Conversa com os animais de estimação – Saiba mais sobre essa convivência!

Crédito de imagemwww.wallpaperhi.com

Pensando no crescimento humano e, de forma mais ampliada, na nossa conexão e harmonia com outros seres que habitam o universo, trago hoje mais alguns aspectos da relação dos humanos com os animais, particularmente os bichinhos de estimação (cães e gatos, por exemplo), os chamados “pets”.

Faço referência a interessante matéria, na verdade uma entrevista, que foi publicada no suplemento Revista do CORREIO, que acompanhou o jornal Correio Braziliense do último domingo, 2/11, com a médica veterinária portuguesa Marta Sofia Guerreiro. Vejam que legal a facilidade dessa profissional para estabelecer comunicação com os animais, os seus comentários sobre aspectos da espiritualidade desses companheiros, como eles podem ajudar na cura humana etc!

E é por essas e outras que a importância e o valor dos animais domésticos, felizmente, ganha crescente reconhecimento! 

A entrevista vai transcrita a seguir:

“Ela conversa com os bichos

Marta Sofia Guerreiro é uma veterinária portuguesa que decidiu ir além dos cuidados médicos. Ela se considera uma comunicadora interespécies e passou a dar voz àqueles que não conseguem se expressar com palavras. Marta explica que isso ocorre por meio da telepatia, uma comunicação universal que pode se manifestar principalmente por meio de imagens e sentimentos. Ela também se dedica a ajudar crianças e adultos especiais com dificuldade de se comunicar. Este ano, lançou o livro Conversas com animais, em que explica as crenças dela e dá orientações para o relacionamento com os amigos não humanos. Marta acredita que os animais nos ajudam no processo de cura emocional, energético e, consequentemente, físico.

Quais as semelhanças e diferenças na espiritualidade dos animais e dos humanos?
A Bíblia afirma que tanto homens quanto animais têm o sopro da vida (Eclesiastes 3:19-20). O sopro da vida representa a alma. Dizer que os animais não têm alma ou então têm uma alma inferior à nossa é uma crença que vem do ego, de quem acredita que somos uma espécie superior e separada de todo o resto. Não há diferença na alma de um animal e de um humano. Para mim, todos somos um, e os animais são seres mais evoluídos que os humanos, pois sabem amar incondicionalmente e morrem por nós, somatizando as nossas doenças. Os humanos têm um desenvolvimento cognitivo superior aos animais, mas estão a evoluir na aprendizagem do amor incondicional.

Como os animais podem nos curar?
A anatomia energética humana está intrinsecamente ligada aos animais, pois eles também têm um campo energético à volta do corpo físico, que, em comparação com o dos humanos, é proporcionalmente mais amplo. Os animais são seres hipersensíveis a vibrações sutis e a modificações atmosféricas, como é observável nos períodos que antecedem as tempestades, mostrando-se muito agitados. Se você tem animais, possivelmente, já teve essa experiência: quando está doente ou com alguma dor, o seu cão fica por perto e o seu gato coloca-se precisamente em cima da zona que lhe dói. É o contato do campo energético do animal com o campo energético do dono que permite a absorção das energias humanas pelo animal. Além disso, há uma elevada porcentagem de casos em que os donos e seus animais têm o mesmo diagnóstico médico.

Por que acredita que os animais são um espelho de nós mesmos?
Os animais refletem a pessoa com que estão comprometidos em ajudar. Enquanto as pessoas não entenderem isso, os animais continuarão a ser julgados de forma injusta.

A senhora lembra qual foi a primeira vez que se comunicou com animais?
Em 2010, tive um chamado interior para viajar sozinha para a Índia. Quando regressei, voltei à clínica onde trabalhava e aconteceu algo inesquecível. Uma cliente apareceu queixando-se que o seu animal andava muito apático e que ninguém descobria o que se passava. Virei-me para a senhora e disse: “Mas como quer que o seu cão esteja bem se o seu marido está com depressão?” A senhora perguntou quem me tinha contado. “O seu cão… Agora mesmo”, respondi-lhe. Pedi à senhora para não contar o que tinha acontecido a ninguém, pois o meu lado racional não compreendia, mas ela até me incentivou a desenvolver aquilo que ela considerou um “fenômeno maravilhoso”. Quase um ano mais tarde deixei a clínica médica convencional e criei os meus projetos, em 2011.

Enfrentou preconceito?
Como sou até agora a única pessoa que se comunica com animais em Portugal, há sempre o estigma de quem desbrava um caminho novo. Esse preconceito fica mais potencializado porque sou médica e cirurgiã veterinária de formação, e a ciência ainda não se compatibilizou com a espiritualidade. Felizmente, existem centenas de comunicadores no mundo, e comunicação interespécies é considerada profissão nos EUA desde 1970, graças à pioneira mundial, Penelope Smith.

Como as pessoas podem melhorar a comunicação com os animais?
Primeiro, devemos ter um respeito profundo pelos nossos animais. Todos nós nascemos com o poder de nos comunicarmos com outras espécies, mas essa capacidade está adormecida na maioria das pessoas, pois só dão primazia ao lado racional. É preciso aprender a ligar-se ao coração do outro, a validar sua intuição, a seguir os conselhos do coração para que tudo comece a fluir mais facilmente.

Fonte: http://www.dzai.com.br/blogmaisbichos/blog/blogbichos

 

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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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4 respostas para Conversa com os animais de estimação – Saiba mais sobre essa convivência!

  1. Já tive alguns cachorros em casa e acredito que essa energia acontece mesmo. Parece que eles sentem quando não estamos bem e só querem ficar por perto. E eles sentem as pessoas que gostam, ou não deles.
    O instinto de preservação do seu espaço, da pessoa que elegeu como seu dono, fica bastante apurado. Porque de nada adianta alguém se achar dono, por ter comprado, ou ter levado pra casa, porque eles elegem como donos, a pessoa que ele sente que o acolheu de fato.

  2. Sandra Fayad disse:

    Depois de lê-lo e relê-lo, decidi que o título de um dos meus livros seria Animais que Plantam Gente. Achei o livro no lixo. Esta é a única tradução para o Português de que tenho notícias. o original pode ser encontrado em uma Biblioteca de Paris. Tradutor: Egydio Russo:
    Chales Georges Leroy era filho de guarda florestal, tenente das caças do Parque de Versailes e Marly (caçador por profissão). Entre 1762 e 1781, após décadas de observação, publicou em vários jornais as Cartas sobre os Animais (Letters sur les animaux). Em sua primeira carta ele diz: ” Afirmo, senhor, que os animais sentem como nós; e julgo que, para pensar de outra maneira, necessitaria fecha completamente os olhos e o coração. Alguém que pudesse ouvir, sem ficar comovido, os gritos angustiantes de um animal, não seria bastante sensível aos de um homem”. Mais adiante afirma: “.Parece-me que .. os animais sentem, pois tem os sinais evidentes da dor e do prazer; que eles se recordam, pois evitam o que lhes prejudicou e procuram o que lhes agradou; que comparam e julgam, pois hesitam e escolhem; que refletem sobre seus atos, pois a experiência os instrui…”

    • JCDattoli disse:

      Excelente esse registro, Sandra. O referido francês teve a inteligência para observar, concluir e escrever as suas convicções – mais do que pertinentes – a respeito dos animais. Foi muito enriquecedor esse seu comentário!
      Obrigado.

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