“Trabalhar demais mata” – Uma matéria oportuna!

“Saúde é o equilíbrio entre as diversas dimensões do ser humano: biológica, psíquica e social”

A milenar sabedoria popular ensina que “todo excesso faz mal”. E, obviamente, excesso de trabalho não pode fazer bem!

A matéria que reproduzo abaixo, publicada no portal da ISTO É, traz informações e um alerta mais do que oportuno a respeito de excesso de trabalho e de suas dramáticas consequências. A publicação foi basicamente motivada por constatações de casos de suicídio registrados no Japão e em outros países asiáticos.

Não tenho dúvida de que necessidades de aumento de produtividade, com natural elevação das pressões e da sobrecarga no trabalho, é comum em todos os cantos do mundo, e o Brasil não está fora disso. Assim, a matéria vem em boa hora e merece a devida reflexão, sobretudo por envolver diretamente a saúde e a qualidade de vida de quem trabalha, mas que repercute na sociedade como um todo!

Antes de apresentar o texto propriamente dito, ofereço o conteúdo, alternativamente, em formato de áudio (texto narrado), com o propósito de ampliar as opções de acesso para o seguidor/visitante que, no momento, esteja com alguma dificuldade para ler a publicação.
Isso resulta de parceria com o Vooozer, uma plataforma de áudio criada para “dar voz à Internet”. Aperte o play, escute o áudio e deixe a sua opinião nos comentários.

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A seguir, vejam o texto:

“Trabalhar demais mata

Suicídios por excesso de trabalho alertam para os perigos do estresse profissional. Na Europa, já se discute a diminuição da jornada e a proibição do envio de mensagens por WhatsApp fora do expediente

Trabalhar demais mata

Matsuri Takahashi tinha 24 anos e havia acabado de se formar na renomada Universidade de Tóquio. Trabalhava há sete meses na Dentsu, a maior empresa de publicidade do Japão, onde cumpria jornadas de até 20 horas diárias sem ter tido uma folga sequer durante esse período. Para a família e os amigos, Matsuri era exemplo do que se espera de uma jovem japonesa de vinte e poucos anos: ela tinha sucesso, dinheiro e trabalhava duro. Para a garota, a realidade mostrava-se bem diferente: frustração, cansaço, estresse, sentimento de incapacidade. Matsuri queria morrer. “Estou física e mentalmente destroçada”, publicou nas redes sociais pouco antes de se jogar da janela do prédio em que vivia. Após longa investigação, o Ministério do Trabalho japonês chegou a um veredicto: a culpa era da empresa. Descobriu-se que, mesmo depois da tragédia, alguns funcionários faziam 80 horas extras por mês – Matsuri chegava a trabalhar 105 horas a mais mensalmente. O caso fez com que o primeiro-ministro Shinzo Abe e a Federação de Negócios do Japão promovessem uma campanha para evitar mais mortes. A partir de fevereiro, será obrigatório que os funcionários deixem os escritórios mais cedo. “Saúde é o equilíbrio entre as diversas dimensões do ser humano: biológica, psíquica e social”, diz o especialista em medicina comportamental da Unifesp, Ricardo Monezi. “Ao desequilibrar uma dessas dimensões, todas as outras são afetadas”.

Dados oficiais mostram que, no Japão, mais de 2 mil pessoas se suicidam anualmente por causa do estresse laboral. O número pode chegar a 10 mil, considerando as doenças provocadas pela dura rotina corporativa. Na China, o país mais populoso do mundo, 600 mil pessoas morrem todos os anos por motivos relacionados ao trabalho. “A visão de que trabalhar muitas horas significa ganhos de produtividade não condiz com a realidade”, diz Anderson Sant’Anna, coordenador do Núcleo de Desenvolvimento de Pessoas e Liderança da Fundação Dom Cabral. “Na era industrial, o trabalho de massa envolvendo movimentos rápidos, intensos e repetitivos mobilizava o corpo, tinha relação com a intensidade”, diz. “Hoje a natureza do trabalho é mais subjetiva, envolvendo as capacidades do cérebro, o que torna mais importante o tempo lógico do que o cronológico”.

