“Os estágios da consciência” – Autoconhecimento (excelente texto para reflexão)!

Crédito de imagem – www.ascronicas.com

“Um mestre iluminado vê a vida com uma grande brincadeira cósmica. Vê tudo como uma coisa só, e não julga aquilo que vê. E nota que todas as pessoas são na verdade iluminadas, apenas precisam realizar isto.”

Divulgo hoje interessante texto publicado no site HUMANITATIS, com o título OS ESTÁGIOS DA CONSCIÊNCIA, aptado por Conceição Trucom a partir dos pensamentos de Swami Sambodh Naseeb, que coordena, juntamente com a Ma Anand Naveena, o Centro de Meditação Bio-Zen em Santa Cruz do Sul-RS.

O artigo traz uma rica abordagem sobre os também chamados “níveis vibratórios da mente humana”, sem dúvida importantes subsídios para a jornada do autoconhecimento. Cabe enfatizar que os estudos e escritos existentes sobre os estágios da consciência têm, quase sempre, significativas distinções entre eles, a depender da ótica desenvolvida pelo autor; por exemplo, se baseada na filosofia, na neuropsicologia, na neurofisiologia etc. Independentemente dessas influências, há o entendimento prevalecente de que os estágios mais avançados da mente são os que caracterizam “a consciência de ser consciente”, ou a consciência de si, ou a autoconsciência.

Como será visto, a abordagem sobre os níveis de consciência adotada no texto a seguir transcrito tem influência na “filosofia oriental”, ou mais precisamente na filosofia budista, demonstrando que a prática da meditação é caminho para o desenvolvimento da autoconsciência!

“Os Estágios da Consciência

Swami Sambodh Naseeb explica que em cada nível, a mente percebe o mundo de uma maneira.

Para fins meramente ilustrativos, muitos sábios falaram em níveis de consciência. A consciência é uma só, mas ela se manifesta em vários níveis. Quando a consciência se manifesta, cada nível tem uma freqüência de onda diferente. Tudo no universo está em movimento, em constante vibração, o que significa que tudo se inter-relaciona através de uma vibração característica.

Como todos os sete estágios da consciência estão presentes no ser humano, a questão não é em que estágio ele está, mas em qual ele está funcionando AGORA. Qual está sendo a sua possibilidade AGORA. Porque num próximo momento você pode estar funcionando a partir de um outro prisma de consciência. Nós todos flutuamos por esses estágios. Num dia só podemos estar uma hora com medo de não ter dinheiro no futuro e não ter onde morar (o medo do primeiro estágio), e depois de uma hora ter medo de ficar sozinho (o medo básico do segundo estágio), e mais adiante ter medo de perder o controle da vida ou uma profunda falta de confiança diante de tudo (terceiro estágio). Esse artigo é só para brincar com esses conceitos e ver como a nossa mente reage diante dos outros e dos acontecimentos. Em cada nível a mente percebe o mundo de uma maneira. Aquele que vê o mundo com os olhos do amor e da compaixão abriu seu coração, e está funcionando do quarto nível para cima, muito diferente da pessoa que está só com medos da vida, sentindo-se separada de Deus, desamparada e solitária. Mas são apenas níveis mentais, não são realidades fixas.

Sempre a questão é: Quais os meus níveis preponderantes? Quais os meus níveis habituais? É apenas para isso que ajuda falar desses níveis. E para notarmos que cada um deles é natural acontecer. O universo é inteligente. Você já notou que seu cabelo cresce sem você controlar? E que sua unha cresce, seu sangue circula, sua respiração acontece, sem você escolher? O universo é mágico e surpreendente. Quantas coisas estão acontecendo e não sendo feitas por nós, seres humanos. Por que nós achamos então que podemos controlar tudo que acontece ao redor? Cada nível tem sua função e é perfeito em si mesmo. Nós somos os vários níveis. Nós precisamos conhecer bem alguns níveis, pois todos são importantes na evolução da consciência. Não é uma questão de que você não deveria ter medo. Nós precisamos sentir medo para então conhecermos o seu oposto. O oposto do medo é o Amor. Como o branco pode ser conhecido sem o preto? Como o baixo pode ser conhecido sem o alto? Como o alegre pode ser conhecido sem o triste? Como o sucesso pode ser conhecido sem o fracasso? Se você não tem o contraste, não pode conhecer. Sem os três primeiros níveis de consciência, não é possível conhecer os demais. É do carvão que nasce o diamante.

Os sete níveis ou estágios:

O primeiro estágio da consciência humana é caracterizado pela sobrevivência. Um teto onde morar, algo para comer. É a base para a formação do ser humano. Um corpo sadio e saudável.

O segundo estágio da consciência é caracterizado pelo desejo de sexo e poder. O desejo de dominar, competir, e o sexo pelo sexo. Não há encontro de dois seres, apenas o encontro de dois corpos. Se para preencher seu vazio a pessoa precisa estar sempre no controle de tudo, ela estará funcionando a partir do segundo nível de consciência. A mente vive sob o império do medo neste estágio. Medo de perder o controle. Medo de não possuir o outro. Medo de perder o poder.

O terceiro estágio tem como marca os relacionamentos. Um relacionamento mais profundo que no segundo estágio, porque agora, além do sexo, há ternura, carinho, amor, atenção e cuidado. É claro, há também posse, controle, inveja, ciúme e infinitas possibilidades a mais que o segundo estágio. A grande maioria dos relacionamentos de amor que conhecemos se comporta dessa maneira: marcante troca de sentimentos que variam de bons a ruins.

