Viajou pela Europa sem dinheiro nem cartões e se deu bem – Curiosidade – Reflexão!

“… o mundo não é tão ruim ou perigoso como pensamos.”

“Quero levar adiante a ideia de que positividade atrai positividade…”

Divulgo matéria com relato de uma viagem muito curiosa, de alguém que demonstrou despojamento e coragem, e que acreditou na sua intuição e no seu sonho. Vale a pena conhecer esse caso, publicado no portal G1 e replicado no Twitter, trazendo a história da carioca Aline Campbell, que viajou pela Europa sem levar dinheiro ou cartão de crédito!

Fazendo uma breve leitura desse inusitado acontecimento, diria que essa moça praticou a boa intenção, a pureza, acreditando na bondade dos outros, e isso se aproxima do sublime princípio da inocência, que aprendemos na Sahaja Yoga ao estudar o primeiro dos sete principais chacras existente no nosso corpo sutil, que é o Muladhara Chakra, talvez o mais importante deles. A atitude da aventureira Aline, como destaquei das suas próprias palavras (citações acima), confirmam que quando estamos verdadeiramente bem intencionados, quando estamos abertos para o mundo, no exercício da inocência, as coisas dão certo, porque as outras pessoas (e o universo) captam esse estado de espírito do bem e não lhe fazem mal. Aliás, inocência, que é própria das crianças, infelizmente vai se perdendo na idade adulta, e o desafio é buscarmos esse resgate!

Para facilitar o entendimento dessa minha analogia (ou interpretação), transcrevo breve explicação colhida do site da Sahaja Yoga – http://www.sahajayoga.org.br/index.php/meditacao/o-corpo-sutil/muladhara-chakra):

“O primeiro chakra está situado abaixo do osso sacro, no qual reside a Kundalini, e seu principal aspecto é a inocência. A inocência é a qualidade através da qual nós experimentamos a alegria pura da criança, sem as limitações de preconceitos ou condicionamentos. A inocência nos dá dignidade, equilíbrio e um grande senso de direção e propósito de vida. Nada mais é do que simplicidade, pureza e regozijo.
É a sabedoria interior que está sempre presente nas crianças pequenas, e que fica, algumas vezes, oculta por nossos modernos estilos de vida. É, porém, uma qualidade que existe eternamente dentro de nós e não pode ser destruída, aguardando manifestar-se como puro regozijo quando a Kundalini se eleva.

Significado de Muladhara: a sustentação da raiz; mula: raiz; dhara: sustentação”

A referida aventura já rendeu à jovem Aline a publicação de um livro, “Portas Abertas: Três meses na Europa sem um centavo no bolso”. Vejam, então, esta interessante matéria que a seguir transcrevo:

“Brasileira conta em livro como viajou três meses pela Europa sem dinheiro

Sem levar dinheiro ou cartões, artista plástica conheceu 14 países.
Ela pegou carona e se hospedou na casa de desconhecidos.

 

Flávia Mantovani 

Do G1, em São Paulo

Aline Campbell em Paris (Foto: Aline Campbell/Arquivo pessoal)Aline Campbell em Paris (Foto: Aline Campbell/Arquivo pessoal)

A brasileira Aline Campbell, que viajou três meses pela Europa sem gastar nem um centavo, reuniu suas aventuras de viagem em um livro.

A capa do livro de Aline Campbell (Foto: Reprodução/Aline Campbell)A capa do livro (Foto:
Reprodução/Aline Campbell)

Natural do Rio de Janeiro, Aline, de 26 anos, embarcou em 2013 em um avião sem levar nada de dinheiro – nem um cartão de crédito para emergências. Fora o gasto prévio com as passagens aéreas de ida e volta, ela não desembolsou nada com transporte, hospedagem ou comida.

Dependendo apenas da ajuda de desconhecidos para dormir, comer e se locomover, a artista plástica carioca conheceu 30 cidades em 14 países durante 92 dias. A ideia, explicou, era mostrar que é possível confiar na bondade das pessoas.

