Onde as pessoas querem trabalhar e porquê – Fiquem por dentro!

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Tenho dito em palestras, nas publicações aqui no blog e, também, em conversas sobre as coisas do ambiente corporativo que há um forte movimento de mudanças já em curso nos ambientes organizacionais, incluindo seus modos de funcionamento, e que não tem volta!

Isso se deve a uma conjugação de fatores, entre os quais eu destacaria: 1) O fim do autoritarismo como regra de liderança e o maior espaço para a democratização nas relações do trabalho; 2) A chegada – e ocupação de espaços nas corporações – de pessoas mais novas, inquietas e “antenadas” (geração y, geração do milênio…); e 3) Um contexto marcado pelo uso intensivo de recursos tecnológicos, de ações adotadas em crescente velocidade e de competição cada vez mais acirrada. 

Por conta dessa realidade, o nível de exigência dos trabalhadores e, principalmente, dos novos talentos, vem se modificando fortemente. Fatores que promovem motivação e a retenção dessa turma vêm sendo ajustados na hierarquia das “exigências”. O que era bom anos atrás pode ser diferente agora. Com efeito, ser valorizado, ser ouvido, ter perspectivas de desenvolvimento, ser protagonista, poder inovar e ter equilíbrio entre trabalho e vida pessoal são itens dos mais valorizados na atualidade. Isso é bom, não tenho dúvida!

Vejam, para reforço desse raciocínio, o inteligente e esclarecedor artigo que transcrevo abaixo, divulgado no boletim LinkedIn Pulse, escrito por Rodrigo Brancatelli:

“Descubra onde os principais talentos de todo o mundo querem trabalhar

Com quase 105 milhões de pessoas atualmente no mercado de trabalho e outros 10 milhões de jovens que saem das faculdades todos os anos em busca de uma oportunidade, como as empresas brasileiras fazem para atrair e reter os melhores talentos de suas áreas? Erra redondamente quem falar em altos salários. De acordo com uma pesquisa inédita conduzida pelo LinkedIn com base em bilhões de ações dos nossos 25 milhões de usuários no Brasil e mais de 433 milhões no mundo, a resposta para esta complicada pergunta pode ser resumida em três palavras: inovação, aprendizado e meritocracia.

O LinkedIn compilou nos últimos meses quais são as empresas onde os principais talentos de todo o mundo querem trabalhar, segundo doze métricas que analisam as interações dos usuários na rede. Entre esses dados, estão o número de visualizações e inscrições por vaga no LinkedIn e em outros portais de empregos, o número de visualizações nas páginas das empresas e estatísticas de retenção dos funcionários. O banco de dados para essa análise levou em conta nada menos do que 26 mil companhias com mais de 500 funcionários em todo o mundo – para entender mais sobre a metodologia, clique aqui.

O resultado de todo esse trabalho é a lista intitulada “As Empresas Mais Atraentes do LinkedIn”, elencando os lugares em que os profissionais querem entrar e fazer carreira. Juntas, nossas equipes editorial global e de insights analisaram literalmente bilhões de ações dos nossos usuários, e essa análise resultou em uma pontuação combinada, que utilizamos para classificar os vencedores de cada localidade. Também normalizamos todos os resultados para garantir que as empresas foram avaliadas em relação aos seus pares e em comparação com o conjunto total de empresas.

Nossa análise considerou apenas empresas com mais de 500 funcionários, envolveu somente as ações realizadas em um período 12 meses (encerrado em fevereiro) e, como todas as nossas listas, não incluiu o LinkedIn. Informação de última hora: na semana anterior à estreia do Top Attractors, a Microsoft anunciou a compra do LinkedIn por $ 26,2 bilhões de dólares. Como a negociação ainda não havia sido encerrada e como o LinkedIn e a Microsoft não estavam vinculados durante o período de coleta dos dados, decidimos manter a Microsoft na lista este ano.

Clique aqui e confira quais foram as empresas do mundo, ou de determinados países, que se destacaram: AustráliaBrasil, França, Índia, Reino Unido e EUA. Em todas elas, do Google à LATAM Linhas Aéreas, do Netflix à JBS, é possível vislumbrar a busca por uma cultura em que a meritocracia é realmente valorizada, em que os funcionários são vistos como capital intelectual e constantemente incentivados a melhorar, em que as pessoas podem ter liberdade para formatar suas carreiras e em que o favoritismo deve ser eliminado em prol de um ambiente de trabalho que incentive a colaboração e a inovação.

“Quase toda empresa está passando por uma grande transformação. O ritmo da inovação continua acelerando, o que aumenta a competição e impulsiona a expectativa dos clientes e consumidores”, diz Dan Roth, editor executivo no LinkedIn. “O único jeito que temos para atender estas demandas é atrair, contratar e reter as pessoas certas, porque as empresas que contratam melhor são as que vão mais longe. A lista das empresas mais desejadas para trabalhar destaca as companhias que estão justamente fazendo isso agora.”

