Os filhos escolhem os pais (um vídeo impactante)!

“Não são os filhos que se parecem com os pais. São os pais que se parecem com aquilo que eles vieram buscar!”

Trago hoje o vídeo “Os filhos escolhem os pais“, com reflexão da médica antroposófica Ana Paula Cury a respeito do verdadeiro significado dos filhos, como e porquê eles chegam, o que procuram…

Mais do que entender o que os filhos representam, você terá a interpretação do que os filhos esperam encontrar em seus pais e como estes têm a oportunidade de crescer a partir daí. Trata-se, a meu ver, de uma bela e essencial compreensão sobre a relação pais e filhos, ou filhos e pais, segundo perspectivas que podem ser novidade para muita gente!

Portanto, recomendo assistir ao vídeo (duração de apenas 2:28) – link a seguir:

Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir ao próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (levar música ao vivo para casas de idosos é uma das frentes de atuação, iniciada em 2007), além de assegurar espaços na agenda para o exercício do autoconhecimento e para a meditação, no caminho da evolução pessoal permanente . Gosto de ler, de aprender coisas novas, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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190 respostas para Os filhos escolhem os pais (um vídeo impactante)!

  1. Adriana Falcone Seabra disse:

    Adorei o vídeo!
    Embora tenha dentro de mim a certeza de que sou responsável pela “construção interior ” das minhas filhas, nunca havia pensado dessa forma que vi no vídeo.
    Muito bom!
    Obrigada.
    Adriana.

  2. marisa disse:

    Olá, Boa tarde…e quem não tem filhos? qual a mensagem?

    • JCDattoli disse:

      Boa tarde, Marisa!
      Agradecendo pela sua presença aqui e pela participação, recomendo que você dê uma olhada na resposta feita pela Drª Ana Paula, ontem registrada (dia 16), para uma questão parecida encaminhada pela Cris.
      Um abraço.

      • Patrícia disse:

        Bom dia, minha dúvida é a mesma da Marisa, não tenho filhos, mais não consegui localizar a resposta que está no dia 16

      • JCDattoli disse:

        Bom dia, Patrícia!
        A resposta a que me referi, do dia 16, é a que segue transcrita abaixo:
        Prezada Cris,

        “se você se refere a uma impossibilidade de conceber e/ou gestar uma criança devido a algum impedimento no corpo físico, isso nos leva a duas reflexões: a primeira poderia ser expressa numa pergunta-provocação. Existe diferença entre Ter um filho e Ser Pai ou Mãe? Será que a maternidade/paternidade é um evento meramente biológico?
        Há muitas pessoas que impedidas de gerar uma criança, se dedicam em amor à educação de um pequenino que não teve a felicidade de ser acolhido pelos pais que lhe deram o corpo para estar na Terra… A outra reflexão tem a ver com liberdade e inevitabilidade em nosso destino, em nossas vidas.
        Liberdade, entendida como um espaço individual para fazer ou deixar de fazer algo, está vinculada à capacidade de também poder fazer ou deixar de fazer este algo. Ela se refere à maneira como lidamos com nossas possibilidades, e não com o processo, ás vezes penoso, de aprendizado na aquisição de habilidades.
        Vou usar aqui uma imagem, uma metáfora. Quando estamos num jogo de cartas com outras pessoas, como Bridge, ou buraco, todos recebemos as cartas com as quais iniciaremos o jogo. Estas chegarão a nós numa sequência determinada ( que ás vezes identificaremos com a sorte ou azar….), não as podemos ver quando são distribuídas,. Porém uma vez em minhas mãos, a forma como vou combiná-las, ou descartá-las, pertence inteiramente à minha liberdade de escolha mais ou menos consciente.
        Assim sucede com cada determinação, cada inevitabilidade do destino. Esta por assim dizer, apenas cria as condições necessárias para aquisição de certas habilidades. Tendo-as adquirido, a pessoa conquista um novo grau de liberdade que a tornará mais rica e perfeita do que antes. Portanto, a liberdade individual pressupõs inevitabilidades pessoais, ou seja , um destino pessoal, com suas condições específicas. Desse ponto de vista, uma enfermidade que condicione uma infertilidade por exemplo, representa uma situação sob cuja influência aprendemos algo que mais tarde fica livremente à nossa disposição.
        Por trás de cada condição limitante que nos acomete na vida há sempre um propósito sábio, ainda que não sejamos neste momento capazes de reconhecê-lo em nossa consciência…

        atenciosamente,

        Dra Ana Paula”