O quarto estágio é o Amor. Aqui a consciência humana experimenta o Amor. Este amor não é uma alternância entre amor e ódio. É um Amor, com letra MAIÚSCULA. Neste nível funcionamos numa entrega à vida. Este é o chamado chacra do coração. Você vê a vida como um milagre vivo. Há vislumbres do amor que as pessoas são, porque quando a mente está funcionando neste quarto nível de consciência muitos problemas e dificuldades desaparecem. Há um engano de que podemos mudar os nossos problemas. Os problemas não desaparecem. Na verdade o que acontece é que você funciona em outro nível de consciência. É como um filme. Às vezes é aventura, outras é drama. O que muda é o filme. A percepção de tudo muda. Quando a percepção da mente muda, tudo é visto de uma outra forma. Porque o mundo e a vida são o conjunto de crenças e sentimentos pessoais que temos sobre o mundo e a vida. Aquilo que penso ou sinto é minha percepção. Mas há outras maneiras de sentir e ver as mesmas coisas.

Mas o quarto nível é muito frágil. Nele ainda é fácil se identificar com os problemas e conflitos dos três primeiros níveis. Os estágios são regidos por sentimentos e pensamentos: medo, amor, culpa, ansiedade, leveza … Estes são os filmes, o que diferenciam um nível da mente para outro. Mas quem é você neste caso? Um nível da mente ou aquele que percebe que os níveis mudam? Se você percebe que os níveis mudam e que você está se identificando ora com um, ora com outro, note que a mudança de foco criará uma nova percepção em você. Se você é aquele que vê o filme, aquele que nota que os níveis mudam, você é a pura consciência que vê. Essa pura consciência que vê chamamos de observador. A meditação é o início desse novo ponto de vista.

No quinto nível vibratório da mente você nota que há um observador que se identifica com a mente. Ou seja, você percebe que há algo em você que observa e que não é aquilo que observa. Este observador foi chamado por algumas religiões de Espírito Santo.

Quando você percebe que este observador é você, e você não é quem você pensava que era (o ator dos 3 primeiros níveis), então você está tomando consciência do quinto nível, que é pura observação sem julgamento, pois não há conceitos a serem julgados neste nível. O quinto nível vê os 4 primeiros níveis sem julgar, comparar, analisar, comentar, opinar, usar lógica ou argumentar. O quinto nível é pura observação. É a prática da meditação em essência. Os buscadores aprendem a observar os pensamentos, sentimentos e sensações corporais sem julgar “bom ou mau”, e a isso chamam de meditação. Quem julga são os quatro níveis primeiros – A MENTE CONSCIENTE, que está sempre em comparação. É o nível do ego ativo. Se você apenas nota a mente julgar, você aprende devagar a separar o julgador, do observador que percebe o julgador. Quando aprendemos que quem está julgando é sua mente e que o quinto nível é puro silêncio, e cheio de amor, percebemos que pensamentos e sentimentos só incomodam quando nos identificamos totalmente com eles. Aprender a se desidentificar dos pensamentos e sentimentos passados é meditar. Os pensamentos e sentimentos estão lá, mas não são mais controlados pelo ego. E um milagre acontece: toda aquela energia que estávamos colocando para fora é guardada dentro. É por isso que as pessoas dizem que a yoga e a meditação ajudam a conservar energia. A mente fica mais clara e deixa de criar problemas desnecessários.

Dizem os sábios, que os sexto e sétimo estágios são experienciados pela graça divina. “Você não pode fazer nada para alcançar a iluminação”, dizia Buda. Porque a iluminação é uma entrega total a Deus. Jesus Cristo entregou totalmente quando disse: “Pai, Seja feita a Tua Vontade”. Gautama Buda entregou quando disse: “Descobri que não há eu, que tudo é vazio, que a vida faz tudo por mim”. Krishnamurti dizia: “O pensamento é passado. Descubra o que está presente Agora”. Osho disse: “Iluminação acontece quando não há nenhum desejo de ser diferente do que você é. Então Deus te ilumina com sua graça quando você relaxa e confia”. O sábio Gurdjieff dizia: “Você não tem um centro. O centro é sua alma. Você é, nesse instante, muitos desejos desconexos. Você tem de trabalhar para descobrir seu centro”. O sábio hindu Yogananda dizia: “Só um coração que conhece o amor pode ver Deus”. Um mestre iluminado simplesmente desapareceu como um eu, porque ele não quer mais controlar a vida. Mas ele tem um ego que o ajuda a falar com você. Quando você chama seu nome ele reconhece. A única diferença é que ele conhece os níveis e não se identifica com nenhum, pois ele sabe que não é nenhum nível, mas puramente consciência além de qualquer nível. Consciência que observa os níveis. Um mestre iluminado vê a vida com uma grande brincadeira cósmica. Vê tudo como uma coisa só, e não julga aquilo que vê. E nota que todas as pessoas são na verdade iluminadas, apenas precisam realizar isto.

Swami Sambodh Naseeb – Adaptado por Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para o bem-estar e qualidade de vida.
Fonte – http://www.humanitatis.com/noticias/listar/128

 

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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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2 respostas para “Os estágios da consciência” – Autoconhecimento (excelente texto para reflexão)!

  1. Marlene Rodarte Neves disse:

    Gostei muito.

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