“O QUE É UM VELEIRO?” – Um belo texto!

No embalo do relaxamento e da inspiração naturais de um fim de semana, compartilho aqui no blog o belo texto, que circulou ontem em um grupo virtual de amigos, com o título “O Que É Um Veleiro?“, de Álvaro Snibwiesky

O texto, em tom poético e romântico, certamente escrito por um apaixonado pela vela, mexeu comigo. Trouxe-me recordações de um período relativamente recente, entre 1997 e 2010, em que pratiquei o iatismo de passeio (vela) com relativa frequência e intensidade, o que me permitiu explorar e aproveitar as belezas e os recantos da Baia de Todos os Santos, na Bahia, e o Lago Paranoá, em Brasília, além de outras localidades menos frequentes. Bons tempos!

A vela, essa modalidade de atividade náutica, congrega muitas virtudes ao mesmo tempo, o que nos permite qualificá-la como atividade de esporte e lazer. Ao praticá-la, convivemos com a água, a brisa e o silêncio, desafiamos e somos desafiados, relaxamos e nos cansamos (o bom cansaço), nos inspiramos, desfrutamos de uma predominante atmosfera de serenidade, temos sempre por perto pessoas de boa cuca e de energia elevada… Muito ainda pode ser acrescentado!

E o protagonista central disso tudo é o veleiro! Assim, convido-os a ler o texto, assinalando que, após pesquisa na Internet, vi ter sido publicado no blog Diário do Avoante. Contudo, não encontrei qualquer informação a respeito do autor (Álvaro Snibwiesky). Assim, quem puder acrescentar informações sobre ele e sua obra, agradeço se comentar por aqui.

Eis a reprodução: 

2 Fevereiro (46)

“O QUE É UM VELEIRO?

Álvaro Snibwiesky

Dentre as criações humanas, um veleiro é a que mais se assemelha a um ser vivo. Responde as forças da natureza quase como um animal.

É um cruzamento de peixe com ave, seu casco corta a água com delicadeza e força, suas velas são asas potentes que o impulsionam sem bater.

O veleiro sempre oferece nobremente o melhor de si, é um ser instintivo e natural a quem é impossível enganar com ordens erradas que pretendam impor-lhe manobras contra a natureza que o rodeia.

Não existem veleiros exatamente iguais, eles possuem alma e personalidade próprias. A personalidade é uma característica que se percebe facilmente. Basta observá-lo, ouvi-lo e senti-lo.  Cada veleiro tem seu próprio caráter que se acentua com o passar dos anos. À medida que o barco amadurece com o uso, a sua personalidade se define.

Todo veleiro tem cheiro próprio e o som que produzem é sua voz.

Sua alma é sua voz e têm origem no doce ranger de painéis, móveis e anteparas, na vibração de seus estaimentos, no borbulhar suave do leme cortando o mar debaixo do seu casco.

Nutre-se do intelecto, do sangue, do suor e das lágrimas de quem o desenhou o construiu, pintou, forjou suas ferragens, costurou suas velas. É a obra de sonhos altivos e merece ser tratado como um filho bem-aventurado.

Tem na alma, a esperança, a ansiedade, temores e recordações de todos aqueles que, levados pelo vento, com a mão no timão, caçam escotas e adriças.

Fundamentalmente, invoca a alegria dos bons momentos compartilhados entre homens e mulheres que amam os seus veleiros e os desfrutam passando a bordo os mais intensos momentos de suas vidas.

Os veleiros são objetos criados com arte, tempo e esforço que carregam em seu bojo um valor espiritual agregado, o “mana”, descrito em verso e prosa pelos nativos da Polinésia, reconhecidamente, os maiores navegadores a vela que o mundo já conheceu.

O “mana”, esse algo mais, é a melhor maneira que encontramos para definir este “não sei o que” tão grande, tão importante, sensação de presença viva que um veleiro sempre nos transmite.

Fonte – https://diariodoavoante.wordpress.com/tag/cronicas-do-mar/
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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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