E agora, José, Paulo, Pedro, Mariana, Maria…?

Replico o bem elaborado texto da psicóloga e coach Alice Yuriko Matumoto, publicado no Portal do Envelhecimento, com pertinentes reflexões sobre os nossos “quereres” da vida, sobre as nossas idealizações de felicidade – forjadas sob um ímpeto mais juvenil  -que, entretanto, vão ganhando maior racionalidade quando o tempo passa e a maturidade chega. Como será visto, a aceitação, em grande medida, é a pedra de toque. O fato é que, muita gente não consegue cair na real e, com isso, vai desperdiçando a vida!

Recomendo a leitura, a seguir:

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O ponto é que as pessoas buscam pela felicidade completa, por momentos perfeitos, por relacionamentos sem brigas, por um trabalho sem dificuldades.

Criam fantasias de que existe uma espécie de “mundo de Alice”, no qual tudo é lindo e maravilhoso e não conseguem admitir que elas próprias cometem erros, que elas mesmas não são perfeitas.

O que você fará com a sua infelicidade, com a sua dificuldade, com a sua insatisfação, com a sua não realização?

É muito comum ouvir pessoas reclamando de seus relacionamentos, de suas famílias, de seus trabalhos, de suas vidas. O interessante é que elas reclamam, mas não fazem nada para que isto mude.

Talvez porque, de fato, elas não se sintam preparadas para a mudança. Talvez elas tenham medo do que virá, do incerto, do desconhecido. Na verdade, o que não se percebe (ou não se quer admitir) é que todos mudam. Daí, perguntamos, como conter a mudança?

Somos seres diferentes a cada instante porque somos afetados a cada acontecimento, sofrendo transformações inevitáveis, algumas melhores, outras piores.

Pode parecer estranho, mas o movimento de busca da própria felicidade traz um certo medo porque quando reclamamos de algo, qualquer coisa que seja,  temos  consciência daquilo que nos incomoda.

Sabemos exatamente o que virá, como virá e a nossa reclamação acaba se tornando recorrente. Mas quando decidimos por algo diferente para sair do círculo vicioso da insatisfação, vivenciamos momentos novos, situações novas e aí perdemos a falsa sensação de que temos o controle da situação.

Mas o que não percebemos é que, a qualquer momento, a vida pode surpreender e neste momento vemos que não há como fugir: seremos obrigados a transformar as nossas vidas e encontrar novos caminhos, seja após o término de um casamento, uma doença que se manifesta sem pedir licença, o desemprego ou até as surpresas indesejáveis e incontroláveis que surgem sem anúncio prévio.

O importante é que não é preciso esperar que estes momentos te surpreendam. Caminhar em busca da sua satisfação pode ser uma aventura deliciosa, cheia de momentos prazerosos e descobertas incríveis. É claro que também haverá obstáculos, dificuldades, imprevistos, mas, mesmo assim, você se deparará com aprendizados muito importantes.

O ponto é que as pessoas buscam pela felicidade completa, por momentos perfeitos, por relacionamentos sem brigas, por um trabalho sem dificuldades. Criam fantasias de que existe uma espécie de “mundo de Alice”, no qual tudo é lindo e maravilhoso e não conseguem admitir que elas próprias cometem erros, que elas mesmas não são perfeitas.

Criticam o outro ou a situação porque é muito mais fácil ver os defeitos na outra pessoa do que em si próprio, porque é mais fácil jogar no mundo tudo que não se deseja enfrentar na própria vida.  Ficamos admirados quando uma pessoa decide tomar as rédeas da própria vida e ir em busca dos seus sonhos.

O fato é que sair da conhecida “zona de conforto” não é fácil, sair da “bolha de proteção” e enfrentar o mundo não é, digamos, imediatamente prazeroso, mesmo que se saiba que lá na frente haverá um pote de ouro.

Mas, será que, de fato, esta “bolha de proteção” existe? É possível estar protegido de todos os tropeços, de todos os erros, de toda a tristeza? Por outro lado, será que estar protegido de tudo isto é algo bom?

Estar em uma “bolha de proteção” significa estar preso dentro de sua própria casa, intacto, sem tomar ação nenhuma.

Mas você já parou para pensar no que de fato quer? O que deseja alcançar? O que o incomoda? O que você está buscando? Talvez, um namorado ideal, um emprego dos sonhos, uma família perfeita?

E o que é para você um namorado ideal, um emprego dos sonhos, uma família perfeita? Será que isto existe?

Um namorado perfeito hoje pode ser o sapo de amanhã, um emprego dos sonhos hoje pode se tornar um pesadelo logo mais e uma família pode ser perfeita e imperfeita ao mesmo tempo. E tudo isto porque tudo é mutável, porque nada é estático.

As pessoas lutam contra elas próprias assim como uma criança luta contra o próprio sono. Ao mesmo tempo em que se queixam da vida que levam, não conseguem imaginar suas vidas de uma forma diferente e vivem esta luta interna todos os dias.

O que precisamos é aceitar nossas escolhas, nossos desejos e o nosso jeito de ser. Aceitar como somos para conseguir agir, decidir, para conseguir seguir em frente. É necessário aceitar e respeitar as pessoas e as situações como elas são. Porque enquanto estivermos lutando contra nós mesmos, contra as situações e contra as outras pessoas, nunca seremos felizes.

Quando paramos de lutar contra nós mesmos, contra aquilo que gostaríamos que acontecesse, mas que sabemos que não pode ser exatamente daquela forma, conseguimos levar a vida de uma forma mais leve e sem cobranças.

Chega um momento na vida que não vale mais a pena remar contra a maré, um momento no qual percebemos que o melhor é ser feliz e não ter razão. Nas palavras de Lya Luft “A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura.” (1).

Nota

Disponível em http://pensador.uol.com.br/frase/NjExODIy/.

(*)Alice Yuriko Matumoto – Psicóloga pós graduada em Gestão Estratégica de Pessoas; Coach certificada pela International Coaching Community; atualmente trabalha com Orientação de Carreira/Coaching e na área de Recursos Humanos da BRQ IT SERVICES.
Publicado em – http://www.portaldoenvelhecimento.com/ideias/item/3298-e-agora-jos%C3%A9-paulo-pedro-mariana-maria?
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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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