“Ai como dói!” – Uma reflexão a respeito de como evoluímos

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Replico mais um inteligente – e instigante – texto do amigo Arnaldo Costa, “Ai como dói!“, publicado no seu blog Homens, vamos despertar, trazendo importantes reflexões a respeito de dor e amor e de experiências (vivências), negativas ou sofridas, que resultam em aprendizados para a evolução do ser humano.

Leiam a seguir:

“Ai como dói !

“Ai como dói”, brincava o Mamonas Assassinas!

No meu caso, vale um pedido de socorro: estou precisando de uma cama de espuma para aliviar minhas dores no traseiro. Andar de bike por 5 horas sentado num banco duro deixou também dores nas costas e a sensação de ter feito uma estupidez.

Bem feito por me aventurar num ride sem equipamento adequado nem treinamento prévio!

Claro, eu queria acompanhar a turma que pedala junto há muito tempo e tentar não “fazer feio”. Insisti em ir até o fim,  mesmo com sinais claros de que estava passando dos meus limites.

Restará a aprendizagem. Para isso  terei que reconhecer o quanto  tive de imprevidência, teimosia e orgulho.

Esses pecados eu cometo em outras áreas da minha vida. Será que você não faz o mesmo?

Imprevidência em teclar no celular enquanto dirijo no trânsito. Imprevidência em ingerir alimentos e bebidas que sei não serem exatamente saudáveis.

Teimosia em não voltar atrás em algo que sei que não vai dar em nada, como o recurso pra não ser multado pelo Detran por transitar em velocidade superior à permitida.

Orgulho em não revelar pro chefe que desconheço um procedimento óbvio de minha gerência.

Imprevidência, teimosia, orgulho e tantas outras bobagens que fazemos e que em algum momento podem nos fazer muito mal,  provocando dores físicas ou emocionais.

É de se perguntar se não teria outro jeito de evoluirmos como seres humanos.

Já ouvi dizer que a alternativa seria o amor. Mas penso que não seja uma alternativa, e sim um complemento necessário.

Amor e dor caminham em parceria.

Vejamos: as dores só podem nos trazer aprendizagem caso tenhamos humildade e a necessária aceitação (de nossa condição de aprendizes). Um atributo do amor.

E o amor só pode nos fazer evoluir caso tenha referências e faça a integração de prazer x dor, alegria x tristeza, saúde x doença. E essas dualidades só fazem sentido se em algum momento tiver havido experienciação, não teoria.

Jesus Cristo sentiu as dores da calúnia e traição, e é o nosso maior exemplo de amorosidade. Buda se iluminou após concluir da inutilidade do jejum e do martírio extremos. Dores e sofrimentos também passaram  Ghandi, Nelson Mandela e Martin Luther  King Jr.

Por que estou dizendo tudo isso?

Apenas pra afirmar que para evoluirmos como seres humanos temos que necessariamente pagar o preço. Nesse sentido, as adversidades são até necessárias e, em certo sentido, o mal é bem.

Portanto, da próxima vez que eu andar de bike colocarei um selim confortável e farei um trecho compatível com a minha condição física.

Espero não repetir o “ai como dói” do Mamonas…

Fonte – http://homensvamosdespertar.blogspot.com.br/2016/02/ai-como-doi.html?showComment=1456105586110#c2046735924195153984
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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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2 respostas para “Ai como dói!” – Uma reflexão a respeito de como evoluímos

  1. Isso é verdade; não existe evolução sem problemas, sem dores. Superar e ultrapassar é preciso, porque a caminhada continua. Mas é preciso que tenhamos alguns cuidados e evitar os excessos. Medos a gente sempre tem, porém alguns são vencíveis, outros não conseguimos. Tudo faz parte da nossa evolução e crescimento espiritual. Sei que para cada ganho, uma perda e talvez por isso tenha ficado estigmatizado, que amor rima com dor.

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