“A opção de ser feliz não é da empresa. É de cada um” – Uma brilhante filosofia empresarial!

Resultado de imagem para ser feliz no trabalho (crédito de imagem – Vivo Mais Saudável)

Ao refletir sobre a relação das pessoas com o trabalho nos dias de hoje, tenho registrado aqui, e reitero neste post, a existência de uma corrida frenética das lideranças corporativas mundiais em busca de modelos de gestão – e de estilos de funcionamento – que se adequem à realidade do Século XXI, com a sua modernidade e crescente nível de exigências motivado pelo domínio das novas gerações nos ambientes de trabalho.

Nesse contexto, são exemplos as crescentes demandas dos colaboradores por regimes flexíveis de trabalho, por boas causas e valores para acreditar, por autonomia, pela valorização individual, por reais perspectivas de desenvolvimento na carreira e, sobretudo, pela possibilidade de equilibrar trabalho e qualidade de vida.

Por conta disso, é com grande satisfação que divulgo a matéria a seguir, publicada no portal ÉPOCA NEGÓCIOS, trazendo excelente entrevista com Márcio Fernandes, presidente (CEO) da Elektro, empresa distribuidora de energia, na qual explica a filosofia de sucesso implantada na companhia, que se baseia na lógica da felicidade no trabalho, e que está retratada no seu livro “Felicidade dá Lucro”, a ser lançado este mês.

Com efeito, fiquei sabendo, em 2011, do alto nível de satisfação das pessoas com a Elektro, já naquela altura um das premiadas no Concurso Melhores Empresas Para Você Trabalhar, promovido pelas revistas Você S/A e Exame. A cada ano essa empresa tem constado da lista e sempre com as mais altas pontuações. Como vocês verão na matéria, nada é por acaso. Conjugar trabalho e felicidade não é um sonho impossível. Ao contrário, está aí mais uma demonstração de que vale muito a pena dar atenção às pessoas, estimular e investir nos talentos e no bom ambiente de trabalho. E os resultados da Elektro estão aí para confirmar!

Leiam esta rica e estimulante entrevista:

‘A opção de ser feliz não é da empresa. É de cada um’

Marcio Fernandes, CEO da Elektro, lança um livro sobre a filosofia de gestão baseada em felicidade que implantou na distribuidora de energia — e que o transformou em uma espécie de embaixador do tema no mundo corporativo

Marcio Fernandes, CEO da Elektro (Foto: Divulgação)  MARCIO FERNANDES, CEO DA ELEKTRO (FOTO: DIVULGAÇÃO)

desafio de Marcio Fernandes, o CEO da distribuidora de energia Elektro, não é apenas entregar bons resultados aos acionistas da companhia. É também colocar em prática uma “filosofia” de gestão com um idealismo incomum no mundo corporativo. Aos 40 anos, ele dissemina, dentro e fora da empresa, o conceito de felicidade no trabalho como forma de melhorar a rentabilidade dos negócios.

Há quatro anos, quando assumiu a presidência da Elektro, implementou um sistema de meritocracia no qual cada funcionário é responsável pelo próprio treinamento e desempenho e em que o diálogo franco é fortemente estimulado em todos os níveis hierárquicos. Neste mês, ele lança o livro“Felicidade dá Lucro” (Companhia das Letras), no qual descreve seu estilo e ferramentas de gestão, além de histórias de vida e reflexões que o levaram a construir o conceito.

Filho de um operário metalúrgico e de uma cabeleireira, Marcio começou a trabalhar aos 12 anos, como auxiliar de mecânico. Foi empacotador e vendedor das Lojas Pernambucanas e, com o próprio dinheiro, cursou Administração de Empresas. Em 2004, ingressou na Elektro, que tem sede em Campinas, no interior de São Paulo, cidade em que ele nasceu.

Desde então, Fernandes viu a satisfação da equipe crescer de 69% para 99%. Hoje, faz palestras para empresas pelo Brasil para disseminar sua filosofia (ele evita chamar de “modelo de gestão”). “É um resgate de valores que adoraria ver se solidificar na sociedade como um todo”, afirma.

A seguir, ele explica os pilares de sua filosofia e como ela tem impactado os negócios.

