Saiba porquê cresce a intolerância ao glúten – Artigo interessante!

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Uma questão de saúde que chama a atenção nos dias atuais é o aumento da quantidade de pessoas com intolerância alimentar ao glúten. Até alguns anos atrás eu praticamente não ouvia notícias sobre isso. Contudo, temos agora registro corriqueiro de pessoas que apresentam intolerância ao glúten e também à lactose.

Sobre o glúten, o artigo que transcrevo a seguir (O trigo nosso de cada dia…), publicado na Revista Terceiro Milênio, de julho passado, tenta explicar de alguma maneira o que está acontecendo, porque essa intolerância aumenta pelo mundo afora e quais opções para minimizar, ou eliminar, o uso do trigo podem ser adotadas.

Leiam a seguir:

“O trigo nosso de cada dia…

Estamos vivendo um momento ímpar, difícil mesmo, no que diz respeito à nossa alimentação diária. E não há nada mais importante do que isso, porque é o alimento que mantém a nossa vida.

Venho percebendo o aumento impressionante de pessoas que apresentam intolerância alimentar ao glúten e/ou à lactose já comprovadas, ou aquelas que estão sentindo desconforto ao consumir esses produtos mas ainda precisam da confirmação do quadro clínico. Há ainda as que são portadoras da doença celíaca (que não é intolerância mas sim alergia ao glúten) já comprovada clinicamente e que traz consequências graves para o organismo. Você sabia que o número de pessoas portadoras da doença celíaca aumentou mais de quatro vezes nos últimos 50 anos? Logo mais abaixo vamos descobrir porquê…

A partir dessa percepção, que passa pelo aumento da procura do meu livro de receitas Comer Bem sem Glúten e sem Lactose– que teve sua 4ª Edição lançada nesse mês de  fevereiro de 2015 – resolvi pesquisar para saber o que está acontecendo: porque um produto que sempre foi o alimento da humanidade, o pão, passou a nos fazer tanto mal?

Descobri que o trigo vem sendo modificado, ao longo do tempo, por causa do clima e do solo dos diferentes lugares onde foi sendo cultivado e cruzado com outras espécies de gramíneas nativas (ou já ali adaptadas), mas continuou sendo trigo. Porém, em meados do século XX, principalmente nas décadas de 1950 e 1960, durante a chamada “Revolução Verde”, que ocorreu pela necessidade do aumento da produção de alimentos e como resultado dos novos conhecimentos na área da genética, o processo de hibridização do trigo cresceu de forma descontrolada, sem que ninguém soubesse ou desconfiasse das terríveis consequências que isso traria para a humanidade, que se alimentava de pão e/ou das massas feitas de farinha de trigo.

Eu me lembro de que quando meus filhos eram pequenos e eu fazia pães, bolos, biscoitos e tortas todos os dias e, portanto, usava muita farinha de trigo, alguém, como elogio, me disse que quanto mais trigo uma família consumia mais educada e refinada era.  Hoje percebo que os nossos hábitos alimentares de comer arroz com feijão, legumes, saladas e carnes estavam lentamente sendo trocados pelos pratos elaborados, “chiques” e enfarinhados, bem mais modernos e rápidos de serem feitos. Acabamos deixando de lado nosso jeito tradicional de comer e até deixamos de jantar, trocando essa refeição por lanches que constam basicamente de… trigo: pão , bolos, biscoitos, crepes, pizzas!

Tudo por causa da correria da vida moderna, da necessidade de fazer economia, pela praticidade, etc, etc.  E o resultado disso foi o aumento absurdo no peso  e na circunferência da cintura de uma quantidade cada vez maior de pessoas, na mesma proporção da diminuição do seu bem-estar e saúde  e do aumento do número de diabéticos e de celíacos.

O trigo, cada vez mais modificado em seu código genético, não é mais uma planta altaneira que podíamos admirar balançando ao vento, mas uma planta rígida de mais ou menos 50 cm de altura. que resiste melhor às intempéries e que se tornou também mais compatível com os fertilizantes e defensivos agrícolas.

Depois de tudo isso, o trigo que consumimos hoje não é o mesmo que nossos antepassados consumiam. Na verdade não é nem mais trigo: é uma planta praticamente criada em laboratório com o fim de aumentar a produção e proporcionar a preparação de pães macios, cuja massa mole e elástica se transforma facilmente em pizzas, rocamboles, rosquinhas, biscoitos etc., que agradam enormemente ao paladar… e o bolso dos fabricantes e dos donos de laboratórios. Ele é onipresente, de tal maneira que nós nem sequer percebemos que consumimos o tempo todo o mesmo alimento: trigo.

Penso que é esse exagero que está trazendo todo o problema; nós nos esquecemos de que temos outras fontes de carboidratos maravilhosas ao nosso dispor: o  milho e seus derivados, como o fubá, o amido, a canjica; o arroz e seus derivados, como a farinha de arroz e o creme de arroz;  o inhame, o cará , a batata-doce, a araruta, a mandioca, essa bênção tão brasileira com todos os seus derivados ; a banana, que nos proporciona tantas delícias, e agora também a biomassa que se prepara com banana verde cozida com a qual se faz até pão. Podemos usar também a farinha de banana verde, farinha de côco, de amêndoas, de quinua, de amaranto, farinha de grâo de bico… Já se encontram nas lojas de produtos naturais, e muitas vezes até nos supermercados, diversos tipos de massas feitas com todas essas farinhas que não contém  glúten.

Porque então comer trigo se hoje em dia  ele  contém mais de 20 vezes a quantidade de glúten do que tinha antes? E a indústria alimentícia ainda utiliza um produto concentrado de glúten para melhorar e aumentar o rendimento dos produtos de panificação!

Baseei minhas pesquisas em dois livros que cito a seguir, enfatizando que se alguém quiser saber mais a respeito dos males que o glúten vem causando à nossa saúde leia-os, porque dizem tudo o que precisamos saber a esse respeito. São eles:

“Glúten –    toxidade, reações e sintomas,” de Denise Carreiro  e “Barriga de Trigo,”  de William Davis por Elizabeth Anastasia R. Serrejo – Autora do livro Comer bem sem gluten e sem lactose.

Fonte – http://www.terceiromilenionline.com.br/artigos/o-trigo-nosso-de-cada-dia
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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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2 respostas para Saiba porquê cresce a intolerância ao glúten – Artigo interessante!

  1. Um post bastante interessante! Muito bom saber um pouco mais a respeito. Estranhei mesmo, o fato do trigo, vir a fazer mal, após tantos anos de ingesta desse alimento, pela família. O fato é que estão modificando muitos alimentos, ainda em fase de plantio e indiscriminadamente, sem se darem conta do mal que vão fazer; ou até sabem, mas não se importam com os resultados finais, desde quando ganhem mais ainda.
    Um final de semana abençoado a família!

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