REFLUXO – Fique por dentro e saiba como evitar esse problema gastroesofágico!

Crédito de imagem – www.revistafashionnews.com

Voltando ao tema saúde, trago hoje interessante matéria publicada no Portal da Veja (http://veja.abril.com.br/), falando sobre REFLUXO. O refluxo causa sensações de que a comida está voltando para a boca, azia, queimação, entre outras, além de poder acarretar consequências mais graves para a pessoa. Esse problema gástrico, talvez motivado pelo estilo de vida da correria, do estresse, das comidas prontas etc.,  parece atingir um crescente número de pessoas nos dias atuais.

Com efeito, a matéria menciona que 20% da população brasileira têm refluxo. Por exemplo, é cada vez mais comum tomarmos conhecimento de recém-nascidos que já estão sofrendo com refluxo. Claro que isso não pode ser normal!

Vejam, então, a bem produzida matéria a seguir, com texto objetivo, ilustrações e boas dicas a respeito desse problema tecnicamente chamado de “refluxo gastroesofágico”, suas causas e como evitar a sua ocorrência. Olho vivo!

“Oito medidas para evitar crises de refluxo

Não exagerar nas refeições e evitar bebidas gasosas são formas de conter o problema, causado pela ida do suco gástrico ao esôfago

Patricia Orlando
Refluxo: problema acomete 20% dos brasileiros

Refluxo: problema acomete 20% dos brasileiros (Thinkstock)

Sensação de que a comida não caiu bem no estômago e quer pegar o caminho de volta, acompanhada de azia e queimação, são sintomas de refluxo gastroesofágico, um problema digestivo que acomete 20% dos brasileiros.

O refluxo se manifesta quando uma válvula chamada esfíncter, que tem a função de impedir que o suco gástrico vá para o esôfago, não funciona corretamente e abre sem necessidade. Parte da comida e do suco gástrico pode voltar ao esôfago e causar queimação.

De acordo com o gastroenterologista Joaquim Prado Moraes Filho, professor-livre docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), ainda não se sabe por que o esfíncter não exerce corretamente sua função. “O que sabemos é que a genética é um fator importante para o aparecimento do problema”, diz.

Sintomas — Além de azia e da sensação de que a comida está voltando para a boca, o refluxo pode apresentar outros sintomas. “O suco gástrico pode ir para o pulmão, por exemplo, e causar asma, tosse seca e soluço”, diz Ricardo Barbuti, gastroenterologista do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Também pode haver problemas odontológicos por causa da acidez do suco gástrico. Um exemplo é a perda da dentina, camada interna que envolve o nervo, o que leva à sensibilidade dos dentes.

Se não tratado, o refluxo prejudica a qualidade de vida da pessoa, porque dores e azia tendem a piorar com o tempo. Além disso, sem tratamento, o problema pode evoluir para a esofagite, caracterizada por machucados no esôfago, a para o chamado Esôfago de Barret, uma alteração no tecido do órgão que causa câncer.

Tratamento — O primeiro passo é evitar o consumo de alimentos gordurosos, doces e bebidas gasosas. O tratamento farmacológico pode ser feito pontualmente ou cronicamente, de acordo com a gravidade da esofagite. “O tratamento com medicamentos é baseado em drogas que diminuem a secreção de ácido no estômago e nos pró-cinéticos, que aceleram o esvaziamento gástrico e tendem a contrair o esfíncter, dificultando a sua abertura sem necessidade”, diz o gastroenterologista Giovanni Faria Silva, professor da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB). Nos casos mais graves, uma cirurgia pode fazer o esfíncter voltar a funcionar corretamente.

Como evitar o refluxo

Comer alimentos gordurosos com moderação

Alimentos gordurosos, como batata frita e embutidos, são digeridos de forma mais lenta pelo estômago. A demora na digestão aumenta a pressão dentro do órgão e força a abertura da válvula que separa o estômago do esôfago, o esfíncter. “Comidas com muita gordura também tendem a relaxar o esfíncter e fazer com que ele abra mais do que o normal, aumentando o risco do suco gástrico ir para o esôfago”, diz com o gastroenterologista Joaquim Prado Moraes Filho, professor livre docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Ingerir menos doces

Os doces exercem no estômago a mesma influência dos alimentos gordurosos: tendem a relaxar o esfíncter e fazer com que ele abra mais facilmente. Assim, o suco gástrico consegue sair e desembocar no esôfago, causando a queimação.

Controlar o peso

O sobrepeso e, sobretudo, a obesidade aumentam a pressão no abdômen e no estômago. Com isso, o esfíncter se abre de maneira equivocada e o suco gástrico vai para o esôfago, causando o refluxo.

Comer sem pressa

Segundo Joaquim Prado Moraes Filho, quando uma pessoa come rápido, engole ar junto com a comida. “O ar ingerido aumenta a pressão dentro do estômago e faz com que o esfíncter se abra sem necessidade”, diz. Por isso, o ideal é mastigar bem os alimentos e comer sem pressa.

Não exagerar nas refeições

Comer muito em uma só refeição faz com que o estômago tenha mais alimento para digerir. Consequentemente, o órgão se distende, o que leva ao aumento de pressão e à abertura do esfíncter.

Evitar bebidas gasosas

O gás das bebidas gasosas relaxa o esfíncter e faz com que ele se abra sem necessidade, facilitando a saída do suco gástrico para o esôfago. “As bebidas à base de cola são as que mais relaxam o esfíncter”, diz o gastroenterologista Giovanni Faria Silva, professor da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB). Consuma refrigerantes moderadamente.

Não fumar

“Substâncias presentes no cigarro, como o tabaco, estimulam a produção de suco gástrico e alteram o funcionamento do esfíncter. Esses dois fatores juntos contribuem, e muito, para que o conteúdo do estômago vá para o esôfago”, explica Ricardo Barbuti, gastroenterologista do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Dormir duas horas depois da última refeição

Quando nos deitamos, a pressão dentro do abdômen aumenta naturalmente — e a pressão do estômago também. Se uma pessoa que tem tendência ao refluxo vai dormir com a barriga cheia, o risco de o alimento que está no estômago ir para o esôfago é maior. Por isso, é preciso esperar que parte da comida tenha sido digerida antes de se deitar.

Fontes – Joaquim Prado Moraes Filho, gastroenterologista e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); Ricardo Barbuti, gastroenterologista do Hospital das Clínicas, em São Paulo; Giovanni Faria Silva, gastroenterologista e professor da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB).
Matéria publicada em – http://veja.abril.com.br/noticia/saude/oito-medidas-para-evitar-as-crises-de-refluxo.
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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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Uma resposta para REFLUXO – Fique por dentro e saiba como evitar esse problema gastroesofágico!

  1. Sandra Fayad disse:

    Ih, esse negócio de refluxo é caso sério. Muitas vezes acaba em endoscopia. Mas a prevenção é mesmo muito importante. Valeu! Matéria bastante útil.

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