    • Sérgio Nadur disse:

      A mensagem é: qual sua etapa neste momento da vida?
      Crescer, amadurecer, evoluir?
      Estudar, formar-se, trabalhar, empreender?
      Casar, constituir família?
      Se já fez tudo isso, quais são seus objetivo hoje e para o futuro?
      Está na hora, ou passou da hora de tê-los?
      A melhor forma de receber amor é dá-lo incondicionalmente.
      Reflita e peça a Deus uma resposta, então decida-se se se comprometerá com uma nova vida.

      • JCDattoli disse:

        Prezado Sérgio, obrigado por comentar. Achei muito interessante a sua reflexão, olhada fundamentalmente sob a perspectiva dos pais.
        Abraço.

      • estudiotrintha disse:

        Sérgio, mas desta forma que você escreveu para Marisa dá a entender que é o pai que decide ter o filho e não o filho escolhendo a hora de vir, diferentemente do propósito do texto principal.

  3. Ana Lopes Goncalves dá veiga disse:

    Muito bom esse vídeo. Adorei

    • Fabiane disse:

      Hoje perguntei pro meu filho de 6 anos muito esperto por sinal ja que vive me fazendo perguntas sobre como veio ao mundo etc dai perguntei depois de ler este texto se ele me escolheu como mãe pra ver a resposta:ele falou,Não foi o papai do céu que escolheu uma boa mãe pra mim…ele vive me chamando de anjo dele e que sou a melhor mãe do mundo acho mesmo que eles escolhem quem vai ser boa pra eles …ele qndo me ve triste vem me da um beijo e passa a mão no meu rosto e dacum abraço e diz:ta mais calma ahora mãe?Fico pasma dai um dia falei filho sera que se eu tentar te acalmar assim qndo vc estiver nervoso ?Ele disse:claro mãe se eu nasci de ti tu não sabe que sou igual?E de fato eu acalmei ele hoje assim….

  4. Andrina de Lourdes disse:

    Eu nunca tive dúvidas de que nossos filhos nos escolhem ,este vídeo só veio confirmar minha opinião, é um vídeo muito bom e esclarecedor, muito obrigado mesmo

  5. Sebastião GouvEa Filho disse:

    “Felicidade, é ver que seus filhos se tornaram pessoas de bem.” Fiz desta frase o meu guia na criação de meus três filhos. Fui agraciado com o sucesso, graças a Deus. Hoje que eles também são pais, não me canso de repeti-la para eles. O vídeo é excelente e o que esta doutora diz é de uma verdade absoluta. Será, com certeza mais um presente que eu vou conceder aos meus filhos.

  6. Ilca Setti disse:

    O texto apresenta um olhar inovador sobre país e filhos e vice versa.
    Texto maravilhoso para uma reflexão que, até então , desconhecida para muitos.
    Parabéns doutora Ana Paula Curi, continue a esclarecer, cada vez avançado mais nesta linha: PAÍS E FILHOS/ FILHOS E PAIS.

  7. Camila disse:

    Boa noite..lindo vídeo. Essa visão é um tanto da maneira EspirEspírita de ver o mundo certo?

    • JCDattoli disse:

      Boa noite, Camila! Encaminhei a sua questão, e outras, para a doutora Ana Paula.
      Obrigado pelo comentário!
      Abraço.

