Quando procurar um psicólogo?

Imagem: www.totalhealthview.com

Replico o texto “Quando procurar um psicólogo”, publicado no site Mais Equilíbrio. Percebo que as pessoas em geral não compreendem adequadamente o que é e quando fazer uma psicoterapia. Por outro lado, a impressão é a de que ainda existe um certo tabu a esse respeito, e mesmo aqueles que já buscam ajuda de um psicólogo têm receio e se sentem constrangidos em falar sobre isso.

Assim, como um dos objetivos deste blog é contribuir para o autoconhecimento e o crescimento pleno dos nossos seguidores, transcrevo a seguir o mencionado texto, que me pareceu útil e interessante!

“Quando procurar um psicólogo?

Muitas pessoas têm vontade de fazer psicoterapia, mas o preconceito e a vergonha de perguntar, as impedem muitas vezes de procurar um profissional. Quantas coisas de que realmente gosta você tem feito nos últimos dias? Ou está sempre buscando agradar aos outros,esquecendo-se de si mesmo? O quanto você se conhece? Essas são apenas algumas perguntas que muitos ficam confusos ao responder, pois tendemos a não nos conhecer interiormente.

Quando diante de alguma dificuldade, a maioria tende a procurar alguém, um bom amigo, uma cartomante, ou seja, alguém que ouça e ajude. Outros preferem ouvir música, jogar bola, dançar, tomar uma cervejinha com os amigos. Realmente tudo isso pode ser útil para superar as dificuldades, porém o alívio proporcionado é apenas momentâneo e superficial, quando não representa apenas uma fuga. Você já reparou que quando procuramos alguém para desabafar, o outro sempre tenta contar a sua própria história e ficamos com a sensação de que não fomos ouvidos? E naquele momento você precisava de alguém que o ouvisse com atenção e pensasse junto para aliviar a dor e ajudá-lo a trilhar um novo caminho. É nisto que o processo psicoterapêutico se difere.

A Psicologia, com suas técnicas científicas, pode realmente ajudar as pessoas a viverem melhor, pois o objetivo maior é o autoconhecimento. É preciso deixar claro que quando se procura um profissional, ele não está lá para dar conselhos, julgar, dizer se você está certo ou errado, mas sim para pensar junto e ajudá-lo a chegar na verdade, em quem você realmente é. O importante é procurar um profissional com sensibilidade para entender sua dor e que lhe faça sentir acolhido.

A origem de todas as dificuldades geralmente encontra-se na educação rígida da infância, naquilo que nos fizeram acreditar ainda crianças, na falta de demonstração de amor e confiança. Tudo isso gera adultos inseguros, sem auto-estima, auto-respeito e amor-próprio e com muito medo de se conhecerem.Assim, afastam-se cada vez mais de quem são realmente.

Acreditam na falsa ilusão que, ao olharem profundamente para dentro de si mesmos, descobrirão algo muito feio de se ver, o que na verdade é exatamente o contrário. Quando se conhecem, descobrem-se muito melhores do que um dia os fizeram acreditar e passam a se respeitar, acreditar em si mesmos e a se amar e isso faz toda a diferença!

Infelizmente, o preconceito mistura-se com a ignorância, fazendo com que muitos deixem de se beneficiar do trabalho terapêutico. Participar deste processo ainda é considerado “coisa de louco” quando, na realidade, a alienação de si mesmo é que se torna um dos grandes geradores de conflitos.Lembre-se que procurar ajuda terapêutica é um sinal de coragem e maturidade. Não de fraqueza, como muitos acreditam.

Dentro do contexto do trabalho terapêutico os sentimentos (que é o que temos de mais valioso) são respeitados acima de tudo. É uma hora em que toda atenção está voltada totalmente para você, fazendo com que se obtenha resultados mais profundos e duradouros. O psicólogo clínico pode, e muito, contribuir para que cada um chegue às causas de determinados comportamentos, levando a um conhecimento maior do seu próprio \\\’eu\\\’ e principalmente, resgatando sua auto-estima e amor-próprio.

Fonte – http://maisequilibrio.com.br/bem-estar/quando-procurar-um-psicologo-7-1-6-506.html
Por – Rosemeire Zago, psicóloga clínica com abordagem jungiana, especialização em psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento e ministra palestras motivacionais.

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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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2 respostas para Quando procurar um psicólogo?

  1. Muitas vezes, as pessoas sentem vergonha de procurar um profissional desses. De fato existem pessoas que se acham capazes de se curarem sozinhas. As vezes até sim. Mas a maioria das vezes, é só uma ilusão. Por outro lado, os profissionais que atendem pelos planos de saúde são poucos e as pessoas desistem, quando são marcados para datas distantes, ou acabam por esquecerem.
    Hoje, estamos vivendo uma época, em que as pessoas não se disponibilizam a ouvir as outras. Não há tempo, nem há paciência. Há um contingente enorme de solitários fechados em seus mundos, cheios de problemas que não conseguem ver a saída. Não ha percepção da necessidade de valorização desses profissionais e disponibilizá-los, principalmente a população carente. São poucos profissionais no mercado, para um número cada vez maior de pessoas que precisariam de uma escuta atenta, de fato.
    A realidade é que hoje vimos um contingente cada vez maior de pessoas, que acabam entrando em surto, por não conseguirem encontrar saída. Pessoas que se sentem cada vez mais oprimidas e muitos que cometem verdadeiros desatinos, quando a busca por ajuda, poderia evitar muitos problemas.
    Bjs

  2. JCDattoli disse:

    É, Lucinha, acredito que você está corretíssima no seu diagnóstico. Os problemas emocionais e os distúrbios da mente humana em geral são crescentes e a área de saúde pública mostra total despreparo para mitigar essas situações preocupante. E o pior é que não há solução à vista!
    Obrigado por comentar.

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