Em primeiro lugar na lista global está o Google, o gigante da tecnologia que oferece aulas de vôlei de praia bem no meio do seu campus, seguida pela Salesforce, Facebook, Apple e Amazon. Tecnologia de fato é quase onipresente no topo do ranking; nos Estados Unidos, representa quase metade das primeiras 40 posições. Também é notável o número de empresas que são lideradas pelos seus próprios fundadores – 65% dos 20 empresas mais desejadas no mundo. Outra descoberta é que quase metade dos funcionários renunciaria ao trabalho no escritório e recusaria um salário alto em troca de mais flexibilidade de horário. A PwC, por exemplo, se orgulha de ter conseguido reduzir a duração de suas semanas de trabalho, operando mais horas por dia e menos dias por semana, enquanto a Westpac Group parou de alocar mesas em vários escritórios – agora, os funcionários se reúnem em ambientes colaborativos e podem trabalhar onde bem entenderem, seja em uma mesa perto de janelas ou em uma sala tranquila de conferências.

Pacotes de benefícios também é citado pelos funcionários como um dos maiores atrativos das empresas – e algumas fazer um esforço redobrado para atingir as expectativas. A Pandora e o Banking Group Lloyds do Reino Unido, por exemplo, agora pagam cirurgias de mudança de sexo para os funcionários, enquanto empresas australianas como Origin Energy e Telstra já implementam a “licença por violência doméstica”, oferecendo folga remunerada e mais flexibilidade de horário para as vítimas ou pessoas que as apoiam.

No Brasil, o topo da lista é ocupado pela LATAM, que está decolando um ano após anunciada a fusão da companhia aérea brasileira TAM com a chilena LAN. Às 18h19 do dia 1° de maio, a primeira aeronave com imagem da marca a entrar em operação saiu do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, para buscar a tocha olímpica em Genebra. Na volta, dois dias depois, o piloto do Boeing 767-300 resumiu perfeitamente a animação da equipe. “Esse é o LATAM 9751, espírito olímpico a bordo. É um prazer chegar no Brasil”, disse ele para a controladora de tráfego aéreo. A nova marca LATAM Airlines conta muito com a colaboração de seus 54 mil funcionários no complicado processo de combinação de procedimentos e serviços das marcas anteriores e construção de uma nova cultura de trabalho.

Logo em seguida aparece o GPA, maior empregador privado do Brasil no setor de varejo e distribuição, com 140 mil funcionários. O segmento, aliás, é um dos que despotam com mais destaque no ranking do LinkedIn. A razão passa pela consolidação de um novo mercado de trabalho que surgiu nos últimos anos – nas décadas de 80 e 90, os principais empregadores do País estavam na indústria, sendo que uma única montadora tinha um quadro de funcionários maior do que mais das 60 maiores empresas de varejo. Hoje, a conta é totalmente oposta: o varejo cria 1 em cada 4 empregos no setor privado. Além da óbvia força que essa indústria agrega ao histórico profissional do empregado, a preocupação do GPA com seus funcionários é o forte atrativo para atrair candidatos. Só no ano passado, por exemplo, 1,9 milhão de horas de treinamento foram disponibilizadas aos colaboradores.

A preocupação com o crescimento do funcionário também surge no terceiro colocado do ranking, a BRF, uma das maiores companhias de alimentos do planeta, criada a partir da associação entre a Sadia e a Perdigão. Para conseguir entregar mais de 1 milhão de toneladas de alimentos em locais tão diferentes como Malásia, Holanda, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Rússia ou Nigéria, a empresa conta com 105 mil funcionários em 35 unidades industriais no Brasil, 13 fábricas no exterior e 40 centros de distribuição. O sucesso não está só nos números, mas nas pessoas – a BRF acredita que a capacidade de fazer os seus funcionários confiarem no futuro da empresa é justamente o motor para gerenciar essa monstruosa estrutura global. De acordo com uma pesquisa interna, 90% dos funcionários sentem-se motivados a irem além de suas responsabilidades naturais.

A lista brasileira ainda conta com empresas de educação (como a Kroton), tecnologia (TOTVS) , telefonia (TIM), serviços financeiros (Itaú Unibanco e BM&F Bovespa), bens de consumo (Hypermarcas), entre outras. Não são companhias que são as “melhores” no que fazem, vale lembrar, algo baseado apenas em opiniões e pesquisas. Nem são as “maiores” companhias, as que mais lucram ou distribuem dividendos. Mas são, sim, aquelas que agem para que seu funcionário busque ser sempre melhor no que faz. Com a aceleração no ritmo das mudanças, os empregadores inteligentes sabem que precisam reorganizar suas estratégias e repensar na concorrência para sobreviver. As empresas que conseguirem contratar e manter os melhores profissionais terão muito mais chances de sucesso nessa transição. E a lista do LinkedIn já descobriu o caminho para esse sucesso.

Fontehttps://www.linkedin.com/pulse/descubra-onde-os-principais-talentos-de-todo-o-mundo-brancatelli?trk=li_tw_namer_mmc_TOPATT_ed5&utm_campaign=TOPATT&utm_medium=social&utm_source=Twitter&utm_content=ed5
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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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