    • apic@pnl.com.br disse:

      Olá, Camila,

      embora você possa encontrar algumas semelhanças com os ensinamentos do Espiritismo, o fundamento em que se baseiam as afirmações apresentadas no vídeo tem outra fonte: A Antroposofia, apresentada ao mundo por Rudolf Steiner, filósofo austríaco, nascido em 27 de fevereiro de 1861 e falecido em 30 de março de 1925. Ele deixou extraordinárias contribuições no campo da ciência espiritual, além de fomento às artes, surgimento da Pedagogia Waldorf, Medicina Antroposófica, Agricultura Biodinâmica, e outras tantas práticas. Por oferecerem uma alternativa às cosmovisões e soluções materialistas, tiveram grande repercussão e inspiraram o surgimento de instituições e atividades antroposóficas em todos os continentes.
      Se quiser saber mais, um começo pode ser visitar o site da Sociedade Antroposófica no Brasil… http://www.sab.org.br
      abraços
      Ana Paula

  8. Danilo Pedrinho Savariz disse:

    Danilo Pedrinho Savariz; Este é um caminho que chegou á tempo para mudar a mentalidade humana; era trabalhado o inverso esta é a mais pura realidade; que bom que tenha pessoas de alta visão; é o caminho das mudanças, parabéns…

  9. Priscilla disse:

    E os filhos de bêbados, drogados e prostitutas e estrupadpres?

  10. Fábio Dorothéia. disse:

    Os filhos chegam até nós, por escolha deles, para que juntos possamos ajustar arestas outras que necessitam de reparo, para que todos se alinhem na estrada da vida evolutiva. A aprovação vai depender de uma série de fatores a ser observados e colocados em prática. Porém, respeitando o livre árbítrio que agirá como separador de águas, que definirá o destino e a evolução espiritual e moral de cada membro componente da família. Os filhos são uma bênção e uma responsabilidade muito grande. Fomos escolhidos para os ajudar a caminhar em busca do porto seguro, que todos buscamos e um dia esperamos encontrar. Para encerrar e lembrar sempre ” O que fizestes dos filhos que tê concedi “. Cada um decida por si. Até…( fabiodorotheia).

  11. Aneide dos Santos Tavares disse:

    Este vídeo , muda toda aquela informação de que : eu não pedir pra nascer.

  12. Aneide dos Santos Tavares disse:

    Este vídeo , muda toda aquela informação de que : eu não pedir pra nascer.

  13. Ivone Gonçalves Nery disse:

    Vídeo excelente

  14. lucia maria da costa serpa disse:

    Um belo e reflexivo depoimento.a

  15. Lucia disse:

    Adorei! Sempre acreditei que escolhemos nossos pais.

  16. Silvia Raquel Tarrafa disse:

    Amei. Sinto isso nabminha vida a cada dia, a cada instante, a cada olhar, gesto, sorriso, lagrima, carinho, beijo suspiro abraço… a cada adoemecer… a cada despetar!
    Grata, muito grata aos meus anjos, meus filhos que tantas vezes me salvaram, amaram e protegeram!
    Grata por terem-me escolhido.
    Eu vos amo a cada segundo infinesimas vezes mais que no momento anterior!

  17. coisasdepaiblog disse:

    Ola,
    Adorei o vídeo. Eu e minha esposa teremos nosso primeiro filho depois de tentarmos 4 anos. Estamos felizes por receber a oportunidade de sermos escolhidos. Estou escrevendo um blog sobre essa experiência
    https://blogpapai2017.wixsite.com/coisasdepai

  18. Sílvia Bered disse:

    Adorei o depoimento da Dra. Ana Paula Cury! Sempre acreditei e falei para os meus filhos, que fomos escolhidos por eles!
    Obrigada!
    Sílvia

  19. Silvia Cunha disse:

    Sim acredito. Vivi isso. Muito obrigada.

  20. Berta Sheila Cukier dos Santos disse:

    Maravilhoso vídeo. Sempre fui muito agradecida pelos presentes que Deus me permitiu trazer a esse mundo , minhas duas filhas, e sempre disse que elas vieram para me ensinar, espero que eu esteja aprendendo perfeitamente.

  21. Marcelo Nicodemos disse:

    É a parte visível da bênção de Deus!

  22. Mara Lucia Valente disse:

    Que lindo saber que fomos escolhidos pelos nossos filhos….

  23. damares honnef disse:

    Maravilhoso….toca a alma.Espero ainda poder ser escolhida.

  24. O que dizer das crianças que nascem em ambientes de total caos em meio de pessoas desequilibradas , violentas e de pessimo carater sera qure essas crianças realmente escolheram nascer ali , sera que essa criança escolheram nascer nesses ambientes e tendo pessoas de pessima indole como seus pais ?

