“O que os millennials querem em um emprego?” – Fatos e reflexões!

Resultado de imagem para exigencias das novas gerações no trabalho(Crédito de imagem – B!T magazine)

Vez por outra comento aqui, trazendo artigos e resultados de pesquisas, sobre as mudanças que vêm ocorrendo na escala de exigências – e necessidades – dos trabalhadores em relação aos ambientes organizacionais e sua forma de funcionamento. Com o aumento da massa de pessoas nascidas no mundo da tecnologia, integrantes da chamada geração Y (ou geração do milênio) e mais recentemente da nova geração “Z”, a busca desses jovens por mais autonomia, flexibilidade, trabalho remoto, atuação em “home office” vem ganhando peso e, por consequência, promovendo grandes alterações por onde quer que atuem.

Se alguém ainda pensa que para essa turma do milênio (os “millennials”) os fatores salário, estabilidade, hierarquia e papeis muito bem definidos, além de ter espaço físico agradável para ocupar são dos mais motivadores no trabalho, está fora da realidade. 

Sucessivas pesquisas confirmam que está se consolidando uma consciência, puxada pelas novas gerações, de que o mais importante hoje para esses talentos emergentes – e o que mais lhes motiva em relação ao trabalho – é poder encontrar o equilíbrio entre trabalho e interesses pessoais e familiares, é poder viver com razoável qualidade de vida, proporcionados de certa maneira pelo modelo apelidado de “trabalho flexível”.

Por conta disso, há um repensar e uma grande movimentação nos ambientes organizacionais, com revisão de seus modos de funcionamento, das políticas de gestão de pessoas e até mesmo dos seus estilos de administrar e de liderar. Até porque, para as organizações mais formais e tradicionais, está estabelecida uma cultura assentada em parâmetros de gerações anteriores, aliada ao fato de que ainda existe um contingente expressivo de colaboradores que nasceram entre o início da década de 1950 e meados dos anos 1970 (geração X). Para estes, claro, os referenciais, valores e prioridades são bastante diferentes daqueles que estão na mente dos “millennials”.

Assim, é real essa revolução corporativa em curso pelo mundo afora que, de forma irreversível, está sacudindo as estruturas e desafiando suas lideranças. Diante disso, mesmo estando de fora, todos nós precisamos estar atentos, informados e entender os processos de mudanças em curso, pois, direta ou indiretamente, temos contribuição a dar e teremos que conviver, cada vez mais, com filhos e agregados familiares. Novos profissionais do mercado, eles passam a exercer papéis corporativos, por vezes importantes, em novos formatos, a partir das suas estações de trabalho remotas e muitas vezes instalados em “home office” em algum espaço da casa, que por mais simples que seja eles estão ali e não deixam de ser algo novo no ambiente, o que implica alguma mudança nos hábitos da residência e algo novo a administrar. 

Em reforço de todo esse contexto, selecionei interessante artigo, publicado no site COMPUTERWORLD, com abordagem bem atual a respeito das exigências de emprego feitas pela nova geração de trabalhadores. O texto, alem de informativo, merece boas reflexões. Leiam a seguir:

“O que os millennials querem em um emprego?

executiva

Resposta: flexibilidade no horário de trabalho para garantir melhor qualidade de vida

May Chang*
06 de Outubro de 2016 – 10h23

Equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Todo mundo deseja isto e o busca freneticamente – especialmente a Geração Y ou os Millennials. Isso significa que as companhias que têm alguma esperança em agregar os maiores talentos dessa geração devem oferecer horários de trabalho flexíveis. Mas, essa condição controversa traz muito receio aos corações dos gerentes de contratação e RH. Afinal de contas, não é fácil constituir um horário de trabalho flexível e habilitar o equilíbrio trabalho-vida, uma vez que ele é diferente para todos.

Há muitos estudos sobre o valor que os Millennials dão ao horário de trabalho flexível. De acordo com a consultoria Millennial Branding, nos Estados Unidos, 45% dos jovens escolhem a flexibilidade do local de trabalho como principal benefício, antes do item salário. Em estudo feito em 2015 sobre flexibilidade do local de trabalho, também nos Estados Unidos, a Workplace Trends analisou que 75% dos empregados listam o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho como sua prioridade. De acordo com o estudo global da PwC, a flexibilidade no horário de trabalho vem em segundo lugar, atrás apenas de formação e desenvolvimento, como o benefício que a Geração Y mais valoriza.

Permitir um horário de trabalho flexível é benéfico às companhias que oferecem essa condição aos funcionários. Em uma pesquisa realizada pela Plantronics, os trabalhadores que têm a liberdade de escolher quando e onde trabalhar são 12% mais satisfeitos com suas posições e 40% mais propensos a serem inovadores.

Crie o horário de trabalho flexível

O equilíbrio trabalho-vida pessoal não gera divergências apenas entre gestores e funcionários. O mesmo acontece entre as companhias de uma maneira geral. Não existem medidas rápidas para os líderes de planejamento ajudarem seus funcionários a se manterem focados em suas tarefas. Isso abre espaço para a tecnologia auxiliar na construção do local de trabalho do futuro, pois com a adoção de equipamentos que proporcionem novas opções de flexibilidade em locais, horários e meios para interações, as distâncias se encurtam.

É importante que os empregadores adotem tecnologias para permitir a flexibilidade das rotinas de trabalho, pois a PwC apurou que 59% dos Millennials alegam que a oferta de tecnologia de próxima geração é um fator importante quando estão considerando um emprego.

Uma das melhores tecnologias para permitir a maleabilidade dos horários é a videoconferência. Uma solução de vídeo colaboração pode ser utilizada em qualquer desktop ou dispositivo móvel, o que permite que o profissional mantenha contato e colabore independentemente de onde ele esteja. Além disso, os Millennials já estão acostumados e sentem-se confortáveis com o uso de vídeo. Segundo o Google, 98% dos jovens entre 18 a 34 anos já utilizaram um smartphone para assistir vídeos.

Para ajudar funcionários a estabelecerem equilíbrio entre vida pessoal e o trabalho, diversos consultores digitais no mercado sugerem permitir que os empregados trabalhem em projetos pessoais durante o expediente. Esses profissionais avaliam que os projetos pessoais dão às pessoas mais liberdade para decidir não somente onde e quando elas trabalham, mas também no que estão trabalhando. Para os gestores, isto pode ser uma sugestão difícil de aceitar – a menos que eles estejam seguros de que seus funcionários continuem acessíveis.

Através de chamadas de vídeo, gestores e funcionários podem se conectar com o simples toque de um botão. E, diferentemente de uma mera ligação telefônica, o vídeo permite que os participantes vejam um ao outro. Isso pode ajudar os gestores a terem certeza de que os funcionários também estão focados na conversa, além de criar uma nova dinâmica de trabalho que pode resultar em maior produtividade e agilidade nas tomadas de decisões.

Independentemente das opções dadas aos empregados, é importante que a empresa seja clara sobre suas políticas de trabalho flexíveis. Gerentes de RH e de contratações também podem usar os recursos de vídeo colaboração para comunicar as políticas de trabalho flexíveis e promover o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.

O departamento de RH pode gravar vídeos que detalham esses princípios e apresentar aos funcionários como essa política os ajudam a alcançar o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, dando assim exemplos às novas contratações de como funciona a rotina na companhia, a fim de que eles ajudem a fomentar a cultura do trabalho flexível.

*May Chang é gerente sênior de Enterprise Field Marketing na Polycom

Publicado em – http://computerworld.com.br/o-que-os-millennials-querem-em-um-emprego.
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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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