O que vem primeiro: a felicidade ou o lucro?
Sempre a felicidade. Tem gente que só tem dinheiro. E tem gente que não tem dinheiro, mas é feliz. A proposta do meu trabalho é ter felicidade e lucro. Essa combinação traz equilíbrio para uma pessoa estar bem com quem é e o que faz. Então, ela tem uma tranquilidade maior para conquistar resultados melhores – seja no seu negócio, seja na sua vida pessoal. Por isso, fazemos uma campanha muito grande para que os colaboradores consigam encontrar um propósito para seu trabalho. Quando isso acontece, tentamos convergir o propósito da empresa com o da pessoa. Normalmente, a missão, a visão e os valores da companhia estão escritos na parede, e alguém diz: “Cumpra”. Não há, em geral, intenção de convergência com os objetivos pessoais de cada um. Por esse caminho, pode ser que dê certo e pode ser que não. Quando se tem a unidade entre a missão, a visão e os valores de cada profissional e os da companhia, as pessoas trabalham de forma mais sólida em direção ao que sonham, se dedicam com mais profundidade. E a empresa se beneficia, claro, porque o profissional não estará ali só de corpo presente.

Pode dar um exemplo prático dessa convergência entre os propósitos de alguém e o da empresa?
Há muitos exemplos. Um deles é o de uma pessoa que estudou em uma ótima faculdade de engenharia, mas tinha o sonho de trabalhar na área de recursos humanos. Em uma empresa convencional, ela não deveria falar sobre isso abertamente. Porque, se o fizesse, seria vista como alguém insatisfeita com o trabalho e, portanto, como forte candidata a sair da companhia. Na filosofia de gestão que implantei, ela deve falar sobre isso. Existe um diálogo franco, aberto, transparente. Todos sabem que a pessoa tem esse desejo. Incentivamos que ela não só conte, como documente essa vontade em um plano de desenvolvimento. Assim, ela tem a possibilidade de se preparar para aquilo. Pode se candidatar para uma vaga que abrir, com o gestor dela sabendo disso. E a certeza de que não será prejudicada por essa clareza.

A empresa oferece algum suporte, como treinamento, para as pessoas se prepararem para mudar de área ou fazer uma transição de carreira dentro da companhia?
Nós oferecemos a oportunidade de ela trabalhar naquilo que sonha. Mas o modelo de desenvolvimento, cada um cria o seu. Ele é bancado pela própria pessoa. A capacitação será um esforço dela. Isso faz com que, quando chegar onde almeja, ela trabalhe com tanto amor e tanto carinho que a empresa se beneficie também dos resultados. Esse modelo faz mais sentido para nós, já que não precisamos fazer treinamento para todo mundo para funções que mal sabemos se são necessárias.

Essa mentalidade exige um comportamento empreendedor das pessoas. Mas nem todo profissional tem esse perfil. Como lidar com os diferentes tipos de pessoas?
Aqui ninguém precisa ser guiado se não quiser. Há, de fato, aquelas que querem continuar no modelo tradicional, pessoas que não querem construir uma carreira astronômica ou que querem ser o mesmo analista pleno a vida inteira. Nosso único pedido é que todos sejam honestos conosco. Se está bom para alguém ficar onde está, pode continuar, sem problemas. Mas nossa experiência mostra que mais de 90% das pessoas adoram ser protagonistas da própria vida ou da sociedade. Ao terem a oportunidade, muitas percebem que isso é legal. E mesmo esses 10% que se satisfazem com a forma como vivem, sempre têm vontade de algo mais. Ainda não conheci pessoas que não têm nenhum sonho, quando questionadas sobre isso em um diálogo franco.

Fala-se muito sobre felicidade no trabalho. A expectativa de ser feliz se tornou mais uma exigência, até uma pressão, do mundo corporativo?

Sigam com a entrevista completa no link abaixo –http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2015/11/opcao-de-ser-feliz-nao-e-da-empresa-e-de-cada-um.html

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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
Esse post foi publicado em Liderança, Livros e leitura, O ser humano no contexto das organizações. Bookmark o link permanente.

2 respostas para “A opção de ser feliz não é da empresa. É de cada um” – Uma brilhante filosofia empresarial!

  1. Marcello SLR disse:

    Muito bom artigo! Este modelo de gestão de pessoas vem sendo defendido por muitos pesquisadores acadêmicos, mas ainda permanece desconhecido pela grande maioria das organizações. Bom saber que existem pessoas que sabem transformar ideias em realidade!

    • JCDattoli disse:

      Isso mesmo, Marcello. Esse executivo colocou boa filosofia em prática e os resultados comprovam que é mesmo possível. Aliás, recomendável seguir o caminho da ênfase na satisfação das pessoas!
      Obrigado por comentar.
      Abraço

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