    • apic@pnl.com.br disse:

      Prezado Rogerio,

      para responder adequadamente a perguntas como a sua, seria preciso debruçar-nos sobre profundos mistérios da existência humana, mais particularmente aqueles que se relacionam com a assim chamada lei do carma e destino que pressupõe a ideia das vidas sucessivas, ou reencarnação. Segundo Rudolf Steiner, o ser humano enquanto ser espiritual, alterna suas passagens pela Terra com uma forma de existência espiritual incorpórea entre a morte e um novo nascimento. Tal como alternamos uma noite de sono, em que nossa consciência submerge, entre dois períodos diurnos em que permanecemos em estado de vigília. Ao cruzar o limiar da morte, o homem entraria nesta existência espiritual que abrangeria não só a colheita dos frutos da última existência terrestre, como sua ponderação, avaliação e proposição de novas metas para futuras existências, tendo em vista o quanto caminhou em sua evolução e o quanto ainda tem por cumprir. Certas intenções cármicas serão determinadas pela própria alma,assistida por seres divino espirituais que a acompanham nas diferentes fases desta jornada. Tais “escolhas”, portanto guiariam a preparação da futura existência terrena, e com base nelas, a época em que se encarnará, o local geográfico, o povo, a família, as aptidões, a constituição corpórea,e psíquica serão em boa parte buscadas, de forma a favorecer a consecução destes intentos. Porém, quando o ser torna a entrar na existência terrestre, sua consciência torna-se outra; ele não relembra o período passado entre a morte e o novo nascimento, nem tampouco como assumiu a intenção de compensar algo, ou expor-se a certas circunstâncias, ou vir a encontrar-se com estas e aquelas pessoas… Porém esta intenção está estabelecida nele. Embora ele não saiba que deve agir deste ou daquele modo para compensar este ou aquele fato, a força residente nele o impele a uma ação que constitui uma compensação. Nesta altura podemos fazer uma ideia do que ocorre quando alguém se vê numa situação muito dolorosa. Com a consciência que possui entre nascimento e morte, a pessoa ficará arrasada pela dor; porém, se recordasse as intenções assumidas na vida entre a morte e um novo nascimento, sentiria também a força que o impeliu ao lugar e circunstâncias onde teve a oportunidade de sofrer aquela dor, pois teria sentido que só passando por ela poderia alcançar o grau de perfeição que negligenciara e precisava reconquistar. Portanto, mesmo que a consciência comum nos diga ” a dor existe e tu sofres por causa dela” só considerando a dor pelo efeito, para a consciência que abrange o período entre a morte e o novo nascimento ( que submerge ao encarnarmos) a procura da dor ou de uma infelicidade qualquer poderia residir precisamente na intenção.
      Considerando a vida humana de um ponto de vista mais elevado, podemos ver que certos acontecimentos podem apresentar-se como efeitos de causas situadas não só no decorrer da vida presente, podendo ser causados por uma outra consciência: aquela situada do outro lado do nascimento, na existência pré-natal, e que deu continuidade à nossa vida em tempos anteriores ao ingresso nesta existência terrena.
      Compreendendo corretamente tais pensamentos, diremos que a princípio possuímos uma consciência extensível a todo o período entre nascimento e morte a qual podemos designar consciência da personalidade individual, ou consciência comum. Veremos também que pode atuar além do nascimento e da morte uma consciência que o homem desconhece em seu estado comum, mas que pode ser tão atuante como esta. Assim, quando uma pessoa é impelida a ir a um lugar ou colocar-se numa situação onde poderá sofrer uma dor, a fim de compensar algo e tornar-se um indivíduo melhor, isso também se origina nela — só que num estado de consciência mais ampla, que abrange também o período de sua existência pré-natal, no mundo espiritual. O ser que abrange esta consciência mais ampla é o nosso verdadeiro Eu superior, ou individualidade espiritual.

  25. ISA disse:

    Isso é o que se aprende em Kardek.
    Faz sentido !

  26. Ana Tereza Ferreira de Andrade disse:

    Nunca tinha pensado por este ângulo. É bastante interessante e desafiador .Vamos refletir.