O livro é uma adaptação de seu diário de viagem, que foi escrito ao longo do caminho. Com o título de “Portas Abertas: Três meses na Europa sem um centavo no bolso”, a publicação independente teve metade dos custos financiados por uma campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) na internet.

É possível baixar gratuitamente a versão online ou comprar o livro impresso diretamente com a autora por R$ 35, já incluído o frete.

Vida leve

Aline Campbell durante sua viagem pela Europa; pegando carona (fotos dos extremos), em Londres (acima) e com um senhor que conheceu na Sérvia (abaixo) (Foto: Aline Cambell/Arquivo pessoal)Aline Campbell durante sua viagem pela Europa; pegando carona (fotos dos extremos), em Londres (acima) e com um senhor que conheceu na Sérvia (abaixo) (Foto: Aline Cambell/Arquivo pessoal)

Aline diz que quer que o livro inspire outras pessoas a irem atrás de seus desejos e mostrar que “o mundo não é tão ruim ou perigoso como pensamos”. “Quero levar adiante a ideia de que positividade atrai positividade, de que quando respeitamos as diferenças, confiando em um mundo melhor, conseguimos levar uma vida mais leve, sincera e feliz”, afirma.

Ao revisar seu diário para o livro, a carioca pôde reviver as situações que viveu na viagem. Uma das mais marcantes foi sua ida de Londres até a Sérvia, um país que ela “nem sabia localizar no mapa”. “Só me dei conta da distância depois do terceiro dia dirigindo sem parar. Chegando lá, ainda fui acolhida por uma família na montanha, numa cidadezinha de interior, onde vivi experiências únicas e até mesmo um romance”, conta.

Aline Campbel e seu cão, Saga, em uma das caronas de caminhão (Foto: Aline Campbel/Arquivo pessoal)Aline Campbel e seu cão, Saga, em uma das caronas de caminhão (Foto: Aline Campbel/Arquivo pessoal)

Depois do tour pela Europa, Aline já rodou o Brasil de carona acompanhada por seu cachorro, Saga, e diz que planeja uma futura viagem a pé. “Estou sempre viajando. Gosto muito de pegar a estrada, conhecer pessoas e compartilhar momentos”, completa.

Fonte – http://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2015/03/brasileira-conta-em-livro-como-viajou-tres-meses-pela-europa-sem-dinheiro.html

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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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5 respostas para Viajou pela Europa sem dinheiro nem cartões e se deu bem – Curiosidade – Reflexão!

  1. Anna disse:

    Legal, Clovis.
    Romper condicionamentos é um grande desafio para nós “adultos” para deixar fluir essas características da pureza e inocência do muladhara… É natural que isso aconteça, afinal a aspereza de algumas situações da vida nos deixa com a casca mais grossa. No entanto, não devemos perder esse norte, praticar essa leveza da Aline é um ato de coragem, que exige reeducação. Vamos que vamos, ainda há muita vida pela frente para compreendermos os aprendizados… Ainda bem! 🙂 Gratidão pelo post, inspirador e oportuno. Um abraço, Anna.

  2. Acho que tem que ter coragem e acreditar que tudo vai sair conforme planejado. Acho que hoje, eu não teria coragem.

  3. Sandra Fayad disse:

    Interessante a proposta de reativar a confiança e espontaneidade infantil, que vamos perdendo ao longo da vida, influenciada por muitos fatores. É tudo muito simples e óbvio. A artista plástica investiu na orientação básica de Cristo: “Amai ao próximo como a ti mesmo”. Apenas inverteu a ordem: “O próximo te ama da mesma forma que tu o amas” . Não haveria perigo nos rondando, se todos nós observássemos essa máxima. É que complicamos a vida ao longo dos milênios, criando leis, regulamentos, crimes, prisões, torturas, injustiças…

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