Sobre os felizes (uma leitura imperdível)!

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Volto com o grande tema FELICIDADE, dos mais frequentes aqui no blog. Para este começo de semana, trago a crônica Sobre os felizes, da escritora cearense Socorro Acioli, que me impressionou bastante. Analisar, procurar entender a felicidade dos outros e escrever sobre isso é, antes de mais nada, atitude de generosidade, de nobreza, do bem!

A partir das suas observações, a autora evidencia, com grande propriedade, importantes características (hábitos) de pessoas verdadeiramente felizes, ao tempo em que também indica características dos infelizes. Com esses registros e conclusões, a autora nos oferece insights de grande valia para o nosso aprimoramento individual, para nos tornarmos pessoas continuamente melhores. E quando isso acontece, a felicidade está presente!

Interessante notar, conforme bem destacado por Socorro Acioli, que a jornada da felicidade tem muito mais a ver com simplicidade do que com perfeição.

Ao conhecer o texto, veio à minha mente um pensamento de Cora Coralina que gosto muito:Me esforço para ser melhor a cada dia. Pois bondade também se aprende”.

Leiam a crônica, a seguir transcrita, que foi publicada no jornal O POVO online:

“Sobre os felizes

(Socorro Acioli)

Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes sobre a face da Terra. Grandes homens, grandes mulheres, sujeitos exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer vários deles, de ter muitos como amigos e costumo observar suas ações com dedicada atenção. Tento compreender como conseguem levar a vida de maneira tão superior à maioria, busco onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com eles.

De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todos e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte deles, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.

Dos felizes que conheço, nenhum leva uma vida perfeita. Não são famosos. Nenhum é milionário, alguns vivem com muito pouco, inclusive. Nenhum tem saúde impecável, ou uma família sem problemas. Todos enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.

O primeiro hábito que eles tem em comum é a generosidade. Mais que isso: eles tem prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.

Os felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietos com a dor do outro, querem colaborar de alguma maneira. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. Os felizes, sobretudo, doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que tem, mesmo quando é muito pouco.

Eu também observo os infelizes e já fiz a contraprova: eles costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor. Reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam o recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, infelizes. Cada vez mais.

O segundo hábito notável dos felizes é a capacidade de explodir de alegria com o êxito dos outros. Os felizes vibram tanto com o sorriso alheio que parece um contágio. Eles costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque os infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro, ou de ignorar a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.

O terceiro hábito dos felizes é saber aceitar. Principalmente aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar. Sabem opinar sem diminuir e sabem a hora de calar. Sobretudo, sabem rir do jeito de ser de seus amigos. Sorrir é uma forma sublime de dizer: amo você e todas as suas pequenas loucuras.

Escrevo essa crônica, grata e emocionada, relembrando o rosto dos homens e mulheres sublimes que passaram e que estão na minha vida, entoando seus nomes com a devoção de quem reza. Ainda não sou um dos felizes, mas sigo tentando. Sigo buscando aprender com eles a acender a luz genuína e perene de alegria na alma. Sigamos os felizes, pois eles sabem o caminho. ”

Publicado em: – http://www.opovo.com.br/app/colunas/socorroacioli/2015/09/15/noticiassocorroacioli,3504056/sobre-os-felizes.shtml

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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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10 respostas para Sobre os felizes (uma leitura imperdível)!

  1. Luiz Ribeiro de Andrade disse:

    Belo texto.
    Valeu, Dattoli!

  2. Aroldo Santos disse:

    Mais uma vez, admirável crônica, meu amigo. Você sempre buscando brindar-nos com preciosos ensinamentos. Parabéns. Abraços, Aroldo.

  3. José Paes Landim disse:

    Uma das mais belas crônicas que já li, dígna de ampla divulgação, pelo quanto pode sua leitura despertar a consciência de felicidade e de infelicidade a muitos ouvidos resistentes à aceitação dos valores que enriquecem a vida. Irei divulgá-lá. Grato com um forte abraço, junto aos parabéns ao Obemviver.

    • JCDattoli disse:

      Obrigado, caro Landim, pelo feedback e incentivo de sempre!
      Vamos ecoando essas coisas boas, essas preciosidades, como contribuição, ainda que singela, para levar luz e inspiração para as mentes e os corações por aí afora!
      Forte abraço.

  4. massarra disse:

    Falar sobre felicidade sem faze-la parecer uma utopia é uma virtude que só os que enxergam a vida da forma mais verdadeira conseguem, e foi isso que a Rosa Accioli conseguiu. Tenho lido o texto quase que diariamente, é um oásis no meu dia tão atribulado. Parabéns ao O Bem Viver e ao querido Dátolli pelo privilégio de estar aqui!

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