  27. AudiceiaSantosdaSilva disse:

    Eu acho entererressante mas hoje eu dia está muito difícil criar filhos

  28. Fatima Cordeiro disse:

    Boa noite
    Interessante….Tenho uma filha com 10 anos quando tinha mais ou menos uns 3/4 anos dizia me de vez em quando que ela é que me tinha escolhido para sua mãe…O que me diz doutora???
    Obrigada

    • apic@pnl.com.br disse:

      Olá Fátima,

      as crianças às vezes fazem isto mesmo, mas nem sempre são levadas a sério.
      Seu comentário me fez lembrar de um livro publicado em 2005 pela Temple Lodge com o título:” Children who communicate before they are born – conversations with unborn souls” . Ou seja, crianças que se comunicam antes de nascer. Os autores são Dietrich Bauer, Max Hoffmeister, Hartmut Goerg. Eles relatam experiências e depoimentos de casais que podiam antecipar a vinda de uma criança através de sonhos, pressentimentos, vivências suprassensíveis e outras… Há também relatos de crianças com o mesmo teor do de sua filha. E eles confirmam tudo isso…
      abraços
      Dra Ana Paula

  29. Roberta disse:

    Adorei o vídeo, realmente quando criança acontece dessa forma, o problema é quando eles crescem, ficam rebeldes e trata os pais com desrespeito, não valoriam os pais como deveria, principalmente na adolescência, gostaria de saber porque isso acontece,pois todos os vídeos visto, principalmente nos dias das mães, apresentam sempre o filho como crianças e não como adolescentes. Porque será?

  30. apic@pnl.com.br disse:

    Olá Roberta,

    De fato, é assim mesmo como você observa, mas por uma boa razão. Na adolescência é como se recapitulássemos a “queda do Paraíso”. Vem a transformação no corpo ( amadurecem os órgãos sexuais), desperta uma consciência mais crítica e há um impulso para encontrar-se a si mesmo, independizar-se, sentir-se autônomo. Nesta hora os filhos querem desvencilhar-se dos laços familiares e encontrar seu próprio grupo. É como deixar a Casa do Pai…
    O fato de tornar-se maior e mais velho pode significar uma descida e abandono das alturas da infância ou um anseio pelo amadurecimento no sentido de tornar-se Homem. (…) O modelo (digno de admiração) oferecido pelos pais e educadores e a autoridade amorosa foram os fundamentos pedagógicos para a infância. A criança foi conduzida. Seus primeiros passos e também caminhadas durante a primeira e segunda infâncias estiveram sujeitos à condução dos adultos. A criança imitava e seguia. Agora o conduzir e ser conduzido aos poucos se transformam num adiantar-se e num reconhecer livremente.
    Assim como numa caminhada noturna por uma floresta, a visão das estrelas indica a direção, assim também o amor vivenciado por meio destas pessoas foi o que conduziu essa caminhada.
    Contudo, agora, a relação com os pais não é mais experimentada como segurança, e sim, cada vez mais como ligação, talvez até mesmo como amarra, dolorosa, tanto na sua nova realidade, como em face à perda da sensação infantil. O jovem se sente – mesmo que não corresponda à sua real situação infantil – colocado, entregue ou mesmo empurrado a si mesmo. A experiência desse si mesmo é ao mesmo tempo um novo encontro, com aquele para o qual ainda deve encontrar coragem.
    A ruptura, porém, que as crianças sofrem, não diz respeito apenas aos pais e parentes, mas ao próprio estado inerente à infância, aquele que percebe a si mesmo ao estar inserido em certas relações. Agora buscam entre si a segurança, porque ainda não estão realmente despertos para a solidão que os envolve. O tatear do que é totalmente próprio se dá por detrás disso, muito mais tímido e na maioria das vezes, somente de forma velada. A quem faltar a coragem e a confiança ao ter que se encontrar e se definir, surge de forma sedutora a possibilidade de fuga dessa tarefa com a ajuda do álcool e da droga e tantas outras rotas de desvio. A possibilidade de abarcarem em si a nova fase de vida cabe ao esforço próprio deles. Que passo devo dar? Como me expressar, como entender a mim mesmo para poder deixar surgir no meu caminho aquilo que realmente sou? Como posso aprender a me orientar no meu objetivo? Essas questões se movem de forma mais ou menos inconsciente em cada um que alcançou o limiar para a juventude.
    Somente quem pode se questionar por um objetivo, tem a perspectiva de um dia encontra-lo. Somente quem puder procurar por seu próprio ser, o desvendará finalmente.
    Assim, esta é uma fase desafiadora para eles, cheia de enigmas e quando se sentem tolhidos em sua busca, podem reagir com rebeldia. Para os pais é também difícil, pois se trata agora de deixar que lhes cresçam as asas. As mesmas que os farão alçar vôos indicando que não teremos mais controle da situação…

