A doença da alma: você tem um cachorro preto?

                                          Mental desiese

Infelizmente, não é novidade que as doenças da mente, ou os desequilíbrios emocionais, estejam aumentando pelas diversas partes do mundo, segundo dizem os estudiosos, os profissionais de saúde e, mais ainda, as evidências trazidas pelas diversas pesquisas. De forma crescente – e preocupante – esses problemas têm afetado pessoas de todas as idades. E duas dessas doenças se destacam nos dias atuais: a depressão e a ansiedade. Sobre esta última, acabei de ler um livro e pretendo trazer alguma abordagem específica brevemente.

A respeito da depressão, por muitos chamada de “a doença da alma”, que pode ter causas as mais variadas, temos hoje muito trabalho e texto disponível na Internet para pesquisa e leitura. Destes, quero destacar parágrafo de um texto escrito por Socorro Capiberibe – Presidente da AMPARE, disponível em http://www.libertas.com.br/libertas/doenca-psiquica-a-dor-da-alma/:

“É assim a doença emocional… Não mostra sangue. Não é palpável. Os exames clínicos não detectam; as sofisticadas máquinas de tomografia e ressonância magnética não registram; a maioria das pessoas ignora; boa parte dos médicos não valoriza… mas, nem por isso é menos dolorosa. A dor da alma é tão forte e provoca tanto sofrimento quanto à dor do corpo e ainda é dilatada pelo preconceito dos menos informados, muitos dos quais dentro da própria família. É importante se conscientizar de que a doença emocional – como toda doença – merece respeito e tratamento digno e adequado, com profissionais competentes e especializados. Convém ressaltar, que em se tratando de “doença democrática” que não escolhe sexo, idade, classe social, credo ou profissão, qualquer pessoa, até mesmo médico e psicólogo, pode ser acometida pela doença psíquica.”

E para comprovar que esse tipo de doença está ganhando proporções de fato preocupantes, a própria Organização Mundial de Saúde produziu interessante vídeo com o título “Eu tinha um cachorro preto, seu nome era depressão”. Penso que essa produção, por ser agradável e de estilo educativo, deve ser vista pelo maior número de pessoas – e compartilhada amplamente – para que estejam atentas para as armadilhas emocionais e não se deixem dominar pelo “cachorro preto”! 

O vídeo (link a seguir), com duração de apenas 4min18, foi publicado no Youtube no fim do ano passado. Vamos divulgar?

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Sobre JCDattoli

Este blog foi idealizado para compartilhar reflexões e discussões (comentários, frases célebres, textos diversos, slides, vídeos, músicas, referências sobre livros, filmes, sites, outros blogs) que contribuam para a realização e o crescimento do ser humano em toda a sua essência e nas dimensões pessoais e profissionais. Almejo que o ser humano se mostre cada vez mais virtuoso, atento e disposto a servir o próximo em cada momento da sua existência. Atuei profissionalmente por quatro décadas, com bastante intensidade, nas áreas pública e privada. Ocupei de cargos técnicos a postos de chefia e direção. Neste novo momento, pretendo ajudar pessoas a atingir outros patamares na vida – e na profissão. Dedicarei parte do tempo para ações sociais/humanitárias (acabo de retomar o projeto 'música para idosos'), além de assegurar espaços na agenda para reflexões e meditações. Gosto de ler, de praticar atividades físicas e de cantar-tocar violão. A família e as amizades são preciosas matérias-primas na construção do bem viver. Apesar das incongruências, desencontros e descaminhos humanos, tenho por missão dedicar-me mais e mais às pessoas como contributo para um mundo verdadeiramente melhor!
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2 respostas para A doença da alma: você tem um cachorro preto?

  1. O perigo da ansiedade não controlada, é desencadear a frustração e consequentemente pode até chegar a depressão e isso passando por uma série de fases:
    a solidão causada por inúmeros fatores, que desencadeiam o vazio da alma, que é quando nos perdemos de nós mesmos… Ou por uma questão emocional; (traumas, frustrações, perdas, etc) – que requer tratamento psicológico; ou por uma questão física, falta de alguma substância no organismo. E é necessário um tratamento médico psiquiátrico, e fazer uso de medicações. Muitas vezes concomitante com o psicológico.
    O princípio do se sentir solitário deve ser observado em suas fases iniciais:
    Carência, no momento em que nos encontramos sozinhos, muitas vezes em meio a um grupo de pessoas, e não conseguimos aceitar essa condição.
    Falta de equilíbrio, porque quando perdemos esse equilíbrio emocional, desencadeamos uma série de estados da alma, e aí surgem os cachorros pretos, que nos perseguem.
    Claustro, a partir do momento em que, por sentirmos esse vazio existencial, nos sentimos aprisionados dentro de nós mesmos, sem conseguirmos enxergar a saída.
    Circunstância, a partir do momento em que nos perdemos de nós mesmos e da nossa alma.
    E é exatamente aí, que começamos entrar em depressão. Ninguém vê, ninguém percebe.
    Beijos

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