A insatisfação como principal motivador da mudança – Reflexão!

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Faço hoje breve reflexão sobre “mudança”, mais precisamente sobre motivações e condicionantes que levam à mudança. Com efeito, preocupado que estava com a implantação de mudanças na organização em que trabalhava, ouvi certa feita, dito por um consultor empresarial norte-americano, “que as mudanças importantes em uma organização só são implementadas – e prosperam – quando o principal executivo está insatisfeito com a situação atual. Logo, para haver uma mudança, é necessário causar-lhe essa insatisfação”. Esse raciocínio para mim é pragmático, retrata a pura realidade dos ambientes em que vivemos e, portanto, deve ser sempre levado em conta em situações que requerem a implantação de algo novo!

Claro que, como já disse aqui em outras oportunidades, a pessoa muda por dois motivos principais: o primeiro é a dor, referida acima como “insatisfação”, e o segundo é o prazer (a sensação de gratificação, já visualizada e reconhecida, de algo que deve ser feito, buscado, adquirido…).

Mas, voltando ao início da conversa, tenho muito claro que, para a pessoa evoluir permanentemente, no sentido mais amplo que você possa imaginar, é necessário estar presente o ingrediente da insatisfação positiva. Nada de acomodação, de pensar que já acumulou conhecimentos e experiências suficientes, que já investiu demais e se sente preparado o bastante, que agora é relaxar e só colher o que fez no passado. A insatisfação positiva traz a vontade, a força, a energia que impulsiona para o aprimoramento e a evolução, seja olhando para si, seja olhando para os benefícios que o seu novo comportamento ou iniciativa farão para os outros, a sociedade, o mundo… Esse tipo de pensamento, de mentalidade, também conhecido como mindset,  é sem dúvida uma grande sabedoria de vida. Aliás, por demais comprovada no tempo!

A propósito, analisando situações de mudança em sociedade, leiam matéria com referência à declaração do famoso cientista Francis Fukuyama, “As pessoas precisam estar bravas para mudar a situação do país”, publicada no portal da revista Galileu, que transcrevo a seguir:

“As pessoas precisam estar bravas para mudar a situação do país”, afirma Francis Fukuyama

 (Foto: Fukuyama no Fronteiras São Paulo (foto: Greg Salibian/Fronteiras do Pensamento))(Foto: Fukuyama no Fronteiras São Paulo (foto: Greg Salibian/Fronteiras do Pensamento))

Para o cientista político americano Francis Fukuyama, as revoluções, no geral, nunca são provocadas pela parcela mais pobre da população. “Quem faz isso é a classe média, com medo de perder status”, afirmou ele, na conferência A Construção do Estado e a Próxima Agenda para a América Latina, do Fronteiras do Pensamento, evento do qual a GALILEU é parceira.

O professor da Universidade Stanford, que é um dos principais expoentes do pensamento conservador mundial, comentou os maiores temas políticos da atualidade, como a crise na Ucrânia e o Brexit. “Os britânicos mais educados votaram pela permanência da Inglaterra no bloco. Já os mais pobres, aqueles afetados pela industrialização, foram a favor de deixar a União Europeia”, disse. “E quem votou pelo Brexit parece não ter acreditado que ia ganhar, agora eles não sabem o que fazer.”

Ele também comparou o Brasil aos Estados Unidos do final do século 18. Para Fukuyama, o crescimento econômico, o surgimento de uma nova classe média e a revolta contra a corrupção são os responsáveis pela derrocada do clientelismo. “As pessoas precisam estar bravas para mudar a situação política de um país”, disse.

Mas nem tudo é igual. “Os elementos da história americana que ainda não aparecem aqui são a falta de uma pauta, uma ideia clara de para onde a sociedade quer ir, algo que vá além da oposição à corrupção e ao antigo sistema. Isso precisa ser especificado”, explicou, criticando ainda a falta de líderes capazes de gerar poder político necessário para promover reformas.

O autor de As Origens da Ordem Política ainda elogiou o Poder Juduciário brasileiro, um dos únicos da América Latina a trabalhar de forma independente, segundo ele. Para Fukuyama, a condenação de políticos que cometem atos ilícitos é um fator “muito positivo” para a modernização do país. “Se a política defender apenas a elite, o povo não vai comprar esse regime.”

Fontehttp://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2016/06/pessoas-precisam-estar-bravas-para-mudar-situacao-do-pais-afirma-francis-fukuyama.html.
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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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2 respostas para A insatisfação como principal motivador da mudança – Reflexão!

  1. Bem verdade essa matéria! As mudanças, geralmente ocorrem nessas duas situações citadas.

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