    Divido com você um poema que me toca muito e se chama REZA de MÃE

    REZA DE MÃE
    (Flora Figueiredo)
    Nem imagino onde eles estão agora.
    Era mais fácil quando vestiam o pijama
    e pediam a história do elefante azul.
    Parece que restou um cheirinho de talco
    na almofada do quarto;
    deve ser só impressão…
    Nesse tempo eu não tinha medo da noite;
    ela era o telhado dos poetas;
    a sombra era apenas a franja mal aparada dos anjos.
    A trava da porta me bastava.
    Hoje, as camas vazias me assustam.
    Elas acusam o passar das horas
    e denunciam a revoada dos pardais,
    os meus pardais.
    Já não posso abrir minhas asas sobre eles.
    São pequenas demais para cobri-los,
    frágeis demais para defendê-los.
    Ainda bem que me resta a prece,
    minha aliada nos dias de nuvens
    e nas madrugadas sem fim.
    Peço perdão pela insistência,
    mas reza de mãe é assim mesmo:
    pura perseverança.
    Que Deus abençoe minhas crianças
    de barba na cara e calçado quarenta e dois
    (o resto da vida é secundário e fica para depois)
    que as ilumine com Seu sorriso
    e, se preciso, acione Seu séquito de estrelas
    ( se tiver que usá-las, prometo devolvê-las)
    E quando o cansaço me quiser já recolhida,
    hei de poder sorrir pela missão cumprida.

  31. Andréia Gomes disse:

    Meussssss Filhossssss Minhaaaaa Vidaaaaaaaaa……………………

  32. Que lindo! E que honra ter sido escolhida pelo meu filho e minha filha! Que eu consiga sempre ajudá-los na caminhada da vida.

  33. Eugenia disse:

    Reflexao….
    Nossos filhos nos faz entender como eramos quando crianças…..
    Eles sao nossos mestres
    Nos fazem evoluir

  34. Neide disse:

    Ouvir para aprender mais e deixar de achar que sabemos tudo e ter que impor esse mundo profano pra eles como se fosse a melhor coisa.

  35. lais disse:

    Excelente vídeo!
    Em primeiro lugar quero parabenizar a Dra. Ana Paula Cury pelo lindo trabalho.
    Sou mãe de três filhos, dois biológicos e um do coração e senti exatamente essa escolha no olhar do meu filho do coração, quando cheguei ao hospital, estando ele com apenas dois dias de nascido, me olhou com o olhar mais profundo que jamais imaginei ser possível num ser tão pequeno. A partir desse momento senti já nos pertencermos e nunca mais nos separamos. Gratidão é o que sinto por ter sido escolhida.

  36. Pingback: Os filhos escolhem os pais (um vídeo impactante)! | O que a gente faz com tudo isso?

  37. Lunah disse:

    Fico aqui me questionando : se são os filhos que escolhem os pais, porque um filho escolheria nascer de uma mãe que o rejeitou e o colocou para adoção? Seria uma provação para evolução do Espírito?

    • JCDattoli disse:

      Agradeço o seu comentário, prezada Lunah!
      A esse respeito, recomendo dar uma olhada nas respostas da doutora Ana Paula para alguns questionamentos/comentários anteriores. Você encontrará bons esclarecimentos.
      Um abraço.

  38. maria disse:

    olá tudo muito bonito mas alguma criança escolhe vir ao mundo através de dois seres que não se entendem ou que não lhe dão nada e ainda há outro que ser que quer vir ao mundo apenas por um implicando que o lar de um se desfaça para q ele tenha o seu. é a paz e harmonia q se quer ou estes seres gostam da confusão ou necessitam de provações. não entendo ou não estou no contexto certo

    • JCDattoli disse:

      Obrigado pelo comentário, prezada Maria! A esse respeito, peço-lhe dar uma olhada nas respostas oferecidas anteriormente pela doutora Ana Paula e outros comentários aí registrados. Espero que lhe sejam úteis.
      Um abraço.

