leitura, uma conhecida característica de grande parte da população brasileira, infelizmente.

Pensar sobre isso vai fazer bem. Vale a leitura!!! 

“A geração que não lê, mas curte e compartilha!

Que o brasileiro lê pouco não é novidade, as pesquisas estão aí para apontar essa triste mas real estatística. Uns por falta de tempo, outros porque não gostam, outros porque preferem estar conectados, enfim, a lista é grande. Mas em plena era digital não ler nem as postagens nas redes sociais, é de se espantar! A informação está cada vez mais mastigada e parece que isso tem se tornado um silencioso problema.

Quantas vezes você escreveu um post nas suas redes sociais e o primeiro comentário é uma dúvida referente a exata informação que você escreveu? Isso acontece muito com empresas que usam as redes sociais para negócios, por ex: postam uma mensagem, com o telefone no fim e o primeiro comentário é “qual o número para ligar?”. É rir pra não chorar. Será que em meio a tanta informação estamos ficando cada vez mais desatentos e pior, sem senso de interpretação?

Hoje entrei num grupo de freelancers e divulguei meus serviços para Gerenciamento de Redes Sociais, de Google Adwords, Produção de Artigos, etc. Qual não foi minha surpresa, minutos depois, comecei a receber mensagens e emails com currículo e esperançoso interesse na “vaga”. O erro pode até ter sido meu, talvez tenha escrito uma legenda um pouco ambígua, mas me fez refletir muito durante o restante do dia.

As pessoas simplesmente não param para ler, nem ouvir, muito menos estar presente.

Acredito que somos a geração que mais tem acesso a informação, acesso rápido e geralmente com começo, meio e fim. Tudo muito bem descrito, incluindo imagem, vídeo, áudio e gif. Na minha época (uau! chegou minha vez de usar essa frase), quando precisávamos entregar uma pesquisa, nossa referência eram as pesadas “barsas”, como se fosse um Wikipedia de papel. Digitar? Que nada! O desafio era escrever uma folha de almaço completa e entregar no outro dia.

Enfim, em meio a tanta facilidade tecnológica, as vezes me pergunto se não estamos perdendo nossas habilidades naturais de interpretar, ter opinião sem necessitar fazer o outro concordar e conseguir desconectar para estar presente. Inclusive acredito que muitas vezes, esse é o motivo pra tanto ódio gratuito na internet. Fica a reflexão e o desafio! Te convido a prestar mais atenção nisso tudo, comigo.

Publicado em – https://www.linkedin.com/pulse/gera%C3%A7%C3%A3o-que-n%C3%A3o-l%C3%AA-mas-curte-e-compartilha-helo%C3%ADsa-zambianco

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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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12 respostas para A geração que não lê, mas curte e compartilha (uma providencial reflexão)!

  1. Lua Andrade disse:

    Matéria muito pertinente e atual! Certamente a facilidade de acesso às muitas informações tem prejudicado nossas habilidades várias de muitas formas diferentes, inclusive a de interação e compreensão. Uma temerária lástima. Porém , real !

    Parabéns pela escolha do tema!

    Compartilhando !

  2. Pingback: A geração que não lê, mas curte e compartilha (uma providencial reflexão)! – Blog Caderno da Lua

  3. Vanessa M Brazil disse:

    Bom dia! “Leu” meus pensamentos e reflexões! Observo cada dia mais este “fenômeno”! Trocava ideia com um paciente dia desses, exatamente sobre isso! E, infelizmente, é alarmante a desconexão das pessoas em relação à elas próprias e a vida que vivem! Paradoxalmente, como o texto bem diz, numa era em que uma grande parte destas pessoas está conectada a redes sociais com acesso à inúmeras informações “mastigadas”, que as pessoas olham, mas não registram; simplesmente porque “não estão ali”, inteiras! É o TER superando o SER, lamentavelmente… Ter acesso ao máximo de informações em diferentes redes sociais, ter inúmeros seguidores e seguindo inúmeras outras pessoas, apenas para sentir uma falsa sensação de preenchimento, mas que seguem vazias de sentido… Seguem como autômatos, apenas repetindo o que vêem, num psitacismo assustador! Despertar e ampliar consciências, meditação, silenciar o ego e ouvir a Alma… Caminhos possíveis de serem trilhados rumo à nossa própria Identidade e Individualidade presente, consciente. Namastê

    • JCDattoli disse:

      Excelente o seu comentário, Vanessa. Obrigado!
      Nessa linha por você defendida, tenho trazido frequentes postagens aqui, chamando a reflexão dos seguidores e visitantes do blog.
      Vamos nessa!
      Abraço

      • Estou conectada e atenta (rsrs) aos assuntos/temas trazidos aqui no seu espaço, que diga-se de passagem, me encantou!
        Parabenizo-lhe pela iniciativa, necessitamos por demais de reflexões do gênero. Façamos a nossa parte, não é verdade? O Despertar e a Transformação da consciência é sempre processual e necessita de estímulos como estes temas que você traz, para que em algum momento sejam absorvidos, ainda que homeopaticamente…
        Gratidão

  4. Apenas um adendo… Segue meu site abaixo. Gratidão 🙏 Namastê
    http://www.revisandose.com.br

  5. JCDattoli disse:

    Legal, Vanessa. Eu que lhe agradeço!
    Sigamos nessa sintonia!

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