Alemanha, Holanda e Suécia querem diminuir a jornada de trabalho legal para 6 horas diárias e obrigar as empresas a desligar computadores

O drama não se restringe aos asiáticos. O problema é tão grave que há denúncias de que empresas do segmento automotivo e grandes lojas de varejo de países como Estados Unidos, Tailândia e Honduras obrigam seus funcionários a usar fraldas geriátricas para que não interrompam o trabalho com idas ao banheiro. “A tecnologia avançou muito, mas o nosso corpo, não”, diz Sant’Anna. “O indivíduo perde a noção de humanidade, toma remédios para disfarçar sintomas de doenças e, quando se dá conta, tem um ataque cardíaco aos 40 anos, no ápice da produtividade”.

PERDÃO Tadashi Ishii, CEO da agência Dentsu, renuncia após suicídio de funcionária
PERDÃO Tadashi Ishii, CEO da agência Dentsu, renuncia após suicídio de funcionária

O PESO DA TECNOLOGIA

O uso excessivo das tecnologias amplifica o problema ao deixar o trabalhador conectado 24 horas por dia. Para combater a prática, países como Alemanha, Holanda e Suécia discutem a diminuição da jornada para 6 horas diárias. Na França, que estabelece um limite de 35 horas semanais de trabalho, entrou em vigor, em janeiro, uma lei que garante aos funcionários o “direito à desconexão do trabalho”. De acordo com as novas regras, toda empresa com mais de 50 empregados deve negociar com sindicatos o envio de mensagens por aplicativos como Whatsapp fora do horário de expediente. Desligar automaticamente os computadores após 8 horas ou ainda apagar as luzes dos escritórios são outras medidas que poderão ser implantadas. “Reduzir a jornada não significa produzir menos”, diz Benedito Nunes, fundador do Instituto Movimento pela Felicidade. “Pessoas adoecidas, entristecidas e estressadas não são produtivas e geram altos custos às empresas quando afastadas por problemas de saúde”.

Morte - Matsuri fazia mais de 100 horas extras por mês. Sufocada, ela se jogou da janela
MORTE Matsuri fazia mais de 100 horas extras por mês. Sufocada, ela se jogou da janela

Tragédia anunciada
Cobrança da família, pressão por sucesso e uma jornada extenuante tiram milhares de vidas no Japão

De com uma ONG independente, 10 mil japoneses morrem por ano em decorrência do excesso de trabalho. Segundo dados oficiais, o número é de 2,3 mil pessoas

22,7% das empresas japonesas têm funcionários que fazem mais de 80 horas extras por mês

21,3% dos japoneses trabalham 9 horas ou mais por semana do que o previsto em seus contratos de trabalho

45% dos suicídios de homens até 29 anos foram motivados pelo excesso de trabalho. Entre as mulheres, o percentual é de 39% “

Fonte – http://http://istoe.com.br/trabalhar-demais-mata/
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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
Esse post foi publicado em O ser humano no contexto das organizações, Saúde. Bookmark o link permanente.

2 respostas para “Trabalhar demais mata” – Uma matéria oportuna!

  1. Jose Paes Landim disse:

    Minha mãe dizia sempre: tudo em demasia é sobra. Temos que nos ater na quantida exata ou necessária, até mesmo na comida, para que as coisas nos façam bem. Sejamos, portanto, comedidos em todas nossas atividades ou ações, inclusive no falar, pela força que tem a palavra nos dois sentidos: no do bem e no do mal; naquele, quando ela vem como estímulo, enquanto neste, quando ela vem como uma faca bem afiada – ferindo até nâo poder mais e de modo irreversivel, o que é pior.

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