  39. marcos disse:

    Quando eu era criança me perguntavam o que eu queria ser quando crescer, e eu dizia que queria ser um ninja assassino, mas eu nao queria ser malvado, achava que havia justiça nessa figura. Meus colegas respondiam, médico, advogado… Até que um dia eu também comecei a dizer a mesma coisa. Mas em uma ocasião em que fui pego distraído acabei respondendo que queria ser pai. Todos riram, era a sala de aula. Mas a professora ou algum colega perguntou por que, e disse que para ser pai tinha que ter um trabalho. Eu acho que respondi dizendo que um pai poderia ser qualquer coisa, fazer qualquer trabalho, e que ele seria o melhor do mundo no que fizesse. Eu nao tinha nenhuma visão filosófica ou espiritual que me inclinasse a dizer isso. Mas acho muito estranho ter respondido isso com 7 anos de idade.

  40. Cristiane disse:

    Eu ainda não vi o vídeo, mas já sabia disso, sempre falo com minhas filhas, quando por algum motivo elas dizem, “eu não pedi pra nascer”, eu digo, pediu sim, e se bobiar implorou por esta oportunidade, enquanto tem milhões de espíritos aguardando tempos e tempos pra vir a este mundo, que é a unica maneira de evoluir!!! Agradeça à Deus!!!

    • JCDattoli disse:

      Obrigado, pelo seu interessante comentário, Cristiane!
      De todo modo, veja o vídeo e depois, assim que possível, olhe os comentários aqui e, principalmente, os esclarecimentos prestados pela doutora Ana Paula.
      Um abraço

  41. Iolanda Sampaio disse:

    Muito interessante .. Nunca pensei nobre isso..Obrigada pela explicação.

  42. Sandra Maria disse:

    Aceitando o seu ponto de vista, gostaria da sua opinião a respeito daqueles filhos que não só não aceitam, como odeiam o jeito, o estilo de vida, as escolhas e atitudes dos seus pais. Se escolheram aqueles, por que os rejeitam?

    • JCDattoli disse:

      Boa noite, Sandra! Inicialmente, agradeço a sua presença no blog e o seu comentário.
      A respeito do seu questionamento, veja este comentário da doutora Ana Paula Cury, que certamente contribuirá para ampliar seu entendimento sobre os pontos suscitados:

      “A vida que vivemos é regida por leis cujo desconhecimento pode provocar dor e sofrimento, angústia e revolta…ou simplesmente incompreensão. Uma destas grandes leis é chamada a Lei do Carma. Ela não é mera teoria, ou algo que satisfaça a curiosidade. Mas pode ser uma real fonte de consolo, força e confiança em cada estágio da existência. Esta lei pode responder à grande questão: ” Porque crianças nascem em condições tão diferentes?” Por exemplo, vemos uma criança que nasce em berço esplêndido, em meio à riqueza, talvez dotada de grandes talentos e rodeada pelo amor de outras pessoas. Vemos outras crianças que nascem na pobreza e na miséria, às vezes com poucos talentos ou habilidades, às vezes até maltratadas pelos próprios pais, e fadadas a ter menos oportunidades de desenvolvimento. Estes são problemas sérios, graves da vida humana. E embora existam aspectos em tudo isso que possam suscitar em cada um de nós uma resposta no sentido de almejar e estabelecer melhores condições de vida para todos, como clama o senso de justiça, se quisermos encarar a vida com esperança, precisamos buscar respostas verdadeiras para estes enigmas. Como a lei do Carma responde a estas questões?
      De acordo com esta lei, aprendemos que o ser humano passa através de sucessivas vidas sobre a Terra, através das quais pode evoluir sempre mais. Assim, quando nasce uma criança, esta não deve ser sua primeira vez: Ela provavelmente já se encarnou outras tantas vezes antes. A causa das diferentes circunstâncias ao nascimento talvez não se encontre nesta vida. Causa e efeito seguem atuando de existência terrena em existência terrena: o que me acontece hoje tem sua causa numa vida anterior, e o que faço hoje molda meu destino numa vida subsequente. E tal como é verdade que nada existe sem uma causa, também é igualmente verdadeiro que nada de existente permanece sem seus efeitos e consequências. Portanto, se certas condições me são dadas com uma inevitabilidade e aparente determinismo, por outro lado, o que eu faço delas é da minha inteira liberdade e promoverá no futuro efeitos coerentes com a qualidade e natureza de meus atos. O que me acontece, o que vem a mim, é colheita do que já plantei, mas posso plantar com consciência e preparar melhor o futuro.
      Quando ouvimos que os filhos escolhem seus pais, dentro desta perspectiva isto quer dizer que a alma humana que está por se encarnar como criança através de um certo casal, vai buscá-los por serem eles os que mais se aproximam de oferecer o que este ser necessita para realizar suas metas cármicas, ou aquilo que lhe corresponde como efeito necessário de causas que ele já mobilizou em vidas pregressas. Isto às vezes pode significar ir ao encontro de circunstâncias bem difíceis e limitantes. Algo que, assim pensamos, ninguém procuraria em sã consciência. No entanto a consciência que possuímos no mundo espiritual entre a morte e o novo nascimento é diversa daquela com que nos relacionamos comumente enquanto encarnados. Ao penetrarmos na existência terrena nos esquecemos das escolhas e decisões tomadas para esta vida a partir do mundo espiritual. Por isso, a partir deste esquecimento é possível que se diga: ” não pedi para nascer!”, “preferia ter tido outros pais”, e coisas do gênero. Mas em realidade, este é o pai certo para mim, esta é a mãe certa para mim, por mais incrível ou difícil que pareça à consciência comum. Pode parecer que filhos rejeitem seus pais, que não os respeitem. Não se deve generalizar e atribuir tudo ao carma… é preciso observar quando isto acontece, como se expressa, e o que motiva tal comportamento. Há fases da vida em que se pode esperar tal comportamento, como na adolescência, quando os jovens sentem um impulso para se emancipar e se desvencilhar dos laços familiares. Também pode ser que haja uma certa inabilidade dos pais no trato com os filhos que suscita tal reação e de tanto se repetir, pode se tornar um padrão, conduzindo a sofrimento de ambas as partes. Enfim, não se deveria simplesmente generalizar ou buscar respostas rápidas para o que acontece. Pois correremos o risco de ficar na superfície e não compreender realmente o que acontece. Trata-se de observar, de conviver com o enigma que ainda não podemos resolver e amar as perguntas, como nos recomenda Rilke em seu poema:

      Tem paciência

      com tudo de não resolvido em teu coração
      e
      tenta amar as perguntas em ti
      como se fossem
      quartos trancados ou livros escritos em idioma estranho.

      Não pesquises em busca de respostas
      Que não te podem ser dadas
      Porque tu não as podes viver,
      e
      trata-se de viver tudo.
      Vive as grandes perguntas agora.
      Talvez num dia longínquo,
      Sem o perceberes,
      Tu serás agraciado com a resposta

      Rainier Maria Rilke.”

  43. priscila disse:

    Acredito piamente que os filhos escolhem os pais,mas também acredito que talvez não queriam ter vindo.Quando se trata de gravidez inseminação artificial?

  44. Roselei da Cruz disse:

    Se me escolheram deve ser porque sou capaz de ama los acima de tudo, porque não imagino o contrário

  45. Nilce disse:

    Maravilhoso. Amei. Grande ensinamento.
    Gratidão

  46. Eliandro Magalhães disse:

    Belo vídeo, parabéns!
    Um pequeno comentário, meu filho disse pra mãe dele com menos de dois anos, que ele tinha escolhido ela, que tinha um monte de mãe, e ele estava em cima, e que foi decisão dele.

  47. Ana Duarte disse:

    Eu já conhecia esta teoria, com a qual estou plenamente de acordo. Mesmo porque no meu caso todas as coisas verdadeiramente importantes ou as aprendi com os meus filhos e filhas. Hoje sou uma pessoa totalmente nova graças aos meus amados/as filhos eles têm sido os meus grandes amores e impulcionadores em tudo o que faço. Obrigada por me terem escolhido para